COM SHOW DE MARCELO GAMA, PRIMATAS BATE JOGA 13 E VAI ÀS QUARTAS
Equipe amarela abre dois tentos relâmpagos de vantagem, mas sofre a virada com três gols e uma assistência do atacante primata
Por Heron Ledon
Emocionante do começo ao fim. O primeiro mata-mata da tarde foi um duelo digno da Série Ouro! Em um confronto em que os defensores se saíram muito bem – Marcelinho de um lado e Rodrigo de outro –, ganhou o time que teve um atleta com o talento aflorado na ponta da chuteira, e o nome dele é Marcelo Gama.
Os primeiros segundos de jogo já indicavam que o embate seria mesmo dos bons. Saída de bola do Joga 13, e a gorducha foi rolada para trás para Rogério, que, de primeira, mandou uma paulada ao gol de Rodrigo Kampf. Explodiu no travessão! Como resposta, ainda na primeira volta do ponteiro, Gama driblou pela direita e pisou para Lithio, que bateu cruzado, com muito perigo, à meta de Muralha.
Com o incentivo da torcida primata, que gritava e apoiava a equipe desde o minuto inicial, por pouco o placar não foi aberto. Ricardo, do campo de defesa, fez um preciso lançamento para Tieppo, quase na linha de fundo pela direita. O camisa 14, então, viu Marcelo sozinho dentro da área e tocou de cabeça para ele. No entanto, atento ao lance, Muralha esticou sua perna para evitar que a pelota chegasse aos pés do atacante e salvou o gol.
Porém, apesar de o Primatas ter começado melhor, foi o 13 quem tratou de rodar o marcador – e não só uma vez. Aos 5 minutos, Lele recebeu a bola perto da área, em rápido contra-ataque pela direita, e chutou cruzado ao fundo do gol de Kampf. Segundos depois, o zagueiro Rodrigo lançou da zaga para Zoio, que foi lá em cima para tocar de cabeça no canto esquerdo e ampliar o resultado: 2 x 0!
“Pede a bola, Marcelo! Pede a bola!”, orientava o técnico Gui Fenômeno. E o seu atleta tratou de fazê-lo. Então, Gama recebeu um ótimo passe de Rafinha, passou por dois marcadores e bateu bonito no canto direito do camisa 1 adversário. Não houve também muito tempo para respirar, e o atacante entrou em ação novamente no minuto seguinte, aos 10. Ele pegou a redonda na esquerda e, próximo ao bico da área, chutou rasteiro ao gol. Muralha tentou segurar a bola, mas falhou e permitiu que o placar ficasse igual.
O confronto estava também equilibrado dentro de campo. Rápidas e boas jogadas eram criadas, o que mantinha o alto nível da partida. Além do mais, o Primatas começou a marcar em cima e a dificultar o primeiro passe do 13, assim, conseguia ficar mais com a posse de bola e chegar com perigo.
Nesse ritmo, Marcelo mostrou que era o nome do duelo mesmo. Rafinha roubou a bola de Giba, na defesa, e tocou para o lado, para Gama. Da entrada da área, ele ameaçou o chute e deu um leve toque de cobertura sobre Muralha, que havia saído no lance. A pelota quicou duas vezes no travessão, e o goleiro se recuperou para segurá-la. Porém, na oportunidade seguinte que teve, não a desperdiçou. Lithio cobrou escanteio aos 17, e Gama desviou de cabeça, virando o placar.
A partir de então, o Joga 13 voltou a encaixar mais o toque de bola e já chegava com perigo como antes. Giba, na direita, rolou para Rodrigo, que mandou uma bomba no alto, pelo meio, mas defendida por Kampf. Depois, Rafinha levou o amarelo e viu seu time quase sofrer o empate com Giba, que recebeu o passe, na direita, de Lele e bateu por cima do gol – para o seu lamento e dos companheiros.
