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CN: COM FINAL ARRASADOR, TCHUPITXU É CAMPEÃO DA PRATA

Após estar perdendo por 1 a 0 até os 18 da segunda etapa, peruanos viram para 4 x 1 e coroam volta à Ouro com o título


Desacreditado no início, MachuPichu fez do futebol rápido e muita marcação a marca do título, coroado com a volta para a Série Ouro após um ano da queda

TEXTO Gustavo Vasconcellos
FOTOS Weinny Eirado

Entre as finais da Ouro e da Bronze, MachuPichu e Di Primeira entraram na quadra 5 do último dia 18 para decidir quem seria o grande campeão do V Chuteira de Prata. Os dois times disputaram a primeira fase no grupo B, classificando-se em primeiro e segundo lugar, respectivamente. Estas duas equipes deixaram para trás esquadras como Ras Time, Cachorro Velho e Roletinha durante a fase de grupos. Quando veio o mata-mata, tanto Roletinha, quanto Diabos Negros não foram capazes de parar ‘Tchupitxu’ e ‘Di Prima’. Nas semifinais, foi a vez de Primatas e Jeremias ficarem pelo caminho.

Ainda na primeira rodada da fase grupos, o confronto direto acabou com vitória do Di Primeira por 5 x 4, de virada. Os destaques daquela vitória foram Guido e Dodô. Agora, valendo o caneco da Série Prata, a história foi diferente. A equipe do MachuPichu mostrou sua força e, com 4 gols nos sete minutos finais da peleja, virou a partida de forma arrasadora para 4 a 1, garantindo o título.

A torcida presente estava entusiasmada pelo jogo anterior, a decisão da série Bronze entre Rabeloska e My Balls. Um jogo emocionante, com final positivo para os mackenzistas, campeões com um placar de 4 x 1. Por isso, o início mais calmo na final entre ‘Tchupitxu’ e ‘Di Prima’ deixou a torcida insatisfeita. Os espectadores chegaram a dizer que o jogo estava sonolento. Nos 5 minutos iniciais, somente uma grande chance de gol. O MachuPichu chegou ao gol de Ferrugem logo aos 40 segundos. Tebas cobrou escanteio e Thiago Branco subiu para cabecear. A bola tinha a direção do gol, mas a zaga afastou o perigo quase em cima da linha.


Cris Ferreira, melhor homem em campo do Di Primeira, bem que tentou, e muito, mas time sucumbiu nos minutos finais após erro em cobrança de lateral

O jogo era truncado, com as equipes disputando a posse de bola no meio da quadra. Cris tentava armar as jogadas pelo time do Di Primeira, enquanto Seckler era o jogador mais perigoso pelo lado peruano. Cris arriscou de fora da área, mas a bola foi no meio do gol, na direção do goleiro, que só desviou para linha de fundo. Em novo chute de fora, Cris não obteve sucesso e a bola ficou na zaga.

O Di Primeira começava a dominar a partida, mas o MachuPichu se mostrava a fim de jogo também. Em contra-ataque, Tebas recuperou a bola e passou para Seckler. O camisa 10 retribuiu o passe para Tebas mais adiantado. Ele chegou chutando de bico para o gol, mas errou o alvo.


Raça, eis uma marca da jovem equipe peruana: foram apenas duas derrotas em 13 partidas

Na hora em que começava a ameaçar cada vez mais o gol de Pipo, o Di Primeira conseguiu abrir o placar. Aos 10 minutos, Cris, em jogada na esquerda, rolou para trás, de onde Lê Vieira apareceu para acertar belo chute no canto esquerdo. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar, sem chances de defesa para o goleiro Pipo.

Após fazer o primeiro gol na decisão, o Di Primeira diminuiu a pressão ofensiva durante alguns minutos. Assim, o MachuPichu arriscou-se no ataque em busca do gol de empate. Logo após o gol sofrido, Seckler arriscou dois chutes de fora da área em menos de 2 minutos. Ambas as tentativas acabaram desviando na zaga e saindo pela linha de fundo.

Quando voltou a pressionar ofensivamente o MachuPichu, o Di Primeira voltou a criar boas chances. Uma rápida troca de passes do lado direito do ataque resultou em chute do meio de Cris. A bola subiu mais que o esperado e saiu acima do gol. Dodo e novamente Cris voltaram a arriscar chutes da intermediária, mas a bola não chegou a assustar Pipo.

