Equipe joga bem do início ao fim, goleia, e ainda acredita na conquista da vaga à Prata como líder do Grupo A
Por Renato Malaguti
Sem seu camisa 9 – Zukauskas – e sem Rodolfo, o Império Celeste não conseguiu fazer nenhum golzinho contra o forte Zenite. Nem Guedes conseguiu levar muito perigo ao gol de Leo Ballestero – seja pela forte marcação do adversário, seja pela falta do seu companheiro de ataque. O Zenite comprovou o favoritismo e passeou em campo, vencendo sem dificuldades. Destaque para Rodrigo Santana, que estava em tarde inspirada e fez três dos cinco gols da equipe.
Logo aos 5 minutos, o placar foi aberto a favor do Zenite. Rodrigo recebeu próximo da entrada da área e chutou alto para vencer Gamarra. Após tomar o primeiro gol, o Império Celeste pouco conseguiu fazer. Em lance de contra-ataque, Eduardo receberia bom passe, mas Léo interceptou – mandando a bola para fora.
Do outro lado, de uma forma um pouco mais eficiente, Rodrigo recebeu passe de escanteio – chegando de trás – e pegou de prima, mandando por cima do gol. Dois minutos depois, Negão arriscou chute de longe, com perigo, mandando ao lado do arco. Em meio a tanto sol, o jogo foi pausado pelos árbitros para um tempo de água. No pequeno intervalo, Binho gritou com sua equipe pedindo para os jogadores pararem de discutir entre si.
Na volta, após bom domínio de peito, Fê Rampazo pegou na veia, mas Gamarra praticou boa defesa. Logo em seguida, ele recebeu dentro da área, mas Gamarra novamente impediu o segundo gol do Zenite, dessa vez saindo bem do gol. Após criar essas duas oportunidades para sua equipe, Fê Rampazo tomou cartão azul - que foi muito reclamado por todo o elenco.
Aos 20 minutos, por méritos, já que estava jogando melhor, o Zenite conseguiu marcar mais um. Guga interceptou bem a bola no campo ofensivo, fora da área, e mandou por cobertura, marcando um lindo gol. No finalzinho, em chute de longa distância, quase o terceiro do Zenite.
Em resumo, o Zenite tomou conta da primeira etapa. Destaque para Rodrigo Santana e Fê Rampazo que, para infelicidade do Zenite, tomou cartão azul. Mas não foi só o ataque que deu conta do jogo. A parte defensiva também estava bem posicionada.
No segundo turno, o Zenite continuou superior na partida. Aos cinco minutos, saiu o terceiro. Em bola sobrada, Rodrigo Santana fez mais um, com potente chute no ângulo. Do outro lado, o Império Celeste não queria se dar por vencido. Após bom lançamento de Guedes, Gui correu, mas foi interceptado por Léo na hora do chute – o goleirão estava ligeiro na saída do gol.
Era evidente a forte marcação da zaga do Zenite em cima de Guedes, principal arma de criação do Império Celeste – talvez tenha sido esse o motivo do time de azul não ter marcado gol. Com 10 minutos de bola rolando, veio à tona o quarto gol. Dessa vez, em cobrança de falta, novamente Rodrigo Santana fez – surpreendendo o goleiro, mandando a bola por debaixo da barreira.
Após o gol, o Império rapidamente pediu tempo técnico. Na volta, Guedes parecia estar nervoso. Inclusive, chegou a levar cartão amarelo. Mas foi um lance muito reclamado pelo Zenite, já que a falta cometida pelo camisa 10 do Império foi parecida com a obstrução feita por Fê Rampazo – que levou o cartão azul.
Mesmo reclamando com a arbitragem, o Zenite não diminuiu o nível do seu futebol. Em lance de escanteio, Zé Bahia cruzou para Japa marcar de cabeça o quinto fol. É, o Zé Bahia voltou.
Somente após o quinto gol o jogo ficou mais equilibrado. Vina cruzou para Gui, que mandou a bola com perigo por cima do arco de Ballestero. Em seguida, Rafinha recebeu bom passe, mas na hora de chutar foi travado por Murilo.
Do outro lado, o Zenite também levou perigo. Rodrigo Santana passou por dois e chutou forte ao lado do arco, quase fazendo o sexto. Faltando menos de cinco para o apito final, Guga recebeu pela esquerda e pegou bem na bola, mas Gamarra fez boa defesa. Já o Império, no último lance do jogo, obrigou Léo a fazer boa defesa, em forte chute de Gui.
O Zenite vence e deixa a decisão da vaga na Prata para a última rodada, já que encara o Veras precisando golear e torce por derrota do Mercenários diante do Inflação. Já o Império Celeste conta com uma pontuação mediana, seguindo em sétimo. Na próxima rodada, o time de Binho pega o Acidus e, para se classificar, precisa vencer e contar com um tropeço do Cabeça Rachada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 8ª RODADA
Ras Time 4 x 2 Bonde dos Abelhas
RAS NÃO VACILA, VENCE BDA E SOMA 5 TRIUNFOS SEGUIDOS
Clima tenso tomou conta do segundo tempo, mas não ofuscou excelente atuação do Ras, que ainda sonha com a primeira posição do grupo; BDA voltou para a zona de rebaixamento e precisa vencer e torcer contra NGM para escapar da queda
Por Eduardo Bernardi
Em um dos jogos mais tensos do campeonato, o sétimo colocado, Bonde dos Abelhas, e o até então terceiro colocado, Ras Time, protagonizaram um jogo disputado, corrido e muito pegado. O Ras tomou conta da partida praticamente do começo ao fim. Inclusive no primeiro tempo, no qual esteve boa parte atrás do placar. O BDA fez o que pôde para conter o bom toque de bola e o entrosamento adversário, mas não foi o suficiente. A confusão na parte final do segundo tempo foi o fato marcante da partida. O desentendimento entre os jogadores passou do limite, o que ocasionou atos violentos de ambas as partes.
