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CHUTEIRA NEWS: XIV CHUTEIRA DE OURO: 8ª RODADA

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Mulekes 9 x 5 É Verdadeee

MULEKES DOMINA E ATROPELA É VERDADEEE


Após sofrer sete gols, EV vai para cima e chega quatro vezes às redes, mas não consegue superar a ótima qualidade técnica oponente

Por Heron Ledon

O Mulekes buscava manter-se na segunda colocação da tabela. Já o É Verdadeee sair da degola. Com esses espíritos, as equipes promoveram uma bela partida, que só não foi mais surpreendente devido ao desequilíbrio mostrado pelo time de branco. Apesar de não jogar tão mal o embate, o rival chegou a ficar atrás no placar por sete gols, mas esboçou a reação no final. No entanto, as velozes trocas de passes e dribles fizeram com que o Mulekes liquidasse de vez as chances do adversário.

Logo no começo, a amostra das belas jogadas que aconteceriam no decorrer do duelo já foi dada. Gian fez a limpa na intermediária, invadiu a meta de Reyna e tocou por cima do gol. Em seguida, Kika, pelo ÉV, respondeu após receber passe na esquerda e mandar um perigoso chute para fora, também sobre o travessão.

Armando fez boa tabela com Rogerinho e bateu cruzado para fora. Assim, melhor na partida, o Mulekes abriu o placar com Rafinha Souza. Ele recebeu o passe rasteiro de Armando pela esquerda e completou para o fundo das redes dentro da área. A porteira estava aberta!

Minutos depois, aos 9, Kika teve duas ótimas oportunidade para empatar o marcador. Nilmar fez boa jogada pela esquerda e rolou para o seu companheiro na esquerda, que meteu a gorda na trave. O camisa 69 dominou a bola e tocou para Nilmar, o qual novamente voltou a bola. Kika, então, chutou forte, obrigando Ricardo a fazer boa defesa. No contra-ataque, Armando pisou para Pedro Henrique, que bateu colocado para fazer o segundo de sua equipe.

Bem que o É Verdadeee tentou descontar o marcador com Fred, que mandou um bom chute da entrada da área, defendido por Ricardo com os pés. Então, Leandro tratou de ampliar para a equipe branca. Bola para Pedro Henrique na esquerda e arremate para o gol. No rebote de Reyna, o camisa 10 teve o trabalho de apenas completar para o fundo das redes. 3 x 0 e tempo do adversário.

O ritmo da partida era rápido e intenso. A mulekada tocava muito bem a bola e sempre ficava com um atleta livre, já que a marcação do ÉV não conseguia acompanhá-los. Rogerinho, assim, driblou King na ponta esquerda e bateu forte para o gol, obrigando o goleiro Reyna a fazer uma ótima defesa.

Mas, nos minutos seguintes, não teve jeito. Em mais um avanço de Rogerinho, ele tabelou com Giancarlo e mandou um chute cruzado, certeiro e indefensável! Depois, aos 21, a zaga da equipe azul rebateu a gorducha, e ela sobrou para Vitinho Laruccia na intermediária, que marcou o quinto do Mulekes ao colocá-la no canto esquerdo do gol.

O É Verdadeee tinha boas oportunidades, principalmente com Nilmar, veloz e habilidoso no ataque, porém o time não conseguia aproveitá-las, também devido ao nervosismo. Como no lance em que o mesmo Nilmar rolou para Fúria, livre pela direita, bater cruzado com perigo para fora.

Já que o time de azul não chegava às redes, seu oponente o fez mais uma vez. No minuto final do primeiro tempo, Gian roubou a bola no campo de defesa, avançou, esperou Armando passar em velocidade no corredor direito e rolou a bola. O camisa 9, então, sem titubear, bateu colocado no canto direito, emplacando o 6 a 0.

Mesmo com o placar parcial elástico, Nilmar estava com sede de bola e, na volta para a segunda etapa, recebeu passe dentro da área após bela jogada de seu time, mas, ao bater ao gol, Ricardo já estava no lance e realizou a defesa. Bruno Barbosa ainda mandou um perigoso chute cruzado para fora.

Sem deixar barato, Rafinha Souza recebeu na área, tirou do marcador e explodiu a gorducha no travessão. Não cessando os avanços, Armando também meteu a bola na trave, depois de limpar o lance pela direita. E os bons lances não paravam, o ritmo seguia dos melhores e, então...

Gol! Ou melhor, dois gols relâmpagos! Rogerinho, sempre na ponta esquerda, carregou a bola para o meio, passando Girão e Flávio, e tocou para que Armando, dessa vez, não acertasse a trave e sim o fundo das redes. Porém, Nilmar respondeu rápido, no mesmo minuto, aos 10, quando pegou a bola na intermediária e chutou bonito no canto direito de Ricardo. Um belíssimo gol, que nem foi comemorado.

Era a reação do É Verdadeee! King bateu para o gol, o arqueiro fez a defesa parcial, e a bola ainda tocou na trave para, então, cair nos pés de Gavião e ser empurrada para dentro. Depois, foi a vez de Girão chegar às redes ao bater no canto direito de Ricardo em cobrança de falta. E, por fim, aos 19 minutos, Kika fez um ótimo lançamento à Nilmar, que desviou de cabeça dentro da área para fazer o quarto gol de sua equipe. 8 x 4.

Com o relaxo e o banho de água fria, quem assistia ao jogo se surpreendia com os descontos do É Verdadeee e até cogitava uma reviravolta no placar. Porém, o Mulekes se deu conta do bom momento do adversário – que, por sinal, pecou em recuar demais Kika, já que, no primeiro tempo, atacava com muito perigo – e voltou a ampliar o placar. Rafinha Souza, dessa vez, arriscou o arremate e estufou as redes.

