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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

Mulekes 7 x 1 SNG

MULEKES SOBRA EM QUADRA E DETERMINA MAIS UM REVÉS AO SNG


Time de Leandrinho Caetano abusa do entrosamento e categoria para golear SNG, que ainda não mostrou futebol na temporada

Por Eduardo Bernardi

O Mulekes venceu o SNG demonstrando um entrosamento invejável e esbanjando categoria. Victor Calderón e Leco fizeram uma grande partida, sendo os maiores responsáveis pela goleada da equipe; o SNG ainda não conseguiu emplacar seu melhor futebol neste ano, sofrendo demais para criar suas jogadas, com erros bobos de passe e finalização. A equipe não esboçou reação em nenhum momento da partida, facilitando as coisas para o Mulekes, que deitou e rolou na marcação do SNG.

O Mulekes iniciou a partida marcando a saída de bola do time de Renê e controlando muito bem a posse de bola; o SNG não conseguia sair da defesa. A melhora da equipe ocorreu após os cinco minutos iniciais. O primeiro lance de perigo foi do Mulekes, com Rogerinho, que arriscou de longe. A redonda passou raspando o travessão de Papa Burguer. O SNG respondeu com Ronei, que chutou da entrada da área, obrigando Ricardo a defender em dois tempos.

A partir dos 10 minutos, ambas as equipes diminuíram o ritmo. A partida ficou muito morna, com uma leve superioridade do Mulekes, que tinha um pouco mais de posse de bola, concentrando a maioria de suas jogadas pelo meio, que estava completamente congestionado. Aos 15 minutos, Diego Orsi recebeu de Victor Calderón e foi derrubado na entrada da área, ocasionando em uma falta muito perigosa, que foi cobrada Pipo. Vitinho Laruccio, debaixo da trave, só teve que colocar o pé para inaugurar o placar.

O SNG não sentiu o gol e partiu para cima. A resposta não demorou para vir. Aos 17 minutos, Ronei recebeu em velocidade e, da entrada da área, emendou uma pancada, igualando o placar. O Mulekes continuou jogando melhor, levando mais perigo do que o rival. Aos 20 minutos, Victor Calderón, que estava fazendo uma grande partida até então, deu de letra quase da linha lateral da área para o meio, onde a bola encontrou Pipo, livre, para chutar e fazer 2 x 1. Golaço.

O nervosismo dos jogadores do SNG era nítido. A equipe errava demais na construção das jogadas. Os minutos finais da primeira etapa foram muito faltosos. A intensidade da partida havia crescido bastante, aumentando também a marcação cerrada. O primeiro tempo acabou com o Mulekes pressionando.

O SNG voltou para a segunda etapa com a marcação adiantada, tentando surpreender logo no início; o time de Gian marcava com eficiência e contra-atacava com perigo. Leco quase fez um golaço de calcanhar. A redonda passou raspando a trave direita de Papa-Burguer. Passados dois minutos, Leco novamente invadiu a área, recebeu passe longo e deu um leve toque de bico, contando ainda com uma raspada na trave para a bola entrar.

Aos 10 minutos, Gian recebeu na entrada da área e tocou na saída do goleiro. A marcação tentou tirar, mas acabou mandando para o fundo do gol, transformando o placar em goleada. Até então 4 x 1. O Mulekes estava absoluto na partida, não dando chances para o SNG, que não esboçava reação. Logo em seguida, Tejeda mandou a pelota na trave em boa jogada pela direita, quase descontando para tricampeão da Ouro.

O Mulekes só administrava o resultado. A equipe tocava bola de um lado para o outro, envolvendo completamente a marcação adversária. Aos 18 minutos, a única arma do SNG era finalizar de longa distância. Tejeda chutou de longe e obrigou Marcel a fazer uma excelente defesa no canto esquerdo. Aos 20 minutos, Diego Orsi recebeu de Gian, que cruzou da ponta esquerda, e tocou para o gol, marcando o quinto. No lance seguinte, Leco tocou para o meio e encontrou Victor Calderón, que só empurrou. Ainda deu tempo de Diego Orsi marcar o sétimo de cabeça, após cruzamento de Victor Calderón, e fechar a conta em impiedosos 7 x 1.

Pela quinta rodada o Mulekes tem pela frente o Arouca Juniors; o SNG enfrenta o My Balls tentando marcar seus primeiros pontos e sair da zona de rebaixamento.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

CAV 4 x 1 Di Primeira

CAV DOMINA DO INÍCIO AO FIM E GOLEIA DI PRIMEIRA


Excelente atuação da defesa caveira, somada à péssima atuação do Di Primeira e tarde inspirada de Jorge Henrique, culminou em goleada com autoridade

Por Eduardo Bernardi

O CAV venceu o Di Primeira com facilidade, demonstrando muita qualidade tanto ofensiva quanto defensivamente. A marcação da equipe anulou praticamente todos os lances de ataque do time de Simon, que deixou demais a desejar. Estreante Jorge Henrique, muito inspirado, só não fez mais gols porque a trave não deixou. Pelo lado do Di Primeira, André Luis tentou fazer a diferença, mas acabou parando na barreira criada por Bettoni e Jhonny. E a equipe ainda sofreu com vários desfalques, como os de Cris Ferreira e Jocélio.

