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CHUTEIRA NEWS: XIV CHUTEIRA DE OURO: 4ª RODADA

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Joga 13 0 x 3 Arouca Jrs.

AROUCA JRS. DEFENDE MUITO E VENCE JOGA 13


Gui garante debaixo das traves e Noal faz sua parte na frente: hat-trick do artilheiro tricolor

Por Eduardo Bernardi

O Joga 13 iniciou a partida apostando na marcação por pressão no campo de defesa do Arouca. Mesmo com dificuldades para sair da defesa, o Arouca tocava a bola com muita eficiência e envolvia bem a marcação adversária.

Logo aos 3 minutos, Noal, após desvio de cabeça de Nelsinho em cobrança de escanteio, só teve o trabalho de escorar no canto esquerdo do goleiro, abrindo o placar para o Arouca. O gol despertou o Joga 13, que se lançou totalmente ao ataque.

O Arouca apostava em contra-ataques puxados por Nelsinho, visando Noal e Heitor. A equipe levava muito mais perigo nos lances de ataque do que o 13, que obtinha muito mais posse de bola. O primeiro lance perigoso do Joga 13 veio aos 7 minutos, quando Fino chutou rasteiro no canto esquerdo. A bola carimbou a trave.

Chutes de longe eram a maior aposta de ambas as equipes. O Joga 13 assustou novamente aos 9 minutos, com Rodrigo Ribeiro, que arriscou de longa distância, mas a bola passou à esquerda do goleiro, que só observou.

O toque de bola do Arouca Jrs. impressionava. A maneira com que os jogadores envolviam o adversário com as trocas de passe muito lembrava o Barcelona. Nelsinho e Noal comandavam o meio de quadra com muita eficiência.

O Joga 13 voltou ao ataque aos 10 minutos, Lele ficou cara a cara com Gui, que fez um milagre. Logo em seguida, o camisa 9 acertou uma linda cabeçada no canto esquerdo, interceptada em cima da linha pela marcação do Arouca. Aos 11 minutos, Fino obrigou Gui a fazer mais uma linda defesa em chute de longe.

Aos 13 minutos, o jogo ficou morno, com uma leve superioridade do Joga 13, que não conseguia transformar a maior posse de bola em boas jogadas ofensivas. Somente aos 19 minutos, Doce chutou firme, mas a bola passou à direita de Gui, que acompanhou a bola com uma belíssima ponte.

No último minuto do primeiro tempo, Noal recebeu um bom passe na entrada da área e emendou de bico, no meio do gol, ampliando o marcador para o Arouca. Até então, o Joga 13 estava melhor, mas o oportunismo do camisa 20 do Arouca foi predominante na primeira etapa.

O segundo tempo começou da mesma maneira que acabou o primeiro. O Joga 13 se lançava ao ataque, sempre acertando bons chutes de longa distância. Logo aos 2 minutos, Fino obrigou Gui a fazer sua primeira boa defesa na segunda etapa. Logo em seguida, após cobrança de escanteio, Rodrigo Ribeiro acertou lindo chute, mas Gui novamente interceptou com uma excelente defesa.

A marcação do Arouca era implacável. Luan tentava criar jogadas para o Joga 13, mas perdia a bola toda vez que chegava perto da área. Aos 11 minutos, Nelsinho fez uma linda jogada e sofreu falta perto da área. Noal cobrou firme no canto esquerdo para marcar o terceiro do Arouca.

Aos 16 minutos, o clima do jogo começou a esquentar. Com os jogadores do Joga 13 aparentemente mais tensos, Sicchi esbarrou em Nelsinho, que levou a mão ao rosto alegando que havia levado um soco. Foi o suficiente para os jogadores se desentenderem, e a confusão ser iniciada oficialmente.

Após a confusão, que logo foi contida sem maiores danos, o Joga 13 mudou a postura ofensiva e recuou. O Arouca começou a atacar mais, mas sem maiores esforços. Aos 20 minutos, não se via mais chances de gol para nenhum dos lados. Lances isolados que exigiam apenas um encaixe dos goleiros eram os maiores acontecimentos nos minutos finais.

Aos 24 minutos, Nelsinho novamente reclamou de agressão e se jogou no chão. Os árbitros da partida ignoravam as reclamações dos jogadores do Arouca de que o Joga 13 estava sendo desleal nas jogadas. O minuto final foi de tranquilidade, ambas as equipes colocaram a bola no chão até o apito final.

O Arouca Jrs. continua bem colocado na tabela e irá enfrentar o MachuPichu, pela 5ª rodada da categoria Ouro. O Joga 13 foi ultrapassado pelo Arouca Jrs. e tentará tomar o segundo lugar do grupo contra o líder Fiorella.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

Elefantes Indomáveis 2 x 5 Fúria

FÚRIA AFUNDA ELEFANTES E, ENFIM, PONTUA NA OURO


A partida foi equilibrada no primeiro tempo, mas os indomáveis se renderam aos irmãos Motta e seguem com apenas um ponto na tabela

Por Heron Ledon

Entraram em campo os dois times que ocupavam a zona da degola do Grupo A. Um acumulava três derrotas na competição, e o outro não havia conseguido mais do que um empate. A partida em si foi equilibrada, principalmente na etapa inicial, no entanto o Elefantes Indomáveis não conseguiu manter o ritmo e cedeu a vitória ao adversário. Com o triunfo, a Fúria sai do Z-2 e, ao menos por enquanto, respira na competição.

Mas quem teve de respirar mesmo foram os atletas e os torcedores para não perderem o fôlego com o início da partida. Com apenas vinte segundos de jogo, Sucão fez ótima defesa em chute de longe de Daniel. Em seguida, ainda no primeiro minuto, dois gols. Adriano Motta bateu de bico da ponta da área e abriu o placar. Chacha bem que tocou na bola, porém a aceitou. Depois, Thomas deixou tudo igual ao cobrar falta de trás do meio-campo. Ninguém foi na gorducha, e Sucão, desacreditado, pulou no tempo errado.

Mesmo após o 1 x 1, a correria não cessou. O Elefantes trabalhava mais a bola com Bruno e Eric ao atacar. Já o rubro negro avançava com mais velocidade nas trocas de passes entre Guel e Thiago Motta. Mas foi Adriano quem quase chegou ao gol novamente. Em lateral de Felipinho, o camisa 10 cabeceou bonito no alto, tirando do goleiro, o qual apenas olhou a bola tocar no travessão e ir para fora.

