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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Di Primeira 3 x 6 Arouca Jrs.

NA ÚLTIMA CURVA, AROUQUINHA FICA COM A LIDERANÇA FINAL DO GRUPO A


Com grande atuação de Nelsinho, time venceu e contou com tropeços dos rivais para assumir a ponta de forma definitiva; Di Primeira não se classifica com a derrota, mas permanece na Ouro graças ao saldo de gols

Por Gabriel Manzini

O primeiro duelo da última rodada do Grupo A foi entre Di Primeira e Arouquinha. Com objetivos diferentes, as equipes entraram em quadra pensando somente na vitória. Dependendo apenas de suas forças, o time de Dri Ferreira queria os três pontos para se garantir na próxima fase da competição, entretanto, foi engolido pelo Arouquinha – que dependia de suas próprias forças para conseguir passagem direta para as quartas de final. Nelsinho brilhou e comandou sua equipe para a liderança isolada do grupo.

A exemplo da rodada anterior, o Di Primeira chegou para o duelo diante do Arouquinha com um jogador a menos – aos 10 minutos, o time contava com ao menos um atleta no banco. Com a bola rolando, o Arouca Jrs. trocava passes e envolvia o adversário. Heitor tocou para Quim, que finalizou por cima. Já na segunda oportunidade, foi a vez de Heitor receber e, com chute forte cruzado, abrir o placar. E o sufoco prosseguiu. Nelsinho arrematou, Lê Cardoso deu rebote e Arthur pegou a sobra, cabeceando para o fundo das redes.

Os dois gols relâmpagos fizeram com que o Di Primeira pedisse tempo para arrumar a casa – e esperar que chegasse mais alguém. Deu certo. Recomposto com 7 em quadra, a primeira chance rubra apareceu com André Luis: no chute cruzado ele quase diminuiu. O time de Dri Ferreira passou a ficar com a bola e a pressionar o rival. E, no contra-ataque, o Arouquinha buscava o terceiro. Heitor arrematou para dentro da área, Balãotelli interceptou a bola - sozinho -, escolheu o canto, mas jogou pela linha de fundo. Cris, pelo outro lado, também errou o alvo. Já Dri Ferreira parou em Brunno, depois do passe de Célio. Porém, na segunda chance, o camisa 2 não perdoou e diminuiu.

As respostas rápidas vieram com Felipinho e Balãotelli, mas ambos não passaram por Lê Cardoso, que assumiu a meta com a ausência de Cadu. E, no contragolpe, Dri Ferreira cruzou para Célio empatar em 2 x 2. A melhora do Di Primeira prosseguiu: Dri apareceu sozinho pela esquerda e finalizou em cima de Brunno, que defendeu mais uma na chegada de Dri após bom passe de André Luis. No ataque, o Arouquinha levava muito perigo quando chegava. Renato escapou pela esquerda e acertou a trave.

O Arouca Jrs. voltou a comandar a partida. Nelsinho chutou forte e Lê Cardoso espalmou. Balãotelli recebeu na entrada da área e colocou seu time novamente na frente, 3 x 2. Nos minutos finais, o Arouquinha ainda desperdiçou mais três oportunidades: Quim cortou para o meio e carimbou o travessão; Renato parou na falta de pontaria; e Balãotelli em Lê Cardoso.

O Di Primeira precisava da vitória para se garantir na próxima fase da competição. E iniciou a etapa final com tudo. Em duas jogadas de linha de fundo, a bola alçada na área foi afastada pela zaga. Já Célio quase marcou no escanteio. A empolgação era tanta que até o goleiro Lê Cardoso quase empatou. No chutão da zaga, por pouco o arqueiro não surpreendeu seu rival. André Luis também protagonizou uma investida ofensiva. Depois de limpar o marcador, o atacante carimbou a travessão. Os gols perdidos fizeram falta, e o castigo veio com Nelsinho. O camisa 10 matou no peito e acertou o cantinho para dar uma maior vantagem ao seu time.

O Di Primeira, que vinha bem postado e melhor, se perdeu. Novamente Nelsinho brilhou. O meio-campista fez bonita jogada individual e concluiu no cantinho. Luan - que havia chegado apenas no intervalo – entrou na partida e ajudou o Arouquinha a liquidar o adversário e a subir na tabela. Luan se livrou da marcação e achou Renato, que finalizou, Lê Cardoso deu um leve desvio e a bola tocou o travessão. Cris tentou dar vida ao seu time em cobrança de falta, mas Brunno defendeu. No rebote, Dri Ferreira perdeu uma chance incrível.

E a falta de pontaria freou mais uma vez a reação do Di Primeira. No contra-ataque, Arthur tocou para Luan marcar com categoria. Balãotelli ainda teve a chance de aumentar, mas, depois do tiro de canto, errou a cabeçada. Nos minutos finais, Cris recebeu pela direita e deixou o seu. 6 x 3 e fim de papo. O Arouquinha alcançou o objetivo de pular direto para a semifinal, enquanto o Di Primeira permanece na Ouro, mas viu o My Balls o ultrapassar e tomar a última vaga do grupo.

