Seu novo uniforme é de PR1MA! Facilitamos a sua vida!

    Agilidade e comodidade para você focar apenas no que importa... o seu time! @pr1masports e (11) 99210-4656

    Veja mais

CN: RABELOSKA MOSTRA MATURIDADE E LEVA A BRONZE

Rabeloska 4 x 1 My Balls

Após 14 partidas sem perder na competição, My Balls caiu diante do experiente Rabeloska, que fez da marcação e do contra-ataque suas armas para golear e ser campeão, confirmando previsões do início do torneio sobre seu favoritismo

TEXTO Vinicius Bento
FOTOS Weinny Eirado


Título coroa campanha do Rabeloska e prova que as previsões pré-torneio estavam certas: time era tido como favorito e chegou lá

A pergunta que mais se ouvia sobre a final de Série Bronze era: quem são esses dois times? Minha resposta era sempre a mesma: as duas próximas equipes a jogar a Série Ouro. Não, leitor, não estou louco e sei que depois da Bronze vem a Prata. Entretanto, pelo nível dos dois times, posso falar, com toda certeza, que My Balls e Rabeloska são francos favoritos para a ascensão no próximo Chuteira de Prata.

Em quadras opostas (respectivamente 6 e 10, que ficam lado a lado), as duas equipes faziam um leve aquecimento antes da decisão. O clima era descontraído e de tranquilidade. A habitual tensão parecia ter ficado na semana anterior, nas semifinais. Seria confiança no taco? Com o ótimo futebol apresentado na fase de grupos, as duas equipes tinham motivo para isso.


O time campeão do II Chuteira de Bronze

Além do mais, a partida era um enorme tira-teima. Na fase de grupos, My Balls e Rabeloska empataram em um dos jogos mais emocionantes do ano até o momento. Um 3 x 3 disputado até o último segundo de jogo e com chances para ambos os lados.

Para esse confronto final o My Balls tinha sérios problemas. Três jogadores estavam suspensos pelo fatídico confronto contra o Só Canelas. Era a segunda vez que o Rabeloska contava com a sorte (e obviamente com o ótimo futebol) para ter vantagem sobre o adversário antes que a bola rolasse. No último jogo das semifinais, a equipe do CAV resolveu brigar e, de acordo com Caio, alguns jogadores tiveram problemas intestinais... Vai saber, né? Enfim, preciso repetir mais uma vez que o confronto da tarde prometia?


Incansável, o capitão Barata foi o homem do jogo e representava o que era o Rabeloska em campo: raça, vibração e oportunismo

Quando as duas equipes finalmente pisaram em quadra (com quase uma hora de atraso graças à competição anterior), as esquadras mostravam verdadeiros batalhões. Era branco e azul com branco e vermelho para tudo que era lado. A bola rolou exatamente às 15h04. E não demorou muito para que as boas jogadas começassem. Impressionantemente a primeira chance saiu de um erro da defesa do My Balls. Dick Vigarista quase tomou a bola do adversário. Por um centímetro ele não saiu na cara do gol.

A primeira chance do My Balls veio em cobrança de falta. Firme, o goleiro Tássio não deu nem rebote. “Um grande time começa com um grande goleiro”, comentava um torcedor do Rabeloska.

Aos 5 minutos de jogo ficamos todos ensurdecidos. Algum torcedor (amaldiçoado pelos meus ouvidos) soltou mais de dois minutos de fogos de artifício. Depois dos estouros, Betoni tomou o primeiro cartão amarelo da partida. Na linha de fundo ele quis sair jogando e Vasko tomou a bola. Com medo que o adversário saísse na cara do gol, Betoni puxou o adversário pela camisa. Sem piedade, o árbitro tirou o cartãozinho do bolso.

No meio de campo saiu o segundo cartão amarelo da partida. Era a vez do Rabeloska ficar com um a menos. Luisinho Estagiário, camisa 5, dividiu no meio de campo, perdeu a bola e acertou o adversário. O árbitro Carioca não pensou duas vezes e aplicou o amarelo.


Partida foi decidida no contra-ataque, mas no meio de campo houve muita disputa, principalmente entre Paulinho Caieiro e Luisinho

Mesmo com um a menos o branco e vermelho partiu para cima. Dick Vigarista recebeu no meio de campo e, em um três contra um, forçou demais o passe e impossibilitou o domínio do companheiro.

No banco de reservas do My Balls aconteceu um dos maiores abusos que vi em todos os tempos de Chuteira. O amarelado Luisinho foi até o mesário para perguntar quanto tempo faltava. A mesa estava posicionada ao lado do banco de reservas do My Balls. Alex, camisa 10 do My Balls, resolveu dar um chilique com um assunto que não era nem dele. Ameaçando Luisinho e tentando arrumar confusão, Alex chegou a ser ameaçado pela mesa de tomar cartão amarelo. Os deuses do futebol deveriam saber o que ele ainda haveria de aprontar...

Pois depois disso saiu o primeiro gol do jogo. Escanteio batido e Paulinho Caieiro chegou batendo de primeira para estufar as redes. O My Balls saía na frente. O gol pareceu ter deixado o Rabeloska nervoso, pois num lance infantil Dick Vigarista tentou driblar o adversário e quando viu que não conseguiria colocou a mão na bola. Cartão amarelo para ele e mais dois minutos com um a menos. Era a oportunidade do My Balls fazer o segundo gol.