Para diminuir os espaços de criação que Cris tinha, o MachuPichu adiantou a marcação. Deste modo, Cris e todo o time do Di Primeira começaram a encontrar dificuldades para criar. E agora sem sofrer riscos na defesa, o MachuPichu começou a aparecer no ataque com maior frequência. Com 17 minutos jogados, outro escanteio quase acabou em gol. Russo antecipou-se à zaga em cruzamento a meia altura e cabeceou para o gol. O goleiro Ferrugem já estava batido no lance, mas Dadinho apareceu em cima da linha e evitou o empate.


Ciro, camisa 5, fez dois gols e foi um dos destaques da grande virada da equipe

Na sequência, Seckler acertou belo chute de fora da área, que acabou desviando na zaga já dentro da área. Os peruanos ficaram reclamando de mão. Seria então um pênalti, mas os árbitros consideraram o lance normal e mandaram o jogo seguir. Dos 21 minutos até o final do primeiro tempo, somente mais um lance perigoso pelo lado do Di Primeira. Em falta do lado direito, Simon virou o jogo para Lê Vieira bater rasteiro com muito perigo.

O árbitro trilou o apito e chegou o intervalo de um jogo mais truncado do que jogado no primeiro tempo, no qual as equipes alternaram-se no ataque. O Di Primeira foi quem marcou, mas quem chegou com mais perigo foi o MachuPichu, que em duas situações viu cabeçadas serem salvas em cima da linha pelo Di Primeira.

O jogo foi reiniciado para os 25 minutos finais. O Di Primeira, em vantagem, voltou marcando meia quadra, demonstrando preocupação maior em não levar gol do que ampliar a vantagem. Com isso, a criação de jogadas por parte do MachuPichu foi dificultada. Em um dos poucos lances criados logo no início da segunda etapa, Ciro achou Bruno dentro da área, mas o camisa 9 não conseguiu bom domínio e na hora do chute foi travado pelo goleiro Ferrugem.

Enquanto mostrava força na zaga, o Di Primeira não se arriscava no ataque. Só subia quando tinha segurança. O jogo era amarrado, com muita marcação por um lado (Di Primeira) e muita correria e desespero na busca pelo empate do outro (MachuPichu). Até os quinze minutos, poucas chances foram criadas. As principais foram com Victor, após passe de Ciro, e Ricci pelo MachuPichu, enquanto Cris tentou pelo Di Primeira, mas acabou parando no goleiro Pipo.

Um pedido de tempo aos 17 minutos foi essencial na história da partida. Um minuto após o jogo ser reiniciado, o MachuPichu conseguiu chegar novamente com perigo. Thiago arriscou chute do meio da quadra no contrapé do goleiro. Com dificuldades, mas muito bem, Ferrugem caiu para a direita e fez boa defesa. No lance seguinte, porém, a zaga cobrou lateral para o goleiro do Di Primeira jogar com os pés. Ricci apareceu assustando e a bola foi mal afastada. A bola sobrou no meio da área para Tebas chegar correndo e desviar para o gol antes que os zagueiros conseguissem tirar. Era o empate na final da Série Prata após lambança da defesa do Di Primeira.


Desde sempre símbolo da vontade peruana, Tebas foi o homem do jogo na final, liderando a equipe da defesa ao ataque, desarmando, correndo e até fazendo o gol de empate

O gol de empate deu um ânimo impressionante para o MachuPichu. E no minuto seguinte, aos 19, o time voltou a marcar. Ciro passou para Ricci na entrada da área. O camisa 30 e capitão fez a função de pivô e só rolou de volta para Ciro, que chegou batendo no canto direito para virar a partida.

Agora com a vantagem no placar, o MachuPichu viu a torcida, quieta na maior parte do tempo inflamar-se nas arquibancadas e soltar gritos de ‘olé’ e ‘é campeão’ faltando ainda cinco minutos para serem jogados. Mas a alegria desses torcedores, assim como a dos jogadores, só aumentou. O time voltou a marcar mais duas vezes, aos 22 e 23 minutos da segunda etapa. Os autores dos gols foram Ciro e Bruno. O primeiro marcou após desvio do goleiro em chute da esquerda em que a bola ficou livre no meio da área. Já o segundo aproveitou chutão para frente e, antecipando-se ao goleiro, tocou no alto e marcou o quarto gol do ‘Tchupitxu’, um golaço, garantindo de vez o título para os peruanos.


Após o apito final, hora de comemorar e ver a taça: MachuPichu é o novo campeão do Chuteira de Prata

O apito final serviu para confirmar o título e coroar a volta do MachuPichu à Série Ouro com a faixa de campeão. A festa de todos os jogadores peruanos e torcida começou. O capitão Ricci levantou a taça e não quis mais soltá-la. Ele ficou abraçado a ela durante longo período até sair da quadra.
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