Cabeça tem bela apresentação de futebol e não dá chance alguma ao lanterna do grupo
Por Eduardo Bernardi
Foi uma aula de jogar futebol da equipe do Cabeça, que vem se recuperando após início conturbado. Chegou a 7 pontos e ocupa a sétima colocação, mas está na briga pelo G-6 nas rodadas finais, já que Império, em 6º, soma 9 pontos. O Maciota´s, lanterninha do Grupo A, não conseguiu jogar de igual para igual e acabou tomando uma saraivada de gols de uma equipe que demonstrou muita técnica no meio, especialmente Marcelo Arico e Fabinho, e promete dar muito trabalho para seus futuros adversários.
Nos primeiros minutos, o Cabeça apenas trocava passes, invertendo a bola de um lado para outro; o Maciota´s, por sua vez, resumia-se a marcar. A equipe não conseguia sequer ter dez segundos de posse de bola. Mesmo assim, a primeira boa chance de gol saiu aos 2 minutos, com Evandro, que recebeu na cara do gol e mandou para fora. Após o susto, o Cabeça pressionou mais ainda, empurrando cada vez os jogadores do Maciota´s para trás.
Aos 4 minutos, a pressão do Cabeça surtiu efeito. Marcelo Arico recebeu bom passe no meio e tocou com categoria no canto esquerdo para abrir o placar. O gol despertou o ímpeto ofensivo do Maciota´s, que se lançou ao ataque; porém, a subida dos jogadores deixou a equipe muito vulnerável na hora de interromper os contra-ataques do Cabeça. Aos 7 minutos, Marcelo Arico driblou dois marcadores e fez um golaço, com um toquinho no canto direito. 2 x 0. No minuto seguinte, Vagner arrancou do meio de quadra e encheu o pé no canto esquerdo, sem chances para o goleiro.
Era incrível o domínio que o Cabeça exercia no jogo, demonstrava segurança no momento de criar as jogadas, de sair com a bola. As únicas tentativas do Maciota´s eram chutes de longa distância, que, na maioria das vezes, iam totalmente para fora. A melhora do Maciota´s veio a partir dos 11 minutos, quando os jogadores começaram a ter mais calma no momento de dar o último passe. Aos 13 minutos, Jerry recebeu na direita e encheu o pé no canto direito para diminuir o marcador.
Entretanto, o gol não mudou a postura do Cabeça, que continuou com amplo domínio na partida, atacando freneticamente com Fabinho e Marcelo Arico. O Maciota´s continuava apostando em contra-ataques. Aos 16 minutos, Jerry recebeu lindo passe e carimbou a trave, da entrada da área. A partir daí, a partida ficou muito equilibrada, com o Cabeça esbarrando na marcação forte do Maciota´s, que conseguia, algumas vezes, acertar um bom contra-ataque.
Aos 18 minutos, Fabinho recebeu passe no meio, abriu para a canhota e mandou um foguete no canto esquerdo, marcando mais um. O quarto gol só deixou o Maciota´s mais recuado ainda. No último minuto da primeira etapa, Michilin recebeu cruzamento da direita e só empurrou. 5 x 1.
O Maciota´s voltou para a segunda etapa atacando mais. O Cabeça se defendia muito bem, o que tornou o jogo um tanto quanto morno por alguns minutos. Aos 6 minutos, Dieguinho aproveitou uma bola na trave e só colocou pra dentro. Dois minutos depois, Vagner serviu Dieguinho, que tocou no canto direito, marcando o sétimo do Cabeça.
Mesmo com a larga vantagem no placar, o Cabeça aplicava a filosofia do “tá zero a zero”, e continuava a atacar sem parar. Era incrível como a marcação e a boa atuação de Macaco neutralizavam qualquer chance de gol do Maciota´s. Aos 13 minutos, Luisinho tocou para o meio da área, Dieguinho fez um belíssimo corta-luz e a bola entrou. 8 x 1.
Foi aí que o Cabeça diminuiu o ritmo e começou a se poupar, nos dez minutos finais. O único que permanecia correndo sem parar era Dieguinho, que se movimentava muito bem no ataque, segurando a bola com eficiência. Aos 17 minutos, Macaco fez uma defesa espetacular em chute de Lê. O arqueiro pegou no cantinho, com um reflexo impressionante. Logo após, Lê chegou mais uma vez com perigo, só que agora mandou no travessão. O Cabeça brincava de jogar, conseguia administrar o resultado de uma forma impressionante, não dando chance nenhuma para o Maciota´s sequer finalizar a gol.
Os minutos finais de jogo foram muito tranquilos, a bola não saía do ataque do Cabeça, que apenas segurava o resultado; as equipes estavam nitidamente exaustas, o que tirou qualquer possibilidade de mais emoções no final. A goleada dá ao Cabeça 7 pontos e encosta no Império Celeste na tabela, que tem 9. Na 7ª rodada, o time dos irmãos Fabinho e Luisinho encara o vice-lanterna Fora de Série. O Maciota’s, por sua vez, na lanterna, joga todas suas fichas diante do Inflação. A derrota é praticamente o decreto de rebaixamento.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 6ª RODADA
Med Taubaté 4 x 0 Diabos Negros
MED BATE DIABOS E É VICE-LÍDER
João Humberto e Javier desequilibram no segundo tempo e garantem mais uma vitória para os doutores
Por Renato Malaguti
Com dois times com o mesmo número de pontos na tabela, o jogo entre Diabos Negros e Med Taubaté tinha tudo para ser disputado, mas devido a alguns contrapontos, como jogar com jogador a menos, o Med conseguiu ter uma vitória relativamente fácil, fato comprovado pelo resultado favorável de quatro gols.
Nos primeiros quinze minutos de jogo o Diabos jogou com um atleta a menos. Durante esse período, o Med dominou e criou mais, mas só conseguiu efetuar um gol. Após o sexto atleta do Diabos entrar em campo, ainda na primeira etapa, o final do primeiro tempo ficou equilibrado. Entretanto, o Med matou o jogo com 7 contra 7, mas com Javier e João Humberto jogando por dois.
A verdade é que com ou sem jogadores a mais, o time do Med conseguiu criar mais oportunidades e jogou melhor. Marco, goleirão do Diabos, foi um dos responsáveis para o placar não ter sido ainda mais desfavorável para sua equipe.
com um a mais, só deu Med Taubaté no início. O Diabos se fechou na zaga, ficando sem referencia no ataque, para evitar goleada. Assim, quem esperava um Med a todo vapor foi surpreendido. Somente aos cinco minutos a primeira jogada foi desenvolvida. Em lance de rebote, a bola sobrou para Anibal, que tirou Marco, mas, em cima da linha, Vinicios conseguiu impedir o gol. Dois minutos depois, em chute de longe, Mauricio mandou a bola por cima do gol, sem muito perigo. Em seguida, Bruninho abriu bem para o meio e chutou com a perna esquerda. A bola tinha direção, mas mais uma vez Vinicios mudou a trajetória da redonda.
