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CHUTEIRA NEWS: XIV CHUTEIRA DE OURO: 6ª RODADA

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Real Paulista 5 x 4 Só Resenha

REAL VENCE RESENHA E SAI DO Z-2


Equipe faz partida equilibrada do começo ao fim contra o adversário, que não conseguiu segurar os ataques comandados por Vini Costa

Por Heron Ledon

Uma equipe tentava sair da zona da degola, e a outra se manter no G-6. Assim, Real Paulista e Só Resenha fizeram uma boa partida, com viradas e empates em seu decorrer. As investidas armadas por Vini Costas foram cruciais para o Real ficar à frente do marcador e fazer com que o Resenha corresse atrás do resultado durante quase toda a partida.

Entretanto, foi o Resenha quem começou com tudo e abriu o placar. Com 17 segundos jogados, Éder cobrou escanteio para Darian, que desviou de cabeça com perigo para fora. Depois, aos 4 minutos, em cobrança de falta ensaiada, o mesmo Éder passou por cima da bola para a batida de Brunão, que a mandou rasteira para o fundo do gol.

Minutos depois, as equipes já movimentaram novamente o marcador. Vini Costa disparou pela esquerda em contra-ataque e cruzou para Philip, livre de marcação dentro da área, completar para o gol. A alegria durou pouco, já que o Resenha fez o segundo gol com Éder. O meia limpou o lance e bateu pro gol; a bola ainda desviou na marcação antes de estufar as redes.

O jogo seguiu equilibrado durante a primeira etapa, com algumas boas chances de gol para os dois times. No entanto, era o Só Resenha quem mantinha mais a posse de bola com Éder, Brunão e Mirandinha, enquanto os ataques do Real eram puxados por Vini e Philip.

No intervalo, Panella se descontrolou com a arbitragem, dizendo que os juízes deveriam apitar para os dois lados. Marcinho e Mirandinha também bateram boca, e o camisa 4 do Real teve de ser contido pelo companheiros, visto que queria ir para cima do oponente.

Na volta para a segunda etapa, o Paulista, enfim, conseguiu a virada. Vini rolou para Philip, que invadiu a área e bateu no canto direito do goleiro. Em seguida, mais um ataque. Philip tentou o toque para Vini, mas o camisa 7 passou da bola. A zaga não a afastou como deveria, e ela sobrou para Ricco na direita, que bateu forte, de longe. Para Búrguer pulou bonito, mas realizou mal a defesa de mão trocada, e a gorducha foi para dentro do gol, para lamento do arqueiro.

Mal houve tempo para lances perdidos. O quarto do Real Paulista foi um golaço de Vini em cobrança de falta pela esquerda – no ângulo de Papa. Minutos depois, aos 17, Brunão conseguiu descontar para seu time. Fabrício, na linha de fundo, rolou para o camisa 9 na entrada da área, que, com muita tranquilidade, ajeitou e bateu cruzado no canto direito do goleiro Alemão.

O Resenha, depois de sofrer a virada – e, principalmente, após o quarto gol –, passou a atacar mais. Já o Real perdeu sua força de contra golpes com a substituição de Vini Costa. Ricco também havia saído, mas voltou para ajudar sua equipe, que fez pedido de tempo. Bela ajuda por sinal. Ele, dentro da área, chutou para o gol, mas Papa realizou a defesa. Porém, no rebote, Renato marcou o quinto gol do Real; a redonda ainda desviou no meio do trajeto antes de entrar.

Ainda teve tempo de, no minuto final, o Resenha descontar. Bola alçada na área, e Guirra completou livre de marcação para o fundo das redes de Alemão.

Com a vitória, o Real Paulista sai da zona de rebaixamento, mas ainda corre sérios riscos de cair, já que tem apenas 5 pontos – um a mais que o vice-lanterna My Balls. Seu oponente agora será a equipe do Di Primeira. O Só Resenha, por sua vez, estaciona com 9 pontos em sexto lugar e tem pela frente a forte equipe do Primatas.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

SNG 1 x 2 Mulekes

MULEKES MOSTRA QUALIDADE E VENCE SNG


Equipe alvinegra é melhor e vence na base da raça, com gols de Leandrinho e Leco

Por Gustavo Scaldaferri

O SNG foi para o jogo com a proposta de sempre: jogar fechado, tocando a bola e com a intenção de aproveitar os contra-ataques para sair com os 3 pontos. A equipe preta e laranja vinha bem na tabela, com 10 pontos, e uma vitória os deixaria em uma situação bem confortável na competição. O Mulekes fazia uma campanha de recuperação e precisava de um triunfo para se manter no G-6. E foi o time alvinegro que conseguiu seu objetivo. Em uma partida muito disputada, saiu vencedor por 2 a 1.

O primeiro lance de ataque foi logo com 1 minuto de jogo, do lado alvinegro. Pedro Barbosa chutou do meio de campo rasteiro e a bola passou perto da trave esquerda. Ronei, do SNG, se movimentava bem e, no minuto seguinte, ele fez o mesmo: arriscou do meio, mas a bola acabou saindo fraco, facilitando para Ricardo Sales. O SNG era mais perigoso. Aos 8, Alemão recebeu de escanteio na frente da área, ajeitou e bateu, mas isolou por cima. Com 9 minutos, Leco teve a chance de abrir o placar. Na direita, puxou para o pé esquerdo e chutou com força. A pelota passou com muito veneno pelo canto direito.

A partida começou a ficar mais monótona depois desse lance. As duas equipes jogavam muito igual, trocando passes no meio e avançando pouco. Aos 14, Leco chegou de novo, pegou a bola na direita, porém, quando foi finalizar, Sampa já havia saído bem a seus pés para evitar o primeiro gol.

O Mulekes passou a jogar melhor. Assim, com 16 minutos, Felipe Lourenço veio pela direita e chutou forte no canto direito. Sampa caiu e fez linda defesa. Leco incomodava muito a zaga do SNG, subia com frequência ao ataque e fazia ótimas jogadas. Giancarlo também mostrava muita técnica. Aos 20, ele trouxe pela esquerda, levou para o meio e bateu forte, mais uma vez para fora.

