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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

XV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

CAV 6 x 3 Só Resenha

CAV PASSA FÁCIL PELO SÓ RESENHA E SEGUE NA LUTA PELO BICAMPEONATO


Sem Davi e Johnny, contundidos, Jorge Henrique, com 3 gols, chama a responsabilidade e comanda triunfo caveira rumo às quartas

Por Eduardo Bernardi

O CAV superou as adversidades do dia e conseguiu uma grande vitória sobre o Só Resenha, garantindo sua classificação para a próxima fase com certa tranquilidade. A ausência de Davi, que sofreu uma lesão no ombro na manhã da partida, e a contusão de Johnny no primeiro minuto não foram suficientes para parar o time de Caio Fleischamnn, que contou com atuação de gala de Jorge Henrique para superar o aguerrido adversário. O camisa 9 acabou assumindo o posto de maestro e marcou três gols, além de criar praticamente todas as jogadas ofensivas dos caveiras. Em compensação, o Resenha não esteva em um de seus melhores dias, errando muitos passes e finalizações. A dependência da equipe em Joelson e Rafael Ucella acabou sendo predominante para a derrota, visto que os dois foram muito bem marcados durante os 50 minutos.

O Atlético da Vila, como de costume, começou partindo completamente para cima. Logo no primeiro lance do jogo, Caio Fleischmann recebeu excelente passe de Jorge Henrique na esquerda, mas acabou pegando muito mal na bola, desperdiçando a primeira chance de abrir o placar. O Resenha não conseguia sair da defesa, pois estava sendo completamente sufocado pela marcação adiantada do CAV. A primeira chance de gol da equipe de Joelson veio só aos 6 minutos, após cobrança de falta de Rafael Ucella, que obrigou Gallego a mandar para escanteio.

Jorge Henrique articulava as jogadas do CAV com muita qualidade, substituindo à altura o craque da equipe, Davi, que sofreu um acidente de carro e machucou o ombro – mesmo assim, ele esteve presente durante todo o tempo no banco de reservas. Apesar do domínio da equipe caveira, o Resenha conseguiu surpreender aos 12 minutos, com Fabricio, que recebeu cruzamento de Joelson e só teve o trabalho de empurrar para o gol. Estava aberto o placar.

O CAV respondeu logo em seguida, com Caio Fleischmann, que recebeu passe magistral de Jorge Henrique, na ponta esquerda, e tocou de chapa no canto direito de Roberto. Foi o primeiro gol de Caio no certame.

O empate deu mais velocidade à partida. O Resenha voltou a ficar mais preso no jogo, deixando a equipe caveira com muitos espaços para a criação das jogadas. Jorge Henrique começou a ficar sobrecarregado no meio de quadra, o que deixou a partida mais embolada, sem grandes jogadas. A defesa do Resenha estava muito bem postada, mas os contra-ataques da equipe do técnico Luís ‘Trovão’ Francisco não se encaixavam, culminando em um momento de ataque contra defesa. Aos 17 minutos, Teté arriscou do outro lado da quadra. A redonda desviou levemente na marcação e acabou atrapalhando Roberto, decretando a virada. O Resenha respondeu com Rafael Ucella, que colocou a redonda no ângulo esquerdo de Galego, em uma belíssima cobrança de falta.

Nos minutos finais do primeiro tempo, só deu CAV. Os jogadores do Resenha estavam nitidamente mais esgotados do que os da equipe caveira, que voltaram a prender a equipe de Vitinho Baldin na defesa. Aos 24 minutos, Bruno Cruz aproveitou uma bola rebatida na área e mandou de primeira. O foguete entrou no canto esquerdo de Roberto, que nada pôde fazer. Logo após o gol, a dupla de arbitragem apitou o fim da primeira etapa.

O CAV voltou à etapa final com a mesma postura do primeiro tempo, adiantando completamente sua marcação. Logo aos 2 minutos, após cobrança de escanteio, Bruno Cruz carimbou a trave esquerda de Roberto. A partida ficou muito amarrada nos minutos seguintes. Nenhuma das equipes conseguia assustar, sendo ambas muito displicentes nas finalizações. O jogo só voltou a ganhar em emoções aos 10 minutos, com Fofão, que recebeu na esquerda, abriu para o meio e encheu o pé no canto esquerdo, obrigando Gallego a fazer uma grande defesa. Logo em seguida, Jorge Henrique puxou um bom contra-ataque pelo meio, serviu Bruno Cruz na esquerda, que devolveu para o camisa 9 no meio. Jorge Henrique furou, deixando a redonda para Choco, que, inacreditavelmente, chutou em cima de Roberto.

