XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Bacana 2 x 1 Jeremias
DANIEL DEFENDE TIRO-LIVRE, E BACANA CONFIRMA VAGA NO MATA-MATA
Cobrança foi mal batida por Camillinho nos acréscimos do jogo. Por pouco, o Jeremias não foi rebaixado à Série Prata
Por Heron Ledon
O Bacana teria que tropeçar e uma boa combinação de resultados acontecer para que o time não se classificasse à fase seguinte do campeonato. O Jeremias, em realidade totalmente oposta, entrou em campo mais preocupado em não cair do que com a pequena chance que ainda tinha de ir ao mata mata. Ao ver seu adversário abrir dois gols de vantagem e se defender muito bem, a equipe foi para cima, descontou o placar e teve a chance do empate no tiro livre mal cobrado por Camillinho e defendido por Daniel nos segundos finais da partida. Mesmo se empatasse, o time teria de torcer por tropeço do vice-lanterna e rebaixado, É Verdadeee, como o fez.
Com apenas 40 segundos de bola rolando, o goleiro Daniel já fez uma grande defesa ao se esticar e tirar com a ponta dos dedos o rápido desvio do ataque do Jeremias em cobrança de escanteio. E, na primeira boa chance que teve de abrir o placar, o Bacana marcou em uma linda jogada. Em contra-ataque, Cesinha chapelou o adversário no campo de defesa e tocou para Demehur, que avançou em velocidade pela esquerda e bateu cruzado e rasteiro para o fundo do gol.
Camillinho tentou dar a resposta dois minutos após o tento, aos 7, quando pegou a pelota na direita, virou e a bateu cruzado na trave. Thiago Bim, por sua vez, perdeu a bola em seu campo defensivo para Rômulo, que saiu de frente com o goleiro DVD, mas Alexandre Bim chegou com tudo para afastar a gorducha do adversário e evitar que o segundo gol saísse.
A partida seguia muito corrida e com fortes divididas de bola. O Jeremias corria atrás do resultado e subia em velocidade, atacando mais que o oponente, mas pecava na finalização. Nesse embalo, Roger ganhou a redonda dentro da área e mandou para o gol, porém Daniel defendeu bem o chute à queima-roupa.
Já que o Bacana fazia uma boa marcação e conseguia desarmar o seu adversário, restava-lhe, então, os contra golpes. E foi em um desses, puxado rapidamente, que Yanes, pelo meio, rolou a bola para Felipe Laet, que bateu com perigo, mas por cima do travessão de DVD. Ainda houve tempo, no minuto final da etapa inicial, de Maurício Putini roubar a pelota de Demehur e tocá-la para Felipe Prando chutá-la ao gol – ela foi desviada e raspou o poste direito.
Assim como no início, novamente o Bacana teve de se salvar nos primeiros lances de jogo. Em mais um escanteio e bola desviada ao gol, desta vez foi Napolitano quem evitou que ela entrasse ao tirá-la de cabeça em cima da linha.
Mas também, ainda repetindo os acontecimentos do primeiro tempo, o time de vinho chegou às redes em sua primeira boa oportunidade. Gabriel Câmara avançou pela esquerda e chutou; a defesa bateu cabeça e afastou parcialmente a pelota. Ela, então, sobrou para Demehur fuzilá-la e marcar o seu segundo gol e o de sua equipe.
No entanto, agora o Jeremias conseguiu a reação de forma rápida, um minuto depois, aos 8. Em cobrança de falta pelo meio, Dunder meteu a bola no ângulo – ela tirou tinta do travessão e entrou. Daniel bem que pulou bonito, mas não conseguiu evitar o golaço e o desconto do oponente.
Conforme os minutos corriam, o Bacana conseguia atacar mais e segurar a empolgação do adversário. Assim, Cesinha fez boa jogada pela direita e virou a bola para Yanes, que bateu com perigo de primeira, perto da trave. Ele ainda teve mais uma oportunidade de fazer o terceiro gol de seu time ao receber a redonda de Demehur, que havia driblado no meio-campo, e, sozinho dentro da área, chutá-la em cima de DVD.
O jogo ficava muito tenso, pegado e com muitas faltas, discussões e entradas fortes. Desse modo, Thiago Bim e Rômulo se enroscaram na área e foram ao chão. Rômulo viu uma perna sobrando no seu rosto e foi tirar satisfações com o rival. Para evitar que o clima esquentasse ainda mais, ambos os jogadores foram expulsos de campo. Eles ainda se desentenderam fora de quadra, mas foram contidos e nada de mais grave ocorreu.
O finalzinho da partida foi controlado pelo Jeremias, que teve duas ótimas oportunidades de, pelo menos, empatar o duelo. A primeira veio em cobrança de lateral para a área que Maurício desviou de cabeça. Daniel fez linda defesa espalmando para fora. Depois, nos acréscimos, Caco cometeu sua quinta falta e a oitava coletiva. Reclamou muito e acabou expulso. No tiro livre de 9 metros, Camillinho, então, foi para a bola e chutou fraco e rasteiro no canto direito de Daniel, que acertou o lado e caiu para defender e salvar sua equipe.
O empate não adiantaria em nada para o Jeremias, já que só a vitória o livraria da degola sem depender de tropeço do É Verdadeee. Mas, já que o seu concorrente não fez o dever de casa contra o Rabeloska, o Jeremias permanece na Ouro com 8 pontos, na oitava colocação. O Bacana, com a vitória, confirmou sua boa fase e sua classificação, em 4º, ao mata-mata. Terminando a fase de grupos com 14 pontos, o time encara agora o My Balls, 5º colocado do Grupo A.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Mulekes 2 x 0 Arouca Jrs.
MULEKES VENCE AROUQUINHA EM JOGO TRANQUILO
Mais organizado e preparado, equipe de Leco não tem problemas para fazer 2 s 0 e garantir a 2ª posição do grupo
Por Gustavo Scaldaferri
Mulekes e Arouca Jrs. foram para a partida tranquilos, já classificados, jogando mesmo para ver quem ficaria com a 2ª posição do grupo e, assim, avançasse direto para as quartas de final. Com 2 gols de Leco e melhor futebol, o Mulekes não teve problemas para vencer e garantir a 2ª melhor campanha do Grupo B.