O Bonde dos Abelhas começou no ataque, empurrando o Ras para trás. Mas a pressão durou pouco tempo. Logo aos 3 minutos, apenas o time de Flash atacava; o Bonde não conseguia passar do meio de quadra, pois o adversário marcava sob pressão com praticamente todos os jogadores. A primeira boa finalização foi de Johnny, que chutou forte no canto direito, Coqueiro fez boa defesa no canto direito.
O bom primeiro lance dos ‘abelhas’ veio dos pés de Vi, que roubou no meio e chutou, completamente livre, mas mandou para fora. A equipe amarela melhorou um pouco, mas não conseguia oferecer perigo ao gol de André – substituto de Cipó no embate. O Ras continuava investindo em maior posse de bola, tendo controle de tudo que acontecia no jogo.
Aos 12 minutos, o time azul e preto voltou a dominar a partida por completo, não deixando o BDA sair da defesa. A maior falha da equipe era no momento de finalizar; faltava precisão por parte de todos os jogadores, que isolavam a bola ou mandavam-na para longe da meta de Coqueiro. O Bonde dos Abelhas chegou bem ao ataque aos 14 minutos. Leandrinho encheu o pé no meio do gol, André fez uma defesa espetacular, com muito reflexo. O Ras respondeu logo em seguida com Leonidas, que recebeu na cara do gol e, desequilibrado, chutou para fora.
O Ras foi surpreendido aos 18 minutos. Dé dividiu com o marcador, ganhou e chutou, de bico, no canto direito de André, inaugurando o marcador para o Bonde dos Abelhas. O gol foi um susto para o Ras, que começou a atacar freneticamente. O Bonde dos Abelhas conseguia levar muito perigo nos contra-ataques puxados por Dé e Cris e explorando os espaços deixados pelo Ras.
Os cinco minutos finais da etapa inicial foram de total equilíbrio. A postura do Bonde era totalmente diferente daquela do início da partida. A equipe fazia marcação meia-quadra e não deixava o Ras sequer levar perigo à meta de Coqueiro. O último bom lance foi do Bonde, com Vi, que arriscou do meio da quadra. A bola passou tirando tinta da trave direita.
O Ras voltou para a segunda etapa partindo para cima. A marcação do Bonde era muito forte, fazendo com que a equipe adversária errasse muitos passes. O primeiro bom lance da segunda etapa veio dos pés de Sujeira, que mandou do outro lado da quadra, no ângulo. Coqueiro desviou para escanteio. A partir daí, o Bonde ficou totalmente recuado, o que ocasionou uma pressão forte do Ras.
Aos 6 minutos, Sujeira arriscou do mesmo lugar no qual quase tentado antes, mas dessa vez Coqueiro não conseguiu desviar a bola – que entrou no ângulo. Dois minutos depois do empate, Vasques recebeu bom passe de Peter e, de carrinho, tocou no canto direito de Coqueiro. A bola ainda tocou na trave antes de entrar. 2 x 1.
O Bonde acordou novamente e empatou dois minutos mais tarde, com Vi. O camisa 9 arriscou da ponta direita, a bola desviou na marcação e encobriu André. O clima da partida começou a esquentar logo após o empate. Peter se envolveu em confusão com Coqueiro; ambos alegaram ter levado uma cotovelada. O Ras não demorou muito para ficar na frente. Aos 13 minutos, Peter recebeu no meio, abriu para a direita e encheu o pé no canto esquerdo, sem chances para Coqueiro.
A partida ficou um tanto quanto morna nos minutos seguintes; ambas as equipes erravam muitos passes. Porém, as divididas começaram a ficar um pouco mais ríspidas. Até que, aos 18 minutos, a confusão tomou conta do jogo. Peter havia levado cartão amarelo. Os jogadores do BDA tentavam fazer com que o jogador deixasse logo a quadra, o suficiente para começar a confusão. Cusparadas, jogadores tentando apartar encaradas de alguns mais exaltados. A paralisação durou cerca de 15 minutos. Apenas Deko, que estava de suplente no momento da confusão, foi expulso.
A partida recomeçou com a tensão aparentemente apaziguada. O Ras continuou administrando o resultado, tocando a bola de um lado para o outro. Aos 23 minutos, Macaulin recebeu na entrada da área e encheu o pé no meio do gol. A bola bateu no travessão e entrou. Os dois minutos finais foram tranquilos, e a partida terminou assim: 5ª vitória seguida do Ras, dessa vez por 4 x 2.
O caso das cusparadas será julgado e, provavelmente, os envolvidos pegarão um gancho pesado pela lamentável e ridícula cena. O Ras ainda sonha com a vaga direta na Ouro, embora sua situação seja complicada. Tem pela frente o sexto colocado, Diabos Negros; porém, além da vitória, precisa torcer por um triunfo do BDA sobre o Olímpico e por um tropeço do Med Taubaté para, assim, definir quem vai para a Ouro no saldo de gols. Já o BDA, na zona de descenso, precisa vencer o Roleta Olímpico e torcer contra o NGM para escapar de voltar à Bronze.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 8ª RODADA
Inflação 7 x 2 Cabeça Rachada
INFLAÇÃO PASSEIA EM CAMPO E GOLEIA CABEÇA RACHADA
Chide e Rodella garantem fácil vitória contra aguerrido Cabeça Rachada, que teve Luisinho Fernando tomando cartão azul no início do jogo
Por Renato Malaguti
Como era de se pensar – sendo pelos pontos na tabela ou pelo futebol das duas equipes – o Inflação não encontrou dificuldades para vencer o Cabeça Rachada. Mais uma vez a estrela de Chide brilhou, mas, dessa vez, não brilhou sozinha. Rodella, camisa 9, também jogou muita bola. Ambos os atletas foram responsáveis pela goleada. O Cabeça saiu reclamando demais da controversa expulsão de Luisinho Fernando no início do jogo.
