MULEKES VENCE CAV COM GOL NO FIM E JÁ MIRA O MATA-MATA
Em uma partida emocionante, time do ausente Leco cedeu o empate no segundo tempo, mas conseguiu sair vencedor no último minuto
Por Eduardo Bernardi
O Mulekes conquistou mais uma grande vitória, demonstrando muita qualidade individual e coletiva. Dessa vez, a vítima foi o fortíssimo CAV, atual campeão da divisão. Após um primeiro tempo apagado, a equipe caveira cresceu na segunda etapa, mas, na busca da virada, acabou vacilando em um lance mortal, convertido por Victor Cruz, que saiu da defesa para garantir a vitória suada da molecada.
O CAV apostou em adiantar sua marcação nos primeiros minutos, sufocando a saída de bola do Mulekes, que não conseguia sair para o jogo com tranquilidade. O primeiro chute a gol foi de Davi, que arriscou de longe, mas Alemão caiu e encaixou a redonda com perfeição. O Mulekes melhorou um pouco após os 6 minutos. Pipo e Gian cadenciavam bem o jogo para a molecada, que ainda não conseguia levar nenhum perigo considerável à meta de Gallego.
O primeiro lance de perigo do Mulekes aconteceu aos 8 minutos. Diego Orsi recebeu na ponta direita e chutou forte, rente à trave. Gallego estava bem posicionado no lance e fez sua primeira defesa no jogo. A marcação de ambos os lados era muito acirrada, o que dificultava a criação das jogadas. O Mulekes continuava um pouco melhor que o CAV, que diminuiu completamente seu ritmo inicial. Aos 11 minutos, Pedro Henrique recebeu na esquerda, totalmente livre, e chutou em cima de Gallego, que saiu bem do gol. Logo em seguida, Rogerinho arriscou de longe, obrigando o goleiro a buscar a pelota no ângulo direito.
A partir do 15 minutos, a partida começou a ficar muito mais corrida e faltosa. Rogerinho cobrou falta próxima à área, mas Gallego conseguiu interceptar mais uma vez. O Mulekes era absoluto no jogo, fazendo com que o CAV recuasse cada vez mais. Davi e Jorge Henrique tentavam pressionar a saída de bola da molecada, mas não ofereciam perigo algum aos defensores, que saíam jogando com muita qualidade. O atual campeão voltou a levar perigo aos 18 minutos, com Teco, que recebeu de Davi e dividiu com Alemão, desperdiçando uma grande chance para a equipe caveira.
Os minutos finais foram de domínio absoluto do Mulekes. Aos 22 minutos, Renan fez linda jogada pela direita, tabelou com Pedro Henrique, e tocou fraquinho no canto direito rasteiro de Gallego, abrindo o placar. Um minuto depois, Renan recebeu na esquerda, deu um chapéu no marcador e serviu Gian, que vinha de frente para o gol, encher a bomba no canto esquerdo da entrada da área e ampliar o placar para 2 x 0.
O CAV voltou completamente diferente para a segunda etapa, demonstrando muito mais raça e vontade do que havia mostrado no primeiro tempo. Nos minutos iniciais, só deu caveira, mas a equipe ainda tinha muitas dificuldades para chegar à meta de Alemão com real perigo. O Mulekes investia no contra-ataque, mas sem muito sucesso; a displicência da equipe caveira nas finalizações era o maior inimigo do time. As coisas começaram a mudar para o CAV a partir dos 10 minutos, quando André Plec bateu falta da entrada da área e contou com uma falha de Alemão para diminuir.
O Mulekes partiu para cima após o gol sofrido. Pedro Henrique chutou colocado do meio e Gallego foi buscar no ângulo mais uma vez. O CAV conseguiu frear a pressão e ainda alcançou o empate aos 15 minutos, novamente com André Plec, que aproveitou o rebote de Marcel, que fez linda defesa após chute forte de Davi, e colocou a equipe caveira de volta no jogo.
A partir daí, o talento individual dos jogadores do Mulekes começou a fazer a diferença. Foi um festival de ‘rolinhos’ e jogadas de habilidade em quadra. Como exemplo, aos 18 minutos, Vitinho Laruccia, pela esquerda, avançou e meteu no meio das pernas de dois marcadores antes de servir Renan, que acabou perdendo. O Mulekes chegava na base da habilidade, mas neste momento o que faltou ao time foi pontaria.
A entrada de André Plec tinha dado uma nova cara ao CAV, que agora tinha uma referência no ataque, tanto que após o empate a equipe caveira conseguia levar perigo, mas já não exercia a mesma pressão de minutos antes. A partida ficou eletrizante nos minutos finais. Era lá e cá. A cada arrancada de Davi, outro malabarista no meio de campo, Gian fazia lançamentos precisos para os homens de frente. Aos 24 minutos, Victor Cruz recebeu de Gian, sempre ele, completamente livre na ponta direita e encheu o pé no canto de Gallego, que nada pôde fazer. A pelota carimbou a trave direita e entrou, coroando a mulekada, que conseguiu frear a empolgação caveira e sair vencedora de quadra.
