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CHUTEIRA NEWS: XV CHUTEIRA DE OURO: 1ª RODADA

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Mulekes 2 x 0 Med Taubaté

MULEKES DOMINA A PARTIDA E DERROTA MED COM FACILIDADE


Capitão Gian e entrosamento foram a chave para a tranquila vitória da mulekada sobre os doutores de Taubaté, que reestreiam na Ouro

Por Eduardo Bernardi

Com muita superioridade, o Mulekes bateu o Med Taubaté por 2 x 0. A grande partida do camisa 8 do Mulekes, Gian, foi primordial para a conquista dos primeiros três pontos da equipe na temporada. O Med, que retorna à Ouro após um ano, aparentava falta de entrosamento e nervosismo nos momentos de definir suas jogadas, o que atrapalhou demais o rendimento do time na partida.

O Mulekes começou o jogo pressionando. Os primeiros 5 minutos foram de ataque contra defesa; o Med estava completamente retraído, apostando nos lançamentos para João Humberto, isolado no ataque. Anibal, que costuma apoiar muito bem o ataque, pouco subia. A primeira jogada de perigo veio dos pés de Rogerinho, que chutou rasteiro no canto esquerdo. João tentou segurar, mas a bola acabou escapando para escanteio.

O Med respondeu no lance seguinte. João Humberto aproveitou bom contra-ataque, recebendo livre na área e tocando na saída do goleiro, mas não com a força necessária. Vitinho Laruccia conseguiu salvar em cima da linha o que seria o primeiro gol do jogo. A partir daí só deu Mulekes. Era impressionante o domínio que a equipe exercia sobre o Med, que mantinha como única opção de ataque os lançamentos para João Humberto.

Aos 13 minutos, Diego Orsi recebeu na área e ficou frente a frente com João, que fez uma defesa incrível no chute forte do atacante. Aos 15 minutos, o jogo começou a ficar mais intenso. Victor Calderón mandou no travessão, após receber na entrada da área. O primeiro gol da partida veio em seguida. Leco, após chute de longe, contou com um desvio na defesa do Med para a bola entrar no canto esquerdo.

O gol causou um efeito negativo no Med, que, ao invés de partir para o ataque, acabou ficando mais retraído ainda em quadra; o Mulekes administrava o resultado sem atacar com intensidade, mas priorizando a marcação forte e adiantada, e foi assim até o último minuto da primeira etapa.

O time do lesionado Leandrinho Caetano voltou para a segunda etapa com a mesma estratégia: adiantando a marcação e criando as jogadas com calma. A primeira chance de gol da equipe não demorou para vir. Logo aos 4 minutos, Renan Garcia recebeu de Gian e chutou forte, João fez grande defesa no canto esquerdo rasteiro, mandando para escanteio; a única arma do Med continuava sendo o contra-ataque. Anibal estava pouco inspirado, diferentemente de Gian, que era absoluto em todas as jogadas no meio de quadra.

O Med se lançou ao ataque a partir dos 10 minutos. Em confusão dentro da área, após cobrança de escanteio, João Humberto desperdiçou a melhor chance da equipe no jogo, cara a cara com o estreante Alemão (ex-Real Paulista), chutando fraquinho nas mãos do arqueiro. O Med estava melhor no jogo, mas continuava faltando calma no momento de dar o último passe. Aos 16 minutos, Anibal arriscou de longe e quase fez. Alemão fez uma excelente defesa no canto direito.

O Mulekes voltou a ter o domínio do jogo. Aos 17 minutos, Rafinha Souza recebeu na ponta direita e chutou cruzado, no canto esquerdo, para ampliar o marcador à equipe, praticamente matando o jogo que estava amarrado demais para se pensar em uma reviravolta no placar.

O Med não esboçava muita reação. Já o Mulekes era compacto, com uma marcação muito forte, mesmo com dois gols à frente no placar. Victor Faria fazia uma partida excelente na defesa do Mulekes, com uma saída de bola muito eficiente e marcando bem os atacantes do Med. Aos 20 minutos, o Med tentou dar a última pressão, mas não conseguiu passar da parede que era a marcação do Mulekes. Os espaços deixados pelo desespero do Med não foram bem aproveitados pelo adversário, que estava mais preocupado em administrar o resultado que seria definitivo: 2 x 0.

