COM 4 GOLS RELÂMPAGOS, CABEÇA RACHADA EMPATA JOGO PERDIDO
Ariel fecha o gol e salva Veras de levar virada histórica
Por Renato Malaguti
Quem não viu o confronto entre The Veras e Cabeça Rachada até o final deve ter achado que houve algum erro na hora de colocar o resultado no papel. O Veras vencia por 4 x 0 até os minutos finais, quando incrivelmente o Cabeça Rachada – com time contado com número de jogadores reduzido devido a suspensões – fez quatro gols relâmpagos e arrancou um empate com gosto de vitória. Ao Veras resta lamentar tamanho vacilo que lhe custou 2 pontos na tabela.
Durante o jogo, principalmente na segunda etapa, o Cabeça Rachada conseguiu criar mais oportunidades. Sem sombra de dúvidas, o diferencial para o The Veras foi o goleiro Ariel, substituindo Benga, suspenso, que fez excelente partida, tornando-se o vilão para o Cabeça Rachada. O goleirão só faltou fazer chover.
Logo no comecinho, dois lances foram criados, um para cada equipe. Em chute rasteiro de fora da área, Renatinho facilitou a defesa de Macaco. Do outro lado, forçando mais, Vagner, jogador responsável por boa parte das jogadas ofensivas do Cabeça Rachada, recebeu cobrança de escanteio e soltou o pé na trave. Aos 5 minutos, Marcelo, camisa 10 do Cabeça, recebeu bola na entrada da área e soltou o pé no alto, mas Ariel mandou para escanteio. Do outro lado, o Veras levou perigo com cabeçada de Vitinho, mas Macaco saiu bem e pegou.
Aos 12 minutos, após bonito rolinho de Paixão, o jogador chutou forte, rasteiro e cruzado, mas Ariel defendeu bem com o pé. Três minutos depois, após atacar tanto, mas sem eficiência, o time do Cabeça Rachada pediu tempo técnico. Entretanto, na volta, a pausa parece ter surtido efeito positivo ao adversário. Na primeira tentativa, o azul grená conseguiu fazer o primeiro gol da partida, com chute de prima de João, após boa ajeitada de Vitinho. Logo em seguida, João roubou a bola no campo ofensivo e rolou para Renatinho, que, dentro da área, chutou no canto esquerdo para vencer Macaco, fazendo 2 a 0.
Aproveitando o bom momento da partida, o Veras pressionou ainda mais seu rival. Em contra ataque, Pedro levou para o meio e chutou forte no alto, mas Macaco fez ótima defesa, mandando a bola para fora e evitando o terceiro gol do rival. Entretanto, dois minutos depois, Vitinho deu excelente passe e deixou João livre para fazer seu segundo gol, o terceiro do Veras.
No finalzinho do primeiro tempo, em escanteio, a bola sobrou para Marchi soltar o pé, mas Macaco fez boa defesa e salvou o time de tomar o quarto ainda antes do intervalo. No segundo tempo, o Cabeça Rachada começou melhor, levando perigo duas vezes. Na primeira, Paixão bateu de perna esquerda à direita do arco, com perigo. Na segunda, Vagner bateu cruzado, mas Ariel mandou para escanteio. Todavia, aproveitando uma jogada rápida, Moura tocou para André, que venceu Macaco chutando colocado. O goleiro do Cabeça ainda tocou na bola antes de entrar. 4 x 0.
A partir daí, o jogo se inverteu, e foi quando o goleirão Ariel mais apareceu. Em cobrança de falta, Vagner raspou de cabeça, obrigando Ariel a fazer ótima defesa em lance de puro reflexo. Poucos minutos depois, cortando para a esquerda e chutando colocado, novamente Vagner levou perigo, mas, bem posicionado, Ariel fez mais uma boa defesa. Aproveitando boa ajeitada de Paixão, o técnico jogador Leandro Dias bateu forte no canto, mas Ariel mais uma vez salvou o Veras. Logo em seguida, cara a cara com o goleiro, foi a vez de Paixão tentar marcar o primeiro para o Cabeça, mas o goleirão fechou o ângulo do camisa 7 e pegou de novo.
Ariel não parava de trabalhar! De mão trocada, pegou e mandou para escanteio chute forte de Vagner. O meia até riu ironicamente e incrédulo após a quinta boa defesa do arqueiro rival. Do outro lado, após tomar tanta pressão, Pedro perdeu boa oportunidade ao mandar a bola por cima em lance de contra ataque.
Entretanto, a muralha não suportaria tanta pressão. Faltando pouco mais de 7 minutos para o apito final, 4 gols relâmpagos mudaram totalmente o andar do jogo, surpreendendo a todos. Dentro da área, Dieguinho recebeu bom passe e honrou sua camisa 9, tirando o monstro Ariel da jogada em chute colocado no canto esquerdo. Logo em seguida, Marcelo Arico levou para o meio e chutou de bico com força, deixando o placar em 4 a 2.
Aos 20 minutos, mais uma vez cara a cara, Dieguinho foi travado por Ariel, que salvou o The Veras novamente. Porém, surpreendendo em chute de longe, Leandro Dias acertou o canto e fez o terceiro. Logo em seguida, aproveitando o bom momento, a equipe conseguiu empatar com gol contra de Renatinho, que tentou cabecear para tirar a bola e acabou mandando por cobertura, matando o goleiro. Incrível!
No finalzinho, o Cabeça Rachada a todo vapor ainda tentou aplicar a virada mais que histórica, mas Ariel não permitiu. Vagner mandou de longe para nova intervenção do arqueiro. E o time limão queria mesmo os 3 pontos. Nas duas últimas tentativas, Marcelo levou pela direita e chutou com perigo ao lado do gol e, ufa!, para encerrar o jogo, Dieguinho cabeceou por cima do gol.
Com esse empate com gosto de vitória para o Cabeça Rachada – que de fato só não venceu graças à ótima partida de Ariel –, ambas as equipes somaram 1 ponto. O Cabeça Rachada segue em 7º lugar na competição, com 4 pontos, enquanto o Veras permanece na 4º colocação, com 10 pontos. Na próxima rodada o Cabeça Rachada duela com o lanterna Maciota’s. O The Veras enfrenta o Império Celeste.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Med Taubaté 8 x 3 Elite
ELITE NÃO VÊ A BOLA E SAI GOLEADO POR MED
Trio Boca, João Humberto e Bruninho comanda a bela atuação médica, que chega aos 9 pontos e à vice-liderança
Por Rafael Ruiz
O jogo prometia muito, afinal estavam em campo duas equipes que vinham bem na tabela do campeonato. Porém, com resultados na última rodada distintos. Enquanto o Elite vinha de uma boa vitória (Ras Time), o Med tentava a reabilitação após sair derrotado pelo Bufalos na rodada passada. Por todos esses ingredientes a partida não podia ser diferente do que foi.