Logo no primeiro lance de perigo o Inflação conseguiu abrir o placar com Tuta. Ele recebeu já dentro da área e tirou do goleiro, procurando o canto, e balançou as redes. Mesmo tomando o gol rapidamente, o Cabeça Rachada não se abalou e foi atrás do empate. Após bola perdida no campo defensivo, Vagner ficou livre, mas Sandrinho saiu bem e impediu o gol. Logo em seguida, em chute de longa distância, Marcelo levou perigo.
Do outro lado, o Inflação não demorou para reagir. Chide, também de longe, mandou a bola no canto, mas sem muita força, facilitando a defesa de Macaco. Aos 7 minutos de bola rolando, Luisinho Fernando tomou cartão azul, graças à falta considerada mais dura. O atleta saiu revoltado da quadra dizendo que a punição com cartão azul foi exagerada.
Aproveitando os dois minutos com vantagem numérica, o Inflação foi para cima. Em lance de bola parada, Eloi chutou de longe e Rodella desviou no meio do caminho, matando o arqueiro rival e fazendo o segundo gol a favor da equipe. Mesmo tomando mais um, o Cabeça Rachada não se frustrou. Cara a cara com Sandrinho, Michilin perdeu boa oportunidade de diminuir e levou as mãos à cabeça, lamentando-se. Já o Inflação não deixou o rival se empolgar e levou perigo com Chide, em chute de longe que acertou o lado do arco.
Devido ao intenso sol, faltando pouco mais de 10 minutos para o término parcial da partida, os árbitros deram um tempo para os atletas tomarem água. Logo em seguida, com os ânimos renovados, dois gols aconteceram, um para cada lado. O primeiro veio a favor do Inflação, em lance de contra-ataque em que Rodella recebeu dentro da área e tirou do goleiro, fazendo jus à camisa 9. O segundo foi a favor do Cabeça Rachada, com chute de longe de Marcelo Arico.
Logo depois dos dois gols relâmpagos, mais um intervalo aconteceu. Dessa vez a pedido do Cabeça. Na volta ao jogo, o time quase marcou o segundo com Michilin, mas Sandrinho salvou e mandou a bola para fora.
Valorizando melhor as chances criadas, o Inflação marcou o quarto e o quinto antes do apito final. Em lance de boa jogada trabalhada, Rodella cruzou para Chide, que ajeitou para Thiago Marcar. Logo em seguida, com bonito ‘totozinho’, Chide marcou mais um, fechando o primeiro tempo em 5 x 1.
No segundo tempo, logo no primeiro lance, Chide tomou cartão amarelo. Quatro minutos depois, Vagner também foi punido com o mesmo cartão. Entretanto, nenhuma das equipes criou oportunidades claras de gol. Somente aos 10 minutos, Cris, do Inflação, roubou de Fernando e surpreendeu o arqueiro com toque de cobertura, mas a redonda acabou indo para fora.
Do outro lado, Fabinho fez o gol mais bonito do jogo. Ele levou a bola pelo meio e chutou uma bomba no ângulo esquerdo do gol, impossibilitando a defesa de Sandrinho. Poucos minutos após tomar o segundo gol, o Inflação pediu tempo técnico. Logo em seguida, mostrando que a pausa surtiu efeito, Chide recebeu livre dentro da área e fez mais um.
Com sede de gol, Chide não parou de ir para cima da zaga do Cabeça Rachada – talvez tenha sido essa a maior orientação feita no tempo técnico. Ele chutou duas vezes colocado, mas Macaco, bem colocado, impediu a bola de entrar. No finalzinho, com bom passe de Cris, ele pegou de prima e marcou o sétimo, fechando a goleada em 7 x 2.
Com o resultado o Inflação segue como terceiro colocado, enquanto o Cabeça Rachada fica em 6º, ainda na parte verde da tabela. Na próxima rodada, o Cabeça Rachada pega o Allianza Sagrado, que luta para não cair. Uma simples vitória coloca o time na fase de mata-mata. Já o Inflação tem um adversário à altura: o primeiro colocado Mercenários, que segue com oito jogos e oito vitórias. Se vencer ou empatar, o time garante a 3ª posição. Caso perca, pode cair a 4ª se Acidus bater o Império.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 8ª RODADA
NGM 5 x 3 Bufalos
NGM CONQUISTA VITÓRIA SUADA ANTE BUFALOS E RESPIRA
Equipe lança mão de contra-ataques, defende-se bem e ganha fôlego na luta contra o rebaixamento
Por Eduardo Bernardi
O sétimo colocado, Bufalos, não conseguiu segurar os contra-ataques do oitavo colocado, NGM. A vitória deixou o NGM um ponto atrás do time de Cabinha. Apesar de estarem tranquilos, ainda não afastarem em definitivo o fantasma do rebaixamento. Além disso, a derrota do Bonde dos Abelhas ajudou demais o time laranja, que agora briga para sair da delicada antepenúltima posição na tabela.
O jogo foi muito disputado, com altos e baixos das duas partes. O Bufalos jogou muito bem, mas não conseguiu aproveitar as boas oportunidades que teve; já a equipe de Messi soube aproveitar bem os contragolpes e acabou matando o jogo com a qualidade individual de seus jogadores.
O NGM começou exercendo uma pressão muito forte; o Bufalos investia em contra-ataques e quase marcou no primeiro lance de ataque: Gui Tedesco perdeu de cabeça, totalmente livre dentro da área. A resposta veio no lance seguinte, com Bruno Cesar. O camisa 25 chutou de primeira, mas a bola raspou a trave esquerda.
A partida permaneceu dessa maneira por alguns minutos. Aos 5 minutos, Dinho encheu o pé, da entrada da área, mas Robson fez uma grande defesa. O NGM respondeu no minuto seguinte, e de forma letal. Renato Segalia lançou Carlitos, que tentou tocar na bola, mas não conseguiu. O lance acabou enganando Otaguro, e a bola entrou direto no canto direito.
