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CHUTEIRA NEWS: XIII CHUTEIRA DE OURO: 3ª RODADA

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Real Paulista 0 x 1 Mulekes

COM PLACAR MAGRO, MULEKES SEGUE INVICTO


Time de Pipo joga melhor, mas não amplia saldo de gols e segue em terceiro na tabela

Por Alex Araujo

O Mulekes foi melhor durante todo o jogo, principalmente no primeiro tempo, mas não conseguiu aproveitar as chances e ficou apenas no 1 x 0. O goleiro Alemão foi o destaque, trabalhando bastante e frustrando quase todas as tentativas do atual campeão.

A primeira etapa foi toda do Mulekes. A equipe tinha qualidade para avançar ao ataque e, sem a bola, sabia marcar a saída do adversário. O Real Paulista praticamente assistiu o time branco jogar. Chances não faltaram, mas o gol tardou a sair. Logo aos 3 minutos, após boa tabela pelo meio, Gian bateu para a primeira defesa de muitas de Alemão. Em seguida, lançamento da defesa ao ataque, Barata recebeu, fez o giro e bateu. Nova defesa de Alemão.

O jogo seguiu nisso por todo o primeiro tempo. Leco teve liberdade pra trazer pela esquerda e chutar da ponta da área. Barata teve outra chance, após cruzamento do camisa 11. Gian apareceu de novo com chute perigo. Todas as oportunidades parando no goleiro, mas uma hora a bola ia entrar. No finalzinho do primeiro tempo, Robinho recebeu na esquerda, fez o giro pra cima do zagueiro e chutou, dessa vez sem chances para Alemão. O Real ainda chegou uma vez antes do intervalo com Xexé, mas a bola parou na zaga. E Leco quase ampliou: batida forte no cantinho direito do goleiro, que foi buscar, operando um milagre.

O segundo tempo teve bem menos lances de perigo. O Real melhorou e equilibrou em posse de bola, mas a criação de ambas as equipes deixou a desejar. Com um minuto de jogo Rafinha girou e bateu rasteiro. A bola raspou a trave esquerda do goleiro. Ele ainda apareceu, de novo, em cabeceio fraco, fácil pra defesa. Duhzinho teve a chance de empatar ao sair cara a cara com Diego, mas demorou pra definir a jogada e o goleiro ficou com a bola. O camisa 2 ainda deixou passar boa enfiada e desperdiçou outra oportunidade.

O Real Paulista conseguia ficar mais tempo com a bola no ataque, mas não criava lances reais de perigo, e assim quase foi castigado. Aos 8 minutos, Barata levou pela esquerda até a linha de fundo e cruzou pro meio, a bola passou pelo goleiro e Leco, debaixo do gol, pegou mal na bola e acertou o travessão, desperdiçando a chance mais clara do segundo tempo.

A partir daí o jogo ficou mais monótono. Panela ainda arriscou um chute perigoso quase do meio de campo, mas parou nas mãos de Diego. O Real tocava mais a bola e se mantinha no ataque, enquanto o Mulekes jogava no contra-ataque. Porém, mais nada de interessante aconteceu e o placar ficou no magro 1 x 0.

Na próxima rodada o Real Paulista pega o SNG, jogo duro contra um dos invictos. O Mulekes, por outro lado, pega o Roleta Olímpico, que ainda não venceu no campeonato, e tenta a 4ª vitória consecutiva.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

CAV 5 x 3 Bacana

CAV SE IMPÕE NO SEGUNDO TEMPO E DEIXA BACANA COM O SINAL AMARELO LIGADO


Após primeiro tempo equilibrado, atual campeão da Prata domina a etapa final e mantém a liderança

Por Luiz V. Andreassa

O duelo entre CAV e Bacana era o jogo mais promissor desta terceira rodada. De um lado, o badalado campeão da Prata; do outro, o atual vice-campeão da Ouro. Todavia, no campeonato atual, as duas equipes vivem realidades bem diferentes, o que se mostrou também em quadra. O time de Caio Fleischmann fez 5 x 3, conseguiu sua terceira vitória em três jogos, manteve a liderança do Grupo B e jogou o rival para a penúltima colocação.

Embalado pelos resultados recentes, o CAV não teve medo de ir para cima e pressionar a saída de bola do rival nos primeiros minutos, rondando perigosamente a meta defendida por Guido. Quando o Bacana conseguiu se acalmar e ajeitou a marcação, as ações ficaram mais equilibradas, e o jogo começou a se desenhar como um duelo de cachorro grande. Rômulo, sempre perigoso pelo lado esquerdo, ganhou dividida, ficou cara a cara com o goleiro e só não abriu o placar porque Quinta soube fechar bem o ângulo. Aos 8 minutos, Demehur cobrou escanteio, a defesa atlética não conseguiu tirar e Kiwi, livre na área, cabeceou para fora, perdendo chance incrível.

E como já diz o ditado, como o Bacana não fez quando teve sua oportunidade, não demorou a levar o castigo. No momento em que o CAV não encontrava muitos espaços diante da marcação eficiente do rival, Teté recebeu belo lançamento, disparou pela lateral direita e passou para Caio Fleishmann, na cara de Guido, tentar a finalização algumas vezes e fazer a bola entrar quase que na marra. Logo na sequência, Quinta quase fez um gol antológico ao arriscar do campo de defesa e ver a bola sair raspando no travessão da outra meta. Se o guarda-metas foi bem neste lance, no próximo acabou se confundindo todo com Martin. O camisa 14 recuou a bola e Quinta acabou deixando a redonda passar e ir para as redes. Como não há gol contra no futebol society, o tento foi anotado para Kiwi. Piada, né?

