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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: 2ª RODADA

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA

CAV 2 x 1 SNG

CAV VENCE SNG E SE MANTÉM ENTRE OS LÍDERES


Mesmo tomando pressão no final do jogo, o atual campeão bateu seu rival principalmente devido à boa atuação no primeiro tempo

Por Renato Malaguti

Para quem esperava uma vitória relativamente tranquila por parte do CAV, foi surpreendido. O qualificado SNG buscou o resultado até os últimos momentos de jogo, a fim de um empate que, para muitos, seria o resultado mais justo. O atual campeão da Série Ouro jogou bem melhor o primeiro tempo, tomando conta do jogo. Entretanto, a segunda etapa foi bem mais equilibrada, com direito a pressão no finalzinho por parte do time de Biro.

Nos primeiros minutos de bola rolando, O CAV levou perigo com chute forte rasteiro, mas Papa Burger fez fácil defesa em dois tempos. O ataque do CAV não se limitava em atacar, também marcava muito bem a saída de bola do seu rival, dificultando a articulação de jogadas adversárias. Aos 5 minutos, Leo tocou para Renê, mas, rapidamente, Marcel chegou chutando e mandando a bola para fora. Renê levou as mãos à cabeça porque sabe que se tivesse virado, iria dar problemas a Gallego, criando a primeira oportunidade ofensiva do SNG.

Do outro lado, o CAV tinha mais facilidade na criação. Barata arriscou de longe um chute rasteiro que passou ao lado do arco, tirando tinta da trave. Logo em seguida, Bettoni também bateu de longe com perigo, mas a bola novamente foi ao lado do gol, mas, dessa vez próxima ao ângulo. A primeira chance real perigo do SNG veio com Tejeda em chute cruzado ao lado do gol. Nos primeiros dez minutos de jogo só deu CAV. A facilidade de criação, somada à pressão com a marcação na linha ofensiva, facilitava a vida do atual campeão. Por esse motivo, vendo certa dificuldade na partida, o SNG pediu tempo técnico.

Entretanto, na volta da pequena pausa, o ritmo de jogo continuou a favor do CAV, que criava as melhores chances. Aos 13 minutos, Vitinho Lessa recebeu já dentro da área e chutou forte, mas a bola acabou indo ao lado do arco. De tanto pressionar, merecidamente, o CAV conseguiu balançar as redes com bonito gol de Barata, que encobriu o goleiro com um ‘totozinho’, após bom passe de Teté.

Aproveitando a empolgação momentânea, o CAV conseguiu marcar o segundo logo em seguida, com André Plec, também com um leve toque por cima do arqueiro. Dessa vez a zaga do SNG quase conseguiu impedir o gol, mas acabou se embananando toda e não conseguiu afastar antes dela entrar.

Mesmo depois de marcar dois tentos, o CAV continuou indo pra cima. No primeiro lance pós-gol, Barata recebeu na área próximo à linha de fundo, driblou o goleiro e cruzou, mas ninguém apareceu para conferir. O SNG, que até então estava fazendo um papel passivo na partida, quase conseguiu diminuir em um contra-ataque em que Biro levou pelo lado direito e cruzou para Renê, que acabou perdendo. Do lado de fora, a torcida contra o CAV reclamou, dizendo que esse tipo de gol não poderia perder.

No primeiro tempo o CAV foi bem superior. O número de faltas também chamou a atenção, já que o CAV fez seis, mostrando também que um dos fatores dele ter dominado a etapa inicial do jogo foi a forte marcação. O SNG pouco conseguiu construir. Já na segunda etapa, o jogo ficou muito mais equilibrado. Ambas as equipes criaram boas oportunidades logo de cara. No primeiro lance, Renê fez bom trabalho de pivô, ninguém apareceu, então ele tentou de calcanhar, mas sem sucesso. O CAV, mostrando que continuaria atacando se seu rival deixasse, levou perigo com Cidrão, que chutou cruzado na esquerda, mas foi travado por Papa Burguer.

Depois desses lances, o SNG começou a gostar do jogo, indo para cima do CAV. Aos 5 minutos, Renê recebeu bom passe dentro da área, mas, de forma rápida, Gallego saiu bem do gol e tirou o perigo. Em seguida, Renê tentou duas vezes diminuir o placar, mas em ambas não conseguiu. Nas duas, ele acabou mandando a bola por cima do arco. Notava-se, no banco do CAV, que estava ocorrendo certo desentendimento entre o técnico Roberto e o meia/manager Caio, tanto que o técnico saiu de quadra revoltado, sendo motivo de críticas do experiente goleiro Gallego. Graças a essa pequena discussão e o entusiasmo do SNG, o CAV pediu tempo técnico.

Depois das orientações, o SNG não diminuiu e continuou indo para cima. Em bola sobrada, Felipe chutou rasteiro, mas Gallego salvou com as pernas. Em seguida, roubando a bola na parte ofensiva, Bettoni quase marcou o terceiro do CAV, mas foi parado por Papa. Aos 15 minutos, para botar fogo no jogo, o SNG conseguiu diminuir o placar para 2 x 1, com gol de Ronei, após cruzamento de Felipe.

Depois do gol, a equipe de Fabinho começou a pressionar ainda mais o CAV. De longe, Biro arriscou forte chute, mas a redonda acabou saindo por cima. Alguns minutos depois, o mesmo Ronei levou perigo com chute ao lado do arco. Nesses últimos minutos o SNG até tentou empatar, mas mesmo indo para cima com todas as forças não conseguiu marcar gol. A boa defesa do CAV segurou como pode o resultado até os últimos minutos.

Com essa vitória apertada, o CAV somou três importantes pontos na tabela e divide a liderança com o Zenite. Já o SNG, com a derrota, foi para a penúltima posição, sem pontuar em dois jogos. Na 3ª rodada, o CAV tem clássico contra o My Balls. Já o SNG busca sua primeira vitória contra o Med, que também não ganhou ainda nesse ano.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA

Ras Time 2 x 1 Só Resenha

RAS SUPERA RESENHA E CONQUISTA PRIMEIRA VITÓRIA DOURADA


Time de Macaulin sofre pressão no segundo tempo, mas a atuação de gala de Cipó e a raça da equipe conseguiram segurar o placar até o fim

Por Eduardo Bernardi

Após estreia desastrosa diante do Bacana, o Ras venceu o Só Resenha por 2 x 1 com muita dificuldade. A atuação de Cipó, que fez, pelo menos, quatros milagres, foi a principal responsável pela vitória da equipe, que jogou com raça do início ao fim. O Resenha jogou bem, mas acabou pecando em muitas finalizações decisivas. A equipe conseguiu atacar mais que o Ras no segundo tempo, porém, não teve o mesmo oportunismo.

