MED VENCE ACIDUS E SEGUE NO ENCALÇO DO LÍDER PRIMATAS
Time fez um segundo tempo ofensivo e garantiu vitória em cima do Acidus em tarde dos irmãos Bruninho e Peruca
Por Renato Malaguti
Mesmo sem a presença de Aníbal, contundido e de botinha no banco, mas com Bruninho e Peruca inspirados, o Med Taubaté derrotou o Acidus, encosta no Primatas e deixa o rival limão em situação muito complicada em termos de classificação. Agora a apenas 2 pontos dos símios, os médicos querem a Ouro na fase de grupos, enquanto o Acidus amarga uma 7ª posição, podendo até brigar para não cair.
Na primeira etapa o jogo foi mais equilibrado, apesar do Med ter logo feito dois gols. Aos 4 minutos, a rede foi balançada pela primeira vez por Bruninho, aproveitando rebote e comprovando a má fase do Acidus, que sempre sai perdendo seus jogos e deve correr atrás. Dois minutos depois, em um lance de escanteio, Lói subiu livre dentro da área mas não conseguiu testar com firmeza, dando na bola de ombro e perdendo boa oportunidade de empate. Joãozinho fez o mesmo ao receber passe de Caballero e, de frente para o goleiro, chutar rasteiro no canto e ver João defender bem com as pernas.
Mesmo atacando mais, o Acidus tomou o segundo gol aos 10 minutos, com Bruninho, que se aproveitou da indecisão da zaga e do goleiro Urso para chegar e dar um toquinho de leve, deixando o goleiro morto no meio do caminho. A bola foi morrer lentamente no gol.
O Acidus não se abateu e foi atrás do placar. Aos 12 minutos, Joãozinho deu linda assistência para Caballero, que teve frieza para tocar tirando do goleiro e diminuir. Após o terceiro gol do jogo, ambos os times atacaram com perigo. Com uma paulada de longe, João Humberto acertou o ângulo, mas foi parado por ótima defesa de Urso. Três minutos depois, também com um chute de longa distância, Joãozinho acertou o canto, mas João fez boa defesa. Aos 20 minutos, o Acidus conseguiu empatar. Louiz cortou um, chutou à meia altura, João espalmou e, no rebote, Caballero fez a la Ronaldo Fenômeno, chutando a bola no chão, pingada.
O empate em 2 x 2 era um resultado justo e parecia que seria o placar do primeiro tempo. Porém, escapando pela ponta esquerda, Tavinho deixou Alê para trás e chutou quase sem ângulo com força e no alto para vencer Urso e levar o Med ao intervalo com vantagem. No segundo tempo, os médicos voltaram mais ligados e logo levaram perigo. Em contra-ataque, Bruninho levou perigo, mas foi parado por boa saída de Ulisses, reestreando no gol acidiano depois de 8 meses fora. Pouco tempo depois, Louiz tomou amarelo por fazer falta em Javier. Na cobrança, o Med fez uma jogada ensaiada que costuma levar perigo aos adversários, e acertou a trave com Bruninho.
Aos 7 minutos, com passe de Tavinho, Peruca, dentro a área, fez o quarto do Med e tranquilizou a equipe. Melhor ainda ficou quando, de cabeça, Bruninho ampliou a vantagem para 5 x 2.
Talvez com a recuperação incrível diante do Ras na rodada anterior, quando buscou três gols e empatou o jogo em menos de 5 minutos, o Acidus não se rendeu. Joãozinho cortou para a esquerda e cruzou para Caballero, que quase chegou a pegar na bola, mas não conseguiu.
Entretanto, a tarde era vinho. O time de Aníbal soube como poucos aproveitar as chances criadas de gol e matar o jogo. E isso aconteceu aos 14 minutos, quando, com passe de João Humberto, Peruca recebeu e fez mais um. Após este sexto gol, o Acidus, já na base do desespero, ficou mais ofensivo. Louiz tocou para Caballero no meio, que dominou e, com raiva, chutou de peito de pé um foguete rasteiro para fazer seu terceiro gol do jogo.
Nos minutos finais, o Acidus foi melhor em campo, mas nada que pudesse alterar o placar ou deixar o Med sob pressão. Dunder, Louiz e Caballero, em chutes de longe, tentaram, mas João pegou todas e garantiu o 6 x 3 ao Med.
