Praticamente com times completos, equipes fizeram um jogo de várias chances de gols e muitas finalizações erradas, em que o empate acabou sendo o resultado mais justo
Por Tamires Paulino
Com vários reservas à disposição de seus técnicos, o que não se esperava para um feriado, Acidus e Fora de Série entraram em quadra após quase dois anos sem se enfrentarem – o último confronto foi justamente na Série Ouro, quando o Acidus acabou rebaixado (o Fora cairia no semestre seguinte). O Acidus vinha de bela goleada na estreia contra o The Veras, enquanto o Fora chegava de derrota para o Império. Num jogo marcado pelo equilíbrio e boas defesas dos goleiros – além de bolas na trave pelo lado azul e branco – o empate acabou sendo de bom tamanho para ambos.
Com um time praticamente sem atacantes, devido ao atraso de seus principais jogadores, o Acidus viu o Fora de Série dominar os minutos iniciais. O time tocava bem a bola e explorava as laterais para chegar ao gol. Argentino, pela esquerda, mandou bomba que Urso buscou no canto e jogou para escanteio.
Com um meio perdido, com Vitão improvisado de volante, o Acidus pouco fazia no ataque, dando espaço para que o Fora tivesse pleno domínio das ações. As coisas só melhoraram ao amarelo limão quando Jaka e Louiz entraram em campo, dando maior cobertura à defesa e criação no ataque. Assim, Jaka foi se tornando o melhor nome da equipe em quadra, arriscando de longe ou buscando jogadas pelas pontas. Numa delas com Ozil, este arrematou da direita e Johnny espalmou para a lateral.
O jogo se invertiu e o Acidus melhorou, acuando o Fora e levando perigo à meta de Johnny, que só não viu o marcador ser aberto por Jaka, pois em sua finalização dentro da área da esquerda a bola caprichosamente saiu raspando a trave. Cunha devolveu na mesma moeda, só que seu chute colocado na esquerda tinha endereço certo – o ângulo oposto – mas Urso fez bela defesa ao desviar a bola a escanteio.
Para o segundo tempo, com Lucas segurando Rica em seu campo de defesa, o Acidus começou melhor e arriscando mais. As principais jogadas eram realizadas por Jaka e Alemão, que vinha de trás e, abrindo espaço, chutavam de longe. A maioria das bolas foi para a linha de fundo, muitas bem longe do gol, mas em duas oportunidades Johnny fez belas intervenções. Foi nesse período de pressão acidiana que o gol inaugural saiu. Jaka chutou forte e rasteiro após chapéu no zagueiro, a bola explodiu na trave oposta e voltou para o meio da área, batendo no zagueiro Rica e indo morrer dentro do gol. A arbitragem deu o gol ao camisa 7 do Acidus, com muito lamento do xerifão alvi azul.
Com 1 x 0, o Fora saiu mais para o jogo ao mesmo tempo que o Acidus recuou. Não demorou muito para o empate sair. Após tentativa de jogada pelo meio na entrada da área, a bola foi afastada e voltou para Rica, que se redimiu ao mandar um chute que a bola foi bater no poste de dentro do gol e sair. Na hora foi anotado o gol, para grande vibração do camisa 3.
O empate acordou o Fora, que voltou a ser mais incisivo no ataque e a criar mais. Sega, Cabeça e Cunha eram as principais armas, com Argentino vindo de trás. Eles foram responsáveis por duas bolas na trave. O Acidus, por sua vez, continuava com seu jogo de arriscar de longa distância, o que já se mostrava claramente um artifício precipitado, pois os pés estavam definitivamente descalibrados e Johnny fazia grande partida. O goleirão podia não agarrar todas as bolas, mas ele as espalmava para longe, sem rebatar ao meio da área. Num lindo chute de Alemão, ele voou e fez a defesa mais bonita da partida.
Do outro lado, Urso também operou um milagre. Cabeça saiu na cara do gol e tentou tocar por cima do goleiro, que fez a defesa e deixou-a nos pés do mesmo Cabeça. Ele tocou de novo e Urso pegou de novo, no reflexo, para ficar definitivamente com a bola. Porém, na próxima chegada do Fora não teve jeito. Na verdade, foi a partir de erro do Acidus, quando Alemão forçou jogada pelo meio, que o Fora retomou a bola e a fez chegar a Rodrigo Cunha na direita. O camisa 10 chutou rasteiro para virar o jogo aos 20 minutos do segundo tempo.
A partir daí, o Acidus tentou o empate adiantando seus jogadores e tirando um dos zagueiros. Caballero, apagado em campo, voltava para tentar buscar a bola no meio de campo, mas quando tentava partir com ela era rigorosamente desarmado pelo meio, especialmente Cabeça. Entretanto, aos 23, a igualdade voltou ao placar. Em falta ensaiada da esquerda, a bola foi rolada para o meio, Jaka deixou passar e Louiz, na entrada da área, emendou uma canhota para balançar as redes e marcar 2 x 2 no placar. Em falta quase o Acidus virou quando Thomas chutou e um defensor tirou quase em cima da linha.
O empate acabou sendo o resultado mais justo ao jogo, que teve momentos distintos e muita luta no meio de campo. O empate deixa o Acidus com 4 pontos, na 3ª posição, já que apenas Zenite e Mercenários venceram seus dois jogos. O líder sensação Mercenários é justamente o próximo adversário dos acidianos, num tira teima após dois empates recentes entre as equipes. Já o Fora marca seu primeiro ponto e vai encarar o Inflação, que soma 3.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Bufalos 5 x 2 Bonde dos Abelhas
BUFALOS EMPLACA SEGUNDA VITÓRIA EM JOGO DE EXPULSÕES
Com dois jogadores a menos por dois minutos, abelhas não suportam pressão e acabam goleados
Por Heron Ledon
A disputa entre os times começou morna e bem equilibrada. Eles trocavam passes no meio-campo e analisavam muito as táticas do adversário. Porém, quando o Abelhas conseguiu uma virada relâmpago, já no segundo tempo, houve uma expulsão para cada lado. Sem o goleiro Coqueiro, a equipe ficou nervosa e com menos dois atletas momentaneamente após falta e reclamação. O Bufalos aproveitou-se da vantagem numérica para aniquilar o oponente e vencer a segunda na Prata.