Com a derrota, O Di Primeira ficou em 8º lugar – fora do G6 – com 9 pontos, e só não caiu porque o saldo de gols foi superior ao do Jeremias. Já o Arouquinha contou com o tropeço de Mulekes e Zenite para assumir a ponta e folgar na próxima rodada.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Zenite 1 x 2 CAV

CAV CRESCE NA SEGUNDA ETAPA E VENCE ZENITE


Após primeiro tempo fraco, a equipe caveira contou com o talento de Davi para engrenar na etapa final e garantir a terceira colocação do grupo

Por Eduardo Bernardi

O CAV conseguiu virar sobre o Zenite nos minutos finais e garantiu a 3ª colocação de seu grupo. A grande atuação de Davi mostrou que o camisa 10 é a principal aposta da equipe caveira para a próxima fase. O Zenite não jogou mal – pelo contrário, pela proposta de se defender e contra-atacar, até que fez uma boa partida –, mas acabou sendo pressionado na maior parte do jogo, não conseguindo finalizar com qualidade praticamente nenhum contra-ataque – e olha que o time teve chances. Léo Ballestero teve grande atuação e, junto a Léo e Lucão, imponentes na defesa (apesar de falha deste no primeiro gol caveira), foi o grande responsável por segurar o atual campeão é só ceder nos minutos finais. O resultado negativo custou a 4ª colocação ao Zenite, apesar de a equipe ter sido líder do grupo pelas oito rodadas anteriores.

O CAV administrava a bola nos minutos iniciais, empurrando o Zenite quase que inteiro para a defesa. Até os 5 minutos, o time de Negão não conseguiu passar do meio de quadra. Era a proposta do time: marcação forte e contra-ataque com Rampazo e Negão. O primeiro lance de perigo veio dos pés de Jorge Henrique, que arrancou pela direita e chutou cruzado. Ballestero conseguiu interceptar com o pé.

A marcação do Zenite era muito eficiente, porém, a pressão exercida pelo CAV não deixava a equipe sair jogando por nenhum dos lados da quadra. O primeiro lance de perigo do Zenite veio aos 13 minutos. Fê Rampazo, após bom contra-ataque, limpou a marcação, puxou para o meio e chutou no canto esquerdo. A redonda passou raspando a trave de Gallego. Alguns minutos depois, P.O., dentro da área, aplicou um lindo chapéu na marcação e chutou forte. A pelota carimbou o travessão.

A mudança na postura do Zenite deixou o CAV um pouco mais receoso em quadra, diminuindo demais a intensidade dos ataques da equipe caveira. Aos 20 minutos, Fê Rampazo recebeu na esquerda, abriu para o meio e deu um chute seco no canto esquerdo, inaugurando o placar.

O CAV não sentiu o gol e voltou a pressionar o Zenite. Léo Alario e Lucão se destacavam na defesa da equipe, que se segurou muito bem até o apito final da primeira etapa. O Zenite voltou muito bem para o segundo tempo, lançando-se mais ao ataque. A torcida da equipe de Fê Rampazo fazia muito barulho na arquibancada, atormentando o treinador Roberto e os jogadores do CAV, que voltaram a dominar o jogo a partir dos 5 minutos. Após bobeira da defesa do Zenite, Davi roubou a bola de Lucão no meio de campo e arrancou completamente livre. O camisa 10 só teve o trabalho de tirar de Ballestero, colocando a redonda no canto esquerdo.

O time celeste respondeu com Willer, que recebeu no meio e chutou forte, no meio do gol. Gallego defendeu com muito reflexo. Alguns minutos depois, Negão arrancou pela esquerda e cruzou para Bob Fenômeno, que tocou de leve, mas sem precisão. A partir daí, só deu CAV. A equipe de Caio Fleischmann voltou a não deixar o Zenite passar do meio de quadra, exercendo uma pressão muito forte. Davi comandava todas as jogadas da equipe caveira como um verdadeiro maestro, distribuindo passes e criando jogadas com muita precisão. Aos 17 minutos, Caio Fleischmann desviou, após cruzamento da ponta esquerda, e quase fez. Ballestero conseguiu interceptar com as pontas dos dedos. Logo em seguida, após cobrança de escanteio, Choko desviou de cabeça. Ballestero fez a defesa em cima da linha, após ter saído mal do gol.

Quando Caio recebeu na ponta da área, Bob Fenômeno chegou e perdeu o tempo da bola, dando um rapa fenomenal no camisa 11, que caiu berrando no chão pedindo pênalti. Antes do choque, ele tinha cruzado e quase que Plec acerta o cabeceio. Porém, aos 21 minutos, Bruno Cruz recebeu na direita e chutou cruzado, no canto esquerdo, sem chances para Ballestero, virando a partida para o CAV.

O Zenite sentiu o gol nos minutos finais, com o banco lamentando demais. O placar adverso atrapalhou demais a equipe na busca de um empate. A marcação forte e compacta do CAV acabou fazendo a diferença, e o triunfo suado fora conquistado.

Após passar por um período turbulento, os caveiras conseguiram se recuperar no campeonato e terminaram em terceiro. A equipe tem pela frente a equipe do técnico Luis Francisco, Só Resenha, que vem embalado devido à classificação heroica da equipe na última rodada. O Zenite, que foi líder durante boa parte do campeonato, acabou ficando em quarto e terá pela frente o temido Arouca, que costuma crescer nessa fase do campeonato. A equipe de Fê Rampazo terá que jogar muito mais do que jogou contra o CAV para passar às quartas de final.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

My Balls 4 x 3 Med Taubaté

MY BALLS SURPREENDE, DERROTA MED E FICA COM A ÚLTIMA VAGA DO GRUPO A


Time de PVC conseguiu segurar a pressão da equipe de Taubaté e venceu com muita dificuldade, garantindo-se no mata-mata; a ausência de Aníbal, contundido, foi, mais uma vez, a grande responsável pela derrota do Med

Por Eduardo Bernardi

O My Balls conquistou uma grande vitória diante do Med Taubaté, que não estava em um dia inspirado. A ausência de Aníbal foi mais uma vez notável. A falta do camisa 10 deixa a equipe de Taubaté sem criatividade. Já pelo MB, Nó e Robgol fizeram a diferença, sendo muito decisivos, principalmente na segunda etapa. A equipe de Marcelo Árico esteve à frente do placar durante todo o jogo, mas acabou vacilando em determinados momentos, fazendo com que o Med quase conseguisse o empate. Gabriel Viana também foi uma peça chave do MB, fazendo grandes defesas em momentos cruciais do jogo. No fim, veio o milagre da classificação.