O gol de empate deixou o Bacana animado, e, assim, a equipe dourada foi tomando o controle das ações e, comandada por Rômulo, chegou muito perto de virar. Primeiro, o camisa 11 ganhou da marcação pela esquerda e encheu o pé, Quinta espalmou e a defesa tratou de afastar o perigo. Pouco depois, Rômulo deu um passe açucarado para Kiwi sair em contra-ataque e disparar um foguete, que passou bem perto do ângulo esquerdo. O CAV encontrava poucos espaços para criar as jogadas e se via obrigado a arriscar de média e longa distância. Contudo, foi Rômulo quem apareceu de novo e quase fez um golaço, ao soltar uma bomba da meia direita que explodiu na trave. No último lance de perigo no primeiro tempo, Bettoni deu a resposta com uma finalização do meio da quadra que desviou no meio do caminho e, por pouco, não resultou em gol.

A segunda etapa começou do mesmo jeito da primeira, com o CAV marcando no campo adversário e tentando se impor. E, assim, as chances de gol foram aparecendo. Melhor jogador em quadra, Marcel quase fez o seu com um chute rasteiro que passou a poucos centímetros de entrar no canto esquerdo. Na sequência, Diogo achou Fred bem colocado na área, mas este acabou finalizando para fora. Com o Bacana tendo dificuldades na saída de bola e apenas vendo os rivais tocarem, o revés parecia uma questão de tempo. E assim foi: Marcel serviu Fred dentro da área, pelo lado esquerdo, e o camisa 9 desta vez não titubeou, concluindo com calma e categoria para recolocar o CAV na frente do marcador.

O equilíbrio da primeira etapa já havia virado lembrança e logo se concretizou no placar. Mais uma vez apoiando bem pelo lado direito, Teté passou para Diogo desviar dentro da área e fazer 3 x 1. Preocupado, o técnico bacanense Marcelão pediu tempo. Mas isto tampouco mudou o panorama da partida. Fabiano quase ampliou a vantagem ao encher o pé dentro da área e ser impedido pela defesa, a qual tirou em cima da linha. Mais eficiente foi Martin, que recebeu passe de Gui e, da entrada da área, mandou um chutaço no ângulo para transformar a vitória em goleada.

Mesmo diante de tão adversa situação, o Bacana encontrou forças para descontar e ameaçar uma reação. O responsável por isso foi Demehur, que dominou na entrada da área e encheu o pé esquerdo, batendo cruzado para vencer o goleiro Lelê, que havia entrado no lugar de Quinta. Todavia, a alegria durou pouco, porque apenas um minuto depois Caio Fleischmann, bem ao estilo Renê, aproveitou uma sobra na área, dominou no peito e concluiu para as redes.

Rômulo ainda conseguiu dar uma sobrevida à sua equipe com um golaço: ele dominou na área, limpou a marcação e, de frente para o arqueiro, bateu no lado esquerdo da meta. Com a desvantagem novamente diminuída, o Bacana recuperou o ânimo e foi para cima nos minutos finais. Na chance mais perigosa, Guitolê rolou para Gustavo Izique mandar uma pancada do meio da rua, a qual foi bem defendida por Lelê. Pouco depois, Kiwi arrancou em contra-ataque, botou a bola na frente e saiu da marcação; o problema é que a bola correu demais e ele se esforçou tanto para evitar sua saída que acabou se machucando. O camisa 8 teve de sair carregado depois de alguns minutos. Após isso, o árbitro encerrou a partida.

Assim, o CAV garantiu a merecida vitória, mostrou mais uma vez a sua força e garantiu a primeira posição, a qual vai ser posta em disputa no jogaço contra o Arouca, segundo colocado, no próximo sábado. Já o Bacana liga o sinal de alerta e terá pela frente um embalado SPQSF.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Arouca Jrs. 3 x 3 Roleta Russa Olímpico

ROLETINHA COMEÇA BEM, MAS DEIXA ESCAPAR PRIMEIRA VITÓRIA


Equipe sai na frente do Arouquinha, mas cede empate, que não foi bom para ninguém

Por Alex Araujo

Parecia que o Roletinha desencantaria na Ouro quando o time abriu 2 x 0 e comandou o primeiro tempo. Porém, depois do primeiro gol adversário, a equipe de Vadão perdeu a mão (ou o pé) e viu Noal salvar a pátria aroucana, evitando a terceira derrota consecutiva. O empate segurou as duas equipes na parte de baixo da tabela com um pontinho apenas.

O primeiro tempo começou com o Roletinha comandando o jogo. A equipe deixava o adversário tocar bola no campo de defesa, e armava a marcação no meio de campo de forma que não deixava o Arouca Jrs. chegar ao ataque. O sistema defensivo deu certo durante quase todo o primeiro tempo. Quando no ataque, tinha paciência e conseguia levar perigo. Logo aos 5 minutos, em jogada pela esquerda, Ceron acertou chute no travessão, e, aos 8, Kuminha teve chute travado que ficou com o goleiro.

O Arouquinha conseguiu chegar em jogada de Gothardo pela esquerda. Ele tocou para Nelsinho, que obrigou Edu a fazer boa defesa. Aos 15, o Roletinha conseguiu abrir o placar. Após falta cobrada pelo adversário que resultou em contra-ataque, a bola sobrou com Matarazzo, que só tirou do goleiro.