O zagueiro Thomas estava bem na partida, entretanto “pediu” para tomar o amarelo após cometer duas faltas muito parecidas. Thiago disparou pela direita e foi deslocado para as grades pelo camisa 3. Na cobrança, Chacha pegou firme o chute de Guel. Em seguida, Thomas gostou da brincadeira e deu mais um “chega-pra-lá” em Thiago, que estava em velocidade no corredor novamente. Mais um arremate de Guel, mas, dessa vez, explodiu na barreira. No rebote, Gabriel Carnaval bateu de longe, e Adriano desviou de cabeça para fora, levando perigo ao goleiro.

O sufoco passou, e o time de branco e laranja conseguiu virar o marcador aos 17 minutos. Bruno recebeu passe e bateu rasteiro, no canto esquerdo, sem chances de defesa para Sucão. Alívio para o Elefantes? Que nada! Depois de Thiago explodir a bola na trave, Adriano fez o seu segundo gol e empatou a partida ao desviar a bola de cabeça em escanteio cobrado por Guel.

Na volta para o segundo tempo, o Fúria já teve uma importante baixa: lesão do camisa 17, Guel. O atleta estava muito bem na partida, articulava as jogadas e criava lances rápidos e perigosos junto com Adriano Motta. Porém, ele levou a pior em uma dividida de bola e torceu o tornozelo. Resta saber se o jogador se recuperará para a próxima partida, já que estava com muitas dores fora da quadra e mal conseguia apoiar o pé esquerdo no chão.

O Fúria sentiu a falta do atacante e recompôs o setor com Bruno Cicotelli, mas o atleta possui um estilo de jogo diferente e tentava segurar mais a bola na frente. Os Indomáveis, então, se aproveitaram, e Thomas foi de quase herói a vilão. O xerife mandou um forte chute de longa distância no canto direito de Sucão, que evitou o gol ao fazer bonita defesa no alto. Minutos depois, aos 8, o camisa 3 levou o segundo amarelo e, consequentemente, o azul após impedir Cicotelli de sair livre pela ponta.

Ao ver a situação, o Elefantes pediu tempo para retomar o foco dos atletas e amenizar o princípio de embalo do adversário. O que não adiantou. A bola voltou a rolar e Thiago colocou o Fúria novamente à frente do placar. Em rebote da zaga, a bola sobrou para o camisa 7 mandá-la de primeira para o fundo das redes. Chacha até que a defendeu, mas não com firmeza para impedi-la de entrar.

Desde a saída de Guel, a equipe de branco e laranja avançava mais, em bloco, porém pecava no último passe. Isso quando não contava com a entrega nos lances da defesa oponente. Como no chute de Bruno em que Carnaval salvou em cima da linha. Em seguida, o zagueiro ainda levou o segundo amarelo e também o azul, mas os Indomáveis não souberam aproveitar a momentânea vantagem numérica.

O Fúria, ao ver que podia atacar sem correr grandes riscos de sofrer o empate, decidiu ir para cima e liquidou de vez a partida. Thiago Motta cobrou escanteio no segundo pau para Adriano cabecear para o fundo do gol após subir mais alto que o marcador. No minuto seguinte, aos 23, veio o contra-ataque fulminante e o quinto tento. Felipinho carregou a bola e a tocou para Fábio Caruso dentro da área, o qual rolou para o lado, e Thiago apenas completou para dentro das redes. Final de jogo e muita comemoração em tom de alívio dos atletas de preto e vermelho.

O Elefantes segue estacionado com um ponto e permanece na penúltima colocação. Ele tem parada difícil contra o Primatas, que não perdoou o Real Paulista e o massacrou pelo placar de 8 x 1. Já o Fúria conquista seus primeiros pontos na competição, porém fica a um lugar da zona da degola. Para buscar a afirmação, encara o Di Primeira, o qual, por pouco, não deixou a vitória escapar no finalzinho, mas emplacou o 6 a 4 no My Balls, em uma tensa partida.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

MachuPichu 4 x 4 Rabeloska

MACHUPICHU EMPATA NO FIM CONTRA RABELOSKA


Dick Vigarista brilha, mas não evita o empate peruano no minuto final

Por Eduardo Bernardi

O Rabeloska iniciou a partida com maior domínio de bola, obrigando o MachuPichu a deixar a equipe inteira na defesa. A partida ficou morna nos primeiros minutos, não havia chances de gol para nenhum dos lados. A primeira finalização só veio aos 3 minutos, com Guinazu, mas sem perigo algum para Tebas.

A posse de bola do Rabeloska era quase que absoluta, mas a equipe não conseguia ser objetiva na criação das jogadas. O MachuPichu, em seu bom primeiro lance no jogo, aos 6 minutos, abriu o placar com Seckler, que arriscou da ponta esquerda e fuzilou no canto direito de Tássio. No minuto seguinte, João recebeu passe na entrada da área e tocou no canto direito rasteiro para ampliar o marcador. Logo em seguida, Vasko cobrou falta com maestria e diminuiu para o Rabeloska.

Os minutos seguintes muito lembravam os primeiros 6 minutos de jogo, as equipes praticamente não atacavam. O foco estava em marcar individualmente com muita força. Quando havia espaço para finalizar, ambas as equipes pecavam demais em acertar a meta. Aos 18 minutos, um fato curioso. Cirota, camisa 9 do MachuPichu, foi expulso no banco de suplentes por xingar a arbitragem.

Nos cinco minutos finais, o MachuPichu melhorou bastante. A equipe ensaiava uma pressão que não se consolidava, mas pelo menos mantinha o Rabeloska retraído na defesa. Quando atacavam, os jogadores do Rabeloska viam a referência da equipe, Dick Vigarista, ser marcado por dois defensores.

O primeiro tempo terminou morno, com o MachuPichu todo no ataque, e o Rabeloska apostando em contra-ataques rápidos visando Dick Vigarista. Ambas as equipes marcaram com muita eficiência, e o os goleiros poucos trabalharam.

O Rabeloska voltou com uma postura diferente na segunda etapa, atacando e empurrando os peruanos para o campo de defesa. O empate não demorou muito para vir. Aos 4 minutos, Dick Vigarista recebeu na área, e, mesmo marcado, conseguiu limpar a marcação e chutar cruzado para marcar o segundo do Rabeloska.

