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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: 5ª RODADA

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA

CAV 1 x 0 Jeremias

CAV BATE JEREMIAS E SEGUE NA BRIGA PELA PONTA


Goleiros se destacam, e CAV vence pelo placar mínimo; equipe mantém-se na cola do Zenite e afunda adversário na lanterna

Por Gabriel Manzini

Debaixo de muita chuva, CAV e Jeremias fizeram uma partida de extremos. Enquanto o time caveira brigava pela ponta, a equipe dos irmãos Bim tentava a recuperação no campeonato e queria a vitória acima de tudo para sair da zona de rebaixamento. O CAV jogou com muita inteligência e soube aproveitar as dificuldades que o tempo e o adversário trouxeram para assegurar os três pontos, mesmo com vitória magra.

No comecinho, Davi já despontava e deixava a entender que seus chutes de fora seriam fundamentais na partida. O campo molhado atrapalhou ao máximo os dois goleiros que fizeram partidas brilhantes para ambos os lados. Dunder, na primeira oportunidade do Jeremias, apareceu com liberdade pela direita, mas no mano a mano, chutou para fora. A equipe de Dunder também tentava abrir o placar com finalizações de fora da área. Só que o CAV também atacava. André Plec fez o pivô com competência e rolou para Barata que carimbou a trave. O contragolpe foi com João Victor, que limpou o defensor e obrigou Diego Gallego a fazer uma grande defesa.

Depois dessa incrível chance, o CAV chegou com Barata, Marcel e Teco, que erraram o alvo. Tentando surpreender, Thiago Bim mandou uma bomba na cobrança de falta e fez Diego Gallego salvar novamente o Atlético. Davi, que havia arriscado anteriormente, tirou o zagueiro e bateu com categoria no canto, abrindo o marcador. Dunder tentou o empate com uma linda jogada de efeito, de bicicleta, mas o camisa 10 parou no bom goleiro Diego Gallego. Davi apareceu cara a cara com goleiro Chaluppe, mas displicente, tentou uma cavadinha e apenas recuou para o arqueiro. No último lance, Jorge Henrique quase ampliou, mas seu chute foi desviado.

O CAV não se acomodou na pequena vantagem de um gol, e seguiu em cima do rival na segunda etapa. Caio Fleischmann recebeu no pivô e girou, no chute, Chaluppe fez uma defesa muito difícil. No tiro de canto, Raphão cabeceou do primeiro pau sobre o gol. Caio Fleischmann deixou Davi em boas condições para ampliar, mas o camisa 11 parou em Chaluppe. O CAV voltou com tudo para o segundo tempo, mas a bola não entrava. Raphão comandava a zaga do Atlético e também se arriscava no ataque. Davi achou Jorge Henrique, que isolou.

Nas bolas paradas, o Jeremias chegava devagar em busca do empate. Dunder e Thiago Bim quase empataram. João Victor chapelou o marcador, mas o arremate foi para fora, quase um golaço. O Jeremias melhorou, mas a zaga do CAV era muito tranquila. Thiago Bim, em mais duas faltas, obrigou Diego Gallego a trabalhar para garantir a vitória.

O CAV traçou uma estratégia muito competente e valorizava a posse de bola de forma inteligente. Jorge Henrique recebeu passe da falta e só parou em Chaluppe, que fez mais uma defesa de alto nível. A partida ficou um pouco mais corrida. Dunder perdeu pelo Jeremias e André Plec, depois de enfiada do Davi, pelo outro lado. Nos minutos finais o Jeremias veio para o tudo ou nada, mas o CAV, no contra-ataque, levava mais perigo. João Victor, André Plec, Davi e Marcel perderam a chance de liquidar o jogo, parando na trave e em Chaluppe, que fez uma partida praticamente perfeita. Mesmo se o jogo continuasse a bola não entraria para nenhum lado. Grande partida dos arqueiros.

Com a vitória o CAV permanece na briga pela primeira colocação do grupo. O Atlético está em segundo, um ponto atrás do Zenite. Já o Jeremias afundou na lanterna com apenas três pontos ganhos em 15 disputados. Para este sábado, o CAV enfrenta o Med Taubaté. O Jeremias busca a vitória a todo custo diante do SNG.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA

Arouca 1 x 0 Primatas

AROUCA SEGURA PRESSÃO E BATE PRIMATAS PELO PLACAR MÍNIMO


Apesar de ter sido pressionado durante toda a segunda etapa, time arouquense consegue segurar o embalo símio e conquista importante vitória

Por Eduardo Bernardi

Apesar de ter pressionado a segunda etapa inteira, o Primatas não conseguiu passar da barreira imposta pelo Arouca, que venceu com um belo tento de Thiaguinho. A forte marcação do Arouca e a falta de precisão nas finalizações do Primatas foram decisivas para o resultado magro de 1 x 0. A confusão entre arbitragem e a comissão técnica dos times acabou rendendo a expulsão de todos os representantes das equipes em quadra, o que não influenciou na postura dos times nos 5 minutos que restavam.