Logo aos 2 minutos o primeiro chute a gol. Pedro Barbosa veio pela esquerda e bateu forte pra fora. Na jogada seguinte, cobrança de escanteio do Arouca, Noal conseguiu ganhar na área, mas Ricardo Sales saiu bem e defendeu. Com 4 minutos, Vitinho Laruccia chutou da intermediária, forte, e Gui encaixou tranquilamente. Um minuto depois, Noal veio pela esquerda e disparou uma bomba para a boa defesa de Ricardo Sales, que tirou para a linha de fundo.
Vitinho Laruccia era um dos que se destacavam do lado muleke. Ele trouxe da esquerda para o meio e bateu no contrapé de Gui, que conseguiu se virar e fez linda defesa. Aos 11, Nelsinho perdeu a bola no meio para Vitinho, que finalizou com força, mas Gui espalmou pela linha de fundo.
A partida estava disputada, os dois times mostrando vontade dentro de campo. Com 14 minutos, Gian, no meio, passou para Vitinho Laruccia bater forte, mas mais uma vez Gui estava esperto para evitar o tento branco. No lance seguinte, Rogerinho veio pela esquerda, pedalou e deixou no meio para Leco, que chutou com precisão no canto direito, no alto, e abriu o placar.
Rogerinho se empolgou e foi pra cima. Aos 18, ele recebeu um pouco à frente do meio campo na esquerda e disparou uma bomba que passou pertinho da trave esquerda e saiu.
Com 21, Leandrinho dominou na frente, fez trabalho de pivô e deixou para Leco bater. A pelota explodiu na trave esquerda. A zaga do Mulekes trabalhava muito bem, evitando chegadas mais perigosas do Arouca. O árbitro apitou o fim de primeiro tempo com um jogo equilibrado, mas com Mulekes em vantagem.
Na volta, bem no comecinho, Vitinho Laruccia, na direita, lançou na área com perfeição para Rafinha Souza cabecear e Gui fazer a defesa. Aos 3 minutos, Rogerinho enxergou Leco no meio, que bateu colocado no canto esquerdo para fazer o segundo. O Mulekes queria mais e não se cansava de levar perigo a Gui. Gian carregou pelo meio e finalizou. A bola bateu na trave esquerda e saiu pela lateral.
O Mulekes vencia e impunha seu jogo de toque de bola. Por sua vez, o Arouca não conseguia fazer seu jogo. Aos 12, Vitinho Laruccia bateu da entrada da área e Gui evitou o gol mais uma vez. Só dava Mulekes, o Arouca estava perdido no confronto, mas mesmo assim Noal achou espaço e teve a chance de diminuir pela esquerda, quando invadiu a área e chutou Ricardo Sales pegou bem. Do mesmo jeito que Gui também defendeu cobrança de falta de Leco no minuto seguinte.
Na reta final do confronto, o Arouca melhorou e passou a atacar mais. Noal bateu falta da direita, Ricardo defendeu, e no rebote Rafael chutou por cima. E não houve tempo para mais nada.
Com a vitória, o Mulekes chegou a 18 pontos e ficou em 2º lugar na tabela. O time folga na próxima rodada e espera o vencedor de Primatas x Joga 13. Já o Arouca Jrs. caiu duas posições e terminou em 5º. No mata mata, a equipe vai encarar o Di Primeira.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
My Balls 3 x 0 Elefantes Indomáveis
MY BALLS FAZ DEVER DE CASA E GARANTE PRESENÇA NA PRÓXIMA FASE
Apesar do descontrole emocional, equipe derrota o rebaixado Elefantes Indomáveis, que não se entregou tão facilmente como alguns poderiam imaginar
Por Heron Ledon
O My Balls fez o que precisava para se classificar ao mata-mata: derrotar o lanterna do Grupo A. Muitos esperavam que o Elefantes Indomáveis entraria em campo sem vontade e descompromissado com a vitória, mas não foi isso o que aconteceu. O time batalhou muito, teve uma ou outra chance de abrir o placar, mas, no final, se rendeu à pressão oponente e terminou o campeonato sem ter vencido ao menos uma partida.
Lutando desde o início, o time de azul se abalou um pouco com a briga entre Lucas Manzano e o técnico Raphael Nunes, que foram expulsos, porém juntou forças para conseguir chegar às redes e aplicar o 3 x 0.
E o time já foi para cima desde o minuto inicial, quando Alê Caieiro recebeu da direita e bateu forte para o gol; a bola triscou o travessão e foi para fora. Lances depois, Joca teve uma boa chance pelo lado do Elefantes ao fazer ótima jogada pelo meio e tentar o arremate. A pelota desviou no trajeto, tirou tinta da trave direita de Sujinho e também foi para fora.
Em mais uma jogada de Joca – que segurava a bola no ataque e criava as principais subidas do time laranja e branco –, Daniel recebeu o cruzamento na área e fuzilou a gorducha, mas sem direção certa ao gol. O My Balls tentou o troco com Bruno Sobral, que também pegou a bola alçada na área e a chutou por cima do travessão, desperdiçando uma excelente chance de abrir o placar.
O jogo era muito truncado, e os lances claros de gol custavam a sair. Os indomáveis começaram melhor ao marcar em cima e pressionar o adversário, mas, com o passar do tempo, o My Balls conseguiu ficar mais com a bola e controlar o duelo, restando os contra golpes ao Elefantes, armados sempre por Joca.
O goleiro Chacha fez uma boa defesa com os pés aos 19 minutos em chute de Fernando Souto pela direita. Sem uma vida fácil, o camisa 1 foi obrigado a salvar novamente sua equipe. Desta vez, Bruno Sobral, pela esquerda, concluiu ao gol, e o arqueiro estava lá para fechar bem o ângulo e pegar mais uma.