Com o resultado, o Med Taubaté chega a 14 pontos e se mantém na 2ª posição. Tenta a ponta diante do Zenite no dia 5 de maio. O Acidus deixou de somar três pontos importantes, permanece com 8 e na 7ª posição. Os empates de Xoras e TCM ajudaram a manter certa distância da zona de descenso – 3 pontos agora –, mas mesmo assim o time precisa acordar se não quiser decidir na rodada final podendo cair, como foi há um ano na Série Ouro. Na próxima rodada, o Acidus tem pedreira: enfrenta o líder Primatas, que com certeza jogará com muita disposição para garantir lugar na Série Ouro com antecedência.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
NGM 2 x 1 Roleta Russa
NA BASE DA SUPERAÇÃO, NGM DERROTA ROLETA E MANTÉM ESPERANÇA DE SAIR DA DEGOLA
Equipe de Nariga fez o resultado no começo do primeiro tempo e depois segurou como pôde as investidas do Roleta; Fê Farillo foi um dos destaques, com defesa importantes
Por Douglas Almasi Santos
No confronto direto para fugir da zona de rebaixamento, o NGM mostrou garra impressionante e derrotou seu rival direto, o Roleta Russa. Com o resultado, o time de Totó deu passo importante à permanência na Série Prata – ainda continua na penúltima posição, mas tem o mesmo número de pontos do adversário derrotado, primeiro time fora da zona de descenso. Já a equipe de Nação, mesmo mostrando raça, vai precisar se desdobrar nos dois últimos jogos para não amargar o risco de cair à Série Bronze.
Antes do apito dos árbitros, Anélio prometeu ao repórter do jogo: “Você estar aqui hoje é sinal de vitória nossa, pode me cobrar”. E o NGM construiu sua vitória logo no começo. Mesmo com as preocupantes ausências de Carlitos e Caio Ribeiro, o time partiu pra cima do Roleta no começo da primeira etapa – quando abriu dois gols de vantagem ante o adversário. Em cobrança de escanteio, Memé jogou na cabeça de Gerson, que só desviou e correu para o abraço. E, logo na sequência, em jogada do ataque, a bola foi tocada no meio para o mesmo Gerson chutar e marcar seu segundo tento.
O placar de 2 x 0 podia não refletir aquilo que apresentava os dois times. Mas a disposição demonstrada pelo elenco do NGM – tanto dos jogadores de linha quanto dos reservas – já dava a dimensão que seria difícil tira-lhe a vitória.
O jogo passou a ficar truncado, com muitos lances de marcação e poucos ataques efetivos. O Roleta, mesmo atrás no placar, tratou de tentar diminuir: em cobrança de falta, Preto encheu o pé, mas Fê Farillo defendeu também com os pés. Em seguida, Vini arriscou da intermediária, mas a bola foi por cima. A resposta do NGM aos ataques do Roleta veio com Memé, que arriscou chute colocado da intermediária, mas Cesar foi buscar no ângulo esquerdo e colocou a escanteio. Em seguida, um dos melhores lances do jogo. Zozimo recebeu na direita e arriscou. Fê Farillo fez a defesa, mas, na continuação da jogada, o arqueiro lançou ao ataque, Memé recebeu na direita e cruzou, Nariga tentou de meia bicicleta e errou. No rebote, o próprio Nariga ficou de frente para o gol, porém, desperdiçou.
Antes do término da primeira etapa, o Roleta quase chegou: Vini recebeu no lado esquerdo e abriu bom passe para Zozimo, que chutou no canto de forma colocada, mas Fê Farillo, com a ponta dos dedos, fez linda defesa e jogou a escanteio. E o jogo foi para o intervalo, com promessa de mais emoções (e mais marcações fortes também) à etapa derradeira. O primeiro grande lance pós-pausa foi de Matheuzinho, do Roleta, que arriscou da entrada da área, mas a bola desviou na zaga e saiu com muito perigo. A resposta veio com Anélio: depois de cobrança de lateral, ele desviou com perigo, mas a bola saiu pela linha de fundo.
Um lance atípico e curioso veio para dar mais emoção à partida. Gerson, no meio de quadra, tentou afastar a bola com um chute de 3 dedos, porém, a bola tomou um efeito estranho e acertou a trave, após golpe de vista errado do arqueiro Cesar. Em vantagem, o NGM valia-se dos contra-ataques. Em um deles, a bola foi tocada para Nariga no meio. O camisa 20 dominou, girou o corpo e soltou a bomba, que saiu por cima da meta de Cesar com muito perigo.
A partida entrava em sua reta final, e tudo se encaminhava para uma vitória sem sustos do NGM. Porém, para dar mais ânimo ao já agitado jogo, os árbitros assinalaram pênalti em favor do Roleta, assim que Totó agarrou Murilo dentro da área. Depois de muitas reclamações por parte do time de Nego, o mesmo Murilo foi para a cobrança e, com extrema categoria, apenas deslocou Fê Farillo, que caiu para seu canto direito. Foi o 11º gol do camisa 7 Roleta na competição.