O Primatas começou ditando o ritmo da partida. O primeiro lance de perigo da equipe veio aos 2 minutos. Iglesias chutou rasteiro, de longe, e a pelota passou raspando a trave esquerda de Maurício. Os minutos iniciais foram de pressão primata e retranca do Arouca, que não conseguia trocar passes devido à forte marcação. O Arouca começou a sair mais para o jogo a partir dos 7 minutos. Dih arriscou de longe e quase surpreendeu Rodrigo, que conseguiu desviar a redonda para fora.

Caía um verdadeiro dilúvio em quadra. A partida começou a ficar mais truncada e faltosa. A partir dos 10 minutos, o Arouca dominava completamente a posse de bola, mas a marcação do Primatas afastava qualquer perigo da meta de Rodrigo; Thiaguinho fazia muito bem a função de pivô, conseguindo criar chances de gol para o Arouca, que finalizava sem precisão. O jogo ficou concentrado no meio de quadra a partir dos 15 minutos. Ninguém chutava para o gol.

O Primatas voltou a assustar aos 18 minutos. Marcelo Gama roubou a bola da marcação e por pouco não fez o dele. A bola foi em cima de Maurício, que estava bem posicionado no lance. Dois minutos mais tarde, Marcelo Gama levou perigo mais uma vez. Após passe de Litho, o camisa 19 encheu o pé no canto esquerdo. Maurício fez mais uma grande defesa.

Os minutos finais da primeira etapa foram mornos. Apesar da maior posse de bola do Arouca, a equipe não levava perigo; o Primatas, mais recuado, segurava o fôlego para voltar com tudo para o segundo tempo.

O Primatas voltou pressionando o Arouca, que marcava com muita eficiência. A raça demonstrada pelos jogadores símios era impressionante. A equipe estava correndo uma barbaridade. Aos 7 minutos, o oportunismo de Thiaguinho acabou fazendo a diferença. Após receber na área, o atacante, de costas, virou um voleio para o gol no meio da área, surpreendendo Rodrigo e finalmente inaugurando o placar.

O gol acabou deixando o Primatas mais receoso, mas a equipe continuava partindo para cima com a mesma intensidade. A partida começou a ficar muito mais pegada e faltosa. A marcação do Primatas estava completamente adiantada; o Arouca desperdiçava inúmeros bons contra-ataques. Aos 12 minutos, Renanzinho quase marcou um golaço de falta. A pelota passou raspando a trave esquerda de Rodrigo, que nem se mexeu no lance.

A pressão se tornou tão grande a partir dos 15 minutos que o Arouca estava completamente retraído em quadra, apenas se segurando da maneira que dava. As reclamações constantes dos treinadores acabaram esquentando o clima. Ambos os técnicos – Gui Fenômeno e Galizé – acabaram sendo expulsos de quadra após desentendimento entre Renanzinho, que provocou a torcida primata, e o banco de reservas. Nenhuma das equipes tinha comissão técnica aos 20 minutos, mas o jogo continuou o mesmo: pressão total do Primatas.

Aos 24 minutos, M. Junior acertou um foguete do meio de quadra. A bola caprichosamente carimbou o travessão de Maurício, que só pôde torcer para a redonda não estufar o ângulo esquerdo. Com muita disciplina defensiva, o Arouca conseguiu segurar o resultado magro até o apito final e venceu a segunda seguida na competição. O Arouca tem pela frente o SPQSF; o Primatas enfrenta o Fiorella.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA

Di Primeira 8 x 5 Med Taubaté

INSPIRADO, DI PRIMEIRA SUPERA MED E SE REABILITA


Time de Cris Ferreira chegou a abrir seis gols de diferença, sofreu com a reação do time de Taubaté, mas ampliou a vantagem no final, conquistando grande triunfo

Por Gabriel Manzini

Apesar do frio, o jogo entre Med e Di Primeira foi eletrizante. O time de Simon aproveitou muito bem as oportunidades que teve e abriu boa vantagem no final do primeiro tempo, enquanto a equipe de Boca carimbou três bolas na trave e viu a vitória escapar cada vez mais. No segundo tempo, o placar chegou a estar 7 x 1 ao Di Primeira. Mesmo assim, o Med buscou forças para reagir, embora não tivesse o tempo necessário para reverter o resultado.

Os doutores começaram tendo a primeira oportunidade: Javier encontrou Anibal que errou o calcanhar, mas deu sorte que a bola sobrou para ele mesmo. No chute, acertou a trave, depois do desvio fundamental de Cuca e quase abriu o placar. Lê Cardoso respondeu de longe, o gramado e a bola molhados complicaram a vida de João, que espalmou para o lado. A trave salvou novamente Cuca: João Humberto serviu Anibal que mais uma vez parou no poste. O gol parecia muito perto. João Humberto finalizou bem depois de pegar sobra da zaga, mas Cuca defendeu muito bem.

Mais tarde, Javier perdeu a bola e o castigo veio com André Luis, que mandou no ângulo para marcar um golaço. Os jogadores do Di Primeira nem conseguiram comemorar, pois no lance seguinte João Humberto, sozinho, empatou de cabeça após cobrança de escanteio. Pela lógica o terceiro gol da partida não poderia demorar também. André Luis brigou muito pela bola na direita, roubou-a e tirou de João mesmo sem ângulo, e 2 x 1 Di Primeira.