Mesmo após o gol, o MachuPichu não adiantou a marcação. A equipe não conseguia conter a pressão excercida pelo Rabeloska. Aos 6 minutos, em contra-ataque, Seckler perdeu um gol inacreditável cara a cara com o goleiro. Os contra-ataques eram as únicas investidas do MachuPichu até então na partida.

O goleirão Tássio muito lembrou Higuita, goleiro colombiano da década de 90, ao tentar sair driblando todo mundo. O arqueiro perdeu a bola e viu Ricci receber passe na área, e, com o gol livre, marcar o terceiro do MachuPichu. No lance seguinte, mais uma vez, Dick Vigarista fez sua estrela brilhar na partida ao empatar com um toque sutil no canto esquerdo, aos 11 minutos.

O MachuPichu quase passou à frente novamente aos 12 minutos, quando Seckler mandou na trave após vacilo da marcação do Rabeloska. Os minutos seguintes foram de muito equilíbrio, ambas as equipes tinham muita dificuldade em furar a marcação. Os jogadores demonstravam muito cansaço, tornando a partida lenta.

Aos 14 minutos, Gui recebeu bom passe na entrada da área e encobriu Tássio, mas a bola bateu na rede pelo lado de fora. Mesmo com o MachuPichu levando mais perigo, o Rabeloska tinha ampla posse de bola e conseguiu criar uma boa jogada de ataque aos 16 minutos. Catatau ficou livre e arriscou da entrada da área, mas Pipo fez boa defesa no meio do gol.

Os minutos finais foram de pura emoção. Aos 20 minutos, só se via uma equipe atacando. O MachuPichu era muito superior, mas não conseguia acertar o último passe para realmente deixar alguém com reais de chances de fazer um gol. O Rabeloska contava com uma estrela que, mesmo muito marcada, conseguia surpreender. Dick Vigarista, aos 23 minutos, em contra-ataque rápido puxado por Vasko, recebeu linda assistência do camisa 1 e só empurrou no canto direito para virar o jogo.

O MachuPichu se lançou ao ataque com todos os jogadores. O minuto final foi de ataque contra defesa. Gui não deixou barato e empatou novamente em belíssima jogada pela esquerda, na qual o camisa 7 cortou a marcação e encheu o pé de direita no canto esquerdo de Tássio. 4 x 4.

O Rabeloska tem pela frente o Jeremias, pela quinta rodada. O MachuPichu enfrenta o Arouca Jrs., que vem de uma excelente partida contra o Joga 13.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

CAV 3 x 4 Arouca

AROUCA DERROTA CAV EM JOGO EQUILIBRADO E POLÊMICO


Partida mais aguardada da rodada teve polêmicas, reclamações, frangos de Gallego, milagres de Kino, golaço de Thiaguinho e novo triunfo do campeão

Por Heron Ledon

Um duelo de gigantes, digno de campeões – o Arouca do Chuteira, o CAV do festival. Ambos desejavam assumir a ponta. Não foi à toa, então, que dezenas de torcedores lotaram os corredores da quadra 4. Foi emoção e correria do começo ao fim. O CAV reclamou de cartão amarelo não dado ao goleiro Maurício e que o árbitro acabou a partida antes tempo (de novo???). O Arouca, que nada tem a ver com isso, fez sua parte e chegou à quarta vitória em quatro jogos.

Não demorou muito para as boas oportunidades de gol surgirem. Já aos 2 minutos, Caio Fleischmann fez o pivô para Barata, que ganhou na corrida de Dih, mas viu Maurício sair bem com a perna e afastar a bola. Depois, Cidrão foi quem levou perigo ao ganhar no alto da marcação e cabecear por cima do gol após cruzamento na área.

Porém, o Arouca não desperdiçou as duas primeiras chances claras de abrir o placar. Marcos Bohn recebeu passe de Dih e, aberto, de frente para o gol, mandou de bico um chute baixo. O goleiro Diego Gallego aceitou a bola ao deixar passar sob suas mãos. Em seguida, aos 9 minutos, Markinhos ampliou ao brigar com a zaga, trazer a gorducha para o meio e mandá-la ao gol. Mais uma falha do arqueiro, que, desta vez, levou por debaixo das pernas.

O CAV tentou responder à altura com Davi em chute pelo meio, mas que foi belamente defendido pelo goleiro Maurício. O técnico, então, não pensou duas vezes em pedir tempo para ajustar a equipe. Porém, assim que o jogo recomeçou, ela levou mais um susto. Thiaguinho recebeu na área e bateu forte; a bola desviou no trajeto, tocou a trave e foi para fora.

O ponteiro deu uma volta no relógio, e o lance polêmico surgiu. Cidrão recebeu livre de marcação de costas para o gol e virou-se driblando Maurício e invadindo a área. O goleirão, então, deu-lhe uma rasteira e o derrubou. Pênalti! E o cartão? Ficou para uma próxima. Assim, começaram as reclamações de todos os atletas e torcedores do CAV, os quais alegavam que, ao menos o amarelo, deveria ser aplicado. Fato é que Bettoni converteu o pênalti com força, no alto e no meio do gol.

Se o CAV já era todo ataque, a coisa continuou na mesma toada. O time não cessava os rápidos ataques com Cidrão, Barata e Davi, o qual, por sinal, deu um belo chute após limpar pelo meio, mas a bola passou pelo canto direito do camisa 1.

O CAV já pressionava o oponente desde os 2 x 0 e passou a dominá-lo um pouco mais depois de descontar o placar. Dessa forma, a equipe chegou ao empate com Davi, que carregou a bola e a tocou para Barata fazer o pivô e devolvê-la dentro da área. O meia completou estufando as redes aos 18. E ainda houve tempo para Maurício fazer mais uma bela defesa de mão trocada em mais um chute de Davi.

Kino entrou no gol do Arouca no segundo tempo, que não foi diferente do primeiro: jogo rápido, divididas de bola mais duras e chances de gol. Estas as quais foram mais aproveitadas pelo time de amarelo no decorrer dos últimos 25 minutos. Mas, já aos 5, não houve perdão. Thiaguinho recebeu passe em rápido contra-ataque, avançou e bateu forte, cruzado e rasteiro no canto direito de Gallego, que seguia mal na partida. O goleiro considerado o melhor do Chuteira por muitos tomou três frangos e ia dando a derrota à sua equipe.