A produção das equipes não diminuiu no início do segundo tempo e, assim, boas chances foram criadas. Tieppo interceptou o passe de Giba, pelo meio, e rolou na esquerda para Marcelo, que bateu cruzado e rasteiro. A bola tocou o poste esquerdo de Muralha, atravessou o gol, mas ninguém chegou para completar. Como troco, Luan – que entrou para dar movimentação ao meio-campo amarelo – tocou para Lele, recebeu de volta e chutou para fora com muito perigo.
O duelo seguia equilibrado até que, aos 5 minutos, a situação se complicou para o 13. Rogério cometeu falta em Tieppo e tomou o amarelo. Com a vantagem numérica, o Primatas ampliou o marcador. Marcelo Gama, do meio-campo, cruzou na área para Ricardo, que desviou de cabeça para o fundo do gol. 4 x 2 e tempo para o time de amarelo.
O cronômetro não parava, e o Joga 13 também não – sem se mostrar abatido e entregue ao oponente. Assim, em meio aos gritos da torcida primata, Rodrigo conseguiu descontar o placar. A gorducha sobrou para Giba, na esquerda, que rolou para a chegada do zagueiro, o qual fazia uma boa partida. Ele, então, na entrada da área, deu um bico na bola e estufou as redes de Kampf aos 12 minutos.
O Primatas, desse modo, também fez o seu pedido de tempo para esfriar os ânimos adversário, já prevendo que ele viria para cima em busca do empate. E foi o que realmente aconteceu. Após o gol, o Joga 13 tentou o empate de todas as formas, porém lhe faltava um pouco mais de movimentação aos atletas e ligação no meio-campo, já que Luan era desarmado muitas vezes. Além do mais, Marcelinho cortava todas as bolas perigosas que vinham principalmente para Lele.
Assim sendo, foi pressão total do 13. Sicchi recebeu lateral e arrematou para fora. Depois, Lele fez boa jogada dentro da área, mas Kampf saiu bem na bola para evitar o empate. Luan ainda cobrou lateral, segundo o árbitro, propositalmente no rosto do adversário e ficou de fora por dois minutos – atitude que irritou o capitão Lele. Gama também amarelou e Sicchi teve mais uma oportunidade, mas nada fez com que o Joga 13 conseguisse empatar o duelo.
Como não poderia ser diferente, após o apito final, foi total comemoração pelos atletas primatas – em destaque para Lithio, que ficou por alguns instantes ao gramado, emocionado com a vitória. Mas também havia um clima bom nos jogadores do 13, nada de ira ou revolta. Rogerio ainda brincou com Kampf: “É, quase que eu faço um golaço no começo, hein, goleirão...”. E o camisa 1 reconheceu, também em tom descontraído: “Pois é, eu ainda pulei para não ficar tão feio pra mim”.
O Joga 13, então, dá adeus a esse semestre de Chuteira e espera o próximo para fazer uma campanha melhor e mais regular do que a atual. Já o Primatas se consolida na Ouro e deixa de lado a imagem de “bate e volta” na Série. Porém, agora, ele tem tarefa difícil nas quartas de final: a forte equipe do Mulekes, segundo colocado do Grupo B e um dos favoritos ao título.
XIV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL
Bacana 4 x 1 My Balls
BACANA CONFIRMA BOA FASE E ELIMINA MY BALLS
Time de azul começou o duelo de igual para igual, mas se entregou ao quarteto ofensivo adversário após o segundo gol, no início da etapa final
Por Heron Ledon
O embate entre o quarto colocado do Grupo B e o quinto do Grupo A foi muito tático, calculado e sem grandes exposições pelo menos durante o primeiro tempo. As equipes, que vinham de vitória na última rodada de classificação, demoraram um pouco para se arriscar e buscar totalmente os gols. Porém, um pouco apático, o My Balls morreu em campo após levar o 2 x 0. O quarteto formado por Yanes, Tales Tiago, Demehur e Cesinha, além de mais uma boa atuação do goleiro Daniel, se aproveitou disso para dominar o jogo, confirmar o bom momento do Bacana e classificá-lo para as quartas de final.