Depois das rápidas reações de ambas as equipes, o lado direito do Med tinha sempre liberdade, mas o time de Taubaté não soube aproveitar. Javier lançou João Humberto que carimbou a trave pela terceira vez. Javier, Anibal e João Humberto organizavam o meio de quadra dos doutores, enquanto Cris usava a habilidade pelo lado do Di Primeira. Aos 20 minutos, Dri Ferreira arriscou e ampliou a vantagem. No contra-ataque, Dri Ferreira rolou para Betinho que fez o quarto. O Di Primeira surpreendeu o Med no finzinho e abriu 4 x 1 no placar.

Os doutores voltaram para o segundo tempo tentando assimilar o golpe que levaram. Mas logo aos 2 minutos, Dri Ferreira tocou para Célio, que fez o 5 x 1. Mesmo com o baque o time de Taubaté não desistiu e dava trabalho a Lê Cardoso, que comandava a zaga do Di Primeira. Aos 10 minutos, veio o sexto tento, em escanteio, com Thiago Rodrigo. Com mais um gol sofrido, o Med pediu tempo, mas na volta levou mais um. 7 x 1 para o Di Primeira em outro de Dri Ferreira.

Só que um minuto depois, Javier chutou no cantinho e diminuiu. Era o começo de uma possível reação. Aos 14 minutos, Anibal fez o terceiro, depois de a bola sobrar dentro da área. A zaga do Di Primeira se perdeu e, em mais 2 minutos, o Med descontou mais dois gols. Gustavo completou o cruzamento e fez o quarto. E em seguida, João Humberto deixou mais um. Na saída de bola, o Di Primeira só não esfriou os ânimos do rival porque Gustavo salvou em cima da linha.

Depois de gols rápidos os times passaram a perder as oportunidades que criavam. E apesar da pressão enorme exercida pelo Med, o empate ficou longe quando João Humberto, Gustavo e Javier perderam suas respectivas chances. E foram castigados, no último lance, por Val, que chutou de longe e marcou um golaço.

O Di Primeira chegou aos 9 pontos e conquistou a quinta posição, enquanto o Med parou nos 4 pontos. Mesmo assim, permanecendo na última colocação entre as vagas para a próxima fase. O Di Primeira enfrentará o My Balls na próxima rodada, já o Med pega o poderoso CAV.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA

Mulekes 5 x 6 Arouca Jrs.

BALÃOTELLI BRILHA E LEVA O AROUQUINHA À VITÓRIA CONTRA O MULEKES


Com três viradas, o time do ‘matador’ venceu e ultrapassou o rival na classificação do Grupo A

Por Gabriel Manzini

Assim como a partida entre SNG e My Balls, Mulekes e Arouca Jrs. fizeram um duelo cheio de viradas e com muitas oportunidades de gol dos dois lados. Com quatro gols, Balãotelli se destacou, infernizando a vida da defesa e dos dois goleiros do Mulekes, que nada puderam fazer na tarde inspirada do atacante. Apesar da entrega, faltou tempo para a equipe de Pipo Valente buscar pelo menos o empate.

Rogerinho começou com tudo. O camisa 17 era o principal jogador do Mulekes e, em duas chances, quase abriu o placar. Uma tentativa foi para fora e a outra parou no goleiro Brunno. Embora não tenha sido Rogerinho, logo aos 2 minutos quem abriu o placar foi Rafinha Souza, no escanteio. A primeira chegada do Arouca Jrs foi com Balãotelli, que girou e bateu no cantinho, só que o atacante não contava com Ricardo Salles que fez uma grande defesa.

Apesar disso, o camisa 11 não se abalou e, no escanteio, dominou no peito e empatou. Se Balãotelli começou a se destacar pelo Arouquinha, Rogerinho não esquecera de aprontar no campo ofensivo. No chute de longe obrigou Brunno a defender. E o arqueiro seguiu esfriando os rivais com suas defesas. Em chute de Pedro e outro de Rogerinho, o goleiro garantiu a manutenção do placar. O Mulekes tocava fácil e envolvia o adversário. Mas aos 11minutos, Felipinho cruzou e Orley completo para virar.

Com o vira-vira o Arouca Jrs. melhorou e encurralou o Mulekes atrás. Heitor perdeu duas chances e Gothardo também perdeu a sua. E aos 19 minutos, Vitinho Laruccia não desperdiçou e deixou tudo igual. Victor Calderón logo depois virou para o Mulekes. Os 3 x 2 foi garantido no último lance da primeira etapa por milagre de Ricardo Salles em chute cara a cara do matador Balãotelli.

O segundo tempo começou lá e cá, muito movimentado. Leco perdeu para o Mulekes, assim como Balãotelli, depois de passe de Nelsinho, para o Arouquinha. Na sequência, o artilheiro não desperdiçou: após cruzamento, Balãotelli empatou com categoria. O atacante estava impossível. Logo depois de marcar o segundo gol veio o terceiro, e a nova virada do Arouquinha: Balãotelli bateu forte, a bola desviou na zaga e enganou Alemão, que acabara de entrar.

