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CHUTEIRA NEWS: XIV CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

Joga 13 3 x 2 Rabeloska

COM TRÊS GOLS DE ROGÉRIO, JOGA 13 VIRA PRA CIMA DO RABELOSKA


Em partida truncada no meio campo, o defensor foi cirúrgico em seus fortes arremates e superou as boas trocas de passes entre Vasko e Norton pelo lado vermelho

Por Heron Ledon

O torcedor que assistiu à disputa para ver quem seguia invicto na Ouro – o Rabeloska acumulava um empate e uma vitória, e o 13 dois triunfos – certamente não viu um dos mais bonitos espetáculos. O jogo em si foi pegado e equilibrado durante a maior parte do tempo. O time amarelo e preto dependeu dos potentes chutes de Rogério para virar o placar, quando o adversário buscava o ataque em rápidas jogadas vindas dos pés de Norton.

E foi o próprio Rabeloska quem começou com tudo. Com apenas dois minutos de bola rolando, Vasko mandou um belo chute da intermediária, mas Muralha não hesitou e buscou no alto, em seu canto direito. Em seguida, após cobrança de lateral, Norton recebeu livre pela direita, porém lhe faltou tranquilidade para concluir ao gol na saída do goleiro, já que bateu em cima dele.

Enquanto Caio também apoiava seu time com as batidas pela ponta esquerda, o 13 tentava sair do zero com as subidas de Fino, com Luiz Henrique na frente e com o perigoso Lelê, que perdeu ótima chance de gol. Ele recebeu passe, ganhou na dividida de Dick Vigarista, mas chutou fraco, no meio da meta de Gabriel, o qual não teve problemas para realizar a defesa.

Assim, a coletividade sobressaiu, e o Rabeloska chegou ao gol aos 13 minutos. Catatau carregou a bola de trás e a rolou para Cassinho na linha de fundo. O camisa 18 pisou para Norton, que bateu consciente, colocado, no canto de Muralha. Instantes depois, quase que o zagueiro Gago complica ainda mais sua equipe. Bola na área, e o defensor a tirou totalmente errado, explodindo-a no próprio travessão. Então, os companheiros afastaram de vez o perigo.

Porém, parecia que a coisa se complicaria para o time vermelho. Em dividida de bola, o goleiro Gabriel machucou sua mão e teve de ser atendido. No entanto, o atleta não conseguiu voltar à partida, e Dick Vigarista assumiu a meta de sua equipe – e teve trabalho.

Mesmo os dois times caindo de produção nos últimos minutos do primeiro tempo, o 13, por pouco, não empatou. Rogério cobrou falta de longe, e Luiz Henrique tentou de letra dentro da área, mas Dick foi bem na bola. Em seguida, Lelê cabeceou no alto com perigo, para mais uma defesa do goleiro. Antes de acabar a primeira etapa, reclamações da equipe de amarelo e preto. Muralha lançou com a mão, e a bola atravessou o campo. Vigarista tentou dominá-la, mas ela passou por debaixo de seu pé e parou nas redes. Os atletas alegaram que a gorducha foi tocada no trajeto e pediram o gol, não validado corretamente pelos árbitros.

No segundo tempo, o Joga 13 não cessou o ataque e logo empatou a partida. Primeiro teve chance perdida em tentativa de toque de letra de Lelê, mas Dick dividiu a bola e derrubou o atacante, para pedido de pênalti de seus companheiros. Rogério, então, foi mais eficiente ao arrematar na ponta esquerda direto para o gol. O arqueiro ainda tocou na bola antes de ela estufar as redes.

Porém, a alegria durou pouco. Vasko cobrou lateral para Norton anotar seu segundo no embate aos 4 minutos. Livre, ele bateu de primeira, colocando sua equipe de novo na frente, sem chances para Muralha.

Com o gol, o Rabeloska acordou na partida e voltou a dominá-la com rápidas jogadas. Mas viu novamente Rogério ser decisivo e igualar o placar. Em cobrança de falta, o canhoto mandou uma bomba rente à trave, no canto direito de Dick, que foi na bola, mas não a alcançou.

O duelo, então, ficou mais equilibrado e travado no meio-campo. Os times tinham dificuldades de limpar os lances e dependiam de algumas jogadas individuais de seus atletas – Norton, tentando o drible de um lado, e Rogério, que adiantou o seu posicionamento e passou a arriscar mais de longa distância.

Assim, aos 14 minutos, veio a virada. Zóio, que já dava trabalho à defesa do Rabeloska, limpou para o apagado Lelê. O atacante deu um corte e foi parado por Caio, o qual o derrubou e levou o amarelo. É pênalti! Com a marcação do árbitro, houve muita reclamação da equipe vermelha, alegando que a falta foi cometida fora da área. Rogério foi impiedoso mais uma vez: bola para um lado; goleiro para o outro, e 3 a 2 para o Joga 13.

A partir de então, o Rabeloska passou a atacar mais, porém pecava nas finalizações. O oponente, que se defendia e fazia lançamentos diretos para Lelê brigar com os marcadores, ainda viu seu triunfo ameaçado pelos pés de Vasko. O camisa 11 chegou de rasteira em cobrança de lateral, mas mandou a bola na trave, para lamento de sua equipe. Pressão suportada e fim de jogo.

Com a derrota, o time de Norton ocupa a quinta colocação com 4 pontos e tem pela frente o lanterna MachuPichu, que deu vexame ao perder por 12 a 1 para o Mulekes. Já o 13 conquista sua terceira vitória na Ouro e é vice-líder do Grupo B. Seu próximo adversário é o Arouca Jrs., o qual não conseguiu bloquear a defesa do SNG e sofreu um 3 x 2, conhecendo sua primeira derrota na competição.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

My Balls 2 x 1 Real Paulista

MY BALLS BATE REAL PAULISTA EM DUELO VIOLENTO


Em jogo de muita pegada, que, muita vez, foi confundido com violência, venceu quem quis jogar mais e bater menos

Por Caio Franco

Ao entrar em campo, ambas equipes vinham de resultados semelhantes. Apesar da diferença de gols, tanto o My Balls quanto o Real Paulista vinham de empates na segunda rodada. O primeiro, de um empate heroico, por 6 a 6, contra o Primatas, enquanto o Real Paulista ficou num raso 1 a 1 contra a boa equipe do SPQSF. Antes do início da partida, foi respeitado um minuto de silêncio em virtude do falecimento do pai do goleiro do My Balls, Guti.