A vitória veio em boa hora ao Mulekes, que começa a engrenar na competição e vai se preparando para o mata-mata. Enquanto isso, o time de Barata amargou sua segunda derrota seguida, algo inédito desde que começou sua jornada no Chuteira de Ouro. O CAV tem pela frente o novo líder Arouquinha na próxima rodada. Já o Mulekes enfrenta o My Balls.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
SNG 5 x 2 Di Primeira
SNG VOLTA A VENCER E JÁ MIRA CLASSIFICAÇÃO
Grandes atuações de Ronei e Erick, principalmente na segunda etapa, foram predominantes para a vitória tranquila do Se Não Guenta, que respira aliviado na tabela
Por Eduardo Bernardi
Parece que os tempos de vacas magras, de 4 derrotas seguidas, acabaram ao tricampeão. O céu clareou e o time, a contar as três últimas rodadas, engrenou. Afinal, o time venceu pela terceira vez em 7 jogos, desta vez o Di Primeira, e com certa facilidade, mostrando que ainda está vivo no Chuteira de Ouro 2013 e pode incomodar. Já o time de Simon mostrou que falta consistência para a equipe engrenar no torneio. Apesar de marcar dois gols relâmpagos, a equipe não demonstrou um bom futebol e ficou devendo na maior parte do jogo. Já pelo lado do SNG, Ronei e Erick comandaram o meio de quadra e fizeram a diferença para a sua equipe, que agora pode almejar outros objetivos no campeonato.
A partida começou muito acelerada, com ambas as equipes correndo uma barbaridade, o que se tornou raro após os minutos iniciais. Logo aos 2 minutos, Dri Ferreira deu uma belo corta-luz, fazendo com que a redonda chegasse em Ethiene, completamente livre. O camisa 15 desperdiçou, mandando rente à trave direita. A marcação do SNG estava uma verdadeira peneira. Os homens de frente do Di Primeira faziam o que queriam, mas faltava entrosamento para a equipe vermelha ameaçar Papa Burguer.
A partir dos 9 minutos, o Se Não Guenta adiantou completamente a marcação e começou a ditar o ritmo da partida. A marcação também melhorou bastante, o que freou de vez as investidas do Di Primeira. Aos 11 minutos, Rennan aproveitou rebote de Cadu e encheu o pé no canto direito, inaugurando o placar em favor do laranja e preto.
Após sofrer o gol, o Di Primeira praticamente sumiu da partida. O clima começou a esquentar quando Dri Ferreira se desentendeu com alguns jogadores adversários, mas o ambiente logo voltou ao normal.
Os jogadores do SNG marcavam com muita raça, mas acabaram sendo surpreendidos em uma cobrança de lateral. Dri cabeceou bem e encobriu Papa. A pelota carimbou a trave esquerda e voltou no pé do camisa 2, que só teve o trabalho de empurrar às redes, empatando.
Nos minutos finais da etapa primeira, a partida ficou eletrizante. Aos 21 minutos, André Paes arriscou de longe e contou com um desvio na marcação para enganar Papa, virando o placar. Logo em seguida, Paulinho dividiu com Cadu e contou com a sorte para empatar novamente, agora em 2 x 2.
O SNG voltou para a segunda etapa mantendo a mesma postura do primeiro tempo. O Di Primeira estava um pouco melhor, mas ainda não demonstrava um bom futebol. As chances desperdiçadas pelo time laranja e preto davam moral para o Di Primeira, que começava a melhorar a cada minuto. Aos 10 minutos de jogo a partida ficou completamente morna, nada acontecia. Ronei e Erick conseguiam fazer boas jogadas para o SNG, mas a marcação do Di Primeira estava bem postada em quadra.
A partir dos 15 minutos, o Di Primeira não viu mais a cor da bola. O time de Léo mandava no completamente no jogo, ficando muito mais perto do desempate do que seu adversário, que agora tentava segurar a igualdade. Aos 17 minutos, Erick recebeu na entrada da área e bateu de canhota no canto direito. O Di Primeira ensaiou uma nova pressão, mas a marcação adiantada do adversário dificultava demais a criação das jogadas.
O SNG foi administrando o resultado até os minutos finais. Com praticamente todos os jogadores no ataque, o Di Primeira acabou deixando inúmeros buracos em sua defesa, bem aproveitados por Erick, que, em uma das chances, recebeu na área e só teve o trabalho de tocar para o gol, fazendo 4 x 2. No último lance do jogo, Erick roubou a bola no ataque e serviu Ronei, que coroou sua grande atuação com o quinto gol.
Com o resultado o SNG deixa a zona de rebaixamento pela primeira vez na temporada e vai, com certeza, brigar pela classificação à fase final. O SNG tem pela frente o Zenite na próxima rodada. Já o Di Primeira enfrenta o Fúria na sua luta para ficar entre o seis melhores do Grupo A.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Arouca Jrs. 9 x 2 Med Taubaté
AROUQUINHA GOLEIA MED E ASSUME A LIDERANÇA
Balãotelli e Arthur comandaram a vitória dos ‘juniores’ do Arouca com quatro gols cada um, deixando o Med em uma situação delicada na tabela
Por Eduardo Bernardi
O Arouquinha assumiu a liderança de seu grupo ao bater um irreconhecível Med Taubaté por um placar não tão comum, 9 x 2. Balãotelli, apelidado também de Balãodowski por seus companheiros após a partida, marcou quatro vezes, assim como Arthur, que mostrou ser o companheiro ideal do oportunista camisa 11 no ataque do Arouquinha. O Med sofreu demais com as ausências dos experientes Anibal e Javier, o que deixou a equipe irreconhecível e sem estrutura alguma em quadra. O Arouquinha pinta como um forte candidato ao título este semestre. O entrosamento e a doação da equipe, mesmo com sete gols à frente no placar, mostraram que há algo a mais nessa equipe em 2013.
O Arouquinha começou partindo completamente para cima do Med, que não conseguia sair jogando por nenhum lado. Faltava criatividade à equipe de Taubaté, que sentia falta de seu principal articulador, Anibal. As investidas do Arouca Jrs. eram pelo lado esquerdo, visando a força física de Heitor e a habilidade de Arthur, que não davam sossego para a defesa do Med, juntamente com Balãotelli. Logo aos 3 minutos, o artilheiro arrancou pela direita e cruzou para Arthur, que chutou firme no canto direito. Gol.