O Resenha começou a partida buscando o ataque, com muito mais posse de bola nos primeiros cinco minutos. O primeiro lance de perigo veio aos 7 minutos. Joelson Serra, após cobrança de escanteio, cabeceou na trave direita de Cipó. O Ras demonstrava nervosismo no momento de sair jogando, já que a marcação forte do Resenha na saída de bola dificultava demais a criação de jogadas da equipe.

O Ras acordou no jogo aos 10 minutos. Rernanes, jogando na armação pelo meio, serviu Macaulin, que demorou para finalizar, chutando prensado pelo marcador. No lance seguinte, Dennys chutou bem da entrada da área, mas Roberto conseguiu mandar para escanteio sem maiores problemas.

Isac Ferreira dava muita velocidade às jogadas do Resenha, que tomou o controle do jogo novamente aos 15 minutos. Após rebote de Cipó, Joelson quase marcou novamente. A pelota carimbou o travessão. No lance seguinte, Vika respondeu para o Ras. O camisa 12 cabeceou na trave, após cobrança de escanteio.

Ambas as equipes conseguiam atacar sem dificuldade. A investida do Resenha era para chutes de longa distância. Fofão chutou forte, e Cipó fez uma defesa incrível no canto direito. O Ras chegou com perigo mais uma vez com Vika, que tabelou com Lucas Galvão e chutou em cima do goleiro. Aos 20 minutos, após falha horrível de Roberto na saída de bola, Pet tocou para Lucas Galvão, de frente para o gol, só ter o trabalho de empurrar e inaugurar o placar para o Ras Time.

O Resenha partiu completamente para cima, deixando muitos espaços na defesa, que foram bem aproveitados pelo Ras. Aos 23 minutos, Pet recebeu na linha de fundo e cruzou para Rernanes, nome do jogo até então, escorar no canto direito e ampliar a contagem. O Ras soube administrar bem o jogo, sendo premiado com dois lances de oportunismo; o Resenha jogava melhor, mas não conseguia transformar suas jogadas em gol. A trave estava sendo inimiga do time.

O Ras voltou para o segundo tempo mais recuado, não dando espaços para o Resenha contra-atacar; em compensação, o toque de bola do Resenha havia melhorado. Logo aos 5 minutos, Luis Henrique Santos recebeu na entrada da área e chutou forte no canto direito, sem chances para Cipó, diminuindo a diferença do Ras. No lance seguinte, Joelson perdeu uma chance inacreditável debaixo da trave.

A melhora do Resenha era nítida. A equipe estava com mais firmeza e vontade do que na primeira etapa. Aos 9 minutos, Isac Ferreira, após deixada de Joelson, chutou forte da entrada da área, mas Cipó fez outra defesa inacreditável, mandando para escanteio. O Ras só conseguiu reequilibrar a partida aos 10 minutos, mas não levava o menor perigo à meta de Roberto. Não demorou muito para o Resenha voltar a pressionar.

Aos 15 minutos, Cipó voltou a brilhar. Isac acertou uma porrada de longe, mas o arqueiro do Ras fez mais uma linda defesa. Parecia que a bola não entraria de maneira alguma na meta de Cipó. Os minutos finais foram de pressão total do Resenha, até que, aos 23 minutos, o Ras cometeu a oitava falta, ocasionando um tiro livre direto para o Resenha. Parecia que a equipe seria premiada pela insistência e vontade durante todo o primeiro tempo. Fofão foi para a cobrança e, mais uma vez, lá estava Cipó para espalmar a redonda para escanteio, confirmando a vitória suada do Ras, que segurou o Só Resenha até o apito final.

O Ras conquista sua primeira vitória na Ouro e tem pela frente o Roleta Olímpico na próxima rodada. Já o Só Resenha enfrentará o Arouca em jogo que promete ser muito disputado.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA

Fúria 3 x 2 Med Taubaté

EM JOGO EQUILIBRADO, FÚRIA VENCE APERTADO O MED


Em partida onde os goleiros foram os principais destaques, a experiência e a força falaram mais alto em favor da equipe de Sucão

Por Renato Malaguti

Na partida entre Fúria e Med Taubaté, era de se esperar um duelo muito equilibrado devido à alta competência dos dois times envolvidos. E foi exatamente isso que aconteceu. Em nenhum momento do jogo uma equipe se sobressaiu em relação à outra. A diferença máxima no placar foi de dois gols. O Med, mesmo sem a presença do uruguaio Javier, deu muito trabalho ao Fúria, principalmente com um dos atletas mais jovem do seu elenco, João Humberto, responsável pelos dois gols do time e pela maioria das jogadas ofensivas. Do outro lado, o Fúria contou com o qualificado Bruno Gladiador e Adriano Motta para garantir a vitória.

Mas se formos analisar num todo, foram os goleiros que roubarão a cena. Ambos fizeram uma ótima partida e foram essenciais para o resultado. Logo de cara, notava-se que o Med Taubaté não tinha um bom número de atletas. Somente um jogador compunha o banco de reservas. Já o Fúria possuía quatro jogadores reservas, fato favorável à equipe que contou com um gás a mais no final do jogo.

No comecinho, mostrando o equilíbrio de cara, os dois times criaram boa oportunidade e colocaram os dois goleirões para trabalhar. De um lado, Bruno Gladiador roubou a bola na parte ofensiva e rolou para Henrique, que chutou bem no canto esquerdo rasteiro, mas a muralha João Roberto salvou o Med de tomar o primeiro gol. Do outro lado, o Med também levou muito perigo com João Humberto que, após bom passe de Anibal, chutou sozinho dentro da área, mas Ferrugem salvou.

