Sem Ritolê, que foi para o Roletinha, Ras conta com a volta de Rernanes, que, em dia inspirado, comanda boa estreia da equipe
Por Eduardo Bernardi
A perda do considerado melhor atacante do Chuteira não foi de todo sentida pelo Ras. Afinal, se Ritolê deu adeus, Rernanes está de volta para comandar o meio de campo do time e com a missão de levar o Ras longe nessa 8a edição da Prata. A contar essa 1a. rodada, a impressão que fica é positiva e de esperança: bom resultado de 5 x 2 sobre os médicos de Taubaté.
A partida começou equilibrada, com ambos os times disputando a bola mais no meio de campo. O primeiro lance de perigo foi do camisa 1 do Med, Gustavo, aos 4 minutos, que chutou forte no canto direito de Cipó. O Ras melhorou no minuto seguinte, tanto que obrigou João a fazer uma bela defesa em rebatida dentro da área, após cobrança de escanteio.
A maior falha das duas equipes estava nos passes, muitos erros de lançamentos e de tabelas. O Ras recuou, chamando o Med para o ataque. Aos 8 minutos, Cipó foi obrigado a fazer uma linda defesa em chute de Anibal. A aposta do Ras era nos contra-ataques. Num deles, Rernanes chutou forte, mas João conseguiu mandar para fora sem maiores problemas. Em seguida, em lance de velocidade, Peter deu trabalho a João, que se esforçou para espalmar o chute colocado no canto direito.
Rernanes comandava o meio campo do Ras, e, aos 12 minutos, em sua especialidade, chutou de canhota do meio da rua e a bola passou raspando o travessão. Anibal, em contra-ataque, tentou responder para o Med, mas Cipó estava atento e agarrou com segurança.
O Ras começava a dominar o meio de quadra. Iasi finalizou bem de fora da área, mas sem perigo para o goleiro. A pressão era grande, tanto que, aos 15 minutos, Peter driblou o marcador e soltou o pé. A bola foi morrer no canto esquerdo de João, abrindo o placar para o Ras com um golaço. No minuto seguinte, Iasi arriscou novamente da entrada da área e agora acertou, ampliando o marcador para o Ras.
Javier era o que mais tentava por parte do Med, prendendo bem a bola no ataque. Porém, o domínio do Ras era muito grande, o time sobrava na marcação. O Med só foi melhorar aos 20 minutos, mas mesmo assim estava longe de dar trabalho a Cipó. Com vantagem de dois gols, o Ras continuou esperando em seu campo e partindo no contra-ataque. Tchello perdeu chance cara-a-cara com João. E Pet desperdiçou outra. Se ambos perderam, Rernanes mostrou como fazer. Aos 25 minutos, em bola rebatida dentro da área, ele marcou o segundo dele no jogo para encerrar a etapa inicial.
O segundo tempo começou com uma leve pressão do Med, que arriscou um chute logo na saída de bola. Mas durou pouco tempo, pois, logo aos 2 minutos, Pet colocou a bola no ângulo direito de João e aumentou a vantagem do Ras para quatro gols.
João Humberto e Javier deram uma leve melhorada no time do Med. Faziam boas jogadas de ataque, mas paravam na excelente marcação do Ras. Até que o camisa 10 da equipe, Anibal, fez o golaço do jogo. Uma jogada que muito lembrou as de Zidane em seu auge: ele pegou de primeira do meio de quadra e mandou no ângulo de Cipó, deixando em 4 x 1 a partida.
O gol acendeu os médicos, que passaram a criar mais jogadas e a dar trabalho a Cipó. Pelo outro lado, o Ras não conseguia manter a posse de bola, e a partida se inverteu completamente. E de novo o talento falou mais alto. No momento mais difícil do Ras na partida, Rernanes apareceu de novo. Em rebote da zaga, tocou rasteiro no canto esquerdo de João e praticamente definiu o jogo, ainda aos 13 minutos.
O gol reestabeleceu o domínio azul. A equipe estava tão confiante que Tchello começou a arriscar dribles entre as pernas dos adversários. O Ras estava completamente à vontade e mandava no jogo.
O confronto ficou novamente equilibrado aos 18 minutos. Anibal tomou o primeiro cartão amarelo do jogo após falta dura. Na cobrança, Pet chutou no meio do gol, tranquilo para João. Rernanes arriscou voleio que passou raspando a trave esquerda num dos lances mais bonitos do jogo.
Aos 24 minutos, João Humberto cobrou escanteio na cabeça de Javier, para, com oportunismo, marcar o segundo do Med. O Ras se fechou completamente até o apito final, que garantiu os primeiros 3 pontos à equipe. Destaque para a defesa do Ras, que fez uma partida incrível, e o talento individual de Rernanes.
O Ras enfrenta na próxima rodada, dia 7, a equipe do Roleta Olímpico, quando enfrenta pela primeira vez Ritolê. O Med tenta a reabilitação diante do XTJ.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Fora de Série 1 x 3 Império Celeste
IMPÉRIO VENCE FORA NA ESTREIA
Fora de Série trava duelo pegado e equilibrado contra seu rival, mas celestes garantem a vitória com gols de Guedes, Zukauskas e Eduardo
Por Renato Malaguti
Império Celeste e Fora de série travaram um duelo disputado do início ao fim. Apesar de não ter grandes chances de gol, o time celeste, em convencer, fez 3 a 1 e saiu com os três pontos.