O Med Taubaté que vinha atrás do Elite na classificação e foi logo mostrando que estava a fim de se recuperar no torneio e se aproximar do adversário. O time levou perigo inicialmente com Boca. O camisa 5 recebeu sozinho a bola e, aproveitando-se de falha da defesa, ele quase marcou, mas Sardinha fez boa defesa. Em seguida foi a vez de João Humberto chegar para abrir o placar. Ele fez boa jogada pela direita e chutou forte, sem chances para o goleiro.
Os 5 primeiros minutos foram de amplo domínio médico. Em outras duas chegadas ao ataque, dessa vez com o camisa 110, Bruninho, o time ampliou. Ele recebeu passe de Anibal e, sozinho, mandou às redes. Na sequência, Bruninho, pela direita e sem pensar muito, chutou forte e cruzado. Sardinha apenas observou a bola entrar e o placar Sr alterado para 3 x 0.
O primeiro lance de perigo por parte do Elite aconteceu um minuto depois, em tentativa de tabela entre Regis Melo e Marcio, mas foi interceptada pela defesa. Se desse certo, eles chegariam cara a cara com João.
O jogo era amplamente dominado pelo time de vinho, que chegava com muita facilidade ao gol adversário, tanto que o quarto saiu sem delongas. Boca recebeu a bola de Bruninho e não decepcionou.
A resposta azul aconteceu somente aos 11 minutos, com Regis, que tentou chutar cruzado, mas o arremate saiu sem direção e pela linha de fundo. Dois minutos mais tarde, o Elite, que dava indícios de se encontrar em campo, chegou de novo. Alexandre errou a cabeçada e perdeu boa chance. O Med, que até então tinha o jogo controlado, chegava sempre com muito perigo e era letal. Assim, em mais um ataque, eles chegaram ao quinto gol, e de novo com Boca. Ele mostrou muito oportunismo ao completar a gol passe açucarado de João Humberto. 5 x 0 com muita tranquilidade.
O Elite não conseguia chegar com força ao gol de João. Nas poucas chances que teve, não conseguia marcar. Exemplo: após escorada de peito de Maciel para Alexandre, este pegou muito mal e isolou. Porém, eles enfim marcaram o seu primeiro gol, ainda antes do intervalo. Após cobrança de lateral, Marcio marcou de peixinho.
Veio o segundo tempo, mas nada mudou. A equipe de Taubaté continuava a chegar com perigo, porém não com o mesmo ímpeto inicial. Com o placar favorável, eles passaram a explorar o contra ataque. E mesmo com essa postura, aos 45 segundos de jogo, eles marcaram mais um, dessa vez com Javier. A bola ainda resvalou em Diego Prado, que entrou no lugar de Sardinha, antes de entrar.
Javier, que chegou atrasado, queria jogo e deixar o seu. Após avançar a marcação, ele teve boa finalização que o goleiro defendeu em dois tempos. A resposta veio com gol. Bruno Campos chutou no canto de João e diminuiu. Porém, apesar de marcar, o Elite ainda não se encontrava em campo. E com isso a partida era facilmente conduzida pelos doutores, que não cansavam de atacar. Boca apenas empurrou para as redes cruzamento para fazer seu terceiro gol no jogo.
Com 10 minutos do segundo tempo, o jogo ficou mais morno, em grande parte por culpa do Med, que já esperava o tempo passar. Mesmo assim o time era muito perigoso. Numa vez, Aníbal chutou a bola no travessão. Em outra, ele recebeu de cobrança de lateral de Brão e tentou de primeira, mas o chute parou na defesa.
A reposta do Elite foi imediata e com perigo: Maciel chutou pela linha de fundo próximo à trave. E como o time de vinho era mortal em sua chegada ao ataque, mais uma vez a rede balançou. João Humberto fez boa jogada ao passar por 3 marcadores e só rolou para Bruninho, que devolveu para ele chutar no canto. Era o oitavo.
Antes que o jogo terminasse, Maciel teve tempo para marcar o seu gol, ao receber e chutar cruzado, tirando do goleiro, que não pôde fazer nada. Mas ficou nisso: 8 x 3 e bela atuação dos médicos, que chegam aos 9 pontos e, pelo saldo de gols, ocupam a vice-liderança. Por outro lado, o Elite, também 9 pontos, mas com o pior saldo, vem na 5ª posição. Na 6ª rodada, o Med enfrenta o Diabos Negros, enquanto o Elite tenta a recuperação diante do BDA.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Império Celeste 6 x 3 Maciota’s
IMPÉRIO CELESTE VENCE FÁCIL MACIOTA’S
Guedes faz três e garante a segunda vitória imperial e entrada no G-6
Por Renato Malaguti
O Império Celeste, que vinha patinando na competição, enfim conseguiu um resultado expressivo que pode ser o início da recuperação. Diante do lanterna Maciota´s, a equipe de Binho não teve muitas dificuldades. Se dividirmos os dois tempos em quatro partes, pode-se dizer que durante três deles o Império jogou melhor. Somente na primeira parte do primeiro turno houve certo equilíbrio, tanto é que dois dos três gols do Maciota’s foram marcados nesse período. Guedes, camisa 10 imperial, fez três e voltou a ser decisivo para a equipe.
No início, o Maciota’s foi à frente e logo aos 3 minutos perdeu boa oportunidade. Em cruzamento de Dé, Jerry ficou livre, mas cabeceou por cima do arco. Do outro lado, a história foi diferente. Na primeira oportunidade de gol, o Império abriu o placar com uma pintura de Guedes. O artilheiro roubou a bola no campo ofensivo, driblou Diegão puxando para a esquerda e fez.
O gol não mudou o panorama da partida: as duas equipes atacavam. Guedes reapareceu e rolou para Zukauskas bater, mas bem na hora da conclusão a zaga travou e salvou. Pouco depois, em chute de longe, Fê levou perigo à meta de Gamarra. Aos dez minutos, o Maciota’s conseguiu igualar o placar. Jerry dominou passe de lateral, puxou para a direita e soltou o pé. 1 x 1. Entretanto, sem deixar o Maciotas comemorar muito, o segundo gol do Império veio à tona. Com chute cruzado, Romulo pegou bem na bola e surpreendeu Diegão.
