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COM DERROTA, JOGA 13 SE AFUNDA EM CRISE

“Como capitão do time não sei dizer o que está acontecendo”. Com esta frase Rodrigo, camisa 4 do Joga 13, respondia a quem perguntasse sobre o porquê do Joga 13 estar com 3 derrotas em 3 jogos na atual competição.

A fase está difícil. Perdeu do Melville, foi goleado por Estudiantes e perdeu do Kadência. Os números não negam a má fase do time – nenhum ponto e saldo de -10 gols. Isso coloca a equipe entre as piores do torneio (pelo saldo, só não está pior que Basicus e Tosco), não constando na zona de descenso apenas porque marcou um gol a mais que o Fora de Série. Na verdade, quem olhar a tabela, verá o Joga 13 na companhia de Basicus, Tosco, Fora de Série e MachuPichu – todos com zero pontos. O Joga 13 hoje freqüenta a ponta da tabela que não costuma estar – a ponta de baixo.

Quando derrotado pelo Melville na estréia, não houve muito alarde, pois o time jogou sem o goleiro Caieras, quase sem reservas e contra o vice-campeão. Uma derrota seria um resultado um tanto natural. Mesmo assim, só perdeu depois que ficou com um jogador a menos. Na rodada seguinte, Caieras voltou, mas jogadores fundamentais como Choco e Guma não apareceram. Resultado: a maior goleada já sofrida pelo Joga 13 em sua história no Chuteira – 8 a 3. Ali o alerta apitou. Daí o time completo aparecer para o jogo contra o então líder Kadência. Time completo a história seria outra.

Não foi. O 13 jogou com mais pegada, mais vontade e chegou a estar na frente. Mas não contavam com a habilidade e velocidade do meia-atacante Pedro Henrique, que fez 3 gols na partida. Mesmo assim, o 13 conseguiu a vantagem no placar. Marcou a saída de bola do Kadência e conseguiu virar para 4 a 3. Mas sofreu o empate e se não fosse o antijogo por parte do Kadência poderia ter conquistado ao menos um pontinho. Mas fato é que perdeu.

“Agora não tem mais jeito, é crise”, anunciava Lele após o jogo e com 22 anos recém-completados na véspera. O artilheiro talvez seja uma amostra do que vem sendo o 13 no torneio. Esperava-se muitos gols dele, mas até agora foram “apenas” 4. Em má fase, via-se muita vibração em campo, tanto do time quanto de Lele. Lele marcou dois gols e vibrou muito, comemorou muito, inclusive acenando para a torcida em ato puro de desabafo. E assim foi o 13 o tempo todo, principalmente com Doce, que era quem coordenava as ações do time já que Choco estava sumido em campo. “Não está dando, eu estou muito mal, não estou jogando nada”, assumiu Choco após a partida.

Mesmo lutando, vibrando, quem comemorou foi o Kadência. O gol em lance que este deveria devolver a bola ao Joga 13 – quando este parou o jogo para que um jogador do Kadência fosse atendido – decidiu a partida. Foi o quinto gol, o 5 a 4. O gol que deu a liderança isolada ao Kadência e deixou o Joga 13 mais no fundo do poço. Para piorar, sábado o Joga 13 enfrenta o SNG. Sem nunca ter vencido o forte rival, o 13 precisa desesperadamente de uma vitória. A situação não é tão dramática caso se leve em conta que a equipe já enfrentou três times que são líderes e fortes concorrentes ao título. Mas moralmente as derrotas em seqüência pesam.

“Se o 13 está em crise ou não, eu não sei. Só sei que queremos a vitória, pois queremos terminar em primeiro. Se eles perderem de nós e ficarem em crise não é um problema nosso”, limitou a comentar Renê, o mais carimbado homem a jogar de vez o 13 no poço. Neste sábado, ele pretende dar mais uma mãozinha para o 13. Uma mão a empurrá-lo poço abaixo.
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