Cipó breca reação do Cabeça na etapa final e garante Ras Time nas quartas
Por Eduardo Bernardi
Ras Time e Cabeça Rachada protagonizaram um excelente jogo, cheio de reviravoltas. O Ras comandou boa parte do jogo, mas permitiu uma reação do Cabeça no segundo tempo, que acabou derrotado pela eficiência dos contra-ataques do Ras. O placar de 5 x 2 garantiu a passagem da equipe para as quartas de final, quando encaram o favorito Mercenários. Cipó, novamente, foi o homem que garantiu o resultado.
O Ras começou pressionando a saída de bola do Cabeça, que tinha mais posse de bola nos minutos iniciais. A primeira boa chance de gol foi do Ras, com Pet, que recebeu bom passe de Peter e chutou à esquerda de Macaco.
O jogo estava muito preso. As equipes pareciam com receio de arriscar. Aos 4 minutos, Sujeira chutou forte no canto direito, Macaco fez uma defesa espetacular. A partir dos 7 minutos o jogo começou a ficar mais corrido. O Cabeça investia nas finalizações de longa distância. Já o Ras tentava deixar algum jogador cara a cara com Macaco, criando jogadas mais eficientes e concretas. Fabinho era o destaque do Cabeça na marcação, ganhava todas no jogo de corpo e saía muito bem com a bola.
A falta de precisão nas finalizações atrapalhava demais as equipes, que conseguiam criar boas jogadas, mas penavam no momento de acertar o gol. O Ras continuava um pouco superior ao Cabeça. Aos 11 minutos, Peter recebeu bom passe na área e só teve o trabalho de tocar no canto rasteiro esquerdo para inaugurar o placar a favor do Ras.
O Cabeça respondeu logo em seguida com Michilin, que aproveitou a sobra na cara do gol e chutou de bico. Cipó se esticou inteiro e fez uma grande defesa. O Ras mandava na partida. Aos 14 minutos, Peter cobrou falta no canto esquerdo, mas Macaco fez uma grande defesa. Logo em seguida, novamente Peter recebeu lançamento pelo alto. Ele tocou por cima do goleiro para aumentar a vantagem do Ras para 2 x 0.
O clima da partida começou a esquentar. Fabinho e Luisinho começaram a se desentender com um jogador do Ras que estava fora de quadra, o que não estava ajudando em nada na situação difícil que o Cabeça se encontrava no jogo.
O Cabeça esboçava uma reação, mas parava na fortíssima marcação do Ras. Aos 20 minutos, Leônidas recebeu na direita, girou e bateu rasteiro no canto esquerdo, ampliando mais ainda a vantagem.
O Cabeça voltou para o segundo tempo se lançando completamente ao ataque. Logo no primeiro minuto, Luisinho bateu falta no canto direito e Cipó fez uma defesa espetacular, mandando para escanteio. Na cobrança de escanteio, Vagner aproveitou falha de Cipó, que acabou soltando a bola nos pés do camisa 18, e só teve o trabalho de empurrar para o gol. 3 x 1.
Aos 2 minutos, Fabinho fez linda jogada pela esquerda e chutou para o gol, o que pareceu mais um lançamento errado, porém a bola bateu no travessão e caiu no pé de Luisinho, que só empurrou para o gol, colocando o Cabeça novamente na partida.
O Cabeça havia voltado outro para a segunda, o espírito guerreiro tomava conta dos jogadores, que corriam uma barbaridade. Marcelo Arico, aos 6 minutos, perdeu a melhor chance do Cabeça de empatar. O camisa 10 recebeu passe com o gol aberto e acabou chutando em cima da marcação.
O Cabeça dominava a partida, mas deixava muitos espaços atrás. Aos 12 minutos, Macaulin bateu falta no canto esquerdo e surpreendeu Macaco, que viu a bola entrar rente a trave. 4 x 2.
A parti daí, o Ras voltou a dominar o jogo. Logo após o gol, Peter bateu falta no canto esquerdo, Macaco esticou a perna e mandou para escanteio com o pé. O Cabeça voltou ao ataque aos 16 minutos, com Peu, que ficou de frente para o gol, totalmente livre, e Cipó interceptou uma nova reação do Cabeça no jogo. No lance seguinte, Luisinho chutou forte no canto direito, mas Cipó evitou mais uma vez que a bola entrasse.
