Sem vencer há duas rodadas, CAV contou com mais uma ótima atuação de Davi para se reencontrar com o triunfo; vitória deixa equipe a apenas um ponto do Arouca Jrs., sendo que ambas ainda brigam pela ponta na última rodada
Por Gabriel Manzini
Em uma partida de seis pontos, CAV e Arouquinha fizeram os espectadores perder o fôlego. Apesar da boa vantagem que o time da Vila abriu logo no início, a equipe do artilheiro Balãotelli reagiu e, por pouco, não surpreendeu o rival. A briga por posições deixou a disputa ainda mais intensa no Grupo A, com o Mulekes tomando a dianteira na tabela. No confronto direto, brilhou a estrela do meia Davi, que desequilibrou o embate mais uma vez.
O Arouquinha começou em cima. Balãotelli rolou para Arthur, que bateu por cima. Já a primeira chegada do CAV foi com Davi, que driblou a marcação e contou com a sorte para abrir o placar com um minuto de jogo: depois do chute, Brunno rebateu com o pé em cima de Quim, a bola bateu no zagueiro e voltou para a meta. Davi continuou se destacando: em lindo passe encontrou Marcel dentro da área, mas, mesmo com liberdade, parou em Brunno.
O Atlético seguia melhor em quadra e, com bons passes, dominava o rival. Em mais uma boa jogada individual de Davi, a bola sobrou para Caio Fleischmann, que carimbou o travessão. Em cobrança de escanteio, o mesmo Caio puxou a defesa para o primeiro pau e, sozinho na segunda trave, Marcel apareceu para completar e fazer 2 x 0 aos 7 minutos.
O CAV seguiu no ataque com Davi sendo o principal armador. Depois do segundo gol o Arouca Jrs. se mandou um pouco mais para o ataque e levou perigo a Diego Gallego com Balãotelli e Arthur. Só que Marcel, depois de roubada de bola, recebeu pela esquerda e ampliou. Dois minutos depois, o Arouquinha achou o primeiro gol em escanteio cobrado por Nelsinho. Heitor cabeceou com categoria e diminuiu.
Sem querer dar chances ao rival, o time caveira chegou com Marcel, que tirou do goleiro com um leve toque por cima, mas o bom camisa 7 não contou com Quim, que tirou quase em cima da linha. Bruno Cruz tentou duas vezes. Na primeira, mandou para fora; na segunda, aproveitou a confusão dentro da área para ir às redes e fazer 4 x 1.
Nos minutos finais da etapa, o Arouquinha tentou se recuperar do tempo ruim que fez ficando com a bola e recuando o adversário. Diego Gallego se destacou com boas defesas. Porém, depois do lateral, Heitor marcou mais um e diminuiu na chegada do intervalo.
No pontapé inicial após o recesso, Heitor tentou mais uma, porém, para fora. Nelsinho, de longe, bateu na trave. O Arouquinha começou com grande intensidade. No bate e rebate dentro da área, Balãotelli perdeu o tento debaixo da trave. Já Chico, após o lateral, cabeceou por cima. O CAV não conseguia sair do campo defensivo e o time do artilheiro Balãotelli jogava para fora todas as jogadas criadas. Mas o castigo apareceu com Davi. Com muita habilidade, o jogador (que atuou com a camisa 10) partiu do campo de defesa, driblou três marcadores e, ao chegar à linha de fundo, levantou na cabeça de Bruno Cruz. Sem dificuldade alguma o atacante completou paras as redes e anotou 5 x 2.
Bruno Cruz, com muita inteligência, serviu, de calcanhar, o companheiro Barata, que tirou do goleiro, mas que não contava com Heitor, que tirou em cima da linha. Em duas cabeçadas do Arouca Gallego salvou a pátria. Na tentativa de Luan, o atacante só foi parado com falta dentro da área. A cobrança do pênalti foi de Nelsinho, que, como manda o figurino, colocou goleiro para um lado e bola para o outro.
O Arouquinha, que já pressionava, se empolgou com o gol do camisa 10. Breno errou o alvo no chute de longe e, depois do passe de Heitor, Arthur marcou. 5 x 3 para o CAV faltando 10 minutos para serem jogados. Breno tentou mais uma vez, porém, parou em Diego Gallego. Balãotelli girou e foi para a linha de fundo. Heitor gostou de ser garçom e tocou Arthur deixar o Arouquinha a apenas um gol do empate.
O tempo técnico do CAV foi a saída para esfriar os ânimos do rival. E deu certo. Vitinho Lessa, em mais um de seus retornos eternos (lembra até Tulio Maravilha, que vai e volta no futebol), achou Bruno Cruz, que fez o seu segundo no confronto e deixou seu time mais tranquilo novamente. Apesar do banho de água fria, os atletas do time amarelo não desistiram e deram muito trabalho para Diego Gallego, que assegurou a vitória defendendo os arremates de Luan e Arthur.
Com os 3 pontos, o CAV se mantém na 4ª posição com chances de se tornar líder na última rodada. Já o Arouquinha permaneceu com 16 pontos e na 3ª posição. Para a rodada final, o time caveira briga por posição diante do vice-líder, Zenite. Enquanto o Arouca Jrs. segue na briga pela ponta diante do Di Primeira.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Zenite 6 x 4 SNG
ZENITE VENCE E COLOCA PRESSÃO PARA CIMA DO SNG
Time de Lucão comanda o confronto e consegue bom resultado; SNG vai para o tudo ou nada na Ouro diante do Fúria na última rodada, podendo cair e até se classificar
Por Gabriel Manzini
Enquanto o Zenite brigava pela ponta, o ex-poderoso SNG lutava para permanecer na primeira divisão e, quem sabe, beliscar uma vaga na segunda fase da competição. Porém, o time celeste dominou a partida a maior parte do tempo. Mas, mesmo mantendo uma boa vantagem no placar, o seu valente adversário não desistiu em nenhum minuto e fez o time de Léo Ballestero soar muito para assegurar a vitória.