O Arouquinha tocava bola de um lado ao outro, mas não conseguia achar espaços. Um minuto depois do gol, Gothardo errou passe no seu campo tocando fraco pro meio, Kuminha interceptou e avançou com facilidade pra tocar na saída do goleiro. Além de não conseguir atacar, o time de amarelo começou a errar passes. Em outro contra-ataque, dessa vez puxado por Matarazzo, Brian chutou, o goleiro desviou e a bola ia entrando, mas a zaga apareceu para tirar em cima da linha.

Apesar do domínio do Roletinha, Noal conseguiu achar um gol que fez sua equipe respirar de novo. Boa chegada pela esquerda, batida cruzada de fora da área, bem ao seu estilo. A canhotinha funcionou, hein? Depois do gol, a marcação do Roleta afrouxou e o Arouquinha conseguiu se manter mais no campo de ataque, mas o primeiro tempo terminou assim.

A segunda etapa já começou quente. Nelsinho levou cartão azul logo de cara por acertar Brian fora do lance e teve sair de campo. O Roletinha aproveitou o momento, mas o adversário é quem conseguiu chegar ao gol. Aos 8 minutos, mais uma vez Noal, chutou meio sem ângulo, e a bola passou pelo goleiro. Era o empate.

A partir daí o jogo mudou. O Roletinha se perdeu na marcação. Até tentou restabelecê-la, mas o Arouquinha tocava bem e conseguia fazer a bola rodar. Aos 16 minutos quase veio a virada. Bruno puxou contra-ataque e bateu de longe, mas o goleiro pegou e deu rebote. Felipinho acertou o travessão. A bola ainda pingou fora do gol e saiu.

No fim, Brian mal voltou ao campo e roubou bola no ataque, que sobrou com Kuminha, que devolveu na frente pro camisa 23, que só teve o trabalho de tirar do goleiro. O placar parecia definido, mas o árbitro não encerrou a partida e marcou falta lateral no campo de defesa do Roletinha, justamente a 8ª falta. No tiro de 9 metros, Noal bateu firme e empatou, fechando o placar.

Na próxima rodada, nenhuma das duas equipes terá vida fácil. O Roletinha pega o Mulekes, e o Arouca Jrs. encara o Rabeloska, ambos invictos e líderes. Só pedreira.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

Arouca 4 x 1 Jeremias

AROUCA PASSA POR CIMA DO JEREMIAS


Em tarde inspirada, Thiaguinho abre e fecha a goleada com chutes potentes

Por Luiz V. Andreassa

Olhando para a tabela, as colocações de Arouca e Jeremias sugeriam um duelo de certa forma desigual. Enquanto a esquadra amarela e azul briga pelas primeiras colocações, o adversário se preocupa mais em fugir do rebaixamento e evitar a queda. Para simbolizar essa diferença, o placar caiu como uma luva: 4 x 1, sem choro nem vela, apesar de não ter sido tão fácil assim.

Os primeiros minutos já confirmavam as impressões expostas no parágrafo acima. Com a marcação adiantada, o Arouca marcava no campo de ataque e pressionava em busca do gol, mesmo sem criar chances muito claras. A primeira delas só veio aos 5 minutos, quando Renanzinho chutou da direita, a bola desviou na defesa e bateu no ombro do goleiro Luiz Gustavo antes de sair pela linha de fundo. A jogada serviu como um prenúncio do que estava por vir. Dois minutos depois, Thiaguinho soltou a bomba da meia direita para vencer o arqueiro e abrir o placar.

O Jeremias apenas se encolhia na defesa e mal conseguia passar da linha do meio da quadra. Por outro lado, o Arouca controlava o jogo como um gato que brinca com o seu novelo de lã, movendo-o de um lado para outro sem dar o golpe incisivo. Foi somente aos 19 minutos que o gato quase foi surpreendido: Roger apareceu de surpresa dentro da área, finalizou e só não empatou porque Kino estava esperto para fazer a defesa.

A resposta veio por parte de Orley, que entrara para ocupar a posição de referência na frente e quase deixou o seu ao dominar pela direita, girar e concluir para gol, obrigando Luiz Gustavo a espalmar para fora.

A grande chance de ampliar a vantagem veio quando o árbitro apitou a oitava falta do Jeremias. Mas faltou força na cobrança de Marquinhos Bohn e o guarda-metas conseguiu cair no canto direito para defender. Mas essa falta de força na cobrança da falta não fez falta (eita) no fim das contas. A um minuto do fim da etapa inicial, Mota recebeu sem marcação pelo meio e bateu de chapa; desta vez faltou força para o goleiro, que espalmou para dentro.

Depois do intervalo, os jogadores de azul e branco voltaram à quadra dispostos a mudar o panorama e entrar no jogo mais uma vez. Para isso, a equipe apostou em rápidas trocas de passes – de forma a evitar a marcação adversária. Deu certo. Em um dos primeiros lances, Pedro Filipe recebeu pelo meio, limpou bonito a jogada e bateu para defesa do goleiro. Logo depois, foi a vez do insistente Roger tentar a finalização duas vezes dentro da área, ambas bloqueadas pela zaga rival. Todavia, a melhora de nada basta se não vem com ela a eficiência. E neste quesito o Arouca fez bonito, aproveitando sua primeira jogada perigosa no segundo tempo para fazer 3 x 0. Após dominar na meia esquerda, Marquinhos Bohn girou e finalizou de canhota para defesa de Luiz Gustavo, mas a redonda sobrou no pé de Markinhos, que só teve o trabalho de empurrá-la para dentro.

