Marcação adiantada do time de Teté anulou qualquer investida do Roletinha. André Plec marcou o gol solitário e salvador do time caveira
Por Eduardo Bernardi
CAV e Roleta Russa Olímpico protagonizaram o duelo mais disputado das quartas de final da Série Ouro. Apesar de um primeiro tempo um tanto monótono, as duas equipes deram tudo de si na segunda etapa. Grandes defesas de Gallego e Machado contribuíram demais para o resultado magro, que serviu para a equipe caveira avançar na competição, mostrando que, apesar de ter feito uma primeira fase regular, a qualidade da equipe é inquestionável em diversos quesitos, como no preparo físico dos jogadores, que correram muito durante todo o jogo. O Roletinha teve uma atuação consistente no defesa, mas abaixo no poderio ofensivo. A equipe não soube jogar diante da marcação adiantada da equipe caveira, que agora avança em busca do bicampeonato diante do SNG.
O CAV, desde o início do campeonato, apostou em adiantar a marcação no começo dos jogos. Diante do Roletinha não foi diferente. Jorge Henrique e Davi marcavam a saída de bola da equipe de Pina com muita intensidade. Nos minutos iniciais, o Olímpico não conseguiu passar do meio de quadra, muito porque optou por mais se defender, mas acabou sendo sufocado pela linha de frente do CAV. Entretanto, foi o Olímpico que levou primeiro perigo, quando uma arrancada de Ritolê pela esquerda acabou em saída providencial de Gallego.
O CAV mantinha a maior posse de bola nos minutos iniciais, como é costume, mas apresentava dificuldade na criação das jogadas devido à fortíssima marcação do time olímpico. Assim, fazia com que Jorge Henrique tentasse jogadas individuais constantemente, facilitando a defesa do Roletinha. Com isso, ninguém conseguia finalizar com precisão. Aos 14 minutos, o CAV conseguiu finalmente ameaçar Machado. Jorge Henrique, completamente livre pela direita, após passe de Davi, encheu a bomba no meio da meta. Machado conseguiu fazer uma grande defesa com o pé.
A partir dos 18 minutos, o jogo começou a ficar lá e cá. O CAV mantinha a equipe postada no ataque, mas acabava dando espaços para contra-ataques perigosos do Roletinha, que só não marcou porque Teté estava em tarde inspirada, cortando tudo lá atrás. Guga, após cobrança de escanteio, quase fez de cabeça. Gallego conseguiu fazer uma defesa incrível no canto esquerdo. O CAV respondeu com Bruno Cruz, que, após receber passe magistral de Davi e ficar na cara de Machado, conseguiu mandar por cima da meta inacreditavelmente. Os minutos finais da primeira etapa foram de muita velocidade, mas as marcações prevaleceram novamente.
O Roleta Olímpico voltou com a mesma postura do primeiro tempo, deixando o CAV ter mais posse de bola, visando contra-atacar em alguma vacilada da equipe caveira. Aos 2 minutos, o CAV quase fez com Jorge Henrique, que recebeu no meio, abriu para a canhota e chutou rasteiro no canto direito. Machado pegou mais uma vez com o pé. No minuto seguinte, André Plec aproveitou falha da defesa no meio, arrancou sozinho e mandou um foguete no canto esquerdo para fazer 1 x 0.
A partir daí, se o esperado era o Roletinha sufocando o CAV, o que se viu foi o contrário. O CAV continuou em cima para tentar o segundo e matar o jogo. Bruno Cruz recebeu na entrada da área e mandou de bico no canto esquerdo. Machado fez mais um milagre. A melhor chance de o Roletinha empatar foi aos 12 minutos. Após lançamento do outro lado da quadra, Ritolê cabeceou livre, a um metro de Gallego, que se esticou inteiro e conseguiu dar um toquinho para tirar a redonda do ângulo esquerdo.
Com o tempo, o nervosismo dos jogadores do Olímpico era nítido. Nada dava certo para a equipe olímpica, que passou a errar passes de um metro na defesa. Ao mesmo tempo, o CAV não conseguia aproveitar as bobeadas do rival, dando uma certa esperança de empate para o time de Brian. Aos 16 minutos, Catatau recebeu de Kuminha na ponta esquerda. O camisa 7 emendou uma bomba, de primeira, mas a redonda passou raspando a trave esquerda.