O gol despertou a ofensividade do Bufalos. Aos 10 minutos, Casali recebeu na área e tocou no canto direito para empatar. Após a igualdade, a partida ficou muito disputada. Ambas as equipes atacavam e defendiam muito bem. O Bufalos levava mais perigo quando subia ao ataque, mas não conseguia exercer uma pressão mais contundente.
Assim, o NGM voltou a atacar mais, aproveitando os espaços pelo oponente. Casali ficou novamente livre, na entrada da área, mas Robson fez uma grande defesa no canto esquerdo. A partir daí só deu NGM. Aos 16 minutos, Nariga aproveitou cobrança de escanteio e empurrou de cabeça para colocar o time na frente do placar. No minuto seguinte, Gerson recebeu no meio de quadra e encheu o pé no canto direito. A bola bateu na trave antes de entrar. A vantagem considerável no placar de 3 x 1 fez com que o NGM recuasse demais, segurando a pressão do Bufalos até o fim da primeira etapa.
Na segunda, o Bufalos voltou com tudo. A equipe assustou logo no primeiro minuto, com Dinho, que chutou forte da ponta esquerda. Robson defendeu, a bola ainda bateu na trave antes de ir para escanteio. O NGM tentava se desvencilhar da marcação adversária, o que aconteceu aos 12 minutos. Memé chutou livre, da ponta direita, e Otaguro fez grande defesa no canto esquerdo. A equipe azul só voltou a pressionar aos 15 minutos. O NGM só se defendia e era bem sucedido em sua tática, pois conseguia anular os ataques adversários com muita eficiência.
Kaike voltou a assustar o NGM, em cobrança de falta. O camisa 7 bateu, mas a bola resvalou na trave esquerda. A pressão do Bufalos surtiu efeito aos 17 minutos. Casali, após rebote do goleiro, empurrou para o fundo gol e diminuiu o placar para 3 x 2. A pressão continuou mais a cada minuto. O empate não demorou para vir. Raoni recebeu de Dinho e, da ponta esquerda, mandou no ângulo, sem chances para Robson.
O empate deixou a partida tensa, com ambas as equipes buscando o gol nos minutos finais do jogo. O NGM surpreendeu em contra-ataque rápido. Bizú recebeu na ponta direita, ameaçou chutar e, com calma, tocou no canto direito para colocar sua equipe novamente na frente do placar.
O time laranja continuava apostando na marcação cerrada e saindo rapidamente em contra-ataques puxados por Bizú e Bruno Cesar. Aos 23 minutos, Renato Segalia recebeu passe da direita, dentro da área, e tocou com tranquilidade para marcar o quinto e encerrar o jogo em 5 x 3.
Com 8 pontos, o NGM tem pela frente o lanterna e rebaixado XTJ na rodada final. Uma vitória afasta qualquer chance de rebaixamento. Já o Bufalos enfrentará o quarto colocado, Elite. Com chances remotas de classificação, e também de cair de divisão, a equipe deverá apenas cumprir tabela. Para se classificar, precisa vencer e torcer por derrota do Diabos Negros, sendo que precisaria tirar 6 gols de saldo.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 8ª RODADA
Acidus 8 x 4 Maciota’s
ACIDUS COMEÇA MAL, REENCONTRA-SE NA ETAPA FINAL E VENCE
Sem destaques individuais, time de Victão conquista vitória suada em cima do lanterna Maciota’s; garantido na fase de mata-mata, Acidus ainda sonha com a 3ª posição
Por Renato Malaguti
O Acidus sofreu para derrotar o Maciota’s, em partida válida pela penúltima rodada do Grupo A da Prata. Mesmo com um placar elástico – 8 x 4 –, o que se viu foi a equipe verde-limão repetindo velhos problemas do passado. “O Acidus não sabe começar ganhando”, afirmou Lói, capitão e jogador mais experiente da equipe. Tal fato foi comprovado dentro de campo. Mesmo jogando contra um time que vai de mal a pior neste semestre, o elenco sofreu no primeiro tempo, quando esteve sempre correndo atrás do marcador na maior parte do tempo, para, no segundo, deslanchar e golear, aproveitando o abatimento e cansaço do adversário.
No comecinho, nenhum dos times conseguiu criar boas oportunidades. As equipes pareciam se estudar. Somente aos 5 minutos de bola rolando, o primeiro gol saiu e, surpreendentemente, foi a favor do Maciota’s. Em cobrança de lateral, a bola pingou dentro da área, ninguém afastou e Thales bateu cruzado, vencendo Urso.
Após sair na frente, o Maciota’s começou a gostar do jogo. Thales recebeu bom passe em contra-ataque, puxou para a esquerda, mas chutou mal – ao lado do gol. Pouco depois, em bola lançada para Gabriel, Urso teve que sair para dividir e afastar. Mesmo o Maciota’s gostando atacando mais, foi o Acidus que marcou. Thomas recebeu pela direita e chutou colocado, decretando o 1 x 1. Entretanto, em vacilo da zaga limão, Evandro ficou livre dentro da área e chutou. No primeiro momento Ursou salvou, mas deu rebote. Aproveitando a rebatida, Evandro dividiu com o arqueiro, conseguindo colocar mais uma vez o Maciota’s em vantagem.
A todo vapor, mostrando que não estava para brincadeira – apesar de não ter se encontrado em campo até tal momento – o Acidus igualou mais uma vez, com chute cruzado de Juba. Do outro lado, mantendo um ritmo acelerado, o Maciota’s deu o troco anotando o terceiro. Thales passou pelo meio de dois e bateu de bico para vencer Urso.