O Med começou completamente no ataque, tentando aproveitar alguma bobeira da defesa do My Balls, que acabava vacilando em algumas saídas de bola. O primeiro lance de perigo foi da equipe de Taubaté, com Bruninho, que cabeceou na trave direita após cobrança de escanteio. Aos 8 minutos, João Humberto recebeu de Bruninho na esquerda e chutou forte, cruzado. Gabriel Viana nem se mexeu no lance e o placar estava inaugurado.

O MB jogava muito mal, principalmente no meio de quadra, onde o setor de criação não se destacava nem um pouco. O primeiro lance de perigo da equipe de PVC veio aos 13 minutos, com Robgol, que roubou da marcação e encheu o pé. A redonda passou raspando o travessão. Entretanto, o Med recuou demais, ocasionando uma melhora considerável do MB, que agora já levava muito mais perigo à meta de João. Aos 19 minutos, Robgol recebeu cruzamento de Nó e deu um toquinho no canto esquerdo para empatar.

Nos minutos finais da primeira etapa, o Med melhorou um pouco. Aos 21 minutos, Bruninho recebeu livre na ponta esquerda e chutou em cima de Gabriel Viana, que estava bem posicionado no lance. O MB mais se defendeu do que atacou. Os contra-ataques da equipe não foram bem executados.

O Med voltou muito melhor para a segunda etapa, mas quem surpreendeu foi o MB. Após lançamento do outro lado da quadra, Pedrinho desviou de cabeça, por cima de João, e fez um golaço. Logo em seguida, Nó arriscou da intermediária. A redonda carimbou a trave esquerda e entrou. Os dois gols relâmpagos do MB desestabilizaram o Med, que já não conseguia atacar com tanta eficiência.

Aos 7 minutos, Jonatas arrancou pela esquerda, driblou dois marcadores e chutou firme. Gabriel Viana fez uma grande defesa no canto esquerdo, mandando para escanteio. Aos 10 minutos, Brão recebeu cruzamento de Bruninho, completamente livre, e só teve o trabalho de tocar no canto direito de Gabriel Viana e descontar.

O MB não se intimidou com o segundo gol da equipe de Taubaté e continuou atacando com a mesma intensidade. O Med conseguia acertar alguns bons contra-ataques. João Humberto, após cruzamento da direita, cabeceou à direita, raspando a trave. Aos 17 minutos, Kiko recebeu de costas para o gol, girou e bateu por baixo das pernas de João, que acabou falhando no lance. O MB nitidamente relaxou em quadra, diminuindo demais o ritmo. O Med continuou atacando com muita intensidade, levando mais perigo a cada lance. Aos 23 minutos, o uruguaio Javier recebeu pelo meio e chutou no ângulo esquerdo de Gabriel Viana, que nem se mexeu no lance. Porém, dois minutos não foram suficientes para o Med buscar o empate, ainda mais com a forte marcação do MB nos minutos finais. Placar final em 4 x 3 ao time azul.

A vitória do MB acabou tirando o Med Taubaté da zona de classificação para a próxima fase, deixando a derrota da equipe de Taubaté um pouquinho mais amarga. O MB, que se classificou na chamada ‘bacia das almas’, tem pela frente o Mercenários, que tem uma equipe fortíssima, principalmente por causa de seu plantel recheado. O Med terá que se reforçar para tentar lutar pelo título semestre que vem. A ‘aníbaldependência’ da equipe não pode persistir.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Mulekes 4 x 5 Jeremias

NEM O SHOW DE DUNDER EVITOU A QUEDA DO JEREMIAS À PRATA


Com grande atuação do artilheiro, time de Tingão reverte grande vantagem do rival, mas não escapa da Prata; Mulekes conta com o tropeço do Zenite para ficar com o segundo lugar do Grupo A

Por Gabriel Manzini

Mulekes e Jeremias fizeram um jogo de extremos. Ao entrar em quadra, um era o líder e o outro o lanterna. O alvinegro precisava da vitória para não correr riscos de perder a vaga direta para as quartas de final. Já o Jeremias ainda sonhava com uma remota chance de escapar da Prata. Mesmo abrindo enorme vantagem, o MUlekes viu um Jeremias muito guerreiro. E a grande atuação de Dunder – com quatro gols – ajudou a equipe a virar o jogo nos instantes finais. Mesmo com a vitória, o saldo de gols não permitiu com que o time da família Bim escapasse da degola. Já o time de Gian contou também com tropeço do Zenite para não perder sua classificação direta.

Logo no primeiro lance, Gian tocou em profundidade para Leco, que dividiu com o goleiro. Na sobra, Diego empurrou para o fundo das redes. 1 x 0 para o Mulekes logo no primeiro minuto. A segunda decida do Mulekes também resultou em gol. Pipo marcou o 2 x 0 no escanteio. Precisando da vitória para uma remota chance de escapar do rebaixamento, o Jeremias se lançou ao ataque na base da vontade e com muita disposição. Tingão pegou com estilo de primeira e Ricardo Salles fez uma grande defesa. O alvinegro aproveitava os contragolpes para levar muito perigo. Leco finalizou e Chaluppe espalmou para escanteio; Pipo, meio sem jeito, passou perto do terceiro.