Os primeiros cinco minutos de partida causaram sono em pelo menos metade da torcida. Ambas as equipes tocavam a bola mais no meio do campo e não criavam lances conclusivos. Somente aos 8 minutos saiu a primeira oportunidade de gol. E já saiu o primeiro gol. O Império fez jogada área, que resultou em uma cabeçada de Guedes para o fundo do gol.
Com 1 x 0 contra, o Fora de Série tentou pressionar o rival atrás do empate. Assim, criou duas boas oportunidades, ambas defendidas por Gamarra. Depois disso, o jogo caiu de ritmo, assim como as equipes de rendimento. Foram cerca de 5 minutos e jogo um tanto quanto monótono, até que, em mais um lance pelo alto, a bola chego a Guedes, que chutou com perigo, mas a zaga rival conseguiu afastar a bola. Pouco antes dos 20 minutos, o Fora de Série pediu tempo técnico. Era preciso rever estratégias para buscar o empate ou uma possível virada.
Esse pequeno intervalo não surtiu maior efeito. Faltando 4 minutos para o término, Deco, do Fora, desviou um chute de longe e mandou a bola por cima do gol. O primeiro tempo terminou com poucas chances de ataques e um jogo mais trabalhado pelo meio de campo. As oportunidades aconteceram apenas com Guedes em bolas aéreas.
Os primeiros cinco minutos da segunda etapa foram mais ofensivos. Guedes se esforçou para pegar um rebote, mas não conseguiu alcançar a bola. Em seguida, Cabeça bateu rasteiro no canto do gol de Johnny, mas o goleiro conseguiu mandar para escanteio.
Com 6 e 7 minutos, dois gols relâmpagos. O primeiro de Eduardo, pelo Império Celeste, que chutou forte de longa distância. O segundo foi de Bruninho, do Fora de Série, que descontou após uma jogada rápida em que recebeu de dentro da área e marcou.
Com 2 x 1, o jogo voltou a esfriar. Aos 15 minutos, o zagueiro Rica cometeu falta para evitar o ataque do Império. Na cobrança, a bola sobrou para o camisa 9, Zukauskas, fazer o terceiro gol da equipe.
O jogo voltou a ficar pegado, porém, com mais faltas. O Fora de Série reclamava muito da atuação da arbitragem. Faltando cinco minutos para o término, Rafinha, do Império, e Rezende, do Fora de Série, tomaram cartão amarelo e ficaram dois minutos fora de campo. Aos 23 minutos, Zukauskas perdeu uma grande oportunidade para ampliar ao mandar a bola para fora após contra-ataque veloz.
Com um jogo sem grandes emoções, o Império saiu vitorioso e somou três importantes pontos na tabela. Cabisbaixo, o Fora de Série saiu de campo insatisfeito, principalmente com a arbitragem, e tenta melhor sorte contra o Acidus. O Império vai em busca da segunda vitória contra a sensação Mercenários.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Mercenários 8 x 5 Cabeça Rachada
MERCENÁRIOS DÁ AS BOAS VINDAS A CABEÇA NA PRATA
Campeão da Bronze não conseguiu segurar a vontade mercenária e, com gols relâmpagos no primeiro tempo, acabou derrotada
Por Renato Malaguti
Jogo pegado e com muitos gols. Assim foi o duelo entre as equipes favoritas no Grupo A, Mercenários e Cabeça Rachada. E teve de tudo um pouco: pênalti defendido, pênalti convertido, discussão com arbitragem, provocações, muitas faltas e lances polêmicos. De lado tudo isso, também apareceu o bom futebol, um fato comprovado com os 13 gols marcados.
Com a bola rolando, rapidamente o Cabeça tratou de mostrar quem mandava (ou tentava ao menos). Pouco menos de três minutos e Fabinho chutou bem forte para marcar um golaço. A bola bateu na trave antes de entrar, o que impossibilitou ainda mais a defesa de Allyson. A comemoração do jogador foi um tanto atípica, uma mistura de passos de samba e socos no ar.
Após o gol, o Mercenários partiu para cima. Em uma cobrança de falta, o goleiro Allyson quase colocou a bola no ângulo. Um minuto depois, em lance de lateral, Marquinhos lançou para Lodetti pegar de primeira e empatar. Não demorou para, em um lance de bola parada, o Mercenários chegar à virada. Lodetti deu a assistência para Toretta fazer de cabeça. Ambos os jogadores chegaram ao time na véspera do torneio e já mostram grande entrosamento e agilidade junto ao grupo.
Após marcar o segundo, o Mercenários, ao contrário do que normalmente acontece, não recuou e continuou martelando. Em contra-ataque, Kazu desperdiçou boa oportunidade ao chutar fraco para o gol, facilitando assim a defesa do goleiro Macaco. Porém, na sequência, Fê marcou o terceiro para o time de preto.
Nunca se tinha visto o Cabeça Rachada perdendo por 3 x 1 no Chuteira – aliás, nunca se viu o Cabeça perder no Chuteira. E daí a estranheza de um time agressivo jogar passivamente, aceitando o domínio do adversário. E isso se comprovou com um apagão geral no time limão. Em jogada aérea, Diego marcou o quarto gol. Mal deu tempo de respirar, como prova de que a sorte não estava ao seu lado, Godoy desviou um chute de Rodrigo e a bola entrou. Incríveis 5 x 1.