O gol fez o técnico Barath pedir tempo técnico. Era preciso arrumar o meio para poder não sofrer mais gols e tentar virar a partida. E parece que deu certo a conversa, pois, na volta, o time pareceu ter se organizado melhor e estava mais consciente e tranquilo em campo, criando oportunidades com mais frequência.
Logo na primeira delas, Caballero chutou de longe e levou perigo. Depois, com duas bonitas tabelas consecutivas, Caio Ferin ficou cara a cara, mas Leandro Ribeiro salvou o Maciota’s de tomar mais uma vez o empate. Pressionando o rival, o Acidus conseguiu acertar a trave com Juba, após bom lançamento de Caballero.
De tanto pressionar, o Acidus chegou ao empate – e pela última vez na partida. O artilheiro Caballero – que não está na melhor fase – fez jus à fama de matador: pedalou, puxou para o lado e bateu firme no canto. 3 x 3.
Faltando menos de 5 minutos para acabar a etapa primeira o Maciota’s quase fez com Evandro, mas Urso defendeu bem. Do outro lado, Caballero quase marcou de cobertura, mas a zaga rival tirou em cima da linha.
No último lance do primeiro tempo, Jaka recebeu em contra-ataque, pedalou bem, passou por um e deu a virada a favor do Acidus. No primeiro tempo, o time do ausente S. Alemão sofreu para sair com a vitória parcial, coisa que não se repetiria na etapa final. A equipe estava muito desorganizada, principalmente nos primeiros 15 minutos. O Maciota’s jogou bem, se comparado às outras partidas - talvez pelo possível medo do rebaixamento.
No segundo tempo, logo no início, o Acidus quase marcou. Ozil fez bom lançamento para Caballero dentro da área, mas Leandro Ribeiro salvou mais uma vez a sua equipe. O jogo voltou mais frio. Somente 7 minutos depois uma boa jogada ofensiva foi criada, mas, dessa vez, a favor do Maciota’s. Em lance de contra-ataque, Ricardo bateu na rede pelo lado de fora. Do outro lado, em cobrança de falta, Thomas levou perigo, mandando a bola ao lado do arco.
Aos 15 minutos, em boa jogada trabalhada, Caio Ferin tocou para Thomas que, já dentro da área, cruzou para Lucas marcar o quinto. Logo em seguida, finalmente tomando gosto pelo jogo, o Acidus voltou às redes. Em sua jogada característica, Caio Ferin veio pela esquerda e cortou para o meio antes da batida no ângulo do goleiro, que nada pôde fazer.
Com o 6 x 3, o Maciota’s pediu tempo. Era preciso descansar e ver o que se podia fazer nos minutos restantes. Na volta, em lance de escanteio, Sérgio pegou bem na bola, mas melhor ainda foi a defesa de Urso. Faltando 5 minutos para o apito final, Ozil levou pela direita e chutou cruzado, mandando a redonda por debaixo das pernas do arqueiro e deixando o placar em 7 x 3. Um minuto depois, ele marcou mais um, recebendo livre dentro da área – após jogada bem trabalhada de Caballero.
Já praticamente no minuto final, diminuindo a goleada, Sergio venceu Urso em chute no canto, encerrando o placar em 8 x 4, que deixa o Acidus na 4ª colocação da tabela, enquanto o Maciota’s continua em último, com apenas 1 ponto somado. Na próxima rodada, o Maciota’s pega o Fora de Série, penúltimo colocado, e quem perder está rebaixado. Se vencer, ainda torce contra o Allianza Sagrado e pode escapar. Já o Acidus enfrenta o Império Celeste, que vem de derrota para o Zenite. A equipe verde-limão, já classificada à próxima fase, ainda sonha com a 3ª colocação no grupo. Para isso, deve vencer seu confronto e torcer para um triunfo do líder Mercenários ante seu rival direto pela posição, o Inflação.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 8ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 4 x 4 Med Taubaté
ROLETINHA CEDE EMPATE NO FIM E ADIA RETORNO À OURO
Crescimento do Med no final foi primordial para o empate heroico da equipe dos ‘doutores’, que leva decisão pela primeira colocação ao próximo sábado, envolvendo os dois times e o Ras
Por Eduardo Bernardi
O líder do Grupo B, o Roleta Russa Olímpico, deixou escapar a chance de voltar à Ouro nesta rodada ao ceder o empate para seu rival direto, o Med. A partida foi muito disputada desde o início, com o Roletinha abrindo dois gols de vantagem, mas sofrendo um completo apagão na segunda etapa, o que permitiu a reação médica. A coletividade do Med fez a diferença nos momentos cruciais da partida. Aníbal e Javier, mais experientes, regeram a reação da equipe, que fez o gol de empate faltando dois minutos para o fim. Mesmo assim, a vaga na principal divisão do Chuteira de Ouro ao Olímpico poderá chegar com um empate na rodada final.
Os primeiros minutos foram de pressão do Roletinha. Logo aos 2 minutos, Guilherme chutou cruzado, e João aceitou. Após o gol, o Med adiantou a marcação, mas o time de Vadão continuou acertando as jogadas de ataque. O erro do Olímpico era deixar muitos espaços quando atacava. O Med aproveitou. João Humberto recebeu no meio da marcação, dentro da área, e rolou de calcanhar para Aníbal, que chutou colocado no canto direito, sem chances ao goleiro.
O Roleta respondeu no lance seguinte: Catatau chutou forte da direta, mas João pegou bem no canto esquerdo. Aos 12 minutos, o artilheiro Ritolê recebeu na área e tocou no canto direito, para colocar o Roletinha novamente à frente do placar. Um minuto depois, o mesmo Ritolê recebeu excelente passe de Catatau e, novamente, tocou no canto direito, fazendo o terceiro do Roleta. É impressionante como o atacante, com dois toques na bola, consegue mudar uma partida.
