Quatro jogos decidiram os 4 semifinalistas no III Festival Bola na Rede. As duas melhores campanhas da primeira fase abriram a rodada nas quadras 8 e 9. O The Veras pegava o SNG com rótulo de favorito, enquanto o Primatas encarava o Elefantes Indomáveis.
Sem o artilheiro João Cláudio, o The Veras fez um começo de jogo melhor que o SNG. Porém, foi este que abriu o placar, com Tejeda anotando um belo gol: ele acertou um lindo chute pela esquerda e mandou a bola no canto esquerdo do goleiro Benga.
Logo no primeiro lance do segundo tempo o Veras empatou com Jairo. Instantes depois, o sempre eficiente Memé invadiu a área pela esquerda e, cara a cara com Benga, perdeu um gol feito. E o SNG, já melhor que o adversário, continuava perdendo chances: Tejeda foi lançado no ataque e bateu de primeira, com categoria, para linda defesa de Benga. Mas de tanto insistir o SNG chegou ao gol: Biro foi lançado pela direita, cruzou rasteiro e Memé apareceu pela esquerda para tocar a bola para o fundo do gol.
A partir daí, o The Veras melhorou e chegou com perigo por algumas vezes. Mas o SNG era superior e com Memé de novo chegou ao terceiro gol. Ainda houve tempo para o emprestado Danilo descontar e anotar o placar final de 3 x 2 para o SNG, que garantia o time nas semifinais.
Ao mesmo tempo, na quadra ao lado, o atual campeão da Prata, o Primatas, chegava como franco-favorita ao confronto com o Elefantes Indomáveis e fez jus ao rótulo: abriu o placar logo nos primeiros minutos de jogo com Gui Fenômeno, após cruzamento de Moisés pelo flanco. O MVP do último Chuteira de Prata não decepcionaria, fazendo, também, o segundo gol não muito tempo depois após falta ofensiva mal aproveitada pela equipe vermelha. Os “símios” embalaram contragolpe, marca registrada da esquadra primatense, que culminou em uma bomba cruzada pelo flanco direito do camisa 9. Golaço, mais um de Gui, Primatas 2 x 0 e tempo técnico requisitado.
Mesmo com a parada, os Elefantes não conseguiam transpor o ferrolho dos macacais, sentindo enorme dificuldade para criar jogadas ofensivas. Com isso, o terceiro não tardou a surgir. Antes do gol, houve chance desperdiçada por Orley que, mesmo embalando belo arremate de primeira a partir de um cruzamento de Nando, chutou em cima do arqueiro Felipe. Contudo, na seqüência, não houve perdão e, para variar, novamente Gui Fenômeno mandou para o fundo das redes. Dessa vez em nova jogada rápida, o tento nasceu a partir de triangulação do implacável trio Moisés, Nando e, claro, Gui.
Quem pensava que a situação mudaria na etapa final se enganou. Os Indomáveis trocaram seu arqueiro, substituindo Felipe pelo capitão Douglas. No entanto, mesmo assim, os Primatas mantiveram o ritmo forte no campo ofensivo. Como não poderia deixar de ser, veio o quarto e novamente como não poderia deixar de ser, a partir dos pés de Gui Fenômeno, que nessa altura disparava na artilharia do Festival.
Com a folga no placar, o jogo se tornou burocrático. Os rubros ainda não conseguiam chegar com consistência, somando à diminuição no volume de jogo dos cândidos, tivemos minutos de jogo fraco. Mesmo nesse cenário, o 5 x 0 veio dos pés de Nando, em novo contra-ataque, fechando a conta. Ainda deu tempo dos indomáveis fazerem o de consolação com Matheus, que conseguiu empurrar à meta de Vitinho após um bate-rebate na área.