Os minutos finais foram de correria única. E o guarda-metas Fê Farillo mostrando por que é um dos destaques do NGM. Cobrança de escanteio para o Roleta, Murilo cabeceou e Fê fez ótima defesa. Depois, em cobrança de falta, o mesmo Murilo acertou bom chute, que Fê defendeu. Na última tentativa de empate, Murilo tocou para Alemão que, de letra, deixou para Nação, mas o camisa 10 isolou, mandando por cima a última chance do Roleta.E a previsão do ‘pai Anélio’ surtiu efeito. “Apesar das ausências, hoje foi dia de superação. Tivemos raça, vontade, e conseguimos os 3 pontos que nos faz respirar um pouco”, detectou Memé, um dos destaques do NGM no jogo.
Pelos lados do Roleta, Preto fez a análise: “O que nos fez perder foi o primeiro tempo. Entramos dispersos, sem meio de campo. O segundo tempo foi melhor, mas quando acertou já era tarde”, falou ele, que ainda comemorou a não participação de um jogador no time adversário: “Ainda bem que o Caio (Ribeiro) não jogou (risos)”.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Diabos Negros 4 x 2 Cachorro Velho
CACHORRO PERDE OUTRA E FICA MAIS PERTO DO REBAIXAMENTO
Em tarde inspirada, Marco salva Diabos Negros e ajuda time a vencer o lanterna da competição e seguir bem na tabela, em 3º lugar
Por Renato Malaguti
A cada rodada, o Cachorro Velho mostra que a maré definitivamente não está para peixe neste semestre. Se no ano passado o time escapou do rebaixamento na rodada final, tudo indica que a hora da Bronze chegou à trupe da PUC. Com apenas 4 pontos em 7 jogos, o time vai ter de suar muito e torcer contra Xoras e TCM principalmente para permanecer prateado. Nem Giggio, jogador mais habilidoso da equipe, foi capaz de evitar a derrota para o sempre nem armado Diabos Negros, que teve em seu goleiro Marco o grande nome da partida.
Nos primeiros cinco minutos o Cachorro foi muito superior ao Diabos. No primeiro lance de perigo, Thiaguinho chutou forte no meio do gol, obrigando Marco a fazer boa defesa. Logo em seguida, Jeff chutou com perigo de longe, ao lado do gol. Com todo gás, aos 4 minutos, Giggio chutou rasteiro e, no meio do caminho, a bola foi desviada, surpreendendo Marco e indo morrer nas redes.
Giggio, mesmo após marcar o primeiro, não estava tranquilo. De longe, ele pegou bem na bola, mas melhor ainda foi a defesa de Marco, que mandou para escanteio. E só dava Cachorro, mas num contra-ataque fulminante o Diabos empatou. Chagas recebeu sozinho e marcou aos 6 minutos.
Após o empate, a partida ficou muito mais equilibrada. As equipes criavam oportunidades. A maioria delas acontecia em chutes de longe, com em arremate de Thiaguinho de longe que ia no cantinho se Marco não tivesse pulado e jogado pra escanteio. Dois minutos depois, do meio da rua, Cadu, pelo Diabos, também levou perigo, mas mandou por cima do arco. Na próxima, o Diabos virou. Em uma bola sobrada no escanteio, Bóris, em cima do gol, não perdoou.
Giggio tentava inúmeras vezes marcar, chutando de longe. Aos 15 minutos, ele pegou bem na bola e tirou tinta da trave. Entretanto, a eficiência do Diabos Negros era maior. Aos 17 minutos, em bola parada, Marcel recebeu, chutou forte e rasteiro no canto para vencer Botana e fazer 3 x 1. Três minutos depois, de longe, ele fez mais um, acertando o canto direito.
Após o quarto gol, o Cachorro pediu tempo técnico. Nos últimos cinco minutos do primeiro tempo, o jogo ficou frio, sem ataques. No segundo tempo, aos 5 minutos, Giggio, mais uma vez de longe, levou perigo e, novamente, Marco foi obrigado a fazer boa defesa. O jogo não estava tão ofensivo quanto no primeiro tempo, tanto que só aos 10 minutos, e aos 12, mais duas jogadas perigosas aconteceram, ambas de Giggio. Nas duas vezes ele foi brecado por Marco. De tanto tentar, aos 15 minutos, ele conseguiu diminuir para 4 x 2, finalmente vencendo o arqueiro diabólico.