O My Balls ainda meteu uma bola na trave na bomba de Gui pela direita. Como oportunidade de gol, restou apenas a de Lucas para o Elefantes. Ele cortou para o meio e arriscou o chute; a redonda desviou, tocou na trave esquerda, passou por trás de Sujinho e foi ao segundo pau. Cauê chegou na rasteira e a mandou para fora – por pouco, o placar não foi aberto.
Nos minutos finais da primeira etapa, o time de azul teve uma baixa: confusão entre Lucas Manzano e o técnico Raphael Nunes. O treinador pediu a saída do atleta para realizar uma substituição, e ele não gostou e xingou seu comandante. Rafael, então, não aceitou a ofensa e foi para cima do jogador. Eles trocaram alguns socos e pontapés, mas, rapidamente, foram separados pelos demais companheiros, que evitaram, assim, uma briga maior. Os dois personagens, desse modo, foram expulsos pela arbitragem.
Os atletas do My Balls ficaram visivelmente irritados e abalados com o ocorrido, então, na volta para a segunda etapa, tiveram que juntar forças para pressionar ainda mais o oponente. E o fizeram. Robson Dantas acertou a trave após receber passe de frente para o gol, sozinho e bater colocado. Depois, Sandro Corrêa cobrou escanteio para Alê Caieiro, que cabeceou bem, mas Chacha estava na posição correta para defender no alto, no canto direito.
Após mais um avanço do adversário – Robson Dantas roubou a bola no meio-campo, avançou e realizou o chute, que foi novamente defendido por Chacha – o Elefantes pediu tempo para tentar ajustar a equipe. Mas de nada adiantou. O time ficou atrás durante a segunda etapa inteira e, ao perder diversas vezes a pelota na região central do campo, praticamente não criou chance clara alguma de gol.
O My Balls só queria saber mesmo era do gol. E, depois do cabeceio de Gui para fora ao receber cobrança de escanteio, o conseguiu. Aos 16 minutos, Bruno Sobral trouxe pelo meio e rolou a bola para Fernando Souto, na direita, que chutou. Chacha espalmou, e Robson Dantas aproveitou o rebote para abrir o marcador.
Abatido com o gol e sem demonstrar poder de reação, o Indomáveis sofreu mais um aos 21. Ele veio em um pênalti, para muitos, duvidoso. A zaga laranja e branca bateu cabeça, e Sobral roubou a bola e avançou. O defensor oponente e xará Bruno puxou sua camisa fora da área, mas o árbitro não marcou nada e o atacante continuou. Sobral, então, ficou frente a frente com Chacha, não chutou e caiu. Pênalti marcado, pois, segundo o árbitro, ele foi derrubado pelo próprio Bruno, que levou o amarelo. Após muitas reclamações dos adversários, Sobral foi à cobrança: bola para um lado, goleiro para o outro! 2 x 0 My Balls.
Em outro lance, Cauê também tomou o cartão amarelo e, com dois atletas a menos, o Elefantes sofreu o terceiro tento. Há dois minutos do fim, Sandro Corrêa, na esquerda, pisou para Alê Caieiro, que estava livre dentro da área, chutar ao gol. A bola desviou no trajeto e foi para o fundo das redes, fechando o placar.
Com a vitória, o My Balls termina a fase de grupos na 5ª colocação com 11 pontos. Seu oponente no mata mata é o Bacana, que ficou em 4º lugar no Grupo B. O Elefantes Indomáveis termina na lanterna com apenas 2 pontos, sem ter vencido uma partida sequer. Assim, ele dá adeus à Ouro e espera o próximo semestre para disputar a Série Prata.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
MachuPichu 5 x 1 Joga 13
MACHUPICHU, JÁ REBAIXADO, MOSTRA QUALIDADE E GOLEIA JOGA 13
Aurinegros jogam sem vontade, peruanos aproveitam e fazem chuva de gols na última rodada. 13 se classifica pelo critério de desempate
Por Gustavo Scaldaferri
O Joga 13 veio para o confronto já garantido na fase de mata mata, pois o único que poderia alcançá-lo em numero de pontos, que era o Rabeloska, tinha duas vitórias a menos, ou seja, mesmo se vencessem de goleada perderiam no primeiro critério de desempate. O MachuPichu também chegou apena para cumprir tabela, já que, na lanterna e com 0 pontos após o WO na rodada anterior, não sairia da posição na tabela. Mesmo assim, os peruanos demonstraram garra e deixaram a Ouro com dignidade ao golear por 5 a 1.
O MachuPichu começou no ataque. Bola na intermediária e Tebas chutou forte com perigo. a pelota saiu pela esquerda. Aos 3 minutos, erro de Zoio, Ricci aproveitou a sobra e bateu de primeira na esquerda, mas a bola saiu por pouco. Um minuto depois, Caio disparou pela direita e Daniel, improvisado no gol, fez sua primeira defesa.
O alvinegro era bem melhor e, mesmo rebaixado, mostrava muito mais interesse em ganhar do que o Joga 13. Tebas cobrou escanteio, Rafael Ribeiro foi afastar e pegou mal na bola dentro da área, entregando para Caio, que completou para o gol para abrir o placar. No lance seguinte, Zoio driblou dois e bateu por cima raspando o travessão. Aos 9 minutos, Rogério tocou na frente para Lele, que girou e chutou, mas a bola saiu com perigo pela esquerda.
Com 14, Fino, na direita, bateu forte por cima. Na sequência, Lele, na frente, tentou o chute e Pipo defendeu novamente. O Joga 13 começava a melhorar na partida e pressionar os peruanos. Aos 16, os aurinegros apertaram na saída de bola, conseguiram desarmar, e Lele recebeu no campo de ataque. O camisa 9 dominou e finalizou bem, mas Pipo salvou mais uma.