Aos 18 minutos, Barata acabou tomando cartão amarelo por uma falta por trás na lateral esquerda da sua defesa, o que deu um último gás ao Roletinha. A equipe olímpica começou a frequentar o ataque muito mais do que o CAV, entretanto, não conseguia finalizar com qualidade. Nos minutos finais, o time caveira continuou perdendo muitos gols, dessa vez em contra-ataques. O Olímpico, apesar da fortíssima pressão, teve sua última chance com Catatau, que arriscou de longe, no canto direito. Gallego estava muito bem no lance e conseguiu fazer a defesa que garantiu a equipe caveira na semifinal.
O adversário do CAV por uma vaga na final será o tradicionalíssimo SNG, que promete dar muito mais trabalho do que qualquer outra equipe já deu para a equipe de Caio Fleischmann. Apesar de uma participação de regular para ruim na primeira fase, o time de Ronei cresceu demais nos momentos decisivos, desbancando com certa facilidade o fortíssimo Arouca Jrs. nas quartas de final. O duelo reunirá estratégias um tanto quanto parecidas. Ambas as equipes apostam em marcações adiantadas, o que deixará o ritmo da primeira semifinal mais do que frenético.
XV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
SNG 4 x 2 Arouca Jrs.
SNG DERROTA AROUQUINHA COM FACILIDADE PARA CHEGAR A MAIS UMA SEMIFINAL
Setor defensivo dos tricampeões conseguiu anular os melhores jogadores do Arouca Jrs., que não viu a cor da bola durante os 50 minutos
Por Eduardo Bernardi
O Arouquinha acabou sendo surpreendido por um adversário fortíssimo, que desbancou todas as virtudes da equipe Junior. O SNG mostrou que é um dos grandes favoritos ao título, esbanjando qualidade defensiva, sem contar com as recentes grandes atuações de Ronei e Erick, que sempre resolvem para o Se Não Guenta nos momentos decisivos. O Arouquinha ficou devendo demais, apesar da marcação perfeita exercida pelo adversário durante todo o jogo. Ballãotelli e Nelsinho foram completamente anulados, o que contribuiu demais para a péssima atuação da equipe, que viu o sonho de chegar à semifinal ser desmanchado pela tradição do tricampeão.
O SNG começou a partida em um ritmo frenético, deixando o Arouquinha completamente preso em sua defesa. O primeiro lance de perigo aconteceu logo aos 10 segundos, com Biro, que recebeu em velocidade pela direita e mandou por cima da meta de Brunno. O Arouquinha conseguiu reequilibrar o jogo aos 5 minutos, mas não conseguia levar perigo algum. As jogadas da equipe de Nelsinho estavam sendo todas concentradas no lado esquerdo, facilitando a marcação, que deixou um buraco na direita não aproveitado pelos jogadores do Arouquinha.
Aos 7 minutos, o SNG chegou de vez à meta do Arouca Jrs., com Ronei, que aproveitou uma sobra na entrada da área e chutou forte no canto direito de Brunno, que nem se mexeu no lance. Estava aberto o placar. O Arouquinha respondeu no minuto seguinte, com Ballãotelli, que recebeu na área, de costas para a zaga, girou e quase caindo conseguiu tocar no canto esquerdo de Danilo para empatar.
Aos 10 minutos, Ronei quase fez seu segundo gol na partida, em um chute de longa distância muito bem interceptado por Brunno no canto esquerdo. Os minutos seguintes foram completamente mornos, mas com total posse de bola do SNG, que mandava na partida. O Arouquinha, quando com a bola, tentava fazê-la rodar, visando um aumento de sua posse, mas a equipe de Tejeda sabia neutralizar a estratégia adiantando demais a marcação. A partida voltou a ganhar emoções aos 20 minutos, quando Ronei fez linda tabela com Renê e chutou firme, rasteiro, no canto esquerdo para colocar o Se Não Guenta novamente à frente no placar.
O clima da partida começou a ficar mais tenso. Luan acabou sendo advertido com cartão amarelo, o que deixou o Arouquinha ainda mais debilitado em quadra. Aos 24 minutos, Erick conseguiu desviar um chute de longe de Biro, enganando completamente o arqueiro Brunno.
