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CHUTEIRA NEWS: XIV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

XIV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Mulekes 5 x 2 Primatas

EM UM JOGAÇO, MULEKES TRIUNFA SOBRE PRIMATAS


A macacada começou bem, mas foi superada ainda na primeira etapa pelo talento e domínio de bola do adversário, que está nas semifinais

Por Heron Ledon

Em qualidade técnica, talvez o duelo entre Mulekes e Primatas fosse o mais aguardado das quartas de final da Ouro. E realmente foi uma grande partida! Não podiam estar de fora, então, jogadas bem trabalhadas, triangulações e belos gols. O time vermelho saiu na frente no placar, porém não por muito tempo até sofrer a virada. O Mulekes, assim, aproveitou-se de seu entrosamento para fazer os gols no primeiro tempo e administrar a partida até o fim. Resultado: vaga na semifinal!

A emoção não tardou a vir. Logo no início da partida, já houve boas chances de gols para ambas as equipes. A primeira foi do Mulekes, que quase conseguiu abrir o placar no erro de saída de bola de Lithio, o qual levou uma bronca do técnico Gui Fenômeno. Lances depois, foi a vez de o goleiro Ricardo evitar o tento oponente ao tirar para lateral a cobrança de falta rasteira de Marcelo Gama.

Com a maior iniciativa de jogo por parte do Primatas, parecia que a tarde seria mesmo do garoto Gama. Em sua segunda oportunidade de gol, foi travado dentro da área na hora “H” da conclusão, porém, na terceira, não a desperdiçou. Após a tentativa de drible do companheiro Gus, a bola sobrou para o camisa de 19 estufá-la nas redes!

No entanto, não tardou muito para o empate sair. Em ataque do Mulekes, Armando levanta mal, e Rafinha Souza chuta fraco a pelota – mas Vitinho a aceitou. Era a igualdade, que pareceu alavancar a mulekada. Armando ainda deu um drible lindo na marcação e rolou para Leco, que cortou o lance e tentou a devolução, mas foi impedido pela zaga, a qual ouviu reclamações do arqueiro.

Com a imposição branca dentro de campo, a virada foi consequência. Gian arriscou o chute e Vitinho deu rebote para Pedro, livre de marcação, completar às redes. E, por pouco, o terceiro tento não saiu, quando Armando, da direita, bateu com a canhota e viu a bola ir para escanteio após a defesa do goleiro com o pé. E foi assim que ele também defendeu o arremate de Gian, depois de tabelar com Leandrinho.

Nesse embalo e com o “abalo”, a partida ficava cada vez mais difícil ao Primatas. A equipe estava nervosa e nem o cabeceio de Tieppo que passou rente à trave foi suficiente para que a tranquilidade do início voltasse. Pelo contrário, além do cartão amarelo de Tom por mão na bola, o time ainda viu o lindo drible da vaca de Pedro Campos terminar com a chute de Leandrinho no poste.

Do lado do adversário, então, a poeira já havia abaixado. Com a boa movimentação dos atletas, Armando sempre aparecia livre na direita e, às vezes, havia dois companheiros livres para o chute na área. Tocando muito bem a bola, o terceiro gol saiu. Gian, que armava os ataques pelo meio, tabelou com Leandrinho e ampliou o marcador.

Nem mesmo o lindo gol do artilheiro da Ouro, Marcelo Gama, do meio-campo, no ângulo direito de Ricardo, foi suficiente para intimidar o Mulekes. A equipe foi para cima e fez mais um, o quarto. Leco cobrou escanteio para Leandrinho, que ganhou de Marcelinho dentro da área e desviou no canto direito de Vitinho. A bola ainda tocou na trave antes de entrar.

E não parou por aí. Com a equipe marcando em cima, a defesa do Mulekes roubou a bola e Armando, após recebê-la na esquerda, trouxe para o meio e bateu no lado esquerdo de Vitinho. Mais um erro do goleiro – que substituía Rodrigo Kampf, ausente na partida – já que, sem jeito, tentou novamente defender com a perna e aceitou o gol no minuto final do primeiro tempo.

Na conversa do intervalo, Gama disse aos demais companheiros o que, na sua visão, era o motivo do resultado parcial: “Nós estamos perdendo por nossa culpa”. Vitinho tratou de escutá-lo e, no reinício, fez uma defesaça na cobrança de falta de Armando. E ainda, no escanteio, espalmou o desvio de Rafinha Souza.

