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CHUTEIRA NEWS: VIII CHUTEIRA DE PRATA: 4ª RODADA

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Zenite 2 x 1 Fora de Série

ZENITE VENCE APERTADO FORA DE SÉRIE


Fora teve seus momentos de brilho, mas a qualidade técnica celeste, que segue líder ao lado do Mercenários, prevaleceu

Por Gustavo Scaldaferri

Zenite e Fora de Série se enfrentaram em posições opostas na tabela. O primeiro era um dos líderes do grupo, ao lado do Mercenários, com três vitórias em três jogos, mas vinha para o duelo sem seu artilheiro Dutra. O segundo era lanterna, com apenas um ponto mas com esperanças de que o capitão Rica e Cunha na frente fizessem a diferença. Apesar da distância na classificação, a partida foi bastante equilibrada. O artilheiro fez falta ao Zenite, mas Fê Rampazo e Ballestero foram bem e ajudaram na vitória sob sufoco por 2 a 1.

A partida começou movimentada. Os times mostravam vontade. Logo com 3 minutos, Negão recebeu na direita e chutou forte no canto direito para abrir o placar ao Zenite. O gol cedo empolgou o time de azul, que foi pra cima novamente. Aos 6, linda troca de passes entre Negão e Fê Rampazo, que bateu e Jhonny defendeu de manchete. Com 8, Caniggia perdeu a bola na zaga para Murilo, mas mais uma vez Jhonny saiu bem e salvou o Fora.

A equipe de Clebão não deixou barato e chegou bem duas vezes em cobranças de falta. A primeira, aos 11, quando Rezende bateu pra fora, e a segunda, aos 12, quando Argentino cobrou e a bola explodiu na trave. Mais um ataque do Fora no minuto seguinte: Cabeça girou e chutou na esquerda, porém a bola bateu na rede pelo lado de fora. Nesse momento o Fora já era dono do jogo e buscava o empate com vigor. E de tanto insistir chegou ao gol para igualar o placar. Aos 21, Bruninho carregou pela direita e bateu forte na área. Cabeça usou justamente a razão de seu apelido para desviar e estufar as redes.

Dali até os minutos finais, o Fora permanecia melhor em quadra, mas aos 24 Negão tocou no meio para Guga chutar na direita com força. Jhonny caiu e fez linda defesa. Era o aviso que o Zenite não estava morto. Porém, com o segundo tempo o time de Rica mostrou que vinha com tudo e já saiu atacando. Bob Fenômeno arrancou na esquerda e chutou no mesmo canto, mas não pegou bem na bola e ela ficou fácil para Ballestero encaixar.

Entretanto, para provar que o Zenite não estava morto, aos 7, Japa carregou pela lateral direita e colocou na cabeça de Bob Fenômeno. A cabeçada fez a bola tocar a trave antes de entrar. Era o segundo do Zenite para esfriar o ímpeto alvi azul.

Em seguida, o Fora tentou a reação com Rezende, que pegou de primeira passe no meio, mas Léo estava lá para fazer a defesa. Depois desse lance foram 10 minutos sem chances perigosas de gol. O jogo era mais lento e mais truncado, disputado no meio, as duas equipes perdendo muito a bola, errando passes fáceis e fazendo faltas. O Fora foi se irritando, as discussões – especialmente em laterais – aumentaram e o clima ficou tenso. Argentino só não foi expulso porque, ao ver o time perder a bola no ataque, ele foi na botinada no adversário, que não caiu e seguiu na jogada. A arbitragem deixou passar o lance e não puniu o defensor.

Se o Fora não conseguia efetivar seu ataque, aos 19 em diante o Zenite chegou 3 vezes com perigo. Na primeira, Jhonny defendeu bem chute de Fê Rampazo. Na sequência, Bob Fenômeno bateu no cantinho direito para nova intervenção do goleiro. E a terceira foi com Guga. O valente Jhonny apareceu bem outra vez.

Mesmo vencendo, o Zenite continuou no ataque e o Fora de Série recuava. No entanto, em contra-ataque no último minuto, Bruninho recebeu livre na área celeste, mas chutou por cima do gol, desperdiçando a chance do empate. E assim, o árbitro apitou o fim de jogo.

O Zenite comprova o time vem forte para tentar a Ouro. Com um time habilidoso e bem organizado em campo, comandado dentro de campo por Lucão, que vem se destacando na defesa como último homem, terá o grande teste na 5ª rodada, neste sábado, quando encara o Mercenários pela liderança isolada do grupo. O Fora mostrou garra e força de vontade, até dominando em determinados momentos. A lanterna do grupo não condiz com a real qualidade da equipe, que tenta reverter a situação diante de seu concorrente direto para fugir da zona da degola, o Allianza Sagrado. Quem perder pode começar a contagem regressiva para a Bronze.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Inflação 8 x 3 Império Celeste

INFLAÇÃO FAZ NOVA VÍTIMA DE GOLEADA


Império Celeste até começou melhor, tanto que abriu o placar, mas apagão abriu espaço para o chocolate do Inflação

Por Gustavo Scaldaferri

O número 8 parece ter algum significado ao Inflação. Afinal, é o segundo jogo em que o time goleia marcando 8 gols. Na rodada anterior, o Fora foi o massacrado. Na 4ª rodada, o Império Celeste, que sofre com a síndrome do segundo tempo, quando apaga e some em campo, sentiu na pele o poder ofensivo de Chide e cia.

No primeiro minuto, toque de Eduardo, que estava no campo defensivo, para Guedes na direita do ataque, ele arriscou o chute, mas Sandrinho defendeu. Com 2 minutos, novo ataque do Celeste: Zé Vitor recebeu na esquerda e bateu no mesmo canto, com força, para abrir o marcador.

No entanto, a alegria celestial durou pouco. No minuto seguinte começou o apagão do Império. Manga tocou na direita pra Chide, que chutou no canto direito e empatou. Chide mostrava saber o que fazer com a bola nos pés e se destacava no duelo. Aos 8, ele bateu do meio. A pelota desviou na zaga, bateu na trave direita e sobrou para Rodella tocar para o fundo do gol e virar o jogo.