Sem desacreditar de um possível empate, o time de azul seguiu nos avanços e fez novamente. Após boa troca de passes, Fúria recebeu a pelota e bateu bonito no alto, sem chances de defesa para Ricardo. Porém, sem já muito tempo para continuar a reação, a equipe viu o oponente fechar o placar no minuto final de jogo. Gian, na linha de fundo, pisou para a chegada de Armando, que, sozinho, fuzilou para o gol.

Após o término do duelo, Kika reconheceu a dificuldade para marcar o rápido ataque adversário, liderado por Gian, Armando e Rogerinho. “Faltou pique para segurar os caras. Eles tocam muito bem a bola. Nesse horário de verão, não dá não”, explicou exausto o jogador.

O Mulekes mantém-se na segunda colocação, com 15 pontos, e fará uma difícil e promissora partida contra o Arouca Jrs. valendo a busca para se classificar direto às quartas-de-final. O ÉV, por sua vez, terá um confronto decisivo para saber se continua na Ouro ou se disputará a Prata semestre que vem. Ele precisa de uma vitória diante do Rabeloska para não depender de um revés do Jeremias. A derrota é sinônimo de degola.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Real Paulista 4 x 4 Elefantes Indomáveis

EMPATE DERRUBA ELEFANTES E COMPLICA REAL PAULISTA


Com jogada polêmica no final, Real e Indomáveis empatam. Elefantes é rebaixado e realeza entra na zona de rebaixamento

Por Gustavo Scaldaferri

Real Paulista e Elefantes Indomáveis entraram em campo pela disputa dramática para sair da zona da degola. O Real, com seis pontos, estava fora da zona por um. Precisava da vitória para se garantir fora dela e ainda lutar pelo G-6 na rodada final. Já o Elefantes precisava vencer de qualquer maneira, pois tinha apenas um pontinho e, para continuar vivo, não podia tropeçar. Depois de duas viradas, e de um lance polêmico no final, as equipes saíram com o empate em 4 a 4, que já rebaixa o Elefantes e deixa o Real Paulista com a decisão de ver quem cai também à Prata diante do Fúria.

O Real começou muito melhor, com Vini Costa se destacando e levando o time ao ataque, além de Wé liderando os zagueiros. Logo no primeiro minuto, Vini chutou e Spiga fez a defesa; na sequência, Feijão abriu o placar. Aos 3, Ricco passou para Phillip pelo miolo da zaga acertar o travessão. O Elefantes acordou com 7 minutos, quando Douglas, no escanteio, levantou para Richard, que cabeceou fraco nas mãos de Alemão. Na jogada seguinte, Phillip, chegou cara a cara com Spiga e acabou errando a finalização, fraco demais.

O time laranja e branco passou a equilibrar o duelo, principalmente pela entrada de Cauê, que mudou o jogo. A pressão que os Paulistas faziam já havia acabado. Aos 12 minutos, Cauê chutou cruzado, na área, mas a bola parou nos pés de seu companheiro Liebert. Este bateu, a bola desviou na zaga e entrou devagarzinho no canto esquerdo. Era o empate do Elefantes.

O mais surpreendente foi ver os Indomáveis virarem o jogo um minuto depois. Cauê veio pela esquerda, colocou rasteira na área e Bruno fez o dele. Aos 16, lançamento na frente, Cauê dominou no peito e girou batendo de direita, no mesmo canto, e Alemão defendeu com perfeição.

O Elefantes parecia melhor, dominando o confronto. E esse resultado era importante pra manter o time vivo na briga pela manutenção na Ouro. No entanto, aos 18 minutos um apagão dos Indomáveis. Renato recebeu na intermediária, matou no peito e chutou firme para o gol. Spiga foi encaixar, mas a pelota escapou e entrou. 2 x 2.

O apagão prosseguiu no lance seguinte. Renato pegou na esquerda, invadiu a área e fez o gol da virada do Real. Os clubes surpreendiam: apesar de estarem em uma posição ruim na tabela, faziam um jogo espetacular. Tanto é que os paulistas nem conseguiram comemorar direito. Aos 20 minutos, os elefantes se recuperaram e, em cruzamento no segundo pau, Cauê, colado na trave, só encostou para dentro e deixou tudo igual novamente, agora em 3 x 3.

Com 22 jogados, Richard colocou cruzado na área outra vez. Cauê estava lá, era só encostar para virar de novo a partida, mas dessa vez ele chutou no travessão, perdendo um gol incrível. No último lance da primeira etapa, Fábio arriscou da intermediária de bico, mas Alemão estava bem postado.

O Real voltou mais concentrado para o segundo tempo. Aos 2 minutos, Philip bateu forte do meio, na direita, mas Spiga tirou para linha de fundo. Philip, outra vez, recebeu na direita, invadiu a área e chutou, no entanto, começou a aparecer o zagueiro Thomas, que se atirou na frente da pelota, evitou o gol e vibrou muito. Entretanto, aos 4 minutos, Vini Costa recebeu na direita e finalizou com força na diagonal, no ângulo esquerdo, um golaço. 4 a 3 para a realeza.

O Elefantes precisava de qualquer maneira virar o resultado, se não já estaria rebaixado. E foram para a pressão. Aos 7, Bruno veio pela esquerda e cruzou para Cauê na área. Ele saltou, mas por pouco não alcançou a bola. E, para deixar o jogo mais agitado, aos 11, em cobrança de falta, Thomas mandou direto ao gol e a pelota desviou na barreira. Alemão espalmou, mas, no rebote, Bruno pegou uma bomba de fora da área no canto esquerdo. A bola ainda tocou na trave e entrou. Era novo empate.