O Mulekes quer continuar com o bom futebol e somar mais três pontos tendo pela frente o Di Primeira na segunda rodada. Já o Med enfrentará o Fúria, em partida importante para as duas equipes tentarem a recuperação.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Primatas 4 x 1 SPQSF

COM DOIS DE TIEPPO, PRIMATAS CONQUISTA BOA VITÓRIA SOBRE SPQSF


Ao atacar e defender em bloco, a macacada não deu chances para o oponente ameaçá-la e larga na frente na classificação

Por Heron Ledon

O único duelo do Grupo B entre times que já estavam na Ouro passada não decepcionou quem o observava. Com a marcação compacta, o Primatas não deu espaço para o SPQSF oferecer-lhe grandes perigos. A velocidade nas jogadas de ataques foi fundamental para a equipe vermelha fazer os gols e administrar o jogo sem que corresse o risco de sofrer uma reação. Tieppo e Rafinha foram os destaques do confronto.

O toque de bola primata já foi executado desde o início. Com boa movimentação, a equipe do técnico Gui Fenômeno abriu o placar em poucos minutos. Após jogada de ataque trabalhada, Tieppo recebeu no meio e estufou as redes sem chances de defesa para o goleiro Guto.

Atuando na armação dos avanços, a revelação da Ouro passada, Marcelo Gama, roubou a pelota na esquerda e mandou uma bomba cruzada que explodiu no travessão e na trave. Porém, no rebote, ele não conseguiu dominá-la para ampliar. Do outro lado, Safa também teve a sua chance ao chutar a bola sobrada na entrada da área. no entanto, Rodrigo Kampf caiu para realizar a defesa.

Instantes depois, Gama protagonizou outro lance. Ele cometeu falta e levou o cartão amarelo. Após reclamar, o árbitro não pensou duas vezes e mostrou-lhe o azul, para a revolta do atleta, que alegou apenas questionar o porquê do amarelo. O árbitro justificou a segunda punição dizendo ser ofendido.

M. Júnior recompôs o time depois dos dois minutos, porém, o Primatas perdera o toque de bola e passou a se fechar na marcação. Apesar de dominar um pouco mais, o Que Se Foda também já havia caído de produção.

Mesmo assim, no final do primeiro tempo, Alê tentou ampliar de letra, no segundo pau, mas se atrapalhou. Iglesias ainda teve a sua chance - ao chutar cruzado para fora com perigo -, depois de receber o pivô de Rafinha. Pela equipe branca e laranja, Meneguelo tentou igualar tudo antes do intervalo ao desviar fraco a sobra de bola dentro da área, todavia, Rodrigo defendeu com facilidade.

O Primatas voltou à quadra com a mesma pegada dos últimos minutos da primeira etapa. Guto fez boa defesa no chute de Iglesias, mas não pôde chegar ao desvio de Tieppo, que recebera o arremesso lateral de Rick. Rodi tentou diminuir o placar em um perigoso chute cruzado de fora da área, mas sem sucesso.

E a situação do SPQSF se complicou ainda mais com dois gols relâmpagos do adversário. Tom passou bonito pela esquerda e tocou para Rafinha, sozinho e de costas para o goleiro. O camisa 10, então, protegeu e pisou para Iglesias bater forte no canto direito. Em seguida, foi o próprio Rafinha quem anotou o quarto gol primata. Ele recebeu de frente para a área e, ao ver a marcação parada, escolheu o lado que quis para balançar as redes.

Sem entregar-se, o Que Se Foda buscava o desconto como podia. E foi em um lance individual que ele quase saiu. Lê fez ótima jogada para cima de M. Júnior, pela esquerda, e bateu rasteiro com muito perigo para fora, rente ao poste. Porém, como as investidas coletivas não funcionavam, o Primatas conseguia interceptar bem quando era atacado.

Conforme o tempo passou, o ritmo de jogo caiu, e o SPQSF não aproveitava os contra-golpes que encaixava. Mesmo assim, em uma sobra de bola na meta de Rodrigo, Douglão virou e bateu para o fundo do gol. Kampf bem que esticou a perna, mas não impediu que o adversário fizesse o gol de honra. Final de embate e triunfo ao Primatas, começando bem sua jornada rumo ao título. No próximo sábado o time encara um dos seus maiores fregueses no Chuteira: o Acidus. Já o SPQSF tentará a reabilitação ante o Mercenários.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Bacana 9 x 4 Ras Time

SOB O COMANDO DE CEZINHA, BACANA GOLEIA “CALOURO” RAS TIME


Com rápidas jogadas e boas triangulações, o atual vice-campeão atropelou o adversário, que não conseguiu uma boa reação. Rodrigão, ex-Joga 13, estreou com gol

Por Heron Ledon

Muito diferente do início do campeonato passado, o Bacana inicia esta disputa já com um time consolidado. Mantendo a base da última campanha, a chegada de alguns reforços só fez aumentar a característica principal do seu futebol: a velocidade no toque de bola. O Ras Time, que ganhou a vaga na elite do Chuteira, sofreu com o forte calor e a correria oponente. Os atletas até esboçaram reagir, mas renderam-se ao maestro Cezinha, autor de três tentos, sendo um deles um golaço.

