Com entrosamento perfeito, a dupla Javier e João Humberto foi decisiva para novo triunfo dos médicos
Por Gustavo Scaldaferri
O Med Taubaté foi para a partida com uma vitória e uma derrota no campeonato e queria pontuar para não se afastar dos líderes. Já a equipe do Bonde das Abelhas havia perdido os dois primeiros jogos e precisava reagir para evitar entrar numa crise depois de bom campeonato no semestre passado. No entanto, o que se viu foi o domínio total do Med, que venceu tranquilamente a partida.
O início foi de bombardeio do Taubaté que, na saída de jogo, com João Humberto, que recebeu na direita, levou a frente e arriscou, mandou à direita do gol. Aos 4, Brão tentou de fora da área e a pelota passou por cima do travessão. Em seguida, João Humberto seguiu pela direita, puxou para o meio e bateu para testar o goleiro improvisado Willian. O goleiro fez boa defesa.
Foi só aos 5 minutos que o Bonde apareceu na frente, mas foi com classe. Em levantamento na área, Flavie deu de bicicleta e a bola passou perto por cima de novo. No tiro de meta já saiu a jogada para o primeiro gol do duelo. Peruca chutou de antes do meio de campo e Willian aceitou. Na jogada seguinte, ele se redimiu e fez duas defesas em sequência: a primeira espalmando batida de Peruca, a segunda no rebote, quando João Humberto tentou aproveitar.
O time de vinho e preto continuava pressionando. Peruca tocou na direita para Brão, que chutou cruzado para fora. O Med era muito melhor em campo, passando bem a bola, a todo tempo no ataque, e mantendo total controle do jogo. Destaque para Javier e João Humberto, que estavam entrosadíssimos e subiam com muito perigo no ataque. O domínio era tanto que o goleiro (e manager) Willian, que tinha falhado anteriormente, passou a ser o heroi por tantas defesas que fazia.
Aos 12 minutos, a dupla infernal do Med entrou em ação novamente. Javier chegou pela direita com velocidade, chutou forte no meio da área, a bola bateu no zagueiro, que se atrapalhou e deixou escapar para João Humberto, que não perdoou e fez 2 x 0. Mesmo com a vantagem a turma de Taubaté continuou na ofensiva, com Peruca. Este, no rebote da zaga, disparou de fora da área com perigo. Num raro lance do Bonde das Abelhas, aos 15, Richard cabeceou e a bola explodiu no travessão. Depois, mais um ataque do time amarelo e preto, Flavie fez linda jogada, pedalou, driblou um, outro, levou para a lateral direita e bateu na diagonal. A pelota tocou na trave devagar e caiu nas mão do goleiro João.
Com 20, Brão cobrou falta na esquerda e Willian caiu pra defender. 2 minutos depois foi a vez de Javier tentar o tiro, mas o zagueiro salvou em cima da linha. O BDA melhorou um pouco nos últimos 5 minutos, no entanto ainda era muito inferior ao Taubaté. O árbitro encerrou o primeiro tempo com o time de vinho e preto em vantagem de dois gols no placar.
Na segunda etapa o jogo continuou o mesmo. Em jogada aérea Rafa, tentou afastar, a bola rebateu em João Humberto e passou chorando ao lado da trave direita. O BDA, quando atacava, era só em chutões de antes do meio campo, e poucos deles levavam perigo. Com 4 minutos, Javier experimentou o chute, a pelota bateu na zaga e sobrou para João Humberto, que rolou no centro para Boca marcar 3 a 0.
Aos 6, João Humberto puxou contra-ataque pelo meio e chutou forte, mas pegou muito embaixo da bola e ela subiu demais. Ele estava inspiradíssimo e aos 8 minutos tocou na direita para Bizuza, que cruzou para a área. Os zagueiros afastaram, mas para o pé direito de João Humberto, que pegou de primeira uma bomba para consagrar sua atuação com o quarto gol do Med. No lance seguinte, falta para os médicos, Brão cobrou e a bola bateu na trave.
Eram 10 minutos quando Felipe Pezutti cobrou falta para o BDA e João deu uma ponte para fazer milagre. A equipe de amarelo a preto começou a equilibrar o jogo, afinal precisava atacar de qualquer maneira, e o goleiro João ia garantindo o zero no placar para o lado das abelhas. Linda jogada de Bizuza na direita, ele deu por baixo das pernas do adversário e encheu o pé para espalmada de Willian. Javier tentou pegar a rebatida, mas chutou para fora.
Com 21 minutos, jogo já resolvido, Dé driblou o goleiro, mas ficou sem ângulo e o chute acabou batendo na trave e saindo pela linha de fundo. A resposta foi com João Humberto. Ele trouxe pela lateral, driblou, passou e tocou para o meio, onde estava Javier, que chutou mas viu Flavie salvar em cima da linha. Na sobra, João Humberto desperdiçou mais uma oportunidade batendo para fora. Na sequência, Javier ganhou na esquerda, tocou para João Humberto na direita e o camisa 7 chutou, mas Willian saiu bem e defendeu de peito. No último minuto ainda deu tempo para o gol de honra do BDA. No contra-ataque, Kavanha chegou cara a cara com João e bateu no canto.
O resultado foi mais do que justo diante do belo futebol apresentado pelo Med. Com mais 3 pontos garantidos o time vinho e preto vira vice-líder do Grupo B e enfrenta o Bufalos pela 4ª rodada, que também tem duas vitórias. O Bonde das Abelhas é o único sem pontuar no grupo e segura a lanterna. Tenta a reabilitação contra o NGM.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 3ª RODADA
Cabeça Rachada 7 x 2 Império Celeste
CABEÇA RACHADA GOLEIA E SAI DA LANTERNA
Contando com boas atuações de Vagner, Luisinho Fernando e do estreante Marcelo Arico, time realizou boa partida e saiu da zona da degola direto para o G6; Império amarga segunda derrota de goleada seguida
Por Douglas Almasi Santos
O Cabeça Rachada finalmente acordou para a Prata e conquistou seus primeiros 3 pontos no certame. Colocando a bola no chão e a parte emocional em ordem, o time de Leandro Lembo goleou o Império Celeste e saiu da lanterna do Grupo A. Desta forma, a equipe verde-limão começa sua arrancada rumo à classificação para a fase final. Já o Império Celeste amargou seu segundo revés seguido - mais uma vez com placar elástico -, e começa a ser apontado como a grande decepção do grupo até o momento. Para dificultar a situação, seu próximo adversário é uma equipe emergente no grupo: o Inflação, do artilheiro da competição Chide.