O Zenite iniciou o confronto marcando seu adversário no campo de ataque. E a tática mostrou resultado quando Negão teve a primeira oportunidade de marcar, em chute cruzado. Já a pioneira jogada ofensiva do SNG foi com Biro, que finalizou para fora. Em mais uma chegada do Se Não Guenta, Erick rolou para Renê, que não pegou em cheio e Léo Ballestero tirou com o pé. Mas foi Fê Rampazo quem abriu o placar. Na jogada pela esquerda, o camisa 7 chutou forte e superou Papa-Burguer. Ronei respondeu imediatamente, porém, pela linha de fundo.
Fê Rampazo tentou marcar o segundo na cobrança de falta, só que o chute subiu um pouco além do esperado. O time de Ronei, querendo o empate, permaneceu com a posse de bola, mas esbarrava na forte marcação imposta pelo rival. Até aos 11 minutos, quando Ronei lançou Erick, que completou para as redes, empatando a peleja.
O forte ataque do Zenite não deixou barato e partiu para cima da zaga do SNG. Dutra deu um lindo passe de calcanhar para Negão, que dividiu com a zaga e com o goleiro, mas não conseguiu marcar. No lance seguinte, em falta próxima a área, Dutra bateu forte para furar a barreira e estufar as redes de novo. Negão tentou o terceiro, mas novamente parou em Papa.
O final do embate foi só do SNG. Léo girou e chutou, obrigando o xará Ballestero a buscar a bola no ângulo direito. Biro serviu Léo, que tentou novamente, só que por cima. Ronei também errou o alvo. E o castigo pelos erros de finalização veio aos 23 minutos. No escanteio de Andrey Coutinho, Dutra marcou mais um, e 3 x 1 ao fim da primeira etapa.
O segundo tempo voltou com o SNG no ataque para diminuir o prejuízo. Biro recebeu sozinho e acertou a rede pelo lado de fora, levando perigo à meta de Ballestero. Tejeda foi mais um a tentar e parar no bom arqueiro. Ronei pedalou e tirou a marcação, no arremate, quase fez o segundo. Quando o Zenite finalmente retornou do intervalo esfriou a partida e manteve o confronto um pouco mais tranquilo. Andrey Coutinho se machucou e teve de ser substituído. Em seu lugar, entrou Willer. O atacante entrou disposto a mudar o rumo do jogo. Em seu primeiro chute fez um golaço.
Os três gols de vantagem não desanimaram os atletas do melhor time do ranking geral do Chuteira de Ouro. Já o Zenite marcava o adversário em sua quadra. Erick, cara a cara, parou em Ballestero. No contragolpe, Willer deixou sua marca novamente, depois do cruzamento de Lucão. O camisa 21, por pouco, não marcou seu terceiro; a bola passou muito perto. Ronei tentou de longe, mas a batida foi rente a trave.
Já Biro girou sobre o defensor e superou Ballestero com categoria, diminuindo a 5 x 2. A reação durou pouco. Dois minutos depois, Willer cobrou escanteio e Negão deixou o sexto. O confronto ficou aberto. Se de um lado Léo parou em Ballestero, do outro, Biro não teve sorte, o chute desviado tirou tinta da trave. Depois do lateral, Ronei diminuiu, em cima da linha. E, um minuto depois, a reação continuou, Leo arriscou da direita e fez o quarto. Porém, não havia mais tempo para o valente SNG.
Com a vitória o Zenite alcança os 17 pontos e se mantém na cola do líder Mulekes, com apenas um ponto de diferença. Já o SNG ficou na sétima colocação, a dois pontos da zona da degola. Para o próximo sábado, o Zenite, de olho na liderança, tem duelo decisivo com o CAV. Enquanto o SNG pega o Fúria em jogo de fortes emoções contra a segundona, mas ciente que uma vitória pode colocar o time no mata-mata.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Jeremias 1 x 3 Med Taubaté
MED VIRA E COMPLICA A SITUAÇÃO DO JEREMIAS
Apesar de sair na frente, time de Dunder não suporta pressão do Med na segunda etapa e leva a virada, complicando sua vida para a última rodada, quando precisa vencer e ainda torcer contra outros para não cair
Por Gabriel Manzini
O desesperado Jeremias entrou em quadra buscando a vitória a qualquer custo. E logo com 30 segundos estava em vantagem. O bom ataque do Med não superou a disposta defesa do Jeremias na primeira etapa. Mas, nos 25 minutos finais, o sistema defensivo vacilou e viu a vitória escapar diante da boa equipe de Taubaté, que foi comandada por Jonatas.
A dupla de arbitragem mal havia apitado o início do duelo e Diogo já abria o placar. Depois da sobra do lateral, ele marcou com 30 segundos de jogo. A resposta do Med foi imediata. Javier saiu de três marcadores e bateu cruzado, mas João Humberto não conseguiu chegar a tempo de concluir. Javier foi o autor de mais dois ataques do seu time. Na primeira, saiu do defensor e bateu mal. Na segunda, cruzou para João Humberto, que, embaixo da trave, isolou.