Esse início quente não deu trégua, aos 5 minutos, Rogerinho e Leco fizeram boa tabela e Rogerinho completou para o gol vazio, igualando tudo novamente. Quando a partida ameaçou a ficar mais calma, aconteceu uma dividida entre Balãotelli e Alemão. A bola acabou indo em direção ao gol, e o placar apontou 5 x 4 para o Arouca Jrs. Atrás do marcador mais uma vez, o banco do Mulekes pediu tempo técnico para arrumar a defesa e buscar a virada.

Mas o que tanto temiam aconteceu: no contragolpe, Nelsinho foi esperto e cobrou lateral rapidamente para Heitor, que, sozinho, completou. As chances diminuíram depois da vantagem conquistada pelo Arouquinha. Os jogadores Heitor e Victor Calderón se estranharam e levaram o amarelo. A pressão do Mulekes encaixou: Pipo chutou cruzado com perigo; Leco finalizou por cima; e na segunda tentativa, Leco estufou a rede com arremate no cantinho, diminuindo a 6 x 5 para o Arouca Jrs, que nos minutos finais tirou todas as bolas na base do chutão – garantindo a vitória suada.

Com a vitória, o Arouca Jrs. chega a 10 pontos e ocupa a terceira colocação. Já o Mulekes cai na tabela com a derrota, permanece com 9 pontos – foi ultrapassado pelo próprio Arouca Jrs. –, ficando em quarto lugar no Grupo A. No próximo sábado o Arouquinha pega o Fúria, enquanto o Mulekes enfrenta o líder Zenite em uma partida que promete muitas emoções.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA

SNG 5 x 3 My Balls

SNG SAI DO SUFOCO E ENFIM VENCE A PRIMEIRA NA TEMPORADA


Em jogo muito difícil contra o My Balls, tri-ampeão supera adversário virando a partida duas vezes e consegue os primeiros três pontos na Ouro

Por Gabriel Manzini

O Se Não Guenta entrou em quadra para buscar sua primeira vitória no campeonato e esperava, de certo, que teria dificuldades contra o My Balls. Em um jogo eletrizante, a equipe de Ronei conseguiu virar o placar duas vezes para consolidar os três pontos no final. Uma vitória para lavar a alma, em um páreo duríssimo contra uma grande equipe. O que só fez engrandecer o primeiro triunfo do SNG, que embolou a zona do rebaixamento, já que, além do Jeremias, o próprio SNG e o My Balls estão com os mesmos três pontos na bagagem.

O jogo começou com duas chances para cada lado em cobranças de falta. Ronei encheu o pé e obrigou Gabriel Viana a se esticar todo para tirar o perigo. Enquanto Fernando bateu por cima da meta, pelo lado do My Balls. O time de Fernando seguiu no ataque com duas oportunidades seguidas: Paulinho soltou o pé, mas não passou por Papa-Burguer. Já no segundo ataque, Magrão tocou de calcanhar para Lucas abrir o placar, um golaço. Com a vantagem e a zaga bem postada, o My Balls controlava bem a partida. Mas 5 minutos depois, Ronei recebeu bom passe e, com categoria, tirou do Gabriel para anotar o empate.

Um minuto depois a virada: Biro achou Renê que, com muita técnica, anotou. O autor da assistência, Biro, entrou jogando dando canseira na defesa rival pelo lado esquerdo. Só que aos 18 minutos, o empate foi inevitável: no lateral, Daniel girou e a bola acabou sobrando para Sandrinho, que fuzilou. O final do primeiro tempo seguiu equilibrado.

A segunda etapa começou muito disputada e as faltas tomaram conta por um momento. E a primeira oportunidade só veio aos 5 minutos, em cobrança de falta de Lucas. Na resposta imediata, Alemão atrasou para Erick, que arriscou e seu tiro triscou o travessão. Mas foi na tentativa de Robgol que a rede balançou. O atacante completou a falta de Daniel e consolidou a segunda virada, aos 8 minutos.

O tento de Robgol deixou a partida muito mais interessante e as oportunidades surgiram para ambos os lados. Biro arrematou com vontade do meio de campo num quase sem pulo e deixou tudo igual novamente num golaço. Dois minutos depois, a terceira virada veio com Ronei, em escanteio. Sem desistir, o My Balls se lançou ao ataque e abriu a defesa. O SNG, contudo, não conseguia a posse de bola. Mas aos 21 minutos, uma tabela entre Abelha e Erick fechou o caixão. Abelha fez o 5 x 3. No último lance da partida, Danilo, que entrou no lugar de Papa Burguer, segurou o placar ao parar tentativa de Kiko.

Com a grande vitória, o SNG chegou aos primeiros 3 pontos e saiu da lanterna, empurrando o Jeremias, que perdeu para o CAV, para lá. Já o My Balls, que lutou muito pelo triunfo, manteve-se com os mesmos três pontos e se vê em situação delicada - na beira da zona da degola, com a mesma pontuação de SNG e Jeremias. No próximo sábado o SNG tenta manter a sequência em jogo decisivo contra o Jeremias. Enquanto o My Balls quer se recuperar no confronto diante do embalado Di Primeira.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 5ª RODADA

Fúria 0 x 5 Zenite

ZENITE ATROPELA FÚRIA E MANTÉM A LIDERANÇA


Bem postado na zaga e com a vantagem no marcador, líder do Grupo A aproveitou os contra-ataques para golear o Fúria, que nada pôde fazer

Por Gabriel Manzini

Fúria e Zenite fizeram a partida com menos emoção do sábado, levando-se em consideração que as demais equipes contaram com viradas incríveis. Isso se deu muito pela atuação do Zenite, que controlou o jogo em quase todos os momentos. Bem postado atrás e aproveitando muito bem as chances ofensivas, a equipe goleou o adversário em uma aula de como se jogar 50 minutos com muita calma. Quanto ao Fúria, não faltou empenho e dedicação, mas a qualidade técnica do rival se sobressaiu.