Os primeiros toques na bola davam a impressão de que seria um jogo muito equilibrado, com ambas as equipes dispostas a lutar até o fim pela vitória. Porém, a partir dos 10 minutos da etapa primeira, foi visto um domínio do Cabeça Rachada ante um apático Império Celeste. De início, as defesas estavam se sobressaindo sobre os ataques. O primeiro real momento de perigo veio justamente em falha da zaga do Cabeça. Paixão vacilou perto de sua área, Zé Victor roubou a bola e chutou, mas Macaco estava atento no centro da meta e fez a defesa. Depois foi a tentativa de Eduardo, ao Império, mas Macaco estava atento mais uma vez. A partir daí, o Cabeça começou a controlar o match.
Fabinho arrancou de antes do meio de quadra com a bola, tocou no pivô e recebeu na entrada da área para soltar o tirombaço, que acabou carimbando o travessão. Em seguida, o zero saiu do placar: Luisinho Fernando recebeu na direita, dominou e rolou atrás para a bomba cruzada de Vagner, que calibrou o pé sem chances a Gamarra. À frente no marcador, o Cabeça começou a fazer o que mais gosta: fazer a bola girar para desgastar o adversário. Vagner recebeu bom passe pelo meio, gingou na frente do zagueiro e chutou cruzado, de perna esquerda, mas a bola saiu levando muito perigo. Mas o valente Império não se entregava. Eduardo ganhou na raça uma dividida, avançou pelo flanco direito e experimentou, porém, seu tiro acertou a trave esquerda de Macaco e saiu.
O camisa 18, Vagner, era o principal jogador em quadra. Sempre que havia uma jogada de perigo ao Cabeça, lá estava o ex-jogador do Elite. Se ele estava atento, o mesmo não se dizia de Zukauskas. O camisa 9 era o retrato de um time que não sabia por onde começar em termos de reação. A principal prova foi quando o atacante roubou a redonda de Modé e, cara a cara com Macaco, ciscou e chutou cruzado para fora – mesmo levando perigo. A chance que teve Zukauskas foi sentida demais, pois, logo em seguida, o Cabeça acelerou o ritmo atrás de vantagem mais ampla. Bruno Martins recebeu passe pela esquerda, dominou e chutou, mas Gamarra, firme no centro da meta, defendeu. Depois, o mesmo Bruno arrancou pelo meio e abriu bom passe na esquerda a Paixão, mas o camisa 7 pegou torto e a bola saiu.
Porém, o gol era questão de tempo. E chegou em forma de uma pintura. Vagner cobrou lateral para Luisinho Fernando. O camisa 14 usou toda sua inteligência e chutou de primeira. A bola morreu no ângulo esquerdo de Gamarra, que nem se mexeu. Um golaço para dar tranquilidade ao Cabeça. Mas, em seguida, contra-ataque do Império. Após bate e rebate a pelota sobrou na intermediária para Gui, que veio de trás e chutou de bico no canto esquerdo de Macaco, que foi buscar a bola no fundo da rede.
Antes do intervalo, depois de linda jogada de Eduardo, Zukauskas recebeu, girou o corpo, mas chutou no meio do gol, facilitando a Macaco. Já no início da etapa derradeira, Guedes fez fila pelo flanco esquerdo e chutou cruzado. A bola passou por debaixo de Macaco – que falhou no lance. Com o empate, parecia que a partida seria emocionante até o fim. Mas não foi o que ocorreu.
Com o tento sofrido, o Cabeça passou a controlar novamente a posse de bola e começou um verdadeiro bombardeio à meta de Gamarra. Luisinho Fernando teve duas chances seguidas, mas não conseguiu concluir a gol. Neste momento, quem começou a se destacar foi Marcelo Arico. Ostentando a camisa 10 de Tché, o jogador infernizou a zaga celeste. Em contra-ataque, ele avançou e chutou forte, mas sua tentativa saiu. Mas, em seguida, ele recebeu bela assistência de Michilin e, livre de marcação, só teve o trabalho de empurrar a bola às redes. Era novamente o Cabeça Rachada na dianteira. E para não sair mais dela. Paixão recebeu passe de Dieguinho e ampliou a contagem a 4 x 2. Depois, Fabinho teve sua chance, mas foi travado na hora H e não conseguiu concluir. Sem forças, o Império foi sucumbido na reta final da partida.
De bico, Vagner anotou seu segundo gol no jogo. Em seguida, Luisinho Fernando também fez seu segundo tento e aumentou a contagem para 6 x 2. No apagar das luzes do espetáculo, Michilin aproveitou a sobra para dar números finais ao embate: triunfo do Cabeça Rachada por 7 x 2, e reabilitação mais que bem-vinda à equipe. Na 4ª rodada, a equipe terá outra parada indigesta na luta pela recuperação no grupo: o Acidus. Será um duelo nas cores verde-limão para ver quem provavelmente se manterá na briga pela primeira colocação do Grupo A.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 3ª RODADA
The Veras 2 x 1 Maciota’s
VERAS VENCE OUTRA COM PLACAR APERTADO
Com futebol muito acima do apresentado nas rodadas anteriores, enfim equipe mostra qualidade e já chega a 6 pontos, deixando o Maciota’s na zona de descenso
Por Renato Malaguti
Nos primeiros minutos de bola rolando o The Veras criou boas chances. De longe, Cucio mandou à direita do arco com perigo. Pouco depois, ele recebeu de frente para o gol, mas, na hora do bate, foi travado pela zaga. Somente aos 7 minutos que o Maciota’s esboçou reação. Dé recebeu pela direita e chutou forte no travessão, mostrando que sua equipe não ia aceitar passivamente o domínio grená. Entretanto, três minutos depois, João recebeu lançamento de lateral e cabeceou com perigo ao lado do gol.
Durante os primeiros dez minutos a partida estava equilibrada, mas o Veras era mais persistente pelo gol. Assim, de tanto tentar, a equipe foi às redes em jogada ensaiada de falta. Vitinho rolou para Flama, camisa 9, que chutou colocado à meia altura. Diegão até pulou, mas não conseguiu fazer a defesa. 1 x 0.