O duelo voltou a ficar equilibrado e os alvinegros passaram a arriscar mais chutes do meio. Aos 20 minutos Cirota veio pela direita e bateu cruzado, Ricci tentou alcançar a bola e por pouco não colocou pra dentro. Dois minutos depois, Rogério Martins ganhou no meio e chutou com força, mas Pipo espalmou e tirou pela linha de fundo. Do outro lado, Tebas dominou tranquilo a pelota, girou e bateu na trave. No lance seguinte, Luan invadiu a área e foi derrubado por Gui. O árbitro apitou pênalti e deu amarelo pra Gui. Rogério foi para a cobrança, escolheu o canto direito, mas acabou acertando a trave. Que fase a do 13...
Aos 5 da segunda etapa, João recebeu na direita e disparou pela rede do lado de fora. Os aurinegros começaram a pressionar, no entanto não conseguiam fazer o gol. Aos 7, Rogério bateu do meio campo na direita e ela passou com perigo pela trave esquerda. Na sequência, Gui chegou pela esquerda e cruzou na área, Victor apenas encostou para marcar o segundo dos peruanos.
Aí sim o Joga 13 se abalou e tomou o terceiro. Em contra ataque, João tabelou com Ricci pela direita, entrou na área e deixou o dele. Os aurinegros pareciam desanimados, sem vontade de jogar, permitindo, assim, que o MachuPichu jogasse com facilidade. Aos 13 minutos, Fino deixou na direita, dentro da área para Lele. Ele usou sua característica principal, girou e chutou, mas Pipo estava em dia inspirado e saiu bem para defender.
Com 15, linda jogada pela direita, Ricci deixou para Victor, que colocou no meio para João fazer 4 x 0 no marcador. Ninguém do lado de fora do campo acreditava que o já rebaixado MachuPichu daria um baile no Joga 13. Mas era isso mesmo que acontecia em campo. Aos 17, Caio arriscou da intermediária, de bico e a pelota explodiu na trave direita. O MachuPichu mandava e desmandava na partida.
Dois minutos depois, Lele recebeu sozinho na área em condições que ele não costuma perder, mas o artilheiro não estava nos seus melhores dias e desperdiçou a chance. Com 21 minutos, Zóio tabelou com Lele dentro da área e diminuiu o placar. Mas não houve reação, pois, aos 24, Cirota cobrou escanteio na cabeça de Tebas, que colocou para dentro fechando o marcador em 5 x 1.
Mesmo com a derrota, o Joga 13 conseguiu a classificação pra próxima fase por ter uma vitória a mais que o Rabeloska – ficou na 6ª posição. No mata mata, enfrentam o Primatas. O MachuPichu mostrou muita qualidade nesse último jogo, comprovando que o time terá condições de voltar à Ouro no semestre que vem.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Só Resenha 3 x 6 CAV
CAV DERROTA RESENHA E AVANÇA DIRETO ÀS QUARTAS DE FINAL
Com três gols de Caio Fleischmann, equipe se mantém na segunda colocação e elimina Só Resenha da próxima fase
Por Heron Ledon
Na rodada final, o CAV entrou em campo para defender a vice-liderança do grupo e, assim, a classificação direta às quartas de final. Ao Só Resenha, a vitória seria necessária para também colocar a equipe no mata mata, porém ele já sabia que não teria vida fácil no duelo. Impondo-se no confronto desde o início, o CAV contou com o forte sistema defensivo e com os três gols de Caio Fleischmann para derrotar seu adversário e seguir firme como um dos favoritos ao título da Ouro.
E a determinação do Atlético da Vila surtiu efeito com 3 minutos jogados. Marcel, na linha de fundo, cruzou a bola para a área; Caio a matou no peito e devolveu ao camisa 11. Ele, então, bateu novamente à área, e Fleischmann desviou para o gol, abrindo o marcador.
No minuto seguinte, o Resenha tentou responder, no entanto sem sucesso. Darian fez bela cobrança de falta pela direita com um chute cruzado no alto, porém Diego Gallego espalmou bem. No escanteio, Cris subiu alto, mas cabeceou fraco ao gol, e o goleiro segurou a gorducha.
Passaram-se alguns minutos e, em um contra golpe, Caio ampliou para sua equipe. Mirandinha, pelo Só Resenha, perdeu a bola no ataque e foi ao chão. Todos os atletas de seu time pararam ao pedir e achar que foi falta, já que o jogador não se levantava, porém o árbitro mandou seguir o lance. O camisa 10 do CAV, então, avançou sem marcação ao ataque e, na saída de Papa Burguer, rolou para Barata, que preferiu devolver a Caio do que fazer o gol. Com o presente em seus pés, empurrou a pelota para as redes.
O Só Resenha não conseguia impor-se em campo e bloquear a pressão do adversário. Desse modo, Marcel arriscou um chute cruzado pela esquerda, que passou com perigo próximo à trave. Segundos depois, o time fez uma boa troca de passes, e Davi concluiu o lance da intermediária batendo ao gol, porém Papa fez uma ótima defesa.
Bem que o time de verde e branco pediu tempo para ajustar os erros e diminuir a empolgação oponente, mas de nada a adiantou. Marcel, na direita, voltou a bola para Bettoni, que, de trás do meio-campo, chutou firme do canto direito de Burguer, o qual foi na bola, mas não a alcançou. 3 x 0. Arthur ainda tentou descontar na linha de fundo, mas a redonda foi na trave.
Após uma excelente defesa do goleiro do Resenha, na bomba de Cidrão do bico da área, a equipe, enfim, conseguiu chegar ao seu primeiro tento. Aos 17, Diogo Moraes deu bobeira e perdeu a bola para Valdir, que avançou e bateu cruzado ao fundo do gol. O camisa 3 ainda teve a chance de descontar novamente ao receber na esquerda e arriscar bonito com perigo, mas para fora.
Barata, na esquerda, passou pelo marcador e arrematou; a gorducha bateu na trave e no braço de André Plec, que, sem sucesso, chegou no susto para completar. Na verdade, o CAV foi melhor principalmente na primeira metade da etapa inicial. Depois, tinha dificuldades de ficar com o controle da bola, já que a perdia muitas vezes nas armações das jogadas. Já o Resenha só melhorou mesmo, após a entrada de Valdir, que chegou atrasado, mas deu mais movimentação ao ataque, tirando o sossego da defesa adversária.