O final do primeiro tempo foi de bombardeio do time alvinegro. Leco, Pedro Henrique Campos e Victor Laruccia tentaram, mas Sampa estava em um bom momento e evitou que o Mulekes balançasse a rede. A primeira etapa acabou com o time alvinegro melhor em campo, e só não abriu o placar por conta de Sampa e da falta de pontaria em alguns lances.

Apesar da bela atuação no primeiro tempo, o SNG decidiu iniciar o segundo com Baki no lugar de Sampa. Na frente, Abelha aproveitou o rebote da zaga adversária, mas Ricardo foi bem para fazer a defesa. Rafa Valente deu o troco aos 3 minutos com um chute do meio de campo para a defesa de Baki, que entrou bem. Dois minutos depois o Mulekes chegou mais uma vez com Vitor Laruccia, que veio pela esquerda e chutou com força, mas Baki estava seguro e fez a defesa.

No entanto, o SNG cedeu à pressão aos 8 minutos. Rogerinho carregou pela direita e cruzou rasteira para o meio da área, onde Leandrinho só teve o trabalho de empurrar para o gol e abrir o marcador. Mas nem deu pra comemorar, pois a reação do SNG veio 1 minuto depois. Jogada fantástica de Alemão pela direita, que deu uma meia lua no adversário e, em uma jogada muito parecida com o primeiro gol do Mulekes, tocou rasteira no meio da área para Felipe colocar pra dentro e deixar tudo igual.

Aos 11 minutos, Alemão recebeu na direita e chutou para bela defesa de Ricardo, que vibrou muito. Depois de um lance polêmico na lateral direita do campo, os jogadores do SNG foram todos reclamar muito com os árbitros e Sampa, que estava no banco, acabou sendo expulso. Ele, então, foi pra cima do árbitro e teve que ser segurado por seus colegas que o tiraram de campo. A confusão permaneceu por mais alguns minutos e, depois, o jogo recomeçou normalmente.

Com 14 minutos, Leco, na esquerda, chutou por cima do gol. Aos 15, novamente Leco bateu no meio do gol e Baki defendeu. O duelo ficou mais equilibrado. Em bela jogada de Fernando Forte, executando uma meia lua na direita, seu chute foi defendido por Ricardo. Eram 18 minutos quando Giancarlo fez lindo lance. Ele fingiu que ia chutar de direita, deixou o zagueiro no chão e passou para a perna esquerda, disparando a gol. Baki espalmou, mas, no rebote, Leco, pela direita, chutou forte no canto esquerdo e marcou o segundo do Mulekes.

Nos minutos finais o SNG trocou novamente de goleiro. Dessa vez colocou Abelha para servir de goleiro linha e tentar reagir. O árbitro deu 4 minutos de acréscimo pela confusão minutos antes. Em um último lance, Ricardo quase entregou o empate de presente quando fez uma jogada irregular. Ele segurou a bola e depois foi sair jogando com os pés. O árbitro marcou tiro livre. Na cobrança, ele se redimiu e fez a defesa garantindo a vitória para o Mulekes.

Com os 3 pontos conquistados, o time alvinegro fica na 5ª colocação, encosta no SNG e Arouca Jrs. e segue na briga por uma vaga no mata-mata. Na próxima rodada, enfrenta o Jeremias, que vem de derrota para o Joga 13. O SNG fica em 3º com 10 pontos e encara o cambaleante Rabeloska, que sacou um empate com líder Fiorella.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

CAV 8 x 4 Primatas

CAV TRIUNFA SOBRE PRIMATAS EM UM JOGAÇO


As duas equipes não desapontaram quem assistiu à partida. E Caio Fleischmann, enfim, voltou às redes com dois gols

Por Heron Ledon

Emoção do começo ao fim oferecida pelos excelentes sistemas ofensivos de ambos os times. A partida era a mais aguardada da Ouro pela alta qualidade dos adversários e pela disputa da segunda colocação no Grupo A, já que os dois estavam com 10 pontos na tabela. Depois de tantos gols e oportunidades criadas, se deu melhor aquele que conseguiu se defender com mais eficiência: o CAV, sob o comando do xerife Bettoni.

Foi justamente o zagueirão Bettoni quem teve a primeira chance de abrir o placar ao mandar um chute de longe no poste de Rodrigo Kampf. Em seguida, M. Júnior deu a resposta, pois roubou a bola da zaga e mandou com perigo por cima do gol.

Porém, o CAV conseguiu fazer logo 2 x 0 nos minutos seguintes. Caio Fleischmann recebeu na frente e deu passe para a chegada de Cidrão, que bateu firme, no canto direito de Rodrigo. Em seguida, o tão aguardado desencanto. Bettoni rolou para Caio, que, dentro da área, tremeu na frente do goleiro e não soube o que fazer com a bola. Após a indecisão, resolver dar um bico na gorducha e a estufou nas redes. Na comemoração, o tradicional “sai zica”.

Sem se abalar com o resultado parcial, o Primatas foi para cima e mais gols saíram. Giorgio cobrou escanteio, e M. Júnior desviou de cabeça no canto esquerdo de Diego Gallego. Porém, no minuto seguinte, aos 10, em bola disputada e cruzada na área, Luquinhas a recebeu e mandou-lhe no meio do gol, por baixo de Rodrigo. 3 x 1. Só que, na saída de bola, Marcelo Gama limpou e bateu do meio-campo no canto direito do goleiro, que apenas olhou. Não perca as contas: 3 x 2 para o CAV.

Eis que Gallego começava a se destacar na partida. O camisa 12 foi buscar em seu lado direito o arremate em bola batida de longe de Lithio. Ele também fez ótima defesa no chute de Thomas de dentro da área. A redonda foi desviada, mas o arqueiro se recuperou e evitou que suas redes balançassem novamente.

Aos 16 minutos, André Plec perdeu um gol depois que Cidrão cruzou para ele, na entrada da área, tocar fraco para fora. Então, restou a Lithio, na mesma volta do ponteiro, chutar cruzado e rasteiro para o fundo do gol após bola rolada por M. Júnior, que era o melhor jogador do Primatas no embate. 3 x 3.

O CAV, então, pediu tempo e conseguiu recuperar-se na volta para a disputa. Em total vacilo da zaga do time vermelho, André Plec roubou a bola na entrada na área, limpou do goleiro e empurrou para o gol, deixando sua equipe na frente de novo. Teté ainda só não ampliou em um chute cruzado porque a trave não deixou.