O CAV continuou pressionando. Aos 14 minutos, Caio Fleischmann recebeu na esquerda e tocou para Jorge Henrique, da entrada da área, tocar com categoria no canto esquerdo, deixando os caveiras com dois gols de vantagem no placar. Dois minutos depois, novamente Jorge Henrique apareceu na entrada da área para aproveitar um rebote da defesa resenhista, mandando um foguete no canto direito.

O quinto tento do CAV deu um certo desânimo aos jogadores do Resenha, que começaram a diminuir o ritmo. O time de Vitinho Lessa deixava o tempo passar, apostando em contra-ataques. Aos 20 minutos, Jorge Henrique recebeu na direita, abriu para a esquerda e chutou firme no canto direito, marcando seu terceiro gol no jogo. O Só Resenha conseguiu marcar o terceiro logo em seguida, com Mateus, que mandou uma bomba da entrada da área no canto direito de Gallego, que nada pôde fazer.

Nos minutos finais, Gallego acabou cometendo uma falta dura após sair afobado do gol, sendo advertido com o cartão amarelo. Teté foi o escolhido para assumir o posto de arqueiro, mas não teve praticamente nenhum trabalho devido à fortíssima marcação que a equipe caveira impôs nos minutos finais, garantindo sua passagem para as quartas. Final de duelo, e um placar de 6 x 3 ao atual campeão da Ouro.

O Clube Atlético da Vila terá pela frente, na sua luta pelo bicampeonato, a excelente equipe do Roleta Olímpico, que conta com o artilheiro Ritolê e a muralha Machado. O atual campeão certamente terá inúmeras dificuldades diante da equipe de Kuminha, que sobrou na fase de grupos, pintando com uma das grandes favoritas ao título.

XV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

SNG 2 x 0 Bacana

NO CLÁSSICO DAS QUARTAS, FOI SNG NA CABEÇA


Oportunismo de Erick acabou fazendo a diferença ao tricampeão, juntamente com a habilidade de Ronei e a disciplina tática de Léo. A doação da equipe para segurar o resultado foi primordial, culminando em desespero entre os jogadores do Bacana

Por Eduardo Bernardi

O SNG se impôs diante do Bacana e conquistou uma bela vitória no grande clássico do Chuteira de Ouro, mostrando aos críticos que apontavam o time como ultrapassado que, na hora da verdade, experiência conta, e muito. O setor defensivo do time de Renê segurou toda investida adversária durante o jogo, apesar de a equipe de Caco não ter acertado praticamente nada no jogo. Papa Burguer teve pouquíssimo trabalho durante os 50 minutos, o que dá mais destaque ainda para a excelente atuação defensiva do tricampeão. O Bacana esteve nervoso em quadra desde que sofreu o primeiro gol, não sabendo colocar a bola no chão e ter calma para criar as jogadas. O desespero causado por uma possível eliminação mexeu com a cabeça dos jogadores, que discutiram demais entre eles e esqueceram de jogar futebol.

O Bacana estava completamente recuado nos minutos iniciais, deixando o SNG fazer o que quisesse em quadra. A falta de técnica de ambas as equipes era o fator mais notável da partida. A forte marcação exercida pelas defesas não deixava ninguém ter espaço para tentar algo diferente. A primeira chance de gol foi do Bacana, aos 4 minutos. João Werner recebeu cruzamento na ponta esquerda e chutou colocado no canto direito. A redonda passou raspando a trave direita de Papa Burguer. O SNG respondeu com Fabinho, que arrancou pela esquerda e encheu o pé no canto esquerdo. Guido fez uma excelente defesa.

O SNG continuou dominando, tendo muito mais posse de bola do que o adversário. O Bacana, hora ou outra, acertava um contra-ataque, mas não levava tanto perigo. Aos 12 minutos, Felipe Augusto recebeu na entrada da área, girou e bateu firme. A pelota explodiu no travessão. O Bacana teve uma leve melhora aos 13 minutos, mas não o suficiente para exercer uma pressão considerável na equipe de Erick. Aos 17 minutos, João Werner recebeu na direita e serviu Leandro, que chegou batendo da entrada da área, mas o camisa 15 acabou pecando na finalização, mandando a redonda longe da meta de Papa.