Dos 15 aos 20 minutos, o jogo ficou mais equilibrado e truncado no meio de campo. Aos 22 minutos, Chagas tabelou com José, mas Botana saiu bem do gol, fechando o ângulo e pegou com o pé. Logo em seguida, José bateu na trave, a redonda ainda tocou nas costas de Botana e foi para fora. No último lance de perigo do jogo, Moreno encheu o pé, mas Marco espalmou para o escanteio.
Com o resultado, o Cachorro, com 4 pontos, se vê obrigado a ganhar do TCM, 5 pontos, na próxima rodada e ali já sairá praticamente um rebaixado. Já o Diabos Negros segue bem em terceiro, e enfrenta o Xoras, que vem com tudo a fim de garantir espaço para o próximo semestre nesta divisão.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
É Verdadeee 2 x 2 Mercenários
É VERDADEEE APENAS EMPATA E DEIXA A LIDERANÇA DO GRUPO B
Equipe fez boa partida contra o Mercenários, mas cedeu o empate no fim e deixa liderança para My Balls
Por Douglas Almasi Santos
É Verdadeee e Mercenários fizeram justiça às suas campanhas e apenas empataram no sábado, válido pela 7ª rodada do Grupo B. O resultado acabou sendo ruim para ambos em termos de classificação direta à Ouro – uma vez que o My Balls venceu e destronou o time de Latrell da liderança faltando duas rodadas para o fim da fase de grupos. Agora, as equipes terão de vencer seus jogos e torcer para algum tropeço do time de Rodrigo D’Alonso – que encara os dois lanternas – caso queiram sonhar com a principal divisão do Chuteira de Ouro sem ter de chegar à final.
Como não poderia ser diferente, o jogo foi muito truncado. As marcações ditaram o ritmo, fazendo da partida uma ‘aula’ de defesas. Com poucos espaços em quadra, houve poucas chances de gol. Mesmo assim, foram à luta. Rodrigo fez boa jogada pela direita e cruzou com perigo, mas King esticou a perna e tirou do atacante a oportunidade de abrir o marcador. A resposta do ‘burrinho’ veio logo em seguida, em cobrança de falta executada por Rodrigo Toscano que Allyson fez defesa segura. Novamente cobrança de falta, mas dessa vez ao Mercenários: Dezinho encheu o pé, mas Reyna defendeu. Em nova cobrança de falta ao É Verdadeee, a bola foi rolada do lado direito à esquerda para Douglinhas chutar. Allyson, atento, pegou mais uma.
O jogo era tão equilibrado que nenhum dos times tinha uma posse de bola maior. E, entre defesas e desarmes, alguns poucos ataques ocorriam. Ataque do Mercenários, Reyna saiu e abafou a primeira tentativa de chute e, no rebote, Allan chutou para nova defesa do guarda-redes do ‘burrinho’. Depois, o mesmo Allan, pelo lado direito, cruzou, mas Dezinho chegou atrasado e perdeu ótima oportunidade. No último lance antes do encerramento da etapa primeira, Nilmar recebeu na esquerda, mas isolou a bola.
O segundo tempo só teve uma diferença em relação à primeira parte do embate: os gols, já que de resto houve o mesmo equilíbrio por parte dos meios de campo e das defesas. Logo no apito do árbitro a bola foi rolada para trás, Girão experimentou de antes da linha divisória da quadra e obrigou Allyson a buscar a bola no canto esquerdo, espalmando a escanteio. Em seguida, Allan recebeu na entrada da área, arriscou o chute, mas, prensada pelo zagueiro, a bola saiu mascada, facilitando a defesa de Reyna.
A abertura do marcador saiu de uma jogada rápida por parte do ‘burrinho’. Douglinhas recebeu na ponta esquerda, dominou e fuzilou a meta de Alysson, acertando o ângulo direito do arqueiro.
Em vantagem, o É Verdadeee queria mais é que o tempo passasse, para assim consolidar o até então bom triunfo e manter a liderança. E ainda tentou ampliar. Cobrança de escanteio, a bola foi ajeitada para Master chutar, mas a tentativa saiu mascada e foi para fora. Apesar da desvantagem, o Mercenários não desistia, tanto que chegou ao empate depois de grande insistência. Após bate e rebate, Renato chutou, a bola desviou na zaga e carimbou o travessão. Na volta, Guto testou com o gol vazio e correu para comemorar a igualdade.
O placar empatado não impediu os times de buscarem os 3 pontos, fundamentais para a conquista do primeiro lugar do grupo. E na reta final do grande duelo, a emoção esteve presente. Cobrança de lateral ao ‘burrinho’ e a zaga adversária desviou de cabeça para trás, a bola foi em direção de Douglinhas, que girou o corpo e bateu de primeira, no alto, para vencer Allyson.