A todo vapor, comprovando o equilíbrio no começo do primeiro tempo, o Maciota’s voltou a igualar o marcador. E foi retribuindo com um golaço: Dé recebeu pela esquerda, passou por um com cavadinha e bateu de prima.
Porém, a sina do Maciota´s era ficar para trás no placar. Assim, novamente o Império foi às redes. Após duas tentativas, Zukauskas recebeu assistência livre de marcação e bateu sem goleiro para marcar 3 x 2. O tento foi a deixa para o tempo técnico, faltando pouco mais de cinco para terminar a etapa inicial. Até o intervalo o jogo teve menos ataques, mas mesmo assim, aproveitando a única oportunidade, o Império aumentou a vantagem para dois gols, com Eduardo concluindo cruzamento na medida de Guedes.
No segundo período, logo no primeiro lance, Zukauskas arriscou de longe e levou perigo, mandando a bola ao lado do arco. Em seguida, Gui aproveitou rebote de escanteio e também assustou, mas dessa vez a favor do Maciota’s. Aos cinco minutos, após boa tabelinha, o Maciota’s perdeu a oportunidade de diminuir com Baú, que ficou cara a cara com Gamarra, mas chutou em cima do arqueiro.
A partir daí, o Império foi para cima do Maciota’s com tudo a fim de liquidar a fatura o quanto antes. Sempre com Guedes, que tentou driblar pela segundo vez o goleiro Diegão, mas agora o arqueiro conseguiu brecar o atacante, dando um tapa na bola e a jogando para a lateral. Entretanto, logo em seguida, Diegão falhou em chute de longe de Guedes. 5 x 2. Três minutos depois, em contra ataque, o Império fez o sexto gol com Gui, após bom passe de Romulo.
Definido, o jogo ficou tranquilo. O Império ficou tocando a bola mais atrás e não foi muito para cima do adversário. O Maciota´s, aos 21 minutos, ainda diminuiu em contra ataque. Baú chutou no canto direito e marcou o terceiro da equipe. Na última boa chance, Guedes sofreu falta de Gui na entrada da área. Na cobrança, ele mesmo rolou para Rafinha, que foi travado pela zaga do Maciota’s na hora do bate.
A vitória leva o Império à 6ª posição, fechando o G-6, com 6 pontos. Tenta melhorar de posição contra o The Veras. Já o Maciota’s não vem bem no campeonato e segue em último lugar na tabela. O próximo desafio para sair da incômoda posição é o Cabeça Rachada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
TCM 5 x 5 NGM
EM JOGO DE 10 GOLS, TCM E NGM FICAM NO EMPATE
Muitas chances e erros marcam duelo, decidido no fim com pênalti convertido por Bizu, autor de 3 gols
Por Rafael Ruiz
Em campo estavam duas equipes que vinham na parte intermediária da tabela, mas com o risco da zona de rebaixamento cada vez mais próxima. Portanto, era esperado que o jogo fosse franco e com várias chances para ambos os lados. E foi isso que se pode ver desde o início até que o 5 x 5 fosse decretado.
O primeiro ataque, aos 49 segundos, coube ao TCM, com Tatá. Ele cabeceou forte e obrigou Farillo a praticar boa defesa. Depois desse ataque, houve mais dois seguidos por parte do TCM. Primeiro com Zé Roberto tentando de bicicleta. Se a bola entra ia ser um golaço. Em seguida, foi a vez de Carlinhos tentar chute de fora, porém o seu arremate foi sem direção e longe da meta adversária.
Até os 5 primeiros minutos, apenas o TCM chegava com perigo. Porém, após sua primeira chegada, em que Bruno Cesar chutou para muito longe após receber de Carlitos, o time laranja pareceu se encontrar em campo. Caio Ribeiro, jogando com a camisa 10, começou a chamar o jogo para si, tanto que depois de receber a bola, sem muito pensar ele arriscou o chute. Para sua felicidade, a bola entrou no canto do goleiro Lucas. Um bonito gol.
O NGM começou a ser mais perigoso, e chegou de novo. Em uma bonita tabela entre Bruno Cesar e Carlitos, este não aproveitou a chance e chutou para fora. Entretanto, não teve muito tempo de vantagem, pois Carlinhos, destaque no time na competição, recebeu e chutou forte, sem chances de defesa.
Animados com o gol, o time de amarelo e preto chegou novamente, e com muito perigo. Thiagão rolou para Zé Roberto chutar de primeira pela linha de fundo. A resposta do NGM veio com Caio Ribeiro, que recebeu pela direita e chutou em cima do goleiro Lucas.
O jogo era parelho, com boas chances de gol. Contudo, não se pode errar, e foi justamente o que a equipe laranja fez. Pressionada em sua saída de bola, o zagueiro acabou saindo mal. A bola chegou a Zé Roberto, que só empurrou para o gol adversário, virando o jogo.
Pressionada, o NGM recorreu novamente a seu camisa 10, Caio Ribeiro, que avançou e fez boa jogada, cortando para o meio e chutando a gol. A bola foi em cima do goleiro, que não conseguiu segurar firmemente e quase que Júnior marcou no rebote. O TCM respondeu com estilo e quase com um golaço. Danilinho recebeu e tentou encobrir o goleiro, mas a bola saiu por pouco. Em seguida, novamente ele colocou Farillo a trabalhar.
O gol de empate saiu ainda no primeiro, e com o veterano Bizu. Ele recebeu de Caio Ribeiro após avanço do mesma pela direita e colocou no canto direito do goleiro. Empolgado, Bizu marcou seu segundo gol com oportunismo e bom posicionamento na área para levar seu time com vantagem de 3 x 2 para a etapa final.
Assim como começou a primeira etapa, o segundo tempo teve o TCM tomando a iniciativa. Danilinho tentou arremate da intermediaria, mas a bola saiu por cima da meta adversária. Mais amarelo e preto no ataque: Thiagão recebeu na esquerda livre de marcação, mas errou o chute. Quem não errou foi Memé, que ampliou em grande estilo em cobrança de falta ao chutar forte no canto. 4 x 3.