Apesar de quase definida, a partida seguia equilibrada nas ações ofensivas. Para desequilibrar, Thiaguinho encheu o pé, após passe de Vitor, para acertar o canto direito, sem chances de defesa para o arqueiro, e transformar a vitória parcial em goleada. Honrado, o Jeremias seguiu tentando pelo menos diminuir a desvantagem, e passou perto de fazê-lo ao pressionar em um bate-rebate na área adversária, no qual a bola sobrou para o artilheiro Marcelo Toretta chutar forte e obrigar Kino a fazer boa defesa. Já perto do apito final o esforço foi recompensado, e o Jeremias conseguiu seu gol de honra com Camillinho, que completou de primeira dentro da área um passe de Toretta, vindo do lado direito.

Com a derrota, o Jeremias foi para a última colocação no Grupo B e terá a chance de se recuperar na próxima rodada contra o Elefantes Indomáveis, que tem apenas um ponto a mais. Na parte de cima, o Arouca terá pela frente o CAV, em um duelo valendo a liderança – que promete ser um dos grandes jogos da primeira fase. Imperdível.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

SPQSF 5 x 3 Bufalos

MENEGUELO FAZ TRÊS E DEFINE PRIMEIRA VITÓRIA DO SPQSF


Após conquistar o empate no fim do primeiro tempo, Bufalos sucumbe no segundo e leva a goleada

Por Luiz V. Andreassa

O SPQSF mostrou momentos de bom futebol e conquistou uma vitória justa contra o Bufalos. O triunfo rendeu a quarta posição para o time de laranja, que usou um uniforme com listras laranjas e brancas, fazendo os desavisados confundirem com o do Elefantes Indomáveis.

Desde os primeiros momentos o SPQSF se mostrou mais ligado em quadra e trocava passes em alta velocidade. A defesa adversária sentia dificuldades para acompanhar o ritmo forte, como no primeiro lance de perigo, no qual Marinho limpou a marcação e finalizou. A bola desviou na zaga e sobrou para Di Dicredo e Raoni finalizarem, ambos parando no goleiro Roger. Pouco depois, Douglas passou para Jaja concluir a gol e exigir nova intervenção de Roger, e o mais incrível aconteceu quando o rebote foi nos pés de Di Dicredo, o qual tinha o gol aberto e acabou acertando a trave. Entretanto, depois da falha veio a redenção: Di Dicredo completou cobrança de lateral vinda do lado esquerdo com uma cabeçada precisa e abriu o placar.

Aos poucos o Bufalos soube aumentar a sua posse de bola e sair do sufoco, chegando a assustar Serafim, com um chute de longa distância executado por Julio. Mas o jogo ainda estava sob controle do SPQSF, que não corria grandes riscos e ainda chegava ao ataque. Isso aconteceu aos 22 minutos, quando Febem recebeu assistência de Jaja pelo lado esquerdo e finalizou na saída do goleiro para fazer 2 x 0. Insatisfeito em servir apenas um companheiro, Jaja acabou fazendo uma verdadeira assistência para o rival Kaike, ao sair jogando mal de sua área e deixando o camisa 7 do Bufalos em ótimas condições para bater no canto esquerdo e descontar. E, para surpresa geral da nação, apenas um minuto depois, o mesmo Kaike recebeu lançamento do goleiro Roger, saiu da marcação e, de frente para Serafim, mandou para dentro.

Depois do empate relâmpago ainda houve tempo para Julio se empolgar e, ao fazer uma falta, acabar se machucando e ter de deixar o jogo. Na cobrança, Jaja rolou para o outro lado, onde Portuga encheu o pé de primeira e a bola passou raspando o travessão. Foi o último lance do primeiro tempo. Depois do intervalo houve uma repetição daquilo que aconteceu no começo da partida, com o SPQSF impondo ritmo forte e quase voltando à frente do marcador, em lance no qual Jaja recebeu de Gama pelo lado esquerdo e chutou exigindo boa defesa de Roger. O Bufalos foi mais incisivo nas bolas paradas e, em cobrança de falta ensaiada, Kaike serviu Marcos Mendes com belo passe de calcanhar, e este bateu em cima de Guto, goleiro que entrara no lugar de Serafim.

Comandado por Kaike e Dinho, a esquadra azul e branca, aos poucos, foi tomando as rédeas da partida e passou a ser mais perigosa. Inspirado, Kaike, por muito pouco, não virou ao dominar na esquerda, girar e mandar no cantinho. Para decidir em favor do SPQSF, apareceu o grande herói do jogo, o qual, até então, estava meio sumido. Após roubar a bola da zaga pela ponta direita, Jaja rolou para Meneguelo completar de carrinho dentro da área e fazer 3 x 2.

Foi aí que o jogo pegou fogo, e ficou completamente imprevisível, com chances para os dois lados. Ora Jaja criava alguma boa chance pelo SPQSF, ora Kaike respondia e assustava o adversário. Com tantas chances de gol, uma hora a rede ia voltar a balançar, e o responsável por isso foi mais uma vez Meneguelo: o camisa 4 recebeu pela esquerda, quase na linha de fundo, e, mesmo sem ângulo, bateu de bico para fazer um belo tento.

Dois minutos depois veio a resposta, na mesma moeda, em cobrança de falta na qual Arnaldo bateu na bola com categoria e acertou o ângulo direito. Todavia, a reação parou por aí, pois mais uma vez Meneguelo foi decisivo, desta vez recebendo livre dentro da área, girando e concluindo na saída de Roger.