No fim da primeira etapa, pênalti a favor do Cabeça Rachada. Porém, o goleiro Allyson saiu bem e conseguiu defender o chute rasteiro no canto direito do gol. O primeiro tempo terminou com o Mercenários sobrando e goleando. No segundo turno, as coisas mudariam, mas a gordura dos 25 minutos iniciais seria decisiva. Em lance de falta, Fabinho chutou forte e obrigou Allyson a fazer outra boa defesa. Na sequência, Paixão conseguiu diminuir para o Cabeça Rachada. Calmamente, Allyson foi buscar a bola no fundo do campo. Fabinho se revoltou e deu um tapa na bola, alegando que o goleiro adversário estava “fazendo cera”. Ninguém saiu amarelado. O jogo esquentava.
Mesmo com o gol sofrido, o Mercenários manteve o mesmo estilo de futebol. Em um chute de longa distância, o habilidoso Dezinho marcou o sexto. O jogador comemorou com Iagoman, novamente com uma dança engraçada. Em meio à tensão do jogo, a alegria contagiante predominava.
Dos 10 aos 15 minutos o Cabeça foi só pressão e, assim, marcou dois gols. O primeiro deles contou com a sorte. Em cobrança de falta, a bola bateu nas costas do adversário e encobriu Allyson, que estava adiantado. O segundo foi de pênalti, com um chute forte de Luisinho, que desta vez não desperdiçou. O autor do gol, sempre polêmico, ainda deu um sorriso irônico para a torcida, fazendo o jogo pegar fogo. 6 x 4.
A reação do Cabeça obrigou o Mercenários a parar o jogo com o tempo técnico. Na volta, ainda com 10 minutos para o fim, o time do ausente Tché foi com tudo para cima. Na primeira tentativa, Peu chutou no meio do gol e Allyson fez a defesa. Em seguida, num lance de escanteio, Peu levou perigo de cabeça, mas mandou a bola por cima do arco.
Aos 19, após uma boa ajeitada, Luisinho chutou com tudo na trave. Mesmo com a pressão do adversário, o Mercenários foi mais eficiente na finalização e marcou o sétimo gol aos 23 minutos, com um chute rasteiro de Toretta. Logo depois, Diego chutou de longe e fez um bonito gol, ampliando a vantagem para 8 a 4 e selando a vitória mercenária.
No final, ainda houve tempo para três ataques do Cabeça. Allyson fez duas grandes defesas, mas na terceira não teve jeito. Luisinho chutou rasteiro no canto do gol para dar números finais à grande partida.
Com um futebol superior, principalmente no primeiro tempo, o Mercenários saiu merecidamente vitorioso. A equipe do Cabeça Rachada, por sua vez, só começou a aparecer no segundo tempo, e ainda conseguiu encostar. Na próxima rodada, o Mercenários enfrenta os amigos do Império Celeste, que vem de uma importante vitória. Já o Cabeça Rachada jogará contra o Zenite para tentar impor seu jogo e dar razão ao favoritismo por muitos atribuído ao time.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
NGM 5 x 4 Elite
NGM VENCE ELITE EM JOGO MUITO EQUILIBRADO
Após levar virada, NGM busca o resultado e desbanca o vice-campeão da Bronze
Por Eduardo Bernardi
O NGM deu as boas vindas ao Elite na Série Prata pregando logo uma peça. De virada, nos minutos finais, decidiu o confronto, que teve até gol do estreante Bizu. O duelo começou com o NGM no ataque, e com sua nova dupla de ataque – justamente os irmãos Bizu e Guitolê, oriundos de Bacaninha e Bacana. Logo aos 2 minutos, Bizu encheu o pé e obrigou Marcos Paulo a fazer sua primeira defesa no jogo. Guitolê arriscou do campo de defesa e por pouco não fez um golaço. A bola passou por cima, raspando o travessão.
O Elite devolveu com Régis, que arriscou de longe, mas a bola passou por cima do gol de Robson. O camisa 10 do Elite, Márcio, o melhor em campo, também arriscou e assustou o arqueiro. A perceber até aqui, apesar do bom nível da partida, faltava precisão nas finalizações e nos passes para os dois lados. As jogadas do NGM começaram a não encaixar devido a tais erros. Bruno César era o destaque da equipe até então. Aos 12 minutos, o camisa 25 do NGM encheu o pé da entrada da área, e Marcos Paulo fez excelente defesa no canto direito.
Rafa Marques respondeu no minuto seguinte. De fora da área, chutou com perigo para o goleiro Robson. No lance seguinte, Marcos fez mais uma excelente defesa no chute de dentro da área de Gerson. O NGM continuou no ataque, e aos 15 minutos, Junior desceu o pé e carimbou a trave esquerda.
Nesse momento, o NGM era absoluto no jogo. Continuava dando muito trabalho ao goleiro, enquanto o Elite investia em jogadas aéreas, tendo como referência o camisa 7, Régis. O jogo continuou assim até Bruno César, em jogada ensaiada de falta com Junior, inaugurar o placar aos 19 minutos.
Perdendo, o Elite passou a criar mais, mas esbarrava na forte marcação do NGM. Porém, aos 21, na sobra de uma rebatida da defesa do NGM, Márcio igualou o marcador. A melhora da equipe foi evidente após o gol, tanto que, dois minutos depois, o mesmo Márcio recebeu bola da direita e tocou no canto esquerdo de Robson, marcando mais uma vez e levando o Elite ao intervalo em vantagem.
O segundo tempo começou com o NGM atacando o Elite, que marcava com muita eficiência e apostava nos contra-ataques rápidos para ampliar. Em uma bela troca de passes, Márcio arriscou para o gol, mas a bola passou à direita sem perigo.