Aos 17 minutos, começou uma confusão no meio de quadra. Fabinho era o mais exaltado com a marcação de uma falta. O camisa 11 lamentavelmente cuspiu em Dennys no meio da confusão. Ambos tomaram cartão azul, e o jogo reiniciou, já com os ânimos acalmados. Aos 19 minutos, Peter serviu Macaulin, que tocou no canto direito, fechando a goleada do Ras, que só administrou o resultado até o apito final.
Pelas quartas de final, o Ras enfrenta o Mercenários. O Cabeça passa a pensar na temporada 2013 e na volta de jogadores contundidos e ausentes, o que prejudicou muito a equipe na atual temporada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
TCM 4 (1) x (0) 4 Inflação
TCM ELIMINA FAVORITO INFLAÇÃO NO GOL DE OURO
Reação incrível na reta final, sorte e erro do Inflação levam TCM às quartas de final
Por Eduardo Bernardi
O TCM conquistou uma vitória impressionante, com gol de ouro no minuto inicial da prorrogação, diante do Inflação após empate em 4 x 4 no tempo normal. O jogo foi muito pegado, com uma leve superioridade do Inflação, que não conseguiu segurar a reação do TCM após estar vencendo por 4 x 2. Carlinhos correu, correu e correu. A disposição física e a doação do camisa 30 foram fundamentais para o resultado, sem contar a sorte em que teve na cobrança de falta que empatou o jogo.
O Inflação saiu na frente logo aos 5 minutos, ao utilizar a experiência da equipe e o talento de Chide para abrir o placar. Rodella aproveitou rebote de chute de Chide e só empurrou para o fundo do gol.
O TCM respondeu no minuto seguinte, com Matheus, e com gol. Ele recebeu na entrada da área e chutou de bico, no canto direito, sem chances para Sandrinho. Apesar do empate, o Inflação era melhor na partida, ficava com a bola praticamente todo o tempo. Porém, deixava espaços para o TCM explorar, e foi exatamente num contra-ataque, aos 10 minutos, que Carlinhos aproveitou a bobeira da defesa para chutar no canto direito e virar o jogo para o TCM.
O Inflação não sentiu o gol e continuou atacando muito. Aos 15 minutos, Cris tabelou com Rodella e só teve o trabalho de empurrar para o gol, empatando novamente a partida, que seguia muita corrida. O TCM continuava apostando em contra-ataques, enquanto o Inflação errava no ponto mais forte da equipe – na saída de bola.
O TCM chegou bem aos 18 minutos, com Matheus, que mandou na trave. No minuto seguinte, Rodella quase colocou o Inflação na frente com uma cabeçada forte no canto direito. Marcião fez excelente defesa.
Aos 20 minutos, após cobrança de escanteio, Chide foi oportunista e chutou forte no canto esquerdo para enfim fazer o terceiro e recolocar o Inflação novamente na frente do placar. Os minutos finais da etapa inicial foram de total pressão do TCM, que não conseguiu ultrapassar a forte marcação do Inflação, que recuou.
Logo no início do segundo tempo, Danilinho acertou uma bicicleta espetacular da entrada da área, mas Sandrinho fez excelente defesa no canto esquerdo. O Inflação respondeu com Rodella, que recebeu cruzamento na área e fez de cabeça, ampliando o placar para 4 x 2. O Inflação continuava mandando completamente na partida. Chide conseguia conduzir muito bem a equipe ao ataque.
Aos 12 minutos, pelo TCM, Pasquali perdeu uma chance incrível, sem goleiro, com uma furada espetacular. No minuto seguinte, novamente Pasquali recebeu livre, só que dessa o camisa 19 dominou e chutou forte no canto esquerdo. 4 x 3. No lance seguinte, Zé Roberto quase empatou. O camisa 10 recebeu na direita e chutou cruzado, mas a bola passou por todo mundo e saiu pela linha de fundo.
O Inflação nitidamente estava mais preocupado em administrar o resultado do que atacar. O TCM tentava a sorte em alguma jogada individual. Aos 19 minutos, Carlinhos bateu falta da entrada da área. A bola desviou na barreira e entrou no ângulo esquerdo! Era o empate novamente!
Os minutos finais foram de total pressão do TCM. O Inflação sentiu demais o gol de empate e o crescimento do adversário, que mostrava melhor condição física. O apito final selou o fim de uma excelente partida, que ainda teria mais alguns minutos de emoção com a prorrogação.
O tempo extra prometia muito, mas o inesperado aconteceu. Logo aos 30 segundos, Matheus aproveitou bobeira incrível de Sandrinho e dividiu com o goleiro. A bola entrou no gol e cravou uma vitória heroica do TCM, que superou um dos melhores times do Chuteira esse ano, para avançar pela primeira vez às quartas de final.