Como a característica da partida não permitia falhas e nem desatenção, então todo cuidado era pouco, e foi exatamente o que faltou para Caio Ribeiro. Ele não percebeu a aproximação do adversário e cometeu pênalti, o que gerou muita discussão do time com o árbitro. Na cobrança, Carlinhos não vacilou e empatou de novo o confronto.
Depois do gol, o TCM conseguia levar mais perigo em campo, e novamente tomou a liderança no placar quando Carlinhos cabeceou de costas para o gol, colocando a bola no canto de Farillo. Atrás no placar mais uma vez, coube ao time laranja se lançar ao ataque. Depois de boa jogada de Bruno Cesar, Guitolê desperdiçou.
Conforme o jogo ia passando, as chances foram diminuindo. Em uma das poucas chances de gol, Júnior tentou desviar chute errado de Alemão e acabou acertando o travessão. Em outra chegada de Júnior, Lucas fez boa defesa.
O jogo já se aproximava do fim quando Tatá cometeu pênalti. O camisa 5, Bizu, cobrou e deu números finais à partida. Com o apito do árbitro, ambas as equipes saíram satisfeitas por não perderem, mas com a sensação de que podiam ter vencido se não fossem algumas falhas coletivas e individuais. “Nós jogávamos bem, marcávamos e em seguida cometíamos falhas de posicionamento, que ocasionavam chances para o adversário e até mesmo gols”, analisou Caio Ribeiro ao fim do jogo. “Estamos melhor esse ano, com algumas contratações e o time se entrosando. Acredito que temos chances de chegar ao objetivo que é subir para a elite”, completou.
Pela 6ª rodada, o NGM volta a campo para medir forças com o líder Roleta Olímpico. Enquanto isso, o TCM encara o vice-lanterna XTJ.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Acidus 1 x 1 Inflação
MARCAÇÃO ACIRRADA FOI MOTE DO EMPATE ENTRE ACIDUS E INFLAÇÃO
Com os principais jogadores anulados por marcação individual, equipes perdem na qualidade ofensiva e saem com empate de poucos gols
Por Renato Malaguti
Quem esperava por um show à parte dos artilheiros Caballero e Chide se surpreendeu com o que se viu nos 50 minutos de futebol. Isso porque a marcação das equipes foi muito eficiente e conseguiu anular as principais peças ofensivas de cada lado. Assim, os destaques da partida foram zagueiros. Do lado limão, Lói e Louiz se sobressaíram. Do outro, Eloi pressionou Caballero, que ainda fez um gol, do começo ao fim. O placar de 1 a 1 mostrou como o jogo foi truncado, com o foco sendo na marcação e menos na criação.
No primeiro lance de jogo, Caballero ficou cara a cara com Sandrinho e chutou alto, mas o goleiro fez ótima defesa, mandando a bola para a lateral. Após o lance de perigo criado pelo Acidus, o jogo ficou preso no meio de campo, com desarmes e algumas faltas. Somente cinco minutos depois o Inflação conseguiu chegar com perigo ao gol de Ulisses. Rodella recebeu cobrança de lateral e ajeitou para Renatinho, que mandou por cima.
Era evidente a estratégia de ambas as equipes. Chide mal podia tocar na bola que Louiz chegava junto. Do outro lado, quando o camisa 10 do Acidus ia para cima, batia de frente com Eloi, outro monstro na marcação. Aos 10 minutos, Lú – jogador responsável por boa parte dos ataques do Inflação – subiu em lance de escanteio e bateu de prima, obrigando Ulisses a fazer ótima defesa. Após salvar a equipe do Acidus do primeiro gol, ele reclamou com o time por ter dado espaço para o bate. Pouco depois, nas poucas folgas que teve, Chide escapou e conseguiu o arremate. A bola saiu pela linha de fundo com certo perigo.
Do outro lado, em lance de escanteio, Alemão subiu mais alto e cabeceou ao lado do arco, mostrando que o Acidus também estava vivo no jogo. Com o ritmo rápido, Chide rolou bem para Lú bater próximo ao ângulo esquerdo. Logo em seguida, ele pegou de prima passe de cobrança de lateral e acertou a trave. Os lances comprovam que houve uma pressão do Inflação após um domínio inicial maior limão. As bolas paradas, de lateral ou escanteio, eram a melhor arma até então.
Aos 18 minutos, quase o Inflação chegou lá. Louiz fez falta perigosa em Chide. Na cobrança, Lú bateu rasteiro e Cris dominou dentro da área, mas, antes de chutar, Ulisses interceptou e mandou a bola para longe. Apesar da forte marcação, as chances iam aparecendo. Em contra golpe de escanteio, Thomas puxou para a direita e chutou cruzado de bico à esquerda do arco. Logo depois, Caballero abriu para o meio e chutou forte de esquerda, obrigando Sandrinho a fazer boa defesa.
No final do primeiro tempo, após jogada pela direita, a bola sobrou para Caballero na entrada da área, que mandou um chute forte à meia altura para abrir o placar. No segundo tempo, o jogo não mudou sua essência. No começo, o Acidus levou perigo com bom chute de Juba após boa ajeitada de Caballero. Entretanto, atrás no marcador, era o Inflação que mais tentava o ataque. Em contra ataque, Renatinho arriscou de longe e acertou o canto esquerdo, mas Ulisses fez boa defesa e mandou a bola para escanteio. Lói reclamou muito com seu time, pois a maioria dos jogadores que tinham subido para o ataque não voltou.
O segundo tempo era quente, com Caballero e Eloi se estranhando e dividindo várias bola, especialmente na lateral. O camisa 10 não tinha folga e, de certa forma, acabou anulado pelo zagueiro. Assim, aos 10 minutos, o Inflação conseguiu finalmente igualar o placar. Após a defesa bater cabeça pelo alto dentro da área, Rodella aproveitou a bola sobrada e mandou de cabeça uma bola alta, sem força, que foi morrer na rede lateral do gol.
O gol ascendeu o Inflação, que cresceu no jogo em busca da virada. Tuta teve duas boas chances. Na primeira, ele bateu forte de longe e acertou o canto direito, mas Ulisses mandou para a lateral. Na segunda, quase caindo, ele conseguiu chutar mas errou o alvo. O abafa do Inflação foi a deixa para o Acidus parar o jogo em tempo técnico. Porém, na volta, em lance de ataque do Inflação, na hora do bate, Lú foi travado por Lói e Ulisses, impedindo o gol.