Não foram precisos mais do que dois minutos para o Bacana dar o cartão de visita ao Ras. Cezinha driblou pelo meio e abriu na direita para Rômulo, que bateu cruzado para o companheiro completar sozinho ao fundo do gol. Quem acompanhava a partida já percebia que a equipe iniciava a competição tão forte como na edição anterior, quando fora vice-campeã.

E o time dourado queria mais. Era tanto que, pouco depois, ampliaram em dose dupla. Novamente ele, Cezinha desviou a bola alçada na área, e Cipó fez ótima defesa, no entanto, o armador bacana aproveitou o rebote e rodou o marcador. Na sequência, o arqueiro do Ras entregou a bola de presente para Rômulo, que só teve o trabalho de colocá-la junto com as redes. Uma goleada surgia.

No entanto, a equipe recém-chegada à Ouro não se intimidou e, no minuto seguinte, aos 7, descontou o placar. Rernanes recebeu de frente para a área, ajeitou e bateu. A marcação tentou desviar a gorducha, mas não teve jeito. O jogo prosseguiu, e Macaulin resolveu incendiá-lo. Em bobeada da zaga, o camisa 2 foi presenteado sozinho na entrada da meta e escolheu o canto que quis para ficar a um tento do empate. O goleiro Guido já havia feito uma ótima defesa.

Quando parecia que um belo empate iria acontecer, o Bacana voltou a chegar com perigo e conseguiu ampliar a vantagem. Primeiro, Cipó fez boa defesa após triangulação e arremate de João Victor, mas não pôde fazer o mesmo em seguida. A bola sobrou para o estreante Rodrigão, ex-Joga 13, e ele mandou um forte chute rasteiro no canto esquerdo do arqueiro.

Apesar de os atletas bacanas trabalharem bem a bola e rodarem bastante o campo, o Ras Time não ficava para trás e, com certas dificuldades, atacava o oponente com Macaulin e Rernanes pela ala esquerda. E foi com o camisa 13 que o time azul descontou mais uma vez. Tchelo cobrou escanteio, e Rernanes se adiantou no primeiro poste para cabecear firme. Final da primeira etapa: 4 x 3 para o Bacana.

O time dourado não quis saber e foi implacável no reinício de jogo. Gustavo Izique trouxe pela esquerda e tocou à frente para Filipe Arbix, o qual fez a parede e devolveu para o companheiro fuzilar ao gol. Lances seguintes, Arbix executou o pivô novamente e rolou ao lado para Yanes, sozinho, que bateu firme e anotou o sexto tento.

Enquanto o Bacana mantinha o mesmo ritmo de jogo, o Ras caíra de produção e, sem velocidade e com os seus atletas muito recuados, tinha dificuldades para armar os bons ataques. Dessa forma, Macaulin teve de contar com a bobeada de João Victor, que errou a saída de bola, para bater firme no canto direito de Guido, continuando vivo no duelo.

No entanto, a habilidade de quem entende de futebol falou mais alto. Cezinha recebeu no meio, esticou para a diagonal direita, ganhando de Boing na corrida, e chutou cruzado no ângulo de Cipó. Uma pintura. Firmava-se, assim, mais uma ótima atuação do meia bacana.

O tempo passou, e o maestro jogou para Felipe Laet, que invadiu a área pelo meio, entre a marcação, e tocou rasteiro na saída do arqueiro. João Victor ainda aproveitou um rebote para fechar o placar quase sem ângulo. O décimo só não saiu, pois Rômulo perdeu um gol incrível e tocou a bola por cima do travessão, sozinho, depois de receber um belo passe de Izique.