Continuava uma excelente partida com ótimos lances para as equipes. M. Júnior mandou um belo chute no alto do gol, mas o arqueiro Gallego subiu bonito pelo lado esquerdo para defender. Em mais uma oportunidade, André não desperdiçou. Barata deu um ótimo passe, que passou pelos defensores na área, para o camisa 22 mandar no alto, sem chances a Rodrigo. 5 x 3 e fim de primeiro tempo.

E o intervalo não fez com que os oponentes diminuíssem o ritmo da produção. Caio recebeu passe de Jorginho, ficou frente a frente com o goleiro e bateu forte no canto direito, mas a bola foi espalmada. Depois foi a vez de Tieppo perder sua chance. Da entrada da área, ele deu um leve toque de bico para tirar a gorducha de Gallego, porém a mandou para fora.

Após tantas tentativas, mais um gol para cada lado saíram. Marcelo Gama roubou a bola, avançou pela esquerda, ganhando dos marcadores, e cruzou na área para Rafinha, sozinho, deixar que a redonda batesse em si próprio em direção ao gol. Porém, a empolgação durou só um minuto, já que, aos 9, Caio bateu cruzado pela direita e Marcelinho, do Primatas, sem adversário algum, desviou contra o seu próprio gol. O gol foi creditado a Caio.

O CAV não se acomodou com o sexto gol, foi pra cima e fez mais dois. Jorginho, pela esquerda, cruzou na área, e Barata, livre de marcação, mandou de letra para o gol. Um golaço! Em seguida, aos 12, Cidrão recebeu a bola na intermediária e bateu prensado em Marcelinho; mesmo assim, a pelota foi para no fundo das redes.

Mesmo com quatro gols de diferença no placar, o Primatas não se abalou e continuou em busca do resultado. M. Júnior fez uma boa cobrança de falta para ótima defesa de Gallego, que também espalmou bonito o arremate de longe de Marcelo Gama.

A partida continuava com o seu alto padrão de jogo. Era um futebol bonito de se acompanhar. O CAV estava na frente do marcador porque era mais eficiente ao defender, já que ambos os times iam com qualidade ao ataque. Mesmo com a ausência de Davi, a equipe de branco armava com muita qualidade com os estreantes Jorginho e Luquinhas, ou seja, dor de cabeça para o treinador nas próximas rodadas.

Por outro lado, o Primatas conseguia tocar bem a bola e chegava com perigo, mas a equipe pecou ao tirar M. Júnior por boa parte da segunda etapa. Com sua saída, o time perdeu um pouco de ligação entre a zaga e o ataque. Mas, mesmo assim, Gama teve outra grande chance de fazer o gol, no entanto cabeceou para fora, no lado direito de Gallego. E fim de partida!

O atacante Caio Fleischmann, ao se reencontrar com as redes, se diz aliviado e promete não parar por aí. “Pô, graças a Deus que eu voltei a marcar. Eu estava com medo de chutar para o gol, como no primeiro que eu fiz. O importante é que ganhei a confiança de novo. Agora você vai ver: vai sair um monte!”, relata o camisa 10 após a vitória.

O Primatas fica em terceiro lugar, com 10 pontos na tabela. Um deslize contra o Só Resenha, na próxima rodada, pode deixá-lo até na sexta colocação. Já o CAV chega à vice-liderança, com 13 pontos conquistados. Ele encara o Fúria, que, apesar de perder para o SPQSF, segue firme na luta para continuar fora do Z-2.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Jeremias 0 x 3 Joga 13

JOGA 13 MOSTRA QUALIDADE E DERROTA JEREMIAS


Com mais um espetáculo de Muralha e golaço do artilheiro Lele, 13 sai vencedor e se mantém na parte de cima da tabela

Por Gustavo Scaldaferri

O Joga 13, vice-líder do Grupo B, foi para o jogo com a intenção de vencer para encostar no Fiorella e, assim, chegar às rodadas finais com chances de brigar pela vaga direta nas quartas. O Jeremias precisava da vitória para se manter entre os 6 primeiros e se distanciar dos adversários abaixo. Porém, o 13 mostrou novamente sua força e venceu o jogo sem dificuldades por 3 a 0.

Aos 2 minutos, Rodrigo Ribeiro levantou na área e o artilheiro da equipe aurinegra, Lele, cabeceou forte, mas pra fora. No minuto seguinte, Dunder carregou pela direita e bateu cruzado. A bola passou perto. O jogo era pegado. Aos 4, Rodrigo Ribeiro tocou para Lele novamente, em cobrança de falta, e o camisa 9 desperdiçou novamente pela esquerda. 1 minuto depois, novamente Lele, recebeu na direita e foi derrubado pelo goleiro Hugo. O árbitro deu a falta, apesar da reclamação dos jogadores do 13 pedindo pênalti, e amarelou o arqueiro. Na cobrança, Giba rolou para Rodrigo Ribeiro chutar de bico pra fora.

Depois desses lances seguidos, a partida ficou morna, sem chances de gol, com os times se estudando, tocando a bola no meio. Aos 11, toque de Giba para Rodrigo Ribeiro no meio chutar de novo de bico, mas dessa vez a bola desviou na zaga do Jeremias, bateu na trave esquerda e entrou. 1 a 0.

A equipe aurinegra era melhor e marcava muito bem. Principalmente com Rodrigo Ribeiro. Os jogadores não davam espaço para o Jeremias chegar à frente. O jeito era tentar de longe. E foi isso que Felipe Prando fez aos 17 minutos, mas acabou isolando. Filipe Roth articulava boas jogadas para o 13 e se destacava. Com 19 minutos, ele, na esquerda, puxou para o meio e chutou forte na trave. Na sequência, no contra-ataque, Roger Barbosa chutou sem ângulo e a pelota passou raspando o travessão de Muralha. O primeiro tempo acabou equilibrado, porém com o Joga 13 na frente no placar.