O primeiro gol do jogo saiu apenas aos 10 minutos. Mauricio, em chute rasteiro de longe, contou com desvio para matar o goleirão Marco. Após sair na frente no placar, o Med continuou atacando. João Humberto arriscou chute e acertou o canto esquerdo, mas Marco fez sua primeira boa defesa. Do outro lado, mostrando que mesmo com desvantagem numérica o Diabos Negros não estava morto, Baiano recebeu pela direita, mas acabou chutando para fora. Em seguida, Bruninho recebeu bom lançamento de escanteio e bateu de prima para o chão. A bola pingou e acertou a trave, depois foi para fora.
Aos 16 minutos Fabiano chegou e finalmente o Diabos Negros ficou com 6 na linha. Logo em seguida, para reestruturar a equipe, os jogadores pediram tempo. Na volta, Chagas e Javier se desentenderam e ambas tomaram amarelo. Nos últimos minutos do primeiro tempo, a partida ficou mais truncada no meio, sem nenhum lance criado.
Na segunda etapa, o Med veio com tudo para cima do seu rival. No primeiro lance, Bizuza lançou Wagner na área, mas Marco saiu dividindo com o camisa 11 e levou a melhor. Em seguida, Gustavo tabelou com Anibal, mas na hora da conclusão pegou mal na bola e jogou para fora.
Com cinco minutos, Anibal roubou a bola no campo ofensivo e cruzou para João Humberto. O camisa 7 ficou cara a cara com o goleiro, mas foi brecado por Marco, que salvou a equipe do Diabos de tomar o segundo gol. Do outro lado, João tocou bem para Baiano pegar na veia de direita, mas João, goleiro do Med, também mostrou eficiência e defendeu, mandando a bola para escanteio.
Valorizando o chute de longe, Mauricio tentou surpreender como fez no primeiro gol e acabou levando perigo e acertando o lado do arco. Aos 12, de forma merecida – já que estava criando mais oportunidades ofensivas – o Med fez seu segundo gol com João Humberto. Javier driblou um, ganhou na corrida de outro e cruzou na medida para o camisa 7 só empurrar para as redes.
Após abrir a vantagem para dois gols de diferença o Med foi ainda mais para cima do Diabos Negros. Em bonita tabela, João Humberto tocou para Javier, que mandou a bola na trave. Em chute cruzado, João Humberto quase fez, mas foi parado pelo goleirão Marco em mais uma boa defesa.
O Diabos só estava fazendo papel passivo no jogo e via o Med criar boas oportunidades. Aos 15 minutos, contando com a sorte, João Humberto bateu e a bola desviou em Vinicios antes de entrar. 3 x 0. Três minutos depois, com os ânimos à flor da pele, João Humberto apareceu livre em escanteio e marcou o quarto do Med com chute de prima.
Nos últimos cinco minutos de jogo, mesmo com o resultado favorável, o Med Taubaté continuou pressionando. Em escanteio, Javier mergulhou de peixinho, a bola sobrou para João Humberto bater com força e explodir em Marco. Bizuza também acertou potente chute do meio da rua na trave.
No último lance do jogo, Javier ficou cara a cara com a muralha Marco, mas o arqueiro levou a melhor espalmando o bom chute do atacante para fora. Antes de sair, a bola ainda bateu na trave. Com o resultado favorável, a equipe do Med Taubaté fica em 2º lugar na tabela, atrás apenas do Roleta Russa Olímpico, do goleador Ritolê. Já o Diabos, sem somar pontos, segue em 6º, com 9 pontos. Na próxima rodada, o Diabos Negros enfrenta o Bufalos, enquanto o Med Taubaté pega o NGM.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 6ª RODADA
Acidus 4 x 1 Allianza Sagrado
DE VIRADA, ACIDUS VENCE ALLIANZA E ASSUME 3ª POSIÇÃO
Com segundo tempo impecável, o Acidus aproveita os espaços deixados pelo adversário e vence com propriedade
Por Eduardo Bernardi
Com um segundo tempo muito bom, Acidus e Allianza Sagrado protagonizaram uma partida muito equilibrada. Lucas foi decisivo nos poucos minutos em que esteve em quadra, dando assistência e marcando o gol da virada, além do zagueiro Juba ter uma atuação de gala na marcação. Mesmo com o Allianza dando trabalho e jogando de igual para igual, o jovem time sucumbiu diante do Acidus, que poderia ter vencido por muito mais, se não tivesse perdido tantas oportunidades.
O Allianza ensaiou uma pressão nos dois primeiros minutos de partida, mas quem deu o primeiro bom ataque do jogo foi o Acidus, com Juba, que chutou forte de canhota na trave. No lance seguinte, Caballero chutou no canto esquerdo e Philipe fez uma linda defesa. O Allianza respondeu com o ligeiro Reyna, que chutou da entrada da área no canto esquerdo. Urso fez uma defesa incrível.
O que mais chamava atenção no jogo era a eficiência e garra com que as duas equipes marcavam. A partir dos 5 minutos, o Acidus tomou conta da partida; o Allianza, que no início atacava mais, recuou bastante. Aos 9 minutos, Caballero perdeu na cara de Philipe. O camisa 10 isolou a melhor chance do Acidus na partida até então.
A partir dos 10 minutos, o Allianza melhorou um pouco e começou a sair mais para o jogo. O problema sagrado era o momento de concluir a jogada. Os jogadores trocavam bons passes, especialmente com Reyna na armação, conseguiam avançar, mas não tinham a calma necessária no momento de finalizar. Do lado ácido, Jaka vinha tendo uma boa atuação, participando de praticamente todas as jogadas ofensivas. O Allianza voltou a assustar aos 15 minutos, com Reyna, que abriu para a direita e mandou no cantinho direito de Urso, que fez uma belíssima defesa.
O Acidus era ainda um pouco superior ao Allianza, mas muito displicente nas finalizações. Caballero, que tinha as melhores oportunidades, perdia muitos gols praticamente feitos. Os últimos cinco minutos da primeira etapa foram do Allianza, que, aos 20 minutos, teve sua melhor chance no jogo, novamente com Reyna. O camisa 8 chutou no travessão.