O mesmo João Humberto depois tentou de longe, mas jogou por cima. A sequência de ataques da equipe de Taubaté mudou de lado. Preto dominou no peito, mas, na hora de finalizar, mandou longe. João Victor obrigou o xará goleiro a espalmar para escanteio. Alê Bim, pela direita, acertou a trave. A zaga do Jeremias se esforçava muito para segurar o bom ataque do Med, que não aproveitava as chances para ampliar. No escanteio, Levy cabeceou fora do alvo, e Brão, na falta ensaiada, arrematou por cima.
Apesar da mínima vantagem conquistada no início, o desesperado Jeremias seguia com maior posse de bola. O Med mudou o rumo do confronto pressionando a saída do adversário. Peruca chutou e Chaluppe defendeu com o pé. Bruninho, no lance seguinte, carimbou a trave. A ânsia pelo empate era grande, mas nas duas tentativas em sequência Alê Bim travou e salvou o time no final dos primeiros 25 minutos.
O segundo tempo começou e, a exemplo do anterior, o time dos irmãos Bim esperava marcar nos segundos iniciais. Mas as três chances de ampliar foram desperdiçadas. E, na primeira tentativa do Med, Levy empatou. Depois, Jonatas, em bela jogada individual, foi até a linha de fundo e serviu João Humberto, que parou em Chaluppe. A resposta do Jeremias veio com Dunder: de frente para meta ele arriscou e João defendeu. A partida estava muito equilibrada e ambas as defesas bem postadas. João Humberto e Javier envolveram a defesa na tabelinha, porém, quando a bola foi alçada na área ninguém completou.
Thiago Bim perdeu uma chance incrível, depois de sair cara a cara com o arqueiro João. O banco de Taubaté pediu tempo técnico e, na volta, Jonatas tentou duas vezes antes de conseguir a virada. Em seguida, Brão, em mais um bola parada, passou à esquerda de João. E, na sequência, Jonatas serviu João Humberto que, sozinho, ampliou para 3 x 1 ao Med. A zaga do Jeremias vinha bem até a virada; depois se perderam. Levy levou o segundo amarelo em falta em Dunder e viu o azul na mão do árbitro.
O time celeste não desistiu muito também por causa da complicada situação na tabela. Dunder e Darx não conseguiram. Depois de escanteio, Darx recebeu sem ângulo e arriscou, a bola tocou na mão de Bruninho, posteriormente na trave e a zaga afastou. Apesar das reclamações dos atletas, a arbitragem nada assinalou. Ao apito final, as duas equipes reclamaram muito dos árbitros.
A vitória deixou o Med na zona de classificação – na 5ª posição – com 10 pontos ganhos. Já com a derrota, o Jeremias caiu para a lanterna com apenas 6 pontos. Na última rodada o time de Taubaté só depende de si para assegurar a classificação diante do My Balls. Enquanto o Jeremias precisa da vitória a todo custo e ainda secar os adversários para fugir da zona. Só que o time azul e branco enfrenta o líder Mulekes.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Di Primeira 2 x 4 Fúria
FÚRIA FAZ EXCELENTE PARTIDA E SONHA COM A PERMANÊNCIA NA OURO
Time de Sucão se superou em quadra para vencer o Di Primeira e ainda respira na competição; na última rodada terá de vencer o SNG se ainda quiser ser ‘dourado’. Equipe de Célio e Dri Ferreira não segura o rival, mas depende apenas de si para se classificar
Por Gabriel Manzini
O Fúria contou com os poucos atletas do Di Primeira que compareceram para o jogo e deitou e rolou. Os muitos cartões amarelos prejudicaram a equipe de Dri Ferreira, que, jogando com um a menos por boa parte do tempo, se desgastou muito por também não ter peças de reposição no banco. O Fúria não quis saber dos problemas do rival e virou o jogo na segunda etapa, em uma das melhores partidas da equipe na temporada.
O começo do jogo teve um fato inusitado. O Di Primeira contava com apenas cinco jogadores em quadra. E ficou por alguns minutos assim até chegar o sexto atleta. Apesar do número a menos em seu início, o Di Primeira abriu o placar com Dri Ferreira, aos 2 minutos. A primeira chegada do Fúria foi com Thiago Motta, que quase empatou de letra, mas Cadu defendeu. Betinho também parou no goleiro; Ferrugem segurou. O duelo estava pegado, e depois da sobra na área, André Luis encheu o pé para ampliar. Na sequência, Ferrugem salvou o terceiro. Pelo lado adversário, Fah recebeu na esquerda e finalizou, mas pela linha de fundo.
As investidas do Di Primeira eram freadas pelo arqueiro Ferrugem. Já no ataque, Fah comandava, porém, o sistema defensivo do time de Dri Ferreira era impecável. Até que Thiago Motta arriscou, a bola passou por entre as pernas de Cadu e sobrou no pé de Fábio Caruzo, que mandou às redes para diminuir o prejuízo. Depois, Betinho recebeu falta de Ferrugem quase dentro da área. O goleiro levou amarelo e ficou de fora por dois minutos.
O resultado foi Sucão, mais uma vez, ir para a meta. Mesmo com um a menos e com um jogador de linha como arqueiro devido a mais uma fanfarronice de Ferrugem, foi o Fúria que levou perigo com Diego, duas vezes, e com Fábio Caruzo em uma tentativa. A vontade de empatar resultou na conquista do objetivo no último lance do primeiro tempo. Diego chutou forte, Cadu rebateu e Adriano Motta igualou tudo.