Ainda deu tempo para Marcos Mendes tirar tinta da trave em conclusão, após passe de Dinho, mas a vantagem do SPQSF já era segura e foi mantida até o fim. Com o hat-trick de Meneguelo e as assistências – a favor e contra – de Jaja, a equipe laranja conseguiu sua primeira vitória no campeonato e subiu para a quarta posição, seguido de perto pelo próprio Bufalos.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Di Primeira 2 x 4 SNG

SNG MANTÉM INVENCIBILIDADE E SEGURA DI PRIMEIRA NO MEIO DA TABELA


Tricampeão confirma bom início de competição e impede Di Primeira de chegar perto dos líderes

Por Alex Araujo

O primeiro tempo começou com o Di Primeira chutando a gol, mas não demorou para o adversário tomar conta da partida. O SNG marcava a saída de bola e, quando atacava, tinha boa movimentação. Ronei teve a primeira chance chegando pela direita. Ele bateu cruzado, mas mandou pra fora. O Di Primeira tentava o contra-ataque, mas errava os passes. Sem conseguir furar o bloqueio preto, tentavam chutes de fora da área, porém, a pontaria deixava a desejar.

Aos quinze minutos, Ronei fez jogada pela direita e tentou bola esticada pra Renê, mas o camisa 11 não alcançou. Menos de um minuto depois, Renê, dessa vez, não desperdiçou: recebeu no meio campo, trouxe até a intermediária – a zaga deu espaço – e arriscou, acertando um belo chute. Ferrugem foi na bola, mas não conseguiu evitar o gol.

Em seguida foi a vez de Ronei ampliar. O camisa 13 recebeu no meio, cortou pra direita e bateu forte, a bola acertou o travessão e pingou dentro do gol. O árbitro viu e anotou: 2 x 0. O time de preto não parou por aí: continuou atacando e, aos 20 minutos, conseguiu fazer o terceiro. O goleiro rebateu bola chutada pro gol, que sobrou com Ricco, que não teve dificuldade pra deixar o seu. Antes do intertvalo Dodo quase diminuiu: chegou driblando e bateu, a bola desviou na zaga e quase matou o goleiro.

Na segunda etapa, o SNG veio tranquilo, tentando segurar o adversário e chegar nos contra-ataques. Por sua vez, o Di Primeira mudou seu jogo: veio trabalhando mais a bola. Lapinha começou a chamar o jogo e logo criou lances de perigo. Aos 6 minutos fez um verdadeiro golaço: dominou passe, cortou pro meio, fingiu o chute, deixou o zagueiro no chão, cortou de novo e acertou o ângulo de fora da área.

O time vermelho viu que dava pra chegar. Lapinha, de novo, veio trazendo pelo meio, abriu pra esquerda e tocou no meio, onde Dri apareceu pra completar e diminuir a 2 x 3. Lê ainda levou perigo com chute de longe, mas Sampa ficou com ela. O SNG começou a aproveitar melhor os contra-ataques. Tejeda recebeu cara a cara com Ferrugem, mas o goleiro conseguiu sair e travar a bola antes do chute.

No entanto, em seguida, a oportunidade não foi desperdiçada. Ronei recebeu no ataque, pela esquerda, veio trazendo em direção à linha de fundo e conseguiu bater, tirando do goleiro. O quarto gol acabou com a reação do adversário. Depois disso, o Di Primeira não conseguiu mais furar a defesa do SNG. O time de preto ainda quase ampliou. Leo e Renê tabelaram na frente da área e o camisa 3 acabou concluindo pra fora.

O SNG segue invicto e, na próxima rodada, pega o Real Paulista que foi freado pelo Mulekes, mas ainda tem chance de chegar. O Di Primeira enfrenta o Fúria, que fez bom jogo contra o Estudiantes, mas ainda não conseguiu a primeira vitória.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

The Veras 4 x 4 Elefantes

EM JOGO SURPREENDENTE, VERAS E ELEFANTES EMPATAM


Indomáveis fizeram 3 x 0 no primeiro tempo, tomaram a virada no segundo, mas se salvaram no último lance

Por Luiz V. Andreassa

O The Veras vem se especializando em surpreender torcedores e repórteres com reações e viradas quase inacreditáveis, especialmente no segundo tempo. Diante do Elefantes Indomáveis, a equipe foi completamente bipolar: levou três gols seguidos na etapa inicial, mas foi amplamente superior na etapa final. No fim das contas, apesar da reação espetacular, foi o rival quem saiu aliviado de quadra, ao conquistar um empate no fim. Quem disse que o futebol tem de ser justo?

É justo lembrar que o time de Petreche tinha o grande desfalque do seu bom goleiro Benga e, como não tem um reserva, Moura teve de assumir as luvas nos primeiros minutos. No primeiro lance de maior perigo, os dois melhores jogadores do Veras quase abriram o placar: Petreche fez bela jogada pela esquerda, driblou a marcação e cruzou para Japa chegar batendo de primeira do outro lado, só que para fora. Na sequência, o camisa 11 tabelou com Renatinho e parou na boa saída de Chacha. Aos 5 minutos foi a vez de o Elefantes dar a resposta, em cobrança de falta de Thomas, na qual a bola passou por todo mundo e, quando já estava em cima da linha, foi afastada por Japa.