A segunda etapa começou com pressão do Acidus, que deixava muitos espaços na defesa. O Allianza conseguia encaixar algumas boas jogadas e assustava mais do que o Acidus, principalmente com Cesinha e Lucas Janaudis. Aos 6 minutos, Ronan aproveitou cruzamento da direita e abriu o placar para o Allianza. No lance seguinte, sem deixar o Allianza se acostumar com o placar favorável, chute de Alemão defendido por Philipe caiu nos pés de Lucas, que pegou o rebote mas o goleiro cresceu diante dele e mandou para escanteio. O camisa 9 correu e tocou rapidamente no primeiro pau à meia altura para Louiz, que foi mais espero que a marcação e deu um leve desvio no canto direito, empatando a partida.
Os gols relâmpagos esquentaram completamente o jogo. Antes se via um jogo parado, na maioria do tempo sem acontecimentos, agora a bola passava de um lado para o outro da quadra em questão de segundos. O Acidus continuava melhor, mas parava na boa marcação do Allianza, que também esbarrava na marcação do Acidus. Era a tônica de boa parte do jogo.
Porém aos 13 minutos, tudo mudou. Caballero puxou contra-ataque e tocou para Alemão, na direita, que cruzou para a área rapidamente onde chegava Lucas. De carrinho, ele tocou na bola e a fez morrer no fundo do gol. Era a virada do Acidus. Esse gol foi o suficiente para o Allianza mudar completamente sua estratégia de jogo, o que foi seu maior erro. Todos os jogadores subiam ao ataque sem ordem, abrindo espaços para o contra-ataque.
O Acidus recuou e passou a administrar o resultado com muita eficiência, marcando e esperando a hora de matar o adversário. E assim foi. Thomas recebeu bom passe de Jaka e chutou forte. Philipe deu rebote e o mesmo camisa 11, em sua segunda chance, deixou a sua marca. 3 x 1.
O Allianza se jogou ao ataque, mas quem voltou a marcar foi o Acidus, aos 21 minutos. Alemão fez o famoso “um dois” com Thomas e chutou no cantinho para fazer o quarto do Acidus.
Os minutos finais foram tranquilos. O Acidus apenas esperava o fim do jogo enquanto o Allianza parecia conformado com a situação. Tanto que o último lance do jogo foi de uma bizarrice sem tamanho, digno de medalha de ouro no Inacreditável Futebol Clube. Jaka, pela esquerda, foi avançando e driblou toda a defesa do Allianza, inclusive o goleiro. Praticamente em cima da linha, ele tocou devagarzinho... para fora! Quem viu não acreditava que estava vendo.
A vitória acidiana combinada às derrotas de Inflação e The Veras deu a 3ª posição ao time, com 11 pontos. Na 7ª rodada, tem a pedreira Zenite pela frente, que vem na vice-liderança com 15 pontos. Já o Allianza, ainda sem vencer e apenas 2 pontos somados, pega o Império Celeste, que tem 9 pontos e fecha o G-6.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 6ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 3 x 2 NGM
OLÍMPICO VENCE OUTRA E CONTINUA NA PONTA
Mesmo sem Caio Ribeiro, NGM joga de igual para igual com direito a pressão no final – mas não consegue vencer líder do grupo
Por Renato Malaguti
Para quem esperava por uma vitória fácil do Roleta Russa Olímpico em cima do Não Guento Mais, foi surpreendido. O NGM vinha de duas derrotas, dois empates e apenas uma vitória e seu melhor jogador, Caio Ribeiro, não compareceu. O Roletinha até criou mais oportunidades, mas nem por isso teve o jogo em mãos em nenhum momento. No finalzinho da partida até tomou pressão e contou com boa defesa de Machado e bola no travessão que poderiam ter resultado no empate do seu rival.
Logo de cara, Kuminha sofreu falta de Renato. Na cobrança, ele rolou para Ritolê, que foi travado na hora do bate e ouviu um gritão na orelha do zagueiro rival. Tal fato comprovava que o artilheiro seria bem marcado.
O Roleta continuou atacando. Pina subiu na área, recebeu bom toque e abriu para bater com a esquerda. Ele chutou forte no alto, mas Robson fez boa defesa, mandando para cima. Kuminha também arriscou de longe, mas mandou a redonda por cima do arco.
Mesmo atacando mais, o primeiro gol da partida não veio a favor do Roleta. Aos 9 minutos, em lance de escanteio, a bola foi desviada pela zaga do próprio Roleta e acabou entrando, marcando o primeiro do NGM. O gol foi dado a Memé. Entretanto, sem se desanimar, a equipe olímpica chegou ao placar dois minutos depois. Em chute de Ritolê, do Roleta, seu primo Guitolê tentou tirar de carrinho e acabou marcando contra.
Após empatar, a sede da virada foi evidenciada a favor do Roleta. Ritolê cortou um e chutou rasteiro, mas em cima da linha o zagueiro Alemão conseguiu desviar a bola. Poucos minutos depois, em um belo chute de longe, Kuminha acertou o ângulo direito de Robson e fez o segundo gol do Roleta, aplicando a virada.
O jogo estava equilibrado, mas o Roleta criava mais. Entretanto, o NGM não se desanimava com isso e também ia para cima. Aos quinze minutos, em lance de escanteio, Carlitos subiu mais alto que todo mundo e cabeceou com perigo ao lado do arco. Do outro lado, em boa jogada individual, Ritolê pedalou, puxou para o meio e soltou o pé, mas Robson fez boa defesa e mandou para escanteio.
No segundo tempo, logo no primeiro lance do jogo, o NGM conseguiu empatar em cobrança de falta. Com forte chute de Renato, a bola desviou na zaga e matou o goleiro Machado. O Roleta não abaixou a cabeça e foi para cima, criando três boas oportunidades. Em contra ataque rápido, Brian cruzou bem procurando Ritolê, mas a zaga afastou no meio do caminho. Logo depois, em falta próximo ao escanteio, Brian ainda acertou a trave, mesmo sem ângulo. Em jogada individual, Ritolê conseguiu passar bem por um, mas na hora da conclusão chutou em cima do arqueiro rival.
Mostrando que não estava morto no jogo e rebatendo a pressão do Olímpico, o NGM assustou em cobrança de falta de Carlitos, que bateu na barreira e, no rebote, o mesmo chutou ao lado do gol. Entretanto, o Roleta mostrava mais trabalho em equipe, o grande trunfo do time. Em mais uma boa tabela entre Kuminha e Brian, este parou apenas na boa defesa de Robson.
