Agora sim o Locomotiva Tarja Preta está com o time completo e pronto para a estréia. Pronto é modo de dizer, pois ainda falta muito para o ideal. “Precisamos urgentemente de entrosamento”, confirma Publius, o manager e idealizador da equipe. Entretanto, a urgência era um goleiro e Publius encontrou no veterano Betão, que deixou Fúria e Fora de Série, um par perfeito para as glórias buscadas por eles no I Chuteira de Prata.
O Locomotiva já existia há muito tempo, pelo menos na cabeça de Publius. Desde o V Chuteira que ele falava a seus colegas de Acidus, especialmente Lucas, de sua intenção de montar um time com esse nome. Se no papel ele já tem quase um ano, no campo ele tem pouco mais de duas semanas, quando fez sua primeira partida contra o Acidus, em derrota por 9 a 8.
Empolgado, Publius adora falar e cutucar os rivais de Chuteira. Na entrevista abaixo, ele atira para todos os lados e fala sobre sua passagem por Acidus e Basicus e agora em sua nova vida de, além de jogador, manager.
Como está o Locomotiva Tarja Preta? Qual sua ideia de time para montá-lo?
Quase montado, precisando urgentemente de entrosamento mas com jogadores que sabem jogar bola. A minha idéia é montar um time que jogue com alegria e união e surpreenda os adversários. Aos poucos vamos montando um time forte para o Chuteira de Prata.
O que leva de Acidus e Basicus com você para o Locomotiva?
Dos dois levo a amizade, fiz muitas amizades. O Acidus foi o time que iniciei no campeonato e que me deu as boas vindas. Aprendi no Acidus a ter mais versatilidade, a jogar em diversas posições. Do Basicus a lidar com as adversidades. O Basicus era um time difícil de entender quando se via jogar. Simplesmente o time apagava no segundo tempo. Só no último jogo conseguiu se recuperar a tempo de melhorar sua imagem no campeonato. Mas foram duas boas escolas que me deram experiência.
No papel, o Basicus tinha um bom time. Por que esse time nunca deu certo a ponto de nunca vencer um jogo?
Tem que perguntar isso para Jesus Cristo ou seu assessor, Warderley Luxemburgo. Não entendia esse time. Contra o Roleta, Joga 13 e cia. limitada o time jogava bem um tempo e apagava. E quando apagava começavam a se desesperar e vinham cartões amarelos, azuis e o time era derrotado. E sempre conversamos, não foi por falta de conversa. Sempre fazíamos reuniões, mas nada adiantava. Mas valeu como experiência e não teve nada melhor que derrubar o Roleta Russa.
E o Acidus, por que saiu do time? Rumores dizem q você brigou com o Lucas...
O Lucas é um camarada gente boa. Não briguei jamais com ele, tanto que hoje ele ajuda muito o Locomotiva, para ver como isso não tem nada a ver. Eu simplesmente perdi a gana de jogar bola pelos marcianos. Precisava de novos desafios e me candidatei no MachuPichu. O Danilo agradeceu a preferência e um pé na bunda do Publius. O único a me aceitar foi o Basicus. Mas foi a escolha certa. A partir daí precisei caminhar com minhas próprias pernas e perdi meu padrinho de Chuteira, que era o Lucas. Como disse anteriormente, com a saída do Acidus surgiu o glorioso Locomotiva Tarja Preta, fenômeno de vender camisas. Para as pessoas entenderem, meu time já vendeu mais camisas que o time do São Caetano.
O que espera de sua primeira incursão como manager?
Não sabia que seria tão difícil. Correr atrás das pessoas, analisar jogador e lidar com os amigos dos amigos. Porque sempre rola isso: um jogador sempre tem um amigo pronto para entrar no time.
Qual sua expectativa quanto a esse primeiro Chuteira de Prata?
A minha expectativa da Prata é que seja no mesmo nível do Chuteira de Ouro, que todos os times valorizem porque sempre será a porta de entrada. Os tarjapretanos estão empenhados em conquistar a taça de Prata e colocar nosso nome na história da competição.
O time tem 4 ex-Basicus, mais que o próprio Basicus. Como analisa o elenco?