No começo da segunda etapa, Dunder arriscou com força de longe, Muralha pegou e começou com seu show particular de defesas. No contra-ataque, Rodrigo Ribeiro levou pela esquerda e chutou com força. Hugo deu rebote e a bola sobrou para Rodrigo novamente que bateu de primeira para fora. Com 3 minutos, jogada ótima de Dunder, que veio fininho para esse campeonato. Ele foi do campo de defesa ao ataque, driblou dois e chutou no canto esquerdo com muito perigo, mas a pelota saiu. Aos 5, Lele recebeu na intermediária depois de rifada da zaga do 13, ele matou no peito, girou e ainda com a bola no ar bateu forte no ângulo direito. Golaço! E 2 x 0.

Com 10 minutos, Lele queria mais jogo. Ele dominou sozinho no ataque e, cara a cara com Hugo, em lance que ele não costuma perder, chutou por cima do gol. Pelo Jeremias, o ex-Roleta Murilo Nosella distribuía bem o jogo. Aos 14, ele pegou a bola na esquerda e bateu cruzado, mas Muralha deu uma ponte perfeita e defendeu. 2 minutos depois, o 13 rebateu. Filipe Roth fez linda jogada: recebeu no meio e abriu para Giba chutar. Hugo defendeu e a zaga afastou. A pelota caiu nos pés de Roth outra vez. Ele puxou para a esquerda e chutou na diagonal no ângulo. Mais um golaço. 3 x 0 para o 13.

Um bom goleiro também tem que ter sorte. Um chute da equipe do Jeremias fazia a bola ir no canto direito de Muralha, que caiu para defender, mas no caminho a pelota desviou na defesa do 13. Muralha estava caindo e acabou defendendo com a barriga antes da zaga afastar. O 13 não cansava, nem Filipe Roth. Pelo meio, ele arriscou mais uma vez e Hugo evitou mais um gol.

O Jeremias ficou com um a mais quando Rodrigo Ribeiro levou cartão amarelo. Era a chance para subir ao ataque e tentar uma reação. Aos 21 minutos, duas chegadas perigosas da equipe bordo e preto, mas Muralha estava inspirado e salvou o Joga 13 nas duas.

Pressão total do Jeremias nos últimos minutos. Com 22, Roger Barbosa adiantou demais a bola e Muralha saiu bem para bloquear. No minuto seguinte, Camillinho pedalou, puxou para a direita e chutou para mais uma defesaça de Muralha. No lance seguinte, Dunder, na direita, cruzou na área e Murilo Nosella tentou de letra, mas Muralha se posicionou bem mais uma vez e praticou a defesa. O árbitro, então, terminou a partida com mais uma vitória do 13.

Muralha fez a diferença mais uma vez e é o favorito para ganhar o prêmio de melhor goleiro da competição se continuar tendo atuações fantásticas como a desse jogo. Com os 3 pontos, o Joga 13 se mantém em 2º lugar do grupo, mas como a líder, Fiorella apenas empatou, a diferença dos dois agora é de apenas 2 pontos. Na próxima rodada, a equipe aurinegra enfrenta o lanterna É Verdadeee e, dependendo da combinação de resultados, pode alcançar a liderança. Já o Jeremias, na 6ª colocação, está no limite para passar à próxima fase. Na sexta-feira o time encara o Mulekes e novo tropeço pode custar a classificação.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Di Primeira 4 x 3 Elefantes Indomáveis

DI PRIMEIRA VIRA E AFUNDA ELEFANTES


Indomáveis chegaram a abrir 2 x 0, mas não conseguiram segurar o resultado e amargam a última colocação, com apenas 1 ponto

Por Heron Ledon

O placar final foi o resultado do equilíbrio mantido em campo durante 50 minutos. O Elefantes precisava da vitória a todo custo para seguir na fuga do rebaixamento, que está cada vez mais próximo. Já o Di Primeira tinha a missão de afastar da zona da degola. E conseguiu ao não se abater com os gols sofridos e aproveitar melhor as oportunidades de estufar as redes do adversário.

O marcador demorou um pouco a ser rodado. Só foi aos 7 minutos, quando Thomas desviou para o gol a bola alçada na área oponente. Antes disso, Fábio já havia tido boa chance pelo Elefantes, em um arremate, e André, do outro lado, com um belo chute no alto, pela intermediária.

O Di Primeira não se conformou com o gol e, logo em seguida, quase chegou ao empate com duas bolas explodidas no travessão. A primeira veio com Cris, que recebeu passe na esquerda e, em velocidade, mandou um canhão na barra branca; a gorducha ainda caiu ao chão antes da zaga afastá-la. Depois foi a vez de Roberto, que por pouco não chegou às redes depois de receber passe de Cris, em cobrança de falta ensaiada.

Na segunda chance clara de gol em que teve, o Indomáveis não desperdiçou. Cauê matou no peito, tirando do zagueiro, o chuveirinho que lhe mandaram na área e, com tranquilidade, bateu no canto direito do goleiro Caique, que nada pode fazer. Aos 16 minutos, então, a equipe emplacava o 2 x 0, para a surpresa dos que se aproximavam da quadra para saber qual era o resultado parcial.

O time de vermelho continuou a tentativa de diminuir o marcador e conseguiu depois que Thomas salvou em cima da linha o chute de Roberto, em mais uma falta ensaiada. Lê Cardoso roubou a bola no seu campo de defesa, limpou o lance e bateu de bico para o gol. A pelota foi certeira no canto direito de Spiga. Nos últimos instantes da primeira etapa, Richard ainda quase fez o terceiro de sua equipe ao tabelar na entrada da área e mandar a gorducha na trave.

E o segundo tempo começou como o inicial havia terminado: com o Di Primeira mantendo-se mais no ataque. No entanto, o time pecava no último passe, faltava-lhe a tranquilidade para finalizar as jogadas, que, em sua maioria, eram puxadas por Val, Jocélio, atuando pelas pontas, e André, na frente.

Após a incessante busca pelo empate, ele veio em um contra golpe mortal os 6 minutos. Jocélio recebeu passe na direita e pisou para Jonathan, que chegou batendo no canto esquerdo do goleiro. Como se não bastasse, minutos depois, o Primeira conseguiu a virada com André, que pegou a bola dentro da área, virou e chutou sem chances de defesa para Spiga.