Neste sábado, o time do TCM volta a campo para decidir quem vai às semifinais diante do Med Taubaté. O Inflação acaba eliminado muito em razão de seus próprios erros, coisa pouco vista na fase de classificação numa equipe tão experiente como é.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
The Veras 2 x 1 Elite
SEM GRANDES EMOÇÕES, VERAS VENCE ELITE PARA IR ÀS QUARTAS
Monotonia tomou conta do jogo, que contou com boas atuações de Ariel e Nico para selar a vitória magra ao Veras
Por Eduardo Bernardi
The Veras e Elite protagonizaram um jogo muito morno, sem grandes emoções. A velocidade não foi o recurso mais utilizado pelas equipes, que optaram por uma estratégia mais cautelosa, apostando em jogadas pensadas e com muitos toques de lado. Ariel foi decisivo por parte do The Veras. O oportunismo do camisa 4 foi predominante para a vitória magra da equipe, que com certeza terá muitas dificuldades na próxima fase do torneio, quando encara o velho conhecido Zenite.
O Veras começou muito melhor no jogo, mas não conseguiu deixar o jogo corrido, ou até mesmo interessante. A monotonia reinava em quadra, pois ambas as equipes atacavam com muita lentidão e falta de objetividade. O Elite conseguiu ter mais posse de bola a partir dos 10 minutos, mas também não conseguia criar reais chances de gol.
A primeira boa jogada veio dos pés grenás de João, que recebeu na esquerda, girou e chutou forte no canto esquerdo. O goleirão esticou o pé e fez uma grande defesa. O Elite marcava na saída de bola do Veras, que também conseguia marcar com muita eficiência. Por parte do Elite, a primeira chance veio apenas aos 15 minutos, com Willian Nasser, que recebeu bom cruzamento e tentou mandou em cima do goleiro.
O Veras tinha em Ariel sua grande arma. O camisa 4 bateu falta à esquerda do gol. A bola saiu raspando a trave. No lance seguinte, novamente Ariel chegou bem ao ataque. Ele recebeu cruzamento e acertou uma linda cabeçada no canto direito para finalmente inaugurar o placar. No minuto seguinte, Nico recebeu na esquerda e chutou cruzado rasteiro, ampliando para 2 x 0. O Veras fez 2 gols nos minutos finais da primeira etapa.
O Elite voltou para a segunda etapa partindo pra cima. O primeiro bom lance da equipe veio dos pés de Marcio, que acertou um lindo voleio, mas a bola acabou passando por cima. No minuto seguinte, Renan Ferreira recebeu livre e chutou forte, mas Benga esticou a perna e conseguiu desviar para escanteio.
O Veras administrava o resultado, totalmente recuado, enquanto via o Elite com mais posse de bola e tentando a todo custo furar o bloqueio verense em seu campo defensivo. Entretanto, a tônica acabou sendo muitos erros de passe para ambos os lados. Em certo momento, parecia que o Elite havia se conformado com a derrota, pois simplesmente parou de pressionar o adversário. Foi só aos 23 minutos que o time conseguiu chegar para marcar. Luis Barbosa recebeu na direita e chutou cruzado no canto esquerdo e diminuiu o placar para 2 x 1.
O Elite esboçou uma reação nos minutos finais, mas não teve forças para empatar e levar para a prorrogação. Nico ainda mandou uma bola no travessão no último lance do jogo, que decretou o avanço do Veras às quartas de final, neste sábado, quando terá a chance da revanche contra o Zenite. Na fase de grupos, na rodada final, o time de Pedro de Luna foi sapecado com um 6 x 1 acachapante.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Acidus 4 x 3 Diabos Negros
ACIDUS PERMITE REAÇÃO, MAS ELIMINA DIABOS NEGROS
Após abrir 4 x 0 na etapa inicial, equipe relaxa e quase sofre o empate nos minutos finais, após expulsão de Victão
Por Eduardo Bernardi
Teve de tudo nesse jogo. O que parecia que seria uma goleada tranquila do Acidus virou um jogo muito pegado que acabou em confusão e expulsão. O primeiro tempo foi todo do amarelo limão, que abriu 4 x 0 e sobrou em campo. Em compensação, na etapa final o Diabos veio para jogar e encostou no placar, com o time comandado por Barath vencendo segurando a pressão diabólica após perder Victão, expulso por agressão.