Em falta ensaiada do Elite, aos 7 minutos, Rafa Marques quase fez. A bola passou tirando tinta da trave esquerda de Robson. Régis e Márcio faziam a diferença no jogo, mas pecavam nas finalizações, faltava precisão. Só dava Elite, que não conseguia transformar o amplo domínio em gols. A partir da metade da etapa, ocorreu um recuo natural da equipe que estava na frente no placar. O NGM voltou a ter mais a bola e criar boas jogadas. Junior chutou do meio da rua, obrigando Diego Prado, que entrou no segundo tempo, a fazer sua primeira defesa no jogo.
Bruno Cesar, aos 13 minutos, criou mais uma oportunidade para o NGM. Cortou o zagueiro e chutou raspando a trave direita. O Elite reequilibrou novamente a partida, mas não finalizava muito, apenas mantinha o controle do jogo. Aos 16 minutos, Carlitos fez um golaço ao mandar a bola no ângulo direito do goleiro, sem chance de defesa. Era o empate. No mesmo minuto, no lance de ataque seguinte, o Elite desempatou. Márcio tocou com precisão para Guilherme colocar no canto esquerdo e fazer 3 x 2.
O NGM voltou mais uma vez ao ataque. Aos 19 minutos, Carlitos encheu o pé de fora da área, e a bola raspou o travessão. Não tardou para Bizu fazer uma linda tabela com Bruno César e deixar tudo igual novamente.
Nos 5 minutos finais, uma enxurrada de gols. Aos 23 minutos, com ambos os times atacando e buscando a vitória, coube a Bruno Cesar iniciar a definição do placar. Em sobra dentro dá área, ele só teve o trabalho de empurrar para o gol e colocar o NGM mais uma vez na frente. No mesmo minuto, Gerson, em trapalhada da defesa do Elite, marcou o quinto com um chute certeiro no canto direito.
Com 5 x 3 e tranquilidade, o NGM ainda viu Luis Carlos, após mais uma linda assistência de Márcio, descontar para o Elite aos 25 cravados. Vitória do NGM por 5 x 4 em um belíssimo jogo, muito disputado. O NGM volta a campo nesta sexta para pegar o Diabos Negros. O Elite tem o TCM, ambos jogos válidos pela 2ª rodada do torneio.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Acidus 8 x 3 The Veras
ACIDUS GOLEIA E COMEÇA A TODO VAPOR
The Veras assiste a equipe limão jogar e toma uma sacolada num dos historicamente confrontos mais equilibrados do Chuteira
Por Renato Malaguti
Se perguntassem para qualquer jogador das antigas de Veras e Acidus qual o resultado final da partida, muito provavelmente a maioria diria o empate. Afinal de contas, a igualdade é a marca dos confrontos entre as tradicionais equipes. Porém, quem estudar o duelo verá que, quando não empatam, um dos times sai com goleada. Já tivemos uma para cada lado, e desta vez o Acidus aprontou a maior delas – um 8 x 3 pra ser lembrado. Desde o início até o final, o elenco do The Veras desempenhou um papel passivo em meio ao futebol rápido do seu adversário.
Com um banco considerável, coisa que não se via há tempos no Chuteira, o Acidus apresentou Jaka e Ozil, as novidades, além de contar com Rodrigo Barath de técnico e Lucas como jogador. E foram eles os responsáveis pela bela vitória, que contou com 3 gols de Jaka, 2 de Thomas e Louiz, além de Ozil e Lucas. O artilheiro Caballero, por incrível que pareça, passou em branco.
Já no primeiro minuto de jogo, o Acidus balançou a rede adversária com Jaka, após uma bonita tabelinha com Ozil. O atacante ficou cara a cara com Benga e com um chute colocado e sem muita força, marcou o primeiro para o time estreava roupa nova, uma camisa com o preto predominando, com detalhes em amarelo limão e uma gola estilosa da mesma cor.
Mesmo com o gol, a equipe não parecia satisfeita e tentava ampliar o placar. Aos 4 minutos, Caballero recebeu pela direita, cortou o zagueiro e chutou de esquerda, mas foi travado pelo arqueiro rival. Poucos minutos depois, Ozil recebeu boa cobrança de lateral e bateu de primeira no canto para marcar o segundo do Acidus.
Com dois gols atrás, os jogadores do Veras mostraram força de vontade e, aos 12 minutos, conseguiram diminuir com Ariel, em um chute de longa distância e colocado. O jogo deu uma equilibrada, mas o Acidus mostrava mais empenho e vontade. Faltando pouco menos de 10 minutos para o término da primeira etapa, o Acidus marcou mais dois gols. O terceiro com Louiz, que aproveitou uma bola rolada de Thomas e bateu de bico; o quarto com Thomas, em chute de longe que contou com falha do goleiro Benga.
O desempenho do Acidus na primeira etapa foi inspirador. As novidades no elenco fizeram a diferença. Na volta ao segundo tempo, a ofensividade do Acidus permaneceu em alta. Logo no início, Jaka perdeu boa oportunidade cara a cara com Benga. Porém, três minutos depois, a rede foi balançada. Lucas tocou para Jaka, que de cabeça tentou encobrir o goleiro, mas a bola caprichosamente bateu no travessão. A bola voltou para Lucas, que cortou o goleiro e de canhota mandou para as redes, fazendo o quinto do Acidus.