A vantagem no marcador consolidaria o É Verdadeee na ponta do Grupo B, só que o valente Mercenários não desistiu e chegou à igualdade novamente: Guto fez lançamento do seu campo ao ataque, seu irmão Dezinho deu um leve desvio de cabeça que tirou Lenarduci – substituindo a Reyna, machucado – completamente da jogada, dando números finais à partida.
“O jogo foi complicado. O time deles é muito bom. Mas tivemos garra, suamos, chegamos a pecar em alguns lances, mas a equipe foi bem e arrancou o empate”, contou o camisa 10 do Mercenários, Guto. Já King, pelos lados do ‘burrinho’, disse que “foi difícil marcar o bom time do Mercenários”, mas que o ex-líder do grupo B deveria ter sorte melhor. “Foi bom o jogo. Mas acho que merecíamos a vitória”, declarou o camisa 8.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Ras Time 10 x 2 Zenite
RAS GOLEIA ZENITE COM NOVO SHOW DE RITOLÊ
Mesmo sem Cipó, Ras Time goleia Zenite com incríveis 9 gols de Ritolê, que assume com folga é a artilharia da competição
Por Renato Malaguti
O Ras Time não pareceu se preocupar com a ausência do goleiro Cipó. Afinal, com Ritolê em campo tudo se torna mais fácil. Ele foi autor de 9 gols dos 10 anotados pelo time contra o Zenite, o que coloca com 19 gols em apenas 4 partidas disputadas na temporada! Com o agora camisa 88 o Ras foi para cima do começo ao fim da partida.
Apesar de Ritolê, seria injusto não dizer que todo o elenco do Ras jogou muito bem. Sujeira, por exemplo, ajudou bem na estrutura da zaga, enquanto Macaulin fazia boa dupla no ataque. O Zenite não soube aproveitar a ausência de Cipó e só conseguiu balançar a rede três vezes. No começo do jogo, logo aos 2 minutos, Ritolê, de forma oportunista, aproveitou vacilo da zaga com o goleiro e fez o primeiro da partida.
Aos 5 minutos, em tentativa de longe, Jonas levou perigo, acertando o lado esquerdo do gol de Leônidas, o encarregado de substituir o até agora MVG da competição. Um minuto depois, Ritolê deu de cavadinha e quase marcou o segundo. Logo em seguida, de longe, ele conseguiu vencer o arqueiro rival pela segunda vez. Aos 10 minutos, o elenco do Zenite desperdiçou duas chances seguidas, com André e Lueso. “A minha presença aqui ajudou o erro dos adversários”, afirmou Cipó, do lado de fora do campo, atrás do gol protegido por Leônidas.
O Zenite tentou diminuir chutando de longe, mas todas as bolas foram em cima de Leônidas, que fez boas defesas com o pé e perna. Aos 19 minutos, aproveitando bom passe em cobrança de lateral, Ritolê fez seu terceiro gol, girando e chutando forte. Em seguida, em jogada aérea, ele balançou a rede mais uma vez de cabeça.
No finalzinho, o Zenite conseguiu diminuir com Zé Bahia, mas a equipe foi para o intervalo perdendo por 4 x 1. Na volta para o segundo tempo, o Zenite começou pressionando. Entretanto, as oportunidades criadas não foram concluídas com muita eficiência.
Aos 5 minutos, de pênalti, Ritolê mostrou frieza, mesmo com diversos torcedores gritando contra ele, e fez o quinto do Ras, chutando alto, no canto oposto que o goleiro pulou. Mesmo presenciando o show de Ritolê e cia., o Zenite ia para cima. Mas, de fato, o dia não estava muito bom para a equipe. Em cima da linha, André conseguiu chutar para fora.
Aos 9 minutos, com passe de Macaulin, Ritolê fez o sétimo. Dois minutos depois, com chute colocado de chapa, ele fez mais um. De longa distância, Rodrigo acertou a trave do Ras. Logo em seguida, Ritolê ganhou de um e tocou para Macaulin deixar o dele.
Aos 18 minutos, André finalmente balançou a rede, driblando um e chutando no canto. Entretanto, Ritolé fez mais um em contra golpe fulminante. Faltando menos de 5 para o término, de longe, Guga diminuiu para 9 x 3. Fechando a goleada, Macaulin tabelou com Ritolê e pagou o presente do artilheiro, deixando-o livre para marcar o décimo do Ras, seu nono no jogo.