O time de azul ficava mais com a bola e atacava com Dinho pelo meio, que armava e tabelava principalmente com Rubão dentro da área e com Kaike Martins pelas laterais. Já Flavie investia na criação das jogadas pelo Bonde dos Abelhas. A primeira grande chance de gol veio de uma tabela entre Ricardo Albuquerque e Vi, que driblou o goleiro dentro da área, mas tocou fraco, quase sem ângulo, e a zaga afastou para escanteio.
Mesmo com ambas as equipes errando passes, o Bufalos dominou o jogo aos poucos. E as redes por pouco não foram estufadas. Dinho teve um chute travado por Paulo Ricardo; a bola sobrou para Rubão, livre na área, dominar e bater forte, explodindo no travessão aos 11 minutos.
O BDA seguia com dificuldades e dependia de Flavie para puxar os contra-ataques, normalmente bloqueados pela defesa adversária. Ao continuar com o domínio do jogo, o Bufalos, enfim, abriu o marcador nos minutos finais da primeira etapa. Kaike carregou a bola de trás e tocou para Marcos Mendes na direita. O lateral devolveu para o camisa 7, que acertou um chute da intermediária no canto direito de Coqueiro. O goleiro se esticou, mas não evitou que a bola pingasse por cima de seu braço.
Com o gol, o Bufalos parecia ter se acomodado; já seu oponente não. E a virada veio dos pés de Flavie com apenas dois minutos da segunda etapa. O camisa 19 interceptou o ataque adversário, avançou e bateu no canto direito de Cabinha, que entrou no segundo tempo “para sofrer os dois gols” e dar lugar ao titular Willian Caruso. No lance seguinte, após tabela com Richard pela direita, Flavie matou no peito e virou batendo forte, cruzado, à meia altura do gol.
Era a virada inesperada. O Bufalos pediu tempo para quebrar a empolgação dos Abelhas. E, assim que o jogo reiniciou, já deu a resposta. O perigoso Kaike recebeu pelo meio, limpou a jogada e chutou bonito, bem colocado, mas a bola explodiu no poste direito do goleiro.
Eis que a partida tomou outro rumo aos 10 minutos. Dinho recebeu pela direita e chutou cruzado. No rebote de Coqueiro, Rubão chegou livre de rasteira na meta adversária, mas mandou a bola por cima do gol. Porém, ao se levantar, o goleiro trombou propositalmente no atacante, que ainda estava no chão. A confusão estava formada.
Ao se encararem, Coqueiro deu uma leve cabeçada em Rubão, que não se intimidou e foi para cima. Marcos Mendes, irmão gêmeo do atacante, viu a cena, não hesitou e, por pouco, não se envolveu na briga, mas foi contido pelos companheiros. Após tumulto, o árbitro aplicou o vermelho ao arqueiro do Abelhas e, equivocadamente, em Marcos. Só depois dos jogadores explicarem que ele e o atacante são irmãos gêmeos é que o árbitro expulsou o atleta correto.
Sem goleiro reserva, Will assumiu a meta amarela e preta. Começaram, então, os arremates de fora da área, mas o “goleirão” fazia boas defesas para alívio e surpresa dos demais companheiros. Ele ainda contou com a sorte ao ver a troca de passes entre Kaike e Raoni, que, livre na entrada da área, mandou a bola de bico no travessão.
A partida ficava complicada para o Bonde, e os jogadores se irritavam com as dificuldades em campo. Até que Paulo Ricardo e Vi perderam a calma de vez. Kaike teve chute travado e foi ao chão. Mesmo a arbitragem apitando a falta, o defensor amarelo e preto pegou a sobra e afastou a bola acertando o camisa 7, que ainda estava caído. Cartão azul para Paulo e amarelo para Vi, que reclamou do lance.
Na cobrança da falta, veio o empate. Raoni rolou para Kaike, livre dentro da área, tocar no alto, na saída de Will. Com dois a mais, essa dupla não cessou o ataque e, com a ajuda de Dinho, fizeram o terceiro gol aos 19. O camisa 10 cobrou escanteio para Raoni fuzilar as redes adversárias.
Mesmo com os dois atletas de volta ao jogo, os abelhas já não tinham mais forças para reagir. No minuto seguinte ao gol, Dinho ampliou. Ele veio de trás tabelando com Raoni, que tirou do goleiro e deixou o meia livre para completar. E o quinto veio novamente com Dinho, que empurrou para o gol após o rebote de Will no forte chute de Júlio César.
O Bufalos segue 100% na Prata e encara agora o TCM, do talentoso Carlinhos, que não conseguiu evitar a derrota por 6 a 4 para o Elite. Já o Bonde dos Abelhas acumula sua segunda derrota e está na ponta de baixo da tabela. Para reverter a situação, ele tem pela frente o Med Taubaté, que vem de vitória por 7 x 4 sobre o XTJ.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Elite 6 x 4 TCM
CARLINHOS DÁ SHOW, MAS ELITE PRESSIONA E BATE TCM
Camisa 30 comanda a partida e marca golaço de bicicleta. Porém, expulsão de Matheus prejudica equipe, que sofre a virada do Elite na despedida de Papai do Axé
Por Heron Ledon
Um duelo bonito e emocionante de se ver. As duas equipes trocaram bons passes e criaram várias chances de gol no decorrer da partida. O TCM dominou o jogo durante boa parte do tempo, mas era difícil de apontá-lo como vencedor. Talvez até seria se não fosse a contestada expulsão do zagueiro Matheus, que seguia bem na defesa. Com um a mais nos últimos 10 minutos, o Elite foi para cima e virou o placar. O oponente bem que tentou, mas já não havia mais tempo para correr atrás do prejuízo.