Quando chegou à quadra, Flama assumiu o lugar de Moura debaixo das traves, ao mesmo tempo em que o rival passava a dominar a posse de bola, mesmo sem ser muito contundente. Passaram-se alguns minutos sem muita emoção, entrecortados por um chute perigoso de Renatinho, pelo Veras, e pela resposta de Douglas, que foi desarmado na hora certa por Petreche, após dominar no peito dentro da área. Mas Douglas estava guardando o melhor para sua próxima jogada. O camisa 7 fez uma verdadeira obra de arte, a constar certamente nos gols mais bonitos de 2012. Ele simplesmente dominou de costas para a marcação, deu um lindo chapéu no adversário e, antes de a bola cair, emendou um chutaço de perna direita no cantinho. Palmas para ele!

Pouco tempo depois, Lanza aproveitou uma bobeada da defesa – e de Flama – para completar para as redes e fazer 2 x 0. O novo castigo para o goleiro improvisado não demorou a vir: o mesmo Lanza arrancou pela lateral direita e bateu cruzado, Flama pôs o pé na bola, mas não a impediu de entrar mais uma vez. Murilo ainda tentou descontar antes do intervalo, mas parou em boa defesa do goleiro após cortar a marcação. A primeira etapa acabou com o Elefantes sustentando uma grande vantagem, que parecia ser segura o bastante para manter a vitória parcial durante toda a etapa final. Parecia...

O time paquiderme foi melhor nos primeiros lances após o descanso e passou perto de ampliar com Bruno Bassilli e Lanza, mas Flama conseguiu se virar e salvar sua equipe nas duas oportunidades. Foi aos 5 minutos que aconteceu o lance chave: Japa bateu da direita sem muita força, Mauricio desviou de joelho e matou completamente o goleiro Chacha. A partir daí foi apertado o botão para ligar o The Veras. Com a esperança de conseguir a reação, e tendo para isso mais de 20 minutos de jogo, a equipe cresceu, passou a ser rápida e incisiva, e dominou completamente a partida – tanto no aspecto técnico quanto no psicológico.

O segundo gol parecia questão de tempo, e, aos 10 minutos, Murilo arrancou pela esquerda e passou para Moura, agora na sua posição verdadeira, dentro da área rival, completar para dentro com toda liberdade. O segundo revés fez o técnico Lói pedir tempo para tentar mudar o panorama e esfriar a reação do adversária, mas não adiantou nada. Com o perdão do trocadilho, sua equipe já estava completamente domada. Assim, pouco depois do reinício, Victor Petreche completou uma cobrança de lateral com belo chute de primeira, com a bola no alto, para deixar tudo igual. O camisa 11 mostrou estar impossível e, após driblar um marcador, bateu com força para o gol, o goleiro Chacha tocou na bola e ela pegou na trave.

A reação inacreditável ficou completa quando Murilo, o melhor jogador em quadra, ganhou uma dividida pela direita e encheu o pé esquerdo para acertar o canto oposto, fazendo 4 x 3. Com a desvantagem, o Elefantes teve de deixar o medo para trás e ir para cima, mas a missão era difícil, pois estava complicado até mesmo para passar da linha do meio da quadra, devido ao erro excessivo de passes. Por isso, e por tudo que aconteceu no segundo tempo, a vitória do Veras era justa, mas o futebol não liga muito para essas coisas – ele gosta mesmo é de nos surpreender, não é, Petreche? Assim, no último minuto, Leibert chutou de fora da área, a bola desviou no meio do caminho e tirou de Flama qualquer possibilidade de defesa.

Depois do que aconteceu nos primeiros 25 minutos, o The Veras, quem diria, saiu de quadra com um empate com gosto de derrota, enquanto o rival deve ter ficado com aquela estranha sensação híbrida de decepção e alívio. Ambos vão tentar sua primeira vitória na atual edição da Ouro na próxima rodada: o Veras pega o Só Resenha, enquanto o Elefantes encara o Jeremias.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Estudiantes de la Vila 4 x 4 Fúria

ESTUDIANTES E FÚRIA LUTAM ATÉ O FIM, MAS EQUILIBRIO PREVALECE


Em jogo de oito gols, times ficam no empate e amargam a rabeira da tabela

Por Alex Araujo

Estudiantes e Fúria protagonizaram bom jogo, equilibrado do começo ao fim, com ambas as equipes buscando a vitória o jogo todo. Porém, teve gosto de derrota ao Fúria, que vencia e tomou o gol após 8ª falta. O resultado foi ruim para os dois, que permanecem no lado de baixo da tabela e ainda sem vencer.

Desde o início as equipes sabiam que precisavam da vitória de qualquer jeito. Ambas começaram atacando com velocidade e buscando marcar a saída de bola adversária. E, como não poderia ser diferente num jogo desses, o gol não tardou a sair. Logo aos 3 minutos, após cobrança de escanteio, a bola sobrou com Alex dentro da área. Ele não desperdiçou e abriu o placar para o Estudiantes.

Assim como o Estudiantes não tirou o pé, o Fúria não se abalou. Bruno e Thalles tabelaram pela direita, mas a bola parou no goleiro. O time de branco tentava se manter mais tempo no ataque, e o Estudiantes marcava bem e tentava sair no contra-ataque. Aos 8 minutos, foi a vez do alvinegro atacar. Ivan roubou a bola no meio de campo, trouxe pelo meio, tocou com Fábio José, que bateu, mas o goleiro ficou com ela. O Estudiantes ia criando mais chances, enquanto o Fúria não conseguia aproveitar a maior posse de bola. E, aos 18 minutos, o Estudiantes ampliou. Jogada de Fábio José puxando contra-ataque pela direita, toque no meio para Alex concluir. O goleiro até tocou na bola, mas não evitou o gol.