Os 25 minutos finais foram de intensa fúria. O time honrou o nome para buscar a vitória e a recuperação na tabela. Fábio Caruzo, André e Fah arremataram sobre a meta. O cruzamento na área só não resultou na virada porque Betinho salvou. A segunda etapa foi marcada também por muitos cartões amarelos, mais pelo lado do Di Primeira, que, em muitos minutos, jogou com cinco em quadra. A equipe do goleiro Ferrugem soube aproveitar muito bem essa vantagem. Com bons passes, envolveu seu rival. Bruno Gladiador, Fah, Adriano Motta e André esbarraram em Cadu e na falta de pontaria.
O bombardeio parecia não ter fim, assim como a disposição da defesa do Di Primeira. Thiago Motta serviu Bruno Gladiador, que não passou de Cadu. Porém, quando a jogada foi invertida, deu certo. Bruno Gladiador tocou para Thiago Motta finalmente marcar o terceiro. Foi o 99º gol de Thiago Motta com a camisa furiosa. 3 x 2 e um prêmio à intensa pressão exercida pelo Fúria.
Ferrugem, que mal havia suado o uniforme na segunda etapa, viu os jogadores adversários perderem a cabeça com o árbitro e seu time continuar em cima na busca pelo quarto tento. Fah e Thiago Motta não passaram pelo ótimo goleiro Cadu. O Fúria acertou a trave e, quando marcou, a arbitragem anulou, apitando falta de ataque. Mas, aos 22 minutos, pela esquerda, Diego ampliou para 4 x 2. Nos minutos finais ainda deu tempo para Cadu fazer dois milagres e evitar maior tragédia.
A vitória tirou o Fúria da lanterna, porém, ainda o deixa na zona da degola. Com 7 pontos ganhos, a equipe encosta no My Balls, no SNG e no próprio Di Primeira. Do outro lado, mesmo com a derrota, o time de Simon ainda está na zona de classificação com 9 pontos. Para a última rodada o Fúria encara o SNG, em duelo direto na briga contra o rebaixamento. Enquanto o Di Primeira briga pela classificação diante do Arouquinha.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA
Mulekes 4 x 3 My Balls
MULEKES VIRA SOBRE MY BALLS E ALCANÇA A LIDERANÇA
Equipe de Gian aproveita jogadores a mais na segunda etapa para virar o jogo e assumir a liderança a uma rodada do fim da fase de grupos; MB depende apenas de si para sobreviver na Ouro
Por Gabriel Manzini
Apesar da grande atuação do My Balls, o último jogo da rodada também contou com uma virada, e foi mais um confronto emocionante. O time de Nó chegou a abrir 3 x 1 sobre a equipe de Pipo Valente, mas os muitos amarelos distribuídos pelo árbitro complicaram o time do goleiro Lê - que chegou a atuar com dois jogadores a menos – e não pôde segurar o bom meio campo do novo líder, que, com dois gols de falta, virou a partida nos minutos finais.
O cartão de visitas do Mulekes veio com Gian. O habilidoso meio
campista driblou o defensor e chutou com muito perigo. A resposta
chegou com Sandrinho, que cabeceou fraco. Mas, depois do lance, o My
Balls demorou a voltar ao ataque. Diego tocou para Gian, cara a
cara com a meta, que parou em Lê. Diego recebeu de Pedro Henrique e também não passou por Lê. Enquanto o líder trocava passes a equipe azul clara se segurava.
Com 10 minutos jogados as investidas do alvinegro diminuíram e Fernando quase abriu o placar. Mas, aos 15 minutos, em uma bola defensável, Kiko arriscou de longe no canto e superou Ricardo Salles. Em busca do empate a trave foi obstáculo e Victor Cruz finalizou para defesa de Lê. O goleiro foi o grande destaque da primeira etapa com defesas à queima roupa. Na finalização de Rafinha Souza, uma grande intervenção de Lê com o pé. Já na cobrança de falta, a bola desviada, por pouco, não entrou. Porém, não foi nos primeiros 25 minutos que a rede de Lê balançaria.
A pressa do Mulekes marcou o início da etapa final. Logo aos 2
minutos Victor Cruz cobrou falta e contou com o vacilo da barreira
para empatar. O empate animou os atletas alvinegros, que
pressionavam a saída de bola do adversário. O My Balls, por sua vez,
conseguiu esfriar aos poucos os ânimos do adversário. Fernando contou
com desvio da barreira para enganar Alemão, porém, a bola passou
raspando a trave. Alemão, que também teve papel importante, salvando
bons ataques do oponente.
Mas, aos 7 minutos, nada pôde fazer. Sandrinho cobrou escanteio e Kiko completou cabeceando no chão, sem chances de defesa. Diego levou amarelo e o MB aproveitou o jogador a mais para ampliar. Nó cruzou e Ale Caieiro completou. De imediato, Victor Cruz só não diminuiu porque Lê evitou. Já Alemão defendeu o chute de Fernando, no rebote, Nó errou o alvo. Com o My Balls dominando a partida, restou ao técnico do Mulekes pedir tempo técnico.
Na volta o resultado apareceu. Gian driblou dois marcadores antes de marcar um golaço e diminuir para 3 x 2. Depois, no lance seguinte de Pipo, Lê espalmou o empate para o lado. Só que em mais uma bola parada, o goleiro não conseguiu segurar o chute de Vitinho Laruccia, e o empate estava estabelecido. O My Balls ficou nervoso com o empate, e os muitos cartões amarelos distribuídos pelo árbitro foram decivos na virada do time de Gian.
Com dois jogadores a menos, os atletas viram o bom meio campo do Mulekes girar a bola de um lado para o outro, com muita paciência, até Rafinha Souza cruzar para Renan - livre - decretar a virada. Victor Cruz ainda perdeu a oportunidade de aumentar. E Kiko, no último lance, por pouco não contou com o desvio para deixar tudo igual novamente. Mas a bola não estufaria mais as redes.