A estrela de Paulinho brilhou ao fazer o primeiro gol da partida, mas a marcação imposta pelo Rabeloska, com bela atuação de Maradona, impediu o My Balls de jogar depois

Entretanto, o que se viu foi o contrário. O Rabeloska segurou o jogo e chegou ao empate. Depois da defesa do MB tirar a bola para o lado errado, o lateral (quase um escanteio) foi cobrado na cabeça de Maradona (que por sinal não lembra em nada o Maradona, além de ser zagueiro), que foi ao terceiro andar e com toda a categoria do mundo testou para o gol. 1 x 1.

Se Alex pegava no pé de todo mundo do Rabeloska, a torcida do time mackenzista também não deixava por menos. Depois de Paulinho reclamar de falta lá na frente, a torcida começou a gritar frases carinhosas como “boiola, boiola”. E a coisa só piorou...

A virada do Rabeloska veio em um biquinho digno de Romário. Stevie Wonder pegou de frente à área e arrematou fraquinho fraquinho. Talvez tenha sido isso que matou o goleirão do My Balls. Quem via de fora podia garantir que na verdade Stevie errou o chute. Mas como diria o poeta: não existe gol feio, feio é não fazer gol!

O primeiro tempo terminou em 2 x 1. Uma primeira etapa muito apertada e equilibrada. Estava tudo aberto. Quando os jogadores do Rabeloska chegaram no banco de reservas, Luisinho Estagiário comentou o caso. “O juiz me mandou vir aqui. Quando cheguei o 10 deles começou a me chutar, ameaçar e falar um monte de besteira. Cada uma, né?”, relatou o camisa 5.

No primeiro lance do segundo tempo tivemos uma verdadeira “cagada ensaiada”. Tássio foi afastar a bola e acertou Chininha em cheio. A bola bateu nas costas do defensor e voltou nas mãos de Tássio. Assustou a todos.


Betoni e Vasko fizeram um duelo à parte na grande final: melhor para o pequenino atacante, que deu trabalho para o zagueirão

Rodrigo D`Alonso fez uma falta que saiu de graça. Depois de ver o adversário ameaçar passar pela esquerda e sair na cara do gol, Rodrigo passou uma rasteira comparável ao lendário Dhalsim e derrubou o atacante. Carioca, como um bom samaritano, deu apenas falta no lance.

O Rabeloska controlava a partida e jogava no contra-ataque, tal qual matou o CAV na rodada anterior. E foi aí que a fera apareceu. Dick Vigarista, que estava tímido na partida, recebeu pela ponta esquerda e com a canhotinha arrematou já quase caído no chão. A bola bateu nas mãos do goleiro adversário e morreu nos fundos das redes (confira sequência abaixo). Dois tentos de diferença e agora o My Balls tinha sérios problemas.













Se com dois gols de diferença a coisa já estava difícil imagine com três. Barata foi avançando pela ponta esquerda, foi indo e ninguém conseguia pisar nele (Entenderam? Pisar, barata? Hein?). Deram liberdade e o capitão adentrou a área e, de perna esquerda, finalizou no cantinho. Uma verdadeira pintura do melhor jogador em quadra.

Como era um jogo do My Balls, não poderia terminar de outra maneira se não com confusão, não é? Depois de Chininha ter exagerado e tomado um amarelo, Alex, aquele camisa 10 do My Balls, entrou e acertou o adversário. Com o jogador do Rabeloska no chão, Alex resolveu levantá-lo dizendo que era frescura. Dick, revoltado, entrou e empurrou. O tempo fechou, mas a turma do deixa disso segurou.

Usando a tática que melhor sabe fazer, o Rabeloska aproveitou a chance dada pelo My Balls. Dick partiu em velocidade no contra-ataque e, na hora do arremate, foi puxado por Paulinho Caieiro. Ele fez o gol, mas o árbitro parou o lance antes e anotou falta, aplicando o cartão azul para o craque do MB. Na cobrança, nada do quinto gol.


Após dois anos da derrota na final da Ouro para o Bengalas com o Bacana, Luisinho chega ao título: “Devia isso para a minha mãe desde aquela vez”

Em compensação, Alex queria confusão no jogo. O camisa 10, em sua última participação na partida, pegou bola dentro da área e voou em cima do adversário. No chão, o zagueiro do Rabeloska continuou mantendo a paciência de Gandhi e relevou mais uma.

O jogo estava nas mãos do Rabeloska. Com um a menos em quadra, o My Balls não conseguia atacar e, pior, não conseguia ficar com a bola. O Rabeloska tocava esperando o tempo passar. Betoni ainda arriscou de fora, mas o My Balls nem de longe era o time temido de outras partidas. Sem poder de reação e “tranquilizado” pelo impressionante poder de marcação e velocidade de contra-ataque, o My Balls não tinha outra alternativa a não ser aceitar a derrota. Mocotó ainda teve tempo de perder o que seria o quinto gol. O grandalhão do time de branco e vermelho recebeu livre dentro da área e arrematou por cima.


Na comemoração, medalhas e o aperto de mão dos campeões: futebol e amizade juntos em campo

Já não havia o que ser feito pelo My Balls. O time que fez 14 partidas invictos perdia na grande decisão diante de um adversário que começou nervoso e se encontrou na partida, fazendo os gols que precisava para garantir o título. Uma apresentação de gala do Rabeloska, uma grande aula de futebol na partida que foi, para a maioria que esteve presente, a melhor das 3 finais. O Rabeloska levantou o caneco e comemorou o título. Que venha a Prata agora.
Comentários (0)