Os atletas do Arouca não se acomodaram com o gol e buscavam fazer mais. A bola explodiu no travessão após arremate de Marcos Bohn. Lances depois, o capitão Vitão perdeu um gol incrível. Em chute de longa distância, após bola sobrada na saída de Gallego, em ataque do oponente, Bettoni afastou o perigo parcialmente em cima da linha. A gorducha, então, sobrou para o camisa 2 de amarelo, que chegou de rasteira e deu um bico completamente errado. “Tá todo mundo dormindo nessa porra!”, berrou o zagueiro Bettoni após o lance. De fato, quando o Arouca chegava na área do CAV era um Deus nos acuda.

O Clube Atlético da Vila ainda teve boa chance com Davi, que bateu forte, de primeira, após virada de bola de Teté em cobrança de lateral. No entanto, o gol foi evitado graças a Vitão, que salvou com a perna quase em cima da linha. A equipe chegava com perigo ao ataque, mas faltava-lhe calma na conclusão das jogadas. Caio, em tentativas de empatar o duelo, entrou diversas vezes no lugar de Cidrão e de Barata, porém não estava em um bom dia e nada conseguiu fazer. O jejum do atacante camisa 10 já perdura vários jogos...

No Arouca não existe má fase há mais de 30 jogos – tempo que o time não sabe o que é perder no Chuteira. Com os avanços de Markinhos, Mota e Thiaguinho, que jogou mais à frente na segunda etapa, criava chances e chegou a fazer 4 x 2 num golaço aos 21 minutos de Thiaguinho. Ele recebeu a bola na intermediária, esperou o companheiro passar – confundindo a marcação –, e fuzilou no ângulo direito do goleir Gallego, que nem se mexeu e nem podia fazer nada mesmo. Antes do gol, Kino havia feito uma belíssima defesa no chute à queima-roupa de Barata de dentro da área.

O CAV pediu tempo e voltou focado em conseguir o empate. E faltou pouco para conseguir. Bola na área para Barata completar para o gol aos 24. Se não fosse Kino, Marcel teria empatado em seguida. O goleiro fez ao menos três milagres na blitz final caveira! No último lance do jogo, ele defendeu mais um arremate à queima-roupa dentro de sua meta, garantindo a vitória do atual campeão.

Com o apito final, as reclamações de praxe. Os jogadores do time de branco, principalmente Marcel, alegaram que o árbitro lhe disse após o último gol que faltavam dois minutos para o término da partida. Só que a mesma foi encerrada um minuto depois. Versões para cá, versões para lá e acabou assim mesmo: 4 a 3 para o Arouca, que abre 5 pontos de vantagem do vice-líder Primatas.

O CAV conheceu sua primeira derrota na competição e ocupa o terceiro lugar, com os mesmo 7 pontos do Primatas, mas pior saldo. Ele encara o SPQSF – adversário direto no G-6 –, que tem a mesma pontuação e vem de tropeço para o Só Resenha por 5 a 2. Já o Arouca segue tranquilo na ponta, sem ameaças e tem como próximo adversário o lanterna Real Paulista. Duelo das extremidades da tabela do Grupo A.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

SNG 2 x 2 Bacana

BACANA E SNG EMPATAM EM JOGO TRANQUILO


Setor defensivo de ambos os times funciona; lesão de João Werner preocupa o Bacana para as próximas rodadas

Por Eduardo Bernardi

A partida começou com um leve domínio do SNG. O bom primeiro lance de ataque foi logo após a saída de bola, com Tejeda. O camisa 10 tentou de longe, mas mandou para fora. O Bacana se retraiu por completo, mas, mesmo assim, conseguia passar pela marcação do SNG, que atuava sobre pressão no campo de ataque.

Aos 3 minutos, Biro ficou cara a cara com Daniel e perdeu uma chance inacreditável de abrir o placar para o SNG. No minuto seguinte foi a vez de Ronei ficar livre e perder mais uma vez ao tentar driblar Daniel. O Bacana só foi finalizar aos 5 minutos, com Napolitano, que chutou fraco para encaixe do improvisado Abelha, já que nem Baki nem Sampa compareceram.

O SNG era um pouco superior até então, com Ronei se destacando na criação das jogadas e nas finalizações. Foi a vez de João Werner, aos 7 minutos, arriscar de longe, e quase marcar. Abelha estava adiantado, mas conseguiu espalmar para fora.

O jogo ficou muito morno a partir dos 8 minutos. As equipes pareciam receosas demais com o que poderia acontecer se atacassem muito. As chances de gol desapareceram. Somente aos 15 minutos o SNG voltou a investir em marcar sobre pressão. Aos 17 minutos, Fabinho conseguiu espaço dentro da área e ficou de frente com Daniel, mas o camisa 8 mandou por cima a melhor chance de abrir o placar até então.

O SNG não diminuiu o ritmo nos minutos seguintes, e Tejeda, após lançamento da direita, tocou no canto direito de Daniel para enfim tirar o zero do marcador aos 20 minutos. O gol despertou o Bacana, que se lançou ao ataque nos minutos finais da etapa inicial. A equipe subia mais ao ataque do que o SNG, mas não conseguia transformar suas jogadas em lances de perigo. O primeiro tempo terminou assim.

O SNG voltou com mais força ao segundo tempo. Logo no primeiro minuto, Rafael Brozinga perdeu um gol incrível ao sair de frente com Daniel, que defendeu por duas vezes. No minuto seguinte, Léo Mello recebeu belo passe de Rafael Brozinga e fuzilou no meio do gol. A bola ainda tocou na trave antes de entrar, 2 x 0. No lance seguinte, o Bacana conseguiu uma boa falta na esquerda, de onde Demehur encheu o pé e colocou a bola no ângulo para diminuir para 2 x 1.

A reação do Bacana causou um maior avanço do SNG, que, ao contrário do que manda o manual, não recuou. A marcação do Bacana estava aparentemente melhor na segunda etapa, já que Daniel trabalhava menos. A equipe apostava em contra-ataques rápidos com Demehur e João Werner. Aos 9 minutos, Daniel fez uma defesa incrível em chute de Fabinho, no canto direito. O arqueiro fez uma ponte espetacular e tocou com as pontas dos dedos para mandar a bola pra fora.