Pelo lado azul e branco, Dunder e João Victor bateram por cima. Victor Cruz ensinou como se faz aos rivais e acertou o cantinho de Chaluppe, sem chances para o arqueiro. A reação precisava ser imediata e Alê Bim tentou duas vezes, mas as duas Ricardo afastou o perigo. O bom entrosamento do Mulekes envolvia a defesa rival. Se Pedro Henrique, por pouco, não ampliou, Victor Calderón - cara a cara - não contou com Chaluppe para estragar seus planos; e Diego tirou tinta da trave. Alê Bim não se conformou que os dois chutes anteriores pararam em Ricardo Salles, e seu terceiro arremate foi certeiro: Ricardo não chegou a tempo de evitar o primeiro do Jeremias.

Em sequência, Dunder cobrou falta perigosa com perfeição. 3 x 2 no placar. Leco ainda tentou esfriar os ânimos do adversário no final do primeiro tempo, mas Chaluppe rebateu com o pé. E o final da primeira etapa terminou com o Jeremias vivo e muito disposto a virar sobre o então líder Mulekes.

Victor Calderón começou os 25 minutos finais isolando o cruzamento que escorou. Victor Cruz e Diego também desperdiçam seus ataques. Até que Diego acertou o cantinho e ampliou para 4 x 2. A segunda etapa não estava tão boa para o Jeremias quanto a anterior. Depois do gol sofrido voltou ao ataque e escancarou a defesa. Nos contra-ataques, Diego e Gian não passaram por Chaluppe. A tranquila partida que fazia o Mulekes começou a mudar no vacilo da defesa. Depois do lateral de Thiago Bim, Dunder cabeceou com categoria e diminuiu. A estrela de Dunder passou a brilhar no segundo tempo.

Sem ter nada a perder, o time da família Bim partiu para o ataque. Alê Bim bateu por cima. A resposta veio com Leco, que finalizou mal. Dunder recebeu, girou e acertou o cantinho para empatar em 4 x 4 o duelo de extremos. O Mulekes foi para o ataque parecendo não acreditar na reação do virtual rebaixado. Pipo teve duas chances, mas as duas para fora. Já Diego Afonso, pelo outro lado, parou em Alemão. Ao apagar das luzes, Dunder, em um lance parecido com o quarto gol, chutou sem chances para Alemão e decretou a incrível virada por 5 x 4.

A vitória levou o Jeremias aos mesmos 9 pontos do Di Primeira, mas o saldo negativo definiu o desempate, decretando o rebaixamento do time – que caiu de pé. Já o Mulekes contou com a derrota do Zenite para ficar na 2ª posição com 18 pontos, garantindo acesso direto para as quartas de final.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

SNG 3 x 1 Fúria

SNG VENCE, CLASSIFICA-SE E REBAIXA O FÚRIA À PRATA


Depois de primeiro tempo equilibrado, pênalti na segunda etapa define vitória do SNG, que se garante nas oitavas de final e decreta o rebaixamento do Fúria

Por Gabriel Manzini

A partida entre SNG e Fúria seria a mais emocionante da última rodada do grupo A. Isso porque se o Fúria vencesse empurraria o adversário para o seu lugar na zona da degola. Já o SNG poderia ser rebaixado com a derrota; classificar-se com a vitória; ou apenas se garantir na Ouro com o empate. Um jogo muito tenso e disputado teve seu primeiro tempo com poucas chances e muito equilíbrio. Mas, na etapa final, um pênalti decretou a vitória do SNG, que despachou o rival para a Prata.

A tensão que prometia a partida deu as caras logo no início. Nas duas primeiras chances – de Ronei e Erick – Ferrugem salvou. Do outro lado, a tentativa de voleio de Adriano Motta foi bloqueada por Erick. Depois disso o jogo passou a ter muitos erros: de passes, domínios, posicionamento; e os goleiros pouco trabalhavam. Por parte do Fúria, a ligação direta era a solução encontrada para tentar furar a defesa rival. Ferrugem tentava lançamentos aos atacantes, mas todos errados. Até que em uma das jogadas, o arqueiro resolveu arrematar para o gol e obrigou Papa-Burguer a se esticar todo.

A desesperada equipe do Fúria, precisando somente da vitória, estava melhor e pressionava o rival levantando bolas na área. Mas os ataques do SNG, quando apareciam, levavam perigo. Erick finalizou de longe e levou muito perigo. Já Biro não desperdiçou. O camisa 20 escapou pela esquerda e mandou embaixo das pernas de Ferrugem para inaugurar o marcador. Porém, a alegria durou pouco e Diego Felipe tratou de empatar logo depois. Na sobra, o atacante acertou o cantinho para deixar o Fúria a um gol de fugir da Prata. O gol empolgou o time da família Motta, que passou a marcar a saída de bola do adversário. Mas, no fim, quem levou perigo maior foi o SNG.

Léo cobrou falta e Ferrugem defendeu em dois tempos. Felipe Augusto arrematou por cima; e Ronei parou em Ferrugem. Ainda deu tempo de Fabinho e Adriano Motta se estranharem e levarem o cartão amarelo pela discussão que tiveram. A etapa final prometia muito mais tensão pelo tudo ou nada que seria. Renê bateu falta e Ferrugem teve tranquilidade para assegurar. Já no chute quente de Léo, o goleiro usou o peito para impedir o tento do SNG. O clima era de guerra, o duelo era brigado, com intenso ganha e perde no meio de campo. No lançamento de Fabinho para Alemão, Ferrugem chegou antes e interceptou.