Aproveitando lance rápido de contra-ataque, o Med levou novamente perigo, e mais uma vez com João Humberto, que driblou um marcador, abriu para a direita e soltou o pé, mas Ferrugem fez mais uma boa defesa. Gostando do jogo, dois minutos depois, os ‘doutores de Taubaté’ criaram mais uma boa oportunidade com jogada ensaiada de falta onde Anibal chutou com perigo ao lado do gol. Todavia, comprovando a máxima do futebol de quem não faz toma, o Med sofreu o primeiro gol em lance de contra-ataque, em que o cruzamento encontrou André, que venceu João Roberto em chute à meia altura.

Depois de fazer o primeiro gol, o Fúria gostou da partida e foi para cima. Henrique, em chute quase caindo, conseguiu acertar o ângulo, mas o goleirão João Roberto fez mais uma ótima defesa, salvando sua equipe de tomar o segundo. Do outro lado, o Med também levou perigo, mostrando que, de maneira alguma, estava morto no jogo. Aproveitando bola sobrada, Flavio soltou o pé, mas Ferrugem fez ótima defesa. Notava-se que os dois goleiros estavam em uma tarde inspirada. De um lado, o grandalhão João Roberto já tinha feito alguns milagres, do outro, o vermelhinho Ferrugem não ficava para trás.

Entretanto, por melhor que um goleiro esteja no dia, o futebol – principalmente no society – é cruel para os arqueiros. Aos 17 minutos de bola rolando o Med conseguiu igualar o placar com João Humberto, que recebeu livre na área e só precisou empurrar. Ferrugem reclamou muito com a zaga, devido ao foto do jovem atacante ter ficado livre. Entretanto, poucos minutos depois, o Fúria conseguiu novamente ficar à frente no placar. Bruno Gladiador, camisa 11, conseguiu acertar bonito chute cruzado, impossibilitando qualquer chance de defesa de João Roberto.

Na segunda etapa, o Fúria dominou o jogo nos primeiros cinco minutos. Logo no primeiro lance, Sucão cobrou boa falta, mas João Roberto conseguiu espalmar, mandando a redonda para escanteio. Em seguida, Fah recebeu dentro da área, chutou forte e rasteiro e, mais uma vez, o arqueiro do Med impediu o terceiro gol do Fúria. Aos 5 minutos, Adriano Motta pegou muito bem na bola, de longe, e levou perigo contra o gol do Med. Dessa vez, João tirou a bola com os olhos.

De tanto pressionar o Fúria conseguiu aumentar o placar do jogo para 3 x 1. O autor do gol foi Adriano Motta, de cabeça, após bom cruzamento de Bruno Gladiador. Entretanto, sem dar muito tempo para o Fúria comemorar, o Med conseguiu diminuir o placar, mais uma vez com João Humberto. Agora, o atacante só precisou empurrar dentro da área após bom passe de Ricardo Boca. Depois do placar ter ficado mais encostado, a partida ficou mais pegada. O juizão gostava de deixar o jogo rolar, sendo chamado do lado de fora por “juiz europeu”.

Faltando 5 minutos para o apito final, Wagner puxou para esquerda e chutou forte cruzado, mas Ferrugem fez ótima defesa. Do outro lado, Adriano Motta, em lance de escanteio, pegou bem na bola, mas acabou mandando a redonda por cima do gol. No finalzinho, as equipes – principalmente o Med, pela falta de reservas – pareciam estar mais cansadas, com um ritmo freado. O apito final veio junto com a grande comemoração por parte do Fúria, que soube a importância da vitória contra um rival do nível do Med Taubaté.

Com esse resultado, o Fúria assume a quinta posição. Já o Med terminou a rodada na lanterna. No próximo sábado, o Fúria enfrenta o Mulekes, enquanto o Med pega o SNG, ambos a fim de buscar sua primeira vitória no semestre.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA

Acidus 3 x 3 Primatas

PRIMATAS MARCA NO FIM E ESCAPA DE DERROTA DIANTE DO ACIDUS


Apesar de ter maior domínio de bola e iniciativa de ataque, Primatas sofreu para arrancar empate contra velho freguês. Alemão, defendendo muito e com 2 gols, foi destaque do verde-limão; do outro lado, M. Junior fez golaço para decretar a igualdade

Por Eduardo Bernardi

Acidus e Primatas protagonizaram um dos melhores jogos da segunda rodada do Chuteira de Ouro. A partida foi eletrizante do começo ao fim. O Primatas tomou conta da partida por um bom tempo, mas acabou tomando a virada. O empate no finalzinho, em um gol épico de M. Junior, coroou a determinação dos jogadores do Primatas durante todo o jogo. O Acidus, que vencia até segundos finais do apito final do árbitro, saiu satisfeito com o resultado – uma vez que realiza boa campanha neste início da Série Ouro.

Quem começou no ataque foram os ‘macacos’. Logo no primeiro lance do jogo, Ale finalizou de longe, obrigando Urso a fazer sua primeira defesa no jogo. Aos 5 minutos, Marcelo Gama fez uma linda jogada pela direita, abriu para o meio e encheu a bomba no meio do gol para inaugurar o marcador para o Primatas. O Acidus só começou a buscar o ataque a partir do gol sofrido, mas deixando muitos espaços na defesa. Gus quase ampliou para o Primatas em boa jogada na área, interceptada mais uma vez por Urso.

O Acidus melhorou bastante a partir dos 10 minutos. Dadá contou com a sorte e conseguiu empatar a partida. O camisa 20 chutou de longe e foi ajudado com um leve desvio na marcação para enganar o arqueiro.

A partir daí, a partida começou a ficar mais truncada, com entradas mais duras de ambos os lados e muita pressão, especialmente símia, para o arbitragem amarelar seus adversários. O Primatas retomou o domínio da partida aos 15 minutos. Marcelo Gama continuava sendo a principal arma da equipe nos lances ofensivos, quase marcando novamente, se não fosse mais uma grande defesa de Urso.

A maioria das jogadas não chegava perto das áreas. As marcações de ambas as equipes estavam muito duras, era difícil ver algum espaço para a criação de jogadas com mais calma. O Primatas continuava sendo mais efetivo no jogo, mas parava na forte marcação tripla acidiana, com Alemão, em grande fase, Lói e Juba. Caballero, isolado no ataque, era presa fácil ao sistema defensivo primata, de grande força física.