Um minuto depois, Jaka conseguiu marcar o sexto com um chute rasteiro que acertou o canto direito do gol adversário. O Veras diminuiu aos 8 minutos, com Ariel de novo, em lance de escanteio em que ele pegou de primeira e mandou rente ao poste. Dos 10 aos 20 minutos, o jogo ficou um pouco mais cadenciado. O Acidus não forçava muito e esperava o Veras em sem campo. Mesmo assim, o time de Barath soube aproveitar duas boas chances. O sétimo foi marcado em lance de contra-ataque com Jaka; o oitavo contou com assistência de Jaka para Thomas marcar seu segundo, livre de marcação. Houve tempo para Caballero desperdiçar gol feito ao arrancar da defesa e, na frente de Benga, querer fazer graça e dar uma carretilha. Gol perdido e muita reclamação com o camisa 10.
No final da partida, João conseguiu marcou o terceiro de sua equipe ao chutar forte e a bola explodir na mão de Louiz, já dentro de gol. Caballero ainda conseguiu perder mais um gol ao sair da esquerda e cortar para dentro. Com dois companheiros livres, preferiu tentar o dele – e mandou para fora por cima do gol.
Com o resultado, o Acidus consolida vitória importante e arranca bem no grupo da morte da Prata. Tem o Fora de Série, que perdeu do Império, na segunda rodada, enquanto o Veras mede forças com o Inflação.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
TCM 5 x 4 Bonde dos Abelhas
TCM DERROTA BONDE DOS ABELHAS EM PARTIDA HISTÓRICA
Lambança do goleiro Coqueiro, do Bonde dos Abelhas, foi decisivo para o resultado
Por Eduardo Bernardi
TCM e Bonde dos Abelhas protagonizaram um dos melhores jogos do dia do Grupo B da Prata. Os dois times disputaram o confronto de igual pra igual. Sobrou emoção, talento e garra nos 50 minutos.
O Bonde começou melhor, e obrigou o goleiro Lucas Damião a trabalhar logo no primeiro lance de jogo. Porém, aos 3 minutos, o jogo já estava morno. Thiagão era o destaque do TCM, distribuindo bem a bola para o ataque. Com a bola presa por quase 5 minutos no alto na grade, quando o jogo retornou Vi encheu o pé da entrada da área no canto esquerdo e surpreendeu o goleiro, abrindo o placar para o BDA.
O gol resultou na melhora do time, enquanto o TCM começou a apostar em contra-ataques. Aos 13 minutos, Felipe mandou para fora, tirando tinta da trave, cara-a-cara com Lucas em bom contra-ataque dos abelhas. Aos 16 minutos, em cobrança de falta de Matheus, Coqueiro fez sua primeira defesa importante no jogo. No mesmo minuto, agora do outro lado da quadra, Dé carimbou a trave de Lucas. No ataque seguinte, Felipe acertou um lindo voleio, e a bola novamente bateu na trave. O Bonde dos Abelhas aproveitava os espaços deixados pelo TCM, que subia quase que inteiro para o ataque.
Danilinho, aos 19 minutos, fez a pressão do TCM dar resultado. Em bela troca de passes, escorou no canto direito, sem chances para Coqueiro. O gol, ao contrário do esperado, fez o Bonde, que já vinha melhor, crescer mais no jogo. Felipe, de baixo da trave, perdeu gol incrível. Entretanto, aos 21 minutos, Dé colocou novamente o Bonde na frente do placar com um chute certeiro, de primeira, no ângulo esquerdo.
Após o segundo gol, o TCM cresceu novamente na partida. Tinha posse de bola e dominava o meio de quadra, mas o Bonde dos Abelhas se segurava bem e não deixava a bola chegar no goleiro Coqueiro. Foi assim até o fim do primeiro tempo.
O segundo começou como o primeiro terminou, com o TCM inteiro no ataque. O domínio foi tão grande que, aos 4 minutos, Thiagão empatou o jogo com facilidade em rebote após grande defesa de Coqueiro. Nos minutos seguintes, os abelhas acabaram com a pressão do TCM e equilibraram as ações em campo. Dé criou o primeiro lance de perigo do time no segundo tempo, aos 7 minutos. A bola passou raspando a trave direita de Lucas.
Aos 9 minutos aconteceu algo inacreditável. O goleiro Coqueiro foi sair jogando e arremessou a bola nas costas de Marco, camisa 80 do TCM, que marcou o gol mais sem querer da rodada, virando o jogo.
Agora perdendo, o Bonde dos Abelhas voltou a atacar mais. Aos 9 minutos, Richard acertou a trave esquerda de Lucas. O oportunismo não era o ponto forte do Bonde dos Abelhas, que perdia muitos gols.
O TCM começou a apostar em jogadas rápidas de contra-ataque. Danilinho recebia bons lançamentos, mas não conseguia finalizar com precisão. Aos 15 minutos, Zé Roberto desperdiçou chance clara de gol, sem goleiro. No lance seguinte, Felipe empatou novamente a partida. Em confusão dentro da área, a bola sobrou para o camisa 4 escorar no canto esquerdo.
Com o jogo novamente empatado, a partida se concentrou no meio de quadra. Até que o talento dos jogadores do TCM fizesse a diferença em belíssima triangulação, que resultou em um golaço de Danilinho, aos 21 minutos. No minuto seguinte, Vi acertou o canto inferior direito de Lucas e empatou o jogo mais uma vez. 4 x 4.
O clima começou a esquentar nos minutos finais. A marcação, tanto de um lado como do outro, começou a ficar mais acirrada. No instante final da partida, o TCM foi inteiro para a área para uma cobrança de escanteio. Zé Roberto se livrou da marcação e recebeu livre. Com um toque de cabeça genial, o camisa 10 colocou a bola no ângulo de Coqueiro e decretou a vitória do TCM por 5 x 4.