O time vermelho iniciou a partida com um a menos, consequentemente, o CAV pressionou demais para fazer valer a vantagem numérica. Apesar dos espaços cedidos pelos jogadores do Di Primeira, o recurso mais utilizado pelo time caveira era finalizar de longa distância. O primeiro a acertar a meta do Di Primeira foi André Plec, que acertou uma bomba no canto esquerdo. O arqueiro não teve dificuldades para mandar para escanteio. Aos 6 minutos, o Di Primeira ficou com o time completo, mas quem continuou pressionando foi o CAV. Davi arrancou pela lateral esquerda e tocou na saída do goleiro, no canto direito, inaugurando o marcador.

O Di Primeira estava completamente travado em quadra. A equipe não conseguia sair jogando, devido à excelente marcação que o adversário exercia no ataque. Aos 10 minutos, Jorge Henrique recebeu na área e tocou com categoria no canto esquerdo, ampliando a vantagem. O que se via era apenas uma equipe jogando, ataque contra defesa. Dois minutos depois, Jorge Henrique carimbou o travessão. A partir daí, o CAV diminuiu o ritmo e começou a administrar a vantagem, demonstrando um certo cansaço devido à correria que imprimia ao jogo até então.

Galego só teve que trabalhar aos 18 minutos. Thiago Rodrigo bateu uma falta próxima da área e obrigou o arqueiro a mandar para escanteio. Nos minutos finais, o CAV novamente acelerou. Após cobrança de escanteio, Jhonny testou para o gol, marcando o terceiro do time de Roberto Solcia. Aos 24 minutos, Jorge Henrique quase marcou o quarto em um bom contra-ataque, mas a pelota carimbou a trave direita. De novo.

O Di Primeira voltou para a segunda etapa com uma postura totalmente diferente, partindo para cima; a marcação do CAV era impecável, não passava nada por Bettoni e Jhonny. Aos 5 minutos, Caio Fleischmann deixou a quadra sentindo fortes dores. O camisa 10 caveira, que ajudava a organizar o meio de quadra da equipe, voltou para o jogo sem maiores preocupações.

Apesar da inofensiva pressão do Di Primeira, o CAV conseguia sair para o jogo com muita qualidade. Aos 10 minutos, Jorge Henrique cobrou falta no ângulo, marcando um golaço. A partir daí, o Di Primeira deixou o rival preso na defesa, com seus jogadores correndo demais. Aos 15 minutos, André Luiz recebeu na entrada da área, girou e bateu forte no canto direito, diminuindo o placar para 4 x 1.

A reação do Di Primeira parou por aí. A qualidade do CAV fazia a diferença, até quando o treinador da equipe mudava praticamente todos os jogadores em quadra. Apesar de criar muitas jogadas, os jogadores do time caveira desperdiçavam demais suas jogadas. Caio Fleischmann perdeu a melhor oportunidade da equipe no segundo tempo, recebendo a bola livre, na entrada da área, e batendo forte, mas o mérito foi do arqueiro – que se antecipou muito bem e fez uma defesaça.

Os minutos finais foram mornos. O Di Primeira não buscava uma reação e o CAV apenas administrava a posse de bola, deixando o tempo passar até o apito final. O time de Davi tem pela frente o Jeremias, confronto válido pela quinta rodada; o Di Primeira enfrenta o Med Taubaté.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

My Balls 1 x 1 Fúria

MY BALLS ARRANCA EMPATE CONTRA O FÚRIA NO FIM


Estratégia do time de Fábio Caruzo deu certo até os minutos finais da partida, mas por pouco a equipe não saiu derrotada de quadra no último minuto

Por Eduardo Bernardi

My Balls e Fúria protagonizaram partida em que não houve mudança de postura das equipes no decorrer do jogo. Desde o início foi pressão do My Balls e contra-ataques do Fúria, que acabou sendo castigado com o empate nos minutos finais. A atuação de Ferrugem fez a diferença para o Fúria. O arqueiro praticou, pelo menos, três grandes defesas no jogo; pelo lado do My Balls, Daniel Soares muito lembrou Ortigoza em sua grande passagem pelo Palmeiras, infernizando a defesa do Fúria do início ao fim.

O My Balls começou atacando freneticamente, mas esbarrando em uma marcação impecável do Fúria, que se posicionava muito bem em quadra, encaixando bons contra-ataques e levando mais perigo do que o rival. Aos 4 minutos, Felipinho fez boa jogada pela direita e chutou cruzado, assustando pela primeira vez. Apesar de o Fúria levar mais perigo, o My Balls tinha total controle da posse de bola, ditando o ritmo da partida. A equipe levou perigo pela primeira vez com Fernando Oliveira, que cobrou falta com categoria. A pelota passou raspando a trave esquerda.

Aos 10 minutos, Adriano Motta chutou de longe, acertando a trave direita. Logo em seguida, novamente ele recebeu lançamento de Ferrugem e quase marcou um gol épico de bicicleta, carimbando a trave mais uma vez. A defesa do My Balls estava completamente perdida no jogo. Cada ataque do Fúria era um Deus nos acuda no momento de dar o bote. A equipe continuava com mais posse de bola, mas sem objetividade.

O My Balls só voltou a levar perigo aos 20 minutos, com Daniel Soares, que bateu de primeira, completamente livre, obrigando Ferrugem a fazer uma defesa incrível. Logo em seguida, Bruno Sobral chutou de chapa da entrada da área, Ferrugem só olhou a redonda carimbar a trave esquerda.