O Acidus voltou ao campo de ataque, desta vez com Louiz, em cobrança de falta, mas a bola saiu por cima do arco. Entretanto, o perigo estava mesmo do outro lado. Em rápida jogada de ataque do Inflação, Lói conseguiu interceptar a bola de carrinho, impedindo uma possível boa chegada de Renatinho. Ao levantar, o zagueiro vibrou bastante. Foi também o capitão do Acidus que conseguiu travar Chide e impedir novo arremate à meta acidiana. Nessa altura do jogo, o camisa 13 limão já era figura de destaque.
No final do jogo, em contra ataque, Thomas rolou para Ozil, que mandou muito alto. Alemão se lamentou e reclamou, pois estava livre pedindo bola. Assim, com uma marcação cerrada das equipes, o jogo ficou mesmo no 1 x 1, que não agradou a nenhum dos times, tanto que saíram mudos de campo.
O ponto somado nada muda às equipes na tabela, já que os resultados dos demais jogos foram de certa forma favoráveis. O Acidus segue em 5º lugar, com 8 pontos, e o Inflação, que vinha de duas goleadas, mantém a 3ª posição, com 10, mas fica 5 pontos atrás do líder Mercenários. Na próxima rodada o Inflação pega o vice-líder Zenite. Já o Acidus encara o Allianza Sagrado, que ainda não engrenou na Prata e soma apenas 2 pontos.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Ras Time 2 x 0 XTJ
RAS ESPANTA ZICA E DERROTA XTJ
Cipó assegura a vitória e coloca equipe no G-6
Por Rafael Ruiz
Em má fase, era a hora de Ras Time e XTJ desencantarem e saírem da parte de baixo da tabela, já que adentramos a metade final do torneio. Mais uma derrota poderia ser crucial para o destino das equipes. Melhor sorte teve o Ras, que viu seu goleiro brilhar mais uma vez, salvando o time e sendo decisivo no triunfo por 2 x 0.
As equipes entraram em campo mais se estudando do que tomando a iniciativa, tanto que a primeira chance real de gol só aconteceu aos 5 minutos, por parte do XTJ. Grelo chutou com muito perigo, assustando Cipó. A resposta do Ras aconteceu em seguida, com o camisa 88, Marcelo, que recebeu livre e chutou de bico. A bola foi para fora e sem direção.
Com o passar do tempo, o jogo foi ficando mais disputado. As marcações foram se afrouxando e as chances começaram a aparecer com maior frequência. Um exemplo disso foi o primeiro gol do Ras. Peter, que usa a camisa 420, recebeu livre e chutou forte no alto, sem chances para Kraudio.
Em situação difícil na competição, o Xarope foi logo tentando reagir, dessa vez com Ricardinho. Ele mandou a gol, contudo, para o seu azar, a bola passou perto do gol e saiu pela linha de fundo. Em vantagem, O Ras recuou e passou a jogar no contra ataque. Assim, deu espaço para o XTJ tocar a bola e chegar com perigo. Magu recebeu pela direita, mas chutou para fora. Cipó apenas observou. Depois foi a vez de Dô recuperar a bola após trabalho em equipe de pressionar a defesa. Porém, a jogada não surtiu efeito, pois o seu arremate parou na defesa.
Conforme o primeiro tempo corria, o time azul foi cansando e muito cedo resolveu abdicar do ataque e passou só a se defender. Talvez confiando em seu goleiro, Cipó, um dos destaques do campeonato. Este, aliás, foi obrigado a trabalhar quando Magu recebeu pela direita e tentou tirar do goleiro, que fechou bem o gol. De novo Magu: agora ele dominou a bola e já foi chutando. Para seu azar, o arremate cruzado foi para fora.
Nos últimos minutos do primeiro tempo só um time jogava. Na verdade, um time e um goleiro, já que Cipó ia se desdobrando para garantir o zero no placar. Ele trabalhou em chute forte de Fefe com uma bonita e difícil defesa.
Com o segundo tempo o Ras decidiu sair um pouco para o jogo e, em sua primeira chegada, chegou perto de ampliar. Vasques aproveitou belo passe de Peter, mas mandou para fora. A resposta foi imediata: Magu teve a chance e mais uma vez parou na bela intervenção de Cipó. O goleiro ainda deu rebote e quase que Fefe marcou.
Como no fim da primeira etapa, o amarelo e azul começou a marcar mais em cima e chegava com perigo, seja com Dô seja com Magu. Porém, foi o Ras que balançou as redes novamente. Em um rápido contra ataque, que começou com Cipó, a bola terminou em chute colocado de Vasques no canto. 2 x 0 para dar mais tranquilidade à equipe.
Depois do gol, parece que o time do XTJ sentiu o duro golpe, tanto que, a partir daí o time de azul retomou o controle do jogo e em mais uma chegada quase marca com Peter, ele recebeu pela esquerda e tentou chutar cruzado, porem sem perigo a meta adversária. Uma das últimas tentativas do amarelo e azul aconteceu com Ricardinho que desperdiçou a chance mais clara de sua equipe descontar no segundo tempo, ele sozinho não aproveitou a cobrança de lateral e cabeceou para cima do gol de Cipó.
Mesmo quando Peter tomou amarelo, o XTJ não conseguiu marcar. O time já jogava sem muita criatividade, sempre na expectativa de uma boa jogada de Magu. Entretanto, antes do apito final Ricardinho ainda acertou o travessão de Cipó, mas não era mesmo dia de xarope.
Com a vitória, o Ras Time se afasta da zona da degola e chega a 7 pontos, adentrando o G-6. Por outro lado, o XTJ se vê em situação complicada, com chances reais de voltar para a Bronze, já que é lanterna ao lado do BDA, com apenas 3 pontos. Na 6ª rodada, encaram respectivamente Bufalos e TCM.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Allianza Sagrado 3 x 3 Fora de Série
ALLIANZA PERDE PÊNALTI E CEDE EMPATE AO FORA DE SÉRIE
Equipe foi melhor e comandou o placar durante todo o jogo. No segundo tempo, Guilherme desperdiça pênalti e equipe sofre gol no fechar da contagem
Por Renato Malaguti
No duelo entre Allianza Sagrado e Fora de Série, dois times que até o momento parecem brigar para escapar da zona de descenso, o primeiro foi melhor. O Fora de Série, definitivamente, não faz um bom campeonato e precisa rever seu estilo de jogo, caso contrário, pode seguir os passos do Roleta Russa e ser o segundo time a jogar a Ouro e chegar à Bronze. Para se ter ideia, o Allianza perdeu até pênalti e sofreu o tento de empate no último minuto. O resultado foi desastroso para ambas as equipes, que seguem lá embaixo na tabela.