O Fúria não se abalou e conseguiu diminuir com Thiago Motta. O camisa 7 bateu de primeira após bola sobrada de escanteio e fez belo gol. A equipe branca quase empatou no fim do primeiro tempo com Fah, trazendo pelo meio, bateu no canto, mas a bola passou à direita do goleiro. Porém, o gol ficou pro segundo tempo. Logo de cara, com um minuto de jogo, Thalles recebeu e bateu forte, cruzado, pra empatar a partida.

O Fúria continuou em cima. Logo em seguida do gol, Thiago Motta puxou contra-ataque e bateu forte, Tucano defendeu, mas deu rebote, e Fah completou pra fora. E, finalmente, aos 4 minutos a virada. Thalles trouxe pelo meio e tocou na esquerda com Thiago Motta, que só deu um toquinho por cima na saída do goleiro. E não parou por aí: o Fúria jogava melhor e conseguiu ampliar. Lançamento da defesa achou Bruno, que matou no peito e bateu sem dar chance ao goleiro. Um golaço e 4 x 2.

O Estudiantes começou a correr atrás; tinha deixado escapar e vantagem e perdia por dois gols. Não demorou muito para o alvinegro diminuir. Julinho puxou contra-ataque pela direita e fez o cruzamento da lateral. Diego tentou cortar e fez contra. Gol dado a Julinho. A partir daí não se criaram muitas chances. Bruno errou passe no campo de defesa, Julinho interceptou, mas antes de invadir a área, foi atingido por Gabriel Carnaval e seu carrinho violento, que nem tentou acertar a bola. A juizada, molenga, só deu o cartão amarelo. Ficou baratíssimo para o avatar do Chuteira. Porém, no último minuto, não teve jeito: os deuses do futebol queriam o empate e, depois do gol contra, a oitava falta foi cometida por Thiago Motta, dando tiro de 9 metros pro Estudiantes. Julinho foi para a cobrança e converteu, definindo a igualdade no placar.

Na próxima rodada o Estudiantes pega o MachuPichu, que também não está muito bem na tabela, com apenas uma vitória e duas derrotas. O Fúria pega o Roleta Olímpico. É briga boa na ponta de baixo da tabela pra ver quem não fica com a lanterna e na zona de descenso.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO A: 3ª RODADA

Rabeloska 6 x 1 MachuPichu

RABELOSKA FAZ NOVA VÍTIMA E COM GOLEADA


Melhor ataque da competição (e também defesa), mackenzistas não tomaram ciência do MachuPichu e fizeram logo seis gols

Por Alex Araujo

O Rabeloska não teve dificuldade pra vencer o MachuPichu. Manteve-se no controle durante toda a partida, e o placar refletiu a superioridade da equipe em campo. Com um elástico 6 x 1, o time continua na liderança, empatado em pontos com SNG e Mulekes, mas com saldo de 13, enquanto os outros dois estão com 7 e 5, respectivamente.

Logo no começo o Rabeloska mostrava que não tinha receio de bater de longe. Aos 2 minutos, Cassinho tentou chute de fora, mas foi travado. Na sequência, Norton mandou por cima. Mas Dick Vigarista não errou. Veio trazendo pela direita, do campo de defesa, a zaga do MachuPichu foi dando espaço e, da intermediária, bateu e acertou o ângulo direito de Pipo. Um golaço do camisa 9.

O Rabeloska continuou chegando, enquanto o Machupichu não se encontrava na partida. Aos 9 minutos, Cassinho arriscou de fora mais uma vez, o goleiro defendeu e Barata acertou o travessão no rebote. Em seguida, Dick tentou de fora, mas a bola explodiu na zaga. Juva procurou Norton pelo alto, que cabeceou com perigo, mas a bola passou ao lado do gol.

No entanto, apesar de só dar Rabeloska, o MachuPichu chegou ao empate. Em um de seus poucos ataques, João trouxe pela esquerda e arriscou, o chute desviou na zaga e matou Tassio. O time de vermelho não se abateu, continuou jogando seu jogo e, um minuto depois, já voltou à frente do placar e não largou mais. A bola sobrou na defesa, a zaga afastou mal e Norton conseguiu ficar com ela na entrada da área, de onde bateu cruzado e marcou.

Na segunda etapa, o Rabeloska voltou tão bem quanto no primeiro tempo, e coincidentemente, aos 4 minutos de novo, Barata trouxe pela direita até a linha de fundo, cruzou rasteiro e Cassinho apareceu pra desviar. A bola foi entrando devagar para mudar o placa de 2 para 3. Nesse começo, Dick Vigarista ainda levou perigo mais uma vez com bom chute de fora da área. O MachuPichu tentava ficar no campo de ataque, mas não conseguia criar lances de perigo. Ao Rabeloska coube marcar bem e aproveitar os contra-ataques. E assim foi feito. Em cobrança de escanteio, Barata cabeceou e deixou o dele.

No finalzinho do jogo, Tebas teve a chance, recebeu na área, conseguiu tirar do goleiro, mas a bola foi pra fora. O Rabeloska teve a chance também, mas, diferente de Tebas, guardou. Pipo deu rebote após mais um chute de longa distância, Cassinho se aproveitou e bateu sem chance. Chininha fechou a goleada ao receber bola da linha de fundo de Norton. 6 x 1, com destaque para Barata e Norton, que estavam em todos os lances de gol.