Os contra-ataques do Fúria continuavam levando muito perigo. Aos 22 minutos, em excelente contra-ataque, Fah tocou na esquerda para Thiago Motta, que chutou forte e inaugurou o placar. Mesmo com menos posse de bola, o Fúria conseguiu cumprir o que estava planejado desde o início da partida.

O time de Sucão voltou para a segunda com a mesma estratégia: marcação cerrada e contra-ataques em velocidade. O My Balls continuou pressionando muito. Logo aos 3 minutos, Daniel Soares recebeu na esquerda e tocou na saída do goleiro. A bola passou devagarinho raspando a trave direita. Aos 8 minutos, Kiko acertou o travessão de Ferrugem. Logo em seguida, Kiko chegou bem novamente e chutou cruzado da ponta direita, Ferrugem mandou para escanteio. A pressão do My Balls estava sufocando o Fúria, que não abria mão da estratégia de jogar fechado se defendendo.

A partir dos 10 minutos, a partida ficou morna. As equipes pareciam muito cansadas. O Fúria, completamente retrancado, saía bem pelas pontas, mas já não levava tanto perigo como antes. Parecia estar mais administrando o resultado do que tentando marcar o segundo gol. Os minutos finais ficaram eletrizantes com mais uma subida de intensidade dos jogadores do My Balls. Aos 21 minutos, Daniel Soares recebeu cruzamento da esquerda, a bola sobrou em seus pés, em cima da linha do gol, e só teve o trabalho empurrar, dando uma injeção de ânimo ao My Balls, que começou a buscar a virada a qualquer custo.

Ferrugem fez um milagre em mais um chute de Daniel Soares da ponta direita. O Fúria parecia não estar mais se aguentando em quadra. No minuto final, aconteceu o lance mais polêmico do jogo. Daniel Soares invadiu a área após bobeada da defesa e foi derrubado por trás pela marcação do Fúria. O árbitro não assinalou pênalti. Logo em seguida, no último lance da partida, Thiago Motta bateu falta de longe, a bola desviou na barreira e carimbou o travessão.

O apito final cessou a esfera eletrizante na qual se encontrava a partida, e o embate ficou no 1 x 1. O My Balls tem pela frente o combalido SNG; o Fúria enfrenta o líder Zenite.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

Med Taubaté 2 x 2 Zenite

ZENITE ARRANCA EMPATE COM MED


Atuação irreconhecível do Zenite quase culminou em uma derrota da equipe, que conseguiu buscar o empate nos minutos finais; trinca formada por Anibal, João Humberto e Javier foi muito bem, dando trabalho aos meninos celeste

Por Eduardo Bernardi

Med Taubaté e Zenite empataram em um bom jogo. Apesar de o Zenite não ter demonstrado o mesmo desempenho das últimas partidas, a equipe conseguiu acordar na metade do segundo tempo e correu atrás do prejuízo, quase virando o jogo; o Med jogou muito bem, principalmente no primeiro tempo. A atuação de Ballestero pode ser considerada o principal motivo para a equipe de Taubaté não ter vencido. O uruguaio Javier teve uma grande atuação, demonstrando presença de área e qualidade nas finalizações.

O Zenite começou a partida mais recuado do que de costume. Apesar de estar melhor em campo, a equipe não demonstrava a mesma qualidade dos jogos passados, dando gás para o Med crescer no decorrer da partida. Até os 5 minutos, a bola não saía do meio de quadra. O primeiro lance de perigo só veio aos 8 minutos, com Javier, que cabeceou forte no canto direito, obrigando Ballestero a fazer sua primeira grande defesa. Logo em seguida, Boca chutou da entrada da área e Ballestero interceptou no canto esquerdo, mandando para escanteio.

A partir dos 10 minutos, o Zenite reequilibrou; o Med já não pressionava tanto quanto nos minutos iniciais, mas, mesmo assim, era melhor no momento de criar jogadas. O Zenite de rodada anteriores não se encontrava em quadra. A equipe parecia não estar tão à vontade, demonstrando certo nervosismo. A melhora do time azul bebê só veio nos minutos finais do primeiro tempo, porém, as finalizações estavam muito aquém do ideal. Apesar de um ritmo mais acelerado, a partida não saiu do zero no primeiro tempo.

O Med voltou para a segunda etapa mandando no jogo. Anibal, Javier e João Humberto estavam com o fôlego redobrado. Aos 3 minutos, Javier invadiu a área e chutou no canto esquerdo. Ballestero, praticamente caído, conseguiu esticar a perna e defender em seu contrapé. Só dava Med. Parecia que o Zenite não havia voltado para a quadra após o intervalo. Aos 6 minutos, a estrela do uruguaio Javier finalmente brilhou. O camisa 9 aproveitou rebote da trave e empurrou para o gol, inaugurando o marcador.

O gol sofrido acordou o Zenite, que começou a buscar o ataque incessantemente. Negão fazia a ligação entre a defesa e o ataque de maneira eficiente. O empate não demorou para vir. Aos 11 minutos, após cobrança de falta ensaiada, P.O. recebeu debaixo da trave e só teve que desviar para marcar seu primeiro tento no jogo. Logo em seguida, Fê Rampazo, sumido até então, cortou dois marcadores, abriu para a direita e obrigou João a fazer sua primeira boa defesa no jogo.