O SNG segurava a bola, já que um gol sofrido o levaria para a Prata. De longe, Biro arriscou e carimbou em cheio a trave. André deu a resposta, levando muito perigo no seu arremate rasteiro. Mas, na sequência, Felipe Augusto invadiu a área e levou um carrinho por trás. Sem hesitar, a arbitragem assinalou penalidade máxima. Na cobrança: Biro. O capitão correu para a bola e bateu forte, Ferrugem ainda acertou o canto, mas não pôde evitar o 2 x 1. Em seguida, Erick pedalou e deixou o marcador no chão, depois soltou o pé para marcar um golaço e fechar o caixão em 3 x 1.

Sucão entrou como goleiro-linha, mas era tarde. A dor do rebaixamento não poderia mais ser evitada. Em escanteio para o SNG, Leo cabeceou e Adriano Motta bloqueou com a mão. Mais uma penalidade marcada a favor do time de Ronei – que foi para a cobrança. O camisa 13 bateu forte, mas jogou por cima a chance do quarto gol. O Fúria foi para cima de maneira desordenada e mal levou perigo à bem postada defesa do classificado SNG.

A vitória levou o Se Não Guenta para o 5º lugar. Nas oitavas de final, o time de Biro encara o Bacana, no clássico da rodada. Já o Fúria permaneceu com apenas 7 pontos ganhos e foi à última colocação do grupo, definindo o rebaixamento para a Prata.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Roleta Russa Olímpico 4 x 1 Primatas

COM SHOW DE RITOLÊ, ROLETINHA GOLEIA E VAI DIRETO ÀS QUARTAS


Atacante marcou os 4 gols da tranquila vitória sobre o Primatas; mais uma grande atuação de Machado freou qualquer investida vermelha, que não soube transformar sua posse de bola em gols

Por Eduardo Bernardi

O Roleta Olímpico conseguiu despachar o Primatas, garantindo a segunda colocação do Grupo B. Ritolê, em tarde inspirada, marcou quatro vezes. Kuminha foi o grande articulador do Roletinha, infernizando a defesa vermelha durante toda a partida. O Primatas conseguiu ter mais posse de bola, mas novamente não conseguiu transformá-la em gols. A falta de precisão foi a maior inimiga da equipe, sem contar a grande atuação de Machado, que, mais uma vez, foi uma verdadeira muralha debaixo das traves do Olímpico.

O Primatas começou adiantando sua marcação, mas o Roletinha conseguia sair jogando com muita eficiência, esbanjando qualidade de passe invejável. Logo aos 2 minutos, Catatau recebeu na área e chutou forte. Vitinho conseguiu interceptar com o pé. O Primatas respondeu com Marcelo Gama, que arrancou sozinho e chutou firme no canto direito de Machado, que fez sua primeira grande defesa no jogo. O Primatas tinha um pouco mais de posse de bola no início, mas o Roletinha era mais incisivo quando no ataque.

O Primatas voltou a atacar aos 8 minutos, com Rick, que chutou de longe. Machado foi buscar no canto esquerdo, com as pontas dos dedos. Logo em seguida, Gus recebeu livre, dentro da área, e carimbou a trave esquerda. Aos 10 minutos, Bombonatti arrancou pela ponta direita e cruzou para Ritolê, como um legítimo centroavante, esticar completamente a perna para desviar e abrir o placar. O Primatas respondeu dois minutos mais tarde, em cobrança de falta de Marcelo Gama, que acertou um chute seco, rasteiro, no canto direito, empatando.

A virada da equipe de M. Junior só não veio porque Marcelo Gama conseguiu desperdiçar sua melhor chance no jogo. O camisa 19 driblou Machado e acabou mandando por cima da meta. O Roletinha parecia estar guardando toda sua velocidade para a segunda etapa. A equipe olímpica estava nitidamente se poupando nos minutos finais, priorizando segurar a euforia do Primatas.

O Olímpico voltou com tudo para o segundo tempo. Logo aos 3 minutos, Catatau quase colocou sua equipe à frente no placar novamente, após receber de Kuminha e carimbar a marcação, que conseguiu afastar em cima da linha. Aos 6 minutos, Ritolê cortou a marcação, abriu para o meio e chutou rasteiro no canto esquerdo, marcando um golaço. O Roletinha começou a encaixar os contra-ataques, conseguindo segurar a pressão primata com eficiência.

A partir dos 10 minutos, a partida ficou muito truncada, acarretando em muitas faltas de ambos os lados. Aos 15 minutos, Ritolê perdeu um gol incrível, após uma jogada impressionante de Kuminha, na qual o camisa 20 driblou três jogadores. Logo após, Ritolê recebeu novamente na esquerda e encheu o pé no canto esquerdo de Vitinho, marcando seu terceiro gol no jogo, que deu mais tranquilidade ao Roletinha, que já não deixava o Primatas ter tanta posse de bola.

A estratégia da equipe olímpica, a partir dos 18 minutos, foi administrar o resultado. O Primatas, nitidamente nervoso, não conseguia mais ameaçar a meta de Machado, que não estava deixando absolutamente nada passar. Aos 23 minutos, Ritolê recebeu de Catatau, dentro da área, e só teve o trabalho de empurrar e fechar a conta em 4 x 1. O quarto gol matou de vez a partida, garantindo a segunda colocação para o Roletinha, o que isentou a equipe de jogar as oitavas de final.