A equipe amarela e preta impunha seu ritmo de jogo com as armações de Alex, as investidas de Dudu e com o desequilíbrio de Carlinhos pela frente. O Elite não ficava para trás e tinha o maestro Márcio conduzindo pelo meio, Rafa Gomes subindo em velocidade pelas laterais e Papai do Axé, especializado em fazer o pivô. E foi ele quem abriu o placar, aos 5 minutos. Recebeu bola na direita, dominou, virou e bateu, sem chances para o goleiro Lucas.
E, quando o número 9 teve a chance de ampliar, veio o empate. Em bola espirrada na área, Papai chutou fraco por debaixo do goleiro, mas a zaga afastou em cima da linha e, assim, nasceu o contra-ataque mortal. Danilinho tocou para Zé Roberto e correu em linha de fundo. Ao receber novamente, cruzou na saída de Diego Prado para Zé Roberto testar livre para o fundo do gol.
O Elite sentiu o empate e teve dificuldades para criar lances de gol. Trabalhava apenas com chutes de longe, que paravam nas mãos de Lucas. Carlinhos, por sua vez, começou a busca pela virada. Ele já havia dado um chute pela esquerda com perigo, quando, aos 13, mandou uma bola de cabeça à queima-roupa, defendida por Diego. Nove minutos mais tarde, não teve jeito. Mesmo baixinho, subiu mais uma vez e cabeceou bonito para o gol após escanteio cobrado por Alex.
Porém, a empolgação do TCM terminou logo no primeiro minuto do segundo tempo. Vinicius Cortez aproveitou o rebote dentro da área para fuzilar para o gol e empatar a partida. O 2 a 2 empolgou o Elite, que voltou a trocar bons passes e a dar trabalho para Lucas.
Mesmo assim, o TCM não se intimidou e contou com Carlinhos, de novo, para voltar à frente do marcador aos 6 minutos. E que golaço! Alex cobrou lateral para o camisa 30, dentro da área, virar uma linda bicicleta, de primeira. A bola ainda tocou no travessão antes de estufar as redes de Sardinha. De fora da quadra, vinha o reconhecimento da torcida adversária e um comentário dizendo que o TCM voltou a jogar um bom futebol após a chegada do craque.
A equipe só não ampliou no minuto seguinte porque Dudu mandou a bola para fora ao cabecear sozinho de frente para o gol. Já que a situação complicou, o Elite pediu tempo. Na volta, houve uma expulsão, para alguns, exagerada. Uma falta foi marcada contra o TCM; o zagueiro Matheus não gostou, virou-se de costas e andou na direção contrária ao árbitro. Ao reclamar baixo, disse também um “vai tomar no...”. O homem do apito escutou e não hesitou em mostrar o vermelho. Aí foi que o atleta realmente perdeu a paciência e seguiu exaltado fora da quadra.
O Elite, então, passou a pressionar e teve boa chance de gol aos 16, quando Renan chutou forte da entrada da área, mas Lucas defendeu no reflexo. O goleiro ainda pegou mais um arremate, dessa vez de Silvio Genesi, que mandou rasteiro para o gol. De tanto insistir, finalmente o empate. Rafa recebeu de frente para a meta e bateu rasteiro no canto direito do camisa 12, que se esticou, mas não evitou o terceiro do rival.
Não demorou para o Elite ampliar o placar. Em uma bola alçada na área por Márcio, Silvio subiu bonito para cabecear no canto esquerdo de Lucas. O quinto veio dos pés de Renan. Em rápido ataque, ele recebeu na esquerda e mandou um forte chute no canto direito do gol. A pelota passou entre a trave e o goleiro e estufou as redes.
Mas o TCM não jogou a toalha e Carlinhos anotou mais um golaço. Ele dominou a bola na intermediária, aplicou um lençol em Willian Nasser, tomou uma pernada no rosto e, mesmo assim, fuzilou cruzado, no ângulo, para o fundo do gol.
Ainda houve tempo de Papai do Axé fazer o seu segundo e o sexto do Elite. Assim como no primeiro, ele recebeu, protegeu e mandou para o fundo das redes. No minuto final, Silvio também quis fazer gol bonito, mas, por capricho, a bola não entrou. Em contra-ataque, ele dominou e bateu por cobertura na saída de Lucas, mas a gorducha tocou no travessão e voltou para as mãos do goleiro.
Assim, o Elite consegue sua primeira vitória na competição e tem pela frente o Diabos Negros, comandado pelo artilheiro Chagas e companhia, que derrotaram o NGM por 5 a 2. A equipe não contará mais com Papai do Axé, de mudança para o Chile a trabalho. O TCM busca o segundo triunfo ao encarar o embalado Bufalos, que venceu o Abelhas também por 5 a 2 e soma 6 pontos na tabela.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Maciota’s 4 x 4 Allianza Sagrado
MACIOTA’S E ALLIANZA EMPATAM COM DUPLO GOSTO DE DERROTA
Ambas as equipes tiveram a vitória nas mãos, mas sofreram o empate adversário
Por Tamires Paulino
O jogo entre Maciota’s e Allianza Sagrado pode ser descrito como “surpreendente”. Sim, pois antes do resultado final de 4 x 4, teve situações bem diferentes desse desfecho. O Maciota’s chegou a ter vantagem de dois gols e por duas vezes manteve-se à frente no placar, mas em ambas acabou sofrendo o empate, deixando a vitória escapar pelas mãos. O Allianza também teve o gosto da vitória por uma vez, mas sofreu o empate.
