CAV VENCE CLÁSSICO E ENCARA MY BALLS PELO BICAMPEONATO
Jorge Henrique brilhou mais uma vez, e, juntamente com toda equipe caveira, mostrou que a conquista do bi está muito próxima
Por Eduardo Bernardi
O CAV passou com certa tranquilidade pelo SNG, demonstrando estar preparado para levantar a taça como bicampeão da Série Ouro. Jorge Henrique deu um show, juntamente com todo plantel da equipe caveira, que esbanjou entrosamento e qualidade individual. O SNG lutou, mas acabou parando em sua limitação no setor de criação, que pouco fez durante os 50 minutos. Apesar de ter sofrido o empate duas vezes, o CAV manteve a partida sob controle durante todo o tempo, sem se desesperar, apostando na maior posse de bola, e conseguiu chegar à sua segunda final seguida.
O time de Vitinho Lessa apostou desde o início em controlar a partida com maior posse de bola, aproveitando os espaços deixados pelo SNG para pensar as jogadas. Aos 4 minutos, Bruno Cruz arrancou pela esquerda e dividiu com Danilo Henrique, que saiu muito bem da meta para interceptar o lance. Logo em seguida, a defesa do SNG falhou feio, deixando Bruno Cruz completamente livre na área. O camisa 25 desperdiçou, após mais uma boa saída de Danilo Henrique, que conseguiu interceptar com o pé esquerdo.
Só dava CAV. O SNG não conseguia criar devido à marcação completamente adiantada da equipe caveira, que mantinha o mesmo nível das partidas anteriores. Aos 7 minutos, Davi, do meio da quadra, fez um lançamento perfeito no pé de Jorge Henrique na ponta direita da área. O camisa 9 mandou de primeira no canto esquerdo, com extrema categoria, marcando um golaço. Danilo só olhou a bola ir do outro lado.
O SNG não conseguia sair para o jogo por nenhum lado. O craque do time, Ronei, estava muito bem marcado, o que dificultava ainda mais as coisas para o Se Não Guenta. A partir dos 12 minutos, o CAV diminuiu o ritmo, o que deu um fôlego a mais para o SNG, que agora já conseguia sair mais para o jogo. Porém, sem muita criatividade. Faltava alguém para articular as jogadas, já que Erick estava mal na partida. Aos 14 minutos, Bruno Cruz carimbou o travessão do meio da rua. Um minuto depois, Biro recebeu excelente passe na direita, contou com uma bobeira da defesa do CAV para ficar completamente livre dentro da área e encher a bomba no canto esquerdo, empatando a partida.
O clima da partida esquentou após Erick e Caio Fleischmann se desentenderem e trocarem empurrões quase na linha do escanteio. Ambos saíram amarelados. Aos 19 minutos, Felipe Augusto recebeu livre na direita e chutou forte no canto esquerdo. Gallego se esticou inteiro para fazer uma excelente defesa. Logo em seguida, Fabinho bateu firme da entrada da área e obrigou Gallego a fazer mais uma grande defesa no canto esquerdo.
Apesar de o SNG ter crescido na segunda metade do primeiro tempo, o CAV mantinha a maior posse da bola. Aos 24 minutos, a equipe caveira conseguiu sofrer uma falta praticamente na linha da área. Jorge Henrique mandou um foguete no ângulo esquerdo e marcou outro golaço, colocando o atual campeão novamente na frente. O SNG tentou acelerar o ritmo da partida no minuto final, mas o CAV conseguiu se segurar com muita eficiência.
O time de Renê voltou melhor para a segunda etapa. Logo no primeiro lance, Biro chutou cruzado. A redonda passou por todo mundo e saiu pela linha de fundo. O CAV manteve a marcação adiantada, dificultando a saída de bola do Se Não Guenta, que agora já conseguia sair constantemente para o ataque. O ritmo da partida caiu demais. Ambas as equipes tinham dificuldades para finalizar. Somente aos 13 minutos a partida voltou a ter emoções. Erick bateu falta para Felipe Augusto, que conseguiu dar um leve desvio. Gallego fez mais uma grande defesa.