O TCM enfrenta, pela 2ª rodada, a equipe do Elite. O Bonde joga contra o Bufalos. Os jogos serão no feriado da Independência, nesta sexta.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Inflação 3 x 1 Allianza Sagrado
INFLAÇÃO VENCE A JOVEM EQUIPE DO ALLIANZA
Meninos do Colégio Sagrado não deram conta do trabalho e acabaram estreando na Prata com derrota
Por Renato Malaguti
Jogo truncado e com poucos gols. Foi assim que se caracterizou o duelo realizado entre as equipes do Allianza Sagrado e Inflação pela primeira rodada do Chuteira de Prata, duas equipes promovidas da Bronze no último semestre.
Nos primeiros cinco minutos, não houve grandes chances de gol de ambos os lados. Os times valorizavam mais a posse de bola e estudavam o esquema tático um do outro. Somente aos 9 minutos veio um chute de Thiago que passou ao lado do gol, levando perigo ao arco do Allianza Sagrado.
Porém, quem abriu o placar foi a jovem equipe composta por jogadores do Sagrado. Aos 11 minutos, Rafa Storch chutou de longe e surpreendeu o arqueiro rival, Sandrinho. O Inflação não se abalou e conseguiu o empate com Danilo em menos de cinco minutos, que chutou de primeira em direção ao gol.
Os últimos 10 minutos da primeira etapa foram similares ao começo do jogo, sem muitas chances e bem equilibrado. Os atletas tentavam explorar os chutes de longe, mas sem sucesso. Na segunda etapa, o jogo mudou. Logo no início, o Inflação marcou dois gols, um do meio da rua com Chide, que soltou o pé e garantiu a virada para sua equipe. Depois, Rodella recebeu dentro da área e ajeitou para o mesmo Chide fazer o terceiro do Inflação, já sem goleiro.
Após os dois gols, a partida continuou sonolenta, como na primeira etapa. Aos 10 minutos, Chide tentou mais uma vez de longe em lance de bola parada, mas Mussolino fez boa defesa. Dos 15 aos 20 minutos, o Allianza tentou pressionar o adversário, mas não foi bem sucedido.
No final da partida, Chide de novo tentou de longe e novamente levou perigo, acertando o lado do arco. Um minuto depois, Ronan, do Allianza, chutou no canto esquerdo e quase fez o segundo da sua equipe.
Os meninos do Colégio Sagrado estrearam na Prata com derrota, mas tentam melhor sorte contra o Maciota’s no feriado. Já o Inflação começou bem, somando três pontos na tabela, e vai tentar a segunda vitória contra o The Veras.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Bufalos 4 x 3 XTJ
BUFALOS ESTREIA BEM E DERROTA XTJ
Com atuação de gala do goleiro William, Bufalos faz uso da experiência para segurar o ímpeto ofensivo dos xaropes
Por Eduardo Bernardi
O XTJ subiu, o Bufalos desceu. Momentos distintos que já estavam no passado para as duas equipes que agora se enfrentavam na estreia da Série Prata. Ambos novatos, a experiência do ex-time dourado falou mais alto, apesar do ex-time bronzeado ter feito uma boa partida.
XTJ e Bufalos iniciaram com mais foco na marcação do que na criação de jogadas. Somente aos 3 minutos ocorreu o primeiro lance de perigo. Rafael cobrou falta no meio do gol, e o camisa 1 do Bufalos, William, agarrou em dois tempos.
Mesmo com o jogo igual, o XTJ era se mostrava melhor distribuído em campo. Aos 5 minutos, o goleiro William fez duas defesas seguidas. Na primeira, espalmou para a direita chute de Jean, e no rebote espalmou mais uma vez, agora em chute forte de Modesto. No mesmo minuto, Rafael Lucas perdeu chance claríssima de abrir o marcador, mas errou a cabeçada.
Porém, Aos 8 minutos, enfim os xaropes marcaram. Modesto encheu o pé do meio de quadra no canto inferior rasteiro de William e fez 1 x 0. O gol despertou a equipe do Bufalos, que começou a atacar mais e tomar a posse de bola do XTJ. Aos 10 minutos, Bruno perdeu um gol feito, cara-a-cara com Kraudio, em contra-ataque rápido.
Aos 13 minutos, Dinho empatou em chute certeiro no canto inferior esquerdo. A partir daí, o jogo começou a ficar cada vez mais disputado, com as duas equipes criando excelentes jogadas, mas parando na boa atuação dos goleiros. O clima esquentou mais ainda, agora envolvendo a arbitragem, aos 17 minutos. Os jogadores e a torcida do XTJ se revoltaram com o árbitro, que mandou voltar uma falta marcada para o Bufalos em virtude do adiantamento da barreira no momento da cobrança.
O arqueiro William começou um show à parte no jogo. O XTJ mandava na partida e fuzilava a sua meta. Destaque para a ponte em chute de Jean, no ângulo esquerdo. No lance seguinte, Dinho ajeitou de cabeça para o camisa 7 do Bufalos, Raoni, virar o jogo.
Aos 23 minutos, Bruno, um dos destaques Bufalos, levou cartão amarelo e desfalcou a equipe até o fim da etapa inicial, que terminou assim. O XTJ voltou para o segundo tempo com pressão na saída de bola do adversário. A tática deu certo, mas William não deixava a bola passar. Com a dificuldade de fazer gols, o XTJ começou a se desconcentrar. Em jogada duríssima, Wesley cometeu falta em Júlio e levou cartão amarelo. Com o desfalque momentâneo, o Bufalos se lançou ao ataque. Aos 4 minutos, Bruno deixou o zagueiro do XTJ no chão e chutou colocado no canto direito de Kráudio, ampliando o placar a favor do Bufalos para 3 x 1.