Minutos depois, aos 6, Rafinha, do Primatas, fez ótimo lance e, por pouco, não descontou para o time. Em contra-ataque, Gama rolou na esquerda para o camisa 10, que limpou da marcação e bateu no canto esquerdo de Ricardo para fora, com perigo. Após uma resposta também perigosa do oponente, o time pediu tempo para tentar alguma tática em busca da recuperação.

Porém, o que se viu foi Marcelinho afastar mal a gorducha e Rafinha Souza quase aproveitar para ampliar se não fosse Vitinho jogar para escanteio. E, para complicar ainda mais, o próprio Rafinha cometeu falta em Gama dentro da área, porém a arbitragem não assinalou o pênalti – entenderam que foi fora da meta de Ricardo.

Se por um lado, o Primatas não conseguia mostrar um bom futebol dentro de campo, a torcida dava um show de participação e humor na arquibancada da quadra 5. Uns faziam piadas; outros gritavam. O destaque foi para a narração da partida ao estilo “Joel Santana”. Pediram até a entrada de Feco: “Ôôô, Feco é melhor que o Eto’o”, mas de nada adiantou.

A equipe continuava abatida – vide a insegurança de Vitinho embaixo das traves –, não marcava em cima. Também, quando tentava os avanços, era sempre desarmada devido à falta de movimentação e opção de passe. O Mulekes, então, confiante e com o domínio do duelo, soube administrar o resultado e não deixar que o adversário esboçasse uma reação. O placar final foi esse mesmo: 5 x 2 para a mulekada.

De cabeça erguida, o Primatas encerra a sua participação nesta Ouro com o balanço final do treinador Gui Fenômeno: “Foi bom o resultado da equipe no campeonato. Entramos para não cair e chegamos às quartas. Ano que vem a gente se prepara melhor e viremos com tudo!”. Confiante com a boa vitória e o bom futebol apresentado, o Mulekes encara a “zebra” Bacana por uma vaga na grande decisão da Ouro.

XIV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

CAV 3 x 1 SPQSF

CAV ACABA COM EMPOLGAÇÃO DO SPQSF E VAI ÀS SEMI


Sem a presença do goleador Jajá, SPQSF não aproveitou as chances de gol e acabou dominado pelo vice-líder do Grupo A

Por Heron Ledon

“Agora temos mais uma pedreira pela frente”, disse o zagueiro Portuga após sua equipe eliminar o SNG nas oitavas de final, sábado retrasado. Todos sabiam da dificuldade que seria enfrentar a boa equipe do CAV e seguir na Ouro, porém, apesar do domínio oponente, o jogo não foi tão fácil assim. Principalmente no segundo tempo, o Que Se Foda criou lances perigosos, mas lhe faltava a boa conclusão – o artilheiro da equipe, Jajá, não esteve em campo. Então, com as boas armações de Davi e com a marcação cerrada, o Atlético da Vila foi superior e fez o que precisava para seguir firme ao sonho pela conquista inédita da competição.

Foi preciso apenas 18 segundos para o goleiro Serefa já ter trabalho sob o travessão. Após troca de passes da intermediária, Davi chutou no alto, no canto esquerdo, e o camisa 22 pulou para fazer a boa defesa. A resposta demorou a vir. Cinco minutos depois, Rodi tocou para Di Dicredo, que obrigou Diego Gallego a também defender bem no lado esquerdo do gol.

Mas era o CAV quem já estava um pouco melhor no embate mesmo e, na volta seguinte do ponteiro, ele abriu o placar. Bola cruzada na área, defesa parcial de Serafa, bate-rebate e... Gol! A arbitragem o validou para o defensor Teté. O que se viu em diante foi muito cansaço físico, já que o calor era intenso, e os dois treinadores combinaram uma pausa para água.

A equipe tricolor havia começado bem, mas caiu de produção no decorrer do primeiro. Mesmo assim, ainda teve a chance de ampliar na cobrança de falta rasteira de Bettoni, defendida muito bem por Serafa, e na enfiada de bola de Davi para Marcel, que tentou tirar do goleiro, mas teve o chute espalmado. Já ao oponente faltava uma boa armação, visto que não conseguia ficar com a posse de bola. Sua grande oportunidade de empate, então, foi na roubada de Dicredo sobre Bettoni culminada no arremate que Gallego evitou que terminasse em gol.