Com 10 minutos, Chide chegou de novo: chutou de bico do meio campo e a bola passou por cima. Os jogadores do Inflação começaram a perceber que Paulinho estava inseguro no gol e passaram a arriscar mais. Aos 13, Tuta pegou no centro de campo e disparou alto no canto direito. Paulinho não conseguiu espalmar. 3 x 1 para o Inflação. Quando o Império tentou a reação, sofreu o contra-ataque. Thiago fez linda jogada na esquerda e deixou dentro da área no meio para Chide fazer o quarto do time.

Depois disso, o Império pareceu acordar e partiu pra cima. E fez um bombardeio ao gol da equipe preta e laranja. Aos 17, Coxa tentou chute cruzado na esquerda, mas Sandrinho fez a defesa. Na sequência, Rodolfo bateu na diagonal, a bola desviou na zaga, bateu no travessão e saiu. Na cobrança do escanteio, Zé Vitor chutou forte e a bola passou por cima.

Mesmo chegando tantas veze o gol não saiu. Porém, do outro lado sim. Aos 20 minutos, levantamento na área, Renatinho cabeceou, a zaga afastou, na sobra, Rodella pegou de primeira e aumentou a vantagem para 5 a 1. Não parou por aí. No lance seguinte, Henrique driblou o zagueiro, limpou a jogada e chutou no canto esquerdo, fazendo um golaço. Era o sexto da equipe. Pouco tempo depois o árbitro apitou fim de primeiro tempo. A primeira metade da partida praticamente inteira do Inflação. Apesar do inicio melhor do Império, depois do gol de empate, o time se perdeu, abriu a porteira e tomou 6.

A segunda etapa começou com o camisa 10 do Celeste, Guedes, levando sua equipe para o ataque, tomando a atitude e jogando com raça. Aos 2 minutos ele chegou pela esquerda e chutou na rede pelo lado de fora. Com 5 minutos, Gui cobrou lateral da direita para a esquerda e Guedes bateu forte no canto esquerdo. 6 x 2.

O gol deu força ao Império, tanto que não tardou para, em cobrança de falta da direita, Guedes cobrou com categoria no ângulo direito e fez o terceiro da equipe azul e branca. No entanto, a vontade era tanta que dois jogadores do Celeste levaram amarelo quase ao mesmo tempo: Guedes e Gui. E o Inflação aproveitou o momento em que estava com dois a mais e fez o sétimo para acabar com as esperanças do Império. Rodella recebeu livre na área, girou e marcou tranquilamente.

Ainda com um a mais, menos de dois minutos depois, Chide dominou na área e fez o oitavo para coroar sua atuação. Depois disso nada mais de interessante aconteceu. O Inflação, com larga vantagem, passou a jogar com mais tranquilidade, tocando a bola. O Celeste, muito nervoso e desorganizado, nada mais conseguiu fazer diante do desânimo. Foi assim até o apito final do árbitro.

Não é a primeira vez que o Império começa melhor, abre o placar e depois se perde em campo. Contra o Cabeça Rachada foi a mesma coisa. O time precisa entrar focado e permanecer assim até o final. Com a derrota a equipe azul e branca está fora do G-6, em 7º lugar, e tem a chance de se distanciar da zona de rebaixamento na próxima rodada, quando vai enfrentar o Maciota`s, penúltimo colocado do Grupo A com apenas um ponto. Já o Inflação não sai da cola dos líderes e aparece na 3ª colocação. Tenta a vitória (e quem sabe mais 8 gols) contra o Acidus, time que intercala bons e maus jogos e está em 5º na competição.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

The Veras 6 x 4 Allianza Sagrado

VERAS VENCE ALIANZA COM CONFUSÃO NO FINAL


Em jogo parelho, The Veras leva a melhor por 6 a 4, mas provocação no fim do jogo causa tumulto

Por Gustavo Scaldaferri

O The Veras vinha de vitória apertada sobre o Maciota’s e estava com 6 pontos na competição. Depois do baque na estreia, quando saiu goleado, o time engatou duas vitórias apertadas que ascenderam as esperanças do time de voltar à Ouro. Uma terceira vitória era importante para se manter colado nos líderes Zenite e Mercenários, com quem ainda tem confronto direto. Já a preocupação do Allianza era escapar da zona da degola. Com apenas um ponto, precisava vencer de qualquer maneira. O jogo foi bem disputado, mas as boas atuações de João Cláudio e Ariel asseguraram os 3 pontos para o time grená.

Nos primeiros 5 minutos, nada de chances claras de gol. Foi só aos 6, em bobeada de Cucio, que foi rifar a bola e acabou acertando Dudu e ela foi parar no fundo do gol. 1 a 0 para o Allianza. Um minuto depois, Cesinha carregou pela direita e deixou no meio para chute do meia, mas Benga defendeu com tranquilidade. Aos 10 minutos, Renatinho foi raçudo, tirou a bola do adversário, carregou pela direita e chutou cruzado para empatar o duelo.

O jogo era bom. Flama bateu falta do meio de campo e Mussolino fez boa defesa. Aos 15, Renatinho trouxe pela esquerda e chutou no meio do gol, fácil para o goleiro. O time sagrado, então, no campo de ataque, passou a pressionar o Veras, que tinha como solução os chutões pra frente. Eram 19 minutos quando Rodrigo, na esquerda, rolou para o meio e a bola chegou a Birulei, que fez o golaço da virada.

A vantagem durou apenas quatro minutos. Com 23, Cucio cobrou lateral para Ariel chutar de primeira no canto direito. A bola passou por baixo de Mussolino e entrou. 2 a 2. Ainda antes do fim dos 25 minutos iniciais aconteceu a segunda virada do jogo. Birulei tentou o drible no seu campo de defesa, foi pressionado e acabou perdendo a bola, que sobrou para João Cláudio na área fazer o terceiro do Veras.

Logo no começo da segunda metade, João fez linda jogada pela esquerda, girou e cruzou na área para Ariel cabecear e fazer o quarto do Veras. No minuto seguinte, Marchi levou cartão azul e saiu do jogo. A ausência do xerife podia ser fatal, mas o Veras não queria saber de brincadeira. Assim, mais um levantamento na área e João cabeceou muito bem, mas Mussolino deu uma ponte e defendeu bonito. No lance seguinte, Vitinho, na esquerda tentou o chute cruzado, mas a bola saiu.