Agora era o Bufalos que mandava no jogo. Equilibrou o meio de quadra e manteve o XTJ longe de sua meta. Aos 8 minutos, Bruno ficou cara-a-cara com o gol e com tranquilidade tocou na saída do goleiro, transformando o resultado em goleada.
Aos 10 minutos, Jonathan levou cartão amarelo e deixou a situação do XTJ delicada, que conseguiu se segurar até a volta do jogador. A equipe melhorou muito nos minutos seguintes. O Bufalos parecia ter se acomodado com o resultado. Mas o XTJ estava vivo no jogo. Guedes, aos 14 minutos, resolveu arriscar de fora da área e acertou o ângulo. O arqueiro ainda tocou na bola antes de entrar.
O gol alertou o Bufalos, que passou a apostar nos contra-ataques, já que o XTJ estava todo no ataque. Aos 19 minutos, Rubens perdeu um gol inacreditável. Cara-a-cara com o goleiro, o camisa 9 do Bufalos chutou pra fora, desperdiçando a chance de matar o jogo.
Aos 22 minutos, Guedes, mais uma vez, encheu o pé e marcou o terceiro do XTJ. A bola foi chutada para dentro da área e sobrou para o camisa 8 empurrar para o gol. Era tudo que precisava para o jogo ficar mais quente ainda. O XTJ era só pressão e não deixava o adversário passar do meio de quadra. A experiência de Dinho fez a diferença. O camisa 10 do Bufalos cavava faltas em contra-ataques para passar o tempo.
E acabou assim, 4 x 3 para o Bufalos, que teve como diferencial seu arqueiro, William. O Bufalos enfrenta no feriado o bom time do Bonde dos Abelhas. E o XTJ encara o também derrotado Med Taubaté.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Zenite 6 x 2 Maciota’s
ZENITE COMEÇA COM GOLEADA
Sob comando de Dutra e Léo Ballestero, equipe garante vitória em cima do Maciota’s nos primeiros 10 minutos do segundo tempo, quando fez 4 gols em sequência
Por Renato Malaguti
Com atuação ilustre, o Zenite mostrou competência para definir o resultado quando teve a chance. Com um a mais e aproveitando o bom momento, em 10 minutos o time marcou 4 vezes e garantiu a goleada. O Maciota´s mostrou poder de reação, mas esbarrou em boa atuação do goleiro Léo Ballestero, que até pênalti bateu (e perdeu), mas anotou no rebote.
Os primeiros cinco minutos de jogo foram frios, sem chances de gol. Apenas aos 7 minutos, o camisa 10, Negão, abriu o placar para o Zenite, com um chute de longa distância no canto de Diegão.
Com o gol o Zenite cresceu na partida e passou a atacar mais, mas sem eficiência. Por exemplo, podiam ter ampliado em de contra-ataque que Thalão chutou para fora. Ou quando Negão puxou a bola para a esquerda e chutou com perigo à direita do arco.
Na metade da etapa inicial até os 20 minutos, o jogo voltou a ser morno, sem grandes chances de ambos os lados. A coisa começou a melhorar quando, aos 21 minutos, em cobrança de penalidade muito questionada pelo Zenite, Jerry empatou ao chutar rasteiro no canto direito de Ballestero.
Ainda antes do intervalo, o Zenite voltou a mandar no marcador. Após rebote, Dutra mandou de cabeça e deixou o resultado em 2 x 1 para seu time. Os primeiros 25 minutos demonstraram respeito mútuo entre ambas as equipes, que atacaram menos e passaram grande parte do jogo estudando o esquema tático uma da outra.
Na volta para a segunda etapa, o Zenite resolveu decidir logo. Com maior ímpeto ofensivo, já no primeiro lance Dutra chutou forte para boa defesa de Diegão. Três minutos depois, Mau recebeu cartão amarelo ao fazer um pênalti, ficando 2 minutos fora de campo e dando a chance para o Zenite ampliar. Para a cobrança, o goleiro Léo Ballestero, que bateu mal e viu o arqueiro rival defender. Porém, no rebote, ele mesmo aproveitou e se safou ao marcar o terceiro.
Em seguida, aproveitando-se da vantagem numérica, o Zenite fez o quarto. Dutra recebeu a bola dentro da área e chutou rasteiro, vencendo Diegão. Estava fácil e o time de Lucão não perdoou. Logo anotou mais dois para selar o caixão do Maciota´s e não sofrer sustos no restante do jogo. O quinto foi de Dutra novamente, que interceptou um passe no campo de ataque e bateu forte de canhota; o sexto saiu com Paulo, que chutou de bico no canto do gol adversário.
Nos primeiros 10 minutos da segunda etapa, o Zenite tinha matado o jogo. Era a vez de segurar atrás e deixar o Maciota´s tentar. Dé foi o primeiro: ele puxou a bola para a perna esquerda e bateu forte. Ballestero pegou. Aos 17, o arqueiro do Zenite se apresentou bem de novo com uma sequência de duas boas defesas com o pé. Em lance de contra-ataque, aos 23 minutos, Vi ficou cara a cara com Leo, mas perdeu a oportunidade de marcar. Em seguida, Jerry bateu rasteiro, e também foi barrado pelo goleiro.