O Arouquinha voltou para a segunda etapa da mesma maneira que terminou a primeira, sem conseguir ultrapassar o meio de quadra, tendo que assistir o SNG fazer o que quisesse em campo. Ronei continuava sendo o cara do ataque do Se Não Guenta, levando perigo toda vez que a bola chegava a seus pés. Aos 4 minutos, o camisa 13 recebeu no meio e, com certa liberdade, conseguiu chutar colocado, no canto direito. A redonda tirou tinta da trave. Somente aos 10 minutos o Arouquinha conseguiu ficar mais no ataque do que o adversário. As finalizações estavam sendo o ponto fraco da equipe Junior, que não acertava nada em quadra.
Aos 15 minutos, Ballãotelli desperdiçou a melhor chance de colocar o Arouquinha novamente no jogo. O camisa 11 recebeu completamente livre, dentro da área, mas acabou chutando em cima de Danilo, que conseguiu fechar o ângulo muito bem. A partida continuou sendo ataque contra defesa. A atuação coletiva do SNG fazia a grande diferença em quadra, principalmente na marcação individual ao cérebro do adversário, Nelsinho, que tinha pouquíssimo espaço para tentar algo diferente. Aos 20 minutos, em um contra-ataque, Erick recebeu de Ronei, após uma bobeira incrível da defesa do Arouquinha, e só teve o trabalho de tocar para o gol e ampliar a 4 x 1.
O quarto gol fez com que os jogadores do SNG relaxassem em quadra, o que custou o segundo tento do Arouquinha, marcado por Nelsinho, no canto direito, após bom passe de Luan. O apito final selou a classificação mais do que tranquila do SNG, que nem os torcedores mais otimistas esperavam. Ronei, mais uma vez, mostrou que é o craque do time, aparecendo nos momentos mais decisivos, juntamente com todo o elenco do Se Não Guenta, que soube anular o excelente time do Arouquinha de uma maneira surpreendente.
O adversário do SNG na semifinal será o CAV, que vem de uma vitória apertada diante do Roleta Russa Olímpico. O duelo reunirá um histórico vencedor de ambas as equipes, que costumam crescer demais nos momentos decisivos. A maestria de Davi ou a habilidade e raça de Ronei levará sua equipe à final?
XV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
My Balls 4 x 2 Mulekes
MY BALLS SURPREENDE E ELIMINA MULEKES COM AUTORIDADE
Longe do apresentado no semestre, time de Rogerinho não soube jogar diante da muralha imposta pela equipe azul durante todo o jogo, dando muitos espaços para o MB contra-atacar e vencer para avançar às semifinais
Por Eduardo Bernardi
O My Balls apostou na estratégia que adota desde o início do campeonato e eliminou um dos grandes favoritos ao título, o Mulekes. Fernando Souto, que não teve uma boa atuação nas oitavas, apareceu bem e se redimiu ao fazer sua melhor partida no ano, com direito a dois golaços do meio da rua. A mulekada não mostrou nem metade do futebol apresentado na fase de grupos, apesar de ter controlado o ritmo da partida desde o início. As finalizações imprecisas e a falta de criatividade do Mulekes acabaram selando uma classificação digna do MB, que soube o momento certo de atacar e de se defender.
A partida começou muito devagar, sem finalizações de nenhum dos lados. O primeiro lance de perigo só aconteceu aos 5 minutos, com Diego Orsi, que fez boa jogada pelo meio e chutou forte no meio da meta. Gabriel Viana demonstrou muito reflexo e conseguiu mandar a redonda para escanteio. A única investida do ataque do Mulekes era pelo lado esquerdo, visando o camisa 7, Diego Orsi, que tinha dificuldades para ultrapassar o muro levantado pelo MB na entrada da área. Aos 8 minutos, Gian, após falta ensaiada com Leco, chutou rasteiro, no canto esquerdo, sem chances para Gabriel Viana. O Mulekes saía na frente.
A mulekada quase fez o segundo com Diego Orsi, que recebeu cruzamento de Gian da direita e acabou chutando em cima de Gabriel Viana, que estava muito bem posicionado no lance. O time azul estava perdido em quadra, deixando o Mulekes criar suas jogadas com muita tranquilidade. Só que, aos 13 minutos, Fernando Souto conseguiu fazer uma boa jogada individual pelo meio e, com muito espaço à sua frente, conseguiu colocar a redonda no canto esquerdo de Ricardo Salles.