O The Veras pressionava demais o Allianza, mas não marcou e viu o adversário chegar e diminuir. Numa sobra de bola no meio campo, Reyna arriscou de longe, não muito forte, e a pelota entrou. 4 a 3. O gol empolgou o Allianza, que foi pra cima. Aos 12 minutos, Dudu cobrou escanteio para Ronan, livre, pegar de direita no canto esquerdo e deixar tudo igual.

Foi uma reação e tanto da equipe preta. Porém, um minuto depois veio o balde de água fria. Em cobrança de escanteio, Cucio marcou e colocou o The Veras na frente de novo. Após o tento, o Allianza desanimou e, aos 18, João carregou pela direita e chutou na trave. No rebote, a bola sobrou para Moura bater no contrapé de Mussolino e marcar o sexto.

Nos últimos minutos o Veras manteve a posse de bola enquanto o Sagrado não demonstrava reação. E o jogo acabou. Mas a confusão começou. Benga, goleiro do The Veras, depois de ouvir várias durante o jogo, segundo seu próprio relato, gritou um “chupa” de raiva. Foi o estopim para os jogadores do Allianza partirem pra cima dele querendo agredi-lo. O mais exaltado era Rodrigo Storch, que chegou a atingir o adversário. Houve empurra empurra, os jogadores do Veras tentando afastar, mas a confusão estava armada. Depois de conter os ânimos, que foram levados para fora da quadra, os árbitros expulsaram o goleiro Benga, pela provocação, e Birulei, Rodrigo Storch e Mussolino, do Allianza, por agressão.

A situação do The Veras na competição é boa. A equipe conquistou sua terceira vitória e ocupa o 4º lugar na tabela, a apenas 3 pontos dos líderes. Na próxima rodada encara o Cabeça Rachada, que não vai muito bem na competição. O Allianza permanece em uma posição perigosa, na 8ª colocação, e tem uma ótima oportunidade para se recuperar e se afastar de um possível rebaixamento, no próximo jogo contra o lanterna Fora de Série. O problema é que os expulsos não jogam e devem pegar um bom gancho de suspensão.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Bufalos 4 x 1 Med Taubaté

BUFALOS VENCE MED DE VIRADA


Com três gols de Kaike, a equipe do Bufalos vence bom elenco do MED e conquista segundo lugar na tabela, com mesma pontuação do primeiro colocado, R.R Olímpico

Por Renato Malaguti

O duelo entre Bufalos e Med Taubaté, apesar do resultado de 4 a 1 a favor do primeiro, foi bem equilibrado. Quem desequilibrou foi Kaike, do Bufalos, que conseguiu marcar três vezes e foi peça fundamental para o triunfo. Do outro lado, João Humberto só fez um, mas foi responsável por boa parte das jogadas ofensivas do Med Taubaté.

Durante toda a partida, as duas equipes atacaram, mostrando de fato o equilíbrio desde o início. Já no primeiro lance, Rubão, do Bufalos, recebeu passe de lateral e chutou, mas bem na hora do chute a zaga do Med conseguiu travar. Em seguida, Bruninho, do Med, arriscou de longe e acertou o lado do gol.

O placar foi alterado pela primeira vez relativamente cedo. Aos 6 minutos de bola rolando, João Humberto recebeu dentro da área e soltou o pé, tirando todas as chances de defesa do arqueiro William e deixando o Med Taubaté na frente.

Após o gol, os médicos chegaram mais uma vez com perigo em chute de longe de Mauricio. Bem colocado, William mandou para escanteio. O experiente time do Bufalos não ficou abalado e continuou jogando o mesmo futebol. Assim, aos dez minutos, dois lances levaram muito perigo ao gol do Med. No primeiro, Dinho chutou forte alto, mas Gustavo conseguiu espalmar para cima. No segundo, em lance de escanteio, Wagner cabeceou bem, obrigando Bruninho a tirar em cima da linha.

De tanto pressionar o Bufalos alcançou o empate de forma merecida. Em lateral, Tiago mandou a bola para Kaike, que dominou pela esquerda e bateu colocado na direita para vencer o goleiro. Após o empate, faltava pouco menos de 10 minutos para o apito do fim da primeira etapa. As duas equipes queriam ir para o intervalo com a vitória parcial e por esse motivo criaram boas chances.

O Med Taubaté mostrava empolgação. Aos 17 minutos, Bizuza acertou o travessão e, pouco tempo depois, João Humberto quase fez em chute no cantinho, mas foi travado por boa defesa de William. No último lance do primeiro tempo, Dinho soltou o pé ao lado do arco do Med Taubaté e claramente a bola foi desviada pelo goleiro, mas o árbitro não percebeu e assinalou tiro de meta. Dinho reclamou muito e graças a isso foi punido com o cartão amarelo.

Como pode ser visto, o primeiro tempo foi extremamente equilibrado. Tanto o Med quanto o Bufalos tiveram claras chances de gol e souberam aproveitar boas oportunidades. Na segunda etapa, logo no comecinho, João Humberto mais uma vez tentou de longe e levou perigo. O Med Taubaté, em lance bem articulado, teve gol anulado devido à boa visão do árbitro. Bruninho tinha tocado para Aníbal cruzar a Wagner. O último, a la Maradona, meteu a mão na bola para balançar a rede. Diferentemente do que aconteceu com o mestre argentino, Wagner tomou cartão amarelo e ficou dois minutos fora.

Aproveitando a vantagem numérica em quadra, o Bufalos conseguiu virar o jogo, novamente com gol de Kaike, que acertou forte chute na esquerda do goleiro. Após marcar seu segundo gol, ele criou mais duas oportunidades. Na primeira, ele driblou um, puxou para a direita, mas na hora de finalizar pegou fraco e facilitou a defesa do goleiro rival. Na segunda, mais uma vez de longe, ele mandou a bola por cima do gol.

Toda vez que uma das equipes tomava gol, a mesma corria atrás do resultado. E dessa vez não foi diferente. Bruninho teve a oportunidade de empatar ficando cara a cara com o goleiro, mas acabou perdendo a oportunidade chutando em cima dele. Aos 10 minutos, uma penalidade máxima foi marcada a favor do Bufalos e Bruninho tomou amarelo. Na cobrança, Casali bateu bem no canto à meia altura, mas João conseguiu salvar. Logo em seguida, o Med pediu tempo para orientar seus jogadores.