A vitória levou o Mulekes para a liderança do Grupo A com 18 pontos conquistados. Já o My Balls se complicou, permanecendo com 7 pontos e na primeira colocação fora da zona de rebaixamento. Para a última rodada, o Mulekes defende a liderança diante do desesperado e lanterna Jeremias. Enquanto o My Balls luta para permanecer na primeira divisão diante do Med Taubaté, e quem sabe conquistando uma vaga para a próxima fase.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Arouca 2 x 0 Ras Time
RAS NÃO SEGURA O AROUCA E DÁ ADEUS À SÉRIE OURO
Vitória tranquila do time de Veloz acabou com as esperanças do Ras, que marcou apenas 4 pontos na sua primeira participação na Ouro; Arouca ainda briga por uma vaga na próxima fase
Por Eduardo Bernardi
Após dominar a partida, o Arouca conseguiu vencer o Ras com facilidade. Apesar do placar magro por 2 x 0, a equipe de Vitão poderia ter feito muito mais, se não fosse a grande atuação de Cipó na meta do Ras, que ficou devendo demais durante todo o jogo. O primeiro tempo foi muito fraco tecnicamente, diferentemente da segunda etapa, em que o Arouca sobrou. Após a pintura de Thiaguinho, o Ras praticamente sumiu na partida, o que facilitou mais ainda a vitória tranquila do time amarelo, que ainda está na briga por uma vaga na próxima fase.
O Arouca tocava a bola de um lado para o outro com muita categoria, deixando os jogadores do Ras impacientes. Apesar de ter muito mais posse de bola, foi a equipe de Galizé que tomou o primeiro susto da partida. Pet recebeu na direita e tocou na saída de Kino, e a pelota passou raspando a trave esquerda. Nos minutos seguintes, o Arouca manteve a mesma postura, mas sofria vários contra-ataques, que chegavam a levar certo perigo.
Apesar de estar bem melhor no jogo, faltava velocidade ao time do ausente aniversariante do dia, Mauricio, que não transformava seu amplo domínio em chances de gol. Aos 13 minutos, o Ras voltou a assustar. Lucas Galvão acertou uma linda bicicleta da ponta direita. A redonda bateu em Kino e no travessão antes de ir para fora.
Após a saída de Vitão, a marcação do Arouca ficou muito mais frágil, obrigando o time a diminuir o ritmo e recuar. A partida ficou muito morna. Faltava criatividade para ambas as equipes. Rernanes conseguia fazer boas jogadas, assim como Marcos Bohn, mas não o suficiente para assustar as defesas. Nos minutos finais, o Arouca voltou a ter mais posse de bola. Aos 24 minutos, Vitão quase fez de cabeça, após testar livre, dentro da área. Cipó fez uma grande defesa no canto direito.
O Arouca voltou com a mesma postura do início da primeira etapa. O Ras continuava recuado, apostando todas as suas fichas em contra-ataques. Logo aos 2 minutos, Mota chutou de longe e obrigou Cipó a se esticar todo para alcançar a redonda no canto direito. Logo em seguida, Dhani arrancou bem pela esquerda e chutou firme. Cipó fechou bem o ângulo e interceptou a boa jogada do camisa 30. Só dava Arouca nos minutos iniciais. Aos 8 minutos, foi a vez de Thiaguinho quase marcar. Após receber na direita, o atacante chutou forte. A redonda foi pela rede do lado fora.
A pressão do Arouca surtiu efeito aos 15 minutos. Thiaguinho acertou uma bicicleta, de fora da área, no canto esquerdo. Uma verdadeira pintura. Dois minutos depois, o mesmo Thiaguinho bateu falta e Cipó foi buscar novamente. O Ras nitidamente sentiu o gol, sumindo completamente da partida. O Arouca continuava subindo bem ao ataque e, aos 20 minutos, Thiaguinho recebeu de Markinho, na entrada da área, e chutou firme no canto esquerdo para marcar 2 x 0.
Nos minutos finais, o Ras tentou exercer certa pressão, mas sem sucesso. O Arouca administrava o resultado com maestria, tocando a bola muito bem de um lado para o outro. Com as subidas de Cipó ao ataque, o Arouca teve inúmeras chances de marcar o terceiro, mas acabou desperdiçando todas as oportunidades, se contentando com a vitória por dois gols de diferença.
Assim, o time amarelo entrou de vez na briga pela classificação e tem pela frente o Mercenários na última rodada. Será a chance de o Arouca terminar a fase de classificação honrando as tradições de um time campeão. Já o Ras perdeu o jogo e sua vaga na Série Ouro. Em sua primeira incursão na divisão, conseguiu uma vitória e um empate em 8 jogos. Retorna à Série Prata de cabeça erguida, mas, antes, enfrentará o Fiorella em sua despedida dourada.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Mercenários 4 x 0 Bacana
MERCENÁRIOS ATROPELA BACANA E MANTÉM A LIDERANÇA
Grande atuação do setor defensivo contribuiu demais para a vitória tranquila da equipe mercenária, que já visa a próxima fase; Bacana vai para o tudo ou nada contra o Acidus
Por Eduardo Bernardi
O Mercenários atropelou o Bacana e praticamente garantiu a primeira colocação do seu grupo. Talharo foi o destaque da partida mais uma vez, demonstrando ser a peça chave da equipe mercenária, juntamente com a zaga canina que morde forte, Kazu e Bruno Vinicius, primordial para as vitórias. O Bacana, bastante desfalcado, estava irreconhecível em quadra. A falta de criatividade acabou deixando a equipe muito lenta e sem objetividade, o que facilitou as coisas para o rival, que vem, a cada rodada, se firmando como um dos grandes favoritos ao título.