Uma semana de folga será essencial para a preparação da equipe, que espera o vencedor de CAV e Só Resenha para seguir lutando pelo título inédito. Já o Primatas terminou em 8º, uma posição acima da zona de descenso. A fraca campanha da equipe mostrou que algumas mudanças devem ser feitas para o próximo semestre.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Mercenários 1 x 6 Arouca

AROUCA GOLEIA ENTÃO LÍDER E VAI EM BUSCA DO BICAMPEONATO


Com grandes atuações de Thiaguinho e Veloz, o Arouca não deu chances para o Mercenários, que caiu para a 3ª posição do grupo

Por Eduardo Bernardi

O Mercenários praticamente não entrou em quadra e foi goleado pelo Arouca, que mostrou que vem forte para a próxima fase. Thiaguinho demonstrou mais uma vez que está em grande fase, esbanjando oportunismo e categoria. Renanzinho correu durante todo o jogo, servindo como o pulmão da equipe, que ainda contou com Veloz infernizando a defesa adversária. O Mercenários, provavelmente devido à classificação antecipada e a quadra grande, jogou muito mal. Faltou criatividade e organização em quadra.

O Arouca começou mais à frente do que o Mercenários, que já não demonstrava o mesmo ímpeto ofensivo das últimas partidas. O primeiro lance de perigo foi do Arouca, com Vitão, que arriscou de longe e quase fez. A redonda passou raspando o travessão. O gol não demorou para acontecer. Aos 5 minutos, Veloz abriu para a direita e chutou rasteiro, no canto esquerdo de Allan, que não alcançou a pelota.

O Mercenários estava muito mal, demonstrando uma nítida despretensão no jogo, e era totalmente dominado pela equipe de Galizé. Aos 8 minutos, Veloz recebeu na ponta esquerda e chutou cruzado, ampliando o marcador. Noal não era acionado em praticamente nenhum lance, ficando totalmente isolado no ataque. Aos 12 minutos, após cruzamento da direita, Thiaguinho conseguiu dar um leve desvio, mas Allan fez uma grande defesa. A partida ficou morna a partir dos 15 minutos devido à diminuição no ritmo do Arouca, que agora mais defendia do que atacava.

O Mercenários começou a ter mais posse de bola, mas não apresentava nenhum risco à meta de Maurício, que não teve nenhum trabalho na primeira etapa. Os contra-ataques do Arouca não eram puxados com muita qualidade. O cansaço já era nítido nos minutos finais. Talharo apostava em finalizações de longa distância, mas não obteve sucesso em nenhuma delas.

O Arouca voltou com tudo para a segunda etapa, quase marcando com Thiaguinho, que recebeu livre, dentro da área, e carimbou Allyson, que havia entrado no segundo tempo. O Mercenários ficava mais com a bola, mas a falta de criatividade ainda era notável. Na defesa da equipe mercenária, a ausência de Kazu desestabilizou o sistema defensivo da equipe, que só contava com Bruno Vinicius na retaguarda. Aos 10 minutos, Diego Gomes fez grande jogada e serviu Michel, que só teve o trabalho de empurrar e diminuir a 2 x 1.

O Arouca não se intimidou e partiu para cima. Dois minutos mais tarde, Thiaguinho recebeu cruzamento de Dih e só desviou no canto direito para deixar o Arouca novamente com dois gols de vantagem. Em seguida, Thiaguinho recebeu novamente no ataque, cortou para a esquerda e chutou no canto direito, fazendo um golaço.

O Arouca voltou a ser absoluto em quadra. O Mercenários esboçava uma reação, mas acabou tomando dois gols do decisivo Thiaguinho, que não perdoa uma. Aos 16 minutos, Markinhos aproveitou uma bobeira da defesa mercenária, roubou a redonda e só conseguiu marcar após rebote de Allyson. Aos 18 minutos, Renanzinho se esticou inteiro para desviar uma cobrança de escanteio. A redonda ainda tocou no travessão antes de entrar. A partir daí, o Arouca só administrou o resultado, já que o Mercenários não esboçou nenhuma reação, ficando completamente entregue em quadra.

Com a vitória por 6 x 1, o Arouca conseguiu se classificar para a próxima fase em 5º, tendo pela frente o Zenite, que fez uma grande campanha em 2013, apesar da queda no rendimento da equipe nos últimos jogos. Já o Mercenários, que foi líder durante todo o torneio, terminou em 3º e terá pela frente o My Balls, que cresceu nas últimas rodadas e vem embalado.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Bacana 7 x 3 Acidus

BACANA PASSEIA SOBRE O ACIDUS E FAZ CLÁSSICO COM SNG NAS OITAVAS


Time do suspenso Yanes aproveita a verdadeira ‘avenida’ aberta na zaga verde-limão e se garante no mata-mata com goleada; na próxima fase, clássico de rivalidade ante o SNG. Acidus vê sua vaga escapar para o Só Resenha

Por Gabriel Manzini

Bacana e Acidus entraram em quadra por briga direta por posições e pela vaga na fase final do torneio. Quem perdesse teria de torcer contra o Só Resenha – que venceu sua partida e acabou garantindo a última vaga do Grupo B. Após um primeiro tempo de muito equilíbrio, na etapa final, o lado direito da defesa do Acidus estava completamente aberto e seu rival aproveitou muito bem a deficiência para aplicar uma goleada, comandada por Rômulo e João.

O jogo começou muito estudado, com poucas chances, e as finalizações do Acidus paravam na zaga. O time verde-limão ficava mais com a bola e trocava passes, porém, o sistema defensivo do Bacana estava muito bem postado. Caballero e Louiz finalizaram sobre a meta. Depois, Caballero girou e abriu o placar. O Bacana seguiu sem levar perigo ao gol de Urso. Louiz obrigou Guido a fazer uma defesa importante. Alemão também testou Guido, que tocou levemente na bola antes de ela explodir no travessão.