O CAV voltou ao ataque aos 15 minutos, com Marcel, que recebeu na direita e chutou forte. A redonda passou raspando o travessão. Logo em seguida, Ronei chutou cruzado, praticamente do meio de quadra, bem torto, mas a bola encontrou Felipe Augusto livre dentro da área, que bateu ao gol para deixar tudo igual em 2 x 2.
O SNG tinha crescido e já demonstrava força com a posse da bola, mas uma falha do sistema defensivo pôs tudo a perder. Um minuto depois, após a defesa tirar a bola de Jorge Henrique, Fabinho errou passe e deu de presente ao mesmo. Ele, quase dentro da área, cruzou para Bruno Cruz, completamente livre, tocar com categoria no canto direito, colocando a equipe caveira mais uma vez na frente.
O gol foi uma ducha de água fria ao tricampeão. Abatido ainda pelo gol, pouco depois Jorge Henrique aproveitou uma sobra na entrada da área e chutou forte, rasteiro, no canto direito, sem chances para Danilo Henrique. Era o 4 x 2, praticamente matando o jogo.
Restavam ainda alguns minutos, e o SNG se lançou completamente ao ataque, como era de se esperar. Felipe Augusto arrancou pelo meio e quase fez. A redonda passou raspando a trave esquerda. Até o goleiro Danilo começou a sair para o jogo como goleiro-linha, e só não tomou o quinto porque os jogadores do CAV não souberam aproveitar o gol aberto durante os minutos finais. Numa delas, Jorge Henrique experimentou de seu campo e a bola passou perto.
Teté, em mais uma grande partida, afastava praticamente todas as investidas do Se Não Guenta, garantindo a passagem do atual campeão para mais uma final, o que se concretizou com o apito final dos árbitros.
Em sua segunda final de Ouro seguida, o atual campeão terá como adversário o My Balls, que pintou na fase de grupos como zebra e acabou desbancando todos seus adversários até agora, inclusive o embalado Zenite na semifinal. Esse duelo promete ser o mais emocionante até agora, pois a força coletiva de ambas as equipes fez a diferença durante todo o campeonato.
XV CHUTEIRA DE OURO: SEMIFINAL
My Balls 2 x 0 Zenite
MY BALLS DESPACHA ZENITE E DECIDE OURO COM CAV
Experiência e catimba do My Balls anulam velocidade e determinação do Zenite, que, apático, foi presa fácil para Nó, Sujinho e cia, que chegam à final após desbancar diversos favoritos. Na batalha final, o poderoso CAV
Por Eduardo Bernardi
O My Balls fez mais uma vítima. Dessa vez, quem parou diante da força da equipe de Nó foi o Zenite, que vinha numa campanha idêntica à do adversário, no qual a vontade e a raça dos jogadores se sobressaíam à qualidade dos rivais. No chamado “duelo das zebras”, a inteligência tática do MB acabou fazendo a diferença, visto que a equipe soube o momento de atacar e de defender, com muita experiência e até catimba, esgotando as forças do Zenite para se lançar ao ataque e, em um contra-ataque fulminante, matar o jogo e passar à final com propriedade.
Quem tomou a iniciativa desde o início foi o MB, lançando-se completamente ao ataque sem se preocupar com os espaços deixados. O Zenite conseguia marcar com eficiência, mas tinha muitas dificuldades para acertar os contra-ataques. O primeiro lance de perigo ocorreu aos 3 minutos, com Fernando Souto, que chutou de longe, no canto esquerdo. Ballestero foi buscar com as pontas dos dedos. O Zenite respondeu com Negão, que arrancou pelo meio mas chutou fraco, facilitando a defesa de Gabriel Viana.
Aos 8 minutos, Daniel Dias recebeu na área, completamente livre, e tentou encobrir Ballestero. O excesso de preciosismo foi fatal: o arqueiro esticou o braço e ficou com ela com facilidade, levando o técnico PVC à loucura no banco de reservas. Mesmo assim, o MB mandava na partida, não deixando o Zenite sair para o jogo com tranquilidade. Na verdade, o Zenite estava longe daquele time vibrante na defesa e veloz no contra-ataque. Simplesmente as jogadas não saiam. Fê Rampazo e Negão estavam longe dos jogadores decisivos que vinham sendo até então.