Aos 13 minutos, Ballestero teve de voltar a trabalhar. Anibal fez boa jogada pela ponta esquerda e chutou forte. O arqueiro fez uma linda ponte e jogou a redonda para fora. A partida estava muito equilibrada. O Med não diminuiu o ritmo, o Zenite melhorava a cada minuto, até que um erro da defesa deixou Javier totalmente livre na ponta esquerda para cruzar para João Humberto apenas tocar para o gol, colocando o Med novamente na frente.

O gol deu uma esfriada nos ânimos dos jogadores do Zenite, mas a equipe não deixou de buscar o empate. Aos 20 minutos, P.O. contou com a sorte em cobrança de falta. A pelota desviou e enganou João, que ficou sem reação no lance.

Os minutos finais foram dramáticos. O Zenite buscava a virada a qualquer custo, e o Med mais se defendia do que atacava. O momento era propício para o Zenite, que não soube aproveitar as chances criadas devido à falta de precisão nos chutes. O empate acabou ficando de bom tamanho para ambas as equipes, que protagonizaram um jogão de bola.

O Zenite tem pela frente o Fúria e defende a liderança; o Med enfrenta o Di Primeira.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

Jeremias 2 x 4 Arouca Jrs.

AROUCA JRS. SE REENCONTRA COM A VITÓRIA DIANTE DO JEREMIAS


Equipe comandada por Nelsinho e Balãotelli demonstrou muita qualidade e não deu chances ao Jeremias, que vai despencando na tabela

Por Eduardo Bernardi

O Arouca Juniors venceu o Jeremias com propriedade. A equipe junior arouquense foi muito superior em boa parte da partida, e ainda contou com o talento de Balãotelli, que fez a diferença no ataque da equipe. O Jeremias não demonstrou nem metade do que pode render em quadra, ficando omisso boa parte do jogo.

O Arouquinha tinha quase que 100% da posse de bola nos minutos iniciais. Quando com a pelota, o Jeremias apostava em lançamentos, mas sem sucesso. A marcação do time de Quim estava muito bem postada em quadra. Logo aos 3 minutos, Nelsinho recebeu na direita e encontrou Arthur, completamente livre, que só teve o trabalho de tocar para o gol, inaugurando o placar da partida. O tento fez com que o Arouquinha diminuísse o ritmo, cedendo mais espaços para o Jeremias jogar.

O time de Alê Bim não levava perigo à meta de Brunno. Mesmo diminuindo o ritmo, o Arouquinha continuava sendo superior. Aos 10 minutos, Balãotelli acertou uma cabeçada digna de um verdadeiro centroavante e marcou um golaço, após cobrança de escanteio. O Jeremias respondeu e conseguiu diminuir com Tingão, que chutou de longe e contou com um desvio na marcação para enganar Brunno. O Jeremias quase empatou com Dunder, que recebeu na área, girou e obrigou Brunno a fazer uma grande defesa.

Mesmo buscando o empate, a equipe com o uniforme azul e branco não conseguia ficar mais com a bola do que o adversário, que jogava com muita inteligência, atacando pelas pontas, principalmente pela esquerda, com Heitor, que quase fez de longe. A pelota carimbou a trave direita. Nos minutos finais da primeira etapa só deu Arouca Jrs.. Aos 22 minutos, Orley recebeu frente a frente com o gol, ameaçou encher o pé, deixou o goleiro no chão e deu um toque a la Ronaldo Fenômeno por cima do goleiro, um golaço.

O Jeremias voltou muito melhor para o segundo tempo, mas o Arouquinha continuava marcando muito bem, anulando todas as tentativas de ataque do adversário, que investia em jogadas pelas laterais. O Arouca Jrs. nitidamente administrava o resultado, até os 12 minutos. Balãotelli ameaçou chutar da entrada da área, cortou toda a marcação e tocou para Arthur, completamente livre, apenas empurrar para o gol e fazer 4 x 1.

Faltava raça para o Jeremias, que parecia aceitar o resultado; o Arouquinha apenas deixava o tempo passar, marcando excelentemente bem. A equipe inteira se doava em quadra. O Jeremias cresceu a partir dos 15 minutos. A equipe levou uma injeção de ânimo e começou a pressionar. Aos 18 minutos, Preto recebeu em velocidade e chutou forte da entrada da área, marcando o segundo de sua equipe.

A volta de Nelsinho à quadra foi primordial para o Arouquinha segurar a pressão rival. O camisa 10 cadenciava o jogo com muita qualidade, não deixando sua equipe se deixar levar pelo embalo dos jogadores do Jeremias, que buscava o terceiro gol a qualquer custo. Tingão chutou de longe. A pelota entrou pela rede do lado de fora e enganou boa parte das pessoas que assistiam ao jogo. O árbitro viu e anulou o suposto gol que colocaria o Jeremias de volta na partida. O Arouquinha segurou a pressão até o fim e conquistou uma grande vitória.

Na próxima rodada o Arouca Juniors tem pela frente o Mulekes; o Jeremias enfrenta o CAV tentando sair da zona de rebaixamento.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Ras Time 1 x 2 Primatas

PRIMATAS VIRA SOBRE RAS E MANTÉM INVENCIBILIDADE


Após sair perdendo, time de Feco consegue reação com direito a gol de bicicleta e chega ao segundo lugar do grupo, empurrando o Ras Time para a zona de rebaixamento

Por Gabriel Manzini

Ras Time e Primatas entraram em campo sob um sol muito forte e calor intenso. O jogo teve dois tempos muito distintos. Após uma primeira etapa sonolenta e com poucas chances para ambos os lados, a segunda começou completamente distinta, com um ritmo muito bom. No final, quem se deu melhor foi o Primatas – que se mantém invicto no certame.