Depois de tempo técnico para uma água, o Veras volto ao ataque. Aos 16 minutos, tabelinha entre Moura e Cucio terminou com chute travado pela zaga do Maciota’s que acabou indo para fora. Logo em seguida, o Maciota’s teve uma boa chance de empatar em contra-ataque. Dé recebeu livre, mas acabou mandando por cima.
Faltando dois minutos para o fim do primeiro tempo, Ariel, que jogava no gol Veras com a ausência de Benga, subiu a la Rogério Ceni para bater falta. No lance, a bola passou com perigo ao lado do arco. No último lance da primeira metade, em bola sobrada, Léo soltou o pé, mas Ariel conseguiu fazer boa defesa e mandou a bola para escanteio.
No segundo tempo, o Maciota’s voltou com tudo. Logo aos dois minutos Evandro fez boa jogada individual, cortou para a linha de fundo e cruzou rasteiro para Jerry apenas empurrar para dentro, empatando o jogo. Entretanto, não deixando seu rival gostar do jogo, o Veras conseguiu ficar novamente à frente no placar com gol de Marchi em chute cruzado, após bom passe de João.
Após o gol, o Maciota’s pediu tempo técnico. Na volta, em cobrança de falta, Jerry levou perigo mandando a bola à esquerda do gol. Aos 17 minutos, de perna esquerda, Vitinho também levou perigo chutando próximo ao arco.
No finalzinho do jogo, Kaio ainda tentou empatar em chute de longe, mas a zaga do Veras afastou. Com essa vitória – mais uma sofrida e apertada – o Veras chega à 4ª colocação, com 6 pontos, e já dá mostras de que aquele time que apanhou do Acidus na estreia não existe mais. Já o Maciota’s está na zona de rebaixamento com 1 ponto, junto ao Fora de Série. Na 4ª rodada, o The Veras pega a jovem equipe do Allianza Sagrado que não vem muito bem no campeonato. Já o Maciota’s tem pedrada pela frente: enfrenta o líder invicto Mercenários.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 3ª RODADA
Elite 2 x 1 Diabos Negros
SEM PONTARIA, DIABOS CAI DIANTE DO ELITE
Equipe de Rafa Gomes soube se defender quando preciso e, ao contrário do adversário, acertou o gol quando criou
Por Gustavo Scaldaferri
O Diabos Negros entrou com seu tradicional uniforme branco em campo vindo de vitória elástica pra cima do NGM. O Elite também havia vencido seu último confronto, diante do TCM, ou seja, era um jogo de 6 pontos, quem vencesse ficava entre os primeiros da tabela e abriria 3 pontos do adversário. O Diabos jogou melhor durante toda a partida, mas o excesso de erros de finalização foi fatal para o apertado 2 x 1 que o Elite colheu no final.
Ambas as equipes usaram os primeiros minutos para se estudarem. Tocavam a bola de um lado para o outro, para tentar enxergar o posicionamento do adversário e agir na hora certa. No entanto, quem fazia essa troca de passes com mais qualidade era o Diabos Negros. Aos 3 minutos, o primeiro lance de perigo foi do time de branco. João estava na esquerda, puxou para o meio e arriscou, mas a bola bateu na trave. Em seguida, levantamento na área, Leal cabeceou e a pelota passou por cima do gol.
Só dava Diabos, em linda tabelinha aos 7 minutos Marcel recebeu e chutou uma bomba, na trave e depois saiu. Daniel experimentou na esquerda e a bola saiu por pouco. O Elite estava totalmente recuado. Ao Diabos, só faltava aquele último toque para o gol. Quem mais se destacava era Daniel Morais, jogador de raciocínio rápido e passos curtos, que demonstrava, também, muita habilidade no controle da pelota, chutando para o gol e armando o time. O problema é que, apesar de chegar muito à frente, os chutes eram quase todos pra fora. Diego, goleiro do Elite, quase não trabalhava. Do outro lado, Rafa Gomes começava a se soltar. Aos 15 minutos, ele recebeu na esquerda e bateu de canhota. A bola bateu na zaga e foi para escanteio. Aos 20, Leal tentou o disparo. Diego espalmou, a bola sobrou para Marcel bater para nova defesa do arqueiro. Como quem não faz toma, com 24 minutos, Alexandre Luiz recolheu na esquerda e bateu de chapa no cantinho direito para abrir o placar para o Elite.
Um minuto depois, o Diabos tentou o empate com Daniel Morais chutando cruzado da esquerda e fazendo a bola raspar a trave. Depois do lance o árbitro apitou o fim da primeira etapa. Os jogadores do Diabos Negros sabiam que estavam jogando melhor e que se conseguissem melhorar a finalização sairiam com a vitória. Voltaram para o segundo tempo com a mesma vontade. No entanto, quem deu o primeiro chute foi o Elite. Logo no começo, Alexandre Luiz bateu forte e a bola explodiu no travessão.
Depois disso, pressão total do Diabos. A equipe de branco chegava com Marcel e Daniel Morais. Quem ia se consagrando era Diego, com belas defesas salvando o time. Aos 4 minutos, Marcel chutou colocado e a pelota passou por cima da forquilha direita. Com 5, foi a vez de Daniel Moraes dominar e chutar de peito de pé. Mais uma vez Diego defendeu. A bola ia pra fora, batia na trave, o goleiro defendia, tudo acontecia, menos o gol do Diabos.
O Elite se postava no campo de defesa para aproveitar as chances de contra-ataque. Era pressão total do time de branco. O gol poderia sair a qualquer momento. E não era por falta de tentativ. Chagas levou perigo aos 16 minutos. Ele recebeu no meio perto da área, girou, chutou e a bola passou pela trave esquerda. De tanto insistir o gol de empate finalmente saiu. Chagas fingiu que ia bater a gol e encontrou Marcel livre na área, que, na esquerda, só encostou para deixar tudo igual.
O pensamento era que não ia demorar muito tempo para o Diabos virar o jogo. Para o Elite, o empate parecia de bom tamanho, tanto que os jogadores seguravam o jogo o máximo que podiam. Porém, o futebol é uma caixinha de surpresas e, aos 22 minutos, em bobeada da zaga, a bola sobrou para Rafa Gomes chutar de chapa no canto direito e colocar o time azul novamente em vantagem.