Aos 20 minutos, Caballero entrou com um pouco mais de força em Rodrigo quando este saiu do gol para afastar uma bola. Foi a deixa para o time todo do Primatas reclamar e quase gerar uma confusão. O 10 ácido saiu amarelado e os ânimos se acalmaram provisoriamente. Na volta, Marcelo Gama perdeu um gol inacreditável na cara do gol, isolando completamente.

O segundo tempo começou muito mais tranquilo do que o primeiro. O Primatas continuava com mais posse de bola, mas não tinha mais a mesma facilidade para finalizar. Rafinha conseguiu fazer boa jogada e, por pouco, não fez o segundo do Primatas. Urso fez grande defesa no canto esquerdo. A partir dos 5 minutos o Primatas voltou a pressionar mais. M. Junior, da ponta esquerda, chutou cruzado e quase fez. A bola passou raspando a trave direita.

Aos 8 minutos, Marcelo Gama recebeu na direita, a defesa tirou, mas mal, e a bola voltou ao jogador, que chutou forte no meio do gol, colocando o Primatas na frente do placar novamente. O jogador vibrou muito. Com a vitória parcial, o time de Gui Fenômeno continuava com o jogo na mão. O Acidus mais se defendia e pouco matinha a bola no campo ofensivo. Isso porque o último passe, que geralmente vinha da defesa, não funcionava. Dadá e cia. não conseguiam acionar com qualidade Caballero, que sofria encaixotado pelos zagueiros.

O clima da partida, também pela rivalidade, era muito tenso. Aos 15 minutos o Primatas começou a diminuir o ritmo, dando mais espaço para o Acidus crescer no jogo. O time verde-limão adiantou a marcação e começou a melhorar muito. Com espaços, a defesa do Acidus subiu. Foi assim que, aos 20 minutos, Alemão arrancou do meio da quadra, foi avançando sem ser importunado e chutou rasteiro no canto esquerdo de Rodrigo, deixando tudo igual em 2 x 2, mostrando que o Acidus ainda estava vivo no jogo.

Dois minutos mais tarde aconteceu o que ninguém esperava. Alemão recebeu cruzamento na área, tocou de cabeça e, após confusão com o goleiro, conseguiu dar um toquinho para o fundo do gol, virando a partida para o Acidus.

Com poucos minutos, o Primatas se lançou inteiro para o ataque em busca do prejuízo. A equipe, que havia dominado praticamente o jogo inteiro, estava agora buscando o gol que impediria a derrota. Marcelo Gama cabeceou na trave após cobrança de escanteio. Tudo caminhava para uma vitória heroica do Acidus, até que M. Junior, no último minuto, recebeu na esquerda e, do meio da quadra, colocou a bola no ângulo esquerdo de Urso, marcando um golaço e decretando o empate final em 3 x 3. Um gol incrível para uma partida incrível.

Com 4 pontos, as duas equipes dividem a liderança do Grupo B. Pela 3ª rodada, o Acidus tem pela frente o Mercenários e tentará se manter entre os primeiros colocados do seu grupo. Já o Primatas enfrentará o poderoso Bacana.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA

Mercenários 7 x 3 SPQSF

MERCENÁRIOS ATROPELA SPQSF E TEM ESTREIA PERFEITA NA OURO


Equipe não havia jogado na primeira rodada e iniciava sua jornada na nova divisão, mas, sem se intimidar, despachou o SPQSF; ataque mercenário, comandado por Noal, foi mortal e decisivo para o triunfo

Por Eduardo Bernardi

O Mercenários despachou o SPQSF por 7 x 3. A atuação da equipe mercenária na segunda etapa foi perfeita, não dando chances para o time de Marinho, que não conseguiu mostrar tudo que sabe nessa partida – deixando muito a desejar defensivamente. O embate foi muito corrido devido aos espaços deixados pelo Que Se Foda, favorecendo o talento individual de Noal, que deitou e rolou na marcação do adversário.

Quem começou com a bola foi o Mercenários, mas o primeiro lance de ataque foi do SPQSF, com Di Dicredo. Ele recebeu na cara do gol e chutou fraco, facilitando a defesa de Alan com o pé. No lance seguinte foi a vez de Jajá assustar, chutando forte da entrada da área. Alan pegou novamente com o pé. O Mercenários estava recuado demais, explorando pouco os espaços deixados pelo S.P.Q.S.F.

Aos 8 minutos, o Mercenários conseguiu uma falta muito perigosa, rente à linha da área. Noal bateu firme e o goleirão Serafim, goleiro menos vazado do torneio passado, aceitou. O gol fez com que o Mercenários melhorasse consideravelmente no jogo; o SPQSF tentava pressionar, mas não conseguia frear a empolgação mercenária. Tulio quase fez o segundo chutando da entrada da área, mas a bola foi pela linha de fundo, rente à trave.

O Mercenários foi levando a partida da maneira que dava, não atacava muito mas defendia com muita eficiência; o SPQSF não conseguia consolidar uma pressão, muito menos assustar Alan. Os chutes de longa distância não estavam muito precisos. Aos 18 minutos, Rogério surpreendeu a todos chutando do outro lado da quadra. O arqueiro aceitou a pancada, culminando em um golaço do Mercenários.

O segundo gol do Mercenários deixou o Que Se Foda ainda mais ansioso no momento de criar as jogadas, mas, mesmo assim, conseguia ser bem superior ao time de Bolito nos minutos finais da primeira etapa. Lê cabeceou na trave após cobrança de escanteio. No lance seguinte, Meneguelo bateu falta e contou com um desvio na marcação do Mercenários para a bola entrar. O primeiro tempo terminou com o S.P.Q.S.F empurrando o adversário cada vez mais pra defesa e o placar em 2 x 1.

A equipe de Portuga voltou para a segunda etapa com a mesma postura do final do primeiro. Logo aos 5 minutos, Di Dicredo recebeu na direita e chutou cruzado para empatar em 2 x 2. Porém, a partir daí só deu Mercenários. A equipe parecia que tinha acordado após sofrer o empate. Aos 10 minutos, Tulio aproveitou sobra na entrada da área e encheu o pé no meio do gol. A bola ainda bateu na trave antes de entrar.