Com a goleada, o Ras segue empatado com o Diabos Negros, mas fica em quarto pelo número de vitórias. Já o Zenite segue em sexto e precisa vencer na próxima rodada o qualificado Med Taubaté. O Ras, praticamente classificado, com 12 pontos, enfrenta o Bonde dos Abelhas em briga direta por melhores posições.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
Bacaninha 3 x 1 Maciota’s
BACANINHA, COM UM A MENOS, DERROTA MACIOTA’S E VENCE A PRIMEIRA
Time jogou o segundo tempo inteiro com 5 jogadores na linha, mas soube explorar os contra-ataques e conquistou sua primeira vitória na Prata
Por Douglas Almasi Santos
O Bacaninha fez história na quadra 6. Com um jogador a menos durante todo o segundo tempo, a equipe bateu o Maciota’s e conquistou sua primeira vitória na Prata. Porém, o time de Gamito ainda agoniza na zona de rebaixamento e está próximo de retornar à Série Bronze, ainda mais com a punição de perda de pontos após jogadores invadirem a quadra em confusão do jogo do seu time irmão mais velho. Já o Maciota’s perdeu grande chance de permanecer no G-6 e terá, após o revés, muito trabalho para juntar os cacos de uma derrota inesperada.
O time de Jerry começou de forma envolvente. Tendo a posse bola, atacava com vontade; sem a posse da mesma, marcava em cima os adversários. Mas a primeira tentativa foi do Bacaninha: depois de bola espirrada, Ratinho soltou a bomba, mas Loba espalmou. A resposta veio com Kaio que, pela direita, tentou a primeira e foi travado, mas, no rebote, tentou a segunda, porém, chutou por cima.
O jogo truncado não permitia tantas ações dos ataques. Os zagueiros passaram a se destacar, destruindo as jogadas construídas. O Bacaninha chegou com perigo, quando Ratinho recebeu na entrada da área, girou o corpo e chutou para a defesa de Loba. Todavia, o gol do Bacaninha saiu em seguida. Em cobrança de falta, a bola foi rolada de lado para Ratinho chutar sem chances para o goleiro, que fazia parte da barreira.
Em vantagem, o time de Yanes passou a ter o benefício dos contra-ataques, mas pouco pôde fazer, já que o Maciota’s sufocou o adversário. China recebeu na entrada da área e arriscou, mas a bola foi por cima do gol.
Antes do intervalo, dois lances importantes. Um deles, inclusive, mudaria totalmente o rumo do jogo. O primeiro lance foi o de empate do Maciota’s: Simões tinha a posse de bola dentro de sua área, mas, pressionado, afastou mal a bola. Evandro interceptou e, com o gol vazio, não perdoou. Já o segundo lance foi capital: por insistente reclamação, Gabriel Camara acabou sendo expulso. Como ele era jogador de linha, deixou sua equipe com um a menos – ato que fez o goleiro Kiko se revoltar com o companheiro de time. E assim finalizou-se a etapa inicial.
Na volta para o segundo tempo, a tônica da partida já era previsível: o Maciota’s teria de ter paciência para atacar, e o Bacaninha teria os contra-ataques ao seu dispor. E foi assim que o time saiu vitorioso. A primeira chance foi do Bacaninha, quando Yanes cobrou falta, mas Loba defendeu. Logo depois, o Maciota’s quase virou o jogo: De recebeu na esquerda e encheu o pé, Kiko espalmou para frente e, na volta, China testou firme, mas Kiko salvou de forma espetacular – novamente espalmando, dessa vez a escanteio. O Maciota’s chegou de novo, pelos pés de Jerry, que recebeu na direita e chutou cruzado, mas a bola saiu com perigo.
Mesmo acossado, o Bacaninha mostrava que tinha time para sair com o triunfo. Marcos Wenzel avançou pelo meio, livre de marcação, e acertou chute que carimbou a trave esquerda de Loba. Do seu campo de defesa, Higor fez lançamento ao ataque, Ale desviou de cabeça e acabou acertando o travessão, para a sorte de Kiko. Evandro quase marcou, quando recebeu pela esquerda, avançou e encheu o pé cruzado, mas a bola saiu com muito perigo.
A partida se encaminhava para o final, e nada de definições. Mas era nítido que algo estranho ocorria com o Maciota’s: suas tentativas simplesmente não entravam. E ainda sofria com as investidas adversárias. Caio Cesar recebeu livre pelo meio na entrada da área, chutou, a bola desviou na zaga e estourou na trave. Evandro tentou com um chute, pela esquerda, que carimbou o travessão. E, em contra-ataque fulminante, Caio Cesar recebeu na direita, deu dois cortes secos em dois zagueiros e colocou com categoria no ângulo direito de Loba.