Os jogadores do Diabos ficaram abatidos com o gol inesperado e pararam de jogar, facilitando o trabalho do Elite de segurar o resultado até o apito final. O time de azul saiu aliviado com o resultado depois de tanta pressão que tomou durante todo o jogo. Com a vitória, a equipe fica em 3º lugar na tabela e na próxima rodada encara o Ras Time. Já o Diabos sai decepcionado com a derrota, pois sabiam que poderiam ter vencido. Na quarta rodada, enfrentam o XTJ na luta contra a degola.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 3ª RODADA
Inflação 8 x 1 Fora de Série
INFLAÇÃO PASSEIA EM CAMPO E AFUNDA FORA DE SÉRIE PARA A LANTERNA
Chide dá show, marca quatro e deixa a sua equipe em terceiro na tabela
Por Renato Malaguti
O Fora de Série começou mal o campeonato, isso é fato. Em três jogos, o time empatou uma vez e perdeu duas. Nessa partida o elenco não se encontrou em campo e tomou uma sacolada do Inflação. Chide, novo maestro da equipe, foi autor de quatro gols e ainda deu uma assistência, sendo peça fundamental para a vitória do Inflação. Sua equipe segue em terceiro lugar na tabela, com bom saldo de gols e seis pontos conquistados em três jogos.
Logo no início, a partida mostrava que não seria nada equilibrada. No primeiro lance de perigo, a todo vapor, o Inflação obrigou Felipe a fazer boa defesa com chute forte de Renatinho. Três minutos depois, em contra ataque, Rodela se esticou todo para aproveitar passe longo e colocou seu time em vantagem.
Mesmo tomando o gol, o elenco do Fora de Série não conseguia se encontrar em quadra. Chide, destaque individual do jogo, recebeu pela direita e chutou com perigo por cima do arco. Em seguida, ele recebeu bola em contra ataque, mas desperdiçou chutando para fora. Seu companheiro de equipe, Rodella, reclamou, dizendo que ele poderia ter sido menos fominha e tocado.
Após pressionar seu rival, o Inflação conseguiu o segundo gol. Dessa vez Chide, em chute de longe, acertou o cantinho. 2 x 0 e dá-lhe Inflação. O Fora de Série só observava seu adversário jogar. Entretanto, aos 15 minutos, em chute de longe, Rica conseguiu diminuir. O goleirão Sandrinho até tocou na bola, mas a redonda acabou entrando. Porém, o dia não era mesmo azul e branco. Um minuto após o gol, Chide não quis brincar e fez o terceiro gol inflacionário. O atacante recebeu dentro da área e soltou o pé no canto direito do. Ele de novo apareceu no quarto gol, só que dando assistência. Passe longo dele para Cris, sozinho, deixar o placar em 4 x 1.
Nos últimos cinco minutos do primeiro tempo o Fora de Série finalmente acordou e levou perigo duas vezes à meta de Sandrinho. Na primeira, Bruninho recebeu dentro da área e soltou o pé, obrigando o goleirão a fazer boa defesa e jogar para escanteio. A segunda, também com Bruninho, resultou em chute por cima do arco.
No segundo tempo, os primeiro cinco minutos foram um pouco mais equilibrados. No primeiro lance de perigo, Rezende, do Fora, chutou ao lado do gol. Em seguida, Henrique, desta vez do Inflação, obrigou Felipe a fazer boa defesa, em chute no canto.
Somente aos 8 minutos da etapa final que a rede foi balançada. Novamente a favor do Inflação. Lú dominou lateral próximo à entrada da área e soltou o pé de primeira. O goleiro acabou espalmando para dentro do gol devido à potência do chute.
Com 5 x 1, o jogo já estava perdido, mas o Fora ainda tentava. Rezende bateu bem uma bola em chute cruzado, mas melhor ainda foi a defesa de Sandrinho, que mandou para escanteio. Em seguida, aproveitando melhor as oportunidades criadas, o Inflação fez o sexto, mais uma vez com Chide. Em chute de longe, ele acertou o canto esquerdo. Felipe pulou, mas não alcançou. Lú fez boa jogada: driblou um, pedalou, puxou para o lado e bateu colocado na esquerda, mas Felipe fez boa defesa.
O Inflação sobrava. Quando Chide pegava na bola era um Deus nos acuda no Fora. E foi ele que fechou a goleada e selou o caixão. O seu terceiro gol saiu após chute no canto. O oitavo do time foi com uma bomba no meio do gol. Felipe nem viu a cor da bola. Faltando pouco para o término, ele fez esbanjou categoria e habilidade numa linda jogada, em que chapelou um e bateu de esquerda, mas mandou por cima.
Com o placar de 8 x 1, o Inflação conquista sua segunda vitória no campeonato e conta com 12 gols de saldo, ocupando a terceira posição do Grupo A. Já o Fora de Série está na lanterninha, com um empate e duas derrotas. Se continuar assim, é grande a chance da equipe cair para Bronze, seguindo os passos do rival Roleta Russa.
Na próxima rodada o Fora pega um dos líderes, o Zenite. Já o Inflação enfrenta o Império Celeste, que não vem tão bem esse semestre, mas conta com o grandalhão Guedes, que pode fazer a diferença.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 3ª RODADA
TCM 4 x 2 Bufalos
CARLINHOS E LUCAS GARANTEM TRIUNFO DO TCM
Após começo arrasador, TCM cochila e quase vê Bufalos empatar no segundo tempo. Lucas, mais uma vez, salva o time debaixo das traves
Por Gustavo Scaldaferri
O Bufalos veio para a 3ª rodada com moral. Duas vitórias em dois jogos, estava na parte de cima da tabela e pronto para se manter na ponta. O camisa 10, Dinho, era a esperança de gols da equipe para conseguir esse objetivo. O TCM vinha de derrota para o Elite e sabia que mais um revés poderia complicar a sua situação. A arma mais forte do time era Carlinhos. E ele entrou em ação a lado de Danilinho para domar os bufalos.
O jogo mal começou e o TCM já abriu o placar. Em levantamento na área, Carlinhos fez de cabeça. O TCM tocava muito bem a bola, jogando com facilidade e envolvendo o adversário, que mesmo assim quase chegou ao empate aos 3 minutos. Raoni tentou o chute na esquerda, o goleiro Lucas rebateu para sobra ao meia do Bufalos tentar novamente e ver a a bola ricochetear na zaga. Mesmo assim, ela ainda caiu para Dinho, de cabeça, mandar por cima do gol.