Tanto foi verdade que, com apenas 20 segundos da etapa final, Valdir novamente chegou às redes. Em um rápido lance e chute para o gol, Gallego defendeu, mas não conseguiu segurar a bola. Falha do goleiro e oportunismo de Valdir, que marcou o segundo ao completar o lance. Diego se redimiu dois minutos depois, quando defendeu com a perna o arremate de Éder, que havia roubado a bola no meio-campo, avançado e arriscado a batida.
O CAV deu o troco com dois belíssimos gols, para alguns, golaços! O primeiro foi de Davi, que recebeu na entrada da área, deu dois cortes secos – um em Cris e outro em Papa – e completou ao fundo do gol. E, o segundo, de Marcel. Diogo Moraes tocou a bola para ele, que, da intermediária, mandou um lindo chute, forte e colocado, no canto direito do arqueiro, o qual pulou, mas não pode defender.
No entanto, a reação do Resenha veio logo no minuto seguinte, aos 7. Em contra-ataque, Mirandinha subiu rápido pela esquerda e fuzilou no alto em direção às redes. Gallego ainda conseguiu desviar a redonda, porém ela tocou no travessão e caiu já dentro do gol. Era o 5 x 3. O CAV, então, pediu tempo para esfriar os ânimos adversários e não desviar a atenção dos atletas na partida.
E adiantou. Na verdade, o time de branco e dourado continuou trabalhando bem, mas, no geral, os ânimos das duas equipes foram esfriados. Papa fez uma boa defesa no arremate de Bettoni da intermediária. Lances depois, Marcel rolou para Cidrão, que, de fora da área, tirou do goleiro, mas em excesso.
Com o amarelo para Marcel ao cometer falta sobre Valdir – que havia caído de produção –, o Resenha conseguiu chegar com um pouco mais de perigo em uma subida. Éder recebeu passe e, mesmo não tão perto da área, tentou o chute rasteiro, que tinha endereço certo, mas Gallego fez boa defesa no canto direito, evitando o desconto oponente.
Os minutos correram, e a partida estava um pouco mais tranquila, já que os dois times não chegavam mais com tanto perigo. Porém, Caio saiu do banco de reservas para marcar seu terceiro – um belo gol – e fechar o placar. De fora da área, Fleischmann matou no peito a bola passada a ele em cobrança de lateral, protegeu do marcador, virou e bateu sem chances de defesa no canto direito de Papa Burguer.
Com a derrota, o Só Resenha dá adeus à competição, pois terminou na 7ª colocação com 10 pontos – mesma pontuação e números de vitórias (3) do SPQSF, mas com 4 gols a menos de saldo. Já o CAV se manteve na vice-liderança e se classificou direto às quartas de final. Ele espera, agora, o vencedor do confronto entre SPQSF e SNG para saber quem será o seu adversário.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Fúria 2 x 1 Real Paulista
FÚRIA VENCE REAL E ESCAPA DO REBAIXAMENTO
2 gols de Thiago Motta decretam a permanência da equipe na Ouro ao mesmo tempo que rebaixa Real para a Prata
Por Gustavo Scaldaferri
Real Paulista e Fúria fizeram o jogo dos desesperados na última rodada da ouro pelo Grupo A. Lutando pela permanência na divisão de elite do Chuteira, os dois vinham com 7 pontos e precisavam da vitória. O Fúria ainda tinha a vantagem do empate, pois tinha uma vitória a mais. No fim, mesmo desperdiçando inúmeras oportunidades, os rubro negros foram mais eficientes e saíram vitoriosos.
Com 5 minutos, Adriano Motta subiu pela esquerda e bateu. A bola foi para as redes, mas do lado de fora. Aos 7, resposta alvi negra com Cadu, que chutou da intermediária com força, mas por cima do gol. Na sequência, Adriano Motta deixou na direita para seu irmão Thiago finalizar em cima de Alemão.
Pelo Real, Phillip recebeu na área sozinho e desperdiçou a chance pelo canto direito. Por estarem sob risco, ambos os times jogavam muito contidos, se estudando para aproveitarem qualquer descuido. Porém, chegavam muito pouco ao ataque.
Aos 15, foi a vez de Vini Costa bater da intermediária com categoria, mas Sucão conseguiu espalmar para a lateral. O Real continuou em cima, desta vez Renato carregou pelo meio e deixou para Cadu, dentro da área, que bateu para fora. O Real se mostrava melhor no confronto, mas o primeiro tempo acabou sem muitos lances emocionantes, com as equipes muito nervosas cometendo erros bobos.
Na segunda etapa, a partida tinha que ser mais movimentada, afinal os dois times brigavam por sua permanência. E foi assim que aconteceu. Aos 5 minutos, falha da zaga do Real, Thiago Motta aproveitou e saiu cara a cara com Alemão. Tentou bater colocado, mas o goleirão esticou o pé para fazer a defesa. Dois minutos depois, Rodrigo Sapienza recebeu na entrada da área e chutou de peito de pé, mas a bola saiu por cima.
Apesar de jogar pelo empate, era o Fúria que tomava as rédeas do jogo e, assim, passou a dominar, mas perdia muitas oportunidades de gol. Thiago Motta encontrou Guel sozinho na área que, de cabeça, tentou fazer, mas outra vez a pelota não entrou. No minuto seguinte, Thiago Motta recebeu na frente sem marcação, levou pela esquerda, invadiu a área e deu um toquinho com muita categoria por cima do Alemão para, finalmente, abrir o placar.
O Real tentou a reação com Philip. Ele pegou na esquerda, driblou o zagueiro e disparou cruzado, mas a bola explodiu na trave. Aos 14, Philip novamente chutou uma bomba. Desta vez a bola foi de encontro ao travessão.
Perdendo, ao Real só restava o ataque desenfreado. Era preciso virar o jogo para se manter na Ouro. Aos 17, Cadu finalizou da entrada da área e Sucão fez milagre salvando a pelota na esquerda e evitando o gol de empate. Um minuto depois, Vini Costa veio pela esquerda e colocou no meio da área para Renato empatar o duelo e dar esperança aos paulistas.