O acontecimento mais triste do dia veio aos 11 minutos, em dividida, aparentemente normal visto de longa distância, no meio da quadra. João Werner começou a gritar e levar a mão ao joelho. O jogo ficou paralisado por muito tempo para o camisa 7 ser atendido. O médico teve que ser acionado e mostrou preocupação com o estado do jogador. Após o jogo, ele saiu carregado pelos colegas de quadra com o joelho completamente enfaixado.

O jogo recomeçou com o Bacana um pouco melhor. Rômulo perdeu chance incrível de empatar, ao mandar, dentro da área, no canto direito de Abelha, que defendeu com muito reflexo. Aos 15 minutos, o domínio bacana era absoluto. O SNG, que agora apostava em contra-ataques, errava muitos passes. Mesmo ganhando, aparentava nervosismo na criação das jogadas.

Aos 17 minutos, a pressão do Bacana deu resultado. Jonas pegou rebote em chute de Demehur e encheu o pé para igualar. Dois minutos depois, Leandro Álvaro perdeu a chance de virar o jogo, ao ver a bola dar um leve toque na trave. O SNG só voltou ao ataque no último minuto, com Léo Mello, que, após cobrança de escanteio, acertou uma bela cabeçada no canto esquerdo, mas a bola passou raspando a trave. E ficou assim, 2 x 2 em um jogo muito disputado de igual para igual.

O Bacana tem pela frente o Mulekes, que vem de derrota para o Fiorella, para tentar emplacar uma sequência positiva no torneio. O SNG vai enfrentar o É Verdadeee, que também vem de empate com o Jeremias.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 4ª RODADA

Primatas 8 x 1 Real Paulista

TIEPPO FAZ TRÊS GOLS, E PRIMATAS PASSA POR CIMA DO REAL PAULISTA


Equipe defende-se bem e domina a partida para golear o adversário e afundá-lo na classificação

Por Heron Ledon

O Primatas simplesmente não se deu conta do adversário e sequer teve problemas para chegar ao gol por oito vezes. Se fosse na várzea, a pergunta “anotaram a placa?” seria feita sem nenhuma dó. Apesar do Real Paulista buscar as jogadas com os lances velozes de Vini Costa, os símios conseguiam anular os ataques e se mostravam cirúrgicos no momento de concluir ao gol. E, assim, Tieppo e companhia seguem firme nas primeiras colocações, enquanto o Real, por enquanto, segura a lanterninha.

“Ah ahá, a guerra vai começar!”. Esse foi o grito dos atletas do Primatas antes da bola rolar. E o fuzilamento começou cedo, aos 3 minutos. Tom trouxe pelo meio, viu a zaga adversária aberta e mandou a gorducha baixa, no meio do gol. Mas que frangaço, hein, Alemão?! O que que eu vou dizer lá em casa? Ele deixou a bola passar por debaixo de suas pernas.

O Real tentava a reação no belo chute de primeira de Vini Costa que explodiu na trave. A equipe também teve boa oportunidade com Pedrinho. Ele tocou para Feijão, que devolveu a bola de letra para o companheiro, mas ele a mandou muito mal para fora.

O oponente também chegou perto de fazer o gol com Marcelo Gama, que mandou a pelota na trave depois pegar rebote de Alemão em chute de Gus. E, enquanto o técnico Gui Ffenômeno vibrava em todas as jogadas, seus atletas queriam corresponder com tentos. Se for com golaço é melhor ainda! Giorgio trouxe pelo meio e rolou para M. Junior na esquerda. Por pouco, a bola não saiu pela lateral, mas o meia, que entrara há pouco tempo, mandou um canhão de primeira e estufou as redes de Alemão.

Não demorou para o time de branco ampliar. Dois minutos depois, aos 18, Tieppo recebeu passe dentro da área e não teve dificuldades para bater ao gol e desencantar na competição. Ao ver a situação, o Real Paulista pediu tempo para esfriar o ânimo oponente e acordar o time. Em vão.

O jogo continuou movimentado, mas a equipe de Vini não conseguia mais criar como no início. Assim, o Primatas fez mais um, o quarto, no minuto derradeiro da primeira etapa. Tieppo recebeu cobrança de lateral próximo ao bico da área e chutou na saída do goleiro. Era o seu segundo tento.

O Primatas voltou com perigo para a segunda etapa. Gama avançou na esquerda, ganhou de Wé, mas bateu pelo lado de fora das redes. No entanto, o Real assustou um pouco mais e em dose dupla. Primeiro, Rodrigo Kampf salvou o gol no chute de Ricco. Em seguida, foi a vez de Marcelinho afastar o perigo em mais um arremate do camisa 10 do Paulista.

Já que um não faz, o outro cuida dessa parte. Ou melhor, Tieppo cuida dessa parte. M. Junior cobrou escanteio; a bola atravessou a área até chegar para o camisa 14 completá-la para o gol e fazer 5 a 0. Bem que o Real teve uma excelente chance aos 13 minutos, porém ela não foi aproveitada. Vini Costa bateu de longe, obrigando Rodrigo a fazer uma boa defesa. No rebote, Cadu rolou para Pedrinho, que chegou de rasteira, completamente mal, e apenas esbarrou na bola e perdeu o gol.

O time de preto pecava nos passe e em pouquíssimas vezes chegava com perigo ao gol. O Primatas, por sua vez, era fulminante nos contra-ataques e, assim, fez mais dois tentos. M. Junior cobrou lateral para dentro da área, e Wé, sozinho, sem adversários, se atrapalhou e mandou a bola para o gol com a coxa. Gol contra. Que fase da realeza! Em seguida, Gama fez o sétimo após receber lateral, ver a zaga aberta e chutar no canto direito de Alemão, rente à trave.

A vaca havia deitado, e Vini Costa e seus companheiros não tinham mais o que fazer a não ser esperar o tempo passar – e fazer o gol de honra. Vini voltou a campo, puxou o ataque e rolou para Renato, que limpou o lance e bateu no lado direito de Rodrigo, que se esticou como pode, sem sucesso. No entanto, ainda houve tempo para Gus fechar o placar aos 23. Após o ataque adversário ser interceptado, o camisa 7 correu para pegar a bola e mandá-la rasteira. Ela ainda tocou na trave antes de entrar. Por fim, foi o oitavo.