Com a bola rolando, o jogo começou bastante dinâmico, equilibrado e movimentado, com algumas chances de parte a parte. O confronto, rapidamente, se tornou agradável de assistir, uma vez que ambos os times imprimiam muita velocidade e um ritmo acelerado.

Ainda no início, o placar foi inaugurado. Aos 9 minutos, Paulinho acertou arremate certeiro de fora, a bola beijou a trave e balançou a rede. O gol saiu justamente quando o My Balls começava a esboçar superioridade na partida.

O tento, de fato, foi a energia que o MB necessitava para tomar as rédeas da partida. Após falha da zaga do Real Paulista, Robson Dantas desperdiçou grande oportunidade. Em seguida, Paulinho fez bela jogada, mas parou no goleiro Alemão. A primeira etapa contou com muita disposição e vontade de ambas as partes, mas as melhores chances foram da equipe do My Balls, principalmente, com o autor do gol, Paulinho.

Após primeiro tempo veloz, a segunda etapa iniciou-se mantendo o ritmo da parte inicial. Logo aos 2 minutos, o My Balls mostrou que queria continuar de onde havia parado na primeira etapa e Alê Caieiro fez grande jogada, limpou Wé, mas bateu à direita da meta de Alemão. Três minutos depois, em contra-ataque rápido, Paulinho arrancou e finalizou, novamente, à direita do gol de Alemão.

A partir desse contra-ataque, o futebol começou a ser trocado pela violência. Em menos de cinco minutos, Vini Costa deu duas entradas violentas e ainda discutiu com os árbitros da partida, no entanto, nenhum cartão foi aplicado. Diante dessa impunidade, os jogadores de ambas as partes começaram a dar entradas mais fortes e o clima esquentou.

Entre entradas fortes e bate-bocas, o My Balls seguia superior. Aos 10 minutos, Lucas Manzano teve boa chance e arrematou perigosamente à direita. Em seguida, Nó deu linda assistência a Batata, que bateu para a defesa parcial de Alemão. No rebote, Nó finalizou à esquerda do gol. Aos 16 minutos, o técnico do Real Paulista, Bizú, reclamou acintosamente com o árbitro e foi expulso de campo. Na saída, ainda muito exaltado, pediu para que o árbitro não apitasse mais nenhuma partida do Real Paulista.

Após a expulsão de Bizú, o jogo ficou truncado até os minutos finais. A partida perdeu muito em qualidade e passou a destacar-se pela violência das entradas e pelas discussões. A partida deixava de ser agradável e passava a ser um jogo de muita pegada e marcação no meio de campo.

Quando o jogo parecia se encaminhar para o fim com apenas um gol anotado, uma grande reviravolta devolveu a emoção à partida. Aos 25 minutos, Feijão chamou a responsabilidade, fez bela jogada individual e resolveu para o Real. Tudo igual após o tento, 1 a 1.

O empate parecia inevitável, porém foi alterado em lance incrível. Aos 26, já nos acréscimos, a bola foi levantada na área e Robson Dantas finalizou para grande defesa de Alemão, que deu rebote. Rafael Magrão arrematou e Alemão operou um milagre para salvar o Real, mas no segundo rebote ninguém da zaga tirou e Robson teve nova chance para chutar e marcar. Alemão chegou a tocar na bola, mas dessa vez não conseguiu praticar a defesa.

O encerramento do jogo trouxe mais confusão. Após o apito final, Panella e o técnico Bizú perderam a compostura e partiram para cima do árbitro, mas depois de alguns momentos de tensão a briga foi apartada e o duelo terminou da mesma forma que se apresentou em sua íntegra, com clima quente.

Após o resultado, as duas equipes vivem momentos diferentes dentro da competição. Enquanto o Real Paulista amarga a vice-lanterna com apenas um ponto, o My Balls prova que chegou à Ouro para ficar. Mesmo com os pontos perdidos, está com 4 e na 4ª posição. Na próxima rodada, ambos os times têm duelos difíceis: o Real enfrenta o Primatas, já o My Balls pega o Di Primeira.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

SPQSF 4 x 2 Elefantes Indomáveis

SPQSF DERROTA ELEFANTES INDOMÁVEIS E É TERCEIRO


Após primeiro tempo morno, SPQSF faz valer o conjunto e conquista boa vitória

Por Caio Franco

Os times entraram em campo após empates. Enquanto SPQSF ficou no 1 a 1 contra o vice-lanterna, Real Paulista, o Elefantes empatou por 4 a 4 contra o vice-líder Clube Atlético da Vila. Logo, para seguir perseguindo a liderança e para levantar o moral da equipe, o SPQSF necessitava da vitória. Já o Elefantes precisava buscar a vitória para não se distanciar dos líderes, e isso justamente após ter perdido o artilheiro André Plec para o CAV.

Apesar disso, o primeiro tempo foi insosso. Com muitos erros, os times tinham dificuldade para se encontrar nos primeiros minutos. A primeira boa chance só veio aos 7 minutos, quando Di Dicredo e Lê tabelaram bem e Spiga saiu bem para evitar o gol. Apesar disso, o jogo seguiu morno, com o SPQSF superior, mas pecando no último passe.

Aos poucos o SPQSF firmou-se no jogo e chegou ao gol. Em lance isolado, aos 12 minutos da primeira etapa, Marinho acertou chute cruzado rasteiro no canto direito do goleiro para abrir o placar.

Esperava-se que o jogo crescesse em volume e ritmo, no entanto, isso não ocorreu. O gol provou ter sido um lance isolado e, a exemplo dos primeiros minutos, o SPQSF seguiu melhor, mas sem grandes oportunidades. Individualmente, Di Dicredo começava a se destacar pelo SPQSF, já pelo Elefantes, Joca mostrava muita habilidade e tentava resolver sozinho, mas sem sucesso.

Mesmo mal na partida, o Elefantes conseguiu o empate. Em mais um lance isolado, aos 18 minutos, cobrança de escanteio, Serafa saiu mal e Lucas marcou de cabeça. O empate veio mais como uma premiação individual para Lucas, que demonstrava muita vontade, do que por merecimento da equipe.