Depois dessa boa impressão do começo, a partida ficou tensa e violenta. O aspecto era de um jogo cheio de confusão. Ambas as equipes pareciam não querer jogar. A bola ficava presa no meio, era um perde e ganha, chutão para todos os lados e passes errados. Aos 10 minutos, Thiagão fez linda jogada pela esquerda, fingiu que ia para um lado, foi para o outro e chutou com curva no canto esquerdo para aumentar a vantagem do TCM.
O time amarelo e preto continuava no ataque e chegou mais uma vez com Carlinhos, ele chutou forte e Willian defendeu bem. O futebol voltou a aparecer aos poucos, e o TCM dominava. Os atacantes sufocavam os zagueiros do Bufalos no campo de ataque, e eles eram obrigados a dar chutões. Com isso, o TCM tinha o controle total da partida.
Aos 15 minutos, troca de passes entre Alex e Carlinhos resultou em chute forte deste em cima da zaga. Um minuto depois, Thiagão arriscou uma bomba do meio e a bola passou por cima. A pressão era tanta que o Bufalos pediu tempo para tentar se reorganizar.
Mesmo assim o TCM continuou melhor. Rafa Tedesco perdeu a bola e Alex pegou muito embaixo dela, desperdiçando chance do terceiro. Aos 18, Bruno Casali ficou cara a cara com o gol para diminuir a vantagem, mas chutou por cima. O primeiro tempo acabou com o time de amarelo e preto na frente, porém com indícios de que o Bufalos voltaria mais forte e organizado.
Na verdade, ambas as equipes voltaram mal na segunda etapa. Demorou 5 minutos para um dos times chegar ao ataque. E foi o Bufalos. Bruno Casali recebeu no ataque, adiantou demais a bola e, quando foi chutar, Willian já estava em cima para fazer a defesa. Na sequência, aos 6 minutos, Alex cobrou escanteio para Carlinhos, livre de marcação, empurrar de esquerda e fazer o segundo dele no jogo. 3 x 0.
Foi a partir daí que o jogo começou a mudar. O time amarelo e preto se sentiu confortável demais com o placar e começou a relaxar. O Bufalos aproveitou para ir ao ataque. Eis que o herói do TCM apareceu aos poucos. Lucas fazia defesas importantíssimas. A equipe azul chegava principalmente com Bruno Casali e Dinho. A pressão era tanta que uma hora tinha que ceder. Gui Tedesco recebeu no escanteio e bateu de primeira, diminuindo para 3 a 1 a vantagem.
O Bufalos era outra equipe na segunda etapa, sufocava o adversário. Os reservas do TCM pediam calma para o time e ao mesmo tempo exaltavam Lucas, que operava milagres debaixo do gol. Aos 19, Otaguro tocou na frente para Kaike, que recebeu, girou e chutou para fazer um golaço para o Bufalos. O Bufalos tinha 5 minutos para tentar o empate. Dinho teve a oportunidade aos 21. Ele veio pela direita e chutou uma bomba na trave.
Era pressão total do Bufalos, com o TCM todo recuado para segurar a vitória. Os minutos finais chegavam e o banco inteiro da equipe amarelo e preto pedia o fim de jogo. Aos 24, Dinho perdeu a chance de ouro. Sozinho na área, era só tirar do goleiro, mas ele tirou demais e a bola foi pra fora. No último lance da partida, Danilinho, no contra-ataque, recebeu no meio e chutou no canto direito para encerrar a conta em 4 x 2.
Com a vitória o TCM colou no Bufalos e está em 5º lugar. Na próxima rodada enfrenta o ainda líder Roleta Olímpico, que vem de derrota. A equipe de Fryka permanece com 6 pontos e ocupa a 4ª posição. Neste sábado, encara o forte Med Taubaté.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 3ª RODADA
NGM 3 x 3 Ras Time
NGM E RAS TIME EMPATAM EM JOGO POLÊMICO
NGM ganhava até o último minuto, quando Peter empatou o jogo. Os jogadores dos dois times discutiram muito tempo um possível apito da mesa atrapalhando a partida, mas o gol foi validado
Por Gustavo Scaldaferri
As duas equipes vieram a campo oriundas de derrota na rodada anterior. Assmi, ambas precisavam do resultado positivo para ficarem numa posição mais confortável na tabela. E foi um jogo ótimo de se assistir, muito disputado, em que o NGM ganhava até o finalzinho, quando Peter marcou o gol de empate, 3 a 3, e a confusão tomou conta.
No primeiro lance da partida, Iasi levou pela esquerda e chutou com perigo no canto esquerdo do NGM. Na jogada seguinte, com um minuto, Memé tocou na frente, a zaga do time azul e preto falhou e a bola sobrou para Carlitos, cara a cara com Cipó, na esquerda, só dar um toquinho de chapa e abrir o placar.
O gol saiu muito cedo e, apesar da NGM estar na frente, não havia superioridade de nenhum lado. O duelo era parelho e os times se equivaliam na forma de jogar. Aos 7, Pet mirou do meio de campo e bateu, mas a bola saiu no canto direito. Depois foi a vez de Tchelo. Ele passou por dois na direita e, sem ângulo, mandou rasteira para a área. A pelota passou pelo goleiro, passou na frente do gol, mas não tinha ninguém pra colocar pra dentro. Com 10 minutos Iasi tomou a bola do zagueiro do NGM na esquerda, levou para o meio e encheu o pé para estufar as redes e deixar tudo igual, 1 a 1.
Peter queria marcar o seu e, aos 12, recebeu de Iasi e tentou fazer do meio de campo, porém, Fernando Farillo fez boa defesa. O Ras era melhor nesse momento do jogo, fazia de tudo para virar o marcador. Aos 16, passe de Iasi e Leônidas recebeu sozinho na esquerda. Ele chutou em cima de Farillo, que fechou bem o ângulo e impediu o gol da virada. E só dava Ras: Rernanes tocou para Pet, que bateu firme, mas Farillo salvou mais uma vez.
A pressão, enfim, resultou em gol. Aos 20 minutos, em cobrança de lateral, Rernanes encontrou novamente Pet na área no lado direito. Ele chutou de chapa forte no canto esquerdo e virou o jogo. Com 23, Kubitza, do NGM, chutou de trás do meio de campo, na direita, a bola pingou no chão e Cipó defendeu de manchete. O árbitro apitou fim de primeiro tempo com o Ras na frente e merecendo a vitória, mas no futebol tudo pode mudar de uma hora pra outra.