O Maciota’s tentou dirimir o prejuízo. De arriscou chute da intermediária, mas Kiko fez grande defesa. Depois, Higor chutou, também da intermediária, à meia-altura, mas Kiko foi buscar no lado esquerdo e colocou a escanteio. E o ‘sobrenatural de Almeida’ foi consolidado no fim: Yanes recebeu na entrada da área, girou o corpo e fuzilou Loba, dando números finais à partida.
O técnico Rômulo, já que Marcelão ficou do lado de fora após a confusão do Bacanão, comentou a vitória histórica do Bacaninha: “O time é bom, mas estava com azar. Hoje tivemos que nos desdobrar, jogar por dois. É a vitória mais vibrante que já vi no Chuteira, melhor jogo que já tive”, comemorou o artilheiro do Bacana. Já o técnico do Maciota’s, Roberto Solcia, estava estarrecido com o revés do time. “A equipe relaxou porque estava com um a mais. Achou que poderia decidir a qualquer hora. O adversário soube trabalhar os contra-ataques e foi mais feliz”, conformou-se o treinador.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
TCM 2 x 2 Primatas
PRIMATAS SÓ EMPATA MAS SEGUE LÍDER
TCM fez ótima partida e vencia até os minutos finais, quando sofreu o empate, permanecendo da zona de rebaixamento
Por Renato Malaguti
O Primatas jogou mais uma vez com raça do começo ao fim, mas não conseguiu derrotar o TCM, que entrou em campo sabendo que a vitória era fundamental para seu time sair da incômoda lanterna e talvez por isso tenha feito grandes jogos e merecido melhor sorte nas últimas partidas. Do lado de fora da quadra, Anibal (de muletas) e mais dois jogadores do Med Taubaté torciam a favor do TCM, já que a derrota do Primatas era favorável aos ‘doutores’.
Logo no comecinho o habilidoso Carlinhos deu um chapéu com estilo em cima do marcador, levantando a torcida. O jogo se mostrava muito equilibrado e truncado. As equipes dividiam várias bolas, gritavam bastante e marcavam com força. Aos 9 minutos, Danilinho levou perigo com chute cruzado à esquerda do arco de Rodrigo. Aos 10 minutos, retribuindo o chapéu de Carlinhos, Nando aplicou um lençol em Arnaldo com estilo.
Os 10 primeiros minutos não foram muito ofensivos, tanto que poucas chances de abrir o placar aconteceram. Aos 13 minutos, Carlinhos roubou na zaga, carregou e chutou forte rasteiro, mas Rodrigo fez ótima defesa, mandando a redonda para escanteio. Aos 15 minutos, Danilinho tocou para Carlinhos, que pegou de primeira com força, marcando o primeiro gol do TCM.
Dos 15 aos 20 minutos, duas defesas importantes, uma para cada lado. No último lance do primeiro tempo, em cobrança de falta de Claudio, Johnny fez boa defesa, espalmando para fora.
Na segunda etapa, o jogo ficou mais ofensivo. Logo no primeiro minuto, Arnaldo recebeu de Danilinho e chutou cruzado, com perigo, ao lado do arco. Quatro minutos depois, Carlinhos deu de bicicleta por cima do gol. Aos 9 minutos, Nando pegou bem e acertou o canto, mas Johnny fez boa defesa. Aos 15 minutos, no lance mais polêmico da partida, o camisa 10 do Primatas, Rafinha, foi para o ataque e recebeu passe de lateral e empatou o jogo. Para os jogadores do TCM, a bola entrou direto do lateral no gol, não tocando em ninguém, muito menos no atacante, no meio do caminho.
Após tomar o gol, o TCM conseguiu ficar mais uma vez na frente do placar – em um lance um tanto quanto esquisito. Em contra-ataque, Carlinhos chapelou um zagueiro e caiu gritando. O elenco do TCM pediu falta, mas o árbitro não deu. Porém, a zaga do Primatas se embananou e acabou fazendo contra.
Nos últimos cinco minutos, o TCM tentou ampliar a vantagem com Zazá, duas vezes. Na primeira, ele chutou de longe no canto, mas o goleiro do Primatas fez ótima defesa. No segundo lance, de longe, ele acertou a trave. Entretanto, com mais eficiência na conclusão, Rafinha se antecipou para aproveitar passe de Simas e fez o gol de empate para o Primatas. Os jogadores estavam com os ânimos à flor da pele. O atleta Zé Roberto, do TCM, tomou cartão vermelho, mesmo estando no banco, por reclamação ostensiva.