O Primatas é o vice-líder do Grupo A, com 7 pontos. Sua próxima missão é enfrentar o abatido Elefantes Indomáveis, o qual perdeu por 5 a 2 para a Fúria. Já o Real Paulista é o último colocado, com apenas 1 ponto ganho. O time tem o pior ataque de todas as três divisões do Chuteira ao lado do Arena – da Bronze –, com apenas quatro gols em quatro jogos. E, para complicar, seu adversário será o líder Arouca.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

É Verdadeee 2 x 2 Jeremias

JEREMIAS MELHORA NA SEGUNDA ETAPA E EMPATA COM O É VERDADEEE


Irreconhecível no segundo tempo, É Verdadeee cede à pressão do Jeremias e deixa vitória escapar

Por Eduardo Bernardi

Após vencer o Bacana, o É Verdaeee desencantou na Ouro e buscava novo triunfo para tranquilizar a situação da equipe para a metade final da competição. No primeiro tempo até que a equipe conseguiu ser bem sucedida no objetivo, mas o segundo tempo a coisa degringolou e o time cedeu o empate ao Jeremias.

De incício, o Jeremias parecia estar mais seguro do que o É Verdadeee. Por 4 minutos, o jogo ficou somente no meio de quadra. Não se via lances de ataque, nem correria. Maurício Puttini recebeu bom passe, no primeiro lance perigoso da partida, aos 4 minutos, e tocou no canto esquerdo para abrir o placar para o Jeremias.

O É Verdadeee se lançou ao ataque, enquanto o Jeremias se defendia muito bem. A segurança da marcação irritava os jogadores de frente do EV. Passado alguns minutos, o jogo voltou a ficar que nem nos minutos iniciais, concentrado no meio. O É Verdadeee tinha amplo domínio de bola, a atitude da equipe ia, cada vez mais, empurrando o Jeremias para trás.

O primeiro bom lance do É Verdadeee veio aos 8 minutos, com Kika, que chutou no cantinho e obrigou Hugo a fazer uma linda ponte, mandando a bola para escanteio. O Jeremias não conseguia criar absolutamente nenhuma jogada mais, deixando o jogo todo ao adversário.

Aos 11 minutos, o É Verdadeee fez a pressão valer. Douglinhas recebeu belo passe e tocou por cima do goleiro para empatar a peleja. O camisa 21 fazia uma partida espetacular até então, jogava pelo meio e criava praticamente todas as jogadas do time.

O Jeremias insistia na marcação e errava passes na hora de criar as jogadas. O É Verdadeee, pelo contrário, conseguia dominar o meio de quadra e evitar com que o Jeremias sequer saísse da defesa. Douglinhas e Girão demonstravam um bom entrosamento, ambos se entendiam e levavam perigo à meta adversária.

Os minutos finais do primeiro tempo foram de equilíbrio. O Jeremias melhorou e conseguia ficar mais com a bola no meio. Mas a subida do time ao ataque não dava muito resultado. Na verdade, somente servia para dar mais espaço ao É Verdadeee, que, no último minuto da primeira etapa, virou o jogo com um golaço de Gavião, que deu um drible espetacular no zagueiro e tocou no canto esquerdo do goleiro.

A virada chamou o Jeremias para o jogo na segunda etapa. Mesmo com maior posse de bola, a equipe não conseguia transpor a defesa verdadeira. O primeiro lance de perigo do segundo tempo veio dos pés de Junior, que chutou cara a cara com o goleiro, por duas vezes, e Reyna fez duas grandes defesas.

A esfera da partida continuou a mesma: o Jeremias pressionava, e o É Verdadeee marcava, e muito. O empate não demorou muito para vir. Aos 11 minutos, após cobrança de escanteio, Murilo mandou para o fundo do gol. O empate ascendeu o Jeremias, que continuou jogando da mesma maneira, enquanto o É Verdadeee se mostrava irreconhecível, distante do que tinha feito na etapa inicial. O time apenas se defendia e não conseguia encaixar nenhum contra-ataque. Douglinhas e Girão pareciam cansados. Somente aos 15 minutos que um bom ataque foi criado novamente. O camisa 10 do Jeremias, Camilinho, apagado até então, arriscou de longe e obrigou Reyna a fazer uma defesa incrível.

O clima da partida esquentou nos minutos finais. A arbitragem virou alvo de reclamação do É Verdadeee. Gavião, que havia perdido gol inacreditável, aos 24 minutos, deixou a irritação e o nervosismo tomar conta. O camisa 9 já havia reclamado da arbitragem no pedido de tempo técnico e voltou a reclamar, agora diretamente com o árbitro, da atuação do mesmo. Aparentando agressividade, Gavião foi expulso após o apito final, e a confusão tomou conta da quadra. O desfalque do pivô do É Verdadeee, com certeza, será sentida pela equipe na próxima partida contra o SNG, que vem de empate com o Bacana. O Jeremias enfrenta o Rabeloska, que também vem de empate com o MachuPichu, para tentar encostar no quarto colocado, o SNG.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Só Resenha 5 x 2 SPQSF

RESENHA VENCE COM TRÊS GOLS DE VALDIR


Embate manteve-se em equilíbrio durante boa parte do tempo, mas Resenha aproveitou-se da falta de eficiência do adversário para liquidar a partida no final do jogo

Por Heron Ledon

O duelo em si foi morno, com algumas boas oportunidades para ambas as equipes. O time de branco e verde abriu a vantagem logo no início, fato que, no entanto, fez seu oponente acordar e correr atrás do marcador. Com o lá e cá na partida, veio o empate. Quando parecia que as duas equipes estavam satisfeitas com o resultado, já que o SPQSF não chegava com perigo e o Resenha pouco o agredia, Valdir decidiu de vez e marcou mais dois gols para fechar o placar.

E o Que Se Foda já foi para cima desde o minuto inicial, mas Papa Burguer evitou o gol com duas defesas seguidas. Di Dicredo bateu colocado, no alto, da entrada da área, porém lá estava o camisa 1 para pular bonito e realizar a defesa. Em seguida, a bola sobrou para Jaja, que a chutou em meio à confusão, entretanto ela foi barrada novamente pelo goleiro.