Ao final do confronto, Cipó valorizou a equipe adversária e encara a Ouro como uma incógnita ao Ras. “Além de cansarmos, eles têm ótima jogada de pivô. Só com o tempo vamos sentir como são os jogos e os times da Série Ouro”, avalia. O estreante Rodrigão gostou de sua partida e fez questão de enaltecer a amizade com Marcelão, manager bacana. “Estreei da melhor forma possível [com o gol]. Eu já havia recebido outras propostas, mas aceitei o convite de Marcelão, pois, além dele, conheço também outros atletas”, conta o recém-contratado.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

CAV 4 x 2 Fúria

CAV CRESCE NOS MINUTOS FINAIS E DERROTA FÚRIA


Qualidade coletiva, e a estrela de André Plec, foram primordiais para a vitória inaugural dos ‘caveiras’ na busca do bicampeonato

Por Eduardo Bernardi

Em busca do bicampeonato, o CAV teve dificuldades para superar o bom e entrosado Fúria, que conseguiu resistir à pressão da equipe de Roberto Solcia em grande parte do jogo. Nem as boas defesas de Ferrugem foram capazes de evitar que o entrosamento do atual campeão fizesse a diferença. O Fúria fez um bom jogo, mas não conseguiu manter o mesmo ritmo da primeira etapa e sucumbiu no final.

Logo no primeiro lance, Teté mandou, de cabeça, no travessão. A resposta do Fúria foi impressionante. Rodrigo recebeu na área e surpreendeu Gallego, chutando no canto direito do arqueiro, que não teve chances de defesa. O Fúria saía na frente.

O ritmo da partida estava muito rápido. Nem parecia um jogo de primeira rodada. A raça dos jogadores do Fúria era notável. O CAV sofria quando tentava atacar pelo meio, que estava totalmente congestionado. A partir dos 8 minutos, a zaga do Fúria começou a bater cabeça. A movimentação dos jogadores adversários estava confundindo o posicionamento da defesa. Aos 10 minutos, o CAV conseguiu emplacar uma linda tabela. Thiago Negri tabelou com Vitinho Lessa e mandou no canto esquerdo do goleiro para empatar.

O Fúria sentiu demais o gol, ocasionando uma melhora muito grande do CAV, principalmente no meio de quadra com Davi, que construía todas as jogadas da equipe. A partir dos 17 minutos, a partida ficou muito morna. Os jogadores do CAV pareciam cansados, assim como os do Fúria, provavelmente por causa do fortíssimo sol que atingia a quadra. Aos 20 minutos, Barata fez grande jogada pela direita, aplicando um ‘drible da vaca’ no adversário, e chutou forte no canto esquerdo. A bola passou raspando a trave.

O Fúria conseguia ter uma posse de bola considerável, mas não conseguia ter calma suficiente no momento de construir as jogadas ofensivas, errando muitos passes. No último lance da primeira etapa, Davi chutou da entrada da área, e Ferrugem fez uma defesa espetacular no canto direito – com uma belíssima ponte.

O CAV voltou para a segunda etapa atacando com mais intensidade. Ambas as equipes estavam entrando nas jogadas com mais força, às vezes desproporcional. O primeiro lance de perigo só veio aos 10 minutos. Bettoni chutou forte da entrada da área, Ferrugem espalmou para a frente e, no rebote, Thiago Negri chutou rasteiro. Ferrugem fez mais uma grande defesa.

O lance mais impressionante do jogo aconteceu aos 13 minutos. Bruno Gladiador driblou Gallego e, com o gol totalmente aberto, chutou para fora, desperdiçando a melhor chance de colocar o Fúria à frente do placar novamente. No lance seguinte, Davi recebeu na esquerda e tocou para André Plec, livre, dentro da área, tocar para gol e fazer 2 x 1. Castigo ao Fúria.

A estratégia do CAV foi adiantar mais ainda a marcação. O Fúria tentava de todas as maneiras pressionar, mas não obtinha êxito. Até que, em uma falha geral da defesa caveira, a bola sobrou para Thiago Motta, que cortou a marcação e chutou colocado no canto esquerdo, empatando novamente a partida, agora em 2 x 2.

Os cinco minutos finais foram de total pressão do CAV. Bettoni chutou forte e a bola sobrou nos pés de André Plec, que só teve o trabalho de empurrar para o gol. O desespero do Fúria deixou ainda mais espaços para o time caveira, que aproveitou bem com Davi. Ele recebeu na entrada área, cortou para o meio e chutou no ângulo esquerdo de Ferrugem para fechar o placar e matar o jogo em 4 x 2.