O meu sonho era criar o meu time de futebol. Precisava de ajuda e o primeiro a se candidatar foi o Paulinho Ventura (ex-Basicus). Queria mais na verdade. Fizemos propostas para o Goku (goleiro) e Du Formiga (zagueiro), mas eles queriam molezas. Foram para times da Ouro
(o primeiro para o Melville e o segundo para o Fora de Série) e não queriam fazer um esforço a mais, mas são todos jogadores de prata, eles foram rebaixados com o Basicus. O Léo, que abandonou o Basicus no torneio passado – não sei por quê –, foi convidado pelo seu primo Paulinho (co-manager do Locomotiva); o Fernando, também ex-Basicus, é uma aposta e espero que desencante com a camisa tarja preta. São apostas do Paulinho. A respeito do Basicus, o time precisava fazer essa limpeza e recomeçar. E parece que o Rodrigo está fazendo isso.
O Locomotiva ainda não ganhou. Foram 3 jogos e 3 derrotas. Isso pesa? A que você implica ainda não entrar para a história?
Entrar para a história desse grande time que surgiu em janeiro de 2009 todos já entraram só por fazer parte. Vamos desencantar. Foram duas partidas que bateram na trave. Contra o Acidus perdemos no último momento e o time não tinha reservas num calor infernal; e contra o Los Brisas jogamos mal diante de um time envolvente. Joga muito essa garotada. No último jogo deu simplesmente um apagão tipo Basicus e não entendíamos mais nada
(contra The Veras, o Locomotiva tomou uma goleada acima dos 20 gols). Para o próximo jogo teremos um ataque renovado com Fernando e o Wellington. Este último é muito rápido e craque. Jogou vários campeonatos pela cidade e é a minha aposta para o campeonato. Aos poucos estamos encorpando e a cada partida vamos entrar mais na história aos conquistarmos as vitórias e os títulos. O Locomotiva vai ganhar o Chuteira antes do Joga 13.
(risos)
Muitos dizem que você tinha um gênio mandão e falava muito. Pelas respostas, você continua a falar muito. E o gênio mandão, como lidar com isso quando você vai gerenciar um time? Isso ajuda ou atrapalha?
Isso é verdade. Mando muito e muitas vezes tinha de ser da minha maneira. Mas no Locomotiva há uma democracia. É um time novo e precisei amadurecer e ver que gerenciar um time não é brincadeira. Você é responsável por uma parcela do campeonato e mais 100 pessoas dependem de como você lida com as pessoas. Mandei o gênio mandão para o SNG porque eles estavam precisando de um.
Com a experiência de 2 anos de chuteira, muitas amizades, inimizades também, como vê o apelido de Publius El Loco dado a você quando goleiro do Acidus? Acha que seu gênio ajudou para isso?
Não sou goleiro nato. Não nasci goleiro. Algumas facilidades que tenho como a impulsão me ajudaram a ser um bom goleiro. Engraçado isso, hoje tenho um time que se chama tarja preta, não tinha reparado nisso ainda. Mas acho que o el loco veio pela a minha vontade. Sou um jogador de muita vontade e que se assemelha aos jogadores argentinos e uruguaios. Muitos times queriam ter um el loco para melhorar suas performances.
Para fechar, quais os grandes rivais do Locomotiva? Certamente há times que você terá mais gosto em enfrentar...
Roleta Russa. Não é pessoal, mas o Roleta consegue ser rival até do Roletinha. Acho que agora o Fora de Série também, pois o titã Betão (fecha gol) faz parte da família tarjapretana, e o Basicus, pois em nosso elenco temos 4 de seus ex-jogadores. O time chama Locomotiva para passar por cima e vamos jogar com a mesma vontade de vencer em todas as partidas e em todas as ocasiões. Agradeço o espaço na imprensa e mando um abraço a todos os meus comandados, que são: Paulinho, Léo, Daniel, Jessé, Andrey, Vinni, Renan, Betão, Fernando e o Wellington. A todos que entrarão nesta potência futebolística chamada... LOCOMOTIVA TARJA PRETA.
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