O time de vinho começou melhor o duelo, tomando mais a iniciativa das jogadas, porém sem conseguir levar algum perigo ao gol de Leandrão. Desse modo, o My Balls tornou o jogo mais equilibrado com uma boa movimentação dos atletas e, por pouco, não abriu o placar. Fernando Souto recebeu passe pelo meio e chutou no canto direito de Daniel, que fez uma boa defesa mandando a bola para escanteio. Na cobrança, Marlon subiu na área e cabeceou, mas o arqueiro caiu ao chão para evitar novamente o gol.
O tempo passava e a partida não era das melhores. O My Balls até que tocava bem a bola, fazia boas inversões de jogadas, mas, normalmente, era interceptado. Já o adversário se defendia muito bem, porém também tinha algumas dificuldades de agredir com qualidade. Até que, com um erro da equipe azul, o Bacana abriu o placar aos 14 minutos. O ataque do My Balls atrasou a bola, e Felipe Laet a roubou sozinho, porém, ao sair de frente com Leandrão, o atleta chutou em cima dele. A gorducha foi pra lateral, e Felipe a arremessou para Cesinha, que correu por trás da marcação e completou ao gol dentro da área, do outro lado do campo. 1 x 0 Bacana!
Enquanto os árbitros deixavam o jogo correr e evitavam alguns cartões em fortes entradas, como na de Souto em Gabriel Câmara, faltava o lance decisivo e a boa conclusão das jogadas aos atletas. Assim, Tales Tiago ainda teve mais duas oportunidades de ampliar o marcado no primeiro tempo. Na primeira, o Bacana roubou a bola da zaga oponente, e Tiago avançou pelo meio e bateu, porém Leandrão pulou bonito no canto direito e fez uma ótima defesa. Depois, o camisa 8 recebeu passe na esquerda, girou e chutou cruzado, com perigo, para fora.
Para a segunda etapa, o My Balls voltou com outra postura. Desde o início a equipe demonstrava sede de gol, buscando o empate de qualquer forma. Com apenas vinte segundos de reinício, o time avançou, e Robson Dantas, da intermediária, bateu forte no alto, mas Daniel fez uma defesaça ao pular no seu canto direito e espalmar de mão trocada. Lances depois, a bola sobrou para Marcelo Magrão, sozinho dentro da área, mas ele chutou por cima do gol, perdendo uma excelente oportunidade de empatar.
Ao ver que o seu rival não balançava as redes, o Bacana tratou de cumprir esse papel, principalmente com a vantagem numérica após Marlon levar o amarelo. Cesinha tabelou com Yanes na direita, quase na linha de fundo, e rolou para trás para Demehur. O meia, então, não titubeou, fuzilou ao gol da entrada da área e ampliou para o time. O camisa 10 ainda poderia ter feito mais um após também tabelar com Yanes, mas ele bateu mal por cima do gol.
Com o gol, o My Balls se entregou totalmente na partida. Parece que todos os atletas perderam não só a organização tática, mas o gás para correr atrás da pelota. Desse jeito, o Bacana dominou o jogo e restou-lhe rodar pela terceira vez o marcador. Tales avançou sozinho pelo meio e rolou na direita para Yanes, que, com calma, tocou na saída de Leandrão ao fundo das redes. O goleiro pagou geral aos seus atletas, que pararam e não acompanharam o adversário no lance.
O time de azul fez o pedido de tempo, mas quem estava de fora não via grandes motivações entre os atletas. Estava tudo muito quieto. Bem que, ao voltar ao jogo, eles quase descontaram o placar, entretanto Daniel pegou mais uma. Robson fez o pivô para Souto, que chutou de dentro da área pela esquerda, só que o arqueiro estava bem posicionado e defendeu ao fechar o ângulo.
Com total tranquilidade, sem ser mais agredido e com a posse de bola, o Bacana chegou ao quarto gol. Em rápido contra-ataque, Tales deu de letra para Demehur, que avançou pela esquerda e devolveu ao 8. Ele, então, limpou da marcação e bateu no canto esquerdo de Leandrão, o qual nada pode fazer para evitar o gol aos 10 minutos. Logo em seguida, como que para esboçar alguma reação, Sandro Corrêa recebeu na intermediária e chutou, mas, implacável, Daniel defendeu de novo.