A partir dos 15 minutos o SPQSF começou a atacar com praticamente todos os jogadores, deixando muitos espaços para os contra golpes. Não demorou muito para os atacantes da equipe mercenária tomarem conta do jogo. Diego Gomes recebeu de Rodrigo e só teve o trabalho de empurrar a redonda no canto esquerdo e ampliar o placar para 4 x 2.

O SPQSF ainda esboçou uma reação com Meneguelo, que, após cobrança de escanteio, deu um empurrãozinho de leve para o fundo do gol, dando esperanças para sua equipe. O Mercenários terminou logo com as chances adversárias. Aos 18 minutos, Diego Gomes aproveitou rebote do goleiro e chutou forte no canto esquerdo, a bola novamente bateu na trave antes de entrar.

Noal voltou para o jogo e completou sua missão em quadra. O camisa 20 recebeu no ataque, se atrapalhou inteiro com a bola, mas, mesmo assim, conseguiu driblar três marcadores, dando uma caneta no último e chutando forte no canto direito. No último minuto de jogo, Noal novamente recebeu na esquerda, driblou mais uma vez três marcadores e tocou no canto direito, fazendo mais um golaço, colocando no placar final um 7 x 3 ao Mercenários. Foi a estreia do time na Ouro, que terá pela frente o Acidus. Enquanto isso o SPQSF enfrentará o Fiorella tentando sair das últimas posições.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA

Mulekes 2 x 3 Di Primeira

DI PRIMEIRA SURPREENDE E VENCE MULEKES DE VIRADA


Time do agora técnico Simon vira o jogo com três gols relâmpagos no começo do segundo tempo e segura o resultado até o final. Mulekes paga o preço por tantos gols perdidos no 1º tempo

Por Renato Malaguti

Para quem contava com fácil vitória do Mulekes em cima do Di Primeira, ficou de boca aberta. O jovem elenco do Mulekes deixou a desejar, perdeu vários gols (principalmente no primeiro tempo) e acabou perdendo de virada para o Di Primeira. Devido à melhor qualidade individual de seus jogadores, a equipe menosprezou a experiência do seu rival e acabou levando a pior. Quem assistiu ao jogo do lado de fora não conseguiu acreditar na quantidade de gols perdidos por parte da mulekada. Por outro lado, foi bonito de se ver a raça do Di Primeira, que mostrou ser um time guerreiro, que luta até o final.

Logo no primeiro lance de jogo, o Mulekes conseguiu balançar a rede, pensando que teria uma fácil missão pela frente. Rogerinho pegou bem na bola e acertou um chute cruzado. Após o gol – e durante quase todo o primeiro tempo – o Mulekes tomou conta do jogo, enquanto o Di Primeira só via o seu rival jogar. Aos 5 minutos, Vitinho arriscou de longe e contou com desvio que quase matou o goleirão Cadu. Poucos minutos depois, Leco recebeu pela esquerda e chutou cruzado, obrigando Cadu a fazer uma boa defesa, evitando o segundo do Mulekes.

Era evidente o quanto o time de Leandrinho Caetano tinha o controle do jogo em mãos. Gian, destaque individual da equipe, fez bonito drible giratório, abriu para bater de longe e levou perigo aos 12 minutos do primeiro tempo. Em seguida, o também qualificado Renan Garcia quase fez em lance bem articulado, mas acabou mandando por cima do gol. Somente aos 15 minutos o Di Primeira criou sua primeira oportunidade. Dri Ferreira, jogador que dava mais raça e era referência no ataque, recebeu a bola na frente, mas acabou chutando para fora. Depois disso, sem deixar seu rival começar a tomar gosto pelo jogo, o Mulekes continuou indo para cima. Mais uma vez Gian levou perigo. Após bom passe de Diego Orsi, ele chutou no canto rasteiro, mas Cadu fez boa defesa.

Vendo que o Mulekes estava controlando o jogo, o Di Primeira decidiu pedir tempo técnico faltando pouco mais de cinco minutos para o término da primeira etapa. Na volta, a partida ficou mais equilibrada. De um lado, o Mulekes criou boa chance com Renan Garcia, que tabelou com Vitor Faria, mas, mais uma vez, o goleiro Cadu conseguiu fazer boa defesa, impedindo o segundo gol do Mulekes. Do outro lado, em jogada ensaiada de falta, mostrando experiência, o Di Primeira quebrou a barreira rival e acertou a bola no travessão, com forte chute de André Paes.

Faltando cinco para o término parcial, cada time perdeu uma chance de gol. Primeiramente, o Mulekes, com Diego Orsi, que roubou a bola no ataque, mas na hora do bate chutou para fora. E, depois, com Célio, do Di Primeira, que cara a cara com Ricardo Andrade, bateu para fora. Em lance de contra-ataque do Di Primeira, Pedro Henrique conseguiu salvar em cima da linha antes de a bola entrar.

No último lance, finalmente o segundo gol veio à tona e a favor do Mulekes, que tinha criado mais oportunidades. Com bom chute que acertou próximo ao ângulo esquerdo, Renan Garcia fechou o primeiro tempo em 2 x 0. Faltou eficiência da parte do Mulekes na primeira etapa. O time poderia ter saído com um resultado parcial muito maior do que esse. Já o Di Primeira só conseguiu acordar próximo ao final, mas o segundo tempo ainda prometia.

Logo no começo, o Di Primeira conseguiu diminuir com André, em chute quase caindo. A bola ainda bateu na trave antes de entrar. Tomando gosto pelo jogo, depois de diminuir, o Di Primeira foi para cima. Em lance de escanteio, a bola bateu na trave e, no rebote, André Paes chutou forte, mas Alemão faz ótima defesa. Aproveitando a boa fase e surpreendendo a todos, o Di Primeira conseguiu empatar com Dri Ferreira, que aproveitou rebote de forma oportuna. Em seguida, em chute forte de fora da área, Cris virou para o Di Primeira, levando a torcida do time à loucura.