Nos minutos finais da primeira etapa só deu SNG. Aos 20 minutos, o Bacana estava inteiro na defesa, sendo completamente pressionado pela equipe de Papa, que corria muito em quadra. Aos 24 minutos, Ronei recebeu na entrada da área e chutou rasteiro no canto esquerdo. Guido se esticou inteiro e conseguiu interceptar mais uma vez. Os espaços cedidos pelo Bacana estavam, a cada minuto, deixando o SNG calcular suas jogadas da maneira que quisesse.

O SNG voltou com tudo para a segunda etapa. Logo aos 2 minutos, Rennan fez boa jogada pelo meio e serviu a Erick na ponta esquerda, completamente livre. O camisa 21 só teve o trabalho de tocar com categoria no canto direito de Guido, que nada pôde fazer no lance. O gol fez com que o Bacana adiantasse sua marcação, mas acabava deixando inúmeros buracos na defesa, que não eram bem aproveitados pelo SNG, que já começava a diminuir consideravelmente o ritmo.

Apesar do sufoco, o SNG conseguia sair bem para o ataque quando queria. Aos 12 minutos, Ronei arrancou pelo meio e encheu a bomba da entrada da área, mas a redonda acabou tirando tinta do travessão. O nervosismo dos jogadores do Bacana em nada ajudava a equipe, que começou a bater cabeça em quadra, errando passes de um metro e tentando fazer gols espíritas do meio da quadra. A equipe de Marcelão só conseguiu levar perigo aos 16 minutos, com Kiwi, que arrancou pela direita e chutou cruzado. A marcação conseguiu afastar a redonda em cima da linha, evitando um empate que traria de volta a equipe bacana para o jogo.

Com o passar do tempo, a afobação do Bacana só aumentou, deixando o SNG com enormes chances de marcar o segundo tento em algum contra-ataque. Aos 20 minutos, Ronei recebeu na esquerda, emendou umas seis pedaladas a la Robinho, cortou a marcação e cruzou para o meio. Erick, com o oportunismo de sempre, só desviou e deixou o SNG com um pé e meio na próxima fase.

Apesar das investidas do Bacana nos minutos finais, o SNG conseguiu segurar a pressão com excelência, tornando-se um forte candidato na briga pelo título. A equipe enfrentará o embalado Arouquinha, que teve uma campanha praticamente perfeita na fase de grupos. Os contra-ataques puxados por Erick é a maior aposta do SNG para o próximo embate, visto que a ofensividade do Arouca Jrs. certamente deixará inúmeros espaços na defesa da equipe.

XV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Zenite 1 x 0 Arouca

ZENITE FAZ HISTÓRIA, ELIMINA AROUCA E SEGUE EM BUSCA DO TÍTULO


Tal qual diante do CAV, setor defensivo fez a diferença ao time celeste, que conseguiu segurar o placar mínimo até o fim após golaço de Dutra por cobertura do meio da quadra

Por Eduardo Bernardi

O Zenite conseguiu vencer o tradicionalíssimo Arouca pelo placar mínimo. O golaço de Dutra, marcado quando o time celeste estava com um a menos em quadra, selou a vitória do novato de divisão, que mostrou ser a maior força defensiva do campeonato. Leo Alário teve mais uma grande atuação, fazendo o papel de xerife na defesa da equipe. O Arouca esteve apático na maior parte do jogo e não soube jogar diante da retranca do Zenite, que, embalado pela bateria da torcida nas arquibancadas, conseguiu uma classificação histórica.

Logo no primeiro minuto, o Arouca já estava com um jogador a menos. França deixou o braço em Rampazo na frente do árbitro, que não titubeou em amarelá-lo. Apesar de estar com um jogador a mais, o Zenite não conseguia criar boas jogadas, deparando-se com um tremendo vazio no ataque da equipe. Willer era o jogador mais adiantado, mas o camisa 9 não conseguia exercer a função de atacante com muita eficiência. O excesso de jogadores no meio de quadra deixou o jogo embolado, sem chances de gol para nenhum dos lados. A primeira oportunidade de gol veio somente aos 5 minutos, em uma cobrança de falta de Marcos Bohn, muito bem interceptada por Ballestero, que espalmou a bola no meio da meta.

O Arouca melhorou muito após os 5 minutos, empurrando, cada vez mais, o Zenite para a defesa. Aos 8 minutos, Renanzinho recebeu na direita, completamente livre, e se deparou com uma muralha à sua frente. Ballestero fez mais uma grande defesa. O recuo do Zenite não foi bem aproveitado pelo Arouca, que não tinha criatividade alguma no momento de atacar. Léo Alário estava tendo mais uma grande atuação na defesa da equipe azul celeste, que tem como ponte forte uma marcação muito sólida e um time fechado no seu campo.