A partida teve início com duas oportunidades desperdiçadas pelo ataque do Ras Time: na primeira, Tchelo parou no goleiro Rodrigo; na segunda, foi a vez de Fernandes não passar pelo arqueiro. Fernandes, que passou a se destacar no primeiro tempo, comandava o meio de campo do Ras. Muito disputado pelas equipes, o jogo ficou truncado e com muitos erros individuais. O camisa 6 primata, Marcelinho, passou a se destacar mostrando muita raça na defesa e ajudando o resultado a permanecer no 0 x 0. Até que Pet chamou a responsabilidade para mexer no placar. Aos 16 minutos, o meia girou sobre a zaga e finalizou no cantinho, sem chances para o goleiro.

Pet tentou mais um arremate de longe, mas dessa vez Rodrigo espalmou para escanteio. Nos minutos finais da etapa primeira a partida ficou mais corrida. E o goleiro Cipó garantiu o resultado como pôde, em chutes de Rick e Tom. O Ras Time se fechou depois do gol e buscou os contragolpes.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro: Ras Time fechado no campo defensivo e Primatas com a posse de bola em busca do empate. E logo aos 2 minutos, Marcelo Gama disputou com a zaga e conseguiu levantar a bola na área. Rafinha, sozinho, não pensou duas vezes e virou uma bicicleta. Um golaço de empate do Primatas. Rafinha, depois da pintura, caiu desajeitado e precisou ser substituído.

Marcelo Gama, que não foi bem no primeiro tempo, destacou-se e foi decisivo para a reação de sua equipe. O atacante caiu muito bem pela ala esquerda, após corte no zagueiro, chutou com força e perigo ao gol de Cipó. Johnny, em resposta, perdeu uma chance cara a cara. Em seguida, Fernandes acertou a trave com uma bomba de pé direito. Em contra-ataque, Tchelo quase balançou as redes, e o Ras Time parecia estar muito próximo do segundo gol. Mas Rodrigo fechou o gol nas tentativas de Tchelo e Pet, assim como Cipó, quando testado por Litho. Até que aos 10 minutos, Marcelo Gama, pela esquerda, virou o jogo: 2 x 1 para o Primatas.

O sol não dava trégua aos atletas quando o Ras Time se mandou para o ataque tentando se recuperar. Tchelo e Fernandes chegaram com perigo, mas esbarraram no erro de finalização. Aos 17 minutos, Vika levou cartão azul e demonstrou toda irritação que o Ras estava com a arbitragem, porém, a pressão só aumentou pelo empate. Nos minutos finais o banco do Primatas pediu tempo técnico para segurar a importante vitória. Na volta, o Ras Time acertou a trave em dois lances. Na primeira, Iasi perdeu sem goleiro e, na segunda, após passe de peito de Pet, Tchelo carimbou a trave. Final de jogo com enorme pressão do Ras.

Após a vitória, o Primatas chegou à segunda colocação do Grupo B com 8 pontos conquistados, mantendo-se invicto. Já o Ras Time estagnou nos 3 pontos e amarga a penúltima colocação. O Primatas encara o Arouca na próxima rodada para manter a invencibilidade. Enquanto o Ras enfrenta o Mercenários em busca da recuperação.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Acidus 5 x 4 SPQSF

ACIDUS VIRA NA RAÇA E AFUNDA SPQSF NA LANTERNA


Time verde-limão consegue importante virada que o coloca bem na tabela, com 7 pontos; SPQSF segue sem conquistar pontos e caminha rumo ao descenso

Por Gabriel Manzini

A partida entre Se Perder Que Se Foda e Acidus foi de tirar o fôlego. Abrindo uma boa vantagem logo de início, o Que Se Foda, como é chamado por seus integrantes, fez um primeiro tempo exemplar, com toque de bola e forte marcação. Porém, o experiente Acidus não se abalou com o placar adverso e deu entrada na sua reação no finalzinho da primeira etapa, dando a entender que o segundo tempo prometia novas emoções.

O embate mal começara e o SPQSF surpreendeu seu rival com um gol relâmpago. Lê fez boa jogada pela esquerda e cruzou. Ricardinho tentou duas vezes. Na primeira, Urso defendeu, mas o atacante completou o próprio rebote para abrir o marcador. O Acidus assimilou o rápido golpe buscando o empate com Dadá e Alemão, que finalizaram pela linha de fundo. E foi Dadá quem fez Guto trabalhar pela primeira vez. Em chute de longe, o arqueiro teve que fazer uma grande intervenção.

Assim como no primeiro gol, os dois que participaram do lance foram Lê e Ricardinho. Lê caiu novamente pela esquerda e encheu o pé, Urso não conseguiu segurar e Ricardinho mostrou oportunismo para ampliar a 2 x 0. Com a vantagem, o SPQSF jogou de maneira inteligente, apenas esperando o adversário e saindo em contra-ataque. O Acidus, por sua vez, ficava mais com a posse de bola e insistia pelo lado esquerdo, com Martins e Caballero. Porém, quem esteve mais perto de marcar foi o Que Se Foda: Douglão obrigou Urso a se esticar todo para evitar o terceiro, enquanto Di Dicredo parou na trave.