O Med se lançou completamente ao ataque. Maurício mandou de trivela, praticamente do meio de quadra, e acertou a trave. O Roletinha fazia muitas faltas, e apostava nas falhas defensivas do Med. A última boa jogada da primeira etapa veio dos pés de Wagner Valadão, que aproveitou sobra no meio e chutou forte. A bola ainda raspou a trave esquerda.
O Olímpico voltou para o segundo tempo com a mesma postura do início da primeira etapa. Logo no primeiro minuto, Kuminha, na ponta direita, cortou a marcação e chutou cruzado, ampliando para 4 x 1. O Med continuou recuado, mesmo levando uma goleada. O Roletinha conseguia administrar muito bem o resultado, não deixando o Med levar perigo à meta de Machado. Aos 5 minutos, Ritolê tentou tirar do goleiro e acabou mandando para fora.
O Med só voltou ao ataque a partir dos 10 minutos, mas continuava parando na forte e eficiente marcação adversária. João Humberto recebeu bom passe na esquerda, abriu para a direita e chutou forte. A bola passou raspando o travessão. Dois minutos mais tarde, novamente João Humberto chegou bem ao ataque: o camisa 7 aproveitou bobeira da marcação e só empurrou de letra no canto para diminuir o prejuízo.
O Med continuava pressionando muito. O resultado começava a ficar perigoso para o Roletinha. A equipe continuava marcando muito forte, mas o Med tinha excelentes jogadores de frente, como Javier e Anibal, que regiam praticamente todas as jogadas da equipe. Aos 18 minutos, Bruninho girou bem e bateu firme no canto direito, colocando de vez o Med na partida. Aníbal, logo após o gol, carimbou a trave esquerda. Um minuto mais tarde, Javier fez boa jogada pela esquerda, e mandou na trave direita. Só dava Med.
Os cinco minutos finais foram muito pegados. Apenas o Med atacava, com todos os jogadores que haviam começado a partida. Aníbal e Javier continuavam criando jogadas espetaculares, mas faltava um pouco de precisão no momento de finalizar. Bruninho, do Roleta, foi expulso aos 21 minutos após marcação de falta e reclamação. Aos 23 minutos, após cobrança de escanteio, Javier cabeceou quase no chão e viu a bola passar no meio das pernas do marcador, empatando heroicamente a partida em 4 x 4.
Os dois minutos finais foram de pressão ainda do Med. O Roletinha conseguiu acertar a marcação e segurou o empate. A equipe fez um segundo tempo completamente diferente do primeiro. Ao apito dos árbitros, ficou determinada a igualdade, e o adiamento da decisão pela liderança final.
O Roletinha tem pela frente o nono colocado, Bonde dos Abelhas, para voltar à Série Ouro; para isto, basta um simples empate. Já o Med enfrentará o quinto colocado, TCM, e, para ficar com a primeira colocação, deve vencer seu jogo e torcer por derrotas de Olímpico e Ras Time.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 8ª RODADA
The Veras 4 x 1 Fora de Série
THE VERAS VENCE FÁCIL O FORA DE SÉRIE E ESTÁ A UM PASSO DA CLASSIFICAÇÃO
Com Vitinho e Ariel empolgados, time conquista vitória tranquila e já espera o mata-mata
Por Renato Malaguti
O The Veras não teve muitas dificuldades para vencer o Fora de Série, principalmente devido ao bom futebol apresentado por Vitinho e Ariel, responsáveis por três dos quatro gols marcados por sua equipe. O time celeste até tentou dificultar a vida adversária, mas foi nítida a superioridade dos meninos liderados por Pedro De Luna durante quase toda partida. Com isso, a equipe de Rica permanece na zona de rebaixamento do Grupo A e está a um passo de descer à Bronze.
Logo aos dois minutos de bola rolando o placar foi aberto a favor do Veras. Em contra-ataque rápido, Ariel recebeu no campo ofensivo e chutou cruzado por entre as pernas de Saulo. Após o gol, que aconteceu rapidamente, o jogo ficou mais tranquilo. Ambas as equipes marcavam bem e não foram criadas muitas oportunidades nos minutos posteriores. Somente cinco minutos depois, Cabeça, do Fora de Série, recebeu pela direita e chutou cruzado para fora, mostrando que sua equipe não estava ali para ver o adversário jogar. O banco do Fora de Série gritou muito, elogiando o camisa 9 do seu time.
Após esse ataque, um lance polêmico: em cobrança de falta, Caniggia empatou a favor do Fora de Série, mas o árbitro anulou o gol afirmando que um jogador prejudicou a visão do arqueiro Benga. Tal fato causou revolta por parte do Fora, que reclamou muito. Do outro lado, vendo que o seu rival estava começando a gostar do jogo, o Veras foi esperto e saiu para cima com todas as forças, conseguindo ampliar a vantagem para 2 x 0 em ótimo chute de Vitinho que acertou a forquilha antes de entrar.
A partir daí, as oportunidades começaram a aparecer mais, mas os time não tinham muita eficiência. De longe, Rezende pegou bem e acertou o canto de Benga, mas o goleirão conseguiu fazer boa defesa. Do outro lado, novamente as melhores jogadas eram criadas com Vitinho e Ariel, mas a zaga do Fora estava mais esperta, travando sempre o chute.
Faltando pouco para terminar a primeira etapa, Nico cruzou para Vitinho, que bateu na trave. Rica, zagueiro central do Fora de Série, gritou com a equipe dizendo para seus atletas tomarem cuidado na marcação. No último lance do primeiro tempo, fazendo jus à camisa 9, Cabeça desviou cobrança de falta já quase saindo e fez o primeiro – e único – do Fora de Série. Se fossemos resumir o primeiro tempo, pode-se dizer que o The Veras foi superior, criou mais chances e mereceu tal resultado. Entretanto, o Fora não estava morto no jogo.