Faltavam cerca de 14 minutos ainda para o Elefantes tentar o gol que daria esperança de permanecer na Ouro. O Real Paulista queria o mesmo, claro. Aos 13 minutos, Vini Costa driblou o zagueiro e tocou no meio, perfeito para Panella fazer. No entanto, Spiga fez milagre e salvou.

O jogo começou a ficar mais brigado, com muitas reclamações com os árbitros. Em uma oportunidade ótima, o árbitro apitou falta para o Elefantes, deixando de dar vantagem no lance que poderia resultar no gol da virada, o que gerou grande frustração em todo o elenco laranja, para alívio da realeza. Com 20 minutos, Ricco recebeu na esquerda e bateu de primeira, mas foi por cima, com perigo. O árbitro, então, apitou o fim do confronto.

O empate polêmico rebaixou o Elefantes Indomáveis, que retorna à Prata no semestre que vem. Com 2 pontos faltando apenas uma rodada, a equipe não tem mais como escapar. Na próxima rodada, o time cumpre tabela contra o My Balls. Já o Real entrou na zona de rebaixamento, mas só depende dele para sair dessa situação. Haja vista que seu adversário será o Fúria, concorrente direto a escapar da zona da degola. O Real precisa da vitória, o Fúria joga pelo empate.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Bacana 5 x 3 Joga 13

BACANA VENCE E AFASTA RISCO DE CAIR


Joga 13 subia com mais perigo, porém pecava na conclusão das jogadas e, agora, já não tem mais chances de se classificar em segundo e avançar direto às quartas de final

Por Heron Ledon

Duas realidades opostas vivem os dois times no campeonato. O Bacana começou muito mal, na zona da degola, mas, hoje, só depende de si mesmo para ir à fase de mata-mata. O 13, por sua vez, iniciou bem o torneio, porém não vive um bom momento nesta reta final. Desse modo, o time de vinho contou com a maestria de Cesinha e com as oportunidades desperdiçadas do adversário para ficar à frente no placar durante todo o jogo e sair vencedor.

Antes da partida, o clima de descontração fazia parte do elenco do Joga 13. Os atletas tocavam bola e se aqueciam no corredor do PlayBall. No entanto, algo dizia que o goleiro Muralha não teria vida fácil neste dia: seu companheiro Daniel, acertou a bola na mesa em que o troféu de goleiro menos vazado da Prata estava em cima. O troféu caiu ao chão e se partiu.

No jogo, realmente as coisas seriam difíceis para o camisa 1. Com 5 minutos, Cesinha mandou um belíssimo chute de trás da linha central que explodiu no travessão. Lances seguintes, o mesmo Cesinha tocou pelo meio para o capitão Rômulo, que limpou de Rodrigo Ribeiro na entrada da área e estufou as redes.

No minuto seguinte, aos 9, novamente o MVP da partida, Cesinha, foi decisivo. Ele cobrou falta do meio-campo, e a bola foi rasteira no canto direito de Muralha, sendo levemente desviada antes de entrar. E, por pouco, o Bacana não fez o terceiro com Yanes, mas o atleta tocou fraco dentro da área o passe que recebeu de Rômulo.

Apesar de a partida estar equilibrada e bem disputada, apenas na segunda metade do primeiro tempo o Joga 13 conseguiu criar boas chances de gol. Primeiro com Lele, que chutou da intermediária, mas viu o goleiro Daniel pular bonito para realizar a defesa. Em seguida, foi a vez de Zóio bater com perigo, no entanto para fora.

O Bacana subia bem com Rômulo, Felipe Laet e Cesinha, mas o calor impedia o prosseguimento das jogadas velozes. O 13 não conseguia criar lances de extremo perigo ao oponente e, então, restavam-lhe os arremates de longa distância. E foi assim que Daniel se esticou todo para defender mais um chute, desta vez de Luan, que avançou pela direita e bateu cruzado, sem sucesso.

Lele, o mais perigoso do time amarelo e preto na etapa inicial, voltou para o segundo tempo com vontade de decidir e chegar ao gol de número 200 do Chuteira – faltavam apenas 2. Desse modo, descontou o marcador logo aos dois minutos. Fino recebeu na linha de fundo e rolou para o capitão dentro da área mandar para o gol. O arqueiro ainda tocou na gorda antes dela entrar. Lele ainda acertou um belo chute cruzado, defendido em dois tempos por Daniel, que vinha bem na partida.

Sem sentir o gol, o Bacana ampliou o placar. Rômulo cobrou lateral na esquerda para Napolitano, dentro da área, subir sozinho de cabeça e estufar as redes. No entanto, ainda com a vontade de mudar a história do duelo, Lele descontou mais uma vez, aos 11. Ele recebeu mais um passe de Fino – que estava de novo na linha de fundo –, brigou com o zagueiro e completou para o fundo do gol. Foi o 200º gol do artilheiro mor do Chuteira.

Lances seguintes: Luan limpou na esquerda e bateu firme em direção ao gol, mas a bola raspou o travessão. Diferentemente dele, Cesinha foi mais preciso ao receber no meio-campo e mandar para as redes, no alto, no canto direito de Muralha. Era o quarto tento do Bacana, um minuto após o desconto de Lele.

Longe da mentalidade de cessar os ataques, o time de vinho ampliou mais uma vez o marcador. Ao receber cruzamento no segundo pau, o capitão Rômulo completou firme contra as redes do arqueiro. Yanes ainda perdeu a chance de liquidar de vez o embate. Felipe Laet cruzou para ele, que disputou com o zagueiro, mas mandou a bola por cima do gol.