O Bacana começou a partida mais recuado, vendo o Mercenários tocar a bola de um lado para o outro. Os minutos iniciais foram muito calmos. As equipes pareciam ainda estar se estudando antes de arriscarem algo no jogo. A primeira boa jogada veio dos pés de Talharo, que arrancou pelo meio, cortou dois marcadores e acabou isolando a redonda. O Bacana respondeu com Leandro Rezende, que arriscou de longe e obrigou Allan a fazer uma boa defesa.
O Bacana voltou a atacar aos 10 minutos. Caco chutou de longe e Allan defendeu muito bem no canto direito. A partir daí, o Mercenários voltou a tomar conta do jogo, tendo muito mais posse de bola do que o adversário. O gol da equipe mercenária veio aos 14 minutos. Talharo fez boa jogada pela direita, cortou para o meio e chutou firme, praticamente em cima de Guido, que acabou falhando no lance.
O Bacana estava sendo sufocado pelo Mercenários, que só melhorou após o gol. A equipe de Napolitano só voltou a levar perigo aos 19 minutos, com Yanes, que recebeu no meio e chutou da entrada da área. A redonda acabou beliscando o travessão. Nos minutos finais da primeira etapa, o Mercenários marcou muito bem, anulando qualquer tentativa de reação do Bacana, que via suas jogadas sendo interceptadas por Bruno Vinicius e Kazu, que faziam uma grande partida na defesa mercenária.
O Mercenários trocou seu goleiro para a segunda etapa. Allyson entrou no lugar de Allan, que teve uma boa atuação no primeiro tempo. O Bacana voltou pressionando bastante, mas continuava esbarrando na fortíssima marcação da equipe mercenária, que acabou marcando seu segundo gol logo aos 4 minutos. Michel recebeu cruzamento na área e desviou bem de cabeça, na saída do goleiro, para ampliar a 2 x 0.
Não faltava vontade de ambos os lados, apesar de o Mercenários ter diminuído seu ritmo consideravelmente. Aos 12 minutos, Rodrigo deu um passe de calcanhar espetacular e deixou Diego Gomes cara a cara com Kiko, que fez uma grande defesa. O Bacana não esboçava reação, o que facilitava demais as coisas para o Mercenários, que ia levando a partida com muita cautela. Kazu continuava marcando muito forte os homens de frente do adversário, o que dificultava ainda mais alguma reação do Bacana.
Apesar de estar ganhando por dois gols de diferença, o Mercenários adotava uma postura mais do que ofensiva, utilizando um trio composto por Rodrigo, Noal e Diego Gomes. Faltava criatividade no Bacana, que sofria com a falta de um armador em quadra e com a ausência do artilheiro Rômulo. Aos 21 minutos, Noal recebeu na área, dominou com perfeição, girou e chutou forte no canto esquerdo, praticamente matando o jogo. Foi o 13º tento do novo artilheiro da Série Ouro. Ainda deu tempo de Talharo marcar mais um gol, após belo passe de Noal, que o deixou sozinho na área. Ele coroou sua grande atuação com o último gol da partida.
O Mercenários, na última rodada, tem pela frente o Arouca. O time quer a primeira colocação na chave e, para isso, terá de vencer. Já o Bacana enfrenta o Acidus e tem de vencer se não quiser depender de outros resultados para se classificar.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 7 x 0 SPQSF
ROLETA OLÍMPICO DECRETA REBAIXAMENTO DO SPQSF COM GOLEADA
Excelente atuação coletiva do Roletinha provou que a equipe está pronta para a segunda fase do torneio; Que Se Foda fez uma boa partida, mas acabou parando em Machado e em Pina
Por Eduardo Bernardi
O Roleta Olímpico venceu com facilidade o SPQSF e, de quebra, rebaixou o adversário, que não jogou mal, mas acabou dando o azar de enfrentar uma verdadeira muralha à sua frente. Machado fechou a meta do Roletinha e freou qualquer investida de reação do adversário, que não conseguiu marcar sequer um golzinho na partida. Ritolê teve um dia atípico. O artilheiro acabou saindo de quadra com três assistências. O artilheiro será importantíssimo, juntamente com o capitão Gabriel Pina – que foi um verdadeiro guerreiro na defesa do Roletinha – para a próxima fase do Chuteira de Ouro.
O SPQSF teve um início alucinante. Durante os dois primeiros minutos, a equipe de Jajá atacou o rival freneticamente, mas já pôde sentir que teria uma verdade barreira debaixo das traves de seu adversário durante todo o jogo. Após chute de Jajá, de fora da área, Machado começou sua atuação brilhante em quadra - com uma excelente defesa no canto direito.
O Roletinha só melhorou após os 8 minutos. Ritolê recebeu cruzamento de Kuminha e acabou perdendo uma grande chance, completamente livre. Aos 15 minutos, Kuba deu um passe na medida para Catatau, que tocou com categoria no canto direito de Guto, que nada pôde fazer no lance. No minuto seguinte, Kuminha arrancou pela direita e tocou de bico no canto esquerdo, ampliando o marcador a 2 x 0.