Guido, logo depois, saiu machucado; no seu lugar, Kiko. No escanteio, Rômulo cabeceou a bola na trave, que depois entrou do outro lado, e tudo igual no placar. O Bacana se empolgou com o gol e Rômulo liderou os ataques. Louiz, pelo outro lado, só não marcou porque Kiko salvou. Kiko também evitou o gol de Caballero, depois de jogada de Louiz. O camisa 10 do Acidus perdeu uma chance incrível no final da primeira etapa.

No início da etapa final, a pressão do Acidus pelo gol era forte. Alemão finalizou por cima e, depois, Caballero acertou o canto, mas Kiko tirou. Rômulo respondeu de bico e, no rebote, João virou o jogo. O vira obrigou o técnico Rodrigo Barath a pedir tempo técnico. Na volta, a estratégia não deu muito certa, e Kiwi ampliou para 3 x 1. Júlio, em uma tentativa imediata, não conseguiu furar o bloqueio de Kiko. Rômulo e Kiwi faziam boa parceria e perderam duas oportunidades antes de o goleador deixar mais um. A tabela entre os dois culminou no tento de Rômulo, que recebeu de Kiwi, já sem goleiro. O Acidus se perdeu completamente em quadra e viu a classificação escapar cada vez mais.

Em mais uma decida pela direita da defesa do time verde-limão, João rolou e Rômulo completou seu hat-trick. O time de Marcelão tocava muito bem a bola e envolvia seu adversário, que parecia não ter forças para reagir. Os contra-ataques pelo lado esquerdo deram bons resultados com a liberdade que a defesa rival dava. Caballero aproveitou a confusão na área para diminuir.

Mas, em mais uma decida pela ala direita, Rômulo serviu Napolitano, que ampliou a 6 x 2. A resposta foi rápida e, em bola parada, Caballero tocou para Dadá que, sozinho e embaixo do gol, descontou. Só que Bacana não deu espaços para uma reação do Acidus. E coube ao estreante do dia fechar o caixão verde-limão. Primeiro, Caco parou em Urso. Depois, passe de Felipe, e Luisinho Alexandre, o filho brasileiro do Tio Sam, aumentou para 7 x 3. Luisinho, matando a saudade do Chuteira e de castigar o Acidus, ainda acertou a trave no último lance da partida.

Com a vitória, o Bacana chegou aos 15 pontos na 4ª colocação. E enfrentará nas oitavas de final o supercampeão SNG, no grande clássico do Chuteira de Ouro. Já o Acidus permaneceu com 11 pontos e viu sua vaga escapar para o Só Resenha, que ganhou sua partida e ficou com 12 pontos.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Fiorella 5 x 3 Ras Time

FIORELLA DESPACHA RAS E FECHA A PRIMEIRA FASE EM PRIMEIRO


Ras demonstrou muita raça e vontade, porém, não conseguiu frear as grandes atuações de Gabriel Salvador e Robson Bruno, que, com certeza, darão muito trabalho na próxima fase

Por Eduardo Bernardi

O Fiorella venceu o Ras demonstrando muita qualidade e raça. A grande atuação da equipe diante do time de Rernanes, já rebaixado, não pode ser desmerecida, devido à entrega que os jogadores do Ras tiveram dentro de quadra, batendo de frente com a equipe que agora pinta como um dos favoritos ao título este semestre. Gabriel Salvador, o novo artilheiro da Ouro, mais uma vez, teve uma grande atuação, mostrando ser a peça chave dessa equipe, que é um exemplo de disciplina tática durante os 50 minutos.

O Fiorella apostou em controlar a posse de bola nos minutos iniciais, esperando que o Ras adiantasse sua marcação. O primeiro lance de ataque aconteceu aos 2 minutos. Gabriel Salvador recebeu na ponta direita, cortou para a esquerda, e chutou no canto de esquerdo de Cipó, que nada pôde fazer no lance. O Ras, após sofrer o tento, apostou em jogar pelas pontas, já que o meio de quadra estava completamente congestionado. A marcação da equipe de Bocão era muito eficiente, dificultando ainda mais as coisas para o Ras.

O Fiorella voltou ao ataque aos 8 minutos, com Robson Bruno, que recebeu cruzamento no segundo pau e desviou no canto esquerdo. Cipó se esticou inteiro para fazer uma grande defesa. O Ras respondeu com Vika, que arrancou pela esquerda e chutou cruzado, obrigando Franklin a fazer sua primeira defesa no jogo. O empate do Ras veio aos 12 minutos, com Rernanes, que fez boa jogada pelo meio, abriu para a direita, e colocou no canto direito.

O Ras jogava melhor, mas deixava muitos espaços na defesa, que eram muito bem aproveitados nos contra-ataques do Fiorella. Aos 20 minutos, Gabriel Salvador recebeu na entrada da área, girou, e bateu forte. A redonda desviou na marcação e enganou Cipó. Logo em seguida, Bocão recebeu cruzamento da direita e tocou no canto esquerdo, deixando o Fiorella com dois gols à frente no placar.

O Fiorella voltou com outra postura para a segunda etapa. A equipe de Gabriel Salvador apenas defendia, demonstrando pouquíssima pretensão ofensiva. Consequentemente, o Ras melhorou muito no jogo. Aos 4 minutos, Sujeira recebeu na esquerda e chutou no canto esquerdo de Franklin, que praticou uma excelente defesa. O Fiorella voltou a atacar aos 6 minutos, sufocando completamente o Ras, assim como no primeiro tempo. Tigu recebeu bom passe na esquerda, completamente livre, e acabou mandando para fora. A redonda tirou tinta da trave direita.