Apesar de um primeiro tempo morno em emoções, o segundo também teve o seu início mais agitado. Nos primeiros segundos, Jorginho, na esquerda, bateu rasteiro e cruzado, mas Marcel não conseguiu desviar e a pelota foi para fora. Minutos depois, lançamento para Rodi dentro da área e boa saída de Gallego no lance, evitando a batida e cobrando mais vontade de seus companheiros.

Se Jajá não estava em campo para balançar as redes, o atarefado de fazê-lo era Lê, que tentou de todas as formas. Bola levantada na área em arremesso lateral e o camisa 9 virou uma bicicleta: redonda no bico da trave! Antes disso, Portuga cobrou falta para o atacante, que recebeu na esquerda e cruzou rasteiro à área, mas ninguém chegou para completar.

Já que o empate não surgia, a diferença no placar aumentou. Marcel, que fazia uma boa partida ao apoiar nos ataques e recompor a marcação, roubou a bola no meio-campo, fez fila e tocou na saída de Serafa. Um belo gol! O segundo do CAV, e pedido de tempo do adversário para não desacreditar a equipe que o empate poderia acontecer.

E chances não faltaram ao Que Se Foda. Douglão cobrou falta quase rasteira pela esquerda, e Diego fez boa defesa. No rebote, Marinho mandou por cima do travessão. O camisa 8 também concluiu mal outro arremate, da entrada da área, após receber belo passe de Lê. E quase Bettoni se complica ao recuar mal com o peito para o goleiro, porém Gallego e a defesa estavam atentos e impediram o gol oponente.

Nem por isso acuado, mas defendendo-se ao congestionar o campo defensivo e partindo aos ataques principalmente com as armações de Davi pelo meio, o CAV poderia ter ampliado. Após cobrança de lateral para a área, Caio Fleischmann virou bem e bateu no alto, mas viu Serafa espalmar seu chute.

Por fim, de tanto insistir, finalmente o SPQSF conseguiu descontar o marcador. Lê recebeu passe na direita, dentro da área, e virou chutando rasteiro e cruzado, sem chances de defesa a Gallego. No entanto, o banho de água fria veio no mesmo minuto, aos 20, quando tocaram para Davi próximo à marca do pênalti, e o camisa 14 bateu firme no canto esquerdo de Serafa, fechando o placar. O goleiro ainda evitou o quarto com uma ótima defesa no arremate de Bettoni pela direita após o pivô de Diogo Moraes.

Fim da linha para o Que Se Foda e classificação às semifinais ao Atlético da Vila, que, agora, encara a perigosa equipe do Fiorella, a qual terminou a primeira fase como líder do Grupo B e fez do Di Primeira a sua vítima deste sábado.

XIV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Arouca 1 x 2 Bacana

BACANA SURPREENDE E PÕE FIM À INVENCIBILIDADE DO AROUCA


Após 35 jogos invictos, Arouca é derrotado e eliminado pela única equipe que chega às semi sem ter se classificado direto para as quartas de final

Por Heron Ledon

Quem apostou suas fichas em que o Bacana seria apenas mais uma vítima do Arouca, perdeu. Muito diferente de quando costuma jogar, o time amarelo se deparou com um adversário que impôs o ritmo de jogo, foi para cima e não teve medo de correr atrás da bola. Além dos lances de ataque criados, o Bacana contou com a ótima atuação do beque Jonas para abrir o placar e bloquear as investidas oponentes. Apesar de a forte chuva ter atrapalhado o futebol, os torcedores não pararam e ajudaram a produzir um belo espetáculo.

E a primeira chance de gol na partida foi aproveitada. Demehur foi cobrar escanteio e fez sinal para Jonas invadir a área. O zagueiro correu por trás da marcação e, no segundo pau, completou ao fundo das redes, rodando o marcador. Thiaguinho tentou o empate logo em seguida em cobrança de falta, mas o goleiro Daniel estava bem posicionado para evitá-lo.