Enquanto o Bacana fechava-se bem atrás, o 13 tentava de toda as formas chegar às redes. Lele recebeu na entrada da área, ganhou de Jonas e tocou tirando do goleiro, mas para fora – por pouco não foi gol. A dois minutos do apito final, Luan limpou bonito do marcador e mandou um lindo chute no ângulo oposto de Daniel, mas o arqueiro fez uma ponte espetacular para espalmar de mãos trocadas.

Luan tentou explicar a situação em que sua equipe vive: “Nós estamos numa fase ruim; a bola não está entrando. Foi um jogo de ataque contra defesa. Eles chegaram e fizeram”, avalia o meia, que criou boas jogadas principalmente no segundo tempo.

Com a vitória e os demais resultados da rodada, o Bacana chega a 11 pontos e afasta de vez do risco da degola, além de só depender de si para se classificar ao mata-mata. Seu próximo oponente é o Jeremias, que, além de lutar para não cair, ainda pode também se classificar. O Joga 13 já não tem mais possibilidades de ir direto às quartas de final e encarará o lanterna e já rebaixado MachuPichu para permanecer nas primeiras colocações.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Arouca 3 x 1 SPQSF

AROUCA MOSTRA SUPERIORIADADE E GARANTE LIDERANÇA DO GRUPO


SPQSF até mostra força, mas não consegue derrotar o líder absoluto, Arouca, que abre 6 pontos de vantagem para o vice-líder CAV

Por Gustavo Scaldaferri

O SPQSF teve a difícil missão de encarar o líder do Grupo A, o atual campeão Arouca. O time branco e laranja precisava e queria a vitória para se garantir no mata mata, mas sofreu com o bom toque de bola do tricolor e acabou adiando a vaga – disputa na rodada final com o Di Primeira em confronto direto. Em compensação, o Arouca abriu 6 pontos do CAV e já está nas quartas de final.

O início do jogo foi mais de estudo por parte dos clubes, que pareciam analisar os pontos fracos antes de tomar a iniciativa. Só aos 7 minutos aconteceu a primeira jogada perigosa do duelo. Marcos Bohn deixou perfeito para Thiaguinho na frente, na direita, que bateu cruzado com perigo e a bola passou perto da trave esquerda. Aos 9, Jajá na direita, chutou com força, e Kino defendeu bem.

Ambos os times chegavam à frente e os goleiros faziam um ótimo trabalho. Pelo lado do SPQSF, Portuga se destacava; pelo Arouca, o destaque era Dih. Aos 14 minutos, Portuga subiu até o meio e finalizou forte, mas pegou mal e acabou isolando.

Com 15, a pelota sobrou para Marcos Bohn na esquerda. Ele bateu cruzado e Serafa salvou. No lance seguinte, novamente Marcos Bohn veio pela direita, lançou para o outro lado, dentro da área, e Dih completou para o gol, abrindo o placar.

Aos 20, saiu o segundo. A zaga do SPQSF rifou a bola, Dih recolheu no meio, subiu e chutou firme no canto direito. No fim da primeira etapa, Thiaguinho bateu falta e Serafa foi buscar no cantinho esquerdo. No rebote, Veloz, na cara do gol, finalizou, Serafa fez milagre evitando com que o Arouca abrisse 3 gols de diferença.

O segundo tempo começou com o SPQSF mais organizado e subindo ao ataque com mais frequência. Aos 4, Safa deixou na direita para Jajá bater pela rede do lado de fora. Com 6 minutos, Safa aproveitou o contra-ataque, subiu pelo meio e encontrou Portuga na direita, que encheu o pé e diminuiu a contagem. 2 x 1.

Era a hora do Que Se Foda pressionar para o empate. No entanto, com o susto, o líder acordou. Orley chutou forte da intermediária por cima do travessão. Um minuto depois, toque rasteiro para dentro da área e Orley, voltando de suspensão, colocou para dentro, aliviando o campeão.

O SPQSF não desistia e tentava a reação. Gama aproveitou rebote da zaga para tentar o disparo fortíssimo que explodiu na trave. Aos 13, Orley subiu em contra-ataque e bateu da entrada da área, mas Serafa estava lá para a defesa. Minutos depois, Markinhos chutou cruzado e Thiaguinho quase fez, mas jogou pra fora. No fim da partida, ainda houve uma confusão entre Di Dicredo com França, que iam se estranhando durante o jogo. Os dois foram expulsos e logo o árbitro encerrou o jogo.

Com a vitória, o Arouca é mais líder do que nunca e se mantém como um dos favoritos para levantar o caneco. Na próxima rodada, sem Caião, França e Vitão, suspensos, ou seja, sem seus três zagueiros de ofício, o Arouca enfrenta o forte Primatas, que luta pela segundo posição junto ao CAV. O SPQSF continua com 10 pontos e não pode relaxar, pois uma derrota diante do Di primeira pode eliminar o clube da 2ª fase.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Rabeloska 0 x 2 Arouca Jrs.

GUI RODRIGUES E CONTRA-ATAQUES GARANTEM TRIUNFO DOS JUNIORES DO AROUCA SOBRE RABELOSKA


Depois de sofrer dois gols, Rabeloska impõe pressão total, no entanto é bloqueado pelo forte sistema defensivo do adversário, comandado por Francisco e Heitor

Por Heron Ledon

Promessa de um bom jogo, que só não o foi melhor devido à retranca utilizada pela equipe do Arouca Jrs. após fazer cada um de seus gols – arma comum do Rabeloska contra times fortes e bem posicionados. Entretanto, o Rabeloska manteve-se no ataque durante a partida toda, mas tinha grandes dificuldades de furar a muralha adversária. Assim, com a excelente atuação do goleiro Gui e dos defensores Francisco e Heitor, o time conseguiu segurar o resultado e sair classificado e com a chance de disputar a vaga direta nas quartas.