A marcação adiantada da equipe de PVC estava fazendo toda a diferença. Aos 10 minutos, Dutra conseguiu escapar da forte marcação azul e, da intermediária, arriscou um chute colocado no ângulo direito. A redonda passou raspando o travessão. Logo em seguida, Léo Alário foi se aventurar no ataque e quase fez de canhota. O chute saiu sem força, à esquerda de Gabriel Viana. Ele mesmo tentou mais duas vezes, todas para cima sem muita direção.
Aos 15 minutos, Sandrinho recebeu cruzamento na área e testou, completamente livre, por cima da meta de Ballestero. A partir daí, só deu MB. A equipe de Lucão demonstrava certo cansaço e já não atacava mais. Aos 22 minutos, Robgol recebeu lançamento em velocidade e, praticamente do meio da quadra, arriscou um chute por cobertura, que passou por Ballestero e entrou no canto esquerdo. Um golaço inesperado por muitos.
O time azul ainda quase fez o segundo dois minutos depois, com Ale, que recebeu na esquerda e mandou um foguete no canto esquerdo. Ballestero estava bem posicionado e conseguiu interceptar.
O Zenite voltou para a segunda etapa com outra postura. Agora quem contra-atacava era o MB, sempre levando certo perigo. Aos 2 minutos, Léo Alário fez boa jogada pela direita, chutou cruzado e obrigou Gabriel Viana a fazer uma grande defesa. Logo em seguida, Dutra arriscou mais uma vez de longe. Gabriel fez outra grande defesa. O clima da partida começou a esquentar. As entradas começaram a ficar mais ríspidas com o passar do tempo, principalmente pelo lado do Zenite, que já começava a demonstrar nervosismo. Os jogadores do My Balls, especialmente Nó, fazendo uma partida impecável na defesa e ainda puxando os contra-ataques, catimbavam e tentavam cavas faltas, o que ia enervando o adversário. Aos 10 minutos, Andrey Coutinho recebeu na esquerda e chutou forte. A redonda passou tirando tinta da trave esquerda.
O My Balls jogava com inteligência. Punha a experiência na ponta da chuteira e ia dominando por completo o jovem time zica. A equipe de Fernando Souto parecia estar se guardando para os minutos finais, visando a exaustão dos adversários, que corriam muito mas sem objetividade e organização. Aos 13 minutos, o time de Magrão voltou ao ataque com Sujinho, que recebeu na direita, cortou a marcação e, diante de Ballestero, chutou à direita, desperdiçando grande chance.
O jogo era trombado e a arbitragem, ao melhor estilo europeu, marcava poucas faltas e deixava o jogo correr. O My Balls seguia melhor, dominava um adversário que já parecia resignado com a derrota. Assim, no contra-ataque perfeito, Nó recebeu em velocidade na ponta direita, avançou e tocou rasteiro no canto esquerdo, deixando as coisas ainda mais difíceis para o Zenite.
Com 2 x 0 contra, a equipe celeste, que jogava com seu uniforme número 2, branco, começou a se desesperar em quadra, errando passes bobos e deixando de lado qualquer formação tática. O MB, por sua vez, marcava com todos os jogadores, esbanjando qualidade defensiva invejável. Apesar de total controle emocional, Nó exagerou quando em reposição de bola para o Zenite cobrar o fair play. O árbitro não quis saber e amarelou o melhor jogador em campo. O detalhe: Nó, pendurado, tomava o cartão que o deixa fora da grande final...
Os minutos finais foram dramáticos. Aos 21 minutos, Bob Fenômeno apareceu livre, na cara do gol, após bom cruzamento da direita, mas chutou em cima de Gabriel Viana, que se jogou no lance e fez um milagre, evitando a provável última chance do Zenite de crescer no jogo. A partir daí, o MB só administrou o resultado e garantiu uma passagem heroica para a final.
Desacreditado por muitos, a equipe desbancou times de respeito durante a fase final e mostrou que a experiência e o entrosamento da equipe pode fazer frente ao atual campeão, CAV, que não terá facilidade alguma na batalha para conquistar o bicampeonato.
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