Após esse ataque o R.R Olímpico pediu tempo técnico. Na volta, em chute de longe, Guitolê levou perigo a favor do NGM. Do outro lado, Kuminha lançou Ritolê, que ficou cara a cara mas Robson saiu bem e parou o atacante.
Em chute de longe, Catatau contou com desvio no meio do caminho e quase surpreendeu Robson. De tanto tentar, o gol do Roleta saiu aos 16 minutos. Em contra ataque rápido, Ritolê encontrou Catatau chegando de trás. ele bateu no canto, impossibilitando qualquer chance de defesa. 3 x 2.
O gol acendeu o jogo, e Kuminha tocou para Catatau, que abriu bem para direita procurando o ângulo, mas Robson foi buscar a redonda e acabou espalmando para escanteio.
Nos último cinco minutos, as duas equipes chegaram com perigo. Kuminha bateu bem e acertou a trave. Do outro lado, Gerson recebeu próximo à entrada da área e chutou forte no canto, mas Machado salvou a equipe de tomar o empate. No finalzinho, em bola sobrada de escanteio, Bruno ainda acertou a trave em forte chute, quase empatando no minuto final.
O Roleta Russa Olímpico chega à 5ª vitória em 6 jogos, somando 15 pontos e mantendo-se na liderança. Já o NGM, com apenas 5 pontos, vem na 8ª posição, bem próximo da linha da zona de rebaixamento. Na próxima rodada o NGM pega o Med Taubaté, 2º colocado, de Javier e João Humberto, enquanto o Roleta enfrenta o Elite, 3º colocado.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 6ª RODADA
Zenite 5 x 4 Inflação
ZENITE REAGE E VIRA PRA CIMA DO INFLAÇÃO
Fê Rampazo, pelo Zenite, e Chide, do Inflação se destacam em partida de muitos gols e emoção, marcada pela virada ainda no primeiro tempo dos celestes
Por Eduardo Bernardi
O Zenite, vice-líder do Grupo A, demonstrou um potencial de reação impressionante. A equipe chegou a estar perdendo por 3 x 1, mas buscou a virada ainda no primeiro tempo, com uma atuação impecável de Fê Rampazo; o Inflação, que briga diretamente com o Acidus pela terceira posição, jogou muito bem, mas pecou no momento de segurar o resultado. Um jogo espetacular de ser assistido.
Os dois primeiros minutos de partida não tiveram praticamente nenhum acontecimento, as equipes pareciam receosas em atacar. O primeiro ataque veio aos 3 minutos, com Eloi, que bateu de chapa do meio da quadra e viu a bola entrar no ângulo direito de Léo Ballestero, um dos gols mais bonitos do campeonato. Dois minutos depois Fê Rampazo aproveitou falha geral da defesa do Inflação e empatou. Era só o começo de uma partida espetacular.
A partir dos 5 minutos, o Inflação se lançou ao ataque, chegando com perigo muito mais vezes do que o Zenite. O artilheiro Chide era o destaque por parte do Inflação. O camisa 16 recebeu lançamento, matou no peito e bateu rasteiro no canto direito, marcando o segundo de sua equipe.
O Inflação era absoluto no jogo, e chegou novamente com Chide pela esquerda. Ele cortou a marcação e bateu rasteiro no canto esquerdo. A bola entrou rente à trave esquerda. 3 x 1. O terceiro gol fez o Zenite pedir tempo técnico, logo aos nove minutos, e pareceu surtir efeito. Na volta, a equipe se lançou ao ataque. Aos 11 minutos, Fê Rampazo recebeu na esquerda e chutou forte, mas Sandrinho pegou com os pés. No minuto seguinte, novamente Fê recebeu livre, dentro da área, e chutou no cantinho. Sandrinho fez uma defesa espetacular.
O Inflação não conseguia sair da defesa, a pressão do Zenite era muito forte. Aos 12 minutos, Rodrigo Santana, após bola na trave, acertou um voleio espetacular e marcou o segundo do Zenite. A pressão continuava, o Inflação marcava com praticamente todos os jogadores. O jogo deu uma esfriada aos 15 minutos, o que se via eram muitos erros de passe e as equipes aparentando cansaço por causa do sol. Quando estava calmo, P.O recebeu cruzamento de Fê Rampazo e só empurrou para empatar em três tentos.
O que se viu no restante do primeiro tempo foi o Inflação irreconhecível, parecia outro time se comparado aos primeiros minutos de jogo. Aos 22 minutos, Cris Love acertou uma bela cabeçada no canto direito, mas Sandrinho interceptou com as pontas dos dedos. O primeiro tempo se encaminhava para o final, até que Fê Rampazo desviou cruzamento da direita e marcou o quarto do Zenite, aos 24 minutos.
O Inflação voltou para a segunda etapa priorizando a posse de bola. Logo aos 2 minutos, Chide recebeu na ponta direita, livre, e tocou no canto direito para empatar novamente. A igualdade no placar reequilibrou o jogo, com ambas as equipes atacando e defendendo sistematicamente. Mesmo assim, não se via mais chances de gol.
O jogo estava totalmente diferente do primeiro tempo, até os 7 minutos, quando Rodrigo Santana bateu falta rasteira a la Ronaldinho Gaúcho e colocou o Zenite novamente na frente do placar. No minuto seguinte, o Inflação quase empatou a partida com Lú, que matou no peito e encheu o pé. Léo Ballestero fez uma defesa espetacular. A partida caminhava corrida, bem disputada. Fê Rampazo perdeu um gol inacreditável, aos 10 minutos, ao receber passe na área, livre, sem goleiro, e mandar para fora.
Com o decorrer da partida o clima foi esquentando, mas nada de gols. O Zenite se defendia de qualquer maneira; o Inflação, que atacava demais, deixava espaços na defesa e tomava sustos constantes. Os cinco minutos finais foram de pura tensão. Aos 22 minutos, Cris Love foi expulso do banco de suplentes por xingar o árbitro. Chide, em um dos lances finais, conseguiu boa jogada pela esquerda e chutou forte no canto direito, mas Léo Ballestero, que fazia uma baita partida, pegou de novo. O minuto final foi de dividas fortes e desespero por parte dos jogadores do Inflação, que não conseguiram empatar novamente a partida, que acabou com vitória por 5 x 4 do Zenite.