Apesar de o primeiro lance perigoso surgir no minuto inicial de jogo – chute de Barata pela esquerda, defendido por Gui – o placar só foi aberto aos 6 minutos. Heitor bateu de longe, rasteiro; o goleiro Tássio defendeu, mas a bola caiu nos pés de Noal, que a empurrou para o gol.

O Rabeloska teve a chance de empatar com Marcelo Duarte, que, pelo meio, mandou um bom chute ao gol, obrigando Gui a buscar no canto e evitar o desconto. Enquanto Noal também mostrou perigo no arremate cruzado para fora, o adversário seguia atrás do empate. Dick Vigarista bateu no canto direito, e Gui fez mais uma excelente defesa. No rebote, Vasko dividiu com o marcador, e a gorducha foi para a linha de fundo.

A equipe de vermelho mantinha-se mais com a posse de bola e não cessava os ataques. Restava, então, ao Arouca Jrs. as jogadas de contra golpe, com lançamentos para Noal, que muitas vezes perdia a pelota por lhe faltar opções de passe e ter de decidir os lances sozinho.

Nesse ritmo, o Rabeloska manteve o fuzilamento – e Gui pegando tudo! Vasko passou em velocidade por Heitor na direita e bateu cruzado. Seria gol na certa, mas lá estava o arqueiro para espalmar. Depois, Cassinho recebeu na entrada da área e chutou para o gol, no entanto, Gui, bem posicionado, novamente realizou a defesa.

Antes do intervalo, Lucas Cannetieri ainda teve uma boa chance de empatar ao receber o passe de Cassinho e bater forte e cruzado, mas para fora. Nos minutos de descanso, Dick comentou sobre a atuação de sua equipe. “Está faltando jogar! Nosso time não joga desde o começo do campeonato, pô!”, falou em um leve tom de descontração.

Mal sabia o camisa 9 que a situação só complicaria. Aos 4 minutos, Heitor subiu pela esquerda e surpreendeu a todos batendo direto para o gol – já que esperavam o cruzamento. 2 x 0! E quem estava superligado era Gui. Em cobrança de escanteio, Maradona subiu de cabeça e mandou a bola no alto, mas o goleiro se esticou bonito para espalmar no canto direito.

Por parte do Rabeloska, era Vasko quem criava as principais oportunidades de gol, pelo meio e pela ponta esquerda. No entanto, era bloqueado junto com os companheiros pelo ótimo sistema defensivo – e retranqueiro – do Arouca Jrs., liderado por Francisco, que desarmava muito bem.

Enquanto a partida ficava tensa, com entradas mais duras nas jogadas, o time de amarelo continuava com os contra-ataques. Caique, dentro da área, recebeu a pelota, virou e bateu pro gol, mas Tássio estava atento e defendeu o arremate. Noal ainda, por pouco, não fechou o placar ao mandar de cabeça a bola na trave, após cobrança de lateral.

O Rabeloska não desistia de empatar o duelo, porém faltava-lhe concluir os lances com boa qualidade. Vasko driblou pelo meio e rolou na entrada da área para Dick, que bateu muito mal por cima do gol. Depois, novamente Vasko fez jogada em velocidade, passando pela marcação, e chutou firme ao gol, porém Gui pulou para espalmar mais uma e acabar de vez com as chances do adversário mudar a história do confronto.

Com a vitória, o Arouca Jrs. sobe para a terceira colocação com 13 pontos. Ele terá disputa direta pelo o segundo lugar ao enfrentar o Mulekes na última rodada. Já o Rabeloska caiu para a sétima posição e encarará o vice-lanterna É Verdadeee. Uma combinação de resultados pode tanto rebaixá-lo à Prata como colocá-lo na fase de mata-mata.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Primatas 7 x 3 Di Primeira

PRIMATAS VENCE DI PRIMEIRA E SE GARANTE NA PRÓXIMA FASE


Com Vitinho e a dupla de ataque dos M em tarde inspirada, Primatas goleia e ainda briga pela vaga direta nas quartas de final. Di Primeira corre riscos se não bater SPQSF na rodada final

Por Gustavo Scaldaferri

Primatas e Di Primeira foram para a partida com a intenção de assegurar a vaga para a próxima fase da competição. O primeiro, de vermelho e branco, tinha 13 pontos e só precisava de um empate para conquistar seu objetivo. Já o segundo, de amarelo e preto, tinha 10 e só uma vitíria garantiria a equipe na etapa seguinte. No fim, deu a lógica, e o Primatas levou a melhor por 7 a 3, mostrando que de bumerangue o time não tem mais nada.

O jogo começou movimentado. Com menos de um minuto, Marcelo Gama veio pela esquerda, em velocidade, e deixou na esquerda para M. Júnior chutar. Cadu fez a defesa. Na jogada seguinte, bola na área para Marcelo, que abriu o placar.

O Primatas era muito melhor e Marcelo Gama se destacava. Aos 4 minutos, mais uma boa jogada dele. Ele veio pela lateral, deu um chapéu no zagueiro e tocou no meio da área para Rafinha, mas Cadu saiu bem para defender. Surpreendentemente, um minuto depois, Roberto Amaro passou para Dri, que achou André sozinho na área para empatar o duelo.