O CAV, agora, terá um jogão na segunda rodada: nada mais nada menos que o SNG, do eterno artilheiro Renê. Enquanto isso, o Fúria enfrentará o Med Taubaté tentando sua reabilitação.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Acidus 3 x 2 Arouca

ACIDUS JOGA FECHADO E APROVEITA CHANCES PARA ESTREAR COM VITÓRIA


Apontado como favorito, Arouca não conseguiu furar a defesa oponente e sofreu os gols na falha de marcação

Por Heron Ledon

Quem passava para observar o duelo e perguntava o placar era surpreendido: Acidus na frente. Presenteada com o acesso à Ouro, a equipe verde-limão – voltando à divisão depois de um ano e meio – já teve árdua tarefa pela frente. Do outro lado do campo, o Arouca já era o preferido nas opostas dos torcedores, porém, viu o adversário povoar o campo de defesa e a trave não colaborar. Ao aproveitar-se dos buracos deixados pelo rival, o Acidus ficou na frente no marcador a partida inteira e mostrou que não será mero coadjuvante na elite do Chuteira de Ouro.

O duelo começou corrido desde o seu início, e a vontade de querer balançar as redes primeiro fez com que o jogo ficasse truncado e as equipes perdessem muito a bola. Dessa forma, as chances claras de gols não saíram de instância, mas era o Arouca quem esboçava abrir o placar, pois ficava mais no ataque.

Os avanços amarelos partiam principalmente pela esquerda, com o apoio de Renanzinho, que não rodou o marcador por pouco aos 6 minutos. Ele recebeu a bola no corredor e a fuzilou no alto, explodindo no travessão. No entanto, nenhum companheiro conseguiu completar ao gol o rebote.

Ao ficar mais no campo defensivo, o Acidus viu os contra-ataques como uma boa arma para responder o oponente e ser mais eficiente também. Em disparada pela direita, Fabiano deixou Caballero livre pelo meio, mas o camisa 10 preferiu enganar o goleiro Maurício e fazer a devolução a Fabiano, que teve tranquilidade para empurrar a gorducha às redes e fazer 1 x 0.

O Arouca ainda fuzilou mais uma bola no travessão, porém, já tinha maiores problemas para chegar próximo ao gol adversário, pois o Acidus defendia-se com todos os homens no campo de retaguarda. Com dificuldades para encaixar os contra-golpes, o recém-chegado à Ouro buscava o segundo tento com lançamentos diretos para Caballero, que tinha de brigar sozinho contra a marcação – pois não havia com quem tabelar – e perdia a bola.

A trave realmente não estava colaborando com o time amarelo, pois Thiaguinho a carimbou na volta para o segundo tempo. Do outro lado, já não havia esse empecilho. Na jogada seguinte, a bola foi desviada na área para Fellipe, livre de marcação, ampliar o placar. No entanto, a empolgação ácida foi contida por Marcos Bohn logo em seguida. Em cobrança de falta pela esquerda, o camisa 8 do Arouca fez um golaço ao meter a bola no alto, no canto oposto do arqueiro Urso. Um chute indefensável que recolocava rapidamente a equipe na partida – de fora, há quem já projetava a virada.

A zaga do Acidus ia muito bem – principalmente com as tiradas de bola do capitão Lói e do improvisado Alemão na defesa – assim, Caio ‘Parça’ Ferin passou a subir mais nos contra-ataques para fazer as jogadas com Caballero. Em um desses lances, o 10 ficou de frente com Maurício, mas se atrapalhou no momento do arremate. A pelota, então, sobrou ao lado para Caio, que deu um ‘totozinho’, tirando do goleiro, mas, com o gol inteiro livre para chutar, viu o mesmo Caballero adentrar sua frente e soltar uma bomba precipitada para o alto. Isso a menos de 2 metros do gol e sem goleiro! Incrível o gol perdido pelo Acidus.

Em outra investida, o meia do time de preto chutou à queima-roupa de dentro da área, porém, Maurício esticou o braço e fez uma defesaça por puro reflexo, salvando sua equipe do terceiro gol. O que ele não conseguiu foi evitar o pênalti que cometeu em Alemão, o qual, após jogada pela esquerda, apareceu como um raio na área e antes do arqueiro, tocando a bola já cortando o mesmo e sendo derrubado. Caballero chamou a responsabilidade, olhou no canto, foi para a cobrança e não teve jeito: bola para um lado; goleiro para o outro. Primeiro gol do matador ácido na Série Ouro.