Depois da virada, o jogo ficou mais pegado e o Mulekes parecia ter acordado devido ao choque dos três gols relâmpagos. Em contra-ataque rápido iniciado com Gian, após troca de passes, a bola sobrou para Rogerinho, que soltou o pé, mas Cadu fez boa defesa. Em seguida, novamente em contra golpe, o Mulekes levou perigo com tabela de Leco e Rafinha Souza que terminou em chute de Leco ao lado esquerdo do gol. Aos 20 minutos, Renan Garcia acertou a trave.

Depois de ter tomada a virada relâmpago, o Mulekes ficou inconformado e foi para a cima do Di Primeira com todas as forças, mas o gol insistia em não sair. No último lance da partida, pressionando muito seu rival, o time acertou a trave com Vitinho. Mas, mesmo com toda essa pressão final, o jogo acabou em 3 x 2 para o Di Primeira. Do lado de fora, a torcida a favor do Mulekes falava que não era possível. Talvez se o jovem time tivesse aproveitado melhor as chances do primeiro tempo o jogo teria tomado outras proporções.

Com a virada, o Di Primeira ocupa a sexta posição no Grupo A do Chuteira de Ouro. Já o Mulekes fica em quarto. No próximo fim de semana, o Mulekes pega o Fúria, que vem de vitória em cima do Med. Enquanto o Di Primeira enfrenta o Jeremias, que vem de derrota para o atual primeiro colocado, Zenite.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA

Zenite 8 x 4 Jeremias

ZENITE ANIQUILA JEREMIAS E LIDERA GRUPO A


Fê Rampazo dá show de bola, faz cinco gols e ajuda o Zica a golear rival; no dia seguinte, equipe repôs jogo atrasado e venceu, tornando-se líder da chave ao lado do CAV

Por Renato Malaguti

O jogo entre Zenite e Jeremias foi marcado principalmente pelo qualificado poder ofensivo do ‘Zica’ somado à estrela da partida, o atacante Fê Rampazo. Em noite inspirada, o camisa 7 do Zenite fez cinco gols, sendo quatro deles no primeiro tempo, desanimando um pouco o Jeremias logo de cara. Do outro lado, João Victor também fez boa partida, mas não o suficiente para colocar o jovem elenco estreante de Série Ouro em maus lençóis. No começo, o jogo até teve um empate. Entretanto, depois disso, o Zenite dominou a partida por completo, sempre ficando em vantagem numérica no placar.

O primeiro lance de perigo veio aos 4 minutos, e foi nele que a rede foi balançada pela primeira vez. Após cruzamento de Wiler, Fê Rampazo fez o primeiro dele, livre de marcação. O Jeremias, sabendo do poder encontrado no ataque rival – que foi vice-campeão da VIII Série Prata –, decidiu ir para cima e levou perigo com chute de Dunder, que acertou o canto esquerdo. Mas, bem posicionado, Léo Ballestero fez sua primeira boa defesa no jogo.

Logo em seguida, continuando na pressão, o Jeremias chegou ao empate com Dunder, que, dentro da área, ainda conseguiu dominar e chutar forte. “Deu tempo dele dominar, pensar e chutar”, afirmou um torcedor inconformado com o vacilo da zaga do Zenite. Entretanto, sem deixar o Jeremias comemorar, o Zenite voltou à frente no placar logo em seguida, e de novo com a estrela do jogo, Fê Rampazo, em forte chute de primeira com a bola pingando.

O Jeremias não se abalou de ter tomado o segundo gol após ter empatado e continuou indo para cima, assim como fez após ter tomado o primeiro. Entretanto, o goleirão Léo Ballestero conseguiu fazer a diferença nessa parte do jogo. Em cobrança de falta próxima à área, Thiago Bim soltou o pé no mesmo canto que Léo estava, e, no puro reflexo, o arqueiro espalmou para escanteio.

Do outro lado, contando um pouco com a sorte, o Zenite fez o 3 x 1. Fê Rampazo cruzou bem, a bola ia para Negão que muito provavelmente concluiria a gol, mas no meio do caminho Tingão, do Jeremias, desviou contra o patrimônio e anotou contra. Todavia, o gol foi concedido ao atacante celestial, que já é disparado o artilheiro da Série Ouro.

Empolgado e a todo vapor, o ex-Zica foi para cima e conseguiu o quarto, aos 13 minutos. O autor nem é preciso dizer: sim, ele mesmo, que recebeu já dentro da área e chutou bem, tirando do goleiro. 4 x 1 em favor de Rampazo...

O Zenite, mesmo em vantagem no placar, sempre tentava ir para cima do rival. O Jeremias até tentava construir uma jogada ou outra para diminuir o placar, mas não tinha eficiência. Em pequeno desentendimento – Renato Silva havia sofrido falta e, na continuação do lance, Guga, capitão do Zenite, chutou a bola nele, ainda no chão – saíram amarelados os dois, dando espaços aos times. O Jeremias aproveitou oportunidade em cobrança de falta com João Vitor e marcou o segundo.

Na segunda etapa, logo de cara, o Zenite conseguiu marcar o quinto, mostrando que implantaria o mesmo ritmo de jogo apresentado no primeiro tempo. Dessa vez, o autor foi Andrey Coutinho, que aproveitou bola mal afastada e soltou o pé no ângulo esquerdo. Do outro lado, mesmo tomando o gol rápido, o Jeremias tentou marcar com Murilo, mas em chute cruzado ele mandou a bola ao lado do gol.

Nos primeiros dez minutos do segundo tempo o jogo ficou truncado, com mais faltas e menos criação. Renato Silva, do Jeremias, que já tinha tomado cartão amarelo por desentendimento, acabou levando o cartão azul devido a falta clara que fez. Mostrando mais uma vez que estava em tarde inspirada, Fê Rampazo recebeu bom toque pela esquerda e chutou cruzado para marcar seu quinto gol, e o sexto do Zenite. Em seguida, aproveitando falha de marcação, Bob Fenômeno recebeu dentro da área, driblou o goleiro e fez o sétimo. Virou goleada das grandes.

O Jeremias pediu tempo técnico para esfriar os ânimos. Na volta, até chegaram a anotar o terceiro, em forte chute de Dunder em cobrança de falta. Léo Ballestero nem viu a cor da bola. Entretanto, sempre indo para cima, caracterizando-se pela ofensividade, o Zenite mostrou que ali era ele quem mandava. Dessa vez foi Negão (segundo melhor jogador do Zenite na partida) quem deixou sua marca. Ele aproveitou uma bola pingada e soltou o pé. O goleiro até tocou na bola, mas devido à potência do chute a redonda acabou entrando.