O goleiro deu lugar a Guido minutos depois, aos 14; o Bacana fez uma parada para descansar seus atletas e não perderem o foco no duelo. Do outro lado, quem sofria era Leandrão, que, diversas vezes, tinha de se virar quase sozinho contra o ataque adversário, já que a marcação estava toda aberta – não marcava. Assim, Gabriel Câmara disparou pela esquerda ao receber lançamento e arrematou, obrigando o arqueiro a fazer boa defesa com a perna.
O My Balls só conseguiu o seu gol de honra no final da partida, aos 21 minutos, quando Guido cometeu pênalti na passagem de Fernando Souto após bola alçada na área. Rafael Magrão foi para a cobrança e converteu! Bola para um lado, goleiro para o outro. Leandrão ainda defendeu mais uma na batida de Yanes, depois de tabelar com Demehur. Mas foi isso, placar final 4 x 1.
Após um semestre com mais baixos do que altos, o My Balls encerra sua participação nesta Ouro. Já o Bacana segue com tudo e terá as voltas de Caco e do capitão Rômulo, que cumpriram suspensão, para encarar uma pedreira pela frente: o atual campeão, invicto e primeiro colocado do Grupo A, Arouca.
XIV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL
Di Primeira 3 x 1 Arouca Jrs.
DI PRIMEIRA VIRA E SEGUE NA BRIGA PELO TÍTULO
Arouca Jrs. voltou desligado para o segundo tempo e, mesmo com o bom sistema defensivo, não conseguiu segurar os ataques oponentes
Por Heron Ledon
Um duelo de muita marcação e pouca criatividade no ataque. Com campanhas regulares na fase de grupos, as equipes fizeram uma partida muito truncada, sem tanta organização tática. Com destaque para as duas defesas – principalmente Francisco pelo lado amarelo e azul e Roberto Amaro pelo vermelho –, triunfou o time que brigou mais e que não desistiu do gol em momento algum, mesmo com todas as dificuldades encontradas pelo caminho.
Logo no primeiro minuto de jogo, Dri já teve a chance de abrir o placar ao receber o pivô de André e bater com perigo, da entrada da área, para fora, à esquerda do goleiro Gui. Mas foi o Arouca Jrs. quem abriu mesmo o placar. Nelsinho teve boa visão de jogo e cobrou rapidamente o lateral em profundidade para Noal, que ganhou de dois marcadores e deu um leve toque na saída de Cadu. 1 x 0 para a sua equipe!
O Di Primeira teve mais uma chance de chegar ao gol. Em um rápido avanço, o ataque do time arriscou o chute, e Gui foi na bola para espalmá-la; ela ainda tocou no travessão antes de sair. O adversário também teve a oportunidade de ampliar, mas Cadu, assim como Gui, estava atento ao lance e defendeu o arremate de Noal, no alto, pela direita.
O time vermelho conseguia ficar mais com a posse de bola, porém tinha pouca movimentação e errava muitos passes. O Arouquinha conseguia interceptar bem os lances oponentes, mas também não era criativo ao atacar. Nesse embalo, o Primeira ainda podia ter virado o placar, entretanto não obteve sucesso. Dri mandou um chute, defendido por Gui com a perna, rente à trave. Depois, a redonda sobrou para André, sozinho dentro da área, mas ele conseguiu mandá-la na trave.
O jogo seguia ruim tecnicamente. Após abrir o placar, o Arouca Jrs. quase não chegava com perigo à meta adversária. A última oportunidade de balançar as redes no primeiro tempo, então, foi novamente do Di Primeira. Felipinho cometeu falta em Dri na entrada da área. Na cobrança ensaiada, Cris pisou para Roberto Amaro, que meteu a bola na trave esquerda de Gui.
O Primeira voltou à etapa final com a vontade de empatar. E conseguiu aos 3 minutos com Ethiene. Em rápido contra-ataque, o camisa 15 recebeu passe e mandou ao gol, sem chances para Gui. Tudo igual! E também foi em um contra golpe, puxado por Nelsinho, que, por pouco, o time amarelo não voltou à frente no marcador. A bola, então, foi rolada para Tom, na direita, que bateu cruzado para fora, muito perto da trave de Cuca – o qual substituiu Cadu na meta rubra.