Após tanta bobeada da marcação e o terceiro gol sofrido, Vitão ficou como goleiro-linha, e o Arouca foi para cima com tudo para pressionar o adversário. Assim, Urso foi obrigado a fazer uma belíssima defesa no alto, no cabeceio de Thiaguinho, após escanteio.

Sem cessar os avanços, Veloz perdeu a chance de diminuir o marcador depois de um chute espirrado em sua direção, livre no segundo poste. A bola ficou pingando quase em cima da linha. Ele deixou que a bola batesse em si, porém, ela tocou a trave oposta, e o arqueiro foi ligeiro para voar e recuperá-la. No final do duelo, Mota recebeu na esquerda e chutou rasteiro. Urso demorou a cair e aceitou que a gorducha parasse dentro do gol. 3 x 2.

O apito final fez os jogadores do Acidus vibrarem demais pela vitória. Marcos Bohn negou que o Arouca entrou em campo pressionado a vencer – devido à eliminação na edição passada, nas quartas-de-final, para o Bacana, após uma série invicta de 38 jogos – e reconheceu a superioridade do oponente na partida. “Não tem pressão. Nós jogamos bem, mas eles foram melhores. Mérito ao time deles”, avalia o autor do belo gol de falta.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Arouca Jrs. 2 x 1 SNG

AROUQUINHA NÃO SE INTIMIDA DIANTE DO SNG E FATURA A VITÓRIA


Após um primeiro tempo monótono, time cresce na segunda etapa e bate o experiente tricampeão, que não deixou de lutar

Por Eduardo Bernardi

A partida entre Arouca Jrs. e SNG foi, sem dúvida, uma das mais disputadas do dia. A qualidade do Arouquinha é indiscutível, assim como a qualidade do tricampeão da Ouro, mas o entrosamento entre os jogadores do Juniors era muito grande. Apesar de o primeiro tempo não ter tido gols e praticamente nenhum lance de perigo, o segundo tempo ficou encarregado de trazer emoção à partida. A excelente estreia do Arouquinha mostra que a equipe veio para brigar pelo título nesta temporada. Nelsinho, Heitor e Balãotelli foram decisivos. O entrosamento entre os três fez a diferença no final do jogo.

Quem começou no ataque foi o SNG, com Ronei, que recebeu na área, totalmente livre, mas chutou fraco no meio do gol. O Arouca estava recuado, apostando em contra-ataques; o SNG tentava pressionar, mas não conseguia passar da forte marcação adversária. Os primeiros dez minutos foram muito mornos. A bola não saía do meio de quadra, com divididas fortes e muita falação entre os jogadores. Somente aos 15 minutos o Arouca Jrs. conseguiu levar perigo à meta do estreante Papa Burguer. Orley, advindo do Arouca, cabeceou no travessão, após cobrança de escanteio.

Até os 20 minutos, a partida se resumia a disputas de bola no meio de quadra. Eram raras as finalizações, e, quando ocorriam, não tinham a meta como destino certo. Somente aos 23 minutos o Arouquinha voltou a assustar. Quim chutou de longe e obrigou Papa Burguer a fazer uma excelente defesa no canto esquerdo.

O time de Gothardo voltou para a segunda etapa com mais fôlego ainda. Orley recebeu de Luan na área e tocou no canto direito para inaugurar o marcador. O SNG saiu com tudo para o ataque, mas deixou muitos espaços na defesa. Aos 5 minutos, o Arouquinha estava muito recuado; a pressão do Se Não Guenta somente surtiu efeito aos 8 minutos. Após cobrança de escanteio, Abelha conseguiu desviar para o gol e empatar.

Dois minutos mais tarde, o Arouquinha teve uma excelente chance de ficar novamente à frente do placar. Balãotelli recebeu cruzamento, livre, debaixo da trave, e cabeceou por cima da meta de Papa Burguer. No lance seguinte, Orley chutou forte da ponta direita, obrigando Papa a fazer uma grande defesa com as pontas dos dedos.

Aos 17 minutos, Balãotelli recebeu na entrada da área e, de costas para o gol, girou e bateu no ângulo direito, marcando um golaço - colocando o Arouquinha novamente à frente do placar. O SNG sentiu demais o gol, demonstrando nervosismo no momento de atacar. A equipe não conseguia consolidar uma pressão.