O Med melhorou um pouco após o gol sofrido e contou com um chute inacreditável de Brão, do meio da quadra, no ângulo esquerdo de Brunno, que nada pôde fazer no lance. No minuto seguinte ao empate, Balãotelli recebeu em velocidade, e com a categoria de sempre, tocou por cima de João para colocar o Arouquinha novamente à frente no placar.
Aos 9 minutos, Balãotelli tabelou com Nelsinho e chutou rasteiro da entrada da área. A redonda bateu em João e tocou novamente no centroavante para entrar. Era incrível como o Arouquinha conseguia manter o mesmo ritmo mesmo com dois gols de vantagem. O Med não tinha nenhuma abertura para tentar crescer no jogo. O recuo dos juniores do Arouca só aconteceu após os 15 minutos, o que deixou a partida completamente morna. A equipe de Taubaté tentou algo nos minutos finais da etapa inicial, mas foi surpreendida por Arthur, que recebeu de Orley e chutou rasteiro no canto direito de João. Gol.
O Med voltou um pouco melhor para a segunda etapa, conseguindo, pela primeira vez no jogo, exercer uma pressão considerável no Arouquinha, que se defendia bem. Aos 3 minutos, João Humberto matou no peito na ponta direita e chutou prensado com a marcação. A redonda passou por todo mundo e entrou no canto esquerdo. A reação da equipe de Taubaté durou pouco. Dois minutos depois, Arthur recebeu na direita e chutou cruzado, e contou com uma falha incrível de João para marcar o quinto tento. O placar apontava 5 x 2.
Só dava Arouquinha. Aos 10 minutos, 20 segundos após Balãotelli voltar à partida, o camisa 11 recebeu cruzamento de Felipinho e mostrou que realmente é um atacante iluminado: 6 x 2 no marcador. O Med respondeu logo, com Jonatas, que ficou livre na área e chutou forte no canto esquerdo. Brunno fez uma grande defesa. Aos 12 minutos, Arthur limpou dois marcadores pela direita e chutou colocado, rente à trave direita, e fez mais um. O Arouquinha dava uma aula em quadra, esbanjando entrosamento e qualidade individual.
Aos 15 minutos, Balãotelli recebeu na direita, cortou para o meio com uma facilidade incrível – o que lembrou uma das tradicionais jogadas de Ronaldo Fenômeno – e chutou no canto esquerdo, sem chances para João. Apesar do placar confortável, os jogadores do Arouquinha continuavam correndo uma barbaridade. Ainda deu tempo de Heitor fazer o dele, após uma bobeira da defesa do Med dentro da área, decretando um elástico 9 x 2.
O Arouquinha goleou e contou com o tropeço do Zenite para, pela primeira vez na temporada, assumir a liderança do Grupo A. Só que a próxima parada é indigesta: tem pela frente o mordido CAV. Já o Med enfrenta o Jeremias, no famoso ‘jogo dos desesperados’, em sua luta para permanecer na Série Ouro.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Jeremias 2 x 1 Fúria
JEREMIAS CONQUISTA VITÓRIA SUADA E COMPLICA A SITUAÇÃO DO FÚRIA
No duelo da rabeira, Jeremias acabou se dando melhor no finalzinho, após ceder o empate à equipe furiosa, que precisa emplacar duas vitórias nos dois últimos jogos para escapar do rebaixamento
Por Eduardo Bernardi
O Jeremias bateu o Fúria no finalzinho, após ceder o empate nos minutos finais. Dunder fez a diferença para o time vencedor, demonstrando ser a alma da equipe. Além de organizar todas as jogadas, o camisa 10 fez os dois gols do time. O Fúria, mais uma vez, ficou devendo. Fez uma partida fraquíssima e conseguiu fazer seu gol em um dos poucos lances criados pela equipe, que agora amarga a lanterna de seu grupo. Já o Jeremias conquistou uma vitória fundamental para escapar da zona do descenso, mas ainda tem o Med Taubaté e o My Balls pela frente para tentar fugir de um possível rebaixamento.
O time de Tingão começou muito melhor. Nos minutos iniciais, o Fúria estava completamente recuado, sem esboçar nenhuma ação ofensiva. Aos 10 minutos, Dunder recebeu na direita e chutou forte, cruzado. Ferrugem demorou demais para cair e acabou aceitando. Depois do gol sofrido, o Fúria adiantou um pouco a marcação, mas continuava não levando nenhum perigo à meta de Chaluppe. O Jeremias diminuiu bastante o ritmo e levava a partida com muita cautela.
O primeiro lance de perigo do Fúria aconteceu aos 12 minutos, com Adriano Motta, que cabeceou firme na trave direita. Faltava raça às equipes, que deixavam o jogo muito lento. As jogadas individuais aconteciam com pouquíssima frequência. O Fúria voltou ao ataque aos 16 minutos. Bruno Gladiador arrancou pela esquerda e chutou no canto esquerdo. A redonda passou raspando a trave.
O Jeremias voltou a ditar o ritmo da partida nos minutos finais. Murilo Traldi conseguiu driblar Ferrugem e quase marcou o segundo, se não fosse a interceptação precisa da marcação furiosa. Logo em seguida, Diogo Afonso recebeu na esquerda e chutou fraquinho, Ferrugem estava bem no lance e conseguiu mandar para escanteio.