Os 3 pontos mantêm o Zenite na vice-liderança com 15 pontos. Tem o Acidus pela frente na perseguição ao líder Mercenários. Já o Inflação, com a derrota, perdeu a 3ª posição ao amarelo-limão, já que estacionou nos 10 pontos. Tenta a reabilitação contra o lanterna Maciota’s na 7ª rodada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 6ª RODADA
Elite 3 x 2 Bonde dos Abelhas
ELITE DERRUBA BONDE NO FIM COM GOL DE CHONI
Camisa 7 liderou a equipe à vitória, que coloca o Elite na 3ª posição do Grupo B com 12 pontos; BDA saiu da lanterna com o revés do XTJ, mas ainda amarga a zona de descenso
Por Douglas Almasi Santos
Impondo em quadra um futebol que mescla objetividade e experiência, o Elite afundou mais ainda o Bonde dos Abelhas nas últimas posições do grupo B. A equipe de Choni, depois do placar de 3 x 2, alcançou os 12 pontos e, ao mesmo tempo, a terceira posição na chave – está a uma vitória do Roleta Olímpico, líder do grupo. Já o BDA está cada vez mais próximo de voltar à Série Bronze, divisão na qual foi campeão na 3ª edição. A equipe não consegue se encontrar em quadra, já que perdeu alguns jogadores importantes – como Maca e Guarulhos – e vive com problemas de ausências de participantes. Ou o time reage nas 3 últimas rodadas, ou será adeus à Série Prata.
O embate teve um primeiro tempo fraco em termos de ataques. Foram 25 minutos de muita marcação e destruição por parte das defesas. Consequentemente, os ataques funcionaram pouco. O primeiro deles demorou um tanto a sair, e foi do BDA. Vi recebeu passe na direita e soltou a bomba, mas sua tentativa desviou no zagueiro e saiu, com muito perigo. O Elite respondeu em seguida. Cobrança de lateral na área, e Choni apareceu como uma flecha para testar a bola no ângulo esquerdo, mas Coqueiro se esticou todo e fez bela defesa, jogando a escanteio.
Apostando em sua especialidade – bolas paradas –, o Elite surgiu novamente no ataque. Em cobrança de lateral, Manza, no lado esquerdo, acertou um petardo de primeira, de pé esquerdo. Mas sua oportunidade saiu com muito perigo. Neste período da partida era o Elite que dava as cartas. Tocando de forma fácil a equipe tinha a posse da bola. Porém, com um BDA bem fechado, os ensaios da equipe de Rafa Marques quase não se consumavam. Em um deles, Rafa Gomes fez a jogada e rolou para Choni. O camisa 7 surgiu e chutou de 3 dedos, a bola passou tirando tinta do travessão e saiu. A resposta do BDA chegou com William. O camisa 18 avançou pela direita e arriscou, porém, desviada na defesa, sua tentativa acabou abafada, facilitando a vida de Diego.
A partida era truncada e um gol não era mais esperado pelos torcedores presentes à quadra 6. E, caso saísse, a tendência seria de um tento marcado pelo Elite. Mas não foi o que ocorreu. Vi recebeu na entrada da área e chutou forte no canto direito de Diego, indefensável ao arqueiro. A bola bateu na trave que sustenta a rede e saiu. Era o BDA largando na frente e contrariando os prognósticos.
Antes de a partida alcançar o intervalo, o time de Vi quase chegou ao segundo tento. William recebeu na direita e chutou cruzado, mas Diego estava atento e fez defesa segura. O fim da primeira etapa mostrava um placar desfavorável ao Elite. Mas era uma situação que seria revertida logo no início da etapa final.
Cobrança de lateral, Alexandre surgiu na segunda trave e desviou de cabeça para igualar o embate. A partir do gol de empate, um verdadeiro massacre azul para cima do BDA aconteceu. Manza recebeu bom passe pelo lado esquerdo e, de perna esquerda, chutou cruzado para fora. Na sequência, grande lance do Elite. Choni arrancou pela direita, passou pelo marcador e cruzou; a bola passou por toda extensão da área e foi afastada parcialmente pela zaga; Manza pegou o rebote e cruzou novamente, Choni surgiu rapidamente no meio dos zagueiros e desviou ao gol, mas Coqueiro fechou sua meta, evitando a virada.
Mais Elite: Maciel fez linda jogada na linha de fundo pelo lado esquerdo, rolou para trás até a chegada de Manza que chutou forte por cima da meta de Coqueiro. O BDA resolveu sair da pressão e resolveu atacar. Cobrança de lateral, Rapahel resvalou de cabeça, a bola desviou nas costas do zagueiro e saiu com muito perigo. O Elite rebateu com Rafa Gomes. Ele recebeu na direita e chutou cruzado para fora. Depois disso, quem apareceu foi o camisa 8, Maciel. Ele teve 3 oportunidades de colocar o Elite à frente.
Na primeira, recebeu no flanco esquerdo e chutou forte, cruzado, para defesa de Coqueiro. Na segunda chance, apareceu novamente pelo lado esquerdo, driblou o marcador e soltou a bomba para nova intervenção de Coqueiro. Porém, na terceira tentativa, o arqueiro do BDA nada pôde fazer: bate e rebate na frente da zaga dos ‘abelhas’, e a bola sobrou para Maciel, que fuzilou sem piedade. Era o Elite fazendo jus a um bom segundo tempo. Mas o futebol prega peças, e o BDA chegou ao empate. Bola alçada na área, Leandrinho pegou de bate-pronto e marcou um bonito gol.
Quando tudo se encaminhava para uma igualdade, mas chegou a bola parada para salvar o dia ‘elitense’. Cobrança de lateral, e Choni apareceu para cabecear firme, sem chances de defesa para Coqueiro. Era a confirmação de um triunfo suado – 3 x 2 –, mas que colocava o Elite na cola do líder Roletinha. E a equipe tem a oportunidade de alcançar os mesmos 15 pontos do primeiro colocado: na rodada do dia 20, duela com o Olímpico na luta pela vaga na Ouro.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 6ª RODADA
TCM 5 x 3 XTJ
COM SUSTO, TCM DERROTA XAROPES E SEGUE NO G-6
Equipe amarela e preta sofre para bater um XTJ sem reservas; na próxima rodada, confronto direto com o Ras na luta pela vaga na fase final
Por Douglas Almasi Santos
O TCM se reabilitou no Grupo B e voltou a sonhar com a vaga na segunda fase da Série Prata. A equipe de Marcião sofreu diante de um valente XTJ – uma vez que não tinha jogadores para revezar –, mas conseguiu confirmar o triunfo na etapa decisiva e saiu com os 3 pontos de quadra. Mesmo podendo finalizar o jogo no primeiro tempo, o time correu riscos e quase foi surpreendido por um XTJ comandado pelo camisa 9, Modesto. Porém, no fim da etapa o zagueiro Fava foi expulso, facilitando a vida do TCM. O XTJ, com o revés, caiu para a lanterna do grupo com apenas 3 pontos ganhos.