O Zenite já mostrou como cartão de visitas ao Fúria sua poderosa força ofensiva, querendo garantir a vitória rapidamente. Logo no primeiro lance, P.O. usou a cabeça para assustar Ferrugem. Na saída, Dutra roubou a bola e arriscou, mas fora do alvo. O Zenite valorizava a posse de bola em uma partida sem muitas chances de gol. Dutra novamente finalizou por cima, após rebote. Aos 8 minutos, Negão chutou cruzado e acertou o cantinho, sem chance de defesa para Ferrugem. Na sequência, Dutra, que havia tentado por duas vezes, dessa vez marcou, ampliando para 2 x 0.

Com os dois gols, o banco do Fúria não viu outra alternativa a não ser pedir tempo para tentar se reorganizar. Na volta, o time melhorou. Fábio Caruzo e Fah chegaram perto de diminuir, mas erraram suas respectivas finalizações. Negão chutou cruzado, mas Bruno Gladiador não chegou a tempo. O Zenite não tinha o mesmo controle da partida e não conseguia mais ir ao ataque. O gol do Fúria parecia estar próximo. Mas o castigo chegou aos 16 minutos, quando Andrey Coutinho estufou as redes e definiu o 3 x 0.

O Zenite aproveitava muito bem suas oportunidades, enquanto o Fúria seguiu perdendo muitas chances. Fah arriscou, mas a bola saiu mascada e ficou fácil para o Leo Ballestero. Uma linda tabela pela esquerda deu início à segunda etapa, mas na conclusão, Fê Rampazo parou em Ferrugem. Em cobrança de falta, Leo deu a resposta com muito perigo. O time de Leo Ballestero seguiu fechado na zaga e usando os contra-ataques para garantir o resultado, enquanto o time de Ferrugem continuava errando muitos passes. Fê Rampazo, assim como no começo, quase marcou o quarto, por mais duas vezes em jogadas pela esquerda, mas o duelo diante do Ferrugem estava melhor para o arqueiro.

Em mais uma jogada pelo canto direito da defesa do Fúria, Andrey Coutinho acertou a trave. Mas aos 10 minutos, Ferrugem não pôde fazer nada: Andrey Coutinho achou Guga embaixo da linha, que só escorou e correu para o abraço. A partir daí a estrela de Leo Ballestero começou a brilhar. O goleiro foi fundamental para garantir que a defesa não fosse vazada. Rodrigo limpou dois marcadores e por pouco não marcou um golaço, Leo Ballestero espalmou para escanteio.

No tiro de canto, o goleiro salvou outra vez. Depois, Rodrigo, de novo, parou em Leo Ballestero, dessa a vez a bola que foi no cantinho encontrou a mão salvadora do camisa 4. No contra-ataque, Zé Bahia levantou para Willer que, desajeitado, virou uma bicicleta para fora. Nos 5 minutos finais, a equipe de Andrey Coutinho voltou a ditar o ritmo do ataque, mas o atacante mais uma vez parou em Ferrugem, que fez defesa tranquila. Um minuto depois Zé Bahia fechou o conta em 5 x 0. No último respiro, Fábio Caruzo arriscou de longe, mas Leo Ballestero garantiu a vitória.

Com o triunfo o Zenite chegou aos 13 pontos e segue invicto na primeira colocação do Grupo A. Enquanto o Fúria estagnou nos 4 pontos e está na sétima colocação, fora da zona de classificação. O Zenite encara na próxima rodada o Mulekes e o Fúria pega o embalado Arouca Jrs.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA

Bacana 3 x 1 SPQSF

BACANA VENCE, SOBE NA TABELA E COMPLICA SPQSF


Time de Rômulo não precisou se esforçar muito para bater o Que Se Foda, que continua sem demonstrar um futebol competitivo este ano

Por Eduardo Bernardi

O Bacana venceu com extrema facilidade o SPQSF, que não esboçou reação em nenhum momento da partida. Os dois gols de Cezinha na segunda etapa decretaram a vitória tranquila da equipe, que chegou a sofrer um revés logo após ter feito o terceiro. Na maior parte do tempo, a bola ficou rodando com o Bacana, que trocava passes sem pressa alguma de atacar; o Que Se Foda continuou demonstrando o mesmo futebol sem brilho das últimas rodadas e continua sem marcar sequer um ponto na competição até agora.