E como no futebol, quem não faz, leva, aos 16 minutos, o Acidus diminuiu. Dadá cobrou escanteio na cabeça de Alemão, que testou com perfeição. Logo na sequência, o ataque do SPQSF queria continuar ligeiro para marcar gols, mas após a triangulação entre Di Dicredo, Lê e Rodi, o arremate foi para fora.

Nos minutos finais o jogo ficou truncado e com poucas chances. Caballero quase enganou Guto em bola por cobertura, mas o arqueiro se recuperou a tempo. E, no fechamento da primeira etapa, Caballero limpou a marcação e rolou no meio para Alemão, que perdeu uma oportunidade incrível de empatar.

O segundo tempo começou com muita velocidade. Caballero parou em Guto, assim como Lê em Urso, que defendeu a bomba do atacante com o rosto e precisou ser atendido. Após a paralisação, o zagueirão Juba disparou pela esquerda, fez 2 – 1 com Dadá e foi à linha de fundo. Ele cruzou e o goleirão acabou colocando para dentro. Tudo igual no placar.

A reação não parou e, antes dos 5 minutos, o Acidus virou. Parecendo replay do lance anterior, Louiz jogou na área e Dadá foi oportunista para marcar o terceiro. A velocidade era quem ritmava a partida; no lance seguinte o SPQSF empatou. Lê tocou para Di Dicredo, que fez ótimo pivô e finalizou com força para marcar um golaço.

Após o empate, o Que Se Foda melhorou novamente e perdeu grandes oportunidades de voltar à frente. Di Dicredo continuou se destacando no meio campo. Mostrando visão de jogo, encontrou Ricardinho livre, mas que não passou do goleiro Urso. O arqueiro salvou mais uma tentativa no chute rasteiro de Rafael Schwab. No contragolpe, Lói recebeu e saiu na cara do goleiro, mas foi legal e tocou para o lado, de onde Martins chegava tal qual um foguete para, no carrinho, empurrar às redes e fazer 4 x 3.

O SPQSF se mandou ao ataque de forma desajeitada e abriu a defesa. Em mais um contra-ataque, Martins chutou fraco e sem muita pretensão. Guto foi estranho na bola e acabou levando um frango. Mesmo assim o time não se abalou e prosseguiu no ataque. Di Dicredo chamou o jogo. Na primeira tentativa a bola foi para fora. Urso se machucou no lance após cair de mau jeito e precisou ser atendido por alguns minutos.

Mesmo no sacrifício, o camisa 1 continuou na partida. Aos 22 minutos, Di Dicredo chapelou o zagueiro e anotou um golaço. 5 x 4 e muita pressão no final pelo empate. Em último suspiro, Gustavo Fernandez arriscou, Urso espalmou, a bola tocou a trave e saiu. No escanteio, o SPQSF quase chegou ao empate – que não viria por falta de tempo. Fim de jogo com grande virada e muita raça do Acidus.

Com a vitória o time verde-limão subiu ao terceiro lugar, apenas dois pontos atrás do líder. Enquanto o SPQSF se manteve na lanterna sem nenhum ponto. Na próxima rodada o Acidus encara o Roleta Russa Olímpico, enquanto o SPQSF tenta a primeira vitória contra o forte Bacana.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Arouca 6 x 4 Roleta Russa Olímpico

POLÊMICAS E EXPULSÕES MARCAM VIRADA ESPETACULAR DO AROUCA


Com quatro gols em menos de 10 minutos, e muita polêmica com a arbitragem, Olímpico não conseguiu segurar vantagem sobre o Arouca e sai derrotado

Por Gabriel Manzini

A terceira partida do sábado foi, para quem gosta de jogo movimentado, um prato cheio. Com quatro gols relâmpagos do Olímpico, erros da arbitragem, revolta, expulsões e uma virada sensacional, Arouca e Roleta Olímpico protagonizaram a partida mais comentada da quarta rodada da Ouro.

De forma avassaladora, o time de Pina começou a partida impondo seu futebol e tendo aproveitamento quase perfeito nas finalizações. Renanzinho saiu de dois e dividiu com o goleiro Quintanilha. No contra-ataque, Catatau marcou um belo gol. Um minuto depois de abrir o placar, o Roletinha fez o segundo. Ritolê ajeitou de cabeça e Catatau marcou novamente.

O jogo era muito aberto e prometia muitos gols. Após Dhani arriscar de longe com perigo, Pina soltou uma bomba e marcou um golaço. 3 x 0 com seis minutos jogados. Foi a deixa para o Arouca pedir tempo técnico para arrumar a casa. Na volta, Dhani girou dentro da área e bateu no cantinho, para difícil defesa de Quintanilha. Depois, Ritolê recebeu um bom passe e finalizou com perfeição. 4 x 0 para o Olímpico com menos de 10 minutos.

Com a desvantagem, o Arouca foi com tudo para diminuir o prejuízo. Após tabela, Quintanilha rebateu para o meio da área, Dih cabeceou consciente, mas o arqueiro se recuperou e jogou para escanteio. Em seguida, o camisa 1 do Roletinha parou os ataques do rival, e contou com a sorte também. Vitão acertou a trave, enquanto Markinhos deixou Marcos Bohn em condições de estufar a rede, porém, não contava com Quintanilha. Aos 20 minutos, em cruzamento, Veloz furou o bloqueio e diminuiu para 4 x 1. Três minutos depois, em outra bola alçada na área, Dhani, livre de marcação, fez o segundo.