Valendo-se da falta de suplentes do adversário, o TCM começou o jogo da forma como todos os presentes esperavam: sufocando o XTJ. As 4 primeiras tentativas de efetivo perigo foram da equipe de Cláudio. Carlinhos, principal destaque do time no embate, fez a primeira jogada: ele recebeu bom passe no meio de quadra, girou o corpo e disparou o torpedo, que acabou desviando na zaga e saindo com perigo. Depois, em cobrança de lateral, Danilinho ajeitou para Zé Roberto, que chutou cruzado para fora. Mais TCM: Carlinho encheu o pé da entrada da área para boa defesa de Kraudio; no rebote da defesa, Danilinho acertou o pé da trave esquerda antes de a bola sair. Carlinhos, de carrinho, ainda perderia boa chance, depois de passe de Zé Roberto.
Após a avalanche do TCM, o XTJ resolveu atacar. Modesto recebeu passe pela direita e soltou a bomba, mas a pelota saiu sem perigo. Guardando fôlego para aguentar toda a partida, o XTJ sofria ataques atrás de ataques. Porém, foi o XTJ a abrir a contagem. Fava roubou a bola e avançou pelo flanco esquerdo. Aplicou um lindo drible em Thiagão, cortou para o meio e, de pé direito, acertou o canto direito de Marcião. A bola ainda bateu na trave antes de estufar as redes. Era o improvável tomando conta da quadra 6. E o XTJ só não ampliou, logo em seguida, graças à intervenção sensacional de Marcião: Modesto foi acionado no ataque e fez o trabalho de pivô, girou o corpo, mas, na hora de concluir, viu o arqueiro do TCM crescer à lá São Marcos, e sair de forma arrojada da meta para salvar o time.
Mas, se o XTJ poderia ampliar a contagem e não o fez, o TCM agradeceu e alcançou o empate. Ataque da equipe, Carlinhos apareceu na entrada da área para chutar forte à meia altura direita de Kraudio. A igualdade alcançada pelo time de Tatá só fez aumentar a confiança da equipe no jogo. Bruninho roubou a bola no meio, avançou e encheu o pé, mas sua tentativa saiu. O XTJ respondeu, novamente com Modesto. Lançamento para o comando de ataque, Felipe Guedes ajeitou para o camisa 9 soltar a bomba, mas seu tiro saiu por cima. A virada saiu em seguida. Danilinho avançou pelo meio e abriu bom passe à direita para Carlinhos, livre de marcação, marcar seu segundo tento no embate.
Antes do intervalo, Alex dominou a bola pelo centro, avançou livre de marcação e arriscou, mas sua tentativa saiu. Na segunda etapa, O TCM voltou a dar sustos em sua torcida logo de início. Cobrança de lateral ao XTJ pelo lado esquerdo. A bola passou por toda a extensão da área até chegar ao lado direito e encontrar o chute certeiro de Modesto, que pegou cruzado, de primeira, para igualar o marcador. O empate pegou todos de surpresa, já que a tendência era a de o placar estar elástico ao TCM. O time voltou ao ataque atrás da vantagem.
Falta na área do TCM. A bola foi lançada para Alex, livre de marcação. O camisa 7 desviou, mas sua tentativa se esvaiu. Em seguida, o XTJ quase virou. Pelo lado direito Felipe Silva chutou cruzado, Murilo apareceu como um raio sozinho para empurrar às redes, mas, quase em cima da linha, carimbou a trave. Um tento desperdiçado que deixaria desestabilizado o TCM.
Se a equipe de Grelo não marcou, o TCM, sim. Dudu tratou de recolocar o time na frente e abrir o caminho para o triunfo. Em seguida, Fava saiu jogando errado e perdeu a bola para Zé Roberto. O camisa 10 avançou e rolou de lado para Carlinhos, livre de marcação, só ter o trabalho de empurrar às redes. A tarefa do XTJ, se já era complicada, piorou quando Fava, em desentendimento com Zé Roberto, acabou levando cartão vermelho. A vida do TCM ficou mais tranquila ainda, a ponto de Carlinhos marcar seu terceiro tento, anotando 5 x 2 no marcador. O XTJ ainda descontaria, novamente com Modesto, acertando o canto esquerdo de Marcião em chute da entrada da área.
Não deu tempo para mais nada, e o TCM venceu por 5 x 3. Com a conquista da vitória, o time de Renato Daher alcançou os 10 pontos na tábua de classificação e a 6ª colocação na tabela. Na próxima rodada, a equipe tem parada indigesta na luta por mais um triunfo: o Ras Time, outra equipe que venceu no fim de semana e está em ascensão. Já o XTJ caiu para o último lugar do grupo com apenas 3 pontos. E, na próxima rodada, terá confronto direto na luta pela fuga do rebaixamento: o BDA, que também tem 3 pontos. Quem perder o ‘jogo da morte’ terá seu destino de volta à Bronze praticamente selado.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 6ª RODADA
Império Celeste 3 x 0 The Veras
GUEDES BRILHA E IMPÉRIO BATE THE VERAS
Além do camisa 10, autor dos 3 gols, equipe celeste teve no jogo coletivo a chave para a goleada
Por Eduardo Bernardi
O Império Celeste, sexto colocado do Grupo A, colou no seu adversário, The Veras, após vencê-lo e demonstrar um excelente futebol, no qual o coletivo falou muito mais alto do que o talento individual. O Veras, quinto colocado, com 10 pontos, estava irreconhecível em quadra e nem chegou a oferecer alguma ameaça à vitória do Império, que agora soma 9 pontos.
O equilíbrio entre as duas equipes no começo da partida era impressionante. O The Veras ficava uma pouco mais no ataque do que o Império, mas não conseguia criar praticamente nenhuma chance de gol. Aos 6 minutos, Guedes tabelou com Zukauskas e encheu o pé no canto direito de Ariel para abrir o marcador. O gol não acendeu a chama do jogo, e a partida continuou da mesma maneira, muito parada, sem maiores emoções.
O The Veras continuou atacando mais que o Império, mas errava muitos passes e finalizações no momento de concluir as jogadas. Assustou apenas aos 13 minutos, com João, que cobrou falta na trave. O Império permanecia totalmente recuado, aguardando o erro azul grená para tentar acertar um contra-ataque. O Império conseguiu chegar com perigo aos 16 minutos, com Guedes, que chutou da entrada e área e obrigou Ariel a fazer uma grande defesa.