Na volta da pequena pausa, poucas oportunidades foram criadas. Entretanto, um lance polêmico aconteceu. Em chute que tinha endereço certo, a bola desviou no zagueiro do Bufalos e os jogadores do Med reclamaram toque de mão, mas o árbitro não marcou. Logo em seguida, vendo o bom momento do seu rival em campo, de forma sábia o Bufalos pediu para o jogo ser pausado. Dessa vez o tempo técnico pareceu ter surtido mais efeito. Logo na primeira oportunidade, Kaike fez seu terceiro gol, de voleio com a perna esquerda, ampliando a vantagem do Bufalos.

O Med Taubaté até tentou diminuir o placar nos minutos restantes, mas a defesa do Bufalos, bem posicionada, travou todas as oportunidades. No finalzinho, o habilidoso Dinho deixou o seu com um bonito gol de cobertura, fechando o placar em 4 a 1.

O Med Taubaté ocupa a 5ª colocação, enquanto o Bufalos ocupa a 2ª, com o mesmo número de pontos do líder Roletinha, mas com saldo de gol inferior. Na próxima rodada o Bufalos tem a chance de desempatar esses pontos na briga direta pela ponta. Já o Med Taubaté enfrenta o Elite, que vem mostrando que de zebra o time não tem mais nada.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Bonde dos Abelhas 5 x 2 NGM

BDA DESENCANTA E AFASTA, AO MENOS TEMPORARIAMENTE, CRISE


Coqueiro volta de suspensão, fecha o gol e é decisivo na primeira vitória da equipe no campeonato, sobre o NGM de Caio Ribeiro

Por Renato Malaguti

Ninguém podia dizer que o time vinha em boa fase. Apesar dos 4 pontos na tabela, o NGM ainda não se encontrou na competição, alternando bons e maus momentos. Do outro lado, o Bonde dos Abelhas entrava em campo para evitar a crise geral. Afinal de contas, na ponta de baixo da tabela, era o único time a não ter pontuado no Grupo B. E o BDA deve ter lamentado quando viu Caio Ribeiro com a camisa laranja do NGM. Entretanto, a tarde era de Coqueiro, que parou o ataque adversário e ajudou o Bonde a, enfim, desencantar.

O começo do jogo veio a todo vapor, com os times criando e dando problemas aos goleiros – que, por sinal, foram peças fundamentais na partida. Logo no primeiro lance, Coqueiro já trabalhou ao defender chute de longe. O BDA chegou em contra ataque rápido com Richard, que recebeu cara a cara com Farillo e buscou a finalização no canto rasteiro. O arqueiro salvou com o pé. Pouco tempo depois, Coqueiro apareceu para desviar para escanteio chute venenoso no canto.

Nos primeiros dez minutos o jogo era aberto e cheio de alternativas ofensivas. Era notável a sede de vitória de ambas as equipes. Os dois arqueiros fizeram a diferença e foram os responsáveis pela partida seguir em 0 a 0 por um bom tempo. O camisa 9 do BDA, Cris, foi um dos destaques individuais do jogo. Aos 12 minutos ele driblou dois, puxou para a esquerda e bateu rasteiro para nova defesa, dessa vez com os pés, de Farillo. Em seguida, em chute cruzado, Cris levou perigo novamente, mas dessa vez a redonda foi ao lado do arco.

Pelo lado laranja, com classe, Caio Ribeiro – outro destaque do jogo – viu a chegada de Bruno e rolou para seu companheiro encher o pé e mandar a bola por cima do gol. Após tantas chances claras de gol, aos 15 minutos enfim a rede balançou. E foi logo duas vezes, um para cada lado. O primeiro foi marcado com classe por Caio Ribeiro, que pegou de primeira uma cobrança de lateral, acertando o canto com força. Pelo Bonde, com Vi, que aproveitou boa assistência de Cris.

No final da etapa primeira as duas equipes tentaram sair para o intervalo com a vantagem, mas sem muito sucesso. No último lance o Bonde ainda desperdiçou falta perigosa com jogada ensaiada que explodiu na barreira. Na volta do intervalo, assim como no primeiro tempo, o os minutos iniciais foram quentes. No primeiro lance de perigo, Renato encheu o pé, mas Coqueiro conseguiu defender. De troco, em chute rasteiro de longe, Flavie acertou o canto, mas Farillo encaixou bem a bola. Tantas jogadas construídas ajudaram com que o terceiro gol do jogo viesse à tona. Com cinco minutos jogados, Richard recebeu pela direita e soltou para marcar 2 x 1 em favor dos abelhas.

Entretanto, sem se abalar com o gol tomado, o NGM foi para cima em busca do empate. Em chute de longe e contando com a sorte – a bola acertou a trave, as costas de Coqueiro e depois entrou –, Guitolê empatou. Pouco depois, desnecessariamente o autor do gol tomou cartão amarelo após cair no chão e meter a mão na bola para parar a jogada. Aproveitando a vantagem numérica, o BDA conseguiu fazer mais dois gols e decidir o duelo. O terceiro veio com Leandrinho, que interceptou a bola no campo ofensivo, puxou para a direita e chutou cruzado. O quarto veio com Felipe aproveitando rebote.

O NGM pediu tempo técnico para acertar a casa e ver o que era possível fazer. Na volta da pausa, o time voltou com tudo ao ataque. Na primeira oportunidade, Caio apareceu em jogada de escanteio e pegou bem na bola, mas a zaga conseguiu desviar a trajetória que tinha endereço. Logo em seguida, em tabelinha rápida envolvendo Caio e Bizu, o NGM quase chegou lá novamente.

A pressão era todo laranja, e Caio Ribeiro era o destaque. Aos 13 minutos, ele soltou o pé e a bola explodiu na trave. Pouco depois, de voleio, Gérson pegou na veia, mas mais uma vez Coqueiro conseguiu impedir o gol do adversário.

Mesmo tentando várias vezes, o NGM viu o Bonde marcar. Em lance de contra ataque rápido, Vi recebeu de Kavanha e bateu colocado para vencer o arqueiro. Faltando cinco para o apito final, foi a vez do BDA pedir tempo e esfriar o jogo. Antes do apito final ainda teve tempo de Coqueiro trabalhar de novo após jogada entre Carlitos e Guitolê.