A melhora do Arouca no finalzinho obrigou o técnico Vadão a pedir tempo técnico. Mas não havia tempo para mais nada, e 4 x 2 no final do primeiro tempo. A segunda etapa começou com Mota arriscando de longe e obrigando Quintanilha a ceder o escanteio, o que resultou no terceiro gol de cabeça do Arouca. Em nova falha do sistema defensivo do Roletinha, Thiaguinho marcou 4 x 3.

Os jogadores do Olímpico pareciam não acreditar na vantagem ter ido embora e, no ataque, perderam chances com Kuba e Ritolê. Aos 7 minutos o empate veio: mais um escanteio, e mais um erro defensivo, com Renanzinho anotando 4 x 4. A incrível força de vontade do Arouca parecia ter abalado o Olímpico, que nas tentativas de Ritolê buscava a retomada do placar.

Mas foi em uma falta que o requinte de polêmica tomou conta do campo. O camisa 8 do Arouca, Marcos Bohn, levou amarelo por falta. E foi aí que os jogadores do Olímpico alertaram o árbitro de que seria o segundo cartão do atleta. Os jogadores do Olímpico alegavam que o jogador tomou cartão junto a Ritolê, ainda no primeiro tempo. No entanto, a arbitragem, confusa, se viu cercada de reclamações virulenta e a partida ficou paralisada quase 20 minutos, com o técnico Vadão, do Roleta, expulso, afirmando que tiraria o time de campo caso o referido jogador não fosse azulado. O fato é que a arbitragem deu o tal primeiro cartão ao camisa 9, Markinhos, e assim o camisa 8 seguiu em quadra.

No saldo da confusão, Ritolê tomou cartão azul por reclamação e xingamento, o mesmo valeu a Vadão, que saiu com o vermelho. Quando enfim voltou o futebol, o Roleta, que já vinha desesperado com a reação adversária, não teve como suportar a pressão e ruiu. Na primeira tentativa, a bola foi quente para Quintanilha, que não segurou; no rebote, Vitão chutou, o goleiro se recuperou e desviou para a trave. Incrível oportunidade desperdiçada pelo Arouca. Até que Markinhos rolou para o meio, para Thiaguinho, chutar e colocar o Arouca em vantagem.

O Roletinha, que já tinha sentido o gol dos 4 gols anteriores, dois minutos depois, levou mais um. Dih fechou a conta: 6 x 4 para o Arouca em virada espetacular.

O Arouca volta a respirar com a vitória e encara na próxima partida o Primatas. Enquanto o Roletinha parou nos 6 pontos, ficando na sexta colocação. E, na sequência, pega o Acidus, sem técnico no banco devido à suspensão de Vadão.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Mercenários 5 x 3 Só Resenha

MERCENÁRIOS VENCE RESENHA E ASSUME A PONTA


Comandando a partida desde o início, time de Marquinhos faz 5 x 3 no Só Resenha, chega aos 9 pontos e se isola na liderança do Grupo B

Por Gabriel Manzini

Mercenários e Só Resenha entraram em quadra para o quarto jogo do sábado. A quarta rodada do grupo B da Ouro reservou uma partida muito movimentada. Mesmo com o esforço do Só Resenha durante todo o jogo, o Mercenários conduziu sua vitória de maneira inteligente e tranquila, sempre à frente no marcador, e não deu chances de seu adversário surpreendê-lo.

O primeiro tempo começou com intensa participação do atacante Noal que, em menos de 5 minutos, já havia chutado três bolas ao gol de Roberto, que se virou como pôde. Em cobrança de falta, o artilheiro soltou o pé, o arqueiro tocou na bola antes de ela explodir no travessão. O Mercenários envolvia o rival facilmente no campo de ataque, e aos 5 minutos, Rodrigo limpou dois zagueiros e serviu Dezinho, que só teve o trabalhar de empurrar para as redes. O Mercenários seguia bem distribuído em campo e com o controle da partida, porém, em uma escapada pela esquerda, Isac empatou com um chute forte cruzado.

A alegria durou pouco. Na saída de jogo, Maciel fez com muita categoria 2 x 1 para o Mercenários. A jogada seguinte parecia replay do gol de empate: Isac escapou novamente pelo lado esquerdo e arrematou, mas dessa vez na trave. Aos 15 minutos, Maciel tentou a primeira em cima de Luis Gustavo, no rebote, ele mesmo anotou seu segundo no jogo, o terceiro do time.

Com 3 x 1 no placar, restou ao técnico Trovão pedir tempo técnico. A defesa do Mercenários estava bem postada em campo e seu adversário tentava diminuir jogando no pivô Joelson. Na primeira, Joelson rolou para Rafael parar em Allan. Na segunda, foi a vez de Isac servir Joelson, que acertou a zaga.

Em contra-ataque, Felipe Talharo encheu o pé, Roberto tocou na bola, que encontrou o travessão e sobrou no pé de Noal. O artilheiro não desperdiçou: 4 x 1 Mercenários. O atacante quase marcou mais um, se não fosse por Roberto, que salvou com o joelho. Nos minutos finais o Só Resenha continuava apostando em seu pivô. Joelson servia bem os companheiros, mas estes não aproveitavam suas jogadas.