No segundo horário das quartas, um duelo de gigantes e velhos conhecidos do Chuteira. O Joga 13 punha seu favoritismo à prova contra o reconfigurado Acidus, que chegou com Ricco voltando ao time e Luisinho, do Bacana e convidado especial para o festival da equipe. E a premissa de um belo jogo de fato se concretizou. Nos minutos iniciais tivemos uma série de chances alternadas, começando com um perigoso chute de Peruca, que matou bonito no peito mas não concretizou. Em seguida, Lele também matou no peito e, sem deixar cair a bola, emendou um voleio que obrigou Johnny a fazer importante defesa. Adiante, Phillip embalou duas oportunidades de gol em sequência: em uma foi abafado com habilidade pelo goleiro Caieiras após lançamento de Peruca, na outra, arrancou pela faixa central mas mandou pelo lado da meta trezeense. Fechando a série, Calado resvalou sutilmente de cabeça, o que resultou numa venenosa bola que Johnny fez malabarismos para defender.
Na mesma velocidade frenética que saíram as primeiras oportunidades, saíram, também, os gols. E foi um atrás do outro, alguns minutos depois. Apesar de errar passes fáceis e permitir aguda vantagem da equipe ácida, foi o esquadrão de sete trezes que abriu o marcador. Lele, o melhor da equipe até então, recebeu livre no campo de ataque e, girando a la Muller sobre Lói, bateu forte para vencer Johnny e abrir o placar. No entanto, a festa não durou muito. O Acidus não só empatou, mas também virou o embate em poucos minutos. Peruca marcou o gol igualador, após uma insistente jogada na área que culminou, enfim, em um chute correto. Pouquíssimo tempo depois, o endiabrado Phillip recebeu pelo canto direito e, ao seu estilo, mandou bonito chute à meta de Caieiras, que nada pôde fazer. Após mais algumas chances alternadas ouviu-se o trilar do apito dos professores indicando fim de primeira etapa.
Na etapa final, continuamos a ver bom futebol nos minutos iniciais. Lele, de cabeça, perdeu boa chance de empatar. Se o camisa 9 dos brancos não aproveitava as oportunidades, o mesmo não se podia dizer de Phillip. Implacável, o miúdo atacante detentor da camisa 80 ampliou o marcador em favor dos verdes após troca de passes em contra-ataque com Ricco e Bruno. Acidus 3 x 1.
Alguns dirão que houve acomodação, outros defenderão a tese de falta de sorte. No entanto, ao nos prendermos ao fato, veríamos uma bela reação do 13 a partir de então, que tinha de atacar de toda forma. Primeiramente, Daniel, em chute rasteiro pela faixa canhota do campo, diminuiu a diferença. Em seguida, veríamos Johnny aceitar um chute mascado de Lele, que, da forma mais inimaginável possível, fez seu segundo no jogo, igualando o placar. Com o 3 x 3, o inconformado Acidus, que perdeu vários gols no contra-ataque que podiam ter decidido a partida, buscou novamente a dianteira e, após nova série de chances alternadas, vimos um lance incrível: por três oportunidades consecutivas no mesmo lance Phillip, Bruno e Peruca chutaram em cima da zaga, que estava a bloquear a meta de Caieiras. E assim acabou a peleja, que seria decidido nos pênaltis.
E foram necessárias 8 cobranças para se decidir o semifinalista. Coube a Lucas, do Acidus, na 8ª cobrança do time após os anteriores 15 jogadores marcarem, mandar na trave e garantir o Joga 13 na briga pelo tricampeonato.
Enquanto Joga 13 e Acidus sofriam na disputa dos pênaltis, o Clube Atlético Perus já tinha despachado o Canhedo Beppu num dos melhores jogos das quartas de final. O começo da partida foi marcado por muito equilíbrio, com as duas equipes atacando, mas logo o ataque do CAP se destacou: Juscelino abriu o placar. Pouco depois, Rodrigo Rosa arriscou de trás do meio de campo e quase marcou um golaço. Pena perdeu um gol feito, mas logo depois se redimiu marcando um golaço: ele dominou na entrada da área, enganou o goleiro com um drible desconcertante e tocou para o fundo do gol.