Até o fim do jogo, a equipe do Maciota’s esboçou reação, mas o goleiro adversário interceptou todos os chutes ao gol. No último lance da partida, Dé enfim diminuiu após bom passe de Jerry.
Graças à inspiração de Dutra e Ballestero, o Zenite garantiu sem grandes dificuldades sua primeira vitória. No feriado, o Maciota´s tenta sair da má fase diante do Allianza Sagrado, enquanto o Zenite tem parada indigesta – o Cabeça Rachada, que vem de sua primeira derrota em sua história no Chuteira.
VIII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Roleta Russa Olímpico 5 x 4 Diabos Negros
ROLETA OLÍMPICO VENCE DIABOS NEGROS COM SUPERIORIDADE
Roletas sofrem apagão nos minutos finais, mas superam Diabos Negros
Por Eduardo Bernardi
O cartão de visitas foi entregue. Com 3 gols e um senso de oportunismo raro, Ritolê foi decisivo para que o Roletinha largasse bem em sua tentativa de voltar à Série Ouro. O Diabos até tentou melar a boa estreia nos minutos finais, quando reagiu e encostou no marcador, mas Machado segurou o ímpeto diabólico e garantiu os 3 pontos.
O Diabos Negros, que ainda se ressente da perda da chance de disputar a Ouro quando saiu derrotado do confronto com o É Verdadeee no dia 25 na disputa pela vaga remanescente, iniciou a partida tomando pressão do Roleta. Foram 3 minutos de jogo em que os meninos olímpicos somente atacaram. Porém, quando o relógio iniciava sua quarta volta no ponteiro, um contra-ataque rápido do Diabos foi mortal. O camisa 30, Chagas, abriu o placar em bela jogada individual, chutando no canto esquerdo do goleiro Machado.
O Diabos nem teve tempo de comemorar muito, pois, no minuto seguinte, o Olímpico respondeu. O artilheiro Ritolê deixou tudo igual após linda assistência de Pina. O empate deixou a partida mais corrida, com ataques mais perigosos por parte do Olímpico.
Entretanto, quem voltou a marcar foi a turma endiabrada. Aos 8 minutos, Leal teve sorte em chute forte no canto inferior direito de Machado e fez 2 x 1. O gol do camisa 8 do Diabos chamou o Roletinha para cima. Ritolê quase marcou em chute que passou muito perto da trave esquerda de Marco.
O domínio da equipe do Olímpico passou a ser completo. O Diabos Negros era facilmente envolvido pela marcação do Roleta. Aos 13 minutos, Ritolê dividiu com Marco e quase balançou as redes. Dois minutos mais tarde, o camisa 9 não perdoou. Após cabeçada na trave, ele empatou o jogo com um chute de bico no meio do gol. Aos 15 minutos, Machado apareceu para salvar o Roleta. Ele fez duas grandes defesas em chutes de Isac.
A superioridade do Roleta era no futebol e também em termos numéricos. O Diabos estava sem reservas enquanto Vadão tinha quase todos seus jogadores à disposição. Assim, o Olímpico criou um bom ataque aos 17 minutos. Lencioni chutou forte e obrigou Marco a fazer uma linda defesa no canto direito. No minuto seguinte, o faro de gol de Ritolê se fez presente mais uma vez. Em cobrança de escanteio, o camisa 9 dominou e encheu o pé, na pequena área, para colocar o Roletinha na frente do placar. 3 x 2.
O segundo tempo começou com pressão do Diabos Negros, que tinha a bola mas não tinha finalização. Isac e Leal eram os que mais se esforçavam para tentar o empate. O time não marcou e sofreu o quarto gol. Após toque de Kuminha, Brian ampliou e freou a melhora do Diabos. O gol tornou a marcação do Olímpico implacável. O Diabos Negros não conseguia espaço nem para finalizar de longe. Dois minutos mais tarde, em bola rebatida após cobrança de escanteio, Kuminha encheu o pé e fez o quinto do Olímpico.
O desespero começou a tomar conta do Diabos, que passou a cavar faltas desnecessárias. O Roleta permaneceu no campo de ataque, e aos 13 minutos, Joaquim mandou de canhota no canto direito de Marco e obrigou o arqueiro a fazer grande defesa. Aos 17 minutos, o jogo se concentrou no meio de quadra, até Kuminha fazer linda jogada individual e perder a chance de aumentar mais ainda a goleada do Olímpico ao perder cara a cara com Marco.
A eficiência de Machado nas saídas de gol passava confiança para o grupo. O Olímpico jogava com sabedoria e administrava bem o resultado, mas o futebol, às vezes, reserva surpresas. Aparentemente morto no jogo, Daniel Matos, após belíssima assistência de Chagas, chutou forte no canto superior esquerdo de Machado e diminuiu aos 20 minutos.
A esfera do jogo se alterou completamente. O Diabos Negros começou a marcar a saída de bola do Olímpico. Aos 22 minutos, Isac quase fez o quarto, mas Machado fez defesa incrível no canto esquerdo. Porém, aos 24, Chagas colocou a bola no ângulo esquerdo, sem chances de defesa para Machado, dando esperanças de um empate heroico.
O Roleta se segurou bem no último minuto e confirmou os primeiros três pontos no torneio em um dos melhores jogos do dia. Para a 2ª rodada, o Roletinha enfrenta o Ras, que também vem de vitória. Já o Diabos Negros tenta romper com a tradição de largar mal e se recuperar no meio do campeonato em diante contra o NGM.
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