O time de Gui Rodrigues administrava o resultado com muita eficiência. Os espaços deixados pelo SNG eram enormes. Balãotelli quase matou o jogo em um contra-ataque puxado por Heitor. A partida começou a ficar violenta. Ambas as equipes entravam nas jogadas com uma força desproporcional. O Se Não Guenta pressionava demais, mas a marcação do Arouquinha fez a diferença nos minutos finais, conseguindo segurar o resultado até o fim.

Na segunda rodada o Arouca Juniors terá pela frente o My Balls, tentando embalar na competição. Enquanto isso, o SNG enfrentará o atual campeão CAV, em uma partida que deverá ser eletrizante.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 1ª RODADA

Só Resenha 3 x 2 Roleta Russa Olímpico

COM ELENCO REFORMULADO, SÓ RESENHA VIRA PARA CIMA DO ROLETA OLÍMPICO


Após emplacar 2 x 0, Roletinha caiu de produção, e Rafael Ucella comandou a busca pela triunfo do Resenha

Por Heron Ledon

Apesar da boa reação verde e branca, que deu um leve toque de emoção ao jogo, o duelo em si não foi dos melhores. Com a ansiedade pelo gol na ponta da chuteira, as equipes não tinham tranquilidade para trabalhar a bola e fizeram uma partida muito truncada. O Roleta Russa Olímpico voltou à Ouro já se impondo, porém, não conseguiu manter o mesmo ritmo e viu o novo Só Resenha reverter o placar com a boa atuação do habilidoso Rafael Ucella.

Com menos de um minuto de jogo, Guga já obrigou o goleiro Roberto Pachini a fazer uma boa defesa no alto, em cobrança de falta. O Roletinha tinha a iniciativa maior pelo gol e não tardou para consegui-lo. Guga, presente nos lances perigosos, recebeu passe na área e rolou a bola ao lado para a chegada de Brian, que não perdoou e bateu firme para estufar as redes.

As duas equipes tinham pressa para chegar à meta oponente, o que deixou o duelo muito pegado e corrido. Mas também não queriam sofrer os tentos, então, se fechavam ao defender, exigindo um maior toque de bola e movimentação para criar os espaços vazios. Porém, Catatau contou mesmo foi com o oportunismo para ampliar o placar. Paixão recebeu na esquerda e fez o arremate, que foi espalmado por Roberto. A pelota foi em direção ao camisa 7, que completou ao gol, livre de marcação.

Na segunda metade da etapa inicial, o Roletinha caiu de produção. Kuminha, que fazia as principais jogadas, já não conseguia cadenciar a bola, e o time passou a jogar apenas nos contra-ataques sem sucesso. Assim, o Resenha estava bem perto de descontar. Joelson cruzou para a área, e Rafael Ucella chegou na rasteira, mandando a bola por cima com perigo. Em seguida, Rafael recebeu na direita e mandou de bico, mas Machado fez ótima defesa no canto oposto.

Ao manter-se no ataque e ao dificultar a saída de bola oponente, o Resenha chegou ao empate. Chute de longe defendido no susto por Machado, com o pé, e a bola subiu. O grandalhão Joelson, então, esticou a perna e balançou as redes. Lances depois, um golaço para igualar o placar. Rafael recebeu no meio, parou a bola e gingou para cima dos marcadores. Já que eles não deram o bote, o habilidoso canhoto colocou a gorducha no alto, no canto esquerdo do goleiro.

O Roleta Russa Olímpico pareceu ter acordado com o empate e foi para o segundo tempo com sede de gols. Vini arrematou livre, com endereço certo, mas viu Fofão, ex-CAV, bloquear a bola no momento certo. Lances depois, Vini teve outro oportunidade. Pela esquerda e marcado, ele arrumou espaço para o chute, mas a trave impediu que o tento fosse assinalado.

O tempo passou, e o Resenha conseguiu se impôr na partida novamente. Robinho desperdiçou a oportunidade de gol ao chutar para fora, após tabelar com Rafael, na entrada da área. A chuva começou a cair no PlayBall, e a equipe virou o marcador ao defender-se bem e partir para os contra-golpes. Em velocidade, Joelson, pela esquerda, cruzou rasteiro para o capitão Fabrício completar sozinho dentro da área.

Roberto Pachini ainda fez uma defesaça ao buscar no alto o arremate de Catatau. No entanto, o campo molhado prejudicou a qualidade técnica da partida e, apesar de o Roletinha buscar o empate até o final do tempo, a equipe amargou a virada em sua volta à Ouro, e o remontado Só Resenha inicia com o pé direito.