No segundo tempo o Só Resenha voltou melhor distribuído e mais organizado. Depois de linda jogada de Joelson, Isac tirou o zagueiro, mas arrematou fora. Guto respondeu para o Mercenários em cabeceio muito perigoso. Melhor na etapa final, o Só Resenha abusava nos erros de finalização e não conseguia encostar no marcador. Joelson, em cobrança de falta, e Alain, em chute que desviou, assustaram o goleiro Allan, que vibrava a todo lance tirado por sua defesa.

A pressão do Só Resenha era enorme, Joelson quase diminuiu em escanteio. Fabrício fez a jogada e encontrou Fábio livre, que isolou. O sufoco fez com que o Mercenários pedisse tempo. Porém, na volta o gol saiu. Fabrício dividiu com Allan, a bola sobrou para Mateus disputar com o zagueiro e marcar.

Novamente não deu tempo de comemorar, pois Dezinho, na saída de jogo, ampliou para 5 x 2 a vantagem. Estourado nas faltas, Michel cometeu a oitava falta do Mercenários e cedeu o tiro livre direto para o Só Resenha. Na batida, Rafael tirou de Allan e fez 5 x 3.

Os cinco minutos finais foram de sufoco total, e a com a zaga do Mercenários tomando muito cuidado pra não cometer mais faltas. No entanto, o sistema defensivo foi bem, assim como Allan, e o time caveira garantiu os três pontos.

O Mercenários é líder do Grupo B com 9 pontos e enfrenta, pela quinta rodada, o Ras Time. Com a derrota, o Só Resenha para nos 6 pontos e está fora da zona de classificação, com o sétimo lugar. No sábado o time de Vitinho busca recuperação contra o Fiorella Brasil, em confronto direto.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Fiorella 2 x 3 Bacana

NO EMBALO DE RÔMULO, BACANA VIRA DE MODO SENSACIONAL


Equipe foi ao intervalo perdendo por dois tentos, mas volta e vira o jogo com show do capitão e camisa 11

Por Gabriel Manzini

No dia das viradas, a última partida do sábado não poderia ser diferente do restante da rodada. Bacana e Fiorella protagonizaram um duelo muito disputado, mas também com muitos erros. A equipe de Rogério Silva começou dominando a partida e tomou conta de todo o primeiro tempo, porém, os atletas não contavam com a incrível reação e melhora do rival atual vice-campeão, que correu muito para reverter o resultado negativo - na partida em que os camisas 11 brilharam para ambos os lados.

A partida começou corrida, mas com pouquíssimas chances de gol. A primeira oportunidade surgiu com Yanes, que chutou rasteiro para boa defesa de Franklin. Depois disso só houve outra finalização aos 4 minutos de jogo, porém, de grande importância, já que Gabriel fez um golaço para o Fiorella.

A reação do Bacana veio após uma bonita troca de passes, mas que teve conclusão sobre a meta. As chances eram intercaladas, e Rogério Silva encheu o pé para quase ampliar o marcador. Só não contava com o goleiro Guido bem colocado.

O Fiorella se manteve bem fechado no campo de defesa, o que obrigou o adversário a arriscar de longe. No entanto, sem muito sucesso. Aos 16 minutos, Edson Claro recebeu e esperou a passagem de Gabriel; ele rolou para o companheiro, que marcou o segundo dele e do time.

Depois de levar o gol, restou ao técnico Marcelão pedir tempo técnico, o que acarretou em uma pressão no adversário na volta da parada. Porém, o entusiasmo foi contido pelo Fiorella, que valorizou a posse de bola de maneira inteligente.

No final do primeiro tempo veio o lance polêmico do jogo. Após cobrança de lateral, o goleiro Franklin deu um leve desvio na bola, que acabou indo para a própria meta do arqueiro. Os jogadores do Bacana pediram o gol desesperadamente e foram atendidos por um dos árbitros, logo corrigido pelo colega, que deu o escanteio, conforme manda a regra.

Se na primeira o Fiorella tomou conta, os papéis se inverteram depois do intervalo. Apesar disso, a primeira grande chance foi do time de Tavano. Guido salvou na primeira tentativa e, no rebote, Gabriel Nenoci carimbou a trave. O Bacana tinha pressa e, aos 5 minutos, foi recompensado. Em um chute sem muita pretensão de Rômulo, a bola não tocou em ninguém e foi morrer no fundo das redes. O time de Caco cresceu com o gol, enquanto o Fiorella tentava não fraquejar e procurava acertar nos contragolpes.

O Bacana quase empatou, mas a bola parou na trave e no goleiro Franklin, em lances seguidos. Aos 14 minutos, Rômulo novamente apareceu para empatar. Em lateral, o camisa 11 cabeceou para o gol. Depois do empate, o tempo técnico do Fiorella foi pedido. O que não adiantou em nada. A equipe continuou perdida e Gabriel Nenoci era o único que levava perigo ao gol de Guido.

Faltando dois minutos para o final do jogo veio o castigo. De novo ele, Rômulo apareceu na área para fazer uma grande lambança pra cima da defesa do Fiorella e, incrivelmente, marcar o terceiro e reivindicar por música no Fantástico. O hat-trick do atacante chegou no momento certo e garantiu os 3 pontos aos bacanas.

A virada colocou o time na cola do Fiorella, com os mesmos 6 pontos ganhos. Com isso, subiu para a 5ª colocação do Grupo B, enquanto o time de Gabriel Nenoci está na 4ª colocação. Na próxima partida, o Bacana enfrenta o desesperado SPQSF, enquanto o Fiorella quer reagir diante do Só Resenha.
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