Com chute da esquerda de Felipe Dias, o Canhedo descontou. Pena estava impossível e respondeu com um chute de fora da área no travessão. Logo depois, Jessé Rodrigo marcou o terceiro do CAP, dando tranqüilidade à equipe. O jogo ficou corrido e o Canhedo mostrou que estava no páreo quando Felipe Cunha bateu cruzado e Felipe Dias apareceu para tocar e marcar o seu segundo no jogo e o segundo do Canhedo.
Rodrigo Rosa chutou de longe, para grande defesa do goleiro do Canhedo, que desviou levemente na bola que ainda tocou caprichosamente na trave esquerda. O CAP jogava melhor, mas o Canhedo ajudou ao cometer erros infantis, como no lance em que Rodrigo Cacheiro saiu jogando mal na defesa e deu a bola de graça para Pena. Sorte dele que o atleta do CAP perdeu o gol. Antes do árbitro apitar o final do primeiro tempo, ainda houve tempo para o Juscie anotar mais um para sua equipe.
No segundo tempo nada mudou: o CAP voltou melhor que o adversário e era questão de tempo para os gols voltarem a sair. E assim foi. Jessé marcou mais um e logo depois Rodrigo Rosa marcou outro. A partir daí, com o jogo ganho, o CAP começou a abusar: Jessé foi em direção à área e tentou tocar por cima do bom goleiro do Canhedo, que fez uma linda defesa. Já no final do jogo, Pena foi lançado na entrada da área, ficou cara a cara o goleiro, mas mandou no travessão, desperdiçando outra ótima chance de marcar o sétimo gol. Fim de jogo e 6 x 2 para o Clube Atlético Perus.
SEMIFINAIS
Pelas semifinais, SNG e Joga 13 fizeram uma partida de dar sono em alguns momentos, longe dos grandes embates do Chuteira já vistos em outras ocasiões. Nos primeiros 20 minutos, o SNG atacou mais, porém, foi o 13 que abriu o placar numa falha bisonha do goleiro Sampa: ele falhou feio ao sair jogando de seu gol na frente de Lele. O artilheiro foi mais esperto e mostrou oportunismo ao tirar a bola do alcance do goleiro e tocar para o fundo do gol. E ficou nisso essa primeira etapa de futebol sofrível e poucas chances.
No segundo tempo o SNG continuou muito melhor e empatou em chute de longe de Marcelo, que mandou a bola no canto esquerdo do goleiro. A virada quase saiu quando Tejeda tocou na saída de Caieiras. A bola estava quase passando a linha, do gol quando o zagueiro Rodrigo apareceu para salvar. Em outros lances, Doce salvou outra em cima da linha e Rafinha fez o mesmo. O SNG não marcava porque os jogadores do 13 salvaram ao menos 4 bolas que estavam entrando. A pressão e o pressentimento de que um gol podia sair a qualquer momento ajudou o 13 a explodir em nervosismo e reclamações. Eles não paravam de reclamar com a arbitragem, que se mostrou conivente com o excesso do time na oratória, e entre si. Caieiras, então, parecia transtornado e xingou seu time praticamente inteiro por tudo que acontecia contra seu gol.
Discussões à parte, o SNG virou com Tejeda. O SNG ainda perdeu chances com Marcelo e Fabinho. Mas Marcelo não desperdiçou um chute forte que ele pegou da esquerda, e que pôs a bola no canto esquerdo do goleiro, anotando um golaço que fechou o placar de 3 x 1 para o SNG, que mantém o 13 como principal freguês da equipe.
Do outro lado, o Primatas tentava seguir sua campanha avassaladora, dessa vez contra o novato surpresa Perus, de quem havia ganhado por 4 x 1 na fase classificatória. E logo no primeiro minuto tudo indicava que esse cenário iria se consolidar uma vez que o time campeão da Prata abriria 2 x 0 no placar com Orley (passe de Gui Fenômeno) e Gui Fenômeno (passe de Orley). Depois dos gols, ainda embalou chances com Moisés, que mandou para fora um belo arremate próximo ao ângulo e, também, com Gui Fenômeno, que, após receber bom passe de Nando pela direita, mandou para fora, cara a cara com o goleiro Rodrigo Gimenes.