O Fúria voltou diferente para a segunda etapa. Já o Jeremias não conseguia sair da defesa, sendo totalmente sufocado pela pressão do adversário. Após finalmente encaixar um bom contra-ataque, Dunder recebeu no meio, abriu para a direita e chutou rasteiro. Ferrugem se esticou todo para alcançar a pelota. O ritmo da partida era outro, porém, a falta de criatividade das equipes continuava sendo o destaque do jogo.
O Jeremias começou a ficar mais com a bola, o que contribuía para o ritmo da partida voltar a cair. Nitidamente cansados, os jogadores de ambas as equipes já não corriam metade do que estavam correndo nos minutos iniciais. Darx, após falha geral da defesa do Fúria, tocou na saída de Ferrugem. A pelota passou raspando a trave direita. A partida começou a ficar dramática para o Fúria quando Ferrugem saiu mal do gol e deu um carrinho criminoso em Dunder, levando cartão amarelo e desfalcando a meta do Fúria, que foi preenchida pelo camisa 4, Sucão.
Aos 20 minutos, o Fúria foi para o tudo ou nada. Fábio Caruzo recebeu completamente livre na área e chutou à direita de Chaluppe, que nem se mexeu no lance, mas a chance se esvaiu. Logo seguida, o mesmo Fábio Caruzo partiu pela esquerda em bom contra-ataque e tocou por baixo de Chaluppe, empatando a partida. Só que a alegria furiosa não durou nem um minuto. No lance após o gol, Dunder aproveitou uma sobra na área e só teve o trabalho de empurrar para a meta, freando qualquer reação do Fúria.
O resultado foi péssimo ao time dos irmãos Motta, que está a um passo de voltar à Série Prata. O Fúria tem pela frente o Di Primeira na próxima rodada. Já o Jeremias enfrenta o Med na sua tentativa de escapar da degola.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 7ª RODADA
Zenite 1 x 1 My Balls
ZENITE E MY BALLS EMPATAM EM JOGO FRACO
Falta de criatividade contribuiu demais para o placar magro, além de displicência nas finalizações e passes errados
Por Eduardo Bernardi
Zenite e My Balls empataram em uma partida muito fraca tecnicamente. A equipe de Negão ficou devendo demais se comparada ao rendimento dos últimos jogos do ex-líder, que agora caiu para a terceira posição; o MB jogou bem, conseguindo ter muito mais posse de bola do que o adversário, mas não soube transformar esse domínio em chances de gol. A falta de precisão nas finalizações atrapalhou demais ambos os times e contribuiu para que a partida tivesse apenas dois gols. As chances perdidas por Fê Rampazo, pouco inspirado, acabaram fazendo muita falta para o Zenite, que, apesar de não ter tido mais posse de bola, teve as melhores chances do jogo.
O time de Lucão tinha o controle do jogo nos primeiros minutos, prendendo bastante a bola. O MB marcava em cima, o que dificultava a criação das jogadas do rival. O primeiro a ter uma boa chance de gol foi Fê Rampazo, que arrancou pelo meio e chutou firme no canto esquerdo. Lê estava bem posicionado e não teve maiores dificuldades para fazer a defesa. Dois minutos depois, Fê Rampazo roubou a redonda da marcação e ficou cara a cara com Lê, mas chutou em cima do arqueiro.
O Zenite jogava bem melhor, mas sofria para conseguir criar boas jogadas, assim como o MB, que estava completamente recuado. O time azul só conseguiu chegar à meta de Ballestero aos 15 minutos. Pedrinho recebeu no meio, completamente livre, e chutou no canto direito. Ballestero caiu bem e interceptou. A partir daí, o MB tomou conta do jogo, afunilando completamente o Zenite. Aos 19 minutos, Marcelo Árico recebeu no meio da área e fuzilou no canto direito, sem chances para Ballestero.
O gol deu mais motivação à equipe, que adiantou completamente a marcação, dificultando mais ainda as coisas para o Zenite. Entretanto, no último minuto da primeira etapa, Dutra cobrou falta com perfeição no ângulo direito e empatou em um momento muito difícil para o Zenite, no qual a equipe estava sendo sufocada pelo entusiasmo dos adversários, que foram para o intervalo demonstrando certo desânimo.
O segundo tempo começou muito devagar. Nenhum dos times conseguia criar absolutamente nada. A redonda acabava indo de uma intermediária à outra, sem ousar chegar perto dos arqueiros. O MB adiantou sua marcação novamente após os 5 minutos, mas o Zenite conseguia se defender muito bem, principalmente por causa de Negão, que corria muito, tanto no momento de atacar, como na hora de defender.
As finalizações de longa distância se tornaram a estratégia de ambos os lados. A falta de precisão colaborou demais para os goleiros só terem que se preocupar no momento de cobrar os tiros de meta. O MB tinha muito mais posse de bola que o Zenite, mas não conseguia transformá-la em um aspecto positivo no jogo, pois quem conseguia criar melhor era a equipe de P.O., que hora ou outra acertava algum contra-ataque.
Nos minutos finais, o Zenite praticamente renasceu. Parecia outro time daquele que havia jogado os últimos 40 minutos. Dutra tinha mais liberdade para criar as jogadas e colocou Fê Rampazo novamente na cara do gol. O camisa 7 carimbou Lê, que estava no meio da meta. Apesar de ter crescido nos minutos finais, o time não conseguiu a virada, e o My Balls também não soube aproveitar o domínio que exerceu durante a maior parte do jogo.