Se o primeiro tempo foi marcado por pouca intensidade, a segunda etapa foi bem movimentada, com o SPQSF acertando seu domínio com uma bela atuação coletiva. Logo no primeiro minuto, o SPQSF deixou claro seu recado e, após tabela com Lê, Rodi bateu cruzado para marcar um lindo gol e colocar SPQSF à frente no placar.

O gol melhorou e tranquilizou o SPQSF, o que fez também o jogo ganhar em intensidade. A superioridade do SPQSF transformou-se em gol quando, aos 6 minutos, Jajá tabelou com Lê e finalizou no canto sem chances para Spiga.

Após o 3 a 1, o SPQSF mostrou ainda mais confiança e continuou dominando. Enquanto isso, o Elefantes tentava reagir, mas só Joca e Lucas buscavam as jogadas. Em uma dessas tentativas, Joca tentou um chapéu no adversário, mas acabou desarmado. A torcida e os jogadores reclamaram de falta, mas Di Dicredo aproveitou o vacilo e guardou. 4 a 1.

Esse quarto gol foi marcado aos 8 minutos da segunda etapa e, a partir daí, a superioridade do SPQSF culminou e, apesar do esforço de Lucas e Joca, que tentavam sozinhos e em vão buscar uma reação, o domínio foi completo com um exemplo de esforço coletivo.

Com a proximidade do apito final, o Elefantes ainda tentava. Lucas e Joca continuavam buscando algo diferente, mas a atuação defensiva do SPQSF foi muito sólida e com pouquíssimos erros. Mesmo com o esboço de pressão do Elefantes, as melhores chances eram do SPQSF em contra-ataques rápidos.

Antes do fim, mais um gol de escanteio. Aos 23 minutos da segunda etapa, novo escanteio e Diego Lander escorou para diminuir. O gol do Elefantes fez com que o time pressionasse um pouco nos últimos dois minutos, mas não foi suficiente. Ao final da partida, o placar ficou em 4 a 2, com bela atuação do SPQSF.

Os times vivem realidades distintas dentro da liga. Após a vitória, o SPQSF assumiu a terceira colocação e está a dois pontos do líder Arouca. Já o Elefantes ficou com apenas um ponto, no 9º lugar, enfrentando o receio da zona de rebaixamento. Na próxima partida, o Elefantes Indomáveis fará duelo com o Fúria em briga direta para fugir da degola, enquanto o SPQSF enfrentará o Só Resenha, de olho no jogo entre CAV e Arouca, visando assumir a liderança.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

É Verdadeee 3 x 2 Bacana

FELIPE IMPROVISA NO GOL E EVITA A GOLEADA DO É VERDADEEE


Bacana começa partida com dois a menos, e o jogador de linha Felipe sai de campo como herói. Mesmo com a vantagem numérica, o adversário teve dificuldades de balançar as redes e, por pouco, não leva susto no início

Por Heron Ledon

Imagina-se que um time o qual começa uma partida de futebol com dois atletas a menos e sem o seu goleiro levará um tremendo chocolate. Mas não foi o que ocorreu. Com muita garra, o Bacana conseguiu intimidar o adversário nos minutos iniciais e suportou bem a pressão desorganizada do É Verdadeee. Felipe, que assumiu o gol, surpreendeu a todos ao defender inúmeras bolas e, por pouco, não empatou a partida no último lance, quando sua equipe já tinha os seis atletas de linha.

O time de vinho entrou em campo com a estratégia de tomar menos gols possíveis e não levar nenhum cartão. Mesmo assim, criou boa chance de abrir o placar logos nos primeiros segundos de jogo. Rômulo, após receber cobrança de lateral, tocou fraco dentro da área, ao lado da trave, mas Reyna estava esperto e realizou a defesa.

A partir daí, Rodrigo, pelo É Verdadee, comandou as investidas de seu time. O atleta foi servido por Bruno, em contra-ataque ainda no primeiro minuto, driblou Felipe e empurrou para o gol. Mas eis que surge Napolitano, de rasteira, para isolar a gorducha.

Parecia treinamento de times profissionais de futebol, quando uns jogadores só atacam e os outros só defendem. No entanto, essa “mordomia” do É Verdadeee pesou contra si mesmo. Os atletas não tinham paciência para criar as jogadas e aproveitar os espaços vazios em campo. Com o nervosismo e a ânsia pelo gol, as investidas paravam nos passes errados ou nos desnecessários chutes sem direção. Gabriel, do outro lado, dava trabalho algumas vezes no ataque, mas, sem opção de passe, perdia a bola.

Aos 14 minutos, Flávio entrou para diminuir o prejuízo numérico. Os torcedores - que acompanhavam quase todos os jogos da Ouro - maldosa e injustamente, profetizaram em meio a risadas ao brincar com o atleta: “Você vai entrar para afundar o time!”.

Rodrigo recebeu pela direita, próximo à área, cortou os marcadores e bateu à queima-roupa no canto esquerdo de Felipe, que, dessa vez, não evitou o gol. Minutos depois, Lacraia ampliou após cobrança de escanteio, onde Flávio – do É Verdadee – desviou livre e o camisa 25 completou sozinho de cabeça. Falha da defesa de vinho, pois dois atletas não marcaram ninguém, deixando os adversários com liberdade para fazer o 2 x 0.

A última chance do Bacana no primeiro tempo veio em chute de Rômulo, que driblou o marcador e tabelou com Napolitano, mas a bola parou nas mãos de Reyna. O É Verdadeee seguia inteiro no ataque, liderado pelos dribles e passes de Rodrigo, mas Felipe continuava pegando tudo em sua meta.

Logo na primeira volta do ponteiro na etapa final, Gabriel perdeu ótima oportunidade de diminuir o placar ao mandar a bola na trave, de rasteira, após passe de Rômulo. O oponente, por sua vez, ficou com o ataque mais lento com a entrada de Latrell na frente. O atacante poderia dobrar o resultado, mas desperdiçou. Fúria o deixou livre, cara a cara com o goleiro, porém ele bateu por cima do gol. Em seguida, Rodrigo limpou do zagueiro dentro da área para o grandalhão apenas completar, mas Felipe chegou com tudo e afastou a bola.