A vitória por 5 x 2 tira o Bonde do sufoco mas não da lanterna – onde permanece pelo saldo de gols pior que do XTJ. Já o NGM, com a derrota, cai para 8ª posição. Na próxima rodada o NGM enfrenta o TCM enquanto o BDA pega o Diabos Negros.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Acidus 7 x 1 Cabeça Rachada

ACIDUS GOLEIA CABEÇA RACHADA E SE REABILITA


Cabeça larga na frente, mas se perde, toma virada e abre a porteira para o Acidus conquistar sua segunda vitória na competição

Por Gustavo Scaldaferri

O jogo prometia ser quente, pela proximidade dos times na tabela. Acidus com 4 pontos e o Cabeça, 3. A equipe de amarelo limão vinha de derrota para o Mercenários na partida anterior e poderia abrir 4 pontos de vantagem sobre o rival limão caso saísse com a vitória. Por sua vez, o Cabeça havia goleado o Império Celeste e queria enfim engrenar na competição. No entanto, no duelo dos times limão, o Acidus surpreendeu, dominou o jogo e aplicou a maior goleada da rodada da Prata: 7 a 1.

O duelo era muito igual, especialmente nos uniformes, tanto que o Cabeça, por estar abaixo na tabela, usou camisas laranjas. Assim, foi o time limão que começou no ataque. Logo aos 3 minutos, Fabinho se complicou e perdeu a bola para Caballero, que chutou com força para fora, para sorte do aliviado Fabinho.

O Cabeça não tinha goleiro de ofício e Bruno Martins ia quebrando o falho debaixo das traves até que Jean, reforço de última hora, chegasse. Nisso era o Acidus que tomava a iniciativa. Dois minutos depois, Ozil, na direita, chutou cruzado para a defesa com o pé do goleiro. Porém, quem fez o primeiro do jogo foi o Cabeça Rachada. Depois de chegarem duas vezes com perigo, Ulisses não resistiu à terceira chegada. Eram 10 minutos quando Michilin bateu, a bola desviou na zaga, Ulisses espalmou e na sobra Vagner marcou.

Com 12 minutos o Acidus começou a demonstrar que iria reagir ao gol sofrido. Chegou duas vezes seguidas. A primeira com uma bomba de Louiz do meio de campo que Jean fez uma ponte para salvar. Na segunda, Jaka arriscou do meio e Jean mandou para escanteio.

Depois da pressão do Acidus, foi a vez do Cabeça levar a pelota ao ataque. Aos 15 minutos, Luisinho disparou do meio, mas Ulisses defendeu. Porém, um minuto depois, em cobrança de falta, Louiz bateu alto no canto esquerdo colocando a igualdade do marcador.

O gol animou a equipe amarela limão, que foi pra cima. Aos 17, cobrança de lateral no meio, Alemão chutou, a bola desviou na zaga e foi parar na rede no canto esquerdo. Era a virada. Com 22, Fabinho tentou o empate num chute forte do círculo central, mas Ulisses estava em um dia inspirado e praticou a defesa com maestria. Bruno Martins mostrava habilidade na linha, mas tinha pouca objetividade. No fim da primeira etapa ele tentou fazer o dele, depois de bela jogada, mas Ulisses não deixava passar nenhuma. O árbitro apitou o final do primeiro tempo com o Cabeça Rachada jogando melhor. Mesmo assim, a vitória parcial era do Acidus.

A etapa complementar iniciou com as duas equipes muito bem postadas na defesa. Ambos os times tocavam bem a bola, mas eram desarmados quando chegavam à frente. A consequência disso foi poucas finalizações perigosas nos primeiros minutos. Aos 5, Jaka recebeu no meio, chutou de esquerda, a bola foi chorando no cantinho direito, bateu na trave e entrou. 3 a 1. No minuto seguinte, um lance inusitado. Dieguinho tentou de bicicleta para o Cabeça, mas Ulisses defendeu. Do outro lado, o Acidus continuava a levar perigo ao gol de Jean, até porque o Cabeça se expunha ao ir ao ataque. Em cobrança de lateral, Caio Ferin chutou de primeira no poste. A equipe amarela limão vibrava bastante em todos os lances e crescia na partida. Com 7 minutos, Michilin chegou forte em Jaka, que revidou com um pontapé. O bololô foi formado, os dois se estranharam, e o árbitro expulsou os dois de campo.

As duas equipes estavam com um jogador a menos, o que dava mais espaço para os atacantes trabalharem, porém o Acidus se adaptou melhor à nova situação e não interrompeu a boa marcação que fazia até então. Praticamente o time não deixava Luisinho e Fabinho chegarem de trás para o bate. Com isso, segurou a principal arma do adversário e construiu a goleada.

Ao mesmo tempo, o Cabeça Rachada perdeu poder de marcação com a saída de Michilin e passou a se preocupar com reclamar mais do que jogar. Assim, foi inteiramente dominado pelo Acidus, que teve em Caballero o garçom da tarde. Ele era quem mais demonstrava vontade, não desistindo de nenhuma jogada e servindo os companheiros. O artilheiro, acostumado a fazer gols, compensou passar em branco com ótimas assistências. Aos 10 minutos, lançamento à frente, Caballero dominou bem na direita e tocou no meio para Caio Ferin fazer o quarto. Com 12, bobeada na área do Cabeça, o zagueiro tentou afastar, mas Caballero foi mais esperto, tomou a bola e tocou na esquerda para Ozil bater forte e anotar o quinto.

A situação do Cabeça, que já era ruim, ficou ainda pior após Luisinho e Peu discutirem em campo. Detalhe: ambos do mesmo. O atacante se irritou, pegou suas coisas e saiu de campo sem autorização. O resultado foi o vermelho para ele. Mistura de sorte e competência se viu aos 16 minutos, num gol incrível de Louiz. Na lateral de sua área, quase da linha de fundo do campo de defesa, ele tentou fazer o lançamento e a bola encobriu o goleiro Jean e entrou. Golaço! Sem querer ou não, foi o golaço da rodada e 6 a 1 no placar.

Já no fim do jogo, com o Cabeça batido, Louiz fez o lançamento na frente para Caballero, que dominou e serviu Thomas. O camisa 19 fingiu que ia chutar, cortou para a direita e bateu. A bola explodiu na trave e voltou a ele, que enfim deixou o dele e fechou a goleada em 7 x 1.