Então, o arqueiro Gama não quis ficar para trás e também mostrou que sabe salvar o gol. Em bola espirrada na área, Valdir chutou no alto, à queima-roupa, mas o camisa 12 esticou a mão e espalmou a gorducha. No mesmo minuto, aos 5, Jaja perdeu um gol incrível. Rodi cruzou na linha de fundo para o atacante para fazer o gol, livre de marcação e junto à trave. Porém, ele não teve tranquilidade para simplesmente colocar o corpo na frente da bola e a chutou para fora.

Após tanta insistência das duas equipes em fazer o gol, o Só Resenha levou a melhor. No primeiro escanteio, Darian jogou na cabeça de Sanny, que tocou a bola na trave, e ela foi mandada para a linha de fundo pela zaga. Em nova cobrança, o meia mirou Valdir, o qual não desperdiçou ao testar a pelota na saída do goleiro, que caçou borboletas.

Mas Gama não parou por aí. O arqueiro ainda levou o amarelo ao cometer pênalti sobre o mesmo Valdir, que o driblara dentro da área. Meneguelo, assim, foi para o gol, mas não evitou o gol em seu canto esquerdo, no chute forte de Darian, o qual comemorou olhando fixamente para um torcedor do SPQSF que o secara na cobrança (igual ele fez em pênalti convertido diante do Arouca, na rodada anterior).

Esse enérgico torcedor só se aliviou um pouco ao ver que seu time atacou mais após sofrer o segundo gol e conseguir descontar aos 19 minutos. Jaja – a principal arma do Que Se Foda – recebeu passe dentro da área e fuzilou para o fundo das redes, sem chances de defesa a Papa Burguer. Muita comemoração por parte do camisa 9.

E a equipe de branco e laranja voltou com tudo para a etapa final. Com apenas 40 segundos, Rodi acertou um belo chute, o qual tinha direção certa, mas Cris salvou o gol em cima da linha. Valdir – o mais perigoso do Resenha – não ficou para trás e também não marcou por pouco. Ele ganhou a bola de presente da zaga adversária e a mandou para o gol. No entanto, Gama estava atento ao lance e espalmou o arremate do atacante.

Apesar do camisa 12 defender mais uma – agora, o chute perigoso de Brunão – seu time, enfim, conseguiu o empate. Safa recebeu a bola na esquerda, virou e bateu forte, à meia altura e cruzado. A gorducha ainda tocou no segundo pau antes de entrar, para o lamento de Papa, o qual achou que poderia evitar o gol.

O Resenha passou a atacar mais após sofrer o empate, e Valdir recuou seu posicionamento para armar os avanços em velocidade. Porém, o SPQSF voltara melhor no segundo tempo e chegava com um pouco mais de perigo. Como na bomba mandada por Rodi, em cobrança de falta que foi defendida por Burguer; a bola ainda tocou na trave, e, no rebote, o ataque mandou para fora, sem ângulo.

Já que o time de Jaja não aproveitava as oportunidades que tinha, o de Valdir resolveu fazer dois gols aos 17 minutos. E o primeiro foi dele mesmo, quando subiu de cabeça e mandou a bola para o gol ao tirar de Gama, após cobrança de escanteio. E, de forma parecida, Brunão marcou o quarto do Resenha. Também depois de arremesso de canto, o atacante testou para o fundo das redes ao ganhar da marcação, no alto.

Com o banho de água fria, o SPQSF se abalou e levou seu quarto gol de cabeça e de escanteio na partida – e o terceiro de Valdir. O MVP do jogo subiu bonito e cabeceou para o gol, fechando o placar em 5 x 2. Ainda houve tempo para Di Dicredo mandar uma bola na trave e Brunão tocar de cobertura sobre o goleiro Gama, mas a zaga tirou em cima da linha e evitou o golaço do atacante.

O Resenha chega aos 6 pontos e ocupa a última colocação do G-6. Ele tem confronto direto com o My Balls, que busca a vaga no grupo, apesar de perder para o Di Primeira. Já o Que Se Foda segue com 7 pontos na 4ª colocação e terá difícil embate contra o CAV.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Fiorella 4 x 2 Mulekes

FIORELLA É SUPERIOR E VENCE MULEKES


Com tranquilidade e firmeza, Fiorella marca bem e anula ataque do Mulekes

Por Eduardo Bernardi

A partida começou com muito equilíbrio. O frio tomava conta da quadra e do lado de fora poucos eram os corajosos a encará-lo para ver o embate. O último confronto do dia aparentava ser de muita disputa e correria. Assim, o primeiro gol não demorou muito para acontecer. Armando recebeu lindo passe de Rogerinho e tocou no canto esquerdo do goleiro para abrir o placar, logo aos 2 minutos. O Fiorella respondeu no lance seguinte, com Hélio, que mandou a bola no ângulo de Ricardo para empatar o jogo.

O Mulekes, no mesmo minuto em que o Fiorella empatou, se lançou ao ataque novamente, e Rogerinho fuzilou no canto esquerdo de Fá após receber bom passe, colocando o Mulekes novamente na frente, 2 x 1. Aos 9 minutos, Leco perdeu a oportunidade de aumentar a vantagem do Mulekes ao chutar pra fora com o gol aberto.

Ambas as equipes erravam muito na hora do último passe. A marcação não era o ponto forte do jogo. Armando jogava muito bem e regia sua equipe, que estava um pouco superior ao Fiorella até então. Mas, aos 14 minutos, Washington arriscou quase que do meio de quadra, e Ricardo Salles aceitou. O empate mudou a esfera da partida: o Mulekes recuou e viu o adversário crescer no jogo completamente.

Os minutos finais do primeiro tempo foram de equilíbrio. Quase não havia chances de gol, e os goleiros trabalharam pouquíssimo. O empate parecia um resultado justo pelo desempenho das duas equipes.

A segunda etapa começou com ambas as equipes concentrando o jogo no meio de quadra. Os três primeiros minutos foram completamente mornos. Aos 5 minutos, Maurício Leal cobrou falta rasteira, a la Ronaldinho Gaúcho, para virar o jogo em favor do Fiorella. Logo depois, João Paulo fez falta dura e levou cartão amarelo, freando a euforia dos jogadores do Fiorella.

Aos 9 minutos, a mulekada começoua atacar com mais frequência do que o Fiorella. A primeira boa chance da equipe na segunda etapa veio dos pés de Rafinha, que mandou a bola na trave após rebote do goleiro. A melhora do Mulekes deixou o jogo mais truncado, com divididas mais ríspidas. O Fiorella parecia apenas administrar o resultado, aparentava tranquilidade enorme na marcação e tentava apenas afastar a bola quando a tinha nos pés.