Logo no primeiro lance, o Maciota’s abriu o placar. Dé recebeu passe à frente e deu de chapa na saída do goleiro. A equipe continuou rápida, bem voltada ao ataque e, logo em seguida, Alê marcou o segundo.
Engana-se quem pensa que o Allianza deixou-se atordoar pelo começo arrebatador do adversário. Pelo contrário: a equipe partiu para cima. A primeira boa chance já virou gol. Cadinho, da ponta esquerda da área, mandou no canto oposto do gol e diminuiu. A bola foi direcionada ao centro de campo para ser recolocada. Reyna mandou de lá mesmo para o gol e empatou!
As equipes estavam inspiradas e continuaram a dar tudo de si no ataque. Evandro, pelo Maciota’s, perdeu uma boa chance de voltar a comandar o placar: ele driblou o marcador na ponta direita da área, mas mandou a bola pela linha de fundo. Pouco depois, porém, ele cobrou falta próxima à intermediária e mandou no canto esquerdo do gol, longe do alcance do goleiro. 3 x 2.
O primeiro tempo estava próximo do término, mas o Maciota’s ainda teve uma ótima chance de fazer o quarto. Após lançamento do goleiro, Dé cabeceou da ponta esquerda da área, acertando em cheio o travessão.
Após o intervalo, o Maciota’s voltou disposto a pressionar o adversário para manter o resultado positivo. Na primeira jogada, Leo bateu forte da lateral direita e o goleiro deu uma bela ponte para jogar a bola por cima do gol. No lance seguinte, no outro lado da quadra, o contrário do que esperavam aconteceu. A bola sobrou para Fernandinho na entrada da área, que chutou fraco. O goleiro caiu para realizar a defesa, mas a bola acabou passando por baixo de Diegão. Era o empate do Allianza.
A capacidade de reação das equipes estava sempre sendo testada, mas ambas se recuperaram bem após tomar um gol. Melhor: cresciam na partida. Por isso que o Allianza teve mais três boas chances cara a cara com o goleiro para virar o jogo, mas desperdiçou-as. Já o Maciota’s assustou a defesa adversária em ótima oportunidade com Dé. Da lateral direita, ele bateu e o goleiro Mussolino caiu em ponte para realizar a defesa. Ele acabou encostando na bola durante o “trajeto” e ela subiu, acertando o travessão. O Allianza, então, não perdoou. Em outro lance, Ronan recolocou sua equipe à frente no placar a poucos minutos do fim da partida.
Podia ser pouco tempo, mas não foi o suficiente para impedir o Maciota’s de empatar, recuperando o resultado positivo que já estivera em suas mãos por duas vezes. Jerry, da ponta direita da área, girou e bateu para o gol, marcando o quarto de sua equipe e último da partida.
Com o empate, o Maciota’s é o penúltimo colocado, com apenas um ponto. Na próxima rodada, seu adversário será o The Veras, quinto, com três pontos. Já o Allianza Sagrado é o sétimo, com um ponto. A equipe deve enfrentar o Zenite, vice-líder e ainda 100%.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Inflação 1 x 2 The Veras
VERAS VENCE SUA PRIMEIRA PARTIDA NO ÚLTIMO LANCE
Equipe se segurou como pôde e teve categoria para definir a seu favor
Por Tamires Paulino
Equilíbrio: talvez essa seja a palavra que melhor descreva a partida entre The Veras e Inflação. A postura das equipes, voltada um pouco demais à defesa, deixou o jogo meio monótono, mas bastante igual. Por um azar, no último lance do jogo, o Inflação foi derrotado e o placar ficou em 2 x 1.
Quem atacou primeiro foi justamente o Veras. Vitinho, voltando ao time após estar de fora da estreia, da ponta direita da área, tocou de lado para Pedro, que mandou para fora. No lance seguinte, João, da lateral esquerda e próximo à linha de fundo, mandou para o gol do lado oposto para abrir o placar. Não houve muito tempo para comemoração, pois, mal recolocaram a bola em campo, Eloi já conseguiu um lance de bola parada. Ele mesmo bateu falta da entrada da área e a bola passou pela barreira, morrendo no fundo do gol aos 11 minutos.
A partir daí, o nível da partida caiu e por vários minutos não houve nenhum lance de grande expressão ou perigo ao gol adversário. Cada um dos times teve uma boa chance antes do fim do primeiro tempo. Pelo Inflação, Thiago cobrou lateral à área e André, posicionado no segundo pau, logo atrás do goleiro, cabeceou por cima do gol. Já pelo The Veras, a chance foi melhor ainda: João recebeu à frente, caído pela lateral direita, partiu para a área, driblou o goleiro e bateu para o gol. O zagueiro do Inflação se esticou e tirou a bola em cima da linha.
No segundo tempo, praticamente só o Inflação atacou. As poucas chances que o Veras criou nem se comparavam com as do adversário. Tudo começou com Henrique, que, da entrada da área, tendo a visão limpa de marcadores, mandou chute por cima do gol. Pouco depois, Eloi mandou da entrada da área no canto direito. A bola passou rente à trave. Em outro lance, Tuta cruzou à área e Chide bateu de mau jeito na bola, quase encobrindo o goleiro e marcando um bonito gol. A primeira boa chance do Veras só veio acontecer na metade do período. Vitinho cobrou escanteio e João, livre, cabeceou para fora.
Apesar de toda a pressão, o Inflação também errava muitos passes. Em um determinado momento, ainda no campo de defesa, Henrique tocou de lado para Tuta e a bola saiu pela lateral. A equipe pediu tempo pouco depois e essa partida tornou-se a segunda da tarde a esgotar seus dois pedidos de tempo, um fato raro.