Depois do apito final, os jogadores do Cabeça Rachada ficaram inconformados com a arbitragem e reclamando muito, tanto que Luisinho e Fabinho foram relatados e expulsos no pós-jogo. Quem saiu tranquilo foi o Acidus, que garantiu mais 3 pontos, abriu distância do Cabeça e tenta engrenar no campeonato para brigar pelo título. A equipe de amarelo limão está na 5ª colocação e na próxima rodada enfrenta o ascendente Inflação. Já o Cabeça permanece na 6ª posição e tenta a recuperação diante do The Veras no próximo sábado.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Roleta Russa Olímpico 6 x 2 TCM

ROLETINHA ANIQUILA TCM E MANTÉM LIDERANÇA


TCM assiste Roletinha jogar e sofre goleada, mas ainda continua entre os seis primeiro do grupo. Ritolê foi peça fundamental para a vitória

Por Renato Malaguti

Quem esperava por um jogo disputado acabou caindo da cadeira. O Roleta passeou em quadra, principalmente no primeiro tempo, e acabou goleando o TCM sem qualquer dificuldade. O sorriso de Marcião na rodada anterior deve ter amarelado depois de ver seu time apanhar feio. Ritolê, artilheiro nato, foi mais uma vez a chave do sucesso.

No comecinho de bola rolando o R.R Olímpico já demonstrava mais sede de vitória.Na primeira oportunidade desenvolvida, Guilherme soltou o pé e obrigou Lucas a desviar a bola para escanteio. Poucos minutos depois, em bola sobrada, Ritolê não pegou muito bem e mandou a redonda por cima do arco, levando as mãos à cabeça.

O jogo estava pegado. Até os dez minutos nenhuma chance clara de gol foi concretizada. Entretanto, devido ao ritmo do jogo, as duas equipes contaram com desfalques graças a cartão amarelo. Aos 7 minutos, Carlinhos fez falta dura em Catatau e foi punido. Três minutos depois, do outro lado, Manente também saiu amarelado, mas nenhuma das equipes soube aproveitar a vantagem numérica.

Para quem estava apreensivo do lado de fora, a partir dos 15 minutos de bola rolando o jogo tomou uma proporção totalmente diferente, surpreendendo a todos. A todo vapor, a equipe do Roleta – que até então tinha criado mais, mas sem muita intensidade – fez três gols relâmpagos. Abrindo o placar, Matarazzo levou para a direita e chutou quase caindo uma bola cruzada, surpreendendo o arqueiro rival. Em seguida, Ritolê ajeitou para Guilherme bater colocado e marcar o segundo. O terceiro veio com jogada individual de Ritolê, que puxou para a direita e bateu cruzado, sem chances para o goleirão.

Após tomar os três gols, o TCM parou o jogo com tempo técnico para evitar uma goleada maior. Na volta, porém, a paralisação não diminuiu a empolgação olímpica. No estilo futebol de areia, Matarazzo ajeitou alto para Kuminha bater colocado e acertar a trave. Ritolê recebeu pela direita e novamente com chute cruzado, sem muita força, fez mais um, deixando o placar em 4 a 0.

No segundo tempo, se o espectador esperava o TCM melhor, viu logo que a coisa só tendia a piorar. Não tardou mais que alguns minutinhos para o Roleta ampliar mais duas vezes. O quinto veio com o zagueirão Pina, que subiu para a área em jogada de escanteio, dominou livre de marcação e bateu com calma no canto. O sexto foi de Catatau, em chute de longe no canto.

Nocauteado, o TCM tinha que optar entre tomar uma goleada maior ainda ou acertar a marcação e tentar diminuir o prejuízo. O Roletinha, com a vitória garantida, desacelerou e o TCM melhorou. Em contra ataque rápido, Carlinhos bateu bem de forma cruzada, mas Machado fez boa defesa. Rapidamente, no contra golpe, Catatau levou perigo chutando ao lado do arco.

Aos 6 minutos, o TCM finalmente conseguiu marcar seu primeiro gol na partida com Matheus, em chute cruzado e rasteiro. O time se motivou e foi para cima. O habilidoso Danilinho quase fez o segundo em cabeçada por cobertura, mas Machado se esticou todo e conseguiu mandar a bola para escanteio. Após pressionar, o segundo gol do TCM saiu em bola sobrada dentro da área que Claudio, cheio de raiva, soltou o pé.

O Roleta despertou e pediu tempo para segurar o ímpeto do TCM. Deu certo: dos dez aos quinze minutos nenhuma jogada ofensiva de relevância foi criada. Depois disso, a coisa voltou a esquentar. Aos 17 minutos, Danilinho puxou bem para a direita e encheu o pé. Machado mandou para a linha de fundo.

Faltando cinco para o apito final, o TCM ainda tentava. Carlinhos chutou de longe mas foi parado pelo goleiro. Danilinho recebeu pela direita e chutou cruzado, mas Machado fez outra boa defesa. No último lance de perigo, Danilinho perdeu boa oportunidade em contra ataque.

O Roleta se reencontra com a vitória após perder a invencibilidade diante do XTJ na rodada anterior e segue firme na liderança ao lado de Bufalos e Elite, mas com saldo de gols superior. Já o TCM, mesmo perdendo, continua no G-6, em sexto. Na próxima rodada, o Roleta tem a briga pela ponta com o Bufalos, do habilidoso Dinho. Já o TCM enfrenta o NGM.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Elite 5 x 4 Ras Time

ELITE VENCE COM GOL NOS ÚLTIMO MINUTOS


Mesmo cheio de desfalques, a equipe do RAS Time mostrou muita raça e foi uma pedra no sapato do Elite

Por Renato Malaguti

O Ras não vem fazendo um bom início de campeonato, isso é fato. Mas pra quem é veterano no Chuteira sabe: é um time a ser respeitado. Mesmo recheado de ausências, Gil, Iasi, Macaolin, Denis e Tchelo, por exemplo, o time conseguiu segurar o Elite e só cedeu no final, com gol de Alexandre.

O Elite, que vem mostrando que zebra não é com eles, conquistou sua terceira vitória em quatro jogos, ficando no topo da tabela ao lado de Roleta e Bufalos. No começo de bola rolando, o Elite demonstrou mais ofensividade. Rafa Gomes fez boa finta de corpo e chutou cruzado, criando a primeira jogada de perigo contra o gol de Cipó. Logo em seguida, aos 3 minutos, ele recebeu bom passe dentro da área e deu um tapa no canto esquerdo, colocando sua equipe em vantagem.