Fim de jogo e empate relativamente bom à equipe celeste (que jogou de branco), mesmo perdendo a liderança do Grupo A. Para o MB, a igualdade foi péssima, pois sua situação relacionada à zona de rebaixamento ainda é preocupante. O Zenite tem pela frente o SNG na próxima rodada. Já o MB enfrenta o Mulekes.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
SPQSF 5 x 4 Ras Time
SPQSF DESENCANTA E VENCE A PRIMEIRA NA TEMPORADA
Di Dicredo marca três vezes e dá a vitória ao seu time, que chega aos mesmos 4 pontos do Ras e embola a classificação para as últimas rodadas
Por Gabriel Manzini
No jogo dos desesperados, o SPQSF superou falhas da zaga e, com muita raça, conquistou sua primeira vitória na temporada. O triunfo veio diante do companheiro de Z-2, Ras Time, em uma partida que ambas as equipes lutaram muito dentro de quadra e mostraram toda a vontade de permanecer na primeira divisão. Di Dicredo foi o principal destaque do Que Se Foda, deixando seu hat-trick em um duelo de nove gols e muita tensão.
Logo no primeiro lance um escanteio para o Ras. Na cobrança, um bate e rebate dentro da área acabou terminando nos fundos da rede, com o árbitro assinalando o gol para Sujeira. O duelo começou muito intenso, já que no minuto seguinte veio o empate, com Safa. A reação foi tão imediata que, logo, teve a virada: com apenas 4 minutos jogados o terceiro gol do jogo saiu. Meneguelo ajeitou e Marinho finalizou com força, e 2 x 1 para o Que Se Foda.
O duelo prometia muita tensão, e o prognóstico estava certo. Faltando apenas duas rodadas para o fim da primeira fase, os dois times permaneciam na zona de rebaixamento e necessitavam da vitória a todo custo. Com a vantagem no marcador, o SPQSF se postou atrás e esperou a pressão do Ras. Iasi, Vika, Galvão e Macaulin tiveram oportunidades, mas concluíram para fora. O Ras colocou a bola no chão e chegou com perigo pelos lados do campo.
Se de um lado as jogadas surgiam e as finalizações eram erradas, o outro lado jogava por mais uma bola para ampliar. Depois da cobrança de falta ensaiada, Douglão chutou e Di Dicredo desviou e ampliou para 3 x 1. O gol desestabilizou o Ras, e o time de Rick chegou mais três vezes com chances claras para marcar. Meneguelo mandou para fora, já Gustavo parou duas vezes em Cipó. Marinho e Meneguelo chegaram novamente, mas erraram os arremates. A pressão que tentou impor ao fim do primeiro tempo deu certo para o Ras: Tchelo girou e acertou o cantinho, marcando um belo gol. 3 x 2 e intervalo.
Os dois times brigavam muito para ter a posse da bola. Em falta, Marinho quase marcou um golaço, ao tentar encobrir Cipó, mas passou rente à trave esquerda do goleiro. Em outra bola parada, Safa parou na defesa de Cipó. E a resposta do Ras veio com chutes de fora. Theo e Rick tentaram sem sucesso. Em um lance típico de um time que está na corda bamba, o empate saiu. Tchelo lançou para o ataque, mas sem direção. Ao tentar recuar para o goleiro Serafim, Rodi enganou o companheiro e fez contra. O empate obrigou o banco de reservas a pedir tempo, o que deu muito certo.
Na volta, Safa cobrou escanteio e Di Dicredo cabeceou como manda o figurino e colocou o SPQSF de novo à frente. A falta de técnica em alguns lances era compensada por muita vontade dos 14 atletas em quadra. Rick tentou o quinto, porém, o arremate foi para fora. O contragolpe do Ras veio com Tchelo, que escorou cruzamento e obrigou Serafim a fazer um milagre. O nervosismo era visível e, depois de bate-boca, o treinador do Ras foi expulso. Assim como Rodi, que levou amarelo e deixou sua equipe com um a menos em quadra. Com vantagem numérica a pressão era enorme pelo empate do time de Tchelo.
Depois dos dois minutos e a igualdade dos jogadores em quadra, Di Dicredo apareceu de novo e ampliou na jogada pela lateral: 5 x 3 e muita comemoração. Cipó, sem ter dúvidas, lançou-se ao ataque junto com todo o time. Em um contra-ataque, o arqueiro-acrobático voltou a tempo de salvar o gol de Gustavo. O SPQSF jogava todo atrás, mas não suportou por muito tempo a pressão. Aos 24 minutos, Vika descontou para 5 x 4. Cipó jogou de líbero e a defesa do Que Se Foda se virou como pôde até o apito final do árbitro. Muita comemoração pela primeira vitória do time na temporada.
A primeira vitória levou o Que Se Foda aos 4 pontos, igualando a pontuação do Ras. Os dois permanecem nas últimas colocações, dois pontos atrás do Só Resenha – primeiro time fora da incômoda zona. A próxima luta do time de Di Dicredo para fugir da Prata está marcada para o próximo sábado diante do embalado Roleta R. Olímpico. Já o Ras Time vai com tudo para cima do Arouca.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Mercenários 4 x 1 Primatas
MERCENÁRIOS ANIQUILA A MACACADA E SE GARANTE NO MATA-MATA
Líder mostrou muita disposição na defesa; e, no ataque, contou com o talento de Talharo para golear Primatas, garantindo vaga para a fase eliminatória do torneio
Por Gabriel Manzini
A sétima rodada teve início com um belo abre-alas: o Mercenários deu show e atropelou o bom time do Primatas. Era o prelúdio de que o nível não cairia nas demais partidas. Com uma zaga invejável, o time do artilheiro Noal – que deixou mais uma vez sua marca – também mostrou seu poderio ofensivo, controlando os 50 minutos e seguindo como um dos francos favoritos ao título. A vitória deu, matematicamente, a classificação antecipada ao time para a fase de mata-mata.