No próximo sábado ambas as equipes terão parada indigesta: o Resenha tentará embalar diante do Ras Time, enquanto o Olímpico vai atrás de sua reabilitação contra o Fiorella – no último jogo do dia na quadra 5.

XV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 1ª RODADA

Jeremias 3 x 2 My Balls

DUNDER BRILHA EM VITÓRIA APERTADA DO JEREMIAS


Em três lances, Dunder conseguiu decretar a vitória para cima do My Balls

Por Eduardo Bernardi

Em um jogo marcado pela tempestade que atingiu a cidade de São Paulo, My Balls e Jeremias conseguiram fazer um bom jogo, mesmo com o gramado praticamente inundado. A nova contratação do Balls, Marcelo Árico, advindo do Cabeça Rachada, deu um toque de qualidade à equipe, mas não o suficiente para superar o bom e entrosado Jeremias, que ainda contou com uma atuação impecável de seu arqueiro, Chaluppe.

Quem tomou a iniciativa da partida foi o My Balls. O toque de bola da equipe envolvia a marcação do Jeremias, mas não o suficiente para criar uma grande chance de abrir o placar. No primeiro lance de ataque do Jeremias, aos 5 minutos, Fernando Oliveira meteu a mão na bola, obstruindo o que seria o primeiro gol do Jeremias. Dunder cobrou forte no meio e fez o primeiro dele no jogo.

Após o gol, o Jeremias começou a dominar a partida. O Balls estava completamente recuado e nervoso. Os primeiros quinze minutos não tiveram praticamente nenhuma chance de gol. As jogadas não chegavam nem em uma área, nem na outra. Somente aos 20 minutos que o My Balls começou a ter o controle da bola novamente. A qualidade que Marcelo Árico trouxe ao time era notável. Aos 21 minutos, Pedrinho fez boa jogada pela direita e teve muito espaço pra finalizar, mas acabou chutando torto para fora.

Apesar da grande melhora do adversário nos minutos finais, o Jeremias conseguia marcar com muita eficiência. A bola pouco chegava nas mãos de Challupe. A primeira etapa terminou com uma leve pressão do My Balls, e uma nítida satisfação com o resultado por parte dos jogadores do Jeremias.

O MB voltou para a segunda etapa partindo quase que inteiro para cima. Aos 5 minutos começou a cair um dilúvio, o que certamente afetaria a partida daí em diante; a marcação do Jeremias também estava muito mais forte. Daniel Dias coordenava as jogadas do MB pelo meio, dando um imenso trabalho para a marcação. Até Fernando Souto estava se lançando ao ataque.

A única opção ofensiva do time de Alê Bim nos chutes de longa distância. Com a fortíssima chuva e a bola escorregadia, essa parecia ser a melhor estratégia. Mas, aos 10 minutos, a defesa do My Balls acabou bobeando feio, deixando a bola cair nos pés de Dunder, na entrada da área, que só teve o trabalho de tirar do goleiro e ampliar para 2 x 0.

Aos 15 minutos, era ataque contra defesa. O My Balls estava com praticamente todo o time após a linha do meio de quadra. Mesmo assim, não conseguia levar perigo à meta de Challupe. Somente aos 18 minutos que a pressão surtiu efeito. Pipi abriu para o pé direito e encheu uma bomba no canto esquerdo, no ângulo, para diminuir o placar a 2 x 1.

O gol despertou mais ainda a equipe, que passou a chegar com mais eficiência ao ataque. Aos 20 minutos, Pedrinho chutou de longe, Chaluppe espalmou e, no rebote, Robgol tocou no canto direito, empatando – o que parecia impossível até dois minutos atrás.

Entretanto, a empolgação acabou traindo o My Balls. O time continuou atacando muito e deixando vários espaços na defesa. Novamente ele, Dunder, o camisa 10 do Jeremias, aproveitou rebote de um chute de longe, matou no peito e encheu a bomba no ângulo esquerdo. É a volta do matador que andava em baixa, mas que jamais perdeu o faro de gol.

Faltando 3 minutos para o fim do jogo, era nítido o desânimo no rosto dos jogadores do My Balls. O rendimento não era mais o mesmo de 5 minutos atrás. A marcação do Jeremias afastava os lances de perigo da maneira que dava, até o árbitro apitar o final de jogo. Para a segunda rodada, o Jeremias terá pela frente o Zenite, em jogo interessante. Já o My Balls enfrentará o Arouca Jrs., que estreou com vitória no certame.
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