A eficiência da marcação do Império impressionava; o Veras não conseguia passar da defesa do Império, e, quando passava, Gamarra estava sempre seguro e firme nas defesas. Aos 20 minutos, o Império acertou mais um bom ataque. Guedes arriscou de longe, e Ariel pegou no canto direito superior com uma linda ponte. No minuto seguinte, Rodolfo cabeceou no canto esquerdo e Ariel pegou mais uma. A primeira etapa terminou assim, com o The Veras atacando sem sucesso, e o Império encaixando bons contra-ataques.
O segundo tempo começou um pouco diferente, a maior posse de bola agora era do Império, que administrava bem o resultado. Aos 4 minutos veio a primeira boa chance de ampliar o resultado, com Guedes, que mandou pra fora após receber bom cruzamento da esquerda. O Império ditava o ritmo do jogo; o Veras, mesmo perdendo, estava muito recuado. Aos 9 minutos, Guedes tabelou sem querer com o adversário e encheu o pé no canto direito para marcar o segundo do Império.
O The Veras estava muito omisso no jogo, não conseguia criar oportunidades. Quando finalizava, Gamarra estava sempre bem posicionado, sem contar quando os chutes passavam muito longe do gol. Aos 12 minutos, a partida esfriou, ninguém atacava com fervor, os times apenas trocavam passes. A única coisa que se via eram marcações muito eficientes, de ambos os times.
A partir dos 18 minutos, o Império voltou a utilizar a tática do primeiro tempo e se fixou todo na defesa, em busca de contra-ataques. O The Veras pressionava com mais eficiência, mas continuava errando muito no momento crucial de concluir a jogada; o Império marcava muito bem, destaque para os jogadores de frente, que marcavam como se fossem defensores. A doação coletiva da equipe impressionava.
Aos 23 minutos, em contra-ataque muito rápido, Guedes driblou o marcador e chutou rasteiro no canto esquerdo. 3 x 0. A equipe celeste segurou os dois minutos finais e conquistou uma grande vitória, demonstrando um espírito coletivo impressionante para a sequência do campeonato.
Mesmo com poucos gols, a partida foi muito corrida, e ambos as equipes têm condições de encostar nos times na ponta da tabela. O The Veras caiu para a 5ª posição e tem o Império na cola, com 9. Na próxima rodada, missão complicada ao Veras, que pega o líder Mercenários. O Império tem o confronto com o Allianza Sagrado, que vem mal e ainda sem vencer.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 6ª RODADA
Ras Time 7 x 2 Bufalos
RAS ENGATA NO SEGUNDO TEMPO E GOLEIA BUFALOS
Primeiro tempo foi equilibrado e terminou com um placar de 3 x 2 ao Ras; na etapa final, o Bufalos apagou e viu seu adversário marcar 4 vezes
Por Douglas Almasi Santos
O Ras Time se reabilitou na Série Prata. Jogando de forma arrojada e sem dar espaços ao Bufalos, o time de Macaulin goleou por 7 x 2 e deu um salto na classificação: saiu da área próxima à zona de rebaixamento direto para o 4° lugar, aumentando suas chances de classificação para a fase decisiva do certame. Já o Bufalos deu adeus ao sonho de vaga direta à Ouro, uma vez que estacionou nos 9 pontos e está, no momento, a 6 pontos do líder, Roletinha. E a vida do time de Frika na Série complicou: está fora, pela primeira vez desde que a competição começou, da zona de classificação.
Pelos primeiros minutos de embate dava-se a impressão de que o Bufalos conquistaria os 3 pontos. Casali recebeu pelo lado direito e chutou cruzado, mas sua tentativa desviou na zaga e saiu. Mas o Ras queria provar aos torcedores que tem time para enfrentar qualquer outra equipe. Raoni saiu jogando errado e Peter roubou a redonda. Ele saiu de frente para o goleiro Cabinha, mas o arqueiro fechou o ângulo de forma sensacional e salvou o primeiro tento do adversário. O Bufalo respondeu com Marcos Mendes. O camisa 4 arriscou do meio da quadra, mas sua tentativa saiu.
Valendo-se de um contra-ataque, o Ras tornou a responder. Peter correu com a bola pela direita e abriu bom passe para Deko, mas ele chutou para fora e desperdiçou boa chance. Em seguida, o Ras não perdoaria. Em novo contra-ataque, Vasques recebeu o passe pelo meio, fintou o marcador e, de bico, acertou o canto de Cabinha, indefensável ao guarda-metas. O Ras se animou com o primeiro gol e foi pra cima atrás de ampliar a contagem. Peter recebeu no flanco esquerdo e soltou o pé, mas a bola foi para fora. E, em seguida, novamente Peter: ele chutou, a bola bateu em Deko e voltou para trás. Bruno apareceu por trás da zaga e, de primeira, chutou à meia-altura do canto direito de Cabinha.
O placar apontava 2 x 0, mas logo em seguida ele foi modificado. Rafa Tedesco recebeu passe na entrada da área e acertou o canto esquerdo de Cipó, sem chances ao goleiro. O Bufalos se animou e quase chegou ao empate. Lançamento do campo de defesa achou Casali livre. O camisa 11 desviou de cabeça, mas Cipó se esticou todo e fez uma defesa espetacular, salvando o Ras. Acuado, a equipe do machucado Iasi tratou de esfriar a reação do Bufalos. Theo recebeu na direita e soltou a paulada, sem chances a Cabinha.
O jogo era franco, e o Bufalos voltou a descontar. Cobrança de falta, a bola foi rolada para o petardo de Dinho, que venceu o arqueiro Cipó. Os 3 x 2 no placar fazia jus ao grande jogo disputado na quadra 6. Cipó salvaria o empate, depois de Dinho receber pelo meio e, imitando a Vasques, chutar de bico no canto direito do guarda-metas – a bola foi jogada a escanteio.
A segunda etapa foi recheada de gols, também. Porém, somente de um lado: o do Ras Time. O Bufalos simplesmente voltou irreconhecível e caiu diante de um adversário mais consistente em quadra. A primeira tentativa da etapa final, todavia, foi da equipe de Kaike, ausente da partida. Cobrança de lateral, Marcos Mendes testou firme, mas Cipó jogou a pelota a escanteio. O Ras respondeu com Peter: ele recebeu na entrada da área, girou o corpo e arriscou, mas sua tentativa foi para fora. Porém, em seguida, ele praticamente mataria o jogo. E com uma pintura. Dennys, da sua área, fez o lançamento a Peter na área do Bufalos. O camisa 8 dominou, armou a meia-bicicleta e fuzilou a meta de Cabinha. Um golaço para dar ânimo ao time.