O Elefantes se deu conta do prejuízo e era sua vez de sair em busca do empate. Daniel arriscou pelo lado direito, mas Lê Cardoso – que substituíra o goleiro Caique na virada para a etapa final – fez boa defesa. Depois, Bruno cobrou escanteio e Fábio se adiantou dentro da área, porém, livre de marcação, errou o tempo da bola no cabeceio, e Lê conseguiu se recuperar no lance. Lucas ainda bateu com perigo para fora após limpar uma jogada pelo meio.

Sem querer ficar para trás, o Di Primeira avançou e foi mais eficiente que o adversário ao ampliar o placar aos 19. Val cortou o marcador e chutou para o gol, mas Spiga realizou a defesa. Em seguida, o camisa 8 carregou a bola pelo meio e rolou na esquerda para Caique, que bateu cruzado e rasteiro, desta vez, sem que o arqueiro pudesse evitar o balanço das redes.

Mesmo com o 4 x 2, entregar-se ao opoente não estava nos planos do time branco e laranja, que tentava descontar o marcador com Lucas e Daniel. Porém, foi Eric, aos 24 minutos, quem o conseguiu. O camisa 77 recebeu passe no meio-campo, limpou a jogada e chutou ainda de longe no lado direito do goleiro Lê. No entanto, já não havia tempo para mais reação.

O Di Primeira conquista seu nono ponto e ocupa a 5ª colocação na tabela. Seu próximo desafio é encarar o Real Paulista, que luta para não entrar no Z-2 e vem de vitória sobre o Só Resenha. Já o Elefantes Indomáveis acumula sua quinta derrota na competição e segura a lanterna com apenas 1 ponto. Uma derrota para o líder invicto Arouca na rodada seguinte pode colocá-lo com um pé na Série Prata.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Bacana 5 x 2 Arouca Jrs.

COM ATUAÇÃO EXEMPLAR, BACANA VENCE AROUCA JRS.


Bacana mostra futebol, vira o jogo, goleia, sai da zona de rebaixamento e ganha moral pra sequencia da competição

Por Gustavo Scaldaferri

O Bacana entrou em campo precisando da vitória de qualquer forma para sair da zona da degola. A equipe dividia a lanterna com o MachuPichu, com apenas 2 pontos. O Arouca Jrs. estava em uma situação diferente. Com 10 pontos, figurava na parte de cima da tabela e era favorito para vencer o duelo. Mas como o futebol nem sempre tem lógica o que se viu foi um Bacana fortíssimo que acabou com o favoritismo da equipe amarela e azul, goleando de virada por 5 x 2.

Com 3 minutos, Gothardo trouxe pela direita, depois de passar por um no meio, chutou fraco, mas Daniel falhou feio. A bola passou por baixo dele e entrou. 1 x 0 a favor dos juniores do Arouca. 3 minutos depois o Bacana chegou com Felipe Amorim pela direita. Ele chutou forte e a pelota saiu por cima do gol. Na sequência, Heitor chutou na esquerda com força, no entanto, dessa vez, Daniel defendeu. Aos 7, Felipe Amorim carregou pela direita e tocou no meio para Demehur, que chutou sem chances para Gui.

Na jogada seguinte, Yanes dominou livre na área e só tirou do goleiro, virando o jogo para o Bacana. Depois do gol a equipe vinho e dourado recuou e permitiu o avanço do Arouca. No entanto, a equipe estava bem fechada e marcando com muita eficiência. Com 12, quase que Daniel falhou de novo. Noal chutou rasteira do meio, a pelota passou mais uma vez por baixo de Daniel, mas pingou no chão e foi para fora por cima do gol com perigo. Aos 14, linda tabela de Rômulo com Demehur pelo meio. Com passes de primeira, Rômulo saiu na cara do gol, tirou de Gui e fez 3 x 1.

Demehur se destacava, tanto na zaga quanto no ataque. O Arouca Jrs. estava totalmente desorganizado e, aos 15, levou o quarto. Seji Hirota, do Bacana, rifou a bola e ela sobrou pra Demehur no meio puxar o contra-ataque. Ele driblou um, levou para a esquerda e bateu cruzado com perfeição. A pelota bateu nos pés do próprio Hirota, que acompanhava a jogada, e entrou. Demehur arriscou mais uma vez aos 17: ele levou para a esquerda e disparou por cima do travessão.

O Arouca até tentava ir a frente, mas sempre sem sucesso. Com 22 minutos, Nelsinho aproveitou falha da zaga e arriscou a batida, porém a bola saiu pela linha de fundo. Com 25, finalmente o Arouca Jrs. diminuiu. Noal recebeu na direita, girou em cima da defesa e chutou para o meio da área. O oportunista Rafael Ornelas estava lá para colocar no fundo das redes. O primeiro tempo acabou com a equipe amarela e azul pressionando mais, mas com o Bacana na frente.

Na segunda etapa o Arouca começou atacando. Com 3 minutos, Noal subiu bem pela direita, mas adiantou demais a bola e Daniel saiu bem para evitar o gol. Felipe Laet era destaque na zaga do Bacana, marcando muito bem. Aos 7, Francisco chutou forte do meio e a pelota passou com perigo pela forquilha direita. No mesmo minuto, Caio Saggio, na direita, bateu, a bola desviou na zaga e Gui espalmou. 1 minuto depois, Francisco aproveitou rifada da defesa adversária e chutou de primeira para fora pela direita. Confusão na área e dois jogadores do Bacana são amarelados. No entanto, o Arouca Jrs. não aproveitou a vantagem de dois jogadores a mais e não chegou nenhuma vez ao ataque.

Com 12 minutos, Cesar Barbosa recebeu no meio e bateu colocado para grande defesa de Gui. No rebote, Rômulo chutou pra fora. Aos 18, Cesar Barbosa novamente fez linda jogada, passou por três jogadores e desperdiçou a oportunidade. Daí até o final, o Arouca Jrs. pressionou. Cobrança de escanteio para o time amarelo e azul Noal pegou de primeira, mas a bola saiu pela esquerda. No minuto final, pênalti em cima de Yanes. O goleiro Daniel cobrou com uma bomba no ângulo esquerdo. A pelota ainda bateu na trave e entrou, fechando o placar em 5 x 2. Ainda sobrou tempo pelo pouco bacana Juliano Mendes dar uma entrada forte e ser expulso.