A segunda etapa começou agitada. Logo no primeiro minuto Rernanes perdeu a pelota para Carlitos, que passou para Memé na direita, que por sua vez voltou para Carlitos. O camisa 7 encontrou Guitolê para chutar no canto esquerdo de Cipó. O goleirão fez uma ponte de mão trocada e salvou o gol de empate. Peter se destacava na equipe do Ras. Era ele quem levava mais perigo ao gol de Robson, que entrou no lugar de Farillo para o segundo tempo. Aos 3 minutos, Peter deu um lindo chute, muito forte, da direita no canto esquerdo. A pelota bateu na trave, bateu no goleiro e saiu para escanteio. Após esse lance o NGM começou a melhorar. Eram 5 minutos quando Memé, na direita, chutou uma bomba na diagonal e a bola explodiu no travessão. Aos 7, o arbitro apitou penalidade máxima para o NGM em falta de Iasi em Gerson Maia. Memé partiu para a cob rança e tocou bem no canto direito, Cipó pulou para o esquerdo, e o NGM empatava o duelo novamente.
A tônica do jogo mudou completamente. Agora era o NGM que pressionava, tanto que Cipó, com defesas espetaculares, ia salvando o time da derrota. Aos 11 minutos, Guitolê recebeu na direita e chutou de bico com muita força e ela bateu na trave. Então a partida começou a ficar muito interessante. Era lá e cá, quando um atacava o outro contra-atacava. Além disso, o clima estava quente. Muita reclamação dos jogadores dos dois times. Passou a ser um jogo mais pegado, truncado, com menos técnica do que antes. Cipó continuava fazendo milagres, mas, de tanto tentar, o NGM chegou ao gol da virada. Aos 24, Renato Segalla chegou pela direita, colocou na frente deixando Iasi no chão e chutou forte no canto direito para vencer Cipó.
Quando a vitória do NGM já estava praticamente garantida, aos 25, Peter fez uma jogada individual, estava na direita trouxe para o meio e bateu no ângulo direito com muita força, empatando a partida. E aí começou a confusão. Os jogadores do NGM alegaram terem ouvido um apito vindo do mesário encerrando o jogo e, por isso, teriam parado de jogar. O mesário negou a acusação, até porque quem termina um jogo é o árbitro. A discussão continuou até a validação do gol e o encerramento da partida.
Com o empate, as duas equipes ficam no meio da tabela. O NGM em sexto, o Ras em sétimo. Na próxima rodada, o time de Memé tem a chance de se aproximar dos líderes diante do lanterna BDA. Já o time de azul e preto pega o valente Elite, que vem bem na 3ª colocação.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 3ª RODADA
Mercenários 4 x 3 Acidus
MERCENÁRIOS VENCE TIRA TEIMA COM ACIDUS E SEGUE 100%
Goleiro Allyson e bolas aéreas foram o segredo para a vitória, que ainda teve o atacante ácido Caballero desencantando e anotando os três gols do seu time
Por Renato Malaguti
Eis um jogo que gerava expectativa entre os torcedores. Não era por menos. Tanto Acidus quanto Mercenários contam com atletas habilidosos que podiam fazer a diferença a qualquer hora. Além disso, vinham com uma rivalidade recente de dois jogos e dois empates. Seria, portanto, a famosa negra, para ver quem sairia na frente no histórico. Mesmo com Caballero jogando bem e anotando 3 gols, O Mercenários saiu de campo vitorioso graças a seu jogo coletivo e falhas na bola aérea do Acidus, que sofreu dois gols pelo alto.
O primeiro tempo foi extremamente disputado, mas nos primeiros 10 minutos o time do Mercenários foi superior. Logo no primeiro lance de perigo, Guto recebeu lateral pela direita e chutou no cantinho, obrigando Urso a fazer boa defesa e jogar a bola para escanteio. Kazu, zagueiro central do Mercenários, marcava de forma individual e com força o atacante Caballero, que não conseguiu criar boas oportunidades.
Em um lance de contra ataque os caveiras quase abriram o placar, mas Lói, em cima da linha, conseguiu salvar rifando a bola. Aos 7 minutos, Marquinhos rolou para Toretta, que procurou o ângulo direito, mas acabou mandando a bola por cima do arco, com certo perigo.
Somente aos 10, por mérito, o Mercenários conseguiu balançar as redes. Em jogada área iniciada em lateral, Lodetti recebeu sozinho e cabeceou firme sem tirar o pé do chão para abrir o marcador.
O gol acordou o Acidus, que não e intimidou e foi para cima do seu adversário. Aos 12 minutos, Caballero recebeu livre, mas pensou muito para bater, fato que propiciou a chegada de dois zagueiros para travar seu chute. Pouco depois, em jogada ensaiada de falta, Louiz recebeu ajeitada e bateu forte e rasteiro. A bola tinha endereço, mas a defesa do Mercenários conseguiu afastar antes de entrar no gol.
Aproveitando o bom momento no jogo, o Acidus conseguiu igualar o placar. Caballero recebeu pela direita, puxou para o mesmo lado e soltou o pé de forma cruzada, com marcação em cima, mas mesmo assim conseguiu vencer Allyson. Logo sem seguida, marcando o gol mais bonito da partida, ele recebeu pela esquerda cortou para o mesmo lado e soltou o pé no ângulo, impossibilitando a defesa do goleiro.
Após ficar na frente do placar, o Acidus continuou pressionando. Aos 15 minutos, Jaka recebeu próximo à área e chutou à esquerda do gol, obrigando Allyson a fazer boa defesa com o pé. Um minuto depois, Thomas arriscou chute cruzado pela direita, mas o goleirão conseguiu novamente fazer uma boa defesa.
Pode-se dizer que nos primeiros 10 minutos de jogo o Mercenários foi superior mas dos 10 aos 20 o Acidus jogou melhor. Caballero perdeu a oportunidade de fazer seu terceiro gol, cara a cara com Allyson. O arqueiro saiu bem fechando o ângulo do atacante, que acabou chutando em cima. Porém, o Acidus não quis ir ao segundo tempo com vantagem e, aos 25 minutos, um chutão para frente de sua defesa acabou interceptado. A bola chegou a Dezinho n um três contra dois e ele saiu na cara de Urso. D e forma habilidosa e com muita frieza, ele mandou uma cavadinha para vencer o goleiro e levar o jogo empatado para o segundo tempo, para desespero do técnico Lucas, que saiu pagando geral e muito irritado com nova falha de sua equipe.