Porém, a alegria durou pouco. Na saída de jogo, Marcelo Gama, o nome do jogo, bateu do meio campo e fez, colocando o Primatas na frente outra vez. A dupla de Ms do Primatas estava impossível. M. Júnior, na esquerda, bateu da intermediária e Cadu salvou de novo. O Di Primeira respondeu com Lê, que arriscou de trás do meio de campo com força e viu Vitinho pegar. Aos 16 minutos, Roberto Amaro cobrou falta, mas Marcelinho salvou em cima da linha. O Di Primeira pressionava, mas o Primatas não deixava por menos. Dois minutos depois, pelota na direita para Marcelo Gama. Ele tentou a finalização forte, mas Cadu evitou o gol mais uma vez.

O Di Primeira melhorava no confronto e subia mais ao ataque. Entretanto, a equipe amarela e preta arriscava muito do meio campo, principalmente com Lê, e a maioria das tentativas ia para longe do gol. O Primatas fazia o oposto, assim, no fim da primeira etapa, Rafinha cobrou lateral para M. Júnior, que dominou do peito, chutou e fez o terceiro.

Na volta para o segundo tempo, o Di primeira entrou com tudo. Logo aos 2 minutos, toque de Jocélio para André na esquerda. O camisa 7 bateu forte e diminuiu mais uma vez. A chance do empate veio no minuto seguinte, e com o mesmo André. Ele aproveitou contra-ataque, mas pegou errado na bola e mandou pra fora.

Com 3 x 2 contra, o Di Primeira pressionava. O Primatas tentava segurar o resultado e aproveitar os contra-ataques, mas não engatava nenhum nesse início. Linda jogada de Dri, que driblou toda a zaga e ficou cara a cara com Vitinho, que fez uma defesa espetacular. Por mais que tentassem, o gol de empate parecia não querer sair. Dri tentou a batida e Vitinho espalmou. No rebote, sem goleiro, Jocélio chutou e Marcelinho, outra vez, tirou em cima da linha, dessa vez, de cabeça.

Se o Di Primeira não marcou, o Primatas mostrou como se faz aos 10 minutos. Em jogada de contra-ataque, Rafinha deixou no meio para Marcelo Gama encher o pé e fazer 4 x 2. O gol abateu o Di Primeira, que baixou a guarda por um tempinho e levou o quinto logo na sequência. Marcelo Gama tocou no meio da área para M. Junior marcar mais um.

Aos 14 minutos, Jocélio recebeu na esquerda de frente para o gol, porém tentou colocar por cobertura. Acabou pegando fraco na bola e Vitinho não teve dificuldades pra encaixar. O goleiro primata fazia ótima partida, assim como Marcelinho na defesa e a dupla M no ataque. Com 17 minutos jogados, Val chegou duas vezes, mas em ambas a pelota acabou nas mãos de Vitinho. Quando ele não pegava, a trave apareceu. Cris tocou para Roberto Amaro na direita chutar cruzado com força na trave esquerda.

Mesmo perdendo, o Di Primeira lutava. Jocélio veio pela direita, chegou na linha de fundo e colocou no meio da área para Dri fazer o terceiro do Di Primeira. Na jogada seguinte, Thomas matou no peito, bateu e fez o sexto do Primatas, para matar de vez qualquer esperança do time rubro.

Ainda do apito final, ainda teve tempo de Ricardo chutar forte da intermediária no canto esquerdo, sem chances para Cadu, e fechar a conta em 7 x 3.

A vitória assegurou o Primatas na próxima fase. Agora, em 3º lugar com 16 pontos, vai tranquilo para a última rodada enfrentar o líder Arouca e visando a 2ª posição do grupo, já que briga com o CAV no saldo de gols. O Di Primeira ficou na 5ª colocação e só depende dele para passar pro mata-mata, mas se perder para o SPQSF tem chances de ficar de fora do G-6.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

CAV 2 x 4 My Balls

MY BALLS MOSTRA FUTEBOL E VENCE CAV


Leandrão fecha o gol e é o nome do jogo que renasce o My Balls na competição

Por Gustavo Scaldaferri

O My Balls entrou em campo precisando vencer de qualquer maneira, já que, na penúltima colocação, um tropeço poderia decretar a não classificação e possível rebaixamento. O CAV era 2º colocado e já estava classificado, mas como um dos rivais do time azul e branco desde os tempos da Bronze, queria mesmo era rebaixá-los de vez. Mas o My Balls mostrou muita força e, com a ajuda do goleiro Leandrão, que fechou o gol, venceu e está a uma vitória da classificação.

Logo no início, Robson Dantas chegou pela direita e chutou forte pela rede do lado de fora. Aos 2, foi a vez do CAV atacar. Bettoni tocou para Cidrão na intermediária, que bateu do canto direito de Leandrão. Foi a primeira grande defesa do arqueiro. Com 5, Fernando Souto aproveitou o rebote e pegou de primeira para fazer 1 x 0 para o My Balls.

O CAV foi atrás do empate. Aos 9 minutos, Cidrão tentou a finalização da intermediária e Leandrão defendeu. No rebote, Jorginho chutou e Leandrão salvou mais uma. No minuto seguinte, Cidrão brigou pela bola, ganhou e chutou de canhota, mas o camisa 1 do time azul e branco parecia uma muralha. Nada passava. Lucas Manzano recebeu na esquerda e bateu. Diego Gallego espalmou para a direita, onde apareceu Marcelo Magrão para conferir o 2 x 0.