Faltava um gol, e o Real manteve-se no campo ofensivo. Ricco tocou para Renato, que bateu e Sucão salvou mais uma. Se contestado em outros jogos, Sucão vinha sendo o diferencial na decisão. E graças a ele, que defendeu várias bolas, o Fúria jogou o balde de água fria no Real. Sobra de bola para Thiago Motta na frente, que fez o segundo, com muita vibração, para selar o time na Ouro no ano que vem.
Faltavam poucos minutos, mas o Real não se rendeu. Aos 24, Vini Costa ainda tentou o empate, mas Sucão evitou, e não havia mais tempo, 2 x 1 em favor do Fúria, que rebaixa o Real, que neste jogo lutou até o fim, mas colhe os frutos de um time que não deu liga e, em 9 jogos, venceu apenas uma vez. Os rubro negros mostram serem especialistas em se se salvar do rebaixamento na rodada final. Este foi mais um capítulo que se repete há mais de ano para a equipe.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Di Primeira 1 x 0 SPQSF
EM JOGO RUIM, DI PRIMEIRA LEVA A MELHOR SOBRE SPQSF
Com 50 minutos que pouco empolgaram, Di Primeira resolveu o jogo em um lance e saiu com a vitória
Por Gustavo Scaldaferri
Di Primeira e SPQSF se enfrentaram na rodada final precisando de uma vitória para assegurar a classificação. Apesar da necessidade de vencer, nenhum dos dois times empolgou, e o que se viu foi um jogo com poucos momentos de emoção, raras jogadas de bom futebol e que foi definido em um lance. Di Primeira saiu com a vitória apertada por 1 a 0.
O SPQSF atacou logo no primeiro minuto. Em cruzamento na área, Jajá cabeceou, mas Ethiene fez a defesa. Dois minutos depois, Gui tentou a batida do meio e Serafa defendeu com tranquilidade. Aos 8, André dominou na frente, mas bateu fraco e Serafa pegou bem novamente. Na jogada seguinte, André, o melhor jogador do Di Primeira, bateu, a bola desviou na zaga e saiu. André teve mais uma chance ao dominar pela direita, mas quando foi chutar Serafa já tinha caído em cima da bola para evitar o gol.
O Di Primeira era mais ataque, mas o SPQSF também chegava. Com 13 jogados, Lê Rosa recebeu na área, girou e bateu, mas Ethiene fez boa defesa. O jogo estava muito parado, com muitos erros e poucas chances de gol. Aos 15, Douglão finalizou da intermediária com força, mas a pelota saiu por cima. No minuto seguinte, Douglão de novo, na área, girou e chutou com muito perigo, mas pra fora.
O Di Primeira voltou ao ataque com Jocélio, que deixou na direita para André encher o pé e enfim abrir o placar para os rubros. Antes do fim do primeiro tempo, duas chances, uma de cada lado. Pelo laranja e branco, Meneguelo, sem ângulo pela esquerda, bateu pela rede do lado de fora. Do outro lado Cris cobrou falta, a bola desviou na barreira e saiu por cima com perigo.
O Que Se Foda começou a melhorar no segundo tempo. O time tomava um pouco mais de atitude e chegava principalmente com Douglão. O Di Primeira recuava para aproveitar os contra-ataques. Aos 2 minutos, Douglão chegou pela esquerda e chutou cruzado, a pelota acabou saindo por pouco. Ele apareceu de novo ao disparar pelo meio e tocar para Jajá, que dominou, girou e finalizou, mas Ethiene defendeu bem mais uma vez. Portuga tentou o dele, mas seu chute foi para fora.
A pressão do SPQSF era grande. Jajá cobrou falta e Lê cabeceou, mas para fora. A pelota parecia não querer entrar. Depois disso o jogo ficou parado novamente e só aos 17 minutos, um lance de perigo. Dri encontrou Jocélio na direita, que invadiu a área, girou e chutou. A bola desviou na zaga e saiu. E a partida continuou morna até o apito final.
Com a vitória, o Di Primeira se manteve na 4ª colocação e vai encarar o Arouca jrs. no mata mata. O SPQSF, mesmo perdendo, conseguiu a classificação pelo saldo de gols, graças à derrota do Só Resenha. Agora o time tem a missão de encarar o SNG, que com a goleada sobre o líder Fiorella chegou à 3ª posição.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Arouca 5 x 2 Primatas
AROUCA BATE PRIMATAS E SE CONFIRMA COMO LÍDER INVICTO
Já garantido nas quartas de final, time dominou, do começo ao fim, o Primatas, que continuou na terceira colocação do Grupo A
Por Heron Ledon
Tarefa nada fácil ao Primatas para se classificar direto às quartas de final: derrotar o líder invicto do Grupo A por uma diferença de, pelo menos, quatro gols. E, realmente, essa possibilidade não chegou nem um pouco perto de ser concretizada durante a partida. Ao ver que o adversário estava num dia em que o seu ataque não ia nada bem, o Arouca, mesmo sem a dupla de zaga principal, controlou o duelo desde o seu início e não teve dificuldades para administrar o resultado, principalmente após a expulsão de M. Júnior.
As primeiras chances claras de gols só saíram aos 11 minutos – e não foram desperdiçadas por Renanzinho. Na primeira, ele recebeu a bola na intermediária e chutou. Ela desviou no trajeto e estufou as redes, confundindo o goleiro Vitinho, que tinha pulado no outro lado. No minuto seguinte, o camisa 21 do Arouca limpou do marcador na direita e bateu bonito no segundo pau, colocado, sem chances de defesa. Antes de o placar ser aberto, ele já havia fuzilado a gorducha no travessão após triangular com Markinhos e Marcos Bohn.
O Primatas, então, pareceu acordar para o duelo, chegou com perigo e conseguiu descontar o contador de gols. Primeiro, o arqueiro Maurício fez uma boa defesa no chute de Marcelo Gama da entrada da área, mas, minutos depois, não teve jeito. Marcelo roubou a redonda, avançou pela direita e cruzou na linha de fundo para Gus empurrar ao fundo das redes.
