A corrida pelo prêmio de MVP da Prata está acirrada, faltando quatro rodadas para seu fim. Após a 5ª rodada, Douglinhas, do Divino, conseguiu finalmente passar uma semana na liderança isolada, com 9 estrelas. Na cola dele, duas figurinhas mais que carimbadas: Vitinho Petreche, do The Veras, e Guedes, do Império Celeste. Maurinho, do Guaxupé, vem um pouco abaixo, com 7 estrelas.
Sabemos que as disputas para o prêmio de melhor jogador do campeonato sempre são equilibradas. Todos os atletas querem conquistar o reconhecimento individual. Com metade do torneio encaminhado, geralmente é possível apontar quem são os favoritos. É o que acontece no atual Série Ouro, por exemplo, mais concorrida do que nunca em termos de MVP!
Interior, do Catado, alcançou 11 estrelas. Rafa Gutierrez, do Primatas, estacionou nos 10. Juliano, do Forão, e Luiz Minici, do NQS, correm por fora, assim como Cury, do Wake ‘n’ Bake, e Rapha Hulk, do Zenite, que entraram no bolo com 9 estrelas. Zaidan, do TáLigado, aparece lá atrás com 8 pontos, mas não pode ser descartado – até porque ele é o atual MVP e somou isso em apenas 3 jogos jogados! Se Zaidan fosse mais assíduo, provavelmente não teria pra ninguém a corrida MVP. Dificilmente o troféu escapará de um deles.
Entretanto, na Prata, por outro lado, parece ainda ser cedo apostar num favorito. O equilíbrio excessivo poderia ser explicado por alguns fatores. O primeiro deles, muito óbvio, é que o torneio como um todo está equilibrado. Equipes consideradas fortes como StarFucks, Morada Choque e All Games estão ou estiveram em algum momento na zona de rebaixamento. Outros menos cotados, como Roleta Russa e Maciota’s, fazem jogos duros e conquistam seus pontinhos. Num cenário como esse, é difícil algum atleta de meio de tabela se destacar tanto a ponto de assumir a liderança isolada.
“Ah, mas Guaxupé e TeJanto estão com 100% de aproveitamento”, pode argumentar o leitor, com razão. A chance de o MVP vestir uma destas camisas deveria ser maior. Porém, o próprio estilo de jogo das equipes influencia nessa disputa – afinal, nenhum deles depende de algum jogador específico. Apesar de contar com excelentes talentos individuais, o Guaxupé é conhecido pelo toque de bola refinado e a construção coletiva do jogo. Além disso, muitas vezes roda o elenco sem vergonha nenhuma. Contra o Roleta Russa, após abrir 2 x 0 na metade do segundo tempo, China, Jeh e Bilu saíram de quadra para a entrada de nomes como Luquinhas, Douglinhas e Breninho. O nível do time não baixou, mas o herói do dia foi Luquinhas, fazendo seu primeiro jogo na temporada. Mesmo assim, Maurinho ganhou mais dois pontinhos e é o mineiro mais bem colocado.
O TeJanto é outra equipe que tem dependido cada vez menos do talento individual de Zé Blois e Bruninho. O desempenho decisivo da dupla na última vitória, contra o Ras Time, não tem sido mais a regra para o sucesso. Desde que chegou ao time, Victão passou a ser uma referência no ataque, e vem dando muito certo. Rapha também divide as responsabilidades de criação quando entra e Mogi está se adaptando ao novo time. Tudo isso é ótimo para o conjunto, e ruim para quem busca uma glória individual.
Com tantos fatores envolvidos entre os favoritos, o troféu vai se desenhando para um jogador e uma equipe não tão badalados no início do torneio. O Divino faz ótima campanha, com três vitórias e um empate. Quem surge como craque do time é Douglinhas. Contra o Abusados, o participativo armador foi mais uma vez o melhor da partida e manteve a liderança isolada com 9 estrelas. Será que alguém alcança?
Na cola dele está o artilheiro Guedes. Mesmo com um torneio instável do Império Celeste, o camisa 10 segue deixando sua marca, principalmente em gols. Já são 7 no total. Na disputa pelo troféu de melhor da primeira fase, Guedes chegou a 8 estrelas. Vai depender de uma melhora da equipe como um todo.
Outra boa (e velha) surpresa é Vitinho Petreche. Mesmo com o The Veras entre a cruz e a espada, o sempre técnico armador se destaca. Foi o melhor em quadra no empate contra o All Games e agora vai depender dos resultados que alcançar com os azuis-grená para repetir o feito da 12ª edição da Bronze.
Além destes, alguns que já dividiram a liderança passam por momento de baixa. São eles Muka e Lucas dos Anjos. Só Quem Sabe e Absolutos levaram a pior na rodada e afetaram as chances de os dois se manterem no topo. Barracat, do Spartacus, também alcançou 6 pontos. Assim como Guedes e Vitinho, os três dependem de uma evolução das suas equipes. Afinal, ninguém consegue ser o melhor em quadra quando o time perde por 5 x 0, não é mesmo?
Lado A
Quando do sorteio dos grupos, Lucas Pires e Douglas Almasi não hesitaram em apontar o Grupo A como o mais equilibrado. Até a famigerada alcunha de “grupo da morte” foi ouvida pelos corredores do Playball. De fato, com tantos times fortes, a equivalência entre as equipes é notável. Só quem parece jogar em outra toada é o Guaxupé. Os mineiros venceram o Roleta Russa, chegaram a 12 pontos e devem confirmar o primeiro lugar nas próximas semanas.
No restante, todo mundo ainda está vivo. Alguns, porém, acenderam a luz amarela de alerta. Além do lanterna Camelo, o Roleta Russa parece estar em situação mais difícil. Têm 5 pontos, um a mais que o StarFucks. Quando folgarem, na semana que vem, os eslavos vão ficar de olho no embate entre os cafeteiros e o Absolutos. Se os alviverdes pontuarem, o Roletão vai entrar pela primeira vez na zona de rebaixamento. Terá forças para sair dessa?
Lado B
Parece que o Abusados vai voltar à Bronze. A equipe ainda tem chance de reagir, mas perder cinco jogos consecutivos é muita coisa. Contra o Divino, os brancos mais uma vez deram trabalho, mas o péssimo segundo tempo sacramentou o desastre. Na próxima semana o time enfrenta o também ameaçado The Veras. É vencer ou dar adeus à breve temporada prateada.
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