Na volta para a segunda etapa, aproveitando cobrança de lateral na medida certa, Ariel deu uma cabeçada que mais pareceu um chute e ampliou novamente a vantagem do Veras para dois gols. Em seguida, empolgado com o tento, o time levou perigo novamente, mas dessa vez com Cuccio, em chute de longe que acertou a trave. Poucos minutos depois, arriscando com chute também de longe, Vitinho não pegou tão bem na bola e mandou para fora, mas seus companheiros de equipe aplaudiram mesmo assim, afinal, ele estava com crédito.
Por volta dos 10 minutos, Rica tomou cartão amarelo, mas seu time não deixou o The Veras se aproveitar da vantagem numérica, tanto que Bruninho apareceu bem no ataque e bateu cruzado. A bola acertou a trave.
Boa parte do segundo tempo foi caracterizado pela marcação do The Veras em cima do Fora de Série. A tática do time era clara: eles marcavam bem e tentavam sair para o contra-ataque. Entretanto, os contragolpes não foram muito bem articulados, mas, pelo menos, conseguiram segurar o resultado favorável.
Aos 15 minutos, Cabeça pegou bem na bola e chutou forte e alto, mas Benga fez boa defesa. Três minutos depois, o mesmo jogador subiu para a área, em lance de escanteio, e cabeceou por cima do arco com certo perigo. Entretanto, aproveitando melhor as oportunidades, e mostrando o fato de que quem não faz, toma, o Veras marcou seu quarto gol. Aos 20 minutos, João recebeu dentro da área e girou no pivô, soltando o pé, anotando o 4 x 1.
No finalzinho, o The Veras implantou ainda mais o seu estilo de jogo defensivo em cima do Fora de Série – que não conseguiu quebrar o bloqueio da zaga rival. Com o placar final, o The Veras segue em 5º colocado, com 13 pontos, enquanto o Fora de Série continua na penúltima colocação. Na próxima rodada, o The Veras pega o forte Zenite – enquanto o Fora de Série luta para sair do rebaixamento contra o Maciota’s, no chamado ‘jogo da morte’.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 8ª RODADA
TCM 2 x 0 Diabos Negros
NO CONTRA GOLPE, TCM BATE DIABOS NEGROS E SE CLASSIFICA
Time aposta nos contra-ataques e alcança, pela segunda vez em sua história, a fase de mata-mata
Por Eduardo Bernardi
O quinto colocado, TCM, venceu o sexto colocado, Diabos Negros, e garantiu matematicamente sua presença na próxima fase. A partida foi muito tranquila, tirando a chuva fortíssima que interrompeu o jogo por aproximadamente 30 minutos. O TCM jogou recuado desde o início, chamando o Diabos para cima, que não estava com o setor ofensivo inspirado. O resultado não refletiu bem o que aconteceu na partida. Na maior parte do tempo, o Diabos foi melhor, conseguindo levar perigo à meta de Marcião por diversas vezes, mas o arqueiro estava segurando todas, o que contribuiu ainda mais à vitória de seu time.
O Diabos Negros partiu para cima nos primeiros minutos. O TCM só se defendia, e não conseguia acertar nenhum contra-ataque. A pressão da equipe diabólica era muito forte, mas chances de gol eram raras. Ambas as equipes tinham uma dificuldade inacreditável de acertar os passes decisivos, para deixar alguém em boas condições de finalizar. O primeiro bom lance veio dos pés de Marcel, que chutou da ponta esquerda. Marcião fez uma excelente defesa, mandando para escanteio. O TCM não conseguia se desvencilhar da marcação cerrada e adiantada do Diabos, ficando completamente omisso no jogo.
Daniel e Dijavam criavam as melhores jogadas do Diabos. Ambos corriam pelas pontas e conseguiam driblar com facilidade. Aos 15 minutos, uma tempestade era vista a alguns quilômetros de distância. Muitos analisaram o fato e correram para o bar, antes de o mundo cair no Playball. Alguns segundos depois, juízes escorregando, jogadores desesperados – todos correndo freneticamente em busca de um lugar coberto, já que a água caiu enfurecida junto a um vento lateral muito forte.
Trinta minutos depois, a partida foi retomada. O Diabos continuava pressionando intensamente o TCM. Aos 18 minutos, Marcel fez boa jogada pelo meio e mandou na trave esquerda. Ambas as equipes continuavam errando passes curtos, muitos deles devido ao estado da grama sintética após a chuva. A primeira etapa terminou assim, sem graça, sem sal. Praticamente nada aconteceu. A partida estava muito equilibrada.
O TCM mudou a postura para a segunda etapa. O primeiro bom lance da equipe no segundo tempo veio logo no primeiro minuto e já para marcar. Matheus abriu para a direita e encheu o pé no canto direito, sem chances para Marco. Danilinho quase ampliou no minuto seguinte. O camisa 17 chutou forte no canto esquerdo, mas Marco fez uma grande defesa.
O Diabos respondeu aos 12 minutos, com Baiano, que recebeu bom passe no meio e chutou forte no canto esquerdo. A bola saiu tirando tinta da trave. Em seguida, Zuppo chutou firme, da entrada da área, mas Marcião fez mais uma defesaça no jogo.
O TCM continuava recuado, ainda mais agora que estava na frente do placar. O Diabos aparentava um certo nervosismo no momento de sair com a bola e acabava se atrapalhando. A partir dos 16 minutos, o Diabos exerceu uma pressão gigantesca para cima do TCM, que se defendia muito bem e ainda contava com uma atuação espetacular de Marcião. Chagas comandava o meio de campo. O camisa 30 conseguia prender e distribuir bem a bola, mas a equipe não ajudava e continuava errando passes bobos, que eram facilmente interceptados pela marcação do TCM.
Aos 20 minutos, o TCM acertou um excelente contra-ataque, mas foi desperdiçado devido à quadra encharcada, que prendeu a bola. O Diabos deixava muitos espaços e não conseguia mais levar perigo à meta de Marcião. Faltando dois minutos para o fim, pênalti para o TCM convertido por Carlinhos no canto direito. 2 x 0.