Com todos os lances descritos acima, fica fácil perceber o quanto o Inflação atacou exaustivamente. Vale, então, elogiar a boa defesa do The Veras, que teve muito trabalho, mas conseguiu mandar todas as bolas para o mato e garantiu o bom resultado da equipe. Sim, bom resultado, porque no último lance da partida, Vitinho recebeu lançamento da ponta esquerda da área e encheu o pé, dando a vitória à sua equipe segundos antes do apito final.
Com a vitória, o The Veras marca seus primeiros três pontos na competição e fica em quinto lugar. Seu próximo adversário é o Maciota’s, penúltimo do grupo, com apenas um ponto. Já o Inflação, que havia vencido na rodada anterior, fica em quarto lugar na classificação, com três pontos. Na próxima rodada, a equipe tem como adversário o Fora de Série, uma posição acima da zona de rebaixamento.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Diabos Negros 5 x 2 NGM
DIABOS VENCE A PRIMEIRA COM TRÊS GOLS DE CHAGAS
Partida tem início equilibrado, mas NGM se rende à boa troca de passes do adversário e perde a primeira
Por Heron Ledon
A igualdade em campo marcou o primeiro tempo da disputa entre as equipes. Bizu foi o destaque do NGM ao buscar os ataques e anotar dois gols para o seu time. O Diabos Negros, que havia perdido para o Roletinha, contou com o domínio de bola na segunda etapa, administrado por Junior, Marcel e Daniel. Chagas ainda foi decisivo nas principais jogadas, anotando três vezes.
O atacante dava trabalho à defesa adversária desde o início com sua força física e seus dribles próximos à área. Ele ainda contava com as chegadas em velocidade de Daniel e Marcel e com as investidas de Junior pela ala esquerda. O NGM não deixava barato e subia com Guitolê pela esquerda, Gerson Maia pelo meio e Memé e Bizu na frente.
E foi do experiente camisa 5 que saiu o primeiro gol. Aos 7 minutos, Alemão lançou da defesa para Guitolê ajeitar na entrada da área e Bizu mandar para o fundo das redes, no canto direito de Marco. Porém, a alegria durou pouco. Em ataque, João recebeu passe e bateu de fora da área no lado direito do goleiro, que só olhou. Era o empate do Diabos.
De tanto insistir, a equipe branca conseguiu a virada. O capitão Totó, do NGM, errou a saída de bola e deu o passe para Chagas. O goleador driblou em diagonal e chutou rasteiro no contrapé de Fernando Farillo. No entanto, aos 17, Bizu deixou o placar empatado novamente. Ele recebeu passe em contra-ataque na entrada da meta de Marco, virou para cima do zagueiro e mandou forte à meia altura no canto direito do goleiro, que ainda se esticou, mas não pode evitar o gol.
O jogo seguiu de igual para igual até o final do primeiro tempo. Ambos os times não cessaram os lances de ataque. Porém, aos poucos, a criatividade do meio-campo do NGM diminuía, já que Gerson tinha dificuldades para deixar os companheiros na cara do gol. No finalzinho, ainda houve tempo para Chagas quase deixar o Diabos na frente. Em contra-ataque, o 10 recebeu de Daniel dentro da área, limpou o goleiro e bateu forte, mas Alemão tirou com o rosto em cima da linha, e a bola foi afastada de vez pela zaga, que vibrou com a entrega do defensor à jogada.
Robson assumiu a meta do NGM na segunda etapa e já defendeu um bom chute de Chagas à meia altura no canto direito. A entrada de Bruno Melo pela esquerda auxiliou a equipe, dando mais leveza para o ataque. Porém, diferentemente do tempo inicial, a partida seguia morna, com erros nos últimos toques e sem grandes lances de gol.
Só aos 13 minutos veio a boa chance do desempate. Memé recebeu na frente o passe vindo da defesa e pisou para Guitolê, livre, explodir a bola no travessão. O Diabos conseguia trocar mais passes e, no minuto seguinte, alterou o placar novamente. Em sobra de bola na área, Marcel rolou para Chagas completar livre para o gol e anotar o seu segundo na partida.
A equipe laranja e preto desequilibrou-se após levar o terceiro e buscava o empate em alguns chutes de Bruno e em bolas alçadas aleatoriamente na área. Sua marcação já não era compacta e deixava muitos espaços ao ataque oponente liderado por Daniel, que assumiu o controle de bola no meio-campo.
Com a pressão, o Diabos Negros fechou o placar com mais dois gols. Chagas ensaiou um forte chute, mas pegou errado na bola, e ela sobrou para Isac bater rasteiro no canto esquerdo de Robson aos 18 minutos. O último veio pela terceira vez com Chagas. Após bola espirrada na área, o atacante driblou o goleiro e não teve dificuldades de empurrar para o gol. Fim da conta, e 5 a 2 sobre o time do NGM.
O Diabos consegue seus três pontos na Prata e tem pela frente o Elite, que também venceu sua primeira. O NGM, por sua vez, tenta recuperar-se do resultado ao encarar o Ras Time, que tomou um show de bola do Roletinha.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 6 x 1 Ras Time
RITOLÊ FAZ TRÊS EM SEU EX-CLUBE E ROLETINHA ATROPELA RAS
O artilheiro da edição anterior da Prata ainda contou com Brian, Matarazzo e Kuminha para golear o apático adversário
Por Heron Ledon
O Ras Time levou para o feriado de 7 de setembro um verdadeiro chocolate. Diferentemente da boa vitória aplicada sobre o Med Taubaté na primeira rodada da competição, a equipe não ofereceu perigo algum ao Roleta Olímpico. Com muita superioridade técnica, a equipe de branco colocou o oponente na roda desde os lances iniciais e não teve dificuldades para goleá-lo no decorrer da partida.