Após diminuir o marcador, a equipe vermelha conseguiu se arrumar, segurar um pouco mais o adversário e até subia algumas vezes com perigo com Gama, Gus e Tieppo. O Arouca, por sua vez, defendia-se muito bem, trocava bons passes, mas já tinha dificuldades para concluir as jogadas.
Nesse ritmo, Orley ainda teve duas oportunidades de ampliar. Na primeira, ele passou bonito por M. Júnior e tocou tirando com perigo do goleiro, mas para fora. Na seguinte, ele recebeu sozinho um passe no segundo pau para fazer o tento, porém lhe faltou calma e ele completou totalmente errado, no outro lado do gol. Tieppo também desperdiçou. Marcelo desviou a bola de cabeça na intermediária, e ele saiu frente a frente com Maurício, no entanto, ao querer tirar do goleiro, bateu muito para fora.
Na etapa final, Rodrigo Kampf substituiu Vitinho no gol do Primatas e não teve moleza alguma. Mota rolou para Veloz chutar ao gol, obrigando Rodrigo a espalmar. Em seguida, mais uma defesaça do camisa 1. Arremate do capitão Marcos Bohn pelo meio, e o arqueiro salvou no canto direito com as pontas dos dedos. Até que, aos 6 minutos, não pode evitar o gol. Thiaguinho carregou pela intermediária, passou pela marcação e bateu bonito no alto, no canto esquerdo de Rodrigo.
Três minutos depois, a vida do Primatas ficou mais complicada do que já estava: M. Júnior foi expulso por agressão sem bola e sequer reclamou do cartão. O time pediu tempo, então, para esfriar a cabeça e pensar em algum tipo de estratégia. Porém, pouco depois do reinício do jogo, o quarto gol do Arouca foi marcado. Em cruzamento na área, Orley, enfim, chegou às redes, com um cabeceio.
O que faltava ao Primatas desde quando ainda tinha seis atletas de linha era o domínio de bola e a boa troca de passes, já que o oponente fazia uma ótima marcação. Mesmo assim, a equipe conseguiu descontar o placar. Marcelinho recebeu na intermediária e bateu ao gol; a bola desviou em Renanzinho, que estava no lance, e entrou. Maurício tentou a defesa com o pé, mas não conseguiu. Antes disso, já havia defendido no reflexo o chute de Thomas de frente para a área após ter passado bonito pelo marcador.
Nem por isso, o Arouca perdeu a tranquilidade que teve depois da expulsão de M. Júnior e continuou avançando sobre o adversário. Rodrigo Kampf defendeu bem o chute cruzado do ataque amarelo; a pelota sobraria para Renanzinho, mas o arqueiro ainda dividiu o lance e evitou o gol. Porém, ele só não conseguiu fazer o mesmo ao 21, quando a gorducha caiu nos pés de Marcos Bohn na intermediária, que bateu colocado no seu canto esquerdo. 5 x 2.
Tieppo ainda tentou o desconto no chute tirado Thiaguinho. No rebote, Gama arrematou, mas Maurício defendeu bem com a perna. O placar estava mesmo fechado.
O Primatas, então, permaneceu na terceira colocação com 16 pontos conquistados. Agora, pelo mata mata, a equipe encara o Joga 13, que não fez uma boa campanha nessa reta final e terminou como 6º colocado do Grupo B. Já o líder invicto Arouca terminou com 25 pontos e, classificado direto às quartas de final, espera o vencedor do duelo entre Bacana e My Balls.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Rabeloska 2 x 1 É Verdadeee
COM DOIS GOLS NO FINAL, RABELOSKA REBAIXA É VERDADEEE
É Verdadeee ganhava até os 20 do segundo tempo, toma dois gols em dois minutos e cai para a Prata
Por Gustavo Scaldaferri
O É Verdadeee foi para a última rodada precisando vencer de qualquer maneira para escapar do rebaixamento. O time sabia disso, pois o Jeremias, adversário direto na luta contra o rebaixamento, já havia perdido o seu jogo horas antes. Assim, era vencer ou vencer. Já o Rabeloska não tinha chances de classificação, pois SNG e Bacana haviam vencido suas partidas. Mas mesmo assim, um apagão do É Verdadeee nos minutos finais, que vencia por 1 x 0, fez com que a equipe rubra virasse o jogo.
No primeiro minuto, Kika encontrou Fúria na esquerda sozinho. Ele bateu e a bola passou perto. Com 5 minutos, Tassio, arqueiro que jogou na linha, deixou na direita para Marcelo Duarte chutar por cima do gol. No minuto seguinte, Rodrigo lançou bola perfeita para King na frente. Ele driblou o goleiro, mas acabou chutando pela linha de fundo.
O É Verdadeee era melhor, mas desperdiçava muitas oportunidades. Kika era quem mais se destacava. Do outro lado, o desânimo parecia ser a tônica. Mesmo assim, o time chegou com perigo ao gol de Reyna. Caio, pela esquerda, finalizou cruzado pra fora e, na sequência, Maradona recuperou a pelota no meio e bateu forte. A bola passou raspando o travessão.
Aos 12, Kika ganhou no meio, subiu e encheu o pé da intermediária. Fernando Lopes fez linda defesa. Um minuto depois, Rodrigo perdeu grande oportunidade ao sair cara a cara com o goleiro, mas ele chutou em cima dele. Com 20, Caio rolou na frente para Barata que bateu fraco e ficou fácil para Reyna. O primeiro tempo acabou sem muitas emoções.
Na segunda etapa, aos 5 minutos, Caio veio pela esquerda e chutou forte, mas Reyna fez a defesa. A partida era átipica, sem a emoção que deveria marcar um duelo da Ouro. As equipes pareciam não demonstrar vontade de fazer gols. Aos 10, mais uma vez Rodrigo apareceu pela direita com a chance de abrir o placar, mas Fernando Lopes saiu bem e evitou o gol. Com 12 minutos, Fúria chegou na intermediária e finalizou de bico no cantinho esquerdo. Fernando Lopes caiu bonito para salvar.