Os dois gols em dois minutos do Roletinha desestabilizaram o SPQSF, que começou a ficar nervoso no jogo, o que culminou em muitos erros de passe. A falta de precisão nas finalizações do time de Di Dicredo começou a se tornar a maior inimiga da equipe no jogo. O Roletinha diminuiu o ritmo nos minutos finais da primeira etapa, envolvendo completamente os jogadores adversários, que já estavam nitidamente cansados.
O Roletinha voltou com tudo para a segunda etapa. Logo no primeiro minuto, Vini recebeu de Kuminha na área, completamente livre, e acabou mandando para fora. O SPQSF começou a ter mais posse de bola a partir dos 5 minutos. Di Dicredo bateu da entrada área e obrigou Machado a fazer uma grande defesa no canto direito. Logo em seguida, Douglão fez boa jogada pelo meio e chutou forte. Machado foi buscar novamente no canto direito, se esticando completamente.
Aos 13 minutos, Catatau recebeu em velocidade pela direita e chutou firme, marcando o terceiro do Roletinha. A partir daí, o SPQSF começou a pressionar mais. Gabriel Pina tirava praticamente todas as bolas da área do Roletinha, demonstrando muita vontade e vibração. Aos 15 minutos, Gustavo Fernandez chutou cruzado da ponta esquerda e Machado fez um verdadeiro milagre no canto direito – lance muito parecido com a defesa de Cássio, goleiro do Corinthians, no chute de Moses, atacante do Chelsea, no Mundial de Clubes de 2012.
O Roletinha apostava apenas em contra-ataques. Apesar da pressão do rival, Ritolê conseguiu arrancar pela direita e serviu Vini, completamente livre, que só teve o trabalho de empurrar, praticamente decretando mais uma vitória do seu time. O SPQSF não desistiu e continuou com o time quase que inteiro no ataque. Aos 19 minutos, o Roletinha acertou mais um bom contra-ataque com Ritolê, que tocou para Kuminha só empurrar para o gol. Logo em seguida, o garçom do dia, Ritolê, serviu Brian, que fez o sexto.
O SPQSF tentou marcar seu gol de honra, mas parou novamente no inspiradíssimo Machado, que defendeu um arremate de Lê, cara a cara. No minuto final, Kuminha arrancou pela esquerda e cruzou para Brian, que fechou a conta do Roletinha em 7 x 0, decretando o retorno do Que Se Foda à Série Prata. O Roletinha vai lutar pela primeira posição do Grupo B e tem pela frente o Primatas na última rodada. O SPQSF se despede da Ouro enfrentando o Só Resenha.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Primatas 3 x 4 Só Resenha
SÓ RESENHA VIRA SOBRE PRIMATAS, VOLTA A VENCER E MIRA UMA VAGA NA FASE FINAL
Após sofrer dois gols, time do técnico Luis ‘Trovão’ Francisco acordou no jogo e conseguiu aplicar uma virada heroica sobre o Primatas, que acabou vacilando durante todo o segundo tempo
Por Eduardo Bernardi
O Só Resenha conquistou uma vitória heroica diante do Primatas, o que salvou a equipe de um possível rebaixamento e praticamente classifica o time ao mata-mata (basta vencer o rebaixado SPQSF). Mesmo com a derrota, o Primatas também escapou de disputar a Prata semestre que vem. A equipe de Marcelo Gama fez um bom primeiro tempo e até começou o segundo jogando muito bem, chegando a estar com dois gols de vantagem no placar, mas acabou permitindo a virada do Só Resenha, que lutou até os minutos finais para marcar seu quarto gol. Uma falha incrível de Rodrigo em uma cobrança de falta de Rafael Ucella decidiu o confronto.
O Primatas começou com tudo. Logo no primeiro minuto, M. Junior explodiu a trave esquerda de Roberto. Aos 4 minutos, Rafinha recebeu livre, frente a frente com Roberto, e tocou com categoria no canto direito, inaugurando o marcador. O Só Resenha respondeu com Fabricio, que recebeu cruzamento preciso de Joelson e acabou mandando para fora. Após o gol, o Primatas começou a apostar em contra-ataques, mas sem muito sucesso. O Só Resenha marcava com muita eficiência, mas faltava algo a mais para a equipe chegar ao empate.
Aos 14 minutos, Fábio Matos arrancou pelo meio e chutou firme no centro do gol. Rodrigo, bem posicionado, não teve problemas para defender. Logo em seguida, Mirandinha chutou cruzado e obrigou Rodrigo a se esticar inteiro para fazer a defesa. A partir dos 15 minutos, a partida começou a ficar muito faltosa, o que fez com que os lances de efeito ficassem cada vez mais raros na primeira etapa. Aos 22 minutos, Mirandinha tabelou com Joelson e chutou forte no canto esquerdo. Rodrigo foi buscar, interceptando com as pontas dos dedos.
Nos minutos finais, era ataque contra defesa. O Primatas conseguia se defender com muita eficiência. Apenas Joelson e Rafael Ucella davam um pouco mais de trabalho à defesa da equipe primata, que tinha dificuldades para encaixar um bom contra-ataque.
O Primatas voltou muito bem para o segundo tempo, fazendo o segundo gol logo aos 5 minutos. Marcelo Gama cobrou falta com maestria, no canto direito, e fez. Roberto nem se mexeu no lance. A partir daí, o Só Resenha foi absoluto no jogo, fazendo com que o Primatas praticamente sumisse na partida. Aos 10 minutos, finalmente veio o gol da equipe de Joelson. Rafael Ucella abriu para a esquerda e mandou um foguete no canto esquerdo.