Aos 17 minutos, o CAV tentou começar uma reação. Marcel pegou no meio, passou por dois e disparou para o gol. A bola ainda desviou na zaga e morreu lá dentro. 2 x 1. Então, o time tricolor subiu com tudo para tentar o empate. Davi bateu cruzado e André Plec quase fez de letra, mas a pelota saiu. Um minuto depois, Luquinhas veio pela esquerda e chutou na diagonal. Leandrão espalmou pra fora. No fim da primeira metade do jogo, cobrança de lateral na área, Sujinho, na cara do gol, fez a batida e desperdiçou a chance.

O segundo tempo começou meio parado. Aos 2 minutos, Cidrão chegou pela esquerda e bateu cruzado pra fora. Aos 5, Lucas Manzano chutou bem, mas Diego Gallego defendeu bonito no canto esquerdo. Com 7, Jorginho bateu falta, a bola desviou na zaga e bateu na trave direita. O CAV tentava de todas as maneiras, mas parecia não ter jeito. Leandrão estava em um dos seus melhores dias. No entanto, aos 8 minutos, Cidrão brigou pela pelota na linha de fundo, roubou, e colocou no meio da área para Caio Fleischmann finalizar e empatar o confronto.

Entretanto, o My Balls respondeu com novo gol. Sandro Malaquias recebeu na cara do gol e bateu no canto esquerdo. A bola explodiu na trave sobrou para Fernando Souto pegar uma bomba do meio no canto esquerdo e fazer 3 x 2.

Os chutes do CAV eram sempre de longe, o time não trabalhava muito a bola no campo ofensivo. Com 14 minutos, Cidrão puxou para a direita e chutou, mas Leandrão pegou novamente. Depois foi a vez de Bettoni chegar na intermediária e bater forte. O arqueiro apareceu de novo. Após a paralisação por conta da chuva, nos minutos finais que faltavam, Robson Dantas veio sozinho pela direita, driblou o zagueiro, chegou cara a cara com o goleiro e só deixou no cantinho direitopara fazer 4 x 2 e garantir a vitória.

Com os 3 pontos, o My Balls conseguiu sair da zona da degola e ficar na 7ª colocação do Grupo A, com 8 pontos. Para se garantir na próxima fase, o clube vai ter que vencer o lanterna e já rebaixado Elefantes Indomáveis. Isso porque Fúria e Real Paulista, 7 pontos cada, se enfrentam e quem perder desce à Prata. O CAV, já garantido na próxima fase, enfrenta o Resenha em busca do 2º lugar.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 8ª RODADA

Jeremias 3 x 3 SNG

JEREMIAS CONQUISTA EMPATE NO ÚLTIMO MINUTO


Após temporal, que paralisou a partida por cerca de 40 minutos, SNG voltou bem, mas não manteve a atenção e sofreu a igualdade com sabor de derrota

Por Heron Ledon

Um duelo não muito bonito de se ver. As equipes tiveram dificuldades de criar bons lances durante o jogo e, a não ser nos gols, os goleiros pouco trabalharam. Após a chuva, que interrompeu o confronto por quase 40 minutos, o SNG voltou com tudo, mas relaxou e viu seu adversário empatar a partida na última volta do ponteiro.

O Jeremias começou o jogo puxando os ataques com muita velocidade. No entanto, a impressão que se tinha era de que os atletas queriam decidir logo o duelo. Como no lance em que Camillinho fez uma boa jogada ao driblar o marcador e rolar para Murilo, que passou pela direita e bateu para fora.

Com o passar do tempo, o Se Não Guenta conseguiu bloquear os avanços adversários e já se mantinha mais no campo ofensivo. Tejeda recebeu no meio-campo e rolou em profundidade para Ronei, que mandou por cima do goleiro DVD, em sua saída, porém a bola subiu demais. Minutos depois, aos 16, Felipe Augusto, dentro da área, recebeu passe de Ronei e tocou de letra, mas o arqueiro realizou a defesa.

Melhor na partida, o time de preto e laranja, enfim, abriu o placar aos 19 minutos. Em contra-ataque, Renê recebeu a bola na entrada da área e bateu firme no canto direito. No entanto, o gol não fez com que a partida incendiasse, pois as equipes falhavam na conclusão das jogadas.

O segundo tempo começou da mesma forma em que o primeiro terminou: com o SNG criando um pouco mais. Só que, dessa vez, de forma mais eficiente. Renê limpou a marcação pela esquerda e bateu para o gol ainda da intermediária. A bola foi no alto, no canto direito do arqueiro, que apenas olhou. Um belo gol – o segundo do atacante.

O oponente continuava os atacando na medida do possível, e o capitão Alexandre Bim não quis ficar para trás de Renê e marcou um tremendo golaço! Aos 8 minutos, Thiago Bim cobrou lateral na esquerda para o camisa 5, dentro da área, tocar de calcanhar no alto, tirando do goleiro Sampa, que nada pôde fazer.

A partida estava lá e cá, com boas subidas de ambas as equipes, porém sem eficiência, já que erravam passes e pecavam na criação. Tecnicamente, o jogo não era dos mais bonitos de se ver e, para piorar (ou não), ele foi interrompido por quase 40 minutos devido à forte tempestade que caiu.

O SNG quis retornar logo ao embate e foi o primeiro a voltar ao campo. Já o Jeremias parecia não estar tão afim. “Eu prefiro mesmo é ficar com a cerveja”, disse rindo o defensor João Victor. Assim, o cronômetro tornou a rodar a partir dos 12 minutos, e a estratégia dos times foi os chutes de longa distância – apesar da dificuldade de ficar com a bola em razão do gramado molhado.