Mesmo sofrendo o empate, o Mulekes continuou melhor em campo, mas já não conseguia levar perigo a Gabriel, tendo apenas maior posse de bola do que seu adversário. Aos 20 minutos, o assombro: Sujinho arriscou praticamente do meio da quadra e acertou o ângulo direito de Ricardo Salles, marcando um golaço e virando a partida para o My Balls.
Entretanto, o empate veio logo em seguida, com Leco, que recebeu cruzamento de Rafinha Souza e tocou com categoria no canto esquerdo. 2 x 2. O MB soube aproveitar as únicas duas oportunidades de marcar. Já o Mulekes não soube transformar seu amplo domínio na primeira etapa em mais gols, apesar de a defesa azul estar muito bem postada em quadra.
O Mulekes permaneceu no ataque nos minutos iniciais da segunda etapa, mas a posse de bola já estava mais equilibrada. O MB conseguia sair muito mais para o ataque. Aos 8 minutos, Fernando Souto recebeu na esquerda, abriu para a perna direita e arriscou de longe, acertando o canto direito de Ricardo Salles, que nem se mexeu, colocando o MB novamente na frente. Era o terceiro chute de longe que virava gol aos comandados de PVC. Em seguida, o Mulekes respondeu com Renan, que ficou completamente livre dentro da área, mas acabou perdendo uma chance inacreditável de empatar novamente.
Vencendo, o MB voltou a jogar com a equipe inteira postada na defesa, deixando o adversário com muito espaço para criar as jogadas. O time de Marcelo Árico marcava com qualidade, anulando qualquer investida da mulekada, que pouco acertava em quadra a essa altura. Enquanto o nervosismo ia aumentando de um lado, do outro os contra-ataques acionados não levavam muito perigo, o que deixou a partida com o ritmo um tanto quanto lento. O Mulekes voltou a levar perigo aos 18 minutos, com Rafinha Souza, que fez boa jogada pela esquerda e chutou cruzado. Gabriel Viana se esticou inteiro para interceptar com a ponta do pé esquerdo.
O Mulekes ensaiava a pressão final pelo empate quando, aos 20 minutos, após cruzamento de Daniel Dias, Marcelo Árico acertou uma bomba, de primeira, no canto direito, marcando o gol mais bonito da partida e praticamente colocando o My Balls na semifinal. Ainda houve tempo para um esboço de reação, mas a defesa azul manteve o ritmo e não deixou nada passar nos minutos finais, garantindo uma vitória histórica para a equipe de Rapha Nunes, que eliminou dois dos grandes favoritos ao título.
Agora, na semifinal inédita, o My Balls encara o Zenite, que vem embaladíssimo depois de eliminar o eficiente Fiorella. Ambas as equipes jogam no contra-ataque, o que certamente deixará o confronto marcado pela velocidade dos jogadores, que têm tido outro valor em comum: a raça durante os 50 minutos.
XV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL
Zenite 4 x 3 Fiorella
ZENITE FAZ HISTÓRIA E DERRUBA FIORELLA PARA CHEGAR ÀS SEMIFINAIS
Negão e Dutra fizeram a diferença para a equipe azul celeste, assim como seu setor defensivo, que anulou as investidas do Fiorella para, em sua estreia na Ouro, ao menos garantir uma semifinal
Por Eduardo Bernardi
O Zenite poderia ter goleado, mas acabou cedendo dois tentos ao adversário após marcar o quarto gol. A equipe de Fê Rampazo surpreendeu ao conseguir passar com certa facilidade pela barreira do Fiorella, uma das melhores defesas durante todo a fase de grupos. Dutra e Negão fizeram novamente a diferença, sem contar o melhor zagueiro do campeonato até o momento – Léo Alario. Já pelo lado do Fiorella, a equipe ficou devendo demais durante os 50 minutos. Faltou criatividade, principalmente nos minutos finais de jogo, no qual a equipe de Gabriel Salvador conseguiu consolidar uma pressão. Sem diversos jogadores, o Fiorella foi guerreiro mas sucumbiu diante da aplicação tática e sacrifício coletivo do Zenite, que trilha caminho sólido à final.