Foi preciso de apenas um minuto para Ritolê iniciar a contagem de gols. Em cobrança de lateral de Brian, o atacante subiu alto, do outro lado da área, e cabeceou no canto direito do gol, sem chances para André Souza. O Ras tentou colocar a bola no chão, mas, sem criatividade, era interceptado pela defesa adversária.
A equipe quase chegou ao empate depois de lateral cobrado por Macaulin para Vasques, que bateu com perigo da entrada da área por cima do gol. A resposta do Roletinha veio no minuto seguinte, aos 9, e foi mais eficiente. Matarazzo limpou o lance, mas sofreu falta muito perto da linha da área, por pouco não foi pênalti. A barreira cobriu um lado do gol, porém Ritolê fuzilou do outro. O goleiro ainda tocou na bola, mas não o suficiente para evitar o segundo dele.
O Ras buscava o ataque com Cipó, que jogava na linha diante da falta de jogadores, Macaulin pelo meio armando as jogadas e Tchelo na frente, tentando alguns dribles e chutando forte em direção ao gol. Mas o time tinha dificuldades de permanecer com a bola. Já o Olímpico defendia-se bem e avançava com Ritolê, Brian, Matarazzo e Kuminha. No entanto, ambos os adversários já não criavam mais como no início, e o primeiro tempo terminou morno, sem novidades.
Para a segunda etapa, teve-se a impressão de que apenas uma equipe voltou a campo. Logo em um dos primeiros lances, Ritolê aproveitou falha na saída de bola da zaga adversária e, sozinho, limpou do goleiro. Porém, ele perdeu ângulo e chutou desequilibrado para os defensores afastarem o perigo.
Parece que Matarazzo resolveu incendiar a partida com suas jogadas velozes pelo meio e seus cortes nos marcadores. Assim, ele limpou o lance e bateu de longe. A bola ainda desviou em Catatau antes de enganar André e entrar rasteiro no canto direito. Era o terceiro do Roletinha aos 4 minutos.
A equipe de azul seguia sem conseguir por a bola no chão, mas não parava de tentar com Vasques, Cipó e Tchelo. No entanto, eles eram travados e pouco assustavam o goleiro João Gualtieri, que substituiu o companheiro Machado aos 14 minutos.
Tocando bola desde a defesa e dominando, o Roletinha chegou ao seu quarto gol. Brian cobrou escanteio para Kuminha, dentro da área, bater de primeira e mandar a bola rasteira do canto direito de André. O Ras descontou no minuto seguinte, aos 19, com Cipó. Em contra-ataque, o atleta virou, na entrada da meta, tirando do zagueiro, e chutou cruzado à meia altura. João se esticou, mas não evitou o gol oponente.
No entanto, o Ras não esboçou reação, se rendeu à rápida troca de passes adversária e sofreu mais dois gols. Kuminha tocou em profundidade para Ritolê ganhar na corrida do zagueiro e bater cruzado. Após o rebote do arqueiro, a bola sobrou para Brian completar para o gol. No minuto final, novamente Kuminha puxou o contra-ataque e rolou na saída de André para o goleador Ritolê fechar o placar.
O Ras tenta reação no campeonato diante do NGM, que também vem de derrota,. O Roletinha busca sua terceira vitória e manter-se na ponta da tabela contra a equipe do XTJ, que perdeu por 7 a 4 do Med Taubaté e ainda não pontuou na Prata.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Mercenários 7 x 1 Império Celeste
MERCENÁRIOS PASSA O TRATOR SOBRE IMPÉRIO
Equipe celeste sai na frente, mas se desorganiza e acaba goleado pelo furacão vermelho e preto
Por Gustavo Scaldaferri
As duas equipes vieram para essa rodada com três pontos na tabela. Na semana passada, o Mercenários venceu por 8 a 5 o Cabeça Rachada. Já o Celeste ganhou por 3 a 1 do Fora de Série. Bem colocados e confiantes, os times entraram em campo para repetir os bons resultados obtidos nos últimos confrontos.
Antes de um minuto, já saiu o primeiro lance perigoso. Após erro da zaga do Império – que não conseguiu cabecear para afastar a bola –, Marquinhos, livre na área, deu de cabeça para fora, desperdiçando a chance. No lance seguinte, Rodolfo arriscou do meio de campo e a bola passou perto. O Mercenários chegou de novo ao ataque. Em cobrança de lateral, Toretta, dentro da área, tentou encostar, mas a bola pingou no chão e passou por cima do travessão. Aos 6 minutos, jogada de Zé Vitor, que puxou a pelota para trás, passou pela defesa do Mercenários na esquerda e deixou para Rodolfo, que disparou uma bomba e abriu o placar para o Celeste.
O gol foi o ponto mais alto da equipe azul na partida. Depois disso, só deu Mercenários. Um minuto depois do gol, o time preto e vermelho já atacou com Toretta. Guto tocou para ele por debaixo das pernas do adversário, Toretta recebeu, chutou e Gamarra fez a defesa. Aos 7, a zaga celeste afastou mal e a bola sobrou na direita para Marquinhos que, sem goleiro, empatou. Depois foi a vez de Tulio tentar, novamente na direita, mas Gamarra saiu bem e evitou a virada. O Império ainda teve um lampejo de força aos 9 minutos com Coxa, que fez tabela com companheiro na esquerda e bateu meio desajeitado, mas a bola passou com perigo pela forquilha direita.
O Mercenários passou a dominar a partida e forçar o recuo do Império. Com 14 minutos, em cobrança de lateral de Guto na esquerda, Dezinho, de peixinho, virou o jogo e comemorou com o companheiro com dancinha. Aos 17, Rodrigo pedalou para esquerda e chutou cruzado no canto direito. A bola passou por baixo da mão do Gamarra e entrou. 3 a 1.