Ainda deu tempo de Renato perder um gol feito para o TCM, no último minuto. O apito final decretou a vitória de um time que não abdicou da estratégia adotada desde o início do jogo. O TCM luta por uma posição melhor no grupo e tem pela frente o terceiro colocado, o Med Taubaté. Já o Diabos enfrenta o vice-líder Ras Time, e um empate o colocará na fase decisiva da Série Prata.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 8ª RODADA
Mercenários 7 x 2 Allianza Sagrado
MERCENÁRIOS FAZ SEGUNDO TEMPO MELHOR E VENCE ALLIANZA
Allianza até equilibrou na primeira etapa, conseguindo jogar de igual para igual com o líder, mas, no segundo tempo, o único time invicto do campeonato acordou e garantiu a vitória
Por Renato Malaguti
Era de se esperar uma vitória fácil do Mercenários em cima do Allianza. Entretanto, no primeiro tempo de jogo, o Allianza jogou de igual para igual, mostrando competência e surpreendendo a todos. Do lado de fora, quem perguntava o placar nos primeiros 25 minutos de jogo ficava surpreso com a resposta. Foi necessária uma boa conversa no intervalo para o Mercenários se reestruturar e garantir a vitória, que veio por goleada.
No comecinho, nenhuma das duas equipes foi para cima. Somente aos 4 minutos, o primeiro lance ofensivo aconteceu – e foi a favor do Mercenários. Em bola sobrada, Diego chutou forte, mas por cima do arco. Do outro lado, recebendo bola dentro da área, Flavito ficou cara a cara com Allyson, mas o goleirão saiu bem e salvou o time. Cinco minutos depois, em boa jogada começada por Birulei, a bola bateu na trave e sobrou para Cesinha, que dividiu com o zagueiro, venceu e marcou de forma oportuna o primeiro do Allianza.
Sem se desanimar, o líder foi para cima. Poucos minutos depois, em chute de longe, Lodetti acertou a trave. Evidenciando uma possível reação do Mercenários, o Allianza pediu tempo técnico para administrar melhor a vantagem – mesmo que pequena – conquistada até então. Na volta, foi o Mercenários que pareceu ter se orientado mais na pequena pausa. Logo na primeira tentativa, o time conseguiu empatar. Toretta, após ótima inversão de jogo de Lodetti, conferiu para as redes.
Com o empate, o jogo ficou mais equilibrado, e o Allianza jogava agredindo e chegando ao gol de Allyson. Assim, Birulei ajeitou bem para Dudu, que chegou de trás soltando o pé. O goleirão fez mais uma boa defesa. Do outro lado, em cobrança de falta, Lodetti chutou colocado, mas fraco, facilitando a defesa do arqueiro Mussolino.
Surpreendendo a todos – principalmente Allyson – Reyna chutou de longe e fez o segundo gol sagrado, deixando mais uma vez a equipe em vantagem. Entretanto, com raça, 3 minutos depois, o Mercenários igualou novamente o placar. Em jogada aérea, Toretta acertou a trave de cabeça. No rebote, Dezinho fez o seu.
Nos últimos minutos de jogo, ambas as equipes atacaram, mas o Mercenários levou mais perigo, por duas vezes. A equipe só não virou o jogo graças a boas defesas do goleirão do Allianza. Na primeira, Toretta cabeceou bem em escanteio, e o arqueiro deu uma ponte para salvar. Depois, no último lance, Lodetti cruzou para Toretta, que cabeceou novamente bem, só que mais uma vez o goleirão evitou o gol e levou o empate para a etapa final.
Se no primeiro tempo, o favoritismo do Mercenários não foi evidenciado, já que as equipes jogaram de igual para igual, no segundo, logo no primeiro lance, ficou claro que a postura do Mercenários seria outra. Assim, o time conseguiu virar o jogo com Fê, em chute colocado.
Arriscando de longe, Rafa Storch levou perigo e mandou a bola ao lado do arco. Dois minutos depois, também em chute colocado, Diego, do Mercenários, acertou o canto, mas Mussolino fez mais uma boa defesa. Aproveitando contra-ataque e esbanjando habilidade, próximo aos 10 minutos de bola rolando, Toretta recebeu dentro da área, driblou o goleiro e fez o quarto.
Empolgado com o gol, Toretta levou perigo em chute no canto, mas o goleiro do Allianza conseguiu impedir. O jogo ficou mais pegado após o Mercenários abrir dois de diferença, tanto é que Reyna, do Allianza, e Renato, do Mercenários, tomaram cartão amarelo. No meio do jogo, uma forte chuva forçou a partida a ser pausada por mais de meia hora, esfriando os ânimos.
Conforme o toró foi diminuindo, notava-se que alguns atletas do Mercenários não queriam perder o ritmo de jogo e treinavam sozinhos na garoa. Na volta, Allyson – que estava se aquecendo mesmo embaixo da chuva – fez boa defesa em chute de Ronan finalizando contra-ataque. Mostrando mais eficiência, também em contra-ataque, Guto recebeu na esquerda e chutou cruzado. 5 x 2.
A partir daí, o Allianza estava entregue, tanto que, em chute cruzado de Tulio, Dezinho se esticou todo e, de carrinho, marcou mais um. Fechando a goleada, em chute de longe, Fê decretou o resultado final em 7 x 2.
Com esse resultado o Mercenários segue 100% no campeonato, com 8 jogos e 8 vitórias, no topo da tabela. Na próxima rodada, o time enfrenta o Inflação precisando apenas do empate para se garantir na Ouro em 2013. Já o Allianza Sagrado segue em 8º, lutando para não ser rebaixado. Pega o Cabeça Rachada e tem obrigação de vencer para não cair, afinal, como Maciota’s e Fora fazem confronto direto, uma vitória nesse jogo coloca o Allianza na Série Bronze.
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