Apesar de a partida estar completamente amarrada, não faltava vontade de ambos os lados. Os jogadores demonstravam muita vontade e raça, deixando a expectativa de que qualquer coisa poderia acontecer. Aos 20 minutos, Willer, após arrancar pela ponta esquerda, chutou o adversário e acabou levando cartão azul, o que deixou o clima da partida muito mais tenso. Aos 21 minutos aconteceu o inesperado. Dutra roubou no meio de campo e arriscou dali mesmo para fazer, se não um dos mais bonitos gols da história do Zenite, até o momento o mais importante. Mauricio, adiantado, ainda foi na bola mas ela morreu praticamente no ângulo esquerdo do arqueiro.

O Arouca continuou mantendo a maior posse de bola, mas não conseguia consolidar uma pressão considerável no adversário, mesmo com Thiaguinho lutando muito e arriscando chutes de fora da área, o que facilitava a marcação do Zenite, que estava com todos os jogadores na defesa. A equipe de Negão conseguiu segurar o resultado até o apito final da primeira etapa.

O Zenite voltou para a segunda etapa mantendo a mesma postura, apostando em contra-ataques e na marcação mais do que efetiva da equipe. Sem Rampazo e Andrey, machucados, e Willer, excluído pelo cartão azul, o Zenite era praticamente nulo no ataque. Em 25 minutos, Kino praticamente fez apenas uma defesa, quando Rampazo voltou nos minutos finais no sacrifício para ter uma possibilidade de contra-ataque.

O Arouca assustou logo aos 2 minutos, com Renanzinho, que chutou de longe e obrigou Ballestero a fazer mais uma excelente defesa. No minuto seguinte, a displicência nas finalizações do Arouca voltou à tona. Com a falta de criatividade, a equipe de Vitão era obrigada a finalizar de longa distância, o que dificultava, mais ainda, um possível gol de empate. Boa parte dos arremates eram contidos pela defesa.

Aos 9 minutos, o Zenite encaixou um bom contra-ataque com Thalles, que arrancou pelo meio, passou por dois marcadores, mas acabou chutando em cima de Kino. A retranca do Zenite estava dando muito certo, pois não deixava espaço para o Arouca aproveitar após o meio de quadra. Aos 15 minutos, Thiaguinho conseguiu furar a marcação e chutou forte, à esquerda. Ballestero nem se mexeu no lance e apenas viu a redonda tirar tinta da trave. Logo em seguida, Negão teve a chance de matar o jogo. Em contra-ataque rápido, ele arrancou do outro lado da quadra, cortou a marcação, cortou Kino, mas acabou se atrapalhando e perdendo a bola para o goleiro, que se recuperou no lance. Alguém lembrou de Alexandre Pato?

Os minutos finais foram completamente apreensivos. Era ataque contra defesa. O Zenite, com todos seus jogadores na defesa, defendia-se da maneira que dava. Nem os contra-ataques era mais possíveis, vide que num deles foi Lucão, o zagueiro, a tentar algo na frente, sem sucesso. O Arouca, com a força física de Thiaguinho e a velocidade de Renanzinho, ameaçava por diversas vezes a meta de Ballestero. Aos 22 minutos, Vitão tabelou com Thiaguinho e, completamente livre, de frente para o gol, acabou chutando torto, à esquerda da meta. O Zenite conseguiu segurar a pressão até o fim, conquistando a classificação mais suada do dia.

O próximo adversário do Zenite é o Fiorella, que, assim como a equipe de Negão, prioriza a atuação coletiva, marcando muito forte com todos os jogadores. O embate, sem dúvida, será das defesas, culminando em uma partida completamente truncada e decidida nos detalhes.

XV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL

Mercenários 2 x 3 My Balls

MY BALLS VIRA PARA CIMA DE UM APÁTICO MERCENÁRIOS E SEGUE EM BUSCA DO CANECO


Equipe caveira passou longe de estar em seus melhores dias, permitindo que a raça e a vontade do MB fizessem a diferença no momento crucial do jogo

Por Eduardo Bernardi

O My Balls conseguiu o que para muitos era impossível: bater o valente Mercenários, mostrando que a classificação suada na primeira fase não foi à toa. Na verdade, além da vontade demonstrada pela equipe, contribuiu muito ao triunfo o relaxamento mercenários após abrir 2 x 0 e achar que estava liquidada a partida. O time azul jogou bem durante todo o jogo, teve muito mais posse de bola e contou com três golaços para conquistar uma vaga nas quartas de final. Noal, a grande esperança de gols da equipe mercenária, praticamente não tocou na bola. Alguns dizem que foi reflexo da bela noitada do garoto...

