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Quartas-de-final:

Roleta Russa e The Veras entraram em campo para a primeira partida de quartas-de-final com a consciência de que um time já conhecia o outro – afinal, tinham se enfrentado na fase de classificação, com vitória por 4 a 1 do Roleta Russa. Era a oportunidade de o estreante The Veras devolver a derrota e eliminar o adversário. Mas a história se repetiu com uma goleada do Roleta Russa por 7 a 3.

Mais uma vez o destaque da partida foi Kuminha, com 3 gols. Além dele, Nação abriu o placar aos 5 minutos, com Kuminha marcando seu primeiro gol aos 6 e Bob outro aos 8 minutos. Aos 12 minutos, Martins fez 4 a 0 e praticamente liquidou a partida em favor do time branco. Ainda antes de acabar o primeiro tempo foi que Deco descontou para o Veras, levando o jogo para o segundo tempo com 4 a 1 no placar.

Ao retornar do intervalo, o show de Kuminha continuou, com o camisa 19 marcando em 8 segundos de jogo. The Veras foi pro tudo ou nada e marcou duas vezes, com Cucio e Petreche, encostando perigosamente no placar em 5 a 3. Mas a tarde era de Kuminha,que aos 14 minutos marcou mais um e deu tranqüilidade ao Roleta. Com um The Veras morto em campo – com sol forte e poucos reservas – Bruno fechou a contagem em 7 a 3 em favor do Roleta e vaga nas semifinais.

Ao mesmo tempo e ao lado, o Bengalas punha em prova sua força diante do Treinadores do Braz. E o resultado mostrou que a equipe tem condições de fazer bonito no Chuteira de Ouro – goleou por 7 a 4.

Guilherme Toledo, destaque da partida, marcou seu primeiro gol logo aos 2 minutos de jogo. Dudu Madeira ampliou aos 5. Foi só aí que o Treinadores acordou, marcando com Gafanhoto,mas na saída de bola Fernando Forte fez outro para o Bengalas, fechando em 3 a 1 o placar do primeiro tempo.

No segundo tempo, mal o Treinadores se assentou em campo e Dudu Madeira fez o quarto do Bengalas. Índio e o estreante Sagath logo descontaram, não deixando a equipe verde se distanciar no placar. Guilherme Toledo marcou mais um, aos 8 minutos, e Giu ampliou para 6 a 3. Sagath ainda marcou mais um, mas Guilherme Toledo fechou aos 16 minutos, decretando o 7 a 3 no placar final.

Joga 13 e Acidus fariam o primeiro clássico do festival, mas infelizmente a arbitragem não queria trabalhar e, num arroubo de intolerância, autoritarismo e ignorância, decretou WO contra o Acidus quando Lucas foi encher a bola oficial do festival para dar início à partida. Detalhe: os jogadores do Acidus estavam todos em campo. O Sr. Paulo Henrique, que já tinha prejudicado o Acidus na final do IV Chuteira contra o SNG, mostrou toda sua empáfia e má vontade para com o futebol e seu trabalho, manchando a reputação da Associação de Árbitros do Estado de São Paulo (AAESP),responsável pela arbitragem no Chuteira de Ouro. Ele alegou que houve cera por parte do Acidus e que não havia número suficiente de jogadores em campo para dar início à partida, mas desconhece que o Chuteira tem como regra mínimo de 5 atletas por equipe para começar um jogo. Mais um detalhe: o Acidus tinha 7 jogadores em campo. Com tal atitude, a parceria entre AAESP e Chuteira dificilmente será renovada para o Chuteira, até porque reclamações contra a arbitragem foram uma constante no decorrer do V Chuteira de Ouro.

Voltando ao futebol, o Projeto Tókio, comemorando 10 anos de clube, entrou em campo contra o Bucets sem um goleiro de ofício. Allan, zagueiro, foi improvisado embaixo da trave e não decepcionou. O equilíbrio marcou o confronto, além das apimentadas provocações de Denys pelo site do Chuteira nas vésperas do jogo. No primeiro tempo, 4 a 4, com Ronald (2), Cabeça e Rafinha marcando para o Bucets, e Mario (2), Lanna e Digão pelo Projeto.

No segundo tempo, o goleiro Jackson chegou e o Projeto jogou completo. E assim houve um novo empate – cada equipe marcou mais um gol (Pimenta e Vitinho), levando a decisão para a prorrogação com gol de ouro. Nenhum time conseguiu o gol decisivo e a vaga nas semifinais iria ser resolvida nas cobranças de pênaltis.

Renê e Pimenta converteram para o Projeto, Ronald e Rafinha para o Bucets. Na última cobrança, Allan manda no travessão e Cabeça classifica o Bucets para enfrentar o Joga 13 numa das semifinais.

Semifinal:

Roleta Russa e Bengalas mediam forças para ver quem iria para a final. e o Roleta tratou logo de mostrar quem mandava ali, com Kuminha marcando aos 9 minutos. Guilherme Toledo não deixou barato e empatou aos 12, mas Martins recolocou o Roleta em vantagem um minuto depois. Insatisfeito, Guilherme Toledo fez mais um e empatou de novo o jogo. Mas a tarde era de Kuminha e Martins, e este último fez seu segundo gol na partida no minuto final do primeiro tempo, deixando em 3 a 2 o placar.