No finalzinho do primeiro tempo, Tulio aproveitou o rebote da zaga na esquerda e bateu. A pelota desviou no adversário e Gamarra teve dificuldade para defender em dois tempos. O Mercenários administrou o resultado e saiu do primeiro tempo jogando melhor e com uma vitória parcial.
Logo na saída da segunda etapa, Fê chutou, mas a bola foi para fora. Em sequência, Kazu levantou na área para Diego cabecear e errar. Toretta carregou pela esquerda e bateu. A bola rebateu na zaga e sobrou para Fê fazer o quarto do time. O time celeste estava perdido em campo, desanimado e desmotivado diante da larga vantagem do Mercenários. Erravam muitos passes e não tomavam a iniciativa de ir ao ataque. Qualquer coisa que o árbitro apitava, os jogadores questionavam.
O jogo perdeu muito em técnica. Poucos lances de gol, muitas divididas, erros de passe e bola presa no meio. Porém, em contra-ataque aos 17 minutos, Dezinho foi para o campo de ataque em velocidade e chutou no canto direito, fazendo 5 a 1.
O Império jogava para não tomar mais gols. Em vão. Diego tocou para Guto na esquerda, o camisa 10 bateu fraquinho e o goleiro aceitou. No final, Diego chutou de bico no canto esquerdo e encerrou o placar em 7 a 1.
A goleada serviu de alerta para o Império Celeste, que se perdeu depois do gol de virada. O time precisa mudar a estratégia se quiser subir na tabela nas próximas rodadas. O time azul está no meio, em 6º lugar e enfrenta o Cabeça Rachada. O Mercenários chega à liderança do grupo e encara o renovado Acidus.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Zenite 5 x 3 Cabeça Rachada
ZENITE JOGA MUITO E BATE CABEÇA RACHADA
Segunda derrota deixa um dos favoritos ao título na lanterna isolada do Grupo A, enquanto time da dupla endiabrada Dutra e Rampazo segue 100% e na ponta
Por Tamires Paulino
No jogo mais movimentado da Prata no feriado, o Zenite venceu o Cabeça Rachada por 5 x 3 e manteve-se invicto na competição, colocando a equipe de Luisinho Fernando na lanterna isolada do grupo.
A primeira boa jogada saiu dos pés de Rodrigo Santana. Ele recebeu passe na cara do gol, driblou o goleiro Macaco – que havia saído da meta e estava caído na ponta esquerda da área –, mas ficou sem ângulo e chutou na rede pelo lado de fora. Pouco depois, Dutra, pelo lado direito da área, bateu em cima do goleiro. Ele mesmo aproveitou o rebote, mas colocou por cima do gol.
A primeira chance do Cabeça Rachada veio com Peu. Da linha de fundo, pelo lado direito, o jogador cruzou para Luisinho, que bateu com o gol vazio, marcando o que seria o primeiro do Cabeça. Porém, o árbitro não validou o gol, alegando uma falta de ataque.
Ambas as equipes corriam atrás da bola e criavam várias jogadas elaboradas. Como resultado, foram marcados dois gols. O Zenite anotou com Fê Rampazo, que da lateral direita bateu em diagonal, estufando a rede. O Cabeça marcou em seguida com Vagner. Ele cruzou para a área, Tché veio de trás e empurrou para o gol, empatando a partida. Essa posição mais ofensiva teve outras consequências: aos 22 minutos, o jogo já tinha seis faltas para cada uma das equipes e os goleiros tinham muito trabalho.
O Cabeça Rachada teve boas oportunidades de virar a partida, mas não conseguiu. Em uma delas, Luisinho, da lateral esquerda, cruzou à área e Michilin deu carrinho para empurrar para o gol, mas não alcançou. Em outra, Michilin tocou para Guarú dentro da área, que se livrou do marcador, mas a bola estava muito longa, forçando-o a bater de leve, sem direção, pela linha de fundo.
Já o Zenite ainda teve tempo de marcar seu segundo gol antes do fim do primeiro tempo. Fê Rampazo recebeu passe açucarado cara a cara com o goleiro e chutou na saída dele. Intervalo e vantagem do Zenite.
No segundo tempo, parecia que o Zenite iria golear sem dó, mas o Cabeça Rachada se recuperou no final e não deixou com que a diferença no placar fosse tão expressiva. A primeira chance foi deles. Dieguinho cruzou à área quase caindo e Vagner, do outro lado, mandou de primeira para o gol. Ballestero fez a defesa, tirando a bola em cima da linha. No lance seguinte, porém, o Zenite marcou seu terceiro gol. Após cobrança de falta, Negão pegou rebote e tocou para Rodrigo Santana dentro da área. Ele deu de letra para Bob Fenômeno, que bateu para o gol. Um golaço!
A equipe continuou atacando e teve mais uma chance de ampliar com Bob Fenômeno. Da ponta direita, ele bateu ao gol, mas mandou pela linha de fundo. No lance seguinte, porém, Dutra mandou da ponta direita da área ao gol e marcou o quarto.
Parecia que a goleada seria o resultado final do jogo, porém, o Cabeça Rachada deu uma leve melhorada e conseguiu diminuir a diferença no placar, apesar do jogo ter ficado muito pegado, com entrada duras e sem nenhum cartão por parte dos árbitros. Mesmo melhorando, não houve tempo para emplacar um empate, mas ao menos o Cabeça marcou dois gols e diminuiu a vantagem. Luisinho cobrou lateral para a área e Peu subiu com o zagueiro e cabeceou para o gol. A turma do Zenite reclamou de empurrão – e não era a primeira vez – do jogador, mas o gol foi validado. 4 x 2. Pouco depois, Fabinho, da ponta esquerda da área, tocou para Dieguinho, que bateu ao gol à média altura e encostou de vez no placar.