O Bacana conquista sua primeira vitória na competição e dá uma aliviada em sua situação. Agora a equipe está fora da zona de rebaixamento e ocupa a 8ª colocação, mas ainda está perto da degola – se livrando pelo saldo de gols, já que o MachuPichu também soma 5 pontos e é o adversário da 7ª rodada. Já o Arouca Jrs. perdeu a chance de chegar à vice-liderança e ficou em 4º lugar. Encara o líder e também adversário direto Fiorella.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

MachuPichu 1 x 0 É Verdadeee

TEBAS RESOLVE E MACHUPICHU LARGA A LANTERNA


Apesar da melhor atuação durante a maior parte do jogo, o É Verdadeee saiu derrotado pelo placar mínimo e carregando a ponta de baixo da tabela

Por Gustavo Scaldaferri

Ambos os times foram pra partida em condições parecidas no campeonato. Era um confronto direto para escapar da zona da degola. O MachuPichu era lanterna junto com o Bacana e buscava sua primeira vitória na competição. Já o É Verdadeee, 8º colocado com 4 pontos, se vencesse se afastaria do rebaixamento e afundaria ainda mais a equipe rubro negra. O time azul e branco jogou melhor durante quase todo o duelo, mas, em um lance no final do jogo, Tebas marcou o gol salvador e o MachuPichu saiu com os 3 pontos.

Quem começou no ataque foi o clube rubro negro. Tebas, aos 5, chutou do meio campo fraco e ficou fácil para Reyna encaixar. No minuto seguinte, foi a vez do É Verdadeee chegar. Douglinhas adiantou demais a bola e Pipo saiu bem para fazer a defesa. Com 7, Flavinho recebeu na direita, invadiu a área, cortou bonito o zagueiro mas foi bloqueado na hora do chute.

O jogo não tinha muitas chances de gol, as equipes pouco levavam perigo efetivos aos goleiros. Aos 12, Girão chutou da intermediária e a bola raspou nos dedos de Pipo antes de sair pela linha de fundo. O EV continuava atacando, mas Pipo estava inspirado e salvava o MachuPichu. O destaque da equipe azul e branca era Nilmar, que ditava o ritmo do time. Com 15 minutos, ele deixou para Kika na esquerda chutar sem goleiro. A zaga rubro negro salvou em cima da linha. Um minuto depois, Tebas cobrou lateral para João Paulo Oliveira, na esquerda, bater de primeira pra fora.

Pipo se destacava no gol do MachuPichu. Aos 17, ele saiu muito bem nos pés de Douglinhas para evitar o tento. Em seguida, Gui foi cobrar a falta no canto esquerdo e Reyna caiu bem para fazer a defesa. De novo Gui: ele recebeu de João e mandou a gol da intermediária. A bola passou com perigo próximo ao canto direito. No último lance do primeiro tempo, João Paulo Oliveira deixou para Cirota, na esquerda, chutar de bico cruzado. A pelota passou perto, mas saiu. A primeira etapa acabou com o É Verdadeee controlando o jogo, no entanto, Pipo garantiu o empate parcial.

A segunda metade da partida iniciou com chute forte de Rodrigo do meio campo que acabou saindo pela linha de fundo. Aliás, essa era a jogada mais tentada pela equipe azul e branca – o chute com força do centro do campo –, mas, na maioria das vezes, ia pra fora ou ficava fácil para Pipo defender. Com 8 minutos, o Machu tentou o mesmo. João bateu da intermediária e viu a pelota sair pertinho da trave direita.

Pelo alto o É Verdadee também tentou. Em levantamento de Kika para Douglinhas, este cabeceou sem sucesso e a pelota saiu. No minuto seguinte, foi Rodrigo quem desperdiçou a chance e errou a pontaria. O time azul e branco atacava a todo momento, porém não conseguia concluir em gol. Com 15 jogados, Fúria teve a chance depois de ganhar do zagueiro. Ele saiu frente a frente com Pipo mas chutou por cima.

O velho ditado se fez presente. Aos 19 minutos, Ricci fez uma jogada espetacular pela esquerda, driblou dois adversários e tocou ainda na esquerda para Tebas, sem ângulo, colocar nas redes e finalmente abrir o placar.

Com o gol o É Verdadeee foi todo ao ataque, mas a bola teimava em não entrar. E quem aproveitava os contra-ataques era o MachuPichu. Aos 21, Tebas cobrou lateral na cabeça de Ricci, que acabou colocando para fora. Rodrigo, do clube azul e branco, foi para o gol para servir de goleiro linha e encurtar a quadra ao adversário. Porém, a equipe rubro negra era muito aguerrida e conseguia segurar o resultado. No fim, ainda teve tempo para João Paulo Oliveira receber na esquerda e quase ampliar. A bola explodiu na trave. Depois do lance, o árbitro apitou fim de jogo.

Mesmo com o triunfo, o MachuPichu ainda não saiu da zona de rebaixamento por causa do saldo de gols, que é de -18, enquanto o Bacana, que também tem 5 pontos, é de -6. Na próxima rodada, o MachuPichu encara o próprio Bacana em um confronto direto que promete ser uma decisão para quem pode cair. Já o É Verdadeee é o novo lanterna no Grupo B. Na 7ª rodada, tem a missão difícil de enfrentar o vice líder Joga 13.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

Arouca 3 x 0 My Balls

EM JOGO REPLETO DE CONFUSÕES, AROUCA VENCE MY BALLS


Time amarelo nem quis saber do tumulto causado pelo adversário, fez sua parte e segue na liderança isolada do Grupo A

Por Heron Ledon

Cenas lamentáveis e desgostosas de se presenciar marcaram o embate entre as equipes. Não que o futebol apresentado por ambas enquanto a partida estava “na paz” fosse dos melhores, mas quem sabe se o nível não melhoraria com o decorrer dos minutos? Pois bem. O Arouca, que tinha um pouco mais do domínio de jogo, venceu o confronto ao aproveitar-se do descontrole emocional do My Balls, o qual preferiu se revoltar contra a arbitragem a correr atrás da bola.

O duelo começou com boas chances de gol para cada lado. Marcos Bohn, pelo Arouca, arriscou de longe, com direção certa, mas o goleiro Leandrão foi buscar no alto. Lance seguinte: Marcelo Magrão, o que melhor jogou pelo My Balls, recebeu passe no meio tirando do capitão Vitão e bateu por cima do travessão, porém com perigo para a meta de Maurício.