Com Bruno entrando no segundo tempo, o Roleta passou a ter mais habilidade e velocidade no meio de campo e chegou ao gol com o próprio Bruno e novamente Kuminha. Guilherme voltou a descontar após bola de Bizu explodir no travessão e voltar para ele, que chutou meio errado mas a bola rebateu no goleiro Betão e foi morrer nas redes. Mas a reação foi em vão, pois Martins voltou a marcar, fazendo o sexto gol do Roleta. Dudu Madeira ainda descontou, mas não tinha tempo para mais nada. Destaque para Martins, que fez 3 gols e ate catou no gol quando o goleiro Betão tomou cartão amarelo.

Extenuado depois de jogar 50 minutos e uma decisão por pênaltis, o Bucets encarou um Joga 13 novinho em folha. E o Bucets saiu na frente, com gol de Vinicius aos 6 minutos. Mas logo o 13 acabou por se impor sobre o cansaço do adversário e virou com Calado duas vezes. No segundo tempo, Lele e Bruninho fizeram 4 a 1 para o Joga 13, impossibilitando que uma equipe cansada conseguisse virar o placar. Mesmo assim, o destaque da partida foi o goleiro Caieras, que defendeu bolas importantes dos atacantes do Bucets. Em outras oportunidades, os avantes perderam.

Vinicius novamente descontou quase no final da partida, mas o Joga 13 segurou o resultado em 4 a 2. O Bucets, mesmo tendo já jogado, teve mais volume de jogo que o 13, mas não conseguiu converter isso em gols. Joga 13 chegava a mais uma final do festival.

Final:

Enfim a grande final e o confronto entre velhos adversários e conhecidos. O Joga 13 chegava mais inteiro fisicamente, com um jogo jogado a menos, e o Roleta vinha com um banco completo e mais entusiasmo. Mas o que se viu no primeiro tempo foi um Roleta apático, sem vibração, com os jogadores do 13 gritando e vibrando a cada dividida e jogada bem-sucedida. Doce, para variar, era a alma da equipe. E nessa toada que o 13 marcou, com Lele e Calado. O Roleta pouco chegou e ameaçou Caieras, e muitos já viam ali a síndrome do amarelão do Roleta voltando a entrar em campo.

Mas o segundo tempo foi outro. O Roleta voltou diferente, com Bruno e Kuminha armando as jogadas e impondo velocidade à equipe. Doce, Rodrigo e o gigante incansável Guma tiveram trabalho redobrado para conter o avanço Roleta. Mas aos 5 minutos do segundo tempo Nação aproveitou falha da defesa do 13 dentro da área e mandou para as redes, cheio de vibração. Era o que faltava para acordar o Roleta, que passou a pressionar mais, e a perder mais gols também. Mas o 13 não ficou só na defensiva; toda bola era alçada para Lele tentar algo, e toda bola que ele tentava era cortada. Algumas vezes ele foi parado com falta, como uma que Baru levantou o camisa 9 na lateral. Lances de perigo eram criados quando alguém de trás chegava para ajudar, como com Calado e Doce.

Chances perdidas de cada lado, foi numa falha do goleiro Caieras que o Roleta empatou. Bruno colocou de lado a bola e, pouco a frente do meio de campo, mandou um chute fraco e rasteiro. Caieras caiu atrasado e não segurou. Era o empate do Roleta, aos 12 minutos.

E as oportunidades se seguiram, com nítida vantagem das defesas sobre os ataques, e a decisão acabou indo para a prorrogação. Bob quase marcou duas vezes e o Roleta parecia mais próximo do gol do que o Joga 13, mas os 10 minutos voaram e ninguém marcou o gol de ouro. Restava os pênaltis.

E o apagão da quadra quando se preparavam para bater gerou chiadeira total por parte da torcida, que estava no frio do lado de fora assistindo à disputa. Negociação com o vigia do PlayBall – já passavam de 18h30 – para mais 10 minutos de luz. Foi o suficiente para as cobranças de Rodrigo, Doce e Lele balançarem as redes, enquanto pelo Roleta Nação bateu mal o primeiro e Caieras defendeu, com Kuminha e Bruno convertendo suas chances. O 13 saía bicampeão do Bola na Rede, reforçando que no Chuteira campeão é sempre bicampeão.

A comemoração do Joga 13, para variar, foi a improvisação de uma dança ao som da música de provocação ao Roleta Russa – “Eu não sou Roleta Russa, eu não sou Roleta Russa” – e mesmo xingamentos. Por parte do Roleta, seus jogadores ouviram e viram as provocações, mas saíram calados, com apenas Nação querendo retrucar, mas logo persuadido pelos companheiros que aquilo não era solução para nada.

E o Joga 13 comemorou, levantou a taça e vibrou muito. Caieras ficou com o troféu MVG e Lele com o de artilheiro, com 8 gols. Kuminha, do Roleta Russa, levou o troféu de MVP do festival.
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