A partida mal havia começado e Kazu colocou a mão na bola para levar o amarelo e deixar sua equipe com um jogador a menos. Na cobrança da falta, Gus levou perigo pela primeira vez ao gol de Allan. Com um a menos, o Mercenários deixou a partida mais truncada e sem chances para abrir o placar. Após os dois minutos e a volta da igualdade numérica, Noal abriu o placar aos 5 minutos. Após lindo ‘rolinho’ no zagueiro, o atacante dividiu com goleiro e foi às redes. Na pressão imediata do Primatas, Kazu liderou sua defesa para garantir a mínima vantagem. Marcelo Gama, pela esquerda, soltou a bomba e Allan espalmou para a linha de fundo. No escanteio, M. Júnior estufou a rede, mas pelo lado de fora.
O contra-ataque era estratégia clara do Mercenários. Em um deles, Guto ajeitou para Noal, que não pegou em cheio e jogou para a fora a chance de ampliar. A equipe de Marcelo Gama continuou no ataque e perdendo as oportunidades de empate. O atacante recebeu de Rafinha e deu um leve toque para encobrir Allan, mas a bola subiu um pouco além. Rafinha também levou perigo, o chute cruzado passou por todo mundo e não entrou. Litho lançou M. Júnior, que não passou por Allan.
O Primatas não conseguiu furar o bloqueio adversário, apesar dos 15 minutos de grande pressão. Aos 21 minutos, Maciel deu lindo passe para Michel, que só tirou do goleiro para fazer 2 x 0. Ainda nos minutos finais o Primatas levou perigo com Feco.
Para o primeiro ataque depois do intervalo, Dezinho ajeitou para Michel, que obrigou Rodrigo a fazer uma linda defesa. Se em 25 minutos o Primatas não conseguiu furar o bloqueio, com 48 segundos na segunda etapa, Marcelo Gama saiu na cara do gol e, com liberdade, escolheu o canto e diminuiu. O tento deixou o duelo mais truncado e as chances diminuíram. De muito longe, Litho levou perigo e quase empatou.
Marcelo Gama roubou a bola, limpou dois marcadores e jogou na área, mas não tinha ninguém para empurrar para as redes. O atacante camisa 19, que protagonizou mais um ataque do Primatas. Tieppo colocou Marcelo Gama em condição, porém, na hora de finalizar ele se complicou e deixou nas mãos de Allan o empate.
O Primatas melhorou no embate e o Mercenários se fechou na zaga, enquanto no ataque não conseguia ficar com a posse da bola. O duelo continuou como no primeiro tempo, e, apesar dos ataques, a zaga do Mercenários estava muito bem com Kazu, Maciel e o cachorrão Bollilove, o zagueiro do amor.
Marcelinho parou na trave e, na resposta do líder, Talharo – que havia acabado de entrar – chutou forte e fez um golaço, aumentando para 3 x 1 o placar. O atacante mudou o jogo e o comportamento do ataque de seu time. Em sua segunda chance, parou em Rodrigo. O terceiro gol desanimou o setor ofensivo do Primatas. Nos minutos finais, Talharo fechou o caixão: depois de um ‘rolinho’ no zagueiro, fez mais um de placa. Dezinho ainda tentou o quinto, mas Rodrigo fez um milagre. No último lance, Talharo deu um corte desconcertante na marcação que o árbitro apitou pela última vez.
Talharo jogou 10 minutos e decretou a vitória e classificação antecipada do líder. Bollilove, anestesiado com a vitória, já avisou que a nova contratação do time vem pra ser revelação. Com os três pontos, o Mercenários conquistou a quinta vitória e se mantém isolado na liderança com 16 pontos. Já o Primatas caiu para o último lugar do G-6, apenas um ponto à frente do Arouca. Para a próxima rodada, o líder encara o Bacana. O Primatas, que entrou numa descendente, lava a roupa suja essa semana e tenta se recuperar em duelo decisivo com o Só Resenha.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 5 x 2 Bacana
ROLETINHA GOLEIA BACANA, GANHA POSIÇÃO DO RIVAL E SE APROXIMA DO MATA-MATA
Time de Iuri se porta muito bem diante de um forte adversário e, em briga direta por posição, goleia o Bacana e sobe para a terceira colocação
Por Gabriel Manzini
Pode ser coincidência, mas desde que o técnico Vadão foi suspenso o Roletinha desandou a ganhar. Bateu o Acidus, cedeu o empate no minuto final ao líder Mercenários e, no último sábado, foi a vez de derrubar o favorito Bacana do pedestal. Diante do atual vice-campeão, a velocidade de Kuminha e Brian empurrou o Olímpico para uma importante e incontestável vitória, que colocou o time na 3ª posição e brigando pela ponta na reta final. A dupla infernizou a zaga do experiente adversário, que não teve reação. O bom triunfo teve participação especial do arqueiro Machado, que fez grandes defesas e não deixou com que o time de Rômulo superasse sua valente equipe.
A pressão inicial do Olímpico teve resultado logo aos 6 minutos.
Após chances perdidas por Kuminha, Ritolê e Vini, Kuminha cruzou para
Brian estufar a rede, abrindo o placar. Vini perdeu mais uma oportunidade, cara a cara com Kiko, e o goleiro levou vantagem. Na primeira chegada perigosa
do Bacana, Caco, pela direita, arriscou e, no rebote de Machado, Rômulo
empatou. Depois da igualdade, Kuba bateu colocado e, de mão
trocada, Kiko jogou para escanteio. A virada do Bacana por pouco não
saiu após bela jogada de Gustavo Izique. Machado salvou.