O Mercenários iniciou a partida um pouco mais à frente do que o My Balls, que já dava a entender que a equipe jogaria recuada, buscando surpreender a ofensiva equipe mercenária. Ambas as equipes demonstravam uma raça acima do comum, com entradas e divididas ríspidas, aumentando o clima de tensão a cada minuto. O primeiro lance de perigo foi do MB, com Kiko, que recebeu na entrada da área, girou e colocou no canto esquerdo de Allan, que fez uma excelente defesa. Aos 5 minutos, veio a resposta da equipe mercenária. Diego Gomes aproveitou uma bobeira inacreditável da defesa azul e conseguiu chegar à frente da marcação, tendo o trabalho de apenas dar um toque por cima de Gabriel Viana, que não teve o que fazer no lance.

O gol sofrido causou uma leve melhora ao MB, que começou a ficar mais no ataque do que o Mercenários, que mostrava certa despretensão na partida, voltando a jogar como no último jogo da fase classificatória diante do Arouca. O time azul quase empatou com Nó, que recebeu na direita e mandou um foguete no canto direito. Allan foi, mais uma vez, muito bem no lance e conseguiu interceptar. O Mercenários respondeu com Kazu, que tabelou com Diego Gomes após arrancada da defesa e acabou isolando a redonda, completamente livre.

Nos minutos finais da primeira etapa, o MB ensaiou uma nova pressão e quase fez com Kiko, que, após uma bela jogada pelo meio, chutou colocado, no canto esquerdo. A redonda tirou tinta da trave. O My Balls voltou com a mesma postura para a segunda etapa, controlando a posse de bola com muita inteligência, fazendo roda com os jogadores do Mercenários, que não conseguiam acertar os contra-ataques. Aos 5 minutos, a entrada de Guto na equipe mercenária deu outra postura à equipe, que voltou a frequentar o ataque. O camisa 10, após cruzamento da direita, se enrolou com Gabriel Viana e conseguiu escorar para o fundo do gol, dando um duro golpe no My Balls. A resposta veio com Fernando Souto, que recebeu cruzamento de Kiko, completamente livre, de frente para o gol, sem nenhum arqueiro à sua frente. Porém, ele conseguiu perder um dos gols mais feitos da história do Chuteira, mandando rente à trave esquerda.

O Mercenários conseguia administrar muito bem o resultado, marcando eficientemente com Kazu e Bollitov. O nervosismo começava a tomar conta dos jogadores do MB, principalmente de Fernando Souto. Aos 15 minutos, Marcelo Árico, após cruzamento da ponta esquerda, acertou um belo chute no canto direito de Allan e reacendeu as esperanças da equipe azul celeste. A partir daí, começou uma pressão incessante do MB, jogando o Mercenários, cada vez mais, para a defesa. Aos 18 minutos, Bruno Sobral fez boa jogada pela direita, abriu para o meio e colocou a bola no ângulo esquerdo, empatando com um golaço.

O empate desestabilizou completamente os jogadores do Mercenários, que demonstravam pelas feições que estavam completamente surpreendidos com o resultado. E assim veio a virada heroica, aos 22 minutos, com Kiko. Ele recebeu na área, de costas para Allan, girou, driblou o arqueiro e marcou outro golaço. Sim, 3 x 2 a favor do My Balls.

Após o gol, a partida ficou marcada por cenas lamentáveis de uma confusão, iniciada por uma suposta agressão de um jogador do MB com um soco no meio da quadra. Pedrinho, pelo MB, e Túlio, do Mercenários, acabaram sendo expulsos por agressão. Passado o momento de tensão, o time de Bollitov se lançou inteiro ao ataque, mas não chegou nem perto de arrancar um empate e acabou perdendo uma vaga – em que poderia ser considerado favorito – para a raça e determinação dos jogadores do MB.

O próximo adversário da equipe de Marcelo Árico é o Mulekes, que tem um estilo de jogo muito parecido com o do Mercenários. Provavelmente, a estratégia será a mesma, com ênfase na posse de bola e controle de jogo, dificultando qualquer investida de pressão do Mulekes, que certamente abusará da velocidade.
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