O Bacana começou a partida assustando Serafim com um chute de longe de Felipe Arbix. O camisa 17 chutou de longe e obrigou o arqueiro a fazer uma grande defesa no canto direito. A posse de bola era total do Bacana, que não deixava o adversário sequer sair de sua defesa. Aos 5 minutos, Kiwi aproveitou bobeira da zaga e conseguiu encontrar um espacinho entre Serafim e a trave, marcando um belo gol e inaugurando o placar. Logo em seguida, Laet, após bela tabela, quase fez o segundo. A pelota carimbou o pé de Serafim, que saiu muito bem do gol.

O SPQSF só chegou ao ataque aos 10 minutos. Di Dicredo aproveitou sobra na entrada da área e chutou forte. A redonda carimbou o travessão esquerdo de Bruno Guido. No minuto seguinte, Di Dicredo novamente assustou. O camisa 7 recebeu livre e chutou colocado no canto esquerdo. Dessa vez, Bruno Guido se esticou todo para fazer uma grande defesa.

O Bacana continuava levando mais perigo que o SPQSF, que parou de atacar após os dois lances de Di Dicredo. Apesar de ter mais posse de bola, o Bacana não conseguia, de fato, criar chances claras de gol. Aos 20 minutos, Laet arriscou de longe, e Serafim conseguiu mandar a redonda para escanteio, interceptando-a no ângulo esquerdo. Nos minutos finais, o ritmo da partida caiu demais. O Bacana apenas segurava e tocava a bola para o lado, e o Que Se Foda não esboçava um último fôlego antes do apito final da primeira etapa.

Quem voltou para o segundo tempo pressionando foi o Bacana, que quase fez o segundo logo no primeiro minuto, com Kiwi. O camisa 8 arriscou de longe e obrigou Serafim a fazer uma grande defesa no canto direito; o SPQSF não esboçava nenenhuma reação, parecia até que a equipe estava vencendo o jogo. A partir dos 5 minutos, o time de Meneguelo começou a ter um pouco mais de posse de bola, mas sem objetividade, deixando a partida extremamente morna.

O Bacana apostava em contra-ataques. Aos 12 minutos, Cezinha recebeu na ponta esquerda e acertou um foguete no ângulo direito de Serafim, ampliando a vantagem de sua equipe no placar. Dois minutos depois, novamente ele, Cezinha, deu um lindo chapéu na marcação, tabelou com Felipe Arbix, e marcou um golaço, praticamente matando a partida. O SPQSF respondeu rápido, logo no minuto seguinte. Gustavo Fernandez recebeu na esquerda e chutou cruzado, descontando.

Era esperado que o SPQSF iniciasse uma forte pressão após o gol, mas isso não aconteceu. O Bacana continuou administrando o resultado com muita tranquilidade; o adversário errava muitos passes, sendo extremamente displicente em algumas jogadas. Caco ainda acertou o travessão para o Bacana antes de o árbitro apitar o fim da partida. O Bacana terá pela frente o Só Resenha; o SPQSF enfrenta o Arouca.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA

Acidus 1 x 3 Roleta Russa Olímpico

ROLETA OLÍMPICO SUPERA ACIDUS COM AUTORIDADE


Excelente atuação de Machado e de sua zaga não deu chances ao time verde-limão, que saiu devendo futebol

Por Eduardo Bernardi

O Olímpico colou nos primeiros colocados de seu grupo após vencer um Acidus irreconhecível durante boa parte do jogo. A marcação individual que o Roletinha fez em cima de Caballero claramente atrapalhou o rendimento do Acidus, que só acordou na segunda metade da etapa final, quando já estava 3 x 0 ao rival, conseguindo fazer seu gol de honra com Juba. Mesmo sem Ritolê, o time de Pina conseguiu demonstrar um futebol inteligente, entrosado e rápido, em que a defesa foi o destaque com Machado pegando bolas muito difíceis e dois gols do zagueiro Kuba.

O Acidus começou recuado, chamando o Olímpico para cima. A troca de passes da equipe não era interceptada pelo rival, que estava com sua marcação completamente adiantada. O camisa 10 do Acidus, Caballero, estava muito bem marcado, o que atrapalhava completamente a criação das jogadas do time. A única maneira de chegar à meta de Machado era finalizando de longa distância, mas nem isso o time fazia, pois os meios de meio e frente insistiam em jogar tentando invadir a área roleta, facilitando a bem postada defesa olímpica.

Com isso, o início foi jogo de um time só. O Acidus perdia facilmente a bola e dava ao Roleta trabalhar. O ritmo da partida era muito lento. Caía uma chuva leve e fria, com rajadas de vento que esfriavam mais ainda os ânimos. Aos 10 minutos, o Olímpico estava muito melhor no jogo, com mais posse de bola. A ausência do goleador Ritolê, de fato, fazia uma falta tremenda ao time, que também começou a apostar em finalizações de longa distância – o que foi o atalho para a vitória. Aos 14 minutos, Kuba acertou uma bomba do meio da rua, no canto esquerdo, sem chances para Urso, marcando um golaço.

O Acidus não sentiu o gol e partiu pra cima. Martins recebeu na ponta esquerda e chutou cruzado, mas sem precisão. A redonda passou à direita de Machado. Juba começou a subir para o ataque, deixando muitos espaços na defesa do Acidus, que sofria a cada contra-ataque do adversário. Aos 22 minutos, após cobrança de escanteio, Kuba, completamente livre, chutou cruzado e marcou o segundo gol dele e do Roletinha.