Markinhos chegou mais perto ainda ao fazer um belo lance na intermediária: ele limpou da marcação no canto esquerdo e bateu com muito perigo para fora. O equilíbrio do duelo era mantido, já que, do outro lado, também se tentava o gol. Rômulo recebeu passe, esperou a bola pingar e deu de cobertura na saída de Kino, que se recuperou e jogou para escanteio.

O amarelo de Renanzinho fez com que o Bacana tentasse com um pouco mais de perigo, e Cesinha arriscou o chute da direita; a bola foi desviada na tentativa de corte e terminou no travessão, para o lamento do 17. Mas, por outro lado, Daniel também teve sua trave carimbada ao ver Vitão pegar a gorducha e mandá-la do meio-campo em seu canto esquerdo.

Era um ótimo jogo. O Bacana teve a iniciativa desde o começo e pressionava com a marcação. Já o Arouca sentiu o primeiro gol, mas conseguiu recolocar o foco na partida e, além de obrigar Daniel a defender um chute de Mota, conseguiu o empate no minuto final do primeiro tempo. Marcos Bohn tocou para Veloz na esquerda, que invadiu a área, limpou do marcador e bateu rasteiro e cruzado ao fundo do gol.

O famoso gol antes do intervalo que dá moral ao time e desestabiliza o adversário foi feito. Mas o efeito não foi bem esse. Apesar do empate, o Bacana já começou a etapa com vontade de balançar as redes. E o fez. Com ainda 1 minuto de reinício, Rômulo trouxe pelo meio e abriu na esquerda para Demehur, que avançou e também chutou rasteiro e no canto oposto do arqueiro.

Pois o tento não foi sinônimo de tranquilidade à equipe vinho. Renanzinho chutou da intermediária e Daniel espalmou para frente, nos pés de Veloz, que perdeu o gol ao chutar para fora. E, para piorar, o armador das jogadas, Demehur, saiu de campo lesionado após forte dividida de bola.

Enquanto Daniel fez uma defesaça no chute cruzado de Mota pela direita, seu companheiro Cesinha perdeu a oportunidade de ampliar o placar. Depois da boa triangulação com Rômulo e Napolitano, o atleta acabou por concluir mal o lance, chutando para fora.

Na arquibancada, o espetáculo também era muito bonito. Sem espaços para mais ninguém, era metade do Bacana e metade do Arouca. Todos gritando, incentivando, cornetando – e como – os árbitros, se divertindo e dando muitas risadas. Só mesmo a forte chuva aos 10 do segundo tempo para espantar o pessoal de lá – e atrapalhar o trabalho dos jogadores e dos demais no PlayBall.

Apesar de o campo molhado atrapalhar o bom futebol, o Arouca conseguiu ficar com a posse de bola no decorrer do jogo, porém lhe faltava a boa articulação dos atletas. Mesmo assim, Marcos Bohn teve ótima chance de empate ao desviar na área para fora, com muito perigo, o passe de escanteio. E ainda Daniel defendeu bem o chute baixo, de longe, de Caião.

O Bacana, então, conseguia segurar-se com qualidade no campo de defesa e partir aos contra-ataques, mas, conforme o tempo passava, a apreensão pelo apito final só aumentava e já não existia mais tanta organização ofensiva. As principais armas das equipes foram mesmo os arremates de longe, devido às condições que a chuva proporcionou, mas nenhum foi certeiro. Fim de jogo e muita comemoração pelo time vinho.

Assim, o Bacana surpreende a todos e acaba com o reinado de 35 jogos invictos do Arouca. Única equipe a chegar às semi sem a classificação direta às quartas de final, a “zebra” bacana tem dificílima parada pela frente: o favorito ao título Mulekes.

XIV CHUTEIRA DE OURO: QUARTAS DE FINAL

Fiorella 4 x 2 Di Primeira

FIORELLA CONFIRMA FAVORITISMO E DERRUBA DI PRIMEIRA


Mesmo sem grande atuação, Fiorella viu seu adversário perder chances de gol e conseguiu dominar o jogo para avançar no mata-mata

Por Heron Ledon

A vitória e a classificação do Fiorella diante do Di Primeira serviu para mostrar que a goleada sofrida para o SNG (5 x 0) na última rodada da primeira fase já foi superada. A presença de Maurício Leal e João Paulo, que não estavam no tal jogo, serviu para liberar os demais companheiros de uma forte marcação e, também com gols, ajudar no triunfo. Bem que o adversário teve boas chances de descontar o placar, mas, sem aproveitá-las, deu margem ao domínio de bola e à classificação do Fiorella às semifinais.