A pressão do Só Resenha era incrível. A equipe estava mais perto do empate do que o Primatas do terceiro gol. Aos 14 minutos, novamente ele, Rafael Ucella, recebeu de Joelson – que fez o pivô com perfeição – e encheu a bomba no canto esquerdo rasteiro de Rodrigo, que não alcançou a redonda. O Primatas estava completamente encurralado pelo Resenha, que fazia um segundo tempo perfeito.
Com praticamente todo o time no ataque, o Só Resenha acabou sendo surpreendido por Iglesias, que aproveitou uma bobeira da defesa e colocou no canto esquerdo de Roberto, marcando 3 x 2. Dois minutos depois, Joelson arrancou, deu um drible da vaca na marcação e encheu uma bomba no canto direito, marcando um verdadeiro golaço. Conseguir o empate novamente deu uma nova moral para o Só Resenha, que tinha 5 minutos para tentar uma virada histórica.
Aos 22 minutos, Rafael Ucella cobrou falta da ponta direita e contou com uma falha incrível de Rodrigo para virar heroicamente a partida a 4 x 3. O Primatas se lançou inteiro ao ataque, mas parou na forte marcação do Só Resenha, que não deixou absolutamente nada passar nos minutos finais, garantindo a equipe na Ouro semestre que vem.
O Primatas, que tinha tudo para se classificar à fase final, agora está fora do G-6 e corre o risco de ficar de fora da festa na Ouro. Tem pela frente Roleta Russa Olímpico e precisa torcer por vários tropeços caso ainda sonhe com a vaga. Já o Só Resenha enfrenta o SPQSF e pode abocanhar um lugar na fase derradeira.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA
Fiorella 3 x 1 Acidus
FIORELLA PASSA PELO ACIDUS E AINDA SONHA COM A PRIMEIRA POSIÇÃO
Com a partida sob controle durante os 50 minutos, time de Rogerinho soube aproveitar as chances criadas e venceu o Acidus, que foi guerreiro o jogo todo mas incapaz de superar o forte rival; Caballero deu vexame ao abrir discussão com a torcida
Por Eduardo Bernardi
O Acidus lutou muito e marcou muito para tentar garantir a classificação antecipada para a próxima fase. O time vibrou muito e correu muito, mas diante de um adversário tido como dos mais fortes da liga, viu-se dominado pela qualidade coletiva do Fiorella e a individualidade de Gabriel Salvador.
O Fiorella começou melhor no jogo, adiantando completamente sua marcação. O Acidus adotava uma postura mais recuada, o que facilitava a vida do adversário no momento de criar suas jogadas. O primeiro lance de perigo aconteceu aos 4 minutos, com Robson Bruno, que cabeceou livre, cara a cara com Urso, que fez uma grande defesa no canto esquerdo. Os erros de passe do Acidus atrapalhavam demais a equipe. Caballero não estava bem na partida, o que comprometia o setor de criação da equipe.
Aos 9 minutos, Tigu recebeu na direita e chutou cruzado. Urso acabou aceitando a bomba do camisa 20. Caballero começou a se desentender com a torcida – discutindo com jogadores do Primatas – e acabou deixando as coisas mais difíceis ainda para o Acidus ao ser substituído. Lamentável atitude do camisa 10, que deveria se preocupar com o jogo e não com torcedor. O Fiorella continuou muito melhor no jogo, mantendo a marcação cerrada, principalmente em Alemão, que era o que mais tentava pelo Acidus no ataque.
O Fiorella voltou ao ataque aos 15 minutos, com Robson Bruno, que chutou de longe e obrigou Urso a fazer uma bela ponte no canto esquerdo, mandando para tiro de canto. Nos minutos finais, a partida ficou muito amarrada. A criatividade não era o ponto forte das equipes, que concentravam suas jogadas no meio de quadra. Os goleiros praticamente não trabalharam.
O Fiorella voltou muito bem para a segunda etapa e marcou o segundo gol logo aos 5 minutos: Gabriel Salvador fez boa jogada pelo meio, abriu para a esquerda e chutou firme no canto direito. O Acidus conseguiu encaixar uma boa jogada logo em seguida, com Alemão, que arrancou pela esquerda e tocou no canto direito, dirimindo o prejuízo a 2 x 1. A segunda etapa parecia outro jogo. Ambas as equipes corriam demais, deixando o ritmo da partida mais do que acelerado.
O Fiorella voltou a ter o domínio do jogo a partir dos 10 minutos. Com a volta de Caballero à quadra, o Acidus teve uma leve melhora, mas não o suficiente para reequilibrar a partida. A saída de Alemão acabou atrapalhando demais o rendimento do time verde-limão, mas o camisa 8 acabou ficando menos de dois minutos no banco, voltando rapidamente à partida.
A marcação do Fiorella era impecável. Rodrigo Macaro fazia uma grande partida na defesa, afastando qualquer investida do Acidus. Aos 15 minutos, Vitão, retornando após cumprir 8 jogos de suspensão por agressão, acertou a trave direita de Franklin, depois de falta ensaiada com Alemão. Nos minutos finais, o Acidus se lançou inteiro ao ataque e acabou sendo surpreendido por Gabriel Salvador, que recebeu no meio e chutou firme no canto esquerdo rasteiro, decretando a vitória do Fiorella.
Fim de jogo, e situações distintas aos times. O Fiorella está classificado matematicamente e pode, inclusive, terminar na primeira colocação do Grupo B. Para isso, terá pela frente o já rebaixado Ras Time, e, além de vencer, terá de contar com uma derrota do Mercenários ante o Arouca. Já o Acidus ainda se encontra na zona de classificação, mas para se manter nela, terá de se superar quando enfrentar o Bacana. Caso perca, praticamente dá adeus ao semestre.
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