Logo no primeiro lance de real perigo, aos dois minutos de bola rolando, Alê, do Allianza Sagrado, soltou o pé. Johnny defendeu rebatendo dentro da área. Reyna aproveitou o rebote e, de forma oportuna, balançou a rede para sua equipe.
O Allianza continuou em cima e parecia não sentir a ausência dos suspensos após a confusão ao fim do jogo diante do Veras. Aproveitando o entusiasmo, o time obrigou Johnny a fazer boa defesa em forte chute de Rafa Storch. Entretanto, o goleirão não conseguiu impedir o segundo. Aos 5 minutos, Alê dominou sozinho na entrada da área e virou batendo no canto com força, impossibilitando qualquer chance de defesa. 2 x 0.
Foi o segundo gol que despertou um sonolento Fora de Série. Assim, o time chegou a diminuir o placar com Rezende ao chutar de dentro da área e aproveitar falha de Henrique. O Allianza não desanimou e chegou de novo com Reyna. Ele bateu de perna esquerda no canto esquerdo de Johnny, que caiu espalmando para o lado. Do outro lado, Rodrigo Cunha levou para a esquerda e chutou forte, mas Henrique fez boa defesa desviando a redonda por cima do gol. O Fora voltou à ativa em contra ataque, mas Argentino acabou perdendo cara a cara com o goleiro, que salvou a equipe.
Em bola sobrada, Reyna bateu forte mas novamente Johnny fez boa defesa e impediu o terceiro tento do Allianza. Cinco minutos depois, Cesinha levou para o meio e bateu no canto esquerdo, mas Johnny espalmou para dentro da área e a zaga terminou o serviço mandando a bola para escanteio.
Com tanta pressão, o time do Fora de Serie pediu tempo técnico. Depois da pausa, o jogo ficou um pouco mais tranquilo nos primeiros minutos. Na primeira tentativa de perigo, Rodrigo Cunha levou pela direita e chutou fraco, a bola desviou na zaga e quase surpreendeu o arqueiro.
Faltando menos de cinco para o intervalo, o Allianza conseguiu marcar o terceiro com Cadinho. Ele recebeu bola na entrada da área e chutou forte na direita, quase caindo. Entretanto, ainda antes do apito, o Fora diminuiu com Rodrigo Cunha, que recebeu na direita e bateu de forma rápida de bico no cano esquerdo, matando Henrique.
Na segunda etapa, o primeiro lance de perigo veio somente aos cinco minutos. Rodrigo Cunha perdeu boa oportunidade. Em cima do gol, em lance de escanteio, ele bateu, mas Henrique salvou com muito reflexo. Pouco depois, Cabeça recebeu dentro da área, mas logo após dominar o arqueiro chegou bem e afastou a pelota.
Aos 10 minutos, Reyna, melhor jogador em quadra, pedalou, cortou para a esquerda e chutou forte. A bola explodiu na trave. Em seguida, Flavio arriscou de longe, mas sem muitas dificuldades Johnny espalmou para frente. Três minutos depois, um pênalti a favor do Allianza Sagrado, que podia ter selado a vitória. Guilherme foi claramente derrubado por Argentino dentro da área. No bate, o próprio Guilherme cobrou e acertou a trave, desperdiçando a oportunidade.
Após a cobrança da penalidade, o jogo ficou mais pegado, tanto que Rezende e Cadinho do tomaram cartão amarelo. Nos últimos cinco minutos prevaleceu o equilíbrio em campo. Em lance de escanteio, a bola sobrou para Argentino, que mandou para as redes pelo lado de fora. Em seguida, Alê, cara a cara com Johnny, após boa tabelinha, mandou à esquerda do arco.
Já prestes a terminar, o Fora de Série conseguiu empatar e se salvar de mais uma derrota. Bruninho recebeu livre na área e chutou de bico no cantinho, a la Ronaldo Fenômeno contra a Turquia na Copa de 2002.
O time do Allianza saiu revoltado de quadra, pois ficou claro que a equipe teve a vitória nas mãos e deixou escapar. Com o resultado, as duas equipes seguem sem vencer, contabilizando o segundo empate em 5 partidas. Pelo saldo de gols, o Fora está na zona de degola. Na próxima rodada, o Fora de Série tem sérios problemas: pega o líder irresistível Mercenários. Se não jogar muita bola, pode sair sacolado de quadra. O Allianza encara o Acidus, 5º colocado.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 6 x 2 Bufalos
ROLETA DISPARA NA LIDERANÇA
Bela vitória sobre Bufalos foi uma decisão dentro do grupo, que deixa equipe de Ritolê mais próxima da Ouro
Por Rafael Ruiz
A partida envolvia duas equipes que fazem bela campanha na na Prata, sendo líderes de seu grupo. Assim, o duelo se configurou como a disputa pela liderança isolada. Quem vencesse abriria 3 pontos de vantagem na ponta. Quem se deu melhor foi o Roletinha, que venceu de goleada e segue firme rumo à Ouro já na fase de grupos.
Por tudo que envolvia o jogo, o primeiros 5 minutos foram mornos, com ambos os lados se estudando e não se arriscando muito no ataque. Na primeira grande chegada de perigo o Roletinha quase marcou com Catatau, que tentou o chute, mas a bola parou na forte marcação adversária.
A resposta do Bufalos foi imediata. Dinho recebeu pela esquerda e, meio sem ângulo, chutou e obrigou Machado a espalmar para fora. Os dois times mostravam bom toque de bola e entrosamento, mas mais o Roletinha, que logo abriria o placar. A bola chegou até Catatau, livre de marcação, que chutou no alto de canhota, sem chances de defesa para Willian Caruso.
Do outro lado, o Bufalos seguia tentando, sempre com Dinho. O camisa 10 fez boa jogada e rolou para Kaike chutar para fora. O jogo era bem disputado e muito parelho, com chances para os dois lados, porém, como o time de branco estava vencendo, ele tinha a sua disposição o contra golpe. E em uma dessas investidas, por Ritolê ampliou para 2 x 0. Ele tentou de novo: recebeu pela ponta, passou por dois adversários, mas seu chute parou na defesa do goleiro. Não tardou e o Roleta fez mais um. Foi a vez de Brian chegar com perigo, e ele não desperdiçou. 3 x 0 aproveitando confusão na área.