Rômulo também quis brincar de perder gol e, após lançamento, cabeceou livre para fora, no canto direito do goleiro. O Bacana, então, pediu tempo e teve suas esperanças renovadas: Leandro Rezende chegou aos 8 minutos para completar o time e, por pouco, não mudar a história da partida.

Mas, primeiro, o zagueiro King da equipe azul mandou a bola de bico na trave direita de Felipe após mais um passe de Rodrigo. No mesmo minuto, aos 11, Leandro brigou com o marcador na intermediária e tocou rasteiro, no contrapé de Reyna, descontando o placar.

João Victor ainda quase empatou o duelo ao chutar sem ângulo de dentro da área. O goleiro tocou na bola, e ela ia entrando lentamente para o gol, mas foi recuperada novamente pelo camisa 1 do É Verdadeee.

O entusiasmo do Bacana durou pouco. Aos 16 minutos, o maestro Rodrigo trouxe de trás e bateu na saída de Felipe, que defendeu com o pé. No entanto, a bola sobrou para Bruno, sozinho, chutar à meia-altura, no canto direito do gol, e fazer o terceiro de sua equipe. E ela só não chegou ao quarto, pois Felipe fez uma ponte em arremate de Fred.

A equipe de vinho já dominava o ataque desde a chegada de Leandro, que decidiu incendiar a partida ao fazer seu segundo gol. Faltando dois minutos para o fim, o camisa 9 cortou o marcador para a esquerda e mandou para o fundo do gol. Além de simplesmente defender todas as pelotas, Felipe mandou uma bomba do campo de defesa no último lance de jogo, mas a bola passou rente ao travessão. Apito final!

O MVG da rodada foi elogiado por todos os companheiros e torcedores que acompanhavam a partida. Ele ainda revelou que, apesar de jogar mais no ataque, já “brincou” embaixo das traves no futebol de salão e no de campo.

O É Verdadeee consegue sua primeira vitória na Ouro, mas ocupa apenas a 8ª colocação no Grupo B. Ele tem pela frente o Jeremias, que perdeu para o líder Fiorella por 3 a 1. O Bacana tenta sair do penúltimo lugar, com um ponto, ao encarar o compacto SNG, que derrotou Arouca Jrs. e chegou à sua segunda vitória na competição.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

CAV 4 x 0 Di Primeira

CAV GOLEIA DI PRIMEIRA COM SHOW DE DAVI


Após primeiro tempo fraco, em que as equipes não saíram do zero, CAV volta implacável e mostra que o novo meia do time é mesmo bom de bola

Por Caio Franco

Os times vinham de resultados discrepantes na 2ª rodada. O Di Primeira entrou em campo motivado após uma goleada de 5 a 1 em cima do Só Resenha, já o CAV não conseguira bater o Elefantes Indomáveis em um empate por 4 a 4. No entanto, ambos os times tinham um objetivo comum ao entrarem em ação no sábado. A meta era vencer e entrar na briga pela liderança. Melhor sorte teve o CAV, que conta em seu elenco com Davi, que mostrou em três rodadas que chega pra brigar de fato pelo MVP.

Apesar da qualidade das equipes e da necessidade de vencer, o primeiro tempo foi fraco. Sem grandes oportunidades, o Clube Atlético da Vila foi melhor nos primeiros minutos, trocando bons passes, mas errando nos detalhes. A partida seguiria assim até a metade do primeiro tempo.

A partir dos 14 minutos da primeira etapa, o Di Primeira equilibrou as ações. Ainda assim, o jogo seguiu sem grandes oportunidades e sem lances incisivos, mas ficou bem parelho. Mesmo com os times equiparados e o jogo sem muito volume, a primeira chance apareceu. O CAV esteve perto de marcar duas vezes num curto espaço de tempo. Marcel tocou uma bola longa para Caio Fleischamn, que tocou para Cidrão chutar forte na trave esquerda. Em seguida, aos 18, Bettoni faz lançou de sua área de defesa para Caio no meio. O camisa 10 tocou de lado cortando o marcador e experimentou dali mesmo. A bola ia em direção ao gol, mas Cadu desviou a escanteio.

Aos 20 minutos foi a vez do Di Primeira assustar. Após falha da zaga do CAV, Gui desperdiçou a grande chance do primeiro tempo. Apesar da leve superioridade do CAV na primeira etapa, o Di Primeira esteve mais perto de ir para o intervalo na frente. No entanto, isso não se concretizou e as equipes não saíram da igualdade sem gols no primeiro tempo.

Ao som do apito do árbitro iniciando a segunda etapa, o time do CAV despertou e o jogo ganhou um novo e acelerado ritmo. Logo nos dois primeiros minutos, Fofão desperdiçou grande oportunidade para o CAV e Marcão também perdeu ótima chance para o Di Primeira.

Ainda nos primeiros minutos da segunda parte, saiu o tento que inauguraria o placar. Com apenas 3 minutos de bola rolando, Diogo Moraes fez bela jogada e acertou a trave de Cadu. No rebote, Davi Ferreira abriu a conta para o Clube Atlético da Vila.

A partir desse gol, começou o show do camisa 5. O tento pareceu dar a confiança que Davi Ferreira precisava para brilhar e decidir. O craque foi implacável e, disparadamente, o melhor em campo.

Conjuntamente com a ascensão de Davi no jogo, o CAV cresceu e passou a dominar as ações. Essa superioridade resultou em números, quando, aos 5 minutos, Davi Ferreira limpou dois e bateu prensado, a bola sobrou livre para Cidrão, que ampliou o marcador para o CAV.

O domínio caveira era pleno. Aos 9 minutos, Davi fez nova bela jogada e passou para Cidrão, que errou na finalização. Mas um novo gol não passaria de 13 minutos, quando, após mais uma linda jogada de Davi, Cidrão recebeu livre e só teve o trabalho de empurrar para fazer o terceiro.

Com o terceiro gol o Di Primeira acordou. A partir dos 15 minutos, começou uma pressão rubra que parou em Bettoni e Davi, ambos precisos nos desarmes, ou na falta de pontaria do ataque. A primeira grande chance do Di Primeira na segunda etapa vem em um belo arremate de Marcão que passou muito perto. Em seguida, em mais um ataque do Di Primeira, Simon perdeu chance incrível de cabeça. Apenas um minuto depois, Marcão finalizou mais uma que passou perto da meta de Diego.