Entretanto, na primeira oportunidade o RAS empatou. Deko chutou de longe e acertou o canto esquerdo. Após o empate, o jogo ficou mais equilibrado. Em jogada rápida, Vasques cruzou para Leonidas, que chutou com perigo, mas mandou para fora, perdendo a chance de virar para o Ras Time.

Do outro lado, o Elite foi ao ataque, mas sem muita eficiência, principalmente com Marcio. Na primeira tentativa, ele recebeu uma bola rolada e bateu com força ao lado do arco de Cipó. Logo em seguida ele bateu de longe e acertou a forquilha. Entretanto, o Ras Time soube aproveitar a chance que teve e deixou claro que, no futebol, quem não faz, toma. Aos 17 minutos, em chute colocado na direita, Rernanes virou o jogo.

Faltando 5 para o término da primeira etapa, Luis perdeu cara a cara com Cipó, mandando a bola ao lado do gol. Analisando de forma critica a primeira etapa do jogo, o Elite criou mais do que o Ras, mas não soube aproveitar as oportunidades. Já o Ras Time, mesmo com poucas jogadas articuladas se comparado com seu rival, conseguiu sair com a vitória parcial graças ao melhor aproveitamento.

No segundo tempo, o Elite voltou melhor e, dessa vez, sabendo aproveitar. Logo no primeiro lance, o placar foi igualado com Regis em chute de longe que surpreendeu Cipó. A bola fez um efeito e acabou descendo rápido. Antes de entrar, a redonda ainda bateu na trave.

Dois minutos depois, em lance de contra ataque, a virada. Maciel recebeu livre de marcação uma bola cruzada e só precisou empurrar para dentro do gol. Impedindo o rival a gostar do jogo, o Ras conseguiu igualar novamente na primeira oportunidade de real perigo criada. Em cobrança de lateral, Vasques dominou de coxa e bateu de canhota e de prima. 3 x 3.

Era pau lá, pau cá. Sempre que tomava gol, a outra descontava. O diferencial dessa vez foi o goleirão Cipó. Após tomar o terceiro, a equipe do Elite criou duas chances de gol, ambas defendidas pelo camisa 1. Mais uma vez, mesmo depois de ser pressionado, o Ras conseguiu virar o jogo. O autor do gol foi Deko, que recebeu passe de frente para o goleiro Diego e, com categoria, tocou de chapa no canto.

Após tomar o quarto gol, o Elite foi para cima. Novamente Cipó fez milagre e defendeu bom chute de longe. Entretanto, de tanto tentar o vice-campeão da Bronze passada marcou. Marcio, camisa 10, bateu firme no canto para vencer Cipó e igualar o marcador.

Com o placar igualado, a pressão passou a ser do Ras. Renarnes bateu forte no canto, obrigando Diego a fazer boa defesa, mandando a bola para o tiro de canto. Em seguida, Bruno arriscou de longe e tirou tinta da trave. No finalzinho, após ótima ajeitada de Marcio, Luis Carlos chegou batendo no canto para marcar o quinto do Elite.

Faltando menos de 5 minutos para o apito final, o Elite pediu tempo. Na volta, o jogo ficou extremamente corrido. Cipó subiu à área para tentar empatar e acabou tomando cartão amarelo em um carrinho que deu para parar a jogada. Sem ele, o Ras nada mais pode fazer e se viu derrotado por 5 x 4.

Com a vitória, o Elite fica em terceiro lugar na tabela, com a mesma pontuação dos dois primeiros, e enfrenta, na próxima rodada, o Med Taubaté. Já o Ras pega o XTJ, penúltimo colocado da tabela, e tenta entrar no G-6.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 4ª RODADA

Mercenários 4 x 2 Maciota’s

MERCENÁRIOS BATE MACIOTA’S E SE MANTÉM NA LIDERANÇA


Maciota’s foi aguerrido e só não teve melhor sorte porque Allyson não deixou

Por Gustavo Scaldaferri

O Mercenários entrou para o jogo confiante. Eram três vitórias em três jogos, e o adversário era o Maciota’s, um dos últimos colocados do grupo. Porém, a partida não foi tão fácil como se imaginava. A equipe preta e amarela mostrou força e deu trabalho para os líderes, que saíram com a vitória por 4 a 2 e agradecendo a Allyson por mais uma bela atuação.

Os rubro negros foram ao ataque primeiro. Aos 3 minutos, tabelinha de Guto com Lodetti na área, o camisa 10 do Mercenários chutou fraco e Jerry defendeu com tranquilidade. Um minuto depois, o Maciota’s atacou com Marquinhos. Ele recebeu na esquerda e chutou com força, mas Renato afastou de cabeça. No escanteio, o capitão Dé tentou o chute, mas a bola saiu por cima. Aos 6, Guto saiu errado, Alê tomou a pelota e tocou na direita para Evandro, que bateu para boa defesa de Allyson. Aos 7, Guto trouxe pelo meio, tocou para Marquinhos, que voltou a Guto. Este, de primeira, deixou para Toretta na esquerda, que tocou no meio para Marquinhos só completar para o gol. 1 a 0.

O Mercenários era melhor, tinha mais entrosamento, toque de bola e jogadores de muita qualidade. Aos 12, Toretta recebeu na frente na esquerda, girou e chutou. A bola bateu na trave. O Maciota’s, por sua vez, se protegia e tentava subir em lances raros de contra-ataque. Leo arriscou do meio do campo de bico e Allyson defendeu de peito. A equipe preta e amarela começou a gostar do jogo e subir mais ao ataque. Com 20 minutos, o inesperado. Evandro carregou pela direita e chutou uma bomba cruzada. Allyson não conseguiu segurar, e a pelota foi rolando devagar na linha do gol até que Nery chegou empurrando para dentro. 1 x 1.

O Maciota’s, então, passou a equilibrar a partida, tanto que o primeiro tempo acabou com o jogo bem disputado. A certeza que os jogadores do Mercenários tinham de que venceriam o jogo não existia mais. O time amarelo e preto mostrou que também tinha força e surpreendeu a todos batendo de frente com o líder. Assim, o Maciota’s começou com tudo a segunda etapa. A zaga do rubro negro errou e Fê aproveitou para encher o pé, mas Allyson fez uma ponte espetacular e evitou o gol da virada. No lance seguinte, aos 4 minutos, Kazu rifou a bola e Thales aproveitou para arriscar o chute. O ótimo Allyson evitou mais uma vez o gol. No contra-ataque, Diego tocou para Lodetti, que bateu e viu Jerry defender. No rebote, Lodetti de novo chutou e marcou o segundo, para alívio do time rubro negro.