No entanto, os Perus pouco a pouco foram se organizando no embate, somando isso ao admirável talento demonstrado por Rodrigo Rosa e Pena, a equipe foi concretizando suas oportunidades. Primeiramente Pena diminuiu a diferença. Imediatamente, Rodrigo Rosa apareceu na área e com uma bomba cruzada sem chances para Vitinho empatou a cancha. Ainda não muito depois o mesmo Rodrigo fez a pintura do dia: fazendo fila no flanco direito pela defesa primata, foi até a linha de fundo e, após fintar mais um zagueiro e Vitinho, conseguiu empurrar para as redes. Era a virada peruana.
No segundo tempo, apesar de criarem boas chances, era visível o abatimento da equipe branca, que dava a cada minuto que passava mais facilidades para os Perus se organizarem. Pena conseguiu ficar cara a cara com Vitinho, que ao perceber a tentativa do célere atacante de fintá-lo, conseguiu se atirar ao chão e salvar a pátria. Entretanto, Rodrigo Rosa estava impossível: fez o quarto gol em intensa arrancada pela direita, soltando o pé contra a meta dos campeões prateados. Ainda daria tempo do quinto para fechar a conta, que veio com Ricardo Augusto, capitão da equipe, em rápido contragolpe. Final de Jogo, Perus 5 x 2 Primatas, e vaga na decisão contra o SNG.
FINAL
Já caía a fria noite em São Paulo, depois de um dia inteiro de garoa constante e das disputas das partidas finais do III Festival Bola Na Rede. O embate final opunha um time novo no cenário do Chuteira, o C. A. Perus, que encarava o poderoso e sempre favorito Se Não Guenta, que por sua vez havia despachado o bicampeão do Festival, o Joga 13, depois de uma partida emocionante.
Surpreendendo a todos que acompanhavam a decisão do Festival, rapidamente o time de Perus chegou ao ataque para abrir o placar na decisão, após jogada na esquerda, Adriano apareceu dentro da área para anotar 1 x 0. Ninguém esperava que saísse um gol tão rápido assim na partida, o que obrigou o SNG a correr atrás da desvantagem.
O SNG se lançou para o ataque e respondeu, após ótima jogada pela direita, o camisa 7, Biro, passou a bola nas costas dos zagueiros até a redonda encontrar Fabinho dentro da área. Cara a cara com o goleiro, o meia-atacante deu um leve toque de primeira, mas o arqueiro fechou o ângulo e colocou para escanteio. Na seqüência, a bola foi alçada na área e a Marcelo, a revelação do SNG, apareceu para cabecear livre no meio da área. A bola pingou no chão molhado e caprichosamente tocou na trave direita do Perus antes de sair.
Seguia aberto o confronto, e o Perus também teve suas chances de ampliar a vantagem. O sempre decisivo camisa 9, Rodrigo Rosa, um dos melhores jogadores do certame, recebeu passe dentro da área. Sozinho na marca do pênalti ficaram ele e o arqueiro Sampa, no entanto, na hora do chute, o jogador furou feio e desperdiçou a chance de anotar o segundo de sua equipe. Furadas foram uma constante no segundo dia do festival. Pouco depois, foi a vez de Pena arriscar da intermediária. Aproveitando o campo molhado, a pelota foi rasteira, rápida, mas Sampa fez boa defesa com os pés e colocou para escanteio, com a bola ainda tocando a trave antes de sair.
Era visível o cansaço dos jogadores das duas equipes, que haviam disputado um pouco antes as partidas de quartas e semifinais. Para piorar, ainda enfrentavam um campo pesado pela chuva que continuava a cair. Mesmo com toda essa adversidade o jogo seguia bom, e após bola invertida da esquerda para a direita no campo de ataque, Fabinho dominou na ponta direita de costas para o gol, fez o pivô e girou batendo no alto para empatar, sem chances para o goleiro Rodrigo.