O jogo estava fácil para o R.R. Olímpico, tanto que o time visitava o ataque com bastante frequência. Entretanto, em saída errada por parte de Brian, o Bufalos diminuiu. Dinho não teve dificuldade de pegar o passe errado e colocar no canto de Machado. Animado com o gol, o time azul conseguiu mais duas chegadas de perigo à meta de Machado, numa delas descontou novamente. Kaike obrigando o goleiro a efetuar boa defesa, e, ainda antes do árbitro terminar o primeiro tempo, Dinho, que após confusão na área, conseguiu chutar. Apesar de fraco, a bola acabou entrando. O detalhe é que antes de entrar o goleiro ainda tocou nela, mas não o suficiente para impedir o gol.
Com o segundo tempo, o time do R.R. Olímpico iria precisar sair mais e abrir espaços na defesa. Porém, para a sorte deles, o gol saiu cedo, aos 3 minutos, com Catatau, que recebeu lançamento do goleiro, ganhou no corpo e, na saída do goleiro, conseguiu encobri-lo, marcando um belo gol. 4 x 2.
Perdendo, o Bufalos foi pra cima. Dois minutos depois do gol, o Bufalos quase marcou com Raoni chutando de bico, mas a bola foi fraca e facilitou para Machado. Em dois lances, um de cada lado, quase que o placar foi alterado novamente. A primeira chance foi com Kuminha, que dominou bem, mas ao tentar colocar a bola acabou errando. Depois foi a vez de Kaike tentar colocar, mas, diferente do outro lance, a bola acabou acertando a trave.
Com o jogo já se encaminhando para o seu fim, Ritolê começou a se destacar. Ele fez boa jogada e rolou para Joaquim, que merecia entrar para o Inacreditável Futebol Clube! Afinal, ele conseguiu, em cima da linha, acertar a trave! Depois, Ritolê mostrou como se faz: avançou sozinho pela direita e, com categoria, colocou no canto oposto do goleiro. 5 x 2.
Neste momento o Bufalos já aceitava a derrota e ó dava Ritolê. Pela direita, ele partiu e chutou. A bola passou pelo goleiro, mas a defesa tirou em cima da linha. Se ele não fez, Rafael, o camisa 5, marcou o sexto do time de branco contando com desvio na defesa.
Com o fim de jogo, ficou evidente que quem soube matar o jogo saiu vitorioso. Nas várias chances de gol criadas pelo Roleta, a maioria o time guardou. E o resultado ficou barato para o Bufalos, que perdeu algumas chances e contou com a falta de pontaria dos jogadores adversários. Agora o Roleta é líder com 12 pontos e abriu 3 pontos de vantagem. O Bufalos vem em segundo empatado com Elite e Med Taubaté.
Na próxima rodada, o Roletinha defende a ponta contra o NGM. O Bufalos tenta a reabilitação diante do Ras Time.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 5ª RODADA
Mercenários 3 x 2 Zenite
MERCENÁRIOS VENCE E GARANTE LIDERANÇA ISOLADA
Allyson e Léo Ballestero fecham o gol para os dois lados, mas o favoritismo dos seguidores de Stallone se confirma com nova vitória apertada, a quinta em 5 jogos
Por Renato Malaguti
Já era de se esperar que o duelo entre os dois primeiros colocados do Grupo A fosse extremamente pegado, principalmente pela ótima atuação que as duas equipes tiveram até então no campeonato – ambas com 100% de aproveitamento. Entretanto, não foram os jogadores de linha que fizeram a diferença em campo. Os goleiros – Allyson, do Mercenários, e Léo Ballestero, do Zenite – merecem destaque, pois fecharam o gol e foram peças fundamentais para seus respectivos times. Porém, ao fim, Allyson sorriu mais ao ver seu time fazer 3 x 2.
A partida começou a todo vapor, comprovando o alto nível das duas equipes que estavam em campo. O Zenite começou pressionando e tentando mostrar que o favoritismo do rival era só no papel. No primeiro lance, Negão chutou forte e mandou por cima do gol.
Do outro lado, em seguida, o Mercenários levou perigo em chute de Lodetti após boa ajeitada de Toretta, mas a bola foi para fora, ao lado do gol. Com toda essa correria não tardou para o placar ser inaugurado. Logo aos 3 minutos, Bob Fenômeno aproveitou boa ajeitada que o deixou cara a cara com Allyson e bateu de prima com força no canto, impossibilitando qualquer chance de defesa.
Entretanto, evidenciando que o jogo não seria nem um pouco fácil ao Zenite, dois minutos depois o Mercenários igualou o marcador. Marquinhos pegou bola dentro da área e mandou forte no alto para sair comemorando. O empate não diminuiu em nada o ritmo do jogo. Muito pelo contrário, as duas equipes atacaram mais ainda.
Em falta cometida por Rodrigo Santana em Lodetti, o goleirão Allyson subiu para a cobrança e, com forte chute, acertou a forquilha direita, quase virando o placar a favor do Mercenários. Foi a partir daí que os goleiros começaram a trabalhar mais no jogo.
Aos 10 minutos, Kazu lançou Toretta, que passou nas costas da zaga do Zenite e cabeceou alto com força, mas Léo Ballestero fez ótima defesa de mão trocada, mandando a redonda para escanteio.
Dois minutos depois, em chute de longa distância, Guga pegou bem na bola e levou perigo ao gol de Allyson, mas o arqueiro conseguiu defender. Em seguida, após boa jogada trabalhada do Zenite, Murilo chutou forte e cruzado no canto, mas Allyson fez outra ótima defesa. Aproveitando o bom momento no jogo, após criar duas oportunidades de gol, o Zenite tentou de longe, com Bob Fenômeno e Negão, mas nas duas tentativas a bola foi por cima.
Faltando pouco mais de cinco minutos para acabar a primeira etapa, o Mercernários conseguiu fazer dois gols. No primeiro, Túlio recebeu na direita e chutou cruzado para vencer Léo Ballestero. No segundo, em jogada de escanteio, Renato cabeceou para Fê, livre, testou no canto esquerdo do gol. 3 x 1.
No finalzinho, Rodrigo Santana ainda tentou diminuir para o Zenite em chute de longe que acertou o canto rasteiro, mas Allyson conseguiu encaixar. Na segunda etapa, Léo Ballestero fez uma das pinturas mais bonitas do jogo logo no primeiro minuto de bola rolando: Fê pegou na veia do meio da rua e acertaria o ângulo se o goleirão não tivesse voado e espalmado de mão trocada, mandando a bola para escanteio.
