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A partir deste sábado, cada equipe deverá ter, no mínimo, um colete para substituições; medida deverá pegar desavisados de surpresa

Durante o Congresso Técnico, realizado no último dia 21, ficou definido, entre vários assuntos, que a partir deste semestre as equipes deverão apresentar coletes próprios para os jogadores que estiverem no banco de reservas. Cada atleta deverá ter o seu, entregando ao companheiro no momento de entrar em quadra para o substituir. A medida, por enquanto, envolverá apenas um único colete por equipe – para o tempo hábil de todos – na fase de classificação (a partir do mata-mata, todos os jogadores no banco de reservas deverão usar o diferenciador dos jogadores de linha). A determinação deverá pegar alguns managers de surpresa neste sábado.
 
A adesão ao Congresso foi positiva. Cerca de 25 equipes compareceram para ajudar na regulamentação do Chuteira de Ouro. A medida sobre o uso de coletes visa uma identificação melhor para os árbitros das trocas constantes em quadra, além de uma diminuição dos atritos – muitas vezes iniciados por quem está fora das quatro linhas.
 
“Acredito que é válida essa mudança para uma maior organização dentro de quadra”, opina Vander, que representou o Faroeste no encontro do dia 21. O time jogará a Aço neste semestre e folgará na rodada inaugural, ganhando um pouco mais de fôlego para se organizar. “Como toda mudança, é bom um tempo para adaptação, seja para adquirir o material, ou para se acostumar com as trocas”, continua Vander.
 
O sistema funcionará da seguinte maneira: a cada substituição, o jogador que entrará tem de entregar o colete na mão do atleta a ser trocado – isso tudo no centro da quadra. Quem jogar o colete no chão, ou entregar ao colega de qualquer maneira, será penalizado com cartão amarelo (que gera uma falta coletiva). Ou seja, o jogador terá de se controlar emocionalmente no andamento da partida. “Essa nova medida será um facilitador por estar deixando mais organizado o sistema de substituições”, avalia Cesão, capitão do Real Madruga – que mais uma vez disputará a Série Ouro.
 
Cesão vê a medida com bons olhos, após se lamentar por nenhum dos diretores do Madrugão conseguir comparecer ao Congresso: “Para nós será uma medida fácil, pois esse sistema já vem sendo adotado nos campeonatos universitários, e grande parte do elenco passou por essa experiência”.
 
Como em todo semestre, muitos times serão pegos de surpresa com a nova medida. Ou por não terem comparecido ao Congresso, ou por simplesmente ignorarem o regulamento. “Não sabíamos dessa regra”, confessa Jarra, que mais uma vez liderará o Plata o Plomo no Chuteira 5. Para ele, a regra não afetará sua equipe, mas acha um fator complicado para o momento. “Nem sempre todo mundo poderá ir aos jogos. Consequentemente, se a pessoa encarregada pelos coletes não puder ir, isso poderá complicar o time por algo não tão importante quanto, por exemplo, a falta do uniforme”, continua Jarra.
 
Por enquanto, os times deverão possuir apenas um colete. Dessa forma, terão nove rodadas para se programar com o restante do conjunto e poder disputar uma eventual fase final caso se classifique. No mata-mata, jogador reserva que não tiver devidamente uniformizado (incluindo o colete), não passará do portão. “Vamos correr contra o tempo para comprar os coletes e deixar no padrão Faroeste. Iremos orientar os atletas e comissão quanto ao uso, e seguir a regra como manda o figurino”, salienta Vander.
 
Medidas para o bem – Não apenas os coletes deverão pegar managers e jogadores desavisados de surpresa na rodada de abertura. Uma medida usada a alguns semestres deverá dar dor de cabeça mais uma vez: os termos de compromisso. Toda abertura tem uma corrida atrás do termo e de caneta. Quem se antecipa com isso sai em vantagem.
 
Além disso, dentre novidades discutidas e votadas durante o Congresso, uma medida que, por enquanto, será abolida é a proibição de jogadores entrarem em quadra no segundo tempo. Como a regra gerou discussões, foi votado que qualquer atleta poderá entrar em quadra para jogar durante os 50 minutos de partida. Salgado, que mais uma vez defenderá o Vikings – atual vice-campeão da Aço – e o Sagrado (este na Copa Calcio), gostou da decisão: “Nosso time é de empresa e temos muitos eventos aos finais de semana. Talvez aconteça atrasos em um ou outro jogo”.
 
Outra decisão tomada: jogador no banco de reservas que entrar em quadra sem autorização (inclusive para tirar qualquer tipo de satisfação) será punido com cartão amarelo (gerando falta coletiva). Isso servirá para diminuir as confusões, muitas vezes fomentada por quem está ansioso do lado de fora. “Concordo”, posiciona-se Salgado antes de concluir: “Isso é muito importante. Não atrapalhará o trabalho dos árbitros e não viraria uma bagunça dentro da quadra”.
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