Os dois arqueiros, que quase não trabalhavam, saíam com segurança do gol quando necessário. O psicológico das duas equipes estava muito bem trabalhado. Foram 10 minutos de praticamente nenhuma chance de gol, apenas finalizações sem direção. O Fiorella aumentou a vantagem aos 20 minutos, com João Paulo, que recebeu na entrada da área e bateu no canto esquerdo do goleiro.

O Mulekes começou a reclamar da atuação da arbitragem, que ignorava as reclamações. Os minutos finais foram de total investida do Mulekes, que até colocou goleiro linha. A equipe não conseguia passar pela marcação sólida e firma do Fiorella. A única chance real de gol do time foi aos 24 minutos, com Leco, que chutou no canto direito, e Fá fez um verdadeiro milagre. No fim da partida esquentou um pouco o clima com relação à arbitragem; muita reclamação por parte dos jogadores do Mulekes, que estavam indignados. Pelo que não se sabe.

O Fiorella enfrenta o segundo colocado do grupo B, Joga 13, que vem de derrota para o Arouca Jrs., para tentar aumentar mais ainda sua vantagem na liderança. O Mulekes tem pela frente o Bacana, que vem de empate diante do SNG, para tentar sair da incômoda oitava posição no torneio.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 4ª RODADA

Di Primeira 6 x 4 My Balls

DI PRIMEIRA COCHILA E QUASE ENTREGA PARA MY BALLS


Após abrir 5 x 0, equipe viu adversário reagir e quase empatar. Detalhe: com um a menos

Por Heron Ledon

A princípio, os elementos da partida indicavam um rápido e tranquilo final de jogo: placar aparentemente definido, cansaço de todo mundo do Chuteira devido aos atrasos do jogos e o insuportável frio que fazia. No entanto, o time azul queria mais. Assim, ele protagonizou uma expulsão, inúmeras reclamações e quatro gols nos últimos minutos que incendiaram o duelo. Por fim, o Di Primeira acabou com as chances de empate do adversário ao liquidar, de vez, o placar.

O jogo estava equilibrado pela falta de aproveitamento e pelos erros nas construções das jogadas. De modo, a primeira chance clara de gol só foi criada – e aproveitada – aos 8 minutos. Lucas Manzano perdeu a bola na defesa para Dri, que avançou e bateu cruzado, à meia altura, sem chances de defesa para Nó, o qual improvisava no gol.

Manzano tentou se redimir em cobrança de falta na qual Sujinho chegou ao lado na trave para completar, mas tocou a bola para fora. O adversário, todavia, não desperdiçou sua oportunidade em mais uma bobeada do My Balls. Val roubou a bola de Bruno Sobral, na defesa, e chutou de longe, no ângulo direito do goleiro. 2 x 0.

Em seguida, a bola ainda caiu nos pés de Lê, que a mandou da intermediária, porém lá estava Fernando Souto para afastá-la em cima da linha. O time de azul tinha dezesseis atletas, mas nenhum arqueiro, então sobrou novamente para Nó, aos 17. Val avançou pelo meio e rolou para Dri, que fez o terceiro gol de sua equipe ao completar forte para o fundo das redes.

Bem que o My Balls tentou algum lance, todavia foi barrado pelo goleiro Cadu, o qual realizou boa defesa no chute de Sobral da entrada da área, livre de marcação. Logo depois, vieram as reclamações, como, infelizmente, já é de costume. Após se estranharem em dividida de bola, Cris, pelo Di Primeira, e Gui, pelo time opoente, levaram o cartão azul. Ao não se contentar com a punição, o zagueiro do My Balls xingou o árbitro e foi expulso com o vermelho. Assim, formou-se aquele famoso fuzuê ao redor dos juízes.

O Di Primeira, que também teve seus atletas na discussão com os homens do apito, marcou o quarto gol no minuto final do primeiro tempo. André cobrou lateral para Dri e correu para dentro da área. O camisa 2 protegeu e devolveu para o companheiro fuzilar livre de marcação. Fim do primeiro tempo e, claro, mais reclamações durante o intervalo.

Era Batata quem tentava a maioria dos lances pelo My Balls ao limpar e bater, mas, ou a bola não tinha endereço certo, ou parava nas mãos de Cadu. O time de vermelho, por seu turno, fez mais um. Jocélio recebeu a gorducha na entrada da área e a mandou paras as redes, sem chances de defesa ao goleiro Nó.

Do lado de fora da quadra, houve um princípio de confusão novamente entre Gui e Cris, os quais trocaram elogios e queriam “resolver” a parada de outra forma. Entretanto, foram contidos por Caio Fleischmann e pelos demais que acompanhavam a partida. A velha mania de resolver na mão.

O clima tenso, o 5 x 0 e um jogador a menos eram sinais de que a vaca tinha ido ao brejo, certo? Errado. Surge, então, a surpreendente recuperação do My Balls na partida. Lê pôs a mão na bola dentro da área, levou o amarelo, e Paulinho converteu a penalidade. Em seguida, mais um amarelo, desta vez para Gui Carvalho, que cometeu falta na intermediária. Na cobrança, Nó, ainda como goleiro, rolou para Alê Caieiro completar para o gol. 5 x 2.

Os dois gols não foram o bastante para o Di Primeira acordar. O adversário, então, não recuou e chegou ao terceiro e quarto gols. O primeiro veio com Fernando Souto, que tocou à meia altura para Sandro Corrêa se abaixar e testar para as redes. O segundo com Manzano, o qual carregou a bola e a arrematou no canto direito, sem chances para Cadu, aos 23 minutos.

Quem acompanhava o duelo dizia: “Não é possível, o Di Primeira abriu cinco gols de vantagem e ainda vai ceder o empate, com um jogador a mais”. Eis que, na mesma volta do ponteiro, André colocou um ponto final na partida. Após tabelar em contra-ataque, fez o sexto de seu time ao completar para o fundo do gol. Fim de jogo e de rodada para o Grupo A!

Com a derrota, o My Balls fica fora do G-6, com apenas 4 pontos. Seu próximo duelo será contra o Só Resenha. Já o Di Primeira chega a sua segunda vitória e encara o Fúria, que finalmente pontuou na Ouro ao derrotar o Elefantes Indomáveis.
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