Atrás no marcador, o Zenite começou a atacar mais. Negão subiu e recebeu ajeitada, chutando com perigo à esquerda do gol. Em seguida, ele levou bem a bola para o centro, mas chutou fraco no meio, facilitando a defesa de Allyson. Só dava Zenite, que pressionava loucamente o Mercenários. Rodrigo aproveitou bom lançamento e ajeitou para Bob Fenômeno, mas este, sozinho, perdeu boa oportunidade. O mesmo Rodrigo pegou de primeira e acertou bonito chute na rede... pelo lado de fora.
De tanto pressionar, aos 10 minutos, em chute de longe, Negão contou com desvio na trajetória da bola para surpreender Allyson e diminuir para o Zenite. Encostado no placar, o jogo esfriou e ficou marcado por um aumento de faltas, especialmente por parte do Mercenários, que não se restringiu a se defender e foi ao ataque. Aos 15 minutos, Fê recebeu bom toque e soltou o pé, mas Léo Ballestero fez mais uma boa defesa, mandando a bola para o alto.
Do outro lado, Allyson mostrava eficiência, evitando o terceiro gol do Zenite em falta cobrada por Murilo que acertou o canto esquerdo. Faltando pouco menos de cinco para o apito final, mais duas boas defesas foram feitas pelos dois goleiros. Aos 22 minutos, em cobrança de falta, Lodetti encheu o pé rasteiro e Léo rebateu para o lado. Em jogada aérea, Allyson foi buscar a bola quase dentro do gol, salvando sua equipe nos instantes finais.
Ao som do apito final, com o placar favorável em 3 x 2, o Mercenários se juntou no meio da quadra comemorando muita a vitória apertada. Quem olhava de fora podia afirmar que já comemoravam o acesso à Ouro. Difícil não ser mesmo diante do que o time vem jogando e com 3 pontos à frente na tabela – única equipe no semestre a vencer os 5 jogos disputados até o momento. O tradicional grito “raça, suor, caveira” foi soltado mais uma vez, mas com muito mais entusiasmo.
Na próxima rodada, o Zenite, ainda em segundo com 12 pontos, pega o Inflação, que vem de empate com o Acidus e soma 10 pontos. O Mercenários pega o Fora de Série com promessa de goleada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 5ª RODADA
Diabos Negros 5 x 3 Bonde dos Abelhas
DIABOS COMPLICA AINDA MAIS VIDA DOS ABELHAS
Segunda vitória consecutiva coloca Diabos na vice-liderança, enquanto BDA segue na lanterna e periga voltar à Bronze
Por Rafael Ruiz
O Bonde vinha, enfim, de uma vitória, mas ainda na lanterna do Grupo B. O Diabos, dentro de seu já famoso altos e baixo no Chuteira, iniciava uma melhora na tábua de classificação. Assim, um querendo se livrar da zona da degola e outro se aproximar dos líderes, brilhou mais forte a estrela de Chagas, destaque do jogo e responsável pela maioria das jogadas ofensivas diabólicas.
Os abelhas foram logo tentando marcar, e quase conseguiram com Dé. O camisa 14 recebeu livre, contudo chutou por cima da meta de Marco. Em outra oportunidade, Vi recebeu livre pela direita, mas tentou driblar o goleiro, que fez boa intervenção e impediu o primeiro gol.
Se o Bonde agrediu primeiro, foi o Diabos quem inaugurou o marcador. Chagas recebeu a bola e chutou forte, sem chances para Coqueiro. Em rápida resposta, foi a vez de Rafa Bastos tentar. Na verdade, ele tentou muito colocar a bola longe do goleiro e acabou por errar o alvo. Até os 15 minutos, a partida seguia disputada, mas sem chances claras de gol.
Com a vitória parcial, o alvi negro jogava mais tranquilo e, assim, acabou por ampliar. Em rápido ataque, Marcel, sem dificuldades, colocou por baixo do goleiro e fez 2 x 0.
Em situação complicada no campeonato, o BDA resolveu se arriscar mais. Em nova chegada perigosa, Vi quase diminuiu ao receber pela esquerda e tentar chute cruzado. A bola saiu pela linha de fundo. Coube a Dé tirar o zero do BDA. Em outro lance, pouco depois, o mesmo Vi marcou ao ter o único trabalho de empurrar para as redes quase debaixo do gol.
Contudo, quem levava mais perigo era o Diabos Negros, que logo em seguida voltou a ter folga no placar. Leal, o camisa 8, em uma cabeçada forte conseguiu o seu primeiro gol na partida.
Veio a segunda etapa, e já começou com a equipe abelha levando perigo. Rafa cabeceou e obrigou Marco a trabalhar. No lance seguinte, Leal chutou e contou com o desvio para levar perigo, obrigando Coqueiro a praticar boa defesa. Aos 8 minutos, o Diabos Negros conseguiu maior folga. Vinicios aproveitou a falha de seu marcador, Rafa, e deixou o seu.
O Diabos não queria dar espaço para o Bonde crescer no jogo. Assim, chegou ao ataque de novo com Chagas, mas acabou tendo o lance interceptado por Coqueiro, que mandou para longe o perigo de seu gol. O time de amarelo e preto não criava muito, mas teve boa chance em conta ataque que Rafa Bastou só não fez porque tirou muito do goleiro e mandou pra fora.
A situação dos BDA já era difícil, mas piorou quando Chagas recebeu a bola, dominou e, sem pensar, chutou colocado, sem chances ao camisa 1. Aos 20 minutos, Marcel quase ampliou o marcador. Se não fosse o travessão, ele teria feito um bonito gol. Ele recebeu bom lançamento do goleiro e, na tentativa de encobrir o goleiro, acabou dando azar.
Depois de tanto tentar, eis que Dé conseguiu diminuir para dar números finais à partida em 5 x 3. Antes do jogo terminar, o camisa 16, Tiago Silva teve tempo de acertar a trave. Ele recebeu pela direita e chutou forte, mas a bola acabou explodindo na trave.
O resultado, péssimo ao Bonde, deixa o time em situação delicada. Faltando 4 jogos para o fim da fase de classificação, a reação deve vir diante do Elite ou será tarde demais. O Diabos, 9 pontos, busca a vice-liderança isolada contra o Med Taubaté, com o mesmo número de pontos.
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