O Acidus começou melhor e atacando com muita vontade. Caballero, com plateia especial de olho nele, mostrava muita disposição e era o maior responsável pela criação das jogadas da equipe, que não deixava o Diabos sequer criar alguma jogada nos minutos iniciais. Logo aos 3 minutos, Louiz, em cobrança de falta ensaiada, chutou forte, a bola desviou na marcação e enganou Marco para inaugurar o placar. Logo em seguida, Caio Ferin veio pela direita, cortou um, cortou dois, cortou três, chegou à linha de fundo e cruzou. A bola passou pelo goleiro, mas não pelo zagueiro, que acabou por empurrar ao gol e anotar 2 x 0. A arbitragem deu o gol ao camisa 5 acidiano.
O Diabos não conseguia sair de sua defesa. Chagas até que tentava algo em velocidade, mas esbarrava na forte marcação. O primeiro bom ataque do Diabos foi com Daniel, que chutou forte da entrada da área, mas Urso pegou bem no canto direito. Mesmo com a vantagem, o Acidus não diminuía o ritmo, mas começava a deixar mais espaços para o Diabos jogar. Aos 14 minutos, Chagas chutou cruzado e Marcel, de carrinho, quase alcançou.
Aos 16 minutos, Thomas chegou pela direita e viu Alemão entrando livre na esquerda. Consciente, ao invés de chutar a gol preferiu a assistência. De carrinho, Alemão chegou e mandou às redes. Era o 3 x 0. Pouco depois, Caballero deu um passe espetacular de calcanhar, entre as pernas da marcação, para Alemão chutar forte no canto direito. Jogada de mestre e um golaço, que transformou o resultado confortável em goleada parcial de 4 x 0.
A atuação de gala do Acidus no primeiro tempo não deu chances para o Diabos sequer esboçar alguma reação. O desafio seria manter o mesmo ritmo na segunda etapa, que começou da mesma maneira que terminou o segundo tempo, com o Acidus atacando bem mais do que o Diabos. Aos 4 minutos, Victão chutou forte no canto direito, mas Marco saltou e fez excelente defesa, mandando para escanteio. O Diabos respondeu logo em seguida com João, que recebeu na entrada da área e chutou forte, no alto. A bola bateu no travessão e entrou. 4 x 1.
O Diabos, que no intervalo gritou muito empolgado, mostrando que não estava morto, reagiu e passou a dominar o duelo. Aos 6 minutos, o time ganhou um presente. Após bola dominada na fogueira para Urso, este foi se livrar dela e chutar pra frente, mas Marcel apareceu bem fechando o ângulo. Resultado: chute em cima dele e bola na rede para deixar o placar em 4 x 2. No minuto seguinte, Marcel arriscou de longe, mas agora Urso conseguiu mandar para escanteio.
A reação do Diabos acordou o Acidus, que havia dado uma relaxada no jogo. A marcação preta e limão estava mais forte do que nunca, com o beque Lói, que não cansava de ouvir de parte da torcida “chupa, Lói”, fazendo uma excelente partida.
O Diabos voltou a pressionar a partir dos 15 minutos. Daniel fez boa jogada pela esquerda e chutou forte no travessão. Apesar da pressão, o Acidus demonstrava tranquilidade e conseguia, na maioria das vezes, parar o ataque diabólico. Entretanto, com um excesso de entradas mais duras, aos 18 minutos a confusão tomou conta da partida. Após uma falta em Caio Ferin no meio da quadra, Daniel perdeu a cabeça, pegou a bola e a chutou em cima de Jaka. Foi o suficiente para iniciar um empurra-empurra entre os jogadores, que foi logo apartado pelo técnico do Acidus. Victão era o mais exaltado por parte do Acidus, que tentou partir pra cima de Daniel. Ambos tomaram cartão azul. Na saída de quadra, os dois se encontraram na porta e Victão perdeu novamente cabeça. O zagueirão do Acidus deu um soco em Daniel, o que culminou em mais confusão, apaziguada com a saída do zagueiro e o fechamento do portão. Assim, antes do jogo reiniciar, Victão recebeu o cartão vermelho.
Os minutos finais de jogo foram tranquilos, porém o Acidus jogava com um a menos, já que um jogador do Diabos retornou a campo após os 2 minutos do azul. Marcel ainda fez o terceiro tento com um chute forte no canto direito, mas a dedicação na marcação acidiana conseguiu segurar o resultado de 4 x 3 até o apito final.
A vitória garante o Acidus nas quartas de final para enfrentar o Roleta Russa Olímpico. O time joga sem Victão, que deve pegar um gancho considerável pela agressão. O Diabos deixa o torneio após temporada irregular e passar a pensar em 2013.
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