Quando a partida parecia fadada a um gol do Di Primeira, o CAV fechou a conta. O placar não poderia ter sido completado de forma mais bela. Após passe de Fofão, André Plec, em sua estreia pelo novo time, mostrou oportunismo e um lampejo de genialidade para marcar um golaço encobrindo o goleiro Cadu.

O Di Primeira sentiu o baque e o CAV retomou o controle do jogo. Novamente, o maestro Davi Ferreira fez grande jogada e lançou André Plec, que dessa vez desperdiçou oportunidade incrível. Coube a Caio o gol mais perdido do jogo. Ele mesmo roubou uma bola da defesa e tocou para Diogo. Este devolveu para Caio, que, livre e sem goleiro, pegou mal na bola e mandou para fora, para desespero do próprio jogador, que não marcou ainda no atual torneio. Ainda teve tempo do artilheiro Dri Ferreira acertar a trave no último minuto de jogo.

Com o resultado, as equipes invertem o momentum. A vitória eleva o moral do CAV, que fica na vice-liderança e se consolida na disputa pelo primeiro lugar, enquanto o Di Primeira cai para a 6ª colocação. Na próxima rodada, o CAV fará duelo já clássico ante o Arouca em disputa valendo a ponta. O Di Primeira encara o ascendente My Balls, buscando se reaproximar dos líderes.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Fúria 3 x 6 Primatas

PRIMATAS BATE FÚRIA EM EXIBIÇÃO SÓLIDA


Após susto no início, Primatas domina primeiro tempo e garante vitória sobre Fúria com mais uma bela atuação do artilheiro Marcelo Gama

Por Caio Franco

Ambos os times entraram em campo buscando sua primeira vitória na competição e vindo de resultados adversos. O Fúria havia sido goleado pelo Arouca, enquanto o Primatas vinha de empate com sabor de derrota contra o My Balls após estar ganhando por quatro gols de diferença na segunda rodada.

Dado o cenário e a importância do jogo para as pretensões dos dois times no campeonato, esperava-se muita disposição em um duelo movimentado. Os times não decepcionaram, atenderam à expectativa e fizeram jogo movimentado com boas chances e muita vontade.

O jogo começou em ritmo eletrizante e com o Fúria surpreendendo e tomando a iniciativa logo no início. Aos dois minutos, Thiago Motta bateu firme de fora da área e a bola só não balançou a rede porque Rodrigo Kampf praticou linda defesa de mão trocada. Logo em seguida, aos 3, Thiago Motta limpou bem o zagueiro, tabelou e bateu cruzado para abrir o marcador.

Apesar do susto logo nos primeiros minutos, o Primatas reagiu bem ao gol adversário e, rapidamente, tomou conta do primeiro tempo. Thiago Motta nem teve tempo de comemorar seu gol, já que, um minuto depois, após rebote de chute cruzado, Rafinha demonstrou oportunismo e escorou para empatar. O momento era ótimo para o Primatas, e Ricardo Juncioni enfiou a bola na medida para Marcelo Gama, que arrancou e tocou na saída do goleiro para o vira-vira. O artilheiro do Primatas fazia seu quarto gol na competição.

Após a virada, o Fúria se desestabilizou. Os jogadores passaram a errar muitos passes e encontrar muita dificuldade para se desmarcarem. Com isso o Primatas cresceu e fez mais um. Rafinha aproveitou lambança do goleiro, desarmado, e só teve o trabalho de rolar a bola para marcar o seu segundo no jogo e ampliar o placar para 3 a 1. Implacável, o Primatas voltou a modificar o placar dois minutos depois. Após bela troca de passes, M. Junior foi lançado e tocou com consciência na saída de Sucão.

Com 5 gols marcados em 9 minutos estonteantes, a partida caiu de ritmo depois da metade da primeira etapa. Nos minutos remanescentes, a monotonia só foi quebrada quando, aos 14 minutos, o MVP do jogo, Marcelo Gama, limpou bem o lance e quase fez um golaço por cobertura.

No segundo tempo, o Fúria equilibrou as ações, mas isso não ocorreu antes de sofrerem o quinto gol. Logo na saída, após finalização na trave, Nando demonstrou oportunismo e fez 5 a 1. A partir daí, o Fúria acordou e, aos 5 minutos, Thiago Motta acertou a forquilha em bela cobrança de falta. Logo em seguida, teve nova chance, mas finalizou para fora.

O esforço do Fúria na busca pela reação foi recompensado em seguida. Aos 7 minutos, Fábio Caruzo acertou belo arremate de fora e fez um golaço. O gol inflamou o jogo, mas o Fúria sofria com falhas na armação. Assim, o Primatas aproveitou para criar novas boas chances com Nando, que foi muito bem no segundo tempo. Aos 8, ele acertou a trave em finalização cruzada. Ele queria mais gols, mas, aos 9 minutos, saiu contundido após forte dividida.

A partir da contusão de Nando, o clima esquentou em campo. Os desarmes passaram a ser mais duros, as divididas mais firmes e, com isso, o jogo caiu em qualidade, mas ganhou em pegada e vontade. Nesse clima mais tenso, Guel começou a se destacar pelo Fúria com bons desarmes e muita iniciativa.

Ainda assim, o Primatas seguia melhor na partida, mas foi o Fúria que chegou ao gol. Após vacilo do Primatas, saiu o tento que reduziu a diferença para dois gols com 8 minutos de jogo ainda pela frente. Nesse momento, lembranças do empate cedido para o My Balls na rodada passada devem ter passado pela cabeça dos atletas e o time ficou nervoso.

Para liquidar a partida, um golaço. Aos 23 minutos do segundo tempo, após bela troca de passes, Thomas foi muito feliz no arremate e acertou um belíssimo chute para tranquilizar o jogo e garantir a vitória do Primatas. Com o golpe de misericórdia, Thomas deu números finais à partida – 6 a 3 – e espantou a possibilidade de mais uma recuperação heroica contra seu time.

O apito final criou disparidades na situação dos times. Enquanto o Primatas foi à quinta colocação e aspira objetivos mais altos no Chuteira de Ouro, o Fúria amarga a lanterna e vai ter que jogar mais para fugir da degola. Na próxima rodada, o Primatas terá uma boa chance de aproximar-se dos líderes, quando enfrenta o vice-lanterna Real Paulista. Já o Fúria encara o Elefantes Indomáveis em confronto direto na luta para sair da zona de rebaixamento.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

SNG 3 x 2 Arouca Jrs.