Com muito mais vontade e ligado na partida, o SNG chegou ao terceiro gol seis minutos depois do reinício. Tejeda cobrou lateral para Ronei, que dominou fora da área a bateu sem chances de defesa para DVD. Felipe Augusto ainda teve a chance de ampliar ao mandar a pelota no travessão, depois de receber mais um passe de Tejeda.

O time do Jeremias viu seu oponente se descuidar nas jogadas e passou a acreditar que poderia estufar as redes. E o fez! João Victor bateu do meio-campo no canto esquerdo de Sampa, que foi buscar, mas deu rebote para Murilo fuzilar ao gol. 3 x 2.

Mantendo-se na pressão, o empate heroico veio no minuto final. Camillinho realizou a cobrança de falta próxima à área e chutou forte em direção ao gol. A gorducha ainda desviou no trajeto antes de entrar.

Após o apito final, o camisa 10 do Jeremias, feliz com o gol de empate, revelou que o segredo para a reação foi a cerveja durante o temporal. Com o resultado, o Jeremias chega a oito pontos, mas continua na 8ª colocação. Se não quiser depender de outros resultados para não cair, ele deverá triunfar sobre o Bacana e, quem sabe, conseguirá uma vaga na próxima fase. Já o SNG cai para a quinta posição, com 11 pontos. Um tropeço diante do líder invicto Fiorella pode deixar a equipe, em 5 anos de Chuteira, fora do mata-mata pela primeira vez.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 8ª RODADA

Só Resenha 2 x 2 Fúria

SÓ RESENHA E FÚRIA NÃO SAEM DO EMPATE


Fúria surpreende e vira no final mesmo sofrendo pressão, mas mesmo assim não aguentou e acabou levando o empate

Por Gustavo Scaldaferri

O Só Resenha estava na 6ª posição, uma colocação a frente de seu adversário Fúria, porém, com três pontos de vantagem. Se o Fúria vencesse se igualaria ao Resenha. Mas se a vitória fosse do time preto, verde e branco isso poderia o levar para o 4º lugar com 12 pontos e classificação garantida. No entanto, o jogo não foi dos melhores e acabou empatado em 2 a 2 após mais de uma hora de atraso em razão da tempestade que caiu na metade do jogo anterior.

O Resenha entrou melhor na partida. Logo aos 2 minutos aconteceu o primeiro lance de ataque. Dariam, recebeu na esquerda e chutou no mesmo canto, mas faltou força e Sucão tirou pra escanteio. Com 3, Fábio Caruso errou na saída de bola, Darian se antecipou, ficou cara a cara com Sucão, mas ele saiu bem e evitou o que seria o primeiro gol do duelo.

Só dava Resenha. Em cruzamento na área, Fabrício cabeceou e a bola saiu por pouco. No minuto seguinte, foi a vez de Sanny cabecear pra fora. Mirandinha veio pela direita, puxou para o meio, passou pelo meio de campo, chutou e a bola passou com perigo pelo canto esquerdo. Linda jogada de Darian aos 8 minutos, que passou pra trás de calcanhar para Fabrício soltar a bomba no ângulo direito. Sucão não conseguiu evitar e o placar foi aberto.

A felicidade não durou muito, pois, na primeira chegada do Fúria, Thiago Motta recebeu de Bruno Cicotelli e finalizou de fora da área no cantinho esquerdo para deixar tudo igual. Depois do gol, o rubro negro passou a equilibrar o confronto. Thiago Motta aproveitou erro da saída de bola e chutou da intermediária, mas Papa Burguer defendeu bem. O Resenha respondeu assustando: Valdir trouxe pela direita e disparou uma bomba que fez a bola explodir na trave antes de sair pela linha de fundo. Bola na trave veio de novo na sequência, quando Valdir recebeu bola rolada de cobrança de falta. A barreira abriu e a bola desviou na zaga antes de sair raspando a trave direita.

O Fúria chegou com perigo ainda no primeiro tempo. Levantamento na área e Adriano Motta tocou de cabeça para Bruno Cicotelli cabecear pra fora. Para fechar a primeira etapa, Valdir pegou no meio, girou e bateu, mas Sucão caiu na esquerda e salvou.

No segundo tempo, as duas zagas trabalhavam muito bem, o que impedia que acontecessem muitos lances de perigo no ataque. O Fúria estava mais recuado, enquanto o Resenha avançava mais se mostrava mais organizado. Aos 5 minutos, Darian veio pela direita e cruzou no meio, mas Sucão colocou para a lateral. O goleiro voltou a trabalhar após tabelinha entre Darian e Mirandinha que culminou com finalização desviada para escanteio.

Mesmo com toda a pressão do Resenha, com 17 minutos Adriano Motta veio pela esquerda, não deixou a pelota sair, avançou, invadiu a área e cruzou no meio para seu irmão fazer o gol da virada. Parecia que o Fúria obteria uma grande vitória fazendo seu jogo defensivo e no contra-ataque, mas a alegria dos Motta não durou muito. O Fúria recuou todo para segurar o resultado nos minutos finais, mas isso permitiu que o Só Resenha fosse com tudo pra frente. Assim, em chute de Fabrício, a pelota desviou na zaga e Darian completou para o gol, empatando a peleja e deixando a briga final mesmo para a última rodada.

O Só Resenha permanece em 6º lugar e precisa da vitória para se garantir no mata-mata. Na próxima rodada o time vai enfrentar o já classificado CAV. O Fúria fica em uma situação complicada. Está fora da zona da degola por ter uma vitória a mais que o Real Paulista, justamente o adversário direto na briga pra fugir do rebaixamento. O perdedor desse duelo sairá rebaixado.

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