No contragolpe, Catatau testou e Kiko espalmou para o lado. O Bacana não deixou barato e Cezinha, de longe, parou em Machado. O time de Marcelão passou a pressionar com finalizações de fora da área. Mas, foi dentro dela que Romulo virou o marcador, depois de girar sobre a marcação. Gustavo Izique, na esquerda, quase ampliou. A vontade do empate liderou o Olímpico ao ataque. Ritolê lançou Kuminha,
que não passou do goleiro Kiko. Depois da virada, Machado não trabalhou mais, enquanto Kiko estava sendo bastante exigido. Mesmo assim ele não evitou o empate, que veio no golaço de Kuminha. No fim do primeiro tempo, Pina mostrava muita disposição tanto no ataque quanto na defesa.
Machado vinha fechando o gol, e na segunda etapa não foi diferente. Caco encontrou Kiwi, que arrematou para intervenção do arqueiro. Kuminha arriscou mais uma vez de fora da área com muito perigo. E, no contra-ataque, Rômulo colocou por debaixo das pernas de Machado, mas Kuba salvou em cima da linha. Em novo contragolpe, Kiwi achou Rômulo que, de primeira, fez com que Machado operasse um milagre. A resposta veio em escanteio. Ritolê marcou, mas a arbitragem anulou o lance, assinalando falta do atacante. O gol não faria falta. Um minuto depois, Brian acertou o cantinho, e 3 x 2 no placar.
O tempo técnico do Bacana não acertou a equipe, que passou a parar o ataque oponente com faltas. Kuminha e Ritolê quase marcaram o quarto. Depois de alguns minutos truncados, Vini serviu Kuminha, que deixou mais um. 4 x 2 aos 13 minutos. Os dois gols de vantagem no placar fizeram o Bacana sair para o ataque, mantendo-se com a posse. Jonas, Leandro e Gustavo Izique não estavam com o pé calibrado e erraram.
Assim como Pina e Kuba que, por pouco, não surpreenderam. Kuminha foi caçado no segundo tempo e o Bacana chegou a ficar com seis faltas no segundo tempo. Rodrigo chutou forte e Machado defendeu. No contra-ataque, Ritolê, debaixo da trave, completou e fechou o placar em 5 x 2 para o Roleta Russa Olímpico.
Com a vitória, o time olímpico chega aos mesmos 13 pontos do Fiorella e ocupa a 3ª posição. Enquanto o Bacana viu seu rival o passar e caiu para a 4ª colocação, com 12 pontos ganhos. Para a próxima rodada o Olímpico encara o desesperado SPQSF de olho na classificação. Já o Bacana tem as mesmas intenções, mas enfrenta o líder Mercenários.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Acidus 3 x 2 Só Resenha
URSO PARA SÓ RESENHA E GARANTE ACIDUS NA OURO
Goleiro brilha novamente e ajuda time verde-limão a bater o Resenha em jogo decisivo que garantiu a permanência da equipe na principal divisão do Chuteira de Ouro
Por Gabriel Manzini
A partida era decisiva para saber quem entraria na zona de classificação e também quem brigaria para fugir do rebaixamento. Contando com esses requintes, o equilibrado duelo teve muitas chances de gol. Mesmo abrindo dois tentos de vantagem por duas vezes, o Só Resenha não desistiu e perdeu muitas oportunidades de marcar. Enquanto o Acidus contou com mais uma tarde inspirada de seu goleiro, Urso, e da boa pontaria de seus atletas para sair vitorioso.
A partida começou lá e cá. O Só Resenha teve dois chutes travados pela zaga. Na resposta, a cobrança de falta de Louiz foi por cima. Em seguida, Urso parou o ataque do Resenha, e o contragolpe veio com Caballero. O camisa 10 recebeu e chutou por cima. Esses avanços de ambos os lados mostrou o equilíbrio que teve o embate. Pelo outro lado, Rafael também errou o alvo. Nesse comecinho do duelo a bola foi trocada quatro vezes. Talvez essa inconstância tenha refletido em quadra as irregulares finalizações dos atletas.
Caballero girou na esquerda, bateu e, mesmo sem ângulo, acertou a trave. Pelo lado tricolor, Rafael e Mateus seguiram com o pé descalibrado. Caballero abriu para Louiz, que, na saída do goleiro, deu um leve toque encobrindo Roberto, e depois só concluiu para a meta vazia. Um gol de placa para abrir a contagem. Alemão, sozinho, errou a cabeçada e a chance do segundo tento. Rafael quase empatou pela direita, e a dividida de Joelson com Urso ficou em cima da linha, sendo afastada pela zaga. Gabriel acertou no cantinho e Urso fez um milagre para salvar seu time. A pressão era enorme pelo empate, mas no primeiro tempo as redes não balançaram mais.
O segundo tempo começou com o Resenha em cima, assim como antes do intervalo. Porém, foi no contragolpe do Acidus que o gol saiu. Caballero, pela esquerda, chutou cruzado e fez 2 x 0. A diferença de dois tentos obrigou o Resenha a se lançar para o ataque, e o setor defensivo abriu. Dadá teve liberdade, mas parou em Roberto. Fechado, o Acidus queria aproveitar os contra-ataques. Aos 6 minutos, Fabio furou o bloqueio: o camisa 3 cortou para o meio e acertou o ângulo, um golaço. A resposta veio com Dadá. Depois de passe de Caballero, o meio-campista não passou por Roberto.