SNG SE FECHA E GARANTE VITÓRIA SOBRE AROUCA JRS.


Equipe contou com o brilhantismo de Tejeda para abrir vantagem e compactou a marcação para segurar o placar

Por Heron Ledon

A partida teve início desequilibrado, com domínio do SNG. Após dois gols sofridos, a equipe amarela acordou para o jogo e contou com Noal para correr atrás do marcador. No entanto, o duelo truncado no meio-campo tornou-se retranca total do time de Tejeda, que foi às redes em uma belíssima jogada. A garotada do Arouca Jrs. não conseguiu bloquear a defesa adversária e manteve-se com 6 pontos na tabela, mesmo número de seu oponente, mas com saldo de dois gols a mais.

Com apenas trinta segundos de jogo, por pouco, o goleiro Gui não deu um susto em sua equipe. Em contra-ataque do Se Não Guenta, Tejeda lançou Fabinho na ponta esquerda, que acertou um bonito chute de primeira em direção ao gol. O goleiro se atrapalhou e defendeu no susto com a mão; a bola ainda bateu em seu pé antes da zaga dominá-la e prosseguir com um novo lance.

O SNG dominava a partida, levava perigo ao adversário com as jogadas de Ronei e Tejeda, mas também avançava em bloco, confundindo a marcação. E foi assim que saiu o primeiro gol. O zagueiro Léo Mello carregou a bola do campo defensivo, passou por Deh e não viu mais marcador algum em sua frente. Chute forte, no alto, sem chances de defesa para Gui.

A equipe de amarelo não esboçava reação e mal chegava ao ataque. Dessa forma, levou o segundo aos 12 minutos. Tejeda arriscou de longe, e a bola desviou no meio do caminho. O goleiro foi mal no lance, pois realizou a defesa sem firmeza e aceitou que a gorducha ultrapassasse a linha do gol. No minuto seguinte, seu travessão ainda foi balançado no arremate de Ronei, após passe de Alemão.

O Arouca Jrs. tinha dificuldades de criar jogadas de ataque, quando Nelsinho diminuía o ritmo dos passes no meio-campo. Restava, então, a Noal se virar como podia – recebendo lançamentos – para diminuir o placar. E ele conseguiu aos 16. Após dividir com o goleiro Vairo, que ficou no chão, a bola sobrou para ele empurrar sozinho para o gol. O árbitro, por sua vez, não assinalou a falta, o que gerou inúmeras reclamações por parte dos atletas do SNG.

Tejeda tentou responder pela sua equipe ao cabecear livre, tirando a bola do goleiro, mas nenhum atleta chegou para completar, provocando o lamento do camisa 10. Já o Arouca Jrs. passou a atacar mais após seu gol – e teve boa chance em cobrança de falta de Noal defendida por Vairo – porém o domínio ainda era do oponente. Apesar da dificuldade do time amarelo na criação, a partida seguiu muito corrida, no entanto sem novidades até o final do primeiro tempo.

Tom entrou no lugar de Nelsinho e deu maior movimentação ao meio-campo dos garotos do Arouca. Entretanto eles tiveram de se render ao talento individual de Tejeda. Aos cincos minutos, ele puxou o contra-ataque e meteu uma linda sainha no marcador, que veio como louco na bola. Ao sair de frente com Gui, ele bateu com categoria, rasteiro, no canto direito. Um golaço e muita comemoração pelos seus companheiros.

O time de amarelo respondeu com um belo arremate de primeira de Heitor, ainda no campo de defesa, mas o goleiro Vairo foi buscar no alto, realizando ótima defesa no canto direito de seu gol. Felipe Augusto, do outro lado, também quis fazer golaço, porém desperdiçou a oportunidade ao receber um lançamento de lateral por Léo Mello e tocar por cima do goleiro; a bola subiu demais.

O erro do Arouca Jrs. foi dar um descanso a Noal. Sem ele, a equipe pouco avançava e chegava ao gol oponente. Tanto isso é prova que bastou o camisa 11 voltar a campo para diminuir o marcador. Após receber passe na entrada da área, ele viu o canto direito de Vairo livre e chutou forte, estufando as redes aos 13 minutos.

Quanto mais o tempo passava, mais o placar de 3 x 2 ficava enferrujado. O SNG já marcava com todos os homens no campo de defesa; praticamente não atacava mais. Assim, nem as algumas oportunidades de gol do Arouca Jrs. foram suficiente para deixar o duelo bonito, devido ao excessivo número de faltas cometidas por ambos os times. Não teve jeito: a retranca laranja e preto foi superior à pressão adversária.

O time de Tejeda conquista sua segunda vitória na Ouro e ocupada a 4ª colocação. Ele tem pela frente o vice-lanterna Bacana, o qual, por pouco, não virou para cima do É Verdadeee, mesmo jogando boa parte do tempo em desvantagem numérica. Mesmo com a derrota, o Arouca Jrs. fica uma colocação à frente do SNG e encara o Joga 13, que só ganhou até agora e teve o Rabeloska como sua última vítima, na virada por 3 a 2.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

Mulekes 12 x 1 MachuPichu

MULEKES ATROPELA APÁTICO MACHUPICHU


Time não toma conhecimento do adversário e o massacra desde o minuto inicial.

Por Heron Ledon

Um vexame. É o que resume o futebol apresentado pelo MachuPichu na vergonhosa derrota para o time de branco. A equipe ainda não pontuou na competição e tem a segunda pior defesa das três divisões do Chuteira, com 22 gols sofridos – só perde para o Fúria, que levou um a mais até agora. O Mulekes, enfim, desencantou na Ouro e sequer deu chances para o adversário respirar. Com a vitória, ele abre sua pontuação na tabela após vir de duas derrotas, para Rabeloska e Joga 13.

Bastaram 40 segundos para a mulekada abrir o placar. Rafinha Souza, pela esquerda, rolou para Alexandre, na linha de fundo, mandar para a área. O camisa 9, Armando, aproveitou o passe e bateu rasteiro para o gol. A bola ainda tocou no goleiro Pipo, mas ele não foi firme e a aceitou, para o banho de água fria em sua equipe.