No finalzinho, ainda houve tempo do Jeremias fazer o quarto tento, com Darx, em chute cruzado e rasteiro, mas o jogo já estava decidido e acabou em 8 x 4 em favor dos estreantes de divisão.

Com a vitória, somado ao triunfo do dia seguinte ante o Di Primeira em partida adiada da primeira rodada, o Zenite é o líder do Grupo A ao lado do CAV, enquanto o Jeremias ficou em sétimo. Na próxima rodada, o Jeremias pega o Di Primeira em busca da redenção. Já o Super-Zenite duela contra o Arouca Jrs., terceiro colocado.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 2ª RODADA

Arouca 2 x 2 Bacana

AROUCA ATACA MAIS, MAS NÃO CONSEGUE PASSAR PELO BACANA


Time do ausente Marcelão conseguiu aproveitar as poucas chances que teve e fez dois gols, além de contar com boa atuação de Guido; Arouca desperdiça muitas jogadas e acaba tendo de buscar o empate no fim

Por Eduardo Bernardi

Bacana e Arouca ficaram no empate no duelo mais difícil, duro e disputado do Grupo B da Ouro. Apesar de o Arouca ter sido melhor na maior parte do jogo, o Bacana soube aproveitar as poucas chances criadas, forçando o adversário a correr atrás do placar até o finalzinho do jogo. A atuação do goleiro Guido contribuiu, e muito, para o Arouca não ter saído com os 3 pontos.

O Bacana começou no ataque, pressionando demais na saída de bola do Arouca, o que dificultava a construção das jogadas da equipe tricolor. Nos primeiros 5 minutos o time de Yanes foi absoluto, mas não conseguia finalizar com precisão. Já o Arouca não conseguia passar do meio de quadra. A equipe estava totalmente dominada e envolvida pelo estilo de jogo do Bacana. Aos 10 minutos, a pressão surtiu efeito. Kiwi recebeu na área e chutou forte no canto esquerdo, inaugurando o marcador.

O Arouca começou a sair mais para o jogo após o gol sofrido. Mota chutou da ponta direita, obrigando Guido a fazer uma grande defesa. A esta altura o Arouca já construía jogadas, especialmente a partir do toque de bola de trás, onde estavam Thiaguinho e Marquinhos. Assim, o time do “chinelinho” Galizé chegou bem de novo aos 15 minutos, quando Renanzinho recebeu livre na área e acertou a trave esquerda de Guido.

Nos minutos finais da primeira etapa, quem mandou foi o Arouca, empurrando cada vez mais o Bacana para a defesa. Dih chutou a bola para o meio da área e contou com a sorte. A bola desviou na trajetória e entrou no canto esquerdo. Era o empate.

O empate ligou o Bacana, que começou a entrar com mais intensidade nas jogadas, gerando muita reclamação da parte arouquense, à qual revidava com mais reclamação. Era visível o nervosismo nos jogadores do Bacana, e isso contribuiu para o time não ficar com a bola nos pés, deixando ao adversário o domínio das iniciativas ofensivas até o apito final da primeira etapa.

O Arouca voltou para o segundo tempo com a mesma postura do final do primeiro. Logo no primeiro minuto, Thiaguinho chutou do lado da quadra e obrigou Guido a se esticar inteiro para defender. Quando o Bacana ficou com dois jogadores a menos devido a cartão em falta mais dura e reclamação (Cezinha e Luiz Fernando), todos pensaram que o Arouca ia enfim deslanchar, mas o que se viu foi o oposto. Em lance isolado e sem pretensão, o Bacana surpreendeu a todos. João Werner recebeu na cara do gol e tocou no canto direito de Kino para colocar sua equipe novamente à frente do placar com 2 jogadores a menos!

A partir daí o Bacana se fechou de vez e viu o Arouca tocar a bola em busca do empate. Renanzinho recebeu de Dhani e chutou forte. Guido fez mais uma grande defesa. O Arouca continuava dominando, mas também continuava pecando demais nas finalizações, e, quando acertava, Guido não deixava passar. O Bacana só reequilibrou o jogo aos 15 minutos. Luiz Ventura recebeu de João Werner em bom contra-ataque e chutou forte, Kino fez uma defesa inacreditável.

Os espaços deixados pela defesa arouquense não eram bem aproveitados pelo Bacana, que demonstrava muito cansaço e tentava administrar o resultado positivo completamente recuado. Os contra-ataques não levavam mais tanto perigo à meta adversária. Já o Arouca, pressionando muito, conseguiu finalmente chegar ao empate aos 20 minutos. Dhani recebeu cruzamento de Thiaguinho na área e só teve o trabalho de escorar para o gol. 2 x 2.

O empate foi o suficiente para o Arouca atacar mais ainda, aumentando o número de espaços e chances de contra-ataque adversário. Mas o cansaço dos jogadores do Bacana atrapalhou bastante, além do nervosismo e das reclamações com a arbitragem. Apesar dos cinco minutos finais terem sido eletrizantes, no qual as duas equipes buscaram o gol da vitória, as marcações fizeram seu papel e o placar ficou inalterado.

Pela 3ª rodada, o Bacana tem pela frente o Di Primeira. Já o Arouca vai em busca da sua primeira vitória na temporada no Chuteira e enfrentará o Só Resenha.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 2ª RODADA

Arouca Jrs. 4 x 4 My Balls

AROUCA JRS. E MY BALLS EMPATAM EM JOGO POLÊMICO E ELETRIZANTE


Do começo ao fim, o duelo entre as equipes foi marcado pelo forte equilibro, o que se refletiu no placar igual

Por Renato Malaguti

O duelo entre My Balls e Arouca Jrs. atingiu todas as expectativas. Os que esperavam por um bom jogo de bola, extremamente disputado do começo ao fim, não se arrependeram de presenciar os 50 minutos de bola rolando (mais os cerca de 15 minutos discutindo lance polêmico), que teve seu placar decidido somente no finalzinho, mesmo com forte chuva. E o empate em quatro gols acabou justificando o equilíbrio e a vontade demonstrados dos dois lados. O resultado manteve o Arouquinha entre os primeiros colocados, enquanto o My Balls marcou seu primeiro ponto na tabela.