Depois de reclamar asperamente com o juiz, Rodrigo Rosa foi presenteado com o cartão amarelo e ficou 2 minutos fora prejudicando sua equipe. Contudo, por mais que no tempo em que esteve com um homem a mais em quadra o SNG tenha tido maior posse da bola, a equipe não criou nenhuma chance clara de perigo.
No momento em que aumentava a chuva na quadra 9, iniciava-se a segunda etapa da grande decisão. Buscando a virada e o inédito título do Festival, Biro cortou a marcação e soltou uma bomba da intermediária. A bola, que seguiu rasteira e veloz por conta do campo molhado, explodiu na trave do goleiro Rodrigo, que só olhou. Se num lance quase a virada do SNG, no outro, pouco depois, Rodrigo Rosa dominou no meio, arrancou em direção ao gol, passou pela marcação e tocou a bola no cantinho de Sampa. Novamente o time da zona oeste em vantagem no placar.
Com o resultado o estreante Perus ia garantindo a taça do torneio, e também a vaga direta na Série Ouro do Chuteira. O SNG tentava e passou a jogar cada vez mais apressado e no ataque, dando o contra-ataque aos rápidos e habilidosos Rodrigo Rosa, Pena e Jessé. E bem que o time tentou, lutou, atacou e complicou a vida do Perus. Marcelo aplicou um chapéu no marcador e bateu de pé direito rasteiro, o goleiro do Perus buscou com os pés no melhor estilo Fernando Henrique do Fluminense. Na seqüência, numa prova de como o SNG corria riscos ao ceder o contragolpe ao rival, pelo lado esquerdo a bola chegou até Pena dentro da área, que, frente a frente com Sampa, tentou um toque por cobertura, mas o goleirão fez outra excelente defesa evitando o terceiro gol do CAP.
Mas, a rigor, a pressão do SNG não era uma “superpressão”, daquelas em que um time mal deixa o adversário dominar a bola e logo aparecem vários jogadores na marcação, mas sim, o experiente Se Não Guenta se postava no campo adversário e também tentava não oferecer o contra-ataque ao rápido rival. A retaguarda era protegida por Biro e, na metade do segundo tempo, com a chegada de Allan para o jogo, com a ajuda do experiente defensor. Fabinho dominou na meia, olhou para um lado, para o outro, observou 17 entrando pela ponta direita e enfiou boa bola para o companheiro, que chegou batendo travado pela forte marcação do Perus. Pouco depois Tejeda, camisa 10 que fez belas partidas durante o Festival, desviou a bola dentro da área após escanteio e reclamou que a bola tinha ultrapassado a linha após a confusão dentro da área. A bola de fato não entrou e o árbitro mando seguir o certame, que culminou com o Perus armando contragolpe. Sampa se viu obrigado a sair do gol para dividir com Jessé. O goleiro do SNG até que chegou na bola no tempo certo, no entanto o arqueiro furou feio e o adversário aproveitou para bater com força e guardar o terceiro de seu time, praticamente matando o jogo.
O SNG acusou o terceiro gol, mas mesmo já sem muito ímpeto ofensivo a equipe se manteve no ataque e ainda descontou com chute meio despretensioso de Memé rasteiro no canto quando a equipe de Perus já reclamava o fim de jogo. No tempo que restou o Se Não Guenta partiu para cima, depois de jogada na esquerda, bola foi cruzada rasteira para o meio da área e Tejeda conseguiu um desvio meio de letra, na verdade do jeito que deu, mas a bola ficou fraca e nas mãos do arqueiro.
E assim acabou a partida, com um 3 x 2 para o time do CAP, que fez muita festa ainda debaixo da já fraca garoa. Antes do capitão da equipe receber a taça os jogadores fizeram uma oração, todos abraçados no meio do campo. Já com o troféu nas mãos os jogadores se abraçavam, comemoravam muito, gritavam “é campeão”, e cantaram que era a festa da favela!
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