O time da Cordilheira tinha dificuldades de chegar ao ataque e cometia algumas faltas. Assim, o marcador foi ampliado. Armando dominou a bola pela direita e a cruzou para o outro lado do campo, atravessando a área e a defesa. Rogerinho, então, estufou as redes de Pipo ao fuzilar de primeira.

Talvez a única boa chance do time de vermelho na etapa inicial foi desperdiçada ainda aos 11 minutos. Após cobrança de lateral, Cirota subiu livre de marcação na meta de Ricardo Salles, mas cabeceou para fora, no canto esquerdo. O pior estava por vir, só que de forma tripla.

Três minutos e três gols. O atacante Armando segurou a bola na linha de fundo e esperou o momento certo para rolar a Victor, que, consciente, bateu cruzado ao gol. O quarto tento saiu do chute da intermediária de Rafinha Souza; a bola ainda desviou no marcador antes de entrar. Caio, zagueiro adversário, bobeou na saída de bola e a entregou de presente para Victor anotar seu segundo na partida.

O quinto gol, provido do vacilo de Caio, abalou o MachuPichu, que pediu tempo para tentar algum ajuste na equipe. Em vão. A pelota rolou e foi pega por Rafael Alves na intermediária. O camisa 4 arriscou e acertou um chute rasteiro no canto direito de Pipo, que parecia já não ter mais vontade de ir na bola.

Na verdade, a equipe toda do MachuPichu aparentava perdida desde que sofreu o segundo gol. A coletividade não funcionava; muito menos as jogadas individuais. Passes, então, nem se fala. Era uma chuva de erros – e de gols. Pênalti de Tebas em Armando no último lance do primeiro tempo. O camisa 9 não titubeou e mandou para o gol. A bola ainda tocou no travessão antes de entrar.

O ataque versus defesa não cessou na etapa final. Bem que João conseguiu fazer o gol de honra, mas nada que entusiasmasse sua equipe ou abalasse a adversária. Aos 3 minutos, ele recebeu no meio-campo, carregou, limpou e chutou rasteiro no canto esquerdo de Ricardo, que, apesar de pular, não alcançou a bola.

A zaga do MachuPichu insistia em bater cabeça e deixar espaços livres ao oponente. Resultado: mais três gols! Leco, na linha de fundo, recebeu de Rogerinho e bateu. A gorducha passou por entre as pernas de Pipo e entrou. Em seguida, bola na meta adversária, e Rafinha chegou livre de marcação para fazer o nono de sua equipe. O décimo veio aos 12 com o capitão Gian. Ele aproveitou sobra na entrada da área e bateu para o gol sem chances de defesa para o goleiro.

O time vermelho ainda mandou a bola no travessão de Ricardo no chute de Thiago Branco. No entanto, a vaca não só deitou, como foi enterrada. Rafael recebeu na ponta esquerda e chutou cruzado para o fundo das redes. Faltando dois minutos para o apito final, Giancarlo segurou na linha de fundo e rolou para Alexandre fechar a goleada. Ufa!

O MachuPichu segue firme na lanterna do Grupo B e jogará contra o Rabeloska, de Vasko e Norton, que perdeu por 3 a 2, de virada, para vice-líder Joga 13. Já o Mulekes tenta se estabilizar no campeonato, mas tem difícil parada contra o invicto Fiorella, o qual derrotou o Jeremias pelo placar de 3 x 1, no destaque do camisa 10 João Paulo.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Arouca 4 x 2 Só Resenha

AROUCA VENCE SÓ RESENHA EM PARTIDA QUENTE


Atual campeão soma 3ª vitória e segue líder após partida que teve confusão, bate boca e a expulsão por agressão de Orley

Por Caio Franco

Antes de a bola rolar, os times vinham de momentos completamente adversos. Enquanto o Arouca chegava embalado por goleada sobre o Fúria, o Só Resenha amargava uma goleada sofrida para o Di Primeira na segunda rodada. A partida era essencial para motivar os times para a sequência da competição.

O jogo respondeu à altura de sua importância e foi movimentado desde o primeiro minuto. Aos 2 minutos, Sanny teve a primeira grande chance para o Só Resenha, mas finalizou à esquerda da meta de Maurício. Em seguida, o Arouca responderia em grande estilo. Apenas um minuto após a tentativa de Sanny, o artilheiro da competição, Marquinhos Bohn, acertou cobrança de falta com perfeição, sem chances para Papa Burguer, e abriu o contador para o Arouca.

Apesar de ter sofrido o gol, o Resenha prosseguiu bem na partida, marcando firme e se movimentando bem. Aos 14 minutos, essa vontade foi recompensada com o talento de Mirandinha. O camisa 8 fez bela jogada individual, limpou três defensores do Arouca e arrematou para igualar o marcador.

Após o empate, o jogo seguiu com ritmo movimentado. Os times não cadenciaram o duelo e persistiram na velocidade e muita pegada. Aos 16 minutos, bela tabela entre Renanzinho e Mota, que bateu cruzado com muito perigo. O Só Resenha respondia com Mirandinha, o destaque da partida na primeira etapa.

O jogo persistiu muito parelho por todo o primeiro tempo, mas o Só Resenha conseguiu marcar antes do intervalo. O jogo continuava lá e cá, muito agradável de assistir. Aos 21 minutos do primeiro tempo, Valdir protegeu a bola dentro da área do Arouca e foi derrubado. O árbitro marcou penalidade máxima. Bola colocada na marca da cal, aos 22 minutos, e Darian não titubeou: bateu firme e alto no canto esquerdo de Maurício para fazer 2 x 1.

O ritmo do jogo persistiu inalterado até o derradeiro instante do primeiro tempo. Porém, antes do intervalo Renanzinho fez grande jogada e rolou no meio para Orley, que acertou o travessão de Papa Burguer e desperdiçou a chance de empate do Arouca.

No segundo tempo, o jogo voltou mais cadenciado, com a paridade entre os times e muita disposição e garra. Aos 4 minutos, Cris bateu falta que passou perigosamente à esquerda. Em seguida o Arouca respondeu: Thiaguinho chutou cruzado e a bola passou rente à trave. Um minuto depois, em nova investida, Thiaguinho acertou bela enfiada para Tili, mas Papa Burguer saiu bem do gol para fazer a intervenção.