No entanto, a tarde era do Zenite, que afastou qualquer chance de recuperação do adversário no minuto seguinte, aos 24 do segundo tempo. Dutra bateu falta a poucos passos da entrada da área, mas acertou a barreira. Ele mesmo aproveitou o rebote, abriu espaço pelo meio e chutou, marcando o quinto gol de sua equipe instantes antes do apito final.
Com a vitória, o Zenite é o segundo colocado do Grupo A, com seis pontos – só perdendo no saldo de gols para o Mercenários. Seu próximo adversário é o Allianza Sagrado, sétimo, com um ponto. Já o Cabeça Rachada é o lanterninha do grupo e enfrenta o Império Celeste, sexto, com três pontos.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Med Taubaté 7 x 4 XTJ
XTJ SE ABATE E LEVA GOLEADA DO MED
Equipe vinho e branco joga melhor e complica vida do XTJ, que acumula sua segunda derrota
Por Gustavo Scaldaferri
Med Taubaté e XTJ foram para o jogo em condições iguais: ambos derrotados na primeira rodada. Os dois tinham o mesmo objetivo: levar os três pontos para, assim, não deixar os adversários se distanciarem. No entanto, só um podia sair com esse resultado. E levou a melhor o mais eficiente nas finalizações. No caso desta partida, o time de Taubaté.
Antes do apito inicial, os jogadores do XTJ pediram para o árbitro fazer um minuto de silêncio em respeito a um amigo próximo que torcia por eles e que havia falecido. Após a homenagem, a disputa começou. Vinho e branco de um lado e amarelo e azul do outro. O primeiro lance de perigo foi aos 2 minutos. Em cruzamento na área, Javier, do Med, tentou o cabeceio, mas a bola saiu por cima do gol. A jogada aérea era bastante explorada pelo time do Vale do Parnaíba, e Javier parecia ser um grande cabeceador. Em seguida, recebeu o levantamento de Anibal e novamente usou a cabeça, mas a bola foi para fora pelo lado esquerdo.
Aos 6 minutos, o XTJ passou a ser mais agressivo, chegando mais ao ataque e finalizando com frequência. Mesmo assim, quem quase fez aos 7 minutos foi o Med. Chute forte de Mauricio para grande defesa de Guedes, que foi para o gol no lugar do ausente Kraudio. Na sequência, em cobrança de escanteio, a pelota sobrou para Anibal, na frente da área, que chutou de direita no canto esquerdo, abrindo o placar. Não deu tempo de comemorar. Logo na saída, com 10 minutos, Coquinho recebeu de Bob e disparou na quina esquerda, empatando o jogo.
O confronto era disputado, mas com poucas chances efetivas de gol. Aos 16, em bobeada da zaga do XTJ, a bola bateu em Anibal e foi entrando devagarzinho no gol, no entanto, Landim correu, deu um carrinho e tirou em cima da linha. Com 18 minutos, os zagueiros do Taubaté não conseguiram afastar a bola, que sobrou na esquerda para Coquinho fazer o segundo do amarelo e azul. Porém, não ficaram na frente por muito tempo. Aos 19, Peruca lançou da direita para João Humberto na esquerda, cara a cara com Guedes, bater no canto esquerdo e deixar tudo igual de novo.
Com 22, depois de jogada de Coquinho, Landim dominou na esquerda e chutou no canto direito de João, colocando o XTJ novamente em vantagem. O primeiro tempo acabou com essa maratona de gols. O time amarelo e azul jogando melhor, mais arrumado na zaga e na frente, e merecendo a vitória.
Com um minuto do segundo tempo, mais um empate. Anibal tocou para Bruninho na direita, que chutou cruzado e marcou. Aos 2, levantamento na esquerda para Gustavo, que bateu de canhota na diagonal e virou o placar para o Med. 4 a 3.
Após o gol, o XTJ se abateu e o vinho e branco passou a dominar. Eram 5 minutos no cronômetro quando Brão chutou de trás do meio do campo e fez o quinto do time. Dois minutos depois, a zaga do Xarope afastou e a pelota caiu nos pés de Peruca, que disparou no meio e marcou o sexto. Mesmo estando na frente, o Medicina fazia muitas faltas. Em cobrança de uma delas, aos 12 minutos, Bob arriscou na esquerda e João defendeu.
Começou a bater o desespero nos jogadores do XTJ, e o time foi pra frente de todas as maneiras. Até Guedes tentou fazer um gol batendo uma bomba de trás do meio de campo, que passou com perigo. O avanço resultou no quarto gol do Xarope. Aos 16, Landim cruzou rasteira na área, a bola passou pelo zagueiro e pelo goleiro, sobrando para Fefe dar uma rasteira e alcançar a pelota na esquerda, fazendo mais um. Mas a reação acabou por ai, e o Taubaté voltou a ficar melhor.
No final da partida, ainda deu tempo para um lindo lance. Javier, que já era destaque, coroou seu desempenho com o sétimo gol da equipe médica. Ele carregou a bola no meio, fintou um, driblou outro, chegou na frente de Guedes e chutou no canto esquerdo. O árbitro, então, encerrou o confronto.
O apagão do XTJ depois da virada do Med custou os três pontos que a equipe tanto queria. Com o resultado, o Xarope fica na zona de descenso do Grupo B, somando duas derrotas. Um consolo é Fefe, que com seis gols é artilheiro da competição ao lado de Ritolê. Por acaso, o time do atacante é o próximo adversário e líder do campeonato. Já o Taubaté ficou em quinto e pega o Bonde das Abelhas, atual lanterna do grupo.
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