Aos 12 minutos, Gabriel Salvador foi lançado na área, driblou Cipó, e marcou um golaço, transformando o placar em goleada. Apesar do resultado, o Fiorella continuava em cima, não deixando o Ras sequer passar do meio de quadra. Porém, aos 15 minutos, Sujeira recebeu na direita, partiu para o meio, e chutou no canto esquerdo de Franklin, marcando o segundo do Ras. No minuto seguinte, Robson Bruno, após contra-ataque rápido, tocou de bico no canto direito, freando qualquer reação da equipe azul na partida.

O Fiorella voltou a diminuir o ritmo, deixando o Ras fazer o que quisesse em quadra. Ainda deu tempo de Rernanes fazer o terceiro, após uma bomba da ponta direita que fuzilou o canto esquerdo de Franklin. Mesmo assim, o placar final em 5 x 3 traduziu o que fora o embate.

O Fiorella conseguiu terminar o campeonato na liderança, livrando-se de jogar as oitavas de final. A grande campanha da equipe muito se deve ao entrosamento e à experiência de seus jogadores, que são muito disciplinados taticamente. Apesar de não dar show, o Fiorella mostrou que pode desbancar qualquer equipe do Chuteira. O rebaixado Ras demonstrou muita garra, tornando-se um exemplo de equipe, que, mesmo sem disputar nada, lutou até o fim da partida.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO

Só Resenha 3 x 1 SPQSF

SÓ RESENHA VIRA SOBRE SPQSF E SE GARANTE NA FASE FINAL


Após primeiro tempo fraquíssimo, equipe de Rafael Ucella voltou com tudo para a segunda etapa e não deu chances para o SPQSF, obtendo a última vaga do Grupo B

Por Eduardo Bernardi

O SPQSF acabou sendo derrotado pelo embalado Só Resenha, que foi outro time no segundo tempo, demonstrando muita garra e vontade. Rafael Ucella teve uma grande atuação, na qual o camisa 12 chamou a responsabilidade e matou o jogo para a equipe do técnico Luis Francisco. Di Dicredo foi o destaque do Que Se Foda, que não tinha nenhuma pretensão nesse último jogo, a não ser cumprir tabela. A atuação apagada da equipe, que praticamente só se defendeu, mostrou que mudanças devem ser feitas para o time voltar à Ouro semestre que vem.

O Só Resenha partiu para cima nos minutos iniciais, tendo total controle de jogo. O primeiro lance de perigo veio dos pés de Rafael Ucella, que bateu falta no canto esquerdo, interceptada por Guto, que foi muito bem no lance. A primeira chance do SPQSF aconteceu aos 6 minutos, com Meneguelo, que recebeu na área, completamente livre, e acabou mandando por cima da meta de Roberto. A partida ficou morna após os 7 minutos. Apesar de um início eletrizante de ambas as equipes, a velocidade já não era o ponto forte do jogo.

Aos 12 minutos, Joelson recebeu bom cruzamento da direita, mas acabou isolando a sua melhor chance no jogo. Só dava Resenha, que aproveitava o recuo dos jogadores do SPQSF para tentar exercer uma pressão considerável no adversário, que conseguia se defender com muita qualidade. Após um contra-ataque rápido, Safa recebeu livre, pelo meio, e chutou no canto direito. Roberto conseguiu fazer uma grande defesa.

Nos minutos finais da primeira etapa, a partida perdeu demais tecnicamente. Ambas as equipes erravam muitos passes e finalizações. No último minuto, Di Dicredo recebeu na entrada da área e contou com um desvio na marcação do Só Resenha para finalmente abrir o placar do jogo. O gol causou grande discórdia entre os jogadores do Só Resenha, que saíram frustrados de quadra.

A equipe do técnico Luis Francisco voltou muito melhor para a segunda etapa, adiantando completamente sua marcação. Rafael Ucella era o que mais tentava pelo Só Resenha, correndo uma barbaridade em quadra. Aos 4 minutos, Rafael abriu para o meio e mandou um foguete no canto esquerdo. Guto foi buscar com as pontas dos dedos. O SPQSF não passava do meio de quadra, ficando totalmente sufocado pelo Só Resenha, que estava muito perto de conseguir o empate.

Aos 8 minutos, Vitinho, após rebote de Guto, acabou mandando por cima da meta. Logo em seguida, o camisa 23 recebeu na ponta esquerda e fuzilou no canto esquerdo. Guto nem se mexeu. O empate deu mais moral ainda para o Só Resenha, que começou a sufocar a saída de bola adversária, que travou em quadra. Aos 14 minutos, Rafael Ucella recebeu na direita e chutou no meio. A redonda acabou desviando e enganando o arqueiro Guto, que nada pôde fazer no lance. A virada, muito comemorada pelos jogadores e pelo técnico, deu uma moral absurda para o Só Resenha, que se impunha completamente diante do já rebaixado SPQSF. Após adiantar completamente o time, o Que Se Foda acabou deixando inúmeros espaços na defesa. Aos 20 minutos, Rafael Ucella recebeu na esquerda, cortou a marcação e carimbou o canto direito, matando a partida em 3 x 1.

Com a vitória, o Só Resenha conseguiu a última vaga do Grupo B para a próxima fase. Após uma campanha irregular, o crescimento da equipe de Joelson nas últimas rodadas acabou sendo decisiva para a arrancada da equipe, que terá pela frente nada mais nada menos do que o CAV. Já rebaixado, o SPQSF demonstrou vontade, apesar das limitações da equipe, que terá que se encaixar novamente para a disputa da Prata semestre que vem.
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