E o líder do Grupo B já começou a partida com tudo. A bola sobrou para João Paulo fuzilar ao gol, porém o arqueiro Cadu defendeu o arremate à queima-roupa no alto, em seu canto esquerdo. Lances depois, o goleiro espalmou um perigoso chute de longa distância e ainda pegou o rebote batido, evitando o tento oponente.

Bem que o Di Primeira tentou dar uma boa resposta – em cobrança de falta, Cris pisou para Roberto Amaro, que bateu espirrado, e sobrou para Ethiene dentro da área, mas Franklin saiu bem no lance. Em seguida, não teve jeito ao Di Primeira. Rodrigo Macaro obrigou Cadu a defender outro arremate. Porém, no rebote, Maurício chutou cruzado e a bola desviou em Roberto e entrou.

Enquanto o time vermelho não se intimidava e buscava o empate, o Fiorella achava espaços para avançar também. Ethiene cruzou para Dri, dentro da área, que desviou ainda no alto, mas Franklin estava junto para realizar a defesa. Do outro lado, Maurício bateu cruzado e Helio completou mal, no susto, próximo à trave.

“Os dois gols do Fiorella foram da gente”, disse o suspenso Ferrugem, que acompanhava a partida da arquibancada, após o segundo gol, desviado, do adversário. Tigu bateu de longe, e a gorducha tocou em Ethiene antes de parar nas redes, no canto direito de Cadu. Rodrigo ainda teve a chance de ampliar em outra cobrança de falta, mas a bola raspou o poste direito.

O Di Primeira tocava bem a bola, porém sempre a perdia, já que faltava movimentação aos atletas e a maioria das jogadas eram para Dri, que tinha de brigar quase sozinho com a zaga. O Fiorella, por sua vez, mantinha a posse da gorducha e chegava com perigo pelo fato de a marcação estar atenta à Maurício e João Paulo, assim, os demais jogadores tinham mais liberdade em campo. Por fim, Franklin fez, talvez, a defesa mais bonita da tarde ao dar uma ponte no ângulo direito e espalmar a bomba de Cris do meio-campo.

O goleiro Cuca substituiu Cadu na volta para a segunda etapa e já não teve vida fácil: defesas desde o começo em chutes do ataque adversário. Em um deles, ele pegou bem o arremate de bico de Tigu, de dentro da área. E quando as coisas pareciam complicar ao Primeira – cartão azul para Roberto Amaro – o placar foi descontado! Cuca soltou a bola para Cris e o zagueiro, com excelente visão de jogo, deu um belíssimo passe, ou lançamento, para Jocélio, que o recebeu e tocou na saída de Franklin.

Só que não houve tempo para uma reação concreta, pois o Fiorella ampliou no minuto seguinte, aos 13. Washington lançou para Edson Claro, que desviou de cabeça dentro da área para Helio tocar no canto esquerdo do arqueiro.

Passavam-se os minutos, e o jogo parecia que não teria rumo diferente, principalmente porque o Fiorella utilizava da organização na marcação para inibir o adversário e chegar ao quarto gol. João Paulo recebeu na esquerda, avançou, esperou a definição do marcador, limpou e bateu cruzado ao fundo das redes.

O Primeira foi melhor no segundo tempo, mas lhe faltava a boa conclusão das jogadas. Muitas oportunidades foram criadas, mas sem proveito. O chute rasteiro, já que o campo estava molhado, foi pouco explorado também pelas duas equipes. Mesmo assim, no minuto final de jogo, Jocélio novamente conseguiu descontar o placar ao receber passe na área, dar um corte seco em Franklin e completar ao gol. Antes disso, João Paulo havia acertado o travessão em um cabeceio.

O Di Primeira saiu de campo irado com a arbitragem e, agora, só semestre que vem pela Ouro. Com a vitória, o Fiorella mostra que não se abalou com a goleada sofrida diante do SNG, ou, se sim, já foi superada. Por uma vaga na final do campeonato, a equipe duelará com CAV. Promessa de duas ótimas semifinais para o próximo sábado!

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