Finalmente, aos 15 minutos, o placar foi aberto. Rodrigo chegou pela direita e tentou passe para dentro da área. Fúria acabou deixando a bola passar e ela foi rolando devagarzinho até entrar no cantinho esquerdo do gol.
Tudo indicava que o É Verdadeee sairia com os 3 pontos e a salvação, mas o time relaxou. Aos 20, Marcelo Duarte veio pela esquerda e lançou na direita para Tássio deixar tudo igual. No minuto seguinte, Rodrigo deixou Fúria na cara do gol para tentar colocar o clube azul e branco na frente de novo, mas o camisa 7 desperdiçou a oportunidade e bateu para fora.
E de tanto perder gols, o É Verdadeee sofreu o castigo. Tássio chegou pela direita e tocou no meio para Barata, que não desperdiçou e aplicou a virada. O gol abateu o EV, que não conseguiu mais nada até o apito final, que decretou a sua volta à Série Prata.
Mesmo vencendo e chegando a 12 pontos, o Rabeloska fica de fora da próxima fase da competição pelo fato de ter uma vitória a menos que o Joga 13.
XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
SNG 5 x 0 Fiorella
SNG GOLEIA O LÍDER FIORELLA E VAI AO MATA-MATA
Com 2 x 0 de vantagem, time se aproveitou de expulsão polêmica adversária para desbancar, de vez, o rival, que não contou com a perigosa dupla João Paulo e Maurício Leal
Por Heron Ledon
Pela primeira vez na história do Chuteira, o SNG corria riscos de não se classificar para a fase seguinte a de grupos. Missão: derrotar o líder, até então invicto, Fiorella. Tarefa árdua, mas não impossível de cumpri-la. No entanto, ninguém esperava que fosse com uma goleada. Em uma partida que foi muito estudada e truncada, o time azul sofreu dois gols e não teve um bom poder de reação, já que também não contava com seus dois decisivos atletas, João Paulo e Maurício Leal. Então, após a contestada expulsão de Robson Alves, a equipe não conseguiu evitar os gols oponentes.
O duelo começou equilibrado e travado no meio-campo. As equipes pareciam estar mais preocupadas em não levar gol do que em marcar, assim, se arriscavam muito pouco no ataque. Desse modo, a primeira boa chance de gol veio só aos 7 minutos, quando Rodrigo Macaro, do Fiorella, bateu falta bem defendida por Sampa no alto.
De quase herói, Macaro quase foi o vilão. De dentro da área do seu time, ele foi dar um passe pelo alto, porém Ronei o pressionou, e a bola bateu em sua cabeça e foi ao gol. Sorte que o goleiro Franklin estava atento e conseguiu segurá-la. Serafim ainda teve a chance de colocar o Fiorella na frente do marcador, mas o seu perigoso chute foi por cima do gol, rente ao travessão.
O jogo em si estava muito ruim tecnicamente, morno e sem grandes emoções. O SNG não queria se abrir e tomar o gol; o oponente, perder a invencibilidade. O placar, então, só foi aberto nos minutos finais do primeiro tempo pelo time que mais necessitava da vitória. Cobrança de lateral para Alemão, que bateu para o gol de fora da área. Franklin fez a defesa parcial e, no rebote, Danilo Dantas ganhou da marcação e completou ao fundo das redes.
A etapa final já começou mais movimentada. Luis Fernando tentou o desconto ao avançar pela direita e bater cruzado, com perigo, mas para fora. Alemão respondeu da mesma forma que o adversário e sem sucesso. Só então que o capitão Biro contou com a sorte e ampliou para o SNG. Ainda aos 2 minutos, em cobrança de falta, Ronei rolou a bola para trás a Biro, que a ajeitou e mandou-a de longe para o gol. A redonda bateu na trave, em Rogério, passou por debaixo do goleiro e entrou.
Minutos depois, o Fiorella buscou o ataque com o próprio Rogério, que trouxe pelo meio e abriu a jogada para Serafim na ponta esquerda, mas ele bateu rasteiro e fraco ao gol. Após alguns lances, a situação do líder se complicou. Robson Alves teria escutado um apito (de outra quadra, segundo ele) e pôs a mão na bola ao achar que era falta para o seu time, o que não aconteceu. Ele, então, levou o cartão amarelo e foi em direção à reserva. Segundo Robson, de costas para o árbitro, ele falou para um torcedor: “Tomei o amarelo porque escutei um apito de fora. Vai tomar no c*!”. No entanto, o árbitro escutou, achou que era com ele e expulsou o atleta – fato que gerou inúmeras reclamações dos jogadores.
Assim, se já estava complicado, ficou pior ainda para o líder. O SNG, por sua vez, aproveitou-se da vantagem numérica. A bola sobrou para Rafael Brozinga, que bateu cruzado, e a zaga a afastou parcialmente. Então, Alemão a dominou e fuzilou ao fundo do gol. 3 x 0. Alguns minutos depois, aos 16, Ronei marcou o quarto tento ao receber a gorducha na intermediária e mandar uma bomba às redes, sem chances de defesa para Franklin.
Mesmo com um atleta a menos e com o placar difícil de ser revertido ou igualado, o Fiorella não recuou e continuou as tentativas de chegar ao gol como podia. Porém, já não tinha muito o que fazer, principalmente após levar mais um. Em rápido contra-ataque, houve uma virada de bola para Tejeda na esquerda, que cruzou a gorducha na área, e Renê a completou livre de marcação para o gol – fechando o marcador.
A derrota não tirou o Fiorella da liderança, e a equipe, com 20 pontos conquistados, espera o vencedor de Di Primeira contra Arouca Jrs. nas quartas de finais, já que conseguiu a vaga direta. O triunfo deixou o SNG como o terceiro colocado do Grupo B, com 14 pontos. Seu oponente agora é o SPQSF, que terminou a primeira fase no 6º lugar do Grupo A.
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