O Olímpico continuou tomando conta do jogo nos minutos finais, mas não atacou com tanta intensidade, nitidamente se poupando para o segundo tempo; o Acidus não estava conseguindo furar a marcação rival, que anulava completamente o cérebro da equipe, Caballero.

O time de Brian voltou com a mesma postura da primeira etapa, marcando o Acidus na saída de bola; a equipe de Lói demonstrava falta de entrosamento e muito nervosismo, errando passes bobos de meio metro. A ausência de Louiz e a contusão de Caio Ferin no início também pesavam para a falta de efetividade no ataque. A melhor chance da equipe veio aos 4 minutos. Caballero conseguiu se desvencilhar da marcação e ficou livre, cara a cara com Machado. O arqueiro fez uma grande defesa no canto esquerdo. No minuto seguinte, Kuminha chutou de longe e Urso acabou falhando. Era o 3 x 0.

O Acidus ensaiava uma pressão, mas faltava algo para a equipe embalar. A partir dos 10 minutos, parecia que o time começaria a se entender em quadra. Dadá chutou de longe e Machado foi buscar no ângulo esquerdo. O arqueiro do Olímpico estava inspirado. Aos 13 minutos, a zaga, apertada por Caballero, chutou em cima do atacante e a bola voltou-se contra a meta roleta e ia no ângulo, mas Machado voou e fez impressionante defesa.

Os contra-ataques puxados pelo Olímpico levavam muito perigo, mas o Acidus estava bem melhor na partida e pressionava. Dadá novamente acertou o ângulo de Machado, que foi buscar mais uma vez, fazendo seu terceiro milagre no jogo. Aos 18 minutos, Martins recebeu de Dadá e chutou forte no canto direito. A pelota carimbou a trave.

O Acidus era absoluto no jogo, mas corria contra o tempo e um placar de 3 tentos contra; o Roletinha deixava o tempo passar, já que o mesmo estava em seu favor. Aos 20 minutos, Juba chutou de longe, rasteiro, no cantinho esquerdo de Machado, que não conseguiu alcançar. 3 x 1.

O Acidus partiu com tudo para cima, deixando incontáveis espaços para o Olímpico contra-atacar. Nitidamente cansados, os jogadores do Roletinha optaram por segurar os dois tentos de vantagem no placar até o apito final. Fim de match e 3 x 1 ao Olímpico. O Acidus tem pela frente o Ras; o Roletinha enfrentará o Mercenários.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA

Mercenários 4 x 3 Ras Time

MERCENÁRIOS ABRE 3, RELAXA, SOFRE PRESSÃO, MAS VENCE E SE MANTÉM LÍDER


Caveiras massacram no início e veem reação dos blues na etapa final não ser suficiente para o empate. Equipe mercenária segue líder do Grupo B

Por Eduardo Bernardi

O Mercenários permitiu uma reação do Ras no segundo tempo e quase deixou a vitória escapar no fim. Após um primeiro tempo perfeito, no qual abriu 3 x 0, o time de Marquinhos permitiu que o Ras crescesse no decorrer da partida. A saída precoce de Noal no segundo tempo, claramente atrapalhou o rendimento da equipe, que acabou ficando sem uma referência ofensiva; Pet comandou a reação do Ras, que demorou demais para acordar, mas demonstrou que tem forças para lutar por uma melhor posição na competição.

O Mercenários apostava em trocar passes e jogar com paciência nos minutos iniciais. O Ras, quando contra-atacava, levava um pouco mais de perigo do que a equipe mercenária. A qualidade dos jogadores dos caveiras fazia a diferença na criação das jogadas. Logo aos 5 minutos, Noal recebeu de Marquinhos na área, girou e bateu firme no canto esquerdo, marcando o primeiro gol da equipe. O Ras respondeu logo em seguida com Pet, que recebeu de Macaulin e chutou prensado com a marcação, que se antecipou muito bem ao lance.

Aos 7 minutos, o oportunismo de Noal fez novamente a diferença. No segundo lance de perigo do Mercenários no jogo, o camisa 99 recebeu na direita, limpou a marcação e chutou cruzado. A redonda ainda tocou na trave antes de entrar, 2x0; o Ras começou a crescer no jogo, já que o Mercenários estava diminuindo o ritmo. Kazu fazia uma partida espetacular, marcando e correndo muito. Aos 12 minutos, Pet cabeceou após cobrança de escanteio e a pelota raspou a trave.

O craque do jogo até então, Noal, acabou cometendo cinco faltas individuais, todas no ataque do Mercenários, e acabou sendo excluído do jogo aos 18 minutos do primeiro tempo. Os contra-ataques do time caveira começaram a levar mais perigo do que a pressão que o Ras tentava impor no jogo. Diego Gomes recebeu na área, cortou a marcação e chutou colocado no canto esquerdo, transformando o placar em goleada.