Quem saiu na frente do marcador foi mesmo o atual campeão da Ouro. Aos 9 minutos, Mota pegou a bola na entrada da área e a mandou no ângulo direito de Leandrão com um belo toque. Bem que o arqueiro pulou, mas não conseguiu evitar que suas redes balançassem.

A partida seguiu sem grandes chances de gol, a não ser em uma bola na trave de Mota, e com um nível técnico que deixava a desejar. No entanto, ela tomaria outro rumo após um atleta do My Balls levar uma braçada no rosto, e os árbitros não verem a falta. A partir daí, o vice-campeão da Prata passada passou a se preocupar mais em reclamar com a arbitragem e menos em jogador futebol. Tanto isso foi verdade que, por volta dos 20 minutos, Fernando Souto levou o amarelo, e, em lances depois, o goleiro Leandrão também após cometer uma falta próximo da área – para muitos, dentro da área indiscutivelmente. Os ânimos já estavam quentes e, ao reclamar sem muita delicadeza do cartão, Rafael Magrão foi amarelado e em seguida expulso por insistir contra o árbitro.

Com clima tenso, dentro e fora de campo, o Arouca, que não se envolveu nos acontecimentos em nenhum momento, conseguiu fazer seu segundo gol. A bola foi espirrada na área, e Caião não perdeu a oportunidade de completá-la para o fundo das redes.

Se não contarmos com o cabeceio de Ronald para a defesa à queima-roupa de Leandro – que ainda defendeu bem o arremate de Caião pela esquerda – e com a bela cobrança de falta de Nó, terminada nas mãos de Mauricio, quase não houve bons lances de gols até os minutos finais. A partida seguia tecnicamente fraca como no primeiro tempo, já que os passes dos times não tinham boa qualidade.

Mas o que não faltou mesmo foi polêmica. Paulinho levou o amarelo e o vermelho em um lance de disputa de bola no campo ofensivo do My Balls; Nó também foi expulso em outro quando foi substituído. O árbitro alegou ser agredido por um atleta do My Balls, que ainda teve seu treinador expulso de campo.

Do lado de fora da quadra, mais confusão. Jogadores diziam que queriam pegar o juiz fora do PlayBall e que a Organização perseguia o My Balls. Algumas pessoas tentavam conter os atletas e o técnico expulsos – este, por sinal, que falava para os seus jogadores abandonarem a partida e que seu time sairia do campeonato. Enfim, como se percebe, o espírito esportivo e da diversão foi deixado de lado. Podia até haver erro de marcação de falta, mas não a ponto de criar tal tumulto e drama.

Após esses acontecimentos, e muitos outros, e diversas interrupções na partida, o Arouca, que não caiu na provocação do adversário, fechou de vez o placar aos 22 minutos. Mota cruzou na área para Markinhos, sozinho, desviar para o fundo do gol. 3 x 0. Ainda houve tempo para Marcelo Magrão perder a oportunidade de descontar o marcador ao receber livre dentro da área e chutar a bola por cima do travessão na saída de Mauricio.

Com a derrota, o My Balls entra na zona da degola e mantém-se com 4 pontos na tabela. O problema é que os acontecimentos podem gerar punição ao time e a jogadores importantes do elenco. Seu oponente, agora, caso mude de ideia e decida permanecer no Chuteira, é o SPQSF, que vem de vitória sobre o Fúria. Já o Arouca segue invicto no Grupo A e é líder isolado com 16 pontos. Ele fará o duelo das pontas contra o lanterna Elefantes Indomáveis, que perdeu mais uma, desta vez para o Di Primeira.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 6ª RODADA

Fiorella 1 x 1 Rabeloska

FIORELLA E RABELOSKA FICAM APENAS NO EMPATE


Líder não mostra futebol convincente e empata no fim com sua jogada padrão na atual competição – bola alçada na área para Mauricio Leal

Por Gustavo Scaldaferri

O Fiorella entrou em campo com a liderança do Grupo B garantida na 6ª rodada. Com 4 pontos à frente do Joga 13, podia até perder que continuava na 1ª posição. Já o Rabeloska não se encontrava em uma colocação confortável na tabela. Com apenas 5 pontos, precisava da vitória para se distanciar da zona de rebaixamento. No entanto, o favoritismo do Fiorella não foi confirmado, assim como a necessidade de vencer não motivou muito a equipe alvirrubra, cheia de problemas na temporada, e o que se viu foram dois times sem vontade fazerem um jogo sem grandes emoções que culminou em um magro empate de 1 a 1.

No início, as duas equipes chegavam, mas sem levar muito perigo. Com 5 minutos, bola levantada na área e Mauricio Leal cabeceou para fora. 2 minutos depois Edson Claro recebeu na frente, deu um chapéu no adversário e chutou por cima. Aos 9, Norton bateu forte da intermediária e Fábio Fonseca espalmou para a linha de fundo. No minuto seguinte, Luis Cavalcanti pegou na esquerda e chutou cruzado pra fora. Com 12, Vasco recebeu de Dick Vigarista na direita, bateu na diagonal, mas a bola saiu. Aos 14, mais Rabeloska: Dick Vigarista finalizou na entrada da área, porém pegou muito embaixo da bola e ela foi por cima.

A partida estava sem movimentação, sem chances reais de gol de ambos os lados, e os jogadores errando muitos passes. Aos 18 minutos, Mauricio Leal fez pivô para Luis Cavalcanti na esquerda bater pra fora. Com 23, Markão arriscou do meio de campo, a bola raspou na trave esquerda e saiu. Maurício Leal mostrava qualidade no cabeceio. Quando tinha a oportunidade assustava o adversário. O primeiro tempo acabou com equilíbrio, mas poucos lances de perigo.

A segunda etapa começou com Luis Cavalcanti batendo de trás do meio por cima do travessão. Aos 4 minutos ele novamente puxou para a direita e chutou no ângulo para a linda defesa de Tássio. As defesas das duas equipes estavam muito bem postadas, impedindo que ocorressem jogadas de ataque. Todavia, o Rabeloska era quem tinha mais presença no campo ofensivo. Com 9, Espaguete finalizou do meio campo com qualidade. A pelota passou por cima e não entrou por pouco.