Na próxima rodada o Rabeloska enfrenta o Arouca Jrs., que ainda procura sua primeira vitória no campeonato. E o MachuPichu pega o Estudiantes, tentando afundar o lanterna mais ainda.

XIII CHUTEIRA DE OURO: GRUPO B: 3ª RODADA

Só Resenha 3 x 3 Fiorella

EM JOGO ELETRIZANTE, SÓ RESENHA E FIORELLA FICAM NO EMPATE


Embate teve duas viradas e muita ofensividade, fazendo jus ao futebol das equipes

Por Luiz V. Andreassa

Para fechar o dia de jogos no Grupo B, Só Resenha e Fiorella duelaram no clima frio da noite no Playball, o lugar de São Paulo onde a temperatura chega aos seus níveis mais baixos. Mas, dentro da quadra, ninguém ligou pra isso, já que o embate foi quente, cheio de alternativas, muita correria e gols – fazendo jus à altíssima média de gols desta rodada.

Com dois times que prezam pelo futebol ofensivo e com jogadores bastante velozes, a partida prometia. Logo aos 3 minutos, Fabricio recebeu passe de Darian na área e só não marcou por não alcançar a bola por questão de centímetros. Na sequência, foi a vez de Mirandinha chutar forte no meio do gol e exigir defesa de Franklin. A resposta veio quando Zé Roberto tabelou com Edson Claro e concluiu com muito perigo.

O Resenha mostrava o seu bom e velho entrosamento ao avançar por meio das velozes trocas de passes entre os homens de frente. Em uma delas, Darian saiu na cara do gol, chutou em cima do goleiro e, no rebote, Dhani tentou botar para dentro, mas Franklin foi bem para tirar. Do outro lado o Fiorella apostava nas jogadas criadas pelos lisos Zé Roberto, Edson Claro e Van-Van. Em uma delas, Zé Roberto aproveitou um passe errado da defesa rival para bater de peito de pé e exigir bela defesa do goleirão Papa Burger. Todavia, na próxima ofensiva, a finalização foi indefensável: Van-Van bateu da meia esquerda e acertou o ângulo para fazer um golaço.

Confiante, a esquadra vermelha e preta foi para cima com vontade, e Caio Luiz só não ampliou com um chute de longe porque, novamente, o guarda-metas foi bem no lance. Por outro lado, o Resenha já não conseguia encaixar as jogadas como nos primeiros minutos e sentia dificuldades para reagir. A melhor chance surgiu quando Dhani aproveitou bola sobrada dentro da área, tentou driblar o arqueiro e, na dividida, acabou caindo. Lance complicado, que rendeu várias reclamações da equipe.

Se a igualdade não veio na primeira etapa, depois do intervalo o Só Resenha não demorou a encontrar o caminho do gol, modificando o panorama da partida. E o tento não poderia ter saído de forma mais bela: Fabricio completou uma cobrança de escanteio com um chutaço de primeira, com a bola no alto, para acertar o ângulo esquerdo. Depois do golpe, o Fiorella foi, aos poucos, voltando ao ritmo do primeiro tempo e, com isso, a partida ficou extremamente aberta e disputada – em alta velocidade. A equipe quase recuperou a vantagem quando João Paulo Arcanjo girou, bateu forte de fora da área e viu a bola desviar na defesa, ficando ainda mais perigosa. Contudo, para variar, Papa Burguer fez milagre e salvou sua equipe.

O jogo era lá e cara e sobravam espaços para os ataques. Exemplo disso foi o contra-ataque no qual Dhani passou para Theus arrancar sem marcação pelo lado esquerdo, perdendo a chance da virada ao se precipitar e concluir a gol cedo demais, facilitando a defesa de Franklin. A resposta veio na mesma medida e, pouco depois, Edson Claro também falhou na finalização ao isolar após receber passe na cara do gol. O castigo veio em seguida: Mirandinha encontrou Dhani dentro da área, que concluiu de canhota no cantinho, sem chances de defesa para o goleiro.

Menos de um minuto depois, veio a reação do Fiorella: em bola levantada na área, após cobrança de escanteio, Mano subiu mais que todo mundo para cabecear para baixo e balançar as redes. Nos últimos minutos o ritmo permaneceu o mesmo, e os jogadores pareciam ignorar o cansaço. Melhor para o Fiorella, que conseguiu retomar a liderança no placar. Para isso, Tigu saiu na cara do gol, chutou em cima de Papa Burguer e teve de aproveitar o rebote para encher o pé, fazendo 3 x 2.

O Só Resenha, por sua vez, não desanimou e quase empatou em finalização de Dhani, que Franklin defendeu com o pé, mostrando que debaixo de sua trave também havia um bom goleiro. A próxima tentativa foi mais elaborada e eficiente: Dhani cobrou escanteio passando curto para Mirandinha devolver escorando de peito, invadiu a área, driblou a marcação e passou para Pão, na boca do gol, completar para dentro.

No último lance de perigo da partida, Mirandinha arrancou pela direita e bateu cruzado, levando perigo para a meta rival. Mas o apito final confirmou o placar mais justo: um empate com muitos gols em um duelo eletrizante. No fim das contas, melhor para o Fiorella que, apesar de ter perdido o 100% de aproveitamento, mantém a terceira posição na tabela e, na próxima rodada, encara o Bufalos. Já o Só Resenha segue sem vencer e terá pela frente o The Veras.
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