O time celeste, diferentemente das últimas partidas, adiantou sua marcação nos minutos iniciais, não deixando o Fiorella executar sua estratégia de controlar a posse de bola. O primeiro lance de perigo veio com Negão, que conseguiu tirar de Franklin, mas acabou chutando em cima da marcação. Logo em seguida, P.O. recebeu um lançamento do outro lado da quadra e acertou um lindo calcanhar de primeira quase da linha da área. A redonda passou raspando a trave esquerda, surpreendendo a todos.
O Fiorella estava muito preso em quadra, sem esboçar nenhuma estratégia alternativa. Nenhum contra-ataque da equipe de Ricardo Tavano dava certo. O time até tinha posse de bola, mas o desenvolvimento era meio sem organização, levando à perda da bola aos botes de Léo Alario e cia. Mesmo assim, o time tinha Gabriel Salvador, o destaque ofensivo do campeonato. Aos 14 minutos, ele fez boa jogada pelo meio, abriu para a canhota e mandou um foguete no canto esquerdo de Ballestero, que nada pôde fazer no lance.
O Zenite melhorou após o gol sofrido, levando mais perigo a cada lance de ataque. Assim, aos 18 minutos, Negão saiu de seu campo e foi driblando, driblando, driblando, até invadir a área e tocar ao gol. A defesa salvou, mas se enrolou e Rodrigo colocou ela para dentro contra. Porém, o gol foi dado ao camisa 10. Linda jogada e o empate decretado na lambança do campeão do V Chuteira de Ouro.
Os minutos finais da primeira etapa foram de muita tensão. Ninguém atacava. A pelota não saía do meio de quadra, o que causou entradas ríspidas de ambos os lados. Aos 23 minutos, após passe de Fê Rampazo, Willer, completamente livre, chutou firme no canto direito. Franklin foi buscar.
No último minuto da primeira etapa saiu a virada celeste. Fê Rampazo, após lançamento de longa distância da defesa, pegou de primeira já dentro da área, a um metro de Franklin, e fez um golaço por debaixo das pernas do arqueiro, causando uma euforia ensurdecedora nas arquibancadas da quadra 5. O Fiorella saiu de quadra nitidamente abatido, visto que a equipe não conseguiu jogar o que sabia na primeira etapa.
O Zenite voltou para a segunda etapa administrando a posse de bola. Logo aos 3 minutos, Bob Fenômeno, após uma atrapalhada incrível de Rodrigo Macaro, só teve o trabalho de empurrar para o gol e ampliar a 3 x 1. O terceiro gol da equipe de Negão deixou o Fiorella ainda mais nervoso. Nada dava certo ao Fiorella, que agora deixava muitos espaços para o Zenite jogar. Nem as arracandas de Gabriel e Tigu conseguiam ser eficientes. Aos 10 minutos, Dutra fez bela jogada pelo meio e acertou o ângulo direito de Franklin, marcando um golaço. Na comemoração do gol, o camisa 11 correu em direção à torcida e disse: “Eu sou f...”.
Com o placar elástico, o time celeste relaxou. Com isso, o Fiorella começou a ter mais posse de bola e a levar certo perigo. Um minuto após o quarto gol do Zenite, Gabriel Salvador abriu para o meio e chutou colocado no canto direito, diminuindo a diferença para dois gols. O tento deu moral para o Fiorella, que passou a exercer uma pressão considerável no Zenite, que não conseguia acertar nenhum contra-ataque, demonstrando já muito cansaço. Aos 18 minutos, Bocão recebeu na área, driblou Ballestero e fez um golaço, colocando o Fiorella novamente no jogo.
Os minutos finais foram dramáticos. O Zenite se defendia da maneira que dava. Léo Alário estava novamente inspirado na defesa, tirando tudo que chegava perto da área. Apesar da forte pressão, o Fiorella não conseguia transformá-la em chances de gol, sempre optando por finalizar de longe, o que facilitou as coisas para o ‘Zica’, que só teve que deixar o tempo passar para chegar à semifinal da Ouro em sua primeira jornada na divisão.
O próximo adversário do Zenite será o My Balls, que vem muito forte para esse confronto após eliminar dois dos favoritos ao título – Mercenários e Mulekes. As estratégias de ambas as equipes são muito parecidas, o que deixará a partida mais do que corrida, na qual o talento individual deverá prevalecer.
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