O Mercenários voltou para a segunda etapa ditando o ritmo da partida. Logo aos 2 minutos, Diego Gomes desperdiçou uma chance clara de gol, após bom passe de Guto. A partir dos 5 minutos, o Ras começou a dominar o jogo; o Mercenários recuou completamente e já não contra-atacava com tanta intensidade. Aos 8 minutos, Theo perdeu uma chance incrível de abrir o placar para a sua equipe, mandando para a fora, completamente livre dentro da área.

A pressão do Ras surtiu efeito aos 15 minutos. Pet recebeu em velocidade, driblou Allyson e tocou para o gol. Mesmo sofrendo o tento, o Mercenários segurou bem a empolgação do Ras e marcou o quarto aos 17 minutos. Tulio, após confusão na área, conseguiu chutar forte no canto esquerdo. No minuto seguinte, o Ras conseguiu cavar um pênalti, bem na linha esquerda da área. Pet cobrou forte no canto esquerdo e marcou seu segundo tento no jogo.

A pressão do Ras começou a ficar absoluta. Aos 22 minutos, Leon recebeu excelente lançamento de Cipó e teve que chutar três vezes para superar Allyson e colocar o Ras novamente na partida. Os minutos finais foram dramáticos. O Mercenários se segurava da maneira que dava e o Ras subia até com Cipó buscando o empate. Os contra-ataques criados pelo Mercenários eram todos desperdiçados. O capitão Kazu continuava fazendo uma partida espetacular tirando todas na defesa do Mercenários. A reação do Ras, por pouco, não causou um empate heroico no fim. Mas não havia tempo para mais nada e o time caveira continua isolado na ponta do Grupo B da Ouro. O Mercenários tem pela frente o Roleta Russa Olímpico; o Ras enfrenta o Acidus.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 5ª RODADA

Fiorella 3 x 2 Só Resenha

FIORELLA MARCA NO FINAL E DERRUBA SÓ RESENHA


Após permitir reação relâmpago do time verde e branco, Fiorella contou com falha do goleiro Roberto no fim para conseguir mais uma vitória

Por Eduardo Bernardi

O Fiorella conseguiu fazer o gol da vitória sobre o Só Resenha faltando 2 minutos para o apito final. A equipe chegou a permitir uma reação do time de Vitinho, que conseguiu empatar a partida em dois minutos. Os goleiros acabaram falhando em lances decisivos e se tornaram protagonistas de uma partida que teve um primeiro tempo fraquíssimo, mas uma segunda etapa mais do que emocionante. A ausência de Joelson no Só Resenha atrapalhou demais o rendimento da equipe, que não teve um pivô para centralizar as jogadas; o Fiorella soube aproveitar as chances de gol que teve, mas não demonstrou um futebol envolvente. A eficiência da equipe foi impressionante. O empate do Só Resenha no meio da segunda etapa deixou a partida com cara de virada, mas uma falha pode decidir um jogo, e foi o que aconteceu.

O Só Resenha começou a partida muito preso, deixando o Fiorella atacar. Logo aos 2 minutos, Gabriel Salvador carimbou a trave esquerda de Roberto. O toque de bola do time do ausente Tavano envolvia completamente a marcação do Só Resenha, que tentava de todas as maneiras surpreender em contra-ataques. Aos 6 minutos, Gabriel Salvador novamente arriscou de longe, dessa vez Roberto foi obrigado a mandar a redonda para escanteio.

O ritmo da partida era incrivelmente lento. Os times não chegaram a pressionar na primeira etapa. Parecia um amistoso. O Só Resenha era um pouco melhor, trocando passes com qualidade, mas sem objetividade. Os goleiros ficaram completamente gelados até o apito final do primeiro tempo.

As equipes voltaram para a segunda etapa completamente mudadas, atacando com mais consistência. Logo aos 3 minutos, Bocão recebeu na área e desviou no canto direito de Roberto para finalmente marcar o primeiro tento do jogo. No minuto seguinte, Gabriel Salvador tocou na saída de Roberto, que não fechou bem a meta, deixando passar o segundo gol do Fiorella. Foi o suficiente para o Só Resenha despertar de vez no jogo; o Fiorella recuou demais, deixando o Só adversário gostar da partida mesmo na adversidade.

O empate não demorou para vir. Aos 10 minutos, após cobrança de escanteio, Fabio desviou no canto esquerdo para diminuir o marcador. Dois minutos mais tarde, Vitinho arriscou de longe e Franklin não alcançou a redonda, que entrou no canto esquerdo. O empate relâmpago deu um gás a mais para o Só Resenha, que agora não deixava o Fiorella jogar.

O Fiorella só foi melhorar aos 18 minutos. Com os jogadores do Só Resenha visivelmente mais cansados, a equipe aproveitou para ensaiar uma nova pressão. As finalizações de longe pareciam ser a única arma do time de Isac, que não conseguia mais contra-atacar. Nos minutos finais só deu Fiorella, que havia prendido o adversário inteiro na defesa. Aos 23 minutos, Robson tentou a sorte do meio da quadra, e Roberto falhou feio, permitindo que o Fiorella novamente ficasse à frente no placar.

Não houve mais tempo para reagir e o Só Resenha acabou se complicando na tabela; o Fiorella manteve o bom aproveitamento no torneio. O Fiorella terá pela frente o Primatas; o Só Resenha enfrentará o Bacana.
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