Mesmo sofrendo o gol, o Acidus se manteve melhor em campo, apesar que o primeiro lance de real perigo veio foi a favor do Mercenários. Iago recebeu na direita e bateu de forma cruzada, obrigando Urso a fazer boa defesa. Porém, duas jogadas do Acidus quase resultaram em gol. Aos 4 minutos, Fellipe perdeu a bola na área do adversário, mas logo a recuperou, ficando de frente para Alyson. Caballero pedia bola ao seu lado e com o gol livre, mas o volante que adora jogar avançado tentou o gol e mandou em cima de Allyson. Um minuto depois, Caballero recebeu dentro da área, ganhou do goleiro e chutou a gol, mas Kazu tirou em cima da linha.
Do outro lado, Fê conseguiu marcar na primeira oportunidade que teve. Após receber lançamento de lateral ele testou firme no ângulo e venceu Urso, deixando seu time na frente do placar. A bola aérea era fatal ao amarelo limão. Após o gol, aos 10 minutos, Louiz aproveitou bola ajeitada e bateu de bico rasteiro, mas o goleiro conseguiu fazer a defesa com o pé. Em seguida, no contra ataque, Fê ficou cara a cara com Urso mas chutou fraco, facilitando a defesa.
Aos 13 minutos, quase o empate. De cabeça, Ozil testou meio sem jeito e a bola subiu para caprichosamente acertar a trave e morrer nas mãos de Allyson, que ficou só olhando e torcendo. O jogo era Acidus tentando e Mercenários defendendo e esperando um contra ataque para matar o jogo. E assim saiu o quarto gol. Após a defesa não conseguir afastar em definitivo, a bola sobrou dentro da área para Guto encher o pé à meia altura. Um chute reto e forte que foi estufar as redes com gosto.
Nos últimos minutos de jogo os dois times criaram. O Acidus abriu mão de um zagueiro e foi todo ao ataque. Aos 21 minutos, Thomas chutou de longe e acertou o canto esquerdo, mas o goleiro do Mercenários conseguiu defender. Logo em seguida, em contra golpe, novamente Thomas levou perigo contra o gol dos caveiras, mas foi parado por Allyson de novo. No último lance de perigo, de tanto pressionar, o time do Acidus conseguiu diminuir o placar para 4 a 3, novamente com Caballero. O camisa 10 recebeu dentro da área, mas perdeu a bola. Porém, Allyson deu rebote e a zaga dormiu de botas. Caballero agradeceu e mandou de bico cruzado para diminuir.
O Acidus ainda tentou e a chance derradeira, na verdade, duas, foram em chutes de Jaka. Na primeira, Kazu meteu a cabeça na bola e interceptou no meio do caminho. Na segunda, Allyson voou para espalmar plasticamente bola que ia direto ao ângulo esquerdo do goleiro.
Com a vitória, o Mercenários segue 100% na competição e líder com 9 pontos, além de ter batido um concorrente direto ao primeiro lugar no grupo. Contra o Maciota’ s, lanterna, neste sábado, espera consolidar a ponta. O Acidus cai para 5º colocado, permanecendo com 4 pontos em três jogos. Na 4ª rodada, tem o duelo limão diante do Cabeça Rachada.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 3ª RODADA
Zenite 4 x 2 Allianza Sagrado
ZENITE VENCE FÁCIL ALLIANZA SAGRADO
Fê Rampazo e cia. garantem boa vitória e liderança do grupo ao lado do Mercenários, com 9 pontos em 3 jogos
Por Renato Malaguti
O Zenite veio com tudo nesse semestre. Iniciou o VIII Chuteira de Prata com o pé direito, conquistando três vitórias em três jogos. Fê Rampazo, Dutra e Guga são peças fundamentais para a boa fase do time. Do outro lado, o jovem time do Allianza Sagrado não vem muito bem na competição. Não conseguiu ainda implacar um bom jogo e está em 8º na tabela, com o mesmo número de pontos dos lanternas, só superando-os no saldo de gols.
Ambos os times valorizaram os chutes de longe, principalmente na primeira etapa.
Logo aos 4 minutos, P.O. arriscou do meio da rua e levou perigo, mandando a bola ao lado do gol. Logo em seguida, Dutra puxou para direita e bateu com força, mas a redonda desviou na zaga adversária.
Alê, do Allianza, também tentou de longe: um chute colocado no ângulo visando surpreender o goleirão Ballestero, mas o arqueiro espalmou para fora. Mesmo com tantas tentativas de longe, somente aos 13 minutos a rede foi balançada. Em ataque rápido, Fê Rampazo ficou cara a cara com o goleiro e chutou no canto para colocar o Zenite na frente.
Dos 15 aos 20 o jogo ficou mais equilibrado, com menos chances. Entretanto, faltando cinco para o término do primeiro tempo, o jogo pegou fogo. Fernandinho pegou bola na veia e obrigou Léo Ballestero a fazer bela defesa. Pelo outro lado, Guga recebeu ajeitada e soltou o pé ao lado do gol, com perigo. Dois minutos depois, Negão também levou perigo a favor do Zenite com chute que passou por cima do arco. A equipe celeste quase fez o segundo quando Fê cruzou rasteiro para Dutra. O atacante se esticou todo e conseguiu tocar na bola, mas Phillipe fez boa defesa.
De tanto insistir, no finalzinho, o Zenite conseguiu ampliar a vantagem. Fê recebeu lançamento, cortou para a esquerda e encheu o pé. A bola ainda bateu na trave superior antes de entrar. No lance final do primeiro tempo, Guga interceptou passe na área ofensiva e chutou alto, mas o goleiro fez boa defesa e mandou a bola para escanteio, impedindo mais um.
No segundo tempo, o Zenite continuou melhor em campo. Na primeira tentativa de ataque, Fê Rampazo cortou para a esquerda e chutou rasteiro, mas o arqueiro defendeu. Logo depois, em lance de escanteio, Negão pegou de prima, mas a bola foi no meio do gol e facilitou para Phillipe. E continuava só dando Zenite. Mais dois tiros de longe com perigo: no primeiro, por cobertura, Guga tentou surpreender o goleiro, mas ele se esticou e conseguiu mandar pra escanteio. O segundo veio mais uma vez com Fê, também interceptado pelo guarda metas.