Com a maior iniciativa e gostando, aos poucos, do jogo, Ethiene teve duas chances de virar o marcador. Na primeira, André inverteu a jogada para o atleta, que chegou de cabeça, obrigando Gui a fazer uma boa defesa. Na outra, Jocélio fez o pivô para o camisa 15, que, da entrada da área, livre, bateu mal por cima do gol.
Nem o pedido de tempo do Arouquinha foi capaz de acordar a equipe e esfriar o oponente. Assim, de tanto insistir, o vira-vira aconteceu. Aos 18 minutos, Dri fez boa jogada pela esquerda e rolou para trás para Jocélio dentro da área. O ala, então, deu um leve toque por cima, no canto esquerdo de Gui, que havia saído na bola. O camisa 14 já tinha feito boa jogada antes do gol, quando recebeu na direita, cortou para o meio limpando de Francisco e bateu ao gol – para a boa defesa do arqueiro no alto.
A partir daí, os garotos do Arouca acordaram para o duelo e tentaram de todas as formas correr atrás do empate, no entanto, encontravam pela frente uma equipe muito fechada e com a boa marcação comandada por Roberto. O time teve sua grande chance após o cartão amarelo e azul de Val, quando ficou com um a mais por dois minutos. Então, Breno cobrou escanteio a Noal, que teve o cabeceio bem defendido por Cuca. Depois, Caique disputou dentro da área, virou e bateu, mas novamente o goleiro apareceu para salvar – dessa vez por puro reflexo, com a perna.
Segurando como podia a pressão, o Di Primeira pôs um ponto final na partida no último lance de jogo. A defesa fez um lançamento para Dri, que se esforçou na corrida, dominou a gorducha e conseguiu passar por Francisco – que, apesar do drible, fez uma ótima partida, por sinal. O camisa 2, então, quase sem ângulo, achou um espaço e mandou a pelota cruzada, no alto, sem chances para Gui. Apito final, tristeza de um lado e alegria de outro.
Para o Arouquinha, eliminado, só semestre que vem. Já o Di Primeira, com a vitória, avança às quartas de final e encara a forte equipe do Fiorella Brasil, que apesar de sofrer sua primeira derrota na última rodada da fase de grupos – 5 x 0 para o SNG –, foi o líder e o time a ser batido do Grupo B.
XIV CHUTEIRA DE OURO: OITAVAS DE FINAL
SNG 1 x 4 SPQSF
SPQSF DESBANCA UM GIGANTE E AVANÇA À PRÓXIMA FASE
SNG surpreende com má atuação e vê Jajá anotar três gols e ser o nome da partida
Por Heron Ledon
Quem assistiu ao confronto entre Se Não Guenta e Que Se Foda, com certeza ficou surpreendido com o futebol apresentado pela equipe do capitão Biro. Muito diferente da postura diante do Fiorella – quando goleou o líder então invicto por 5 x 0 –, o SNG não conseguiu se impor em campo e acabou dominado pelo oponente na segunda etapa. Defendendo-se muito bem, principalmente com o beque Portuga, e partindo para os contra golpes, o SPQSF conseguiu a classificação às quartas de final. Destaque para Jajá, que foi o nome da partida ao balançar três vezes as redes do adversário.
No início do duelo, já houve um exemplo de fair play. O goleiro Serafa, do SPQSF, usava uma camiseta preta, mesma cor do uniforme do oponente. A arbitragem pediu para o atleta trocá-la, mas como não havia outra e ninguém tinha um colete, os jogadores do SNG deram-lhe uma camiseta cinza de goleiro do time. “Vê se joga a favor da gente também!”, brincou Tejeda com o arqueiro.
A primeira oportunidade de gol demorou a surgir, mas, quando veio, não foi desperdiçada. Jajá recebeu a bola, aos 9 minutos, na entrada da área e tentou o chute, travado por Ronei. Porém, na segunda tentativa, estufou as redes de Sampa. A equipe já estava melhor na partida, controlando um pouco mais o jogo.