Dinho teve a oportunidade de dirimir o prejuízo, mas seu tiro, pelo flanco direito, subiu. Depois, a última grande oportunidade do Bufalos: cobrança de escanteio, Marcos pegou de primeira, e a bola carimbou o travessão. A partir daí o Ras tratou de matar o jogo. Tchelo ganhou da zaga pela direita, avançou e chutou no canto direito. A bola beliscou a trave direita antes de entrar. Em seguida, Peter fez mais um, ampliando o marcador para 6 x2. E ainda deu tempo de Tchelo dar linda assistência a Deko, que agradeceu para marcar 7 x 2. No fim, Cipó cometeria pênalti. Com o cartão amarelo atribuído a ele, coube ao reserva Didi calçar as luvas. Casali foi para a cobrança. Ele bateu praticamente no centro da meta, facilitando a vida de Didi, que teve um dia de Cipó no fim do embate.
Com o triunfo, o Ras chegou aos 10 pontos, ocupando a 4ª posição. Na rodada do dia 20, a equipe tem confronto direto contra o TCM – a equipe de Marcião tem os mesmos 10 pontos, só que ocupa a 6ª posição. Já o Bufalos terá mais uma chance de buscar sua reabilitação. Tem o Diabos Negros pela frente, em um confronto direto também, já que a equipe de Marcel possui 9 pontos e, por conta do saldo de gols ( 0, contra 4 negativo do Bufalos), está na zona de classificação à segunda fase.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 6ª RODADA
Mercenários 3 x 2 Fora de Série
MERCENÁRIOS CONQUISTA VITÓRIA NO FIM CONTRA FORA DE SÉRIE
Líder do Grupo A ataca muito e só supera bom sistema defensivo do vice-lanterna nos minutos finais
Por Eduardo Bernardi
Mercenários e Fora de Série protagonizaram um dos melhores jogos do dia, marcado por muita garra e vontade, com estratégias diferentes, e muitas vezes alteradas no decorrer da partida. O líder Mercenários, apostando na marcação sob pressão, acabou se dando melhor, conseguindo a virada nos minutos finais e garantindo a campanha 100% até o momento. O Fora de Série, que jogou bem e merecia melhor sorte, acabou sendo castigado pelo excesso de tempo gasto se defendendo.
Logo no primeiro lance de jogo, Toretta acertou uma cabeçada no canto direito. Saulo fez uma defesa impressionante, demonstrando agilidade e reflexo impressionantes. O Mercenários atacava muito, a equipe detinha muito mais posse de bola do que o Fora de Série, que respondeu aos 3 minutos, com Caniggia, mas ele perdeu chance dentro da área, isolando completamente a bola.
O Fora apostava em contra-ataques, com o time completamente recuado. Assim, voltou a assustar aos 6 minutos, com Rodrigo Cunha, que arriscou de longe e viu a bola passar raspando a trave direita. O Mercenários jogava melhor, se mostrava mais sólida e firme nas jogadas, mas o alvi azul marcava muito bem, não deixando a bola chegar nas mãos de Saulo. Entretanto, não conseguia avançar com qualidade além do meio da quadra, até ao menos Rodrigo Cunha acertar um bom contra-ataque, driblar o marcador, inclusive o goleiro, e perder a melhor chance da equipe do jogo, aos 15 minutos.
O Mercenários respondeu no lance seguinte, com Toretta, que chutou da entrada da área para Saulo fazer mais uma grande defesa. A pressão mercenária era grande, mas a estratégia do Fora deu certo aos 21 minutos. Bruninho recebeu na entrada da área e chutou colocado no canto direito para abrir o placar. Porém, no minuto seguinte, com Guto, o Mercenários deixou tudo igual. O velocista recebeu bom cruzamento da direita e bateu forte no canto esquerdo. 1 x 1.
Para o segundo tempo, o Mercenários voltou com a mesma postura, ou seja, atacando e marcando pressão. O time do capitão Rica continuava todo recuado, jogando apenas em contra-ataques. A esfera da partida só foi se alterar aos 8 minutos, quando o Fora começou a pressionar a saída de bola do Mercenários, que acabou ficando preso na defesa. Mas aos 11 minutos o Mercenários conseguiu encaixar uma boa jogada e Marquinhos perdeu um gol inacreditável, isolando a bola de frente para o gol.
Aos 17 minutos, Rodrigo Cunha, em falta de frente para a área, no qual muitos reclamaram que foi dentro do área – pênalti, portanto (não foi) –, acertou o ângulo direito do goleiro Allyson e fez um golaço, colocando o Fora de Série novamente na frente do placar.
O gol chamou o Mercenários mais ainda para o ataque, que, três minutos mais tarde, empatou novamente. Toretta recebeu bom passe na esquerda e chutou forte no canto direito para deixar em dois gols iguais.
O Fora de Série perdeu mais um gol feito com Cabeça, que chutou para fora cara-a-cara com Allyson. No lance seguinte, Guto acertou a trave de Saulo. O jogo pegava fogo, era lá e cá, e diversas torcidas do lado de fora ansiavam por um tropeço do Mercenários. Pela primeira vez nos 50 minutos o jogo estava equilibrado e as duas equipes atacavam e defendiam. A pressão maior continuava sendo do Mercenários, mas a defesa do Fora de Série se segurava como podia e tentando os contra golpes. Entretanto, o Fora acabou sendo surpreendido aos 20 minutos, quando Dezinho passou pela marcação, driblou o goleiro e marcou o terceiro do Mercenários, decretando a virada.
O Mercenários foi premiado pela postura ofensiva e, ao mesmo tempo, muito eficiente na marcação, o gol no finalzinho acabou tornando o resultado justo; o Fora de Série marcou muito bem, mas não teve força o suficiente para segurar a pressão do Mercenários, nem de acertar mais contra-ataques do que acertou.
O líder Mercenários está a uma vitória da Ouro, contra o The Veras pela 7ª rodada, se o Zenite perder do Acidus. Com 18 pontos, segue com folga na ponta, enquanto o Fora de Série tenta, nas 3 rodadas restantes, salvar o ano e não cair para a Bronze. Com apenas 2 pontos, está na zona de descenso e tem nada menos que o Cabeça Rachada pela frente.
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