Em nenhum momento um dos dois times conseguiu abrir dois gols de vantagem, o que comprova o nível de competitividade. Pode-se dizer que nenhuma equipe se sobressaiu e, por isso, o resultado foi justo. Por outro lado, infelizmente, dois fatores atrapalharam um pouco a qualidade do espetáculo: a forte chuva, que já está se tornando típica nos últimos jogos do Chuteira , e a polêmica envolvendo cartão azul e gol anulado do Arouca. Tirando isso, ambos os times deram show.

Logo no começo, o My Balls conseguiu abrir o placar, mostrando que não veio para brincar. Aproveitando o rebote, de forma oportuna, como um típico camisa 9, Robgol fez jus ao nome e balançou a rede aos dois minutos. Entretanto, mesmo tomando o primeiro bem rápido, o Arouca Jrs. ficou longe de se abalar. Para correr atrás do resultado, o time começou a pressionar a todos os custos. Após cobrança de lateral, Ballãotelli ficou sozinho dentro da área, mas acabou não pegando bem na bola, facilitando a defesa de Sujinho, que estava ajudando o My Balls debaixo das traves devido a ausência dos dois goleiros do elenco.

Em seguida, em forte chute de longe, Luan – destaque individual do Arouquinha oriundo do Joga 13 – levou perigo, mandando a redonda por cima do arco. Do outro lado, mostrando que não ficaria vendo seu rival jogar, o My Balls também criou boa oportunidade com Daniel, que abriu bem para a perna direita, mas acabou chutando no meio, facilitando a defesa de Gui Rodrigues.

Continuando em um ritmo rápido, aos 13 minutos o time de Quim, em lance de contra-ataque, quase marcou. Luan driblou um marcador e cruzou para Gothardo chutar colocado, mas o arqueiro pegou. Somente aos 15 minutos, depois de ter criado bastante, o Arouca conseguiu o merecido empate. O gol veio com Orley, após bola roubada no campo ofensivo por Luan. O próprio jogador estava dificultando a vida da zaga adversária, marcando de forma muito rápida a saída de bola, impossibilitando a criação na parte de trás.

Depois do gol de empate, a partida continuou pegada, mas o ritmo de ofensividade diminuiu um pouco. Aos 20 minutos, o goleiro do Arouca salvou a equipe de tomar o segundo gol com boa defesa em chute de Sandrinho após sobra . Já o Arouca, aproveitando melhor as oportunidades, virou o jogo. E mais uma vez com Orley, aproveitando o rebote de chute de Gothardo, faltando menos de 3 minutos para o término parcial.

No finalzinho do primeiro tempo, um lance polêmico que rendeu mais de 15 minutos de pausa e discussão. Orley, que havia marcado os dois gols do Arouca, fez falta clara, acertando o cotovelo no adversário ao fazer a proteção. A jogada prosseguiu, com vantagem ao My Balls. O árbitro decidiu interpretar o lance como maldade, mas, como a bola estava rolando, acabou segurando o cartão azul para o atleta. Então, rapidamente, Orley foi para o banco de reservas. Na sequência, quando o lance cessou, o árbitro puniu Orley – já no banco –, mas, mesmo assim, o Arouca continuou com seis na linha – pelo regulamento não é permitido, já que o jogador foi punido por algo que fez dentro de quadra. De forma rápida, a equipe cobrou falta e fez o terceiro, mas que foi anulado corretamente devido às justas reclamações do My Balls. Foi preciso o auxílio da comissão organizadora do Chuteira para acertar o papelão.

No primeiro tempo, tirando essa ‘comida de bola’ dos árbitros, o jogo foi muito bom e era de se esperar uma segunda etapa ainda mais disputada. Assim que recomeçou o jogo, o My Balls foi para cima. Em bom chute de Daniel no canto, Gui Rodrigues conseguiu fazer boa defesa. Em seguida, após tabela rápida, Sandrinho chutou ao lado do arco com perigo. O Arouca Jrs. não deixou o My Balls gostar tanto do jogo e também foi para cima. De longe, Renato encheu o pé, obrigando o goleiro improvisado do My Balls a fazer boa defesa. O clima do jogo estava quente e, por isso, dentro de quadra, os jogadores se pegavam muito e muitas faltas eram marcadas.

Com o objetivo de empatar a qualquer custo, o My Balls começou a pressionar o Arouca. Em lance claro de gol, de rebote, Luis Henrique perdeu a oportunidade de empatar - mandando a bola por cima do gol. De tanto pressionar, o My Balls conseguiu pênalti com Daniel. Na cobrança, o experiente Marcelo Àrico, ex-Cabeça Rachada, chutou forte, no canto e alto. O goleirão do Arouca até acertou o lado, mas não conseguiu evitar o empate.

Depois de o placar ter sido igualado, o jogo ficou ainda mais pegado, mesmo com a chuva que estava começando a se armar. Surpreendendo a todos, em chute de longe e quase caindo, Heitor conseguiu colocar o Arouca mais uma vez em vantagem. Entretanto, poucos minutos depois, o My Balls empatou novamente com Fernando Souto. Em bola sobrada, ele soltou o pé, tirando qualquer possibilidade de defesa, deixando o placar em 3 x 3.

Mesmo com a forte chuva que já caía e ia aos poucos alagando o campo, os dois times só focavam uma coisa: a vitória. Por isso, no finalzinho, dois gols saíram, um de cada lado, comprovando o equilíbrio do início até o final. O primeiro veio a favor do My Balls, que pela primeira vez conseguiu ficar à frente no marcador, com forte chute de Sandrinho. Entretanto, logo em seguida, Ballãotellii, fazendo jus ao apelido, recebeu bola no campo ofensivo após erro no meio do MB e tirou do goleiro com chute no canto para igualar o placar em 4 x 4.

Com esse resultado, cada time somou um ponto na tabela. O Arouca segue em terceiro, enquanto o My Balls ficou em oitavo. No próximo sábado o Arouca Jrs. pega o Zenite, do goleador Fê Rampazo, em jogo de líderes. Já o My Balls joga contra o atual campeão CAV.
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