No entanto, o alívio se tornou angústia novamente aos 7 minutos. Fê fez linda jogada pela direita e disparou. A bola desviou no zagueiro quando Allyson já havia caído para o outro lado. Assim, a pelota morreu no fundo do gol. Novo empate: 2 a 2.

Diego tentou jogada pela esquerda, chutou forte e Jerry defendeu. O Maciota’s quase virou o jogo aos 10. Ricardo recebeu na direita, bateu rasteira e a bola passou raspando a trave esquerda. Depois desse lance os jogadores do Mercenários começaram a ficar irritados e passaram a reclamar e discutir muito uns com os outros. A cobrança acordou a equipe. Aos 13, Lodetti deixou para Dezinho na direita, que cruzou na área e Diego completou para o gol colocando o Mercenários de novo na frente.

Mesmo com o gol as discussões no time de Kazu Stallone continuavam e pareciam surtir efeito. Com 19 minutos, linda tabela entre Guto e Toretta, que dominou na esquerda e bateu para fazer o quarto do Mercenários. Com esse gol, começaram a segurar o resultado, tocando a bola com tranquilidade até o apito final.

No fim deu a lógica. Mais uma vitória do Mercenários e liderança garantida. Na próxima rodada o time enfrenta o Zenite que vem de vitória e é concorrente direto ao 1º lugar do grupo. Já o Maciota’s mostrou que é um time aguerrido e que tem tudo pra sair da zona da degola. O próximo jogo é contra o Império Celeste.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 4ª RODADA

Diabos Negros 4 x 3 XTJ

DIABOS NEGROS VENCE E FREIA REAÇÃO XAROPE


Com destaque para o goleiro Marco e o atacante Chagas, equipe soube marcar na hora certa e segurar o habilidoso ataque do XTJ

Por Renato Malaguti

Tanto XTJ quanto Diabos Negros vinham de duas derrotas e apenas uma vitória no campeonato. Para uma equipe que beirou a Ouro no semestre passado, a situação na tabela era aquém da possível para os diabólicos. Diante do XTJ, o time voltou a vencer – a segunda na competição – e respira melhor para a metade final da 1ª fase. Já a xaropada, que vencera a primeira na rodada anterior, volta a sentir o gosto da derrota e permanece com 3 pontos, na zona de rebaixamento.

O jogo, como se esperava, foi extremamente equilibrado. De um lado, Magu e Coquinho foram boas armas do XTJ. Do outro, o diferencial foi o goleirão Marco e o atacante Chagas. Este, por sinal, fez dois dos quatro gols do time e vem sendo o melhor jogador da equipe na atual Prata.

Logo depois do apito inicial, o Diabos Negros conseguiu abrir o placar com Zuppo, em chute de longe que passou por debaixo das pernas de Murilo, em substituição a Kraudio. Mesmo tomando o gol de forma rápida, os xaropes não se abalaram e foram para cima em busca do empate. Próximo à lateral, Bob chutou forte e obrigou Marco a fazer boa defesa. Na sequência, em bola sobrada dentro da área, Guedes soltou o pé para igualar o placar. Marco pagou geral com seus jogadores reclamando que bola dentro da área deve ser afastada de qualquer jeito.

Nesses primeiros minutos de bola rolando, a essência da partida foi evidenciada: disputa do início ao fim. Durante todo o jogo o placar ficou apertado e em aberto. Aos 10 minutos, Daniel driblou um e tocou para João colocar novamente sua equipe na frente.

O gol fez o XTJ retomar o ataque, principalmente com Magu e Coquinho. Este arriscou de longe e a bola passou com perigo por cima da forquilha. Pouco depois, ele de novo ajeitou a bola para Magu chutar forte no canto esquerdo do gol, mas Marco praticou a defesa ao desviá-la para escanteio.

A equipe do XTJ corria atrás do empate e, de forma merecida, ele veio. Aos 20 minutos, aproveitando rebote de forma oportuna, Bob balançou a rede. 2 x 2 e quase que a virada veio ainda no primeiro tempo com Magu, mas Marco não deixou. E, para melhorar a situação do Diabos, no último lance da etapa, Chagas fez o terceiro e levou o time ao intervalo com vantagem.

O segundo tempo voltou com as duas equipes com ânimos renovados. Logo no primeiro lance de perigo, Leal acertou a trave a favor do Diabos Negros. Do outro lado, próximo ao meio campo, Magu soltou o pé e obrigou Marco a fazer mais uma boa defesa. Aos 5 minutos, com classe, Tatu marcou com cavadinha. Ele tocou por cima de Marco e igualando mais uma vez o placar.

Após empatar, o time do XTJ pediu tempo técnico. Na volta, o ritmo do jogo pareceu ter caído. As equipes pareciam se estudar e mais preocupadas em não tomar gols do que fazer. Assim, o jogo ficou muito mais embolado pelo meio de campo. Nas poucas ações de real perigo ofensivo, foi o Diabos que mais apareceu. Chagas foi interceptado na hora do bate pelo goleiro e perdeu boa chance. Alguns minutos depois, ele de novo recebeu bola na entrada da área, puxou para a perna esquerda e bateu forte para colocar pela quarta vez o seu time em vantagem, mas agora por 4 a 3.

Como no decorrer do jogo, o XTJ foi tentar buscar o resultado. Nos últimos cinco minutos, a equipe criou duas boas oportunidades. A primeira com Coquinho, que chutou no canto sem muita força, o que facilitou para Marco. A segunda saiu em lance de falta que resultou em defesa de dois tempos do mesmo arqueiro.

Mesmo pressionado, o Diabos segurou o resultado e saiu de campo com 3 pontos na bagagem, deixando o XTJ em situação complicada. O Diabos vibrou muito com a vitória e tenta manter o pique diante do outro lanterna, o BDA. Já o XTJ, pela 5ª rodada enfrenta um em crise Ras Time, que entre contundidos e “turistas” busca assentar um time competitivo.
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