Aos 15 minutos, com uma pressão enorme do Zenite, Cainho acertou a trave para botar mais fogo no jogo. De tanto tentar, o terceiro gol celeste saiu, após tabelinha que resultou no totozinho com classe de Bob Fenômeno.
Faltando cinco para o fim, o Allianza conseguiu diminuir com chute de Danilinho que contou com desvio de Murilo para matar Léo Ballestero. Porém, o Zenite matou o jogo com P.O. Já não havia tempo nem futebol para uma virada, mas mesmo assim os ex-alunos do Colégio Sagrado, com bonita jogada de Reyna, que pedalou, driblou um e bateu colocado no canto, diminuíram para encerrar o jogo em 4 x 2.
Junto ao Mercenários na ponta, o Zenite tenta manter a ascensão diante do lanterna Fora de Série. Já o Allianza pega o The Veras, que devagarzinho vai galgando seu espaço no G-6.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 3ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 1 x 3 XTJ
XTJ BATE (N)O LÍDER ROLETA E DESENCANTA
Com um jogador a mais durante todo o segundo tempo, XTJ vence o líder tricolor em jogo com muitas confusões
Por Gustavo Scaldaferri
O XTJ chegou com um banco recheado. Ao todo 16 jogadores foram para a partida. O time ligou o sinal de alerta depois da goleada que sofreu para o Med Taubaté na ultima rodada. E enxergava Fefe, um dos artilheiros do campeonato com 6 tentos, como esperança de gols. O Roleta estava mais tranquilo: vinha de vitória elástica sobre o Ras e era líder do Grupo B. Mas estava sem seu fazedor de gols, Ritolê, que marcou 6 até agora na competição. Esperava-se um bom jogo, mas o que se viu foi mais uma guerra. Expulsões, ameaças, violência e pouco do que realmente importa: o futebol. No fim, depois de ficar com um a mais em campo, o Xarope saiu com a vitória por 3 a 1.
O XTJ chegou primeiro com Guedes: aos 2 minutos, ele recebeu no meio e chutou com força. Machado conseguiu fazer a defesa tocando para escanteio. Depois foi a vez de Kuminha, do tricolor vir pela esquerda e bater forte, mas a bola bateu na trave e saiu. Kuminha acertou o poste de novo em chute rasteiro na direita.
Se o camisa 10 Roleta era o homem da habilidade de um lado, Magu era exatamente o do outro. Ele mostrava qualidade e era quem mais levava perigo ao gol dos russos. Mas foi o Roleta que continuava ameaçcando,e sempre com Kuminha. Aos 8, ele enfiou bola para Catatau na direita, que veio com velocidade e tentou o arremate, mas a bola acabou batendo no próprio companheiro de equipe, Brian. Entretanto, foi a xaropada que abriu o placar. Com 10 minutos no cronômetro, Fava bateu falta, a pelota explodiu na trave e voltou pra Magu encher o pé e fazer 1 x 0.
O bom futebol que o jogo apresentava acabou após esse gol. Depois disso os dois times começaram a ser agressivos. Um jogador começava a provocar o outro, a ameaçar, agressões em lances com e sem bola. A partida se transformava em uma verdadeira guerra. A agressividade, principalmente do Xarope, pareceu assustar um pouco o Roleta, que não controlava a bola por muito tempo, preferindo dar chutões e passar rápido, talvez, para não se machucarem. E isso fazia com que eles errassem muitos passes. A preocupação das duas equipes era mais brigar do que jogar.
Aos 16 minutos, em chegada rara ao ataque, Coquinho deu uma pancada e a bola pegou na trave. Joaquim, do Roleta, estava apanhando muito em campo e, após sofrer uma entrada forte que o arbitro não deu falta, ele foi com tudo pra cima de Magu e deu um pontapé no camisa 10 do XTJ. Mais uma confusão se estabeleceu no meio do campo. O árbitro tirou o vermelho e expulsou Joaquim, também mostrou o azul para Jonathan, do Xarope, que saiu esbravejando e quase saiu na mão com o menino do Roleta do lado de fora.
Futebol mesmo não se via mais. Nenhum dos times criava chances perigosas, ou jogadas bem trabalhadas. De 2 em 2 minutos o jogo parava por alguma confusão. No finalzinho do primeiro tempo, Bob, do XTJ, foi reclamar com o árbitro e também recebeu o cartão azul. E assim acabou a primeira etapa.
Com a partida do jeito que estava, corria o risco de acabar antes dos 25 minutos finais, por não ter jogadores suficientes. A esperança era que o intervalo acalmasse um pouco o ânimo dos jogadores. No começo do segundo tempo, mesmo com um a menos, o Roleta era melhor, todos voltavam pra ajudar e subiam juntos ao ataque, e aos 2 minutos, finalmente uma boa jogada. Guilherme Lencioni recebeu na esquerda e tocou para Kuminha chutar na diagonal por cima do gol. Depois Catatau recolheu na direita, bateu e Kraudio defendeu.
Com muita valentia os russos chegaram ao empate. Aos 5 minutos, em cobrança de lateral, Catatau pegou de primeira no canto esquerdo. O time todo comemorou muito. No entanto, ia ser muito difícil segurar o XTJ com um jogador a menos durante 20 minutos.
A alegria realmente durou pouco. Um minuto depois, Modesto recebeu na entrada da área, driblou o zagueiro e chutou no canto esquerdo ficando em vantagem novamente. O gol desanimou o elenco do Roleta, que passou a ser dominado. O XTJ teve várias oportunidades para ampliar o placar, mas só aos 15 minutos conseguiu fazer o terceiro. Fefe, artilheiro, na direita, bateu cruzado sem chances para Machado. É seu sétimo gol no campeonato.
O Roleta não tinha mais forças e ficou mais frágil ainda aos 20 minutos, quando Brian levou amarelo e o tricolor ficou por dois minutos com dois jogadores a menos. Mas o Xarope não aproveitou a vantagem pra fazer mais gols e o jogo acabou em 3 a 1.
Um jogo ruim, violento, que teve muito pouco de futebol, mas que acabou com a vitória do XTJ. Com os primeiros 3 pontos o time amarelo e azul ainda figura em penúltimo lugar na tabela e na próxima rodada enfrenta o Diabos Negros. Já o Roleta, mesmo com o revés, ainda continua firme na liderança e no sábado encara o empolgado TCM.
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