O bloqueio do Acidus obrigou os jogadores adversários a arriscar de longe, porém, sem sucesso. A saída rápida de Louiz encontrou Alemão, que errou. Alain passou muito perto do empate. Mas foi Dadá quem furou o goleiro, no chute cruzado e ampliou a 3 x 1. O mesmo Dadá arriscou para boa defesa de Roberto. O banho de água fria não afetou o Só Resenha. O chute que cortou a área foi desviado por Joelson quase em cima da linha no carrinho, e estava anotado no placar os 3 x 2. Joelson só não empatou por azar. Em mais duas chegadas, o atacante escorou dois cruzamentos e por pouco não marcou.
O valente time do Resenha atacava cada vez mais e Urso salvou seu time em dois ataques do adversário. Uma de Joelson, e outra de Mateus. Joelson, que ainda acertou a rede pelo lado de fora, no último lance da partida. O Acidus conseguiu se segurar e contou também com a sorte para vencer mais uma.
O time verde-limão chega aos 11 pontos e sube para a 5ª colocação. Já o Só Resenha está na 8ª posição, apenas dois pontos fora da zona de rebaixamento. Na próxima rodada o time de Urso enfrenta o Fiorella, brigando por posição. O Só Resenha tem duelo de seis pontos com o Primatas.
XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 7ª RODADA
Fiorella 5 x 2 Arouca
FIORELLA BATE AROUCA E DEIXA RIVAL FORA DA ZONA DE CLASSIFICAÇÃO
Em tarde inspirada de Franklin, time de Tavano aproveita as chances que teve e goleia a equipe do ausente Vitão, ficando apenas 3 pontos atrás do líder Mercenários; se a primeira fase terminasse hoje, Arouca estaria fora do mata-mata
Por Gabriel Manzini
Arouca e Fiorella fecharam a rodada em mais uma partida considerada de 6 pontos. A briga pela posição era fundamental nessa altura do campeonato. Um começo muito truncado e com pouquíssimas chances, o Fiorella teve no bom aproveitamento nas finalizações para abrir uma boa vantagem no marcador. E, com uma grande atuação de Franklin, que fechou o gol, ficou difícil para o Arouca reverter a situação.
Um duelo muito pegado e de poucas oportunidades em seu início. O congestionamento e a forte marcação contribuíram para os goleiros não trabalharem no começo. Veloz fugiu à regra: depois de cruzamento, o atacante completou e quase abriu a contagem. E o Fiorella também se empolgou com o ataque do rival e, por pouco, não balançou as redes no contra-ataque. Robson de um lado, e Marcos Bohn de outro, arriscaram de longe, mas erraram o alvo. E em uma jogada de velocidade, Maurício salvou a pátria dos amarelos. Porém, aos 10 minutos, o bom arqueiro não pôde evitar o gol de Gabriel Salvador, que acertou o cantinho.
Depois de sair atrás, restou ao Arouca a busca pelo empate. Thiaguinho ficou no quase, ao completar chute de Marcos Bohn. E, apesar dos ataques, quem marcou novamente foi o Fiorella. Rodrigo arrematou de muito longe, a bola quicou antes de chegar em Maurício e o enganou. 2 x 0 para o time de Edson Claro, que não atuou devido à suspensão. O tempo técnico do Arouca foi pedido e, na volta, a marcação se encaixou. Thiaguinho girou bonito e mandou um voleio meio sem jeito, mas com muito perigo. Em escanteio, Renanzinho parou na trave; no rebote, uma bomba que explodiu novamente no poste, salvando Franklin.
Para azar do Arouca, o lance resultou em um contragolpe, e nele, o castigo. Maikon abriu três tentos de vantagem sobre o rival, aos 19 minutos. O fim do primeiro tempo foi muito corrido por parte do Arouca, que precisava reverter a situação a todo custo. Franklin espalmou a bomba e Thiaguinho mandou o rebote pela linha de fundo.
Marcos Bohn começou a segunda etapa servindo Dhani: o atacante finalizou de primeira, mas parou em Franklin. O rebote parou em quem começou a jogada, Marcos Bohn, ele chutou e Franklin defendeu de novo. O goleiro começou a se destacar logo no início dos 25 minutos finais. No ataque seguinte, Serafim cometeu penalidade em Marcos Bohn. Aos 4 minutos, o próprio camisa 8 bateu, com categoria, e diminuiu. Um minuto depois, Serafim se redimiu e não deu espaço para a reação do Arouca, marcando 4 x 1.
Renanzinho tentou duas vezes antes de marcar. O atacante arrematou com categoria para deixar o segundo gol. E, com apenas 7 minutos, três gols já haviam saído. Com o segundo tento tomado, o Fiorella pediu tempo, mesmo assim o ritmo intenso do Arouca não foi quebrado. Marcos Bohn arriscou de longe e levou perigo na primeira chance; e na segunda, Franklin segurou. Em chute desviado, Franklin fez mais uma boa intervenção. Darian recebeu de Marcos Bohn pela direita e foi parado por Franklin mais uma vez.
Maikon respondeu pelo lado do Fiorella, e Maurício salvou. Gabriel Salvador limpou o zagueiro e acertou o canto para marcar um golaço. O final da partida seguiu com Rodrigo bem na defesa e com Marcos Bohn como o principal articulador do Arouca. Marcos camisa 8 finalizou de muito longe e Franklin espalmou, na rebatida, Thiaguinho jogou para a linha de fundo. O Arouca não desistiu, mas não havia tempo necessário. Fim de papo.
Com a vitória o Fiorella chegou aos 13 pontos e alcançou a 2ª colocação. Já o Arouca ficou com os 8 pontos e está fora da zona classificatória, em 7º. Na rodada de número 8, o Fiorella Brasil encara o Acidus e o Arouca enfrenta o desesperado Ras Time.
Comentários (0)