Aos 11, Dick Vigarista encontrou Espaguete na direita, livre, no contra-ataque, ele chutou cruzado e Fonseca fez a defesa. 3 minutos depois, Hélio Jr. recebeu de rebote e finalizou com força, mas Tassio segurou. A bola custava a entrar dos dois lados. Só aos 19, depois de linda tabela, Vasco encontrou Dick Vigarista no meio da área sem goleiro. O matador, enfim, abriu o placar.

Era a chance da equipe alvirrubra desbancar o líder da competição. Eles precisavam segurar apenas 6 minutos e sairiam vencedores. Aos 20, João Paulo Arcanjo tentou o empate em cobrança de falta, mas Tássio defendeu bem. E, no lance seguinte, um balde de água fria sobre o Rabeloska. Cabeceio de Mauricio Leal que acabou caindo nos pés de João Paulo Arcanjo, e ele colocou pra dentro empatando o jogo.

Faltando um minuto, o Fiorella insistia na jogada aérea para Mauricio Leal, mas ele mandou pela linha de fundo a última oportunidade. Com o empate, o Fiorella continua líder isolado do Grupo B, mas como o Joga 13 venceu sua partida a vantagem caiu para 2 pontos. O próximo jogo do Fiorella será contra o 4º colocado, o Arouca Jrs. Para o Rabeloska, a igualdade no placar não foi um bom resultado, pois, com 6 pontos, o clube figura em 7º lugar e apenas a 1 ponto da zona da degola. Na próxima rodada, o time encara o SNG, na 3ª posição.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 6ª RODADA

SPQSF 3 x 0 Fúria

NA RETRANCA, SPQSF DERROTA FÚRIA


Equipe joga no contra-ataque e se fecha para bloquear a velocidade do oponente, que não consegue manter a reação no campeonato

Por Heron Ledon

Um ataca, e o outro defende. Foi basicamente essa a estratégia de jogo que se formou durante o embate. O rápido ataque do Fúria, que vinha embalado com duas vitórias consecutivas, buscou as redes a todo o momento. No entanto, os gols no início da partida e, principalmente, o sistema compacto utilizado pelos atletas do Que Se Foda foram fundamentais para a equipe conquistar mais três pontos na competição.

O duelo foi bem movimentado desde o início, e os tentos não tardaram a sair. Aos 2 minutos, Portuga arriscou um chute de longe; a bola passou por todo mundo e foi parar no fundo do gol de Sucão, pelo seu lado direito. Mais duas voltas no ponteiro se passaram, e o placar foi ampliado. A defesa do Fúria cochilou e apenas assistiu à gorducha alçada na área para o toque de primeira de Lê.

Com o 2 x 0 inesperado, o técnico do time preto e vermelho pediu tempo para focar seus jogadores na partida. A partir de então, a equipe passou a avançar sobre o adversário, principalmente com Adriano e Thiago Motta e Bruno Cicotelli. Aos poucos, assim, o SPQSF jogou mais atrás e se arriscava alguma vezes em rápidos contra golpes.

Apesar de a partida estar bem truncada, mas movimentada, o Fúria teve duas ótimas chances de rodar o marcador. A primeira veio com Carlão, que mandou uma paulada para o gol em cobrança de falta, porém Serafa estava bem posicionado e realizou a defesa. Minutos depois, foi a vez de Léo, que bateu pela direita, para mais uma boa defesa do camisa 22 oponente.

A qualidade do jogo e a velocidade dos lances não cessaram no decorrer do primeiro. O Fúria seguia com o domínio da posse de bola, mas pecava no último passe e em algumas finalizações precipitadas, já que estava difícil de invadir a área adversária. Com esse ritmo, a cada minuto, os atletas chegavam mais firmes nas divididas de bola, mas o futebol não deixou de ser a prioridade.

O segundo tempo começou e, aos poucos, já se percebia que o SPQSF voltara mais recuado do que antes. Assim, Carlão teve mais uma boa oportunidade de descontar o placar em outro arremate de longe. Dessa vez, a bola fez uma linda curva no alto, mas a noite era do goleiro Serafa, que não deixou que as redes balançassem. Porém, Douglão também quis mostrar perigo e bateu de bico mesmo, pela direita, no alto, só que lá estava Sucão para dar um leve toque para escanteio.

Já que o Fúria não conseguia criar uma jogada diferente, mortal, que furasse a defesa oponente, acabou por sofrer o terceiro gol. E que golaço! Douglão tentou novamente e foi cirúrgico: ele pegou a bola no meio-campo e mandou uma bomba no canto direito do goleiro. A redonda, no meio do trajeto, caiu com tudo e foi para o fundo das redes. Após um minuto, aos 11, por pouco o quarto não saiu na batida de Marinho que teve a trave como endereço.

A partir daí, foi só pressão do Fúria para correr atrás do resultado. Sucão fez uma boa cobrança de falta, mas defendida com as pernas pelo arqueiro oponente. Depois, foi a vez de Adriano Motta ter sua chance dentro da área, porém chutou fraco, e Safa tirou em cima da linha. Restava ao Que Se Foda, então, os contra-ataques, no entanto a equipe já estava satisfeita com o 3 x 0.

Se os atletas do time de branco de laranja conseguiam se recompor em velocidade e acompanhar as rápidas jogadas do adversário, Serafa seguia salvando a equipe embaixo do travessão. Sua última boa defesa foi no perigoso chute de Thiago Motta de dentro da área, pelo lado esquerdo, após receber passe de Bruno. E terminou assim mais uma rodada do Grupo A da Ouro.

O time de preto e vermelho, apesar da derrota e de interromper a sequência de duas vitórias, saiu de campo satisfeito com o futebol apresentado. “Nós jogamos bem, mas o time deles é bom e não conseguimos fazer o gol. Mudamos o jeito de jogar e, se continuarmos assim, acredito que a gente não cai”, comentou Adriano Motta após o término da partida.

Com a vitória, o SPQSF chega a 10 pontos na competição e se iguala ao terceiro colocado, o Primatas. Seu próximo adversário é o vice-lanterna My Balls. O Fúria segue com 6 pontos fora do G-6 e tenta a reabilitação contra a forte equipe do CAV, que derrotou o Primatas em uma excelente partida.
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