O mesmo Ronei teve a chance de empatar, quando, próximo à trave, driblou Serafa e tocou para o gol, no entanto Darx salvou em cima da linha. Lances depois, Danilo Dantas errou o cabeceio, e Renê virou uma meia bicicleta de dentro da área, mas para fora, com perigo. Restou a Jajá, então, novamente mostrar como que se faz gol. Sampa fez uma defesaça no arremate de Rodi. No escanteio, Di Dicredo mandou na cabeça do camisa 9, que ganhou da marcação e ampliou.
Após os dois gols, o SNG acordou e passou a entrar na partida. Sua resposta foi rápida, pois, no minuto seguinte, aos 12, já descontou o marcador. O ataque da equipe roubou a redonda no campo de defesa oponente, e Tejeda avançou e bateu na saída de Serafa, que ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar que ela entrasse ao fundo do gol.
A partida seguiu equilibrada, com os dois times um pouco menos cautelosos. Faltava-lhes a boa conclusão das jogadas para mais gols saírem, já que ótimos lances eram criados. O SNG trabalhava bem a bola. Como corria atrás do empate, chegou com perigo. Ronei roubou a pelota na esquerda e a deixou para Renê mais à frente, que bateu forte de primeira, mas Serafa fechou bem o ângulo e realizou a defesa com o peito.
O goleiro também já teve trabalho logo no primeiro minuto de segundo tempo, quando fez uma ótima defesa no chute cruzado de Abelha pela direita. Sampa também não teve vida fácil e defendeu com a perna o chute quase improvável de Jajá, que, sem ângulo, conseguiu bater rasteiro em direção ao gol.
Conforme o tempo corria, mais o SNG perdia a sua organização de ataque e cedia os contra golpes ao adversário, que gostava do jogo. Di Dicredo fez o pivô para Meneguelo, na passagem pela esquerda, que bateu pro gol, obrigando o arqueiro a espalmar bem para escanteio. Na cobrança, a bola foi espirrada na área, e Darx chutou como pode. No susto, Sampa defendeu com o braço e evitou o terceiro gol.
A gorducha batia e voltava em quase todos os avanços dos dois times, no entanto o SPQSF conseguia dominá-la e partir para os contra-ataques. Em um deles, Jajá tocou para Dicredo na direita, que chutou cruzado e rasteiro ao gol, porém a pelota explodiu na trave. O SNG parecia abalado, irreconhecível. O time tocava a bola no meio campo mas não conseguia penetração no campo rival, tendo de, na maioria da vezes, arriscar de longe e encontrar uma barreira a sua frente. O SPQSF fazia uma marcação eficiente e impecável no segundo tempo sob o comando de Portuga.
E a situação do tricampeão só se complicou. Jajá recebeu na direita em velocidade, ganhou da marcação e tocou de bico na saída de Sampa. Para piorar, no minuto seguinte, aos 18, veio o quarto gol. Ronei recuou mal a bola para Vairo, que entrou para fazer a de goleiro-linha, e Di Dicredo a roubou, correu e a empurrou para o fundo das redes.
A vaca havia deitado. Era visível mesmo à torcida do lado de fora. Mesmo com o arqueiro-linha, o SNG não conseguiu chegar com perigo ao gol do SPQSF, que se fechou total na marcação. A equipe não conseguia trabalhar a redonda, a perdia por diversas vezes, principalmente em chutes de longas distâncias e jogadas precipitadas. Sem organização, o time ainda viu, no último lance do jogo, Portuga quase fazer um belo gol de cobertura da zaga, mas a pelota foi para fora, rente ao poste.
O SNG, então, dá adeus a este campeonato e espera o próximo para corrigir os erros e voltar a ter a sequência de boas atuações que o fez o maior campeão do Chuteira. Empolgado com a vitória, o SPQSF terá mais um gigante pela frente, a equipe do CAV, segunda colocada do Grupo A. Ali o time enfrenta também o retrospecto negativo de sempre ser goleado pelo adversário.
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