O princípio de pressão do Arouca foi recompensado minutos mais tarde. Aos 11 da segunda etapa, Markinhos acertou chute cruzado rasteiro de fora e deixou tudo igual na contagem. Esse gol mudaria toda a história do jogo.

Com o gol o Arouca cresceu e o Só Resenha se desestabilizou. O time resenheiro realmente sentiu o golpe e, aos 12 minutos, Renanzinho quase marcou o da virada em chute cruzado. Aos poucos Thiaguinho foi se sobressaindo e dominando as ações do Arouca. Aos 15 minutos, Papa Burguer saiu mal e a bola sobrou para o camisa 31, que desperdiçou chance incrível.

A partir desse lance, o clima começou a esquentar. Os times faziam jogo muito igual e leal, mas de repente as divididas passaram a ficar mais fortes e o clima começou a esquentar. Aos 18 minutos do segundo tempo, começou uma discussão grande em torno de um cartão a Thiaguinho. Os dois times discutiram e após apaziguada a situação, Orley foi expulso por agressão a jogador do Resenha.

Com a bola rolando, ocorreu a grande virada do Arouca. Aos 27 minutos, com mais de 10 parados em decorrência da confusão, Renanzinho e Thiaguinho tabelaram e este marcou um belo gol para decretar a virada. Em seguida, o Arouca liquidou a fatura após bela jogada de Renanzinho, que cruzou para Markinhos escorar para definir o 4 x 2 no placar.

O jogaço foi marcado por muitas emoções e ânimos quentes. Além disso, contou com todos ingredientes de um grande duelo, culminando com um vira-vira nos acréscimos e torcidas presentes e exaltadas. Enfim, o duelo contou com tudo o que podia para se transformar em um confronto memorável entre duas ótimas equipes.

Após o jogo, o Arouca segue líder e 100%. Com a vitória, o primeiro colocado do Grupo A confirma seu favoritismo e se isola na liderança, enquanto o Só Resenha fica só na sétima colocação, posição que não condiz com a qualidade da equipe. Na próxima rodada, o Arouca faz duelo mais do que esperado contra o CAV em briga direta pela liderança. Já o Só Resenha tenta sua recuperação em jogo duro contra o SPQSF.

XIV CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

Jeremias 1 x 3 Fiorella

FIORELLA VENCE MAIS UMA E É LÍDER ISOLADO


Equipe comandada por João Paulo leva susto nos primeiros minutos, mas se recupera, domina o jogo e vira para cima do Jeremias

Por Heron Ledon

A equipe de verde bem que agrediu no comecinho o jogo e chegou ao gol, no entanto ele serviu para despertar o líder do Grupo B, que dominou o duelo a partir de então. Os gigantes Mauricio Leal e João Paulo ganhavam todas pelo alto, mas cabeceavam mal, sem potência. Já que por cima não dava certo, o jeito foi colocar a bola no chão e liquidar a partida nos minutos finais da etapa final.

O Jeremias atacava com Tingão pelo meio e principalmente com Vini subindo de trás em velocidade. E foi com ele que sua equipe abriu o placar aos 3 minutos. Murilo cobrou lateral para dentro da área, mas o zagueiro não alcançou. A bola sobrou, então, para o camisa 30 completar para dentro das redes de Franklin.

Com o gol, o Fiorella se postou melhor em campo e teve maior posse de bola. Ele tentava o empate nos lançamentos à área para os cabeceios de João Paulo e Mauricio, no entanto as chances eram desperdiçadas pelos grandalhões.

A partia seguia muito truncada no meio-campo, visto que ambas as defesas se fechavam bem nos ataques oponentes. O jeito, então, era mesmo tentar por cima. Aos 18 minutos, em cobrança de escanteio, Mauricio desviou para Serafim testar a bola no travessão. A zaga, enfim, afastou o perigo após perder mais uma de cabeça.

O goleiro Hugo saiu bem em nova investida de Mauricio, evitando o empate. Enquanto os atacantes de seu time buscavam rápidas jogadas de contra-ataque, a defesa falhou. Rogério tocou para João Paulo na linha de fundo, que cruzou forte para a área. O zagueirão Thiago Bim foi mal no lance e afastou a bola para dentro de gol. Ela ainda tocou no travessão antes de entrar. Era o empate de presente ao Fiorella aos 23 minutos.

Na volta para a segunda etapa, o Jeremias teve ótima chance de voltar à frente do marcador. Maurício – xará do Leal – recebeu passe pela direita, em contra-ataque, mas, na saída do goleiro, quis dar de cobertura, porém mandou a bola muito por cima, para reclamações de seus companheiros.

A equipe de verde voltou melhor que no primeiro tempo, principalmente com a entrada do próprio Mauricio. Assim, a partida ficou mais equilibrada. Entretanto, os gols só não saíam porque os dois times pecavam no último passe, desse modo, os goleiros pouco eram exigidos – a não ser Hugo, que fez boa defesa no arremate de Leal dentro da área.

O Fiorella já não tentava tantos lançamentos na área como no primeiro tempo e decidiu, de vez, colocar a bola no chão ao recuar João Paulo para o meio-campo. O camisa 10, então, juntou-se ao rápido Serafim para armar as jogadas de ataque e tabelar com Mauricio Leal dentro da área.

O resultado dessa mudança tática só veio nos minutos finais, mas foi o suficiente para garantir a virada sobre o Jeremias. Serafim carregou a bola e tocou para Leal, que a devolveu ao fazer o pivô. O meia, então, bateu de fora da área, rasteiro, no canto direito de Hugo. Em cobrança de escanteio, Leal subiu de cabeça, ganhando do goleiro, e tocou para João Paulo, o qual, de costas para o gol e ao lado da trave, perdeu a chance de ampliar ao errar toque de letra. Em seguida, o camisa 10 fez o simples e bateu cruzado para o fundo das redes após receber passe pela direita. 3 a 1 e fim de jogo!

O Jeremias segue com três pontos na tabela e enfrentará o É Verdadeee, que derrotou no sufoco o time do Bacana por 3 a 2. O Fiorella continua líder e implacável na Ouro. Ele terá pela frente o Mulekes, que conquistou sua primeira vitória ao massacrar o MachuPichu pelo placar de 12 x 1.
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