A partida terminou empatada em 2 x 2. O TCM chega a 5 pontos, o mesmo tanto do Xoras, que ficou na igualdade no jogo seguinte com o BDA, mas está na degola em decorrência do saldo de gols. O Primatas, mesmo com apenas um ponto, segue em primeiro na competição, com 2 de vantagem sobre o Med. Na próxima rodada, o Primatas pega o Acidus. Já o TCM enfrenta o Cachorro Velho, duelo que poderá já adiantar um time a jogar a Bronze no próximo semestre.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
Joga 13 2 x 1 Império Celeste
JOGA 13 RENASCE NA PRATA E DERRUBA IMPÉRIO CELESTE
Time de Lele neutralizou o bom ataque adversário e saiu com o triunfo; Muralha fez grandes defesas, garantindo o resultado
Por Douglas Almasi Santos
Em jogo emocionante, o Joga 13 se recuperou no certame e, de quebra, impediu o Império Celeste de assumir a liderança do Grupo B – afinal, a equipe já adentrou a quadra 6 ciente do empate entre É Verdadeee e Mercenários. Com o resultado, o 13 renasce e volta a sonhar com uma vaga no mata-mata. Já o time de Zé Victor não só conheceu sua segunda derrota nesta edição, como viu o My Balls assumir a ponta e ficar muito próximo da vaga direta à Ouro a duas rodadas do encerramento da fase primeira.
Para quem achava que o Império atropelaria o 13, esqueceu-se que o time de Lele tem camisa e tradição dentro do Chuteira e venderia cara uma eventual derrota. Na condição de time com mais tempo de casa, o 13 partiu para o ataque. Cobrança de escanteio, Lele apareceu na área e cabeceou. A bola morreu no fundo das redes, mas os árbitros anularam o gol, alegando reversão na cobrança do corner. Em seguida, jogada de contra-ataque rápida do 13, Lele recebeu na direita e abriu bom passe na esquerda para Luan, que dominou e arriscou. A bola desviou na zaga e saiu com perigo. Porém, o tento não demorou a sair: Eduardo fez grande jogada pelo meio e abriu na direita para Rogerio, que só empurrou às redes e fez 1 x 0.
O Império sofreu com a blitz adversária, mas o gol fez o time acordar, e os uruguaios partiram ao ataque. Cobrança de falta para Guedes, mas o camisa 10 mandou para fora. Em seguida, Zukauskas recebeu, dominou com a perna esquerda, puxou para a perna direita e chutou colocado no canto esquerdo de Muralha, mas o arqueiro estava atento e colocou a escanteio. Gui, de longe, arriscou chute que saiu por cima do arco. De tanto insistir, o Império chegou à igualdade: contra-ataque rápido do time, a bola chegou pingando no lado esquerdo para Coxa, que chutou cruzado para vencer Muralha.
Com o marcador igualado, as equipes passaram a travar grande batalha pelas ações no meio de quadra. A disposição demonstrada pelos jogadores era grande, e qualquer vacilo acarretaria em gol. Cobrança de escanteio ao 13, e Lele testou com perigo para fora. O último lance da etapa primeira foi do 13: Luan recebeu na ponta direita e tocou no meio para Giba. O camisa 16 teve a chance de marcar, mas desperdiçou chutando para fora. E assim o embate foi ao intervalo.
No retorno, os torcedores e simpatizantes presentes foram contemplados com um segundo tempo emocionante – e com um show do goleiro Muralha, o que deve ter deixado muito orgulhoso o Sr. Luciano pai. Logo na saída de bola, Guedes arriscou de longe e o camisa 1 espalmou. Depois, o time de Zóio respondeu com Rodrigo, chutando do meio da quadra, mas Gamarra espalmou com a ponta dos dedos.
Mais 13 no ataque: Luan recebeu na direita e encheu o pé, mas Gamarra espalmou para o lado, salvando o Império. A resposta celeste veio com Coxa, que desviou de cabeça cobrança de lateral por cima. Na sequência, o mesmo Coxa cabeceou, dessa vez em escanteio, para fora. Em outra cobrança de lateral, Guedes surgiu na segunda trave e testou firme, mas Muralha pôs a escanteio de forma sensacional.
Apesar do ataque em massa celeste, foi o 13 quem surpreendeu e chegou ao gol que seria o da vitória: Rogerio fez lançamento do seu campo de defesa, a bola chegou ao ataque e encontrou a cabeça de Luan, que só desviou e correu para o abraço.
Atrás no placar, o Império corria contra o tempo para tentar dirimir o prejuízo – e tinha toda a torcida de outras equipes do lado de fora contra. Os corredores que davam para a quadra 6 estavam tomados de olhos secando o time de Reimberg. Indo ao ataque, o Império davas espaço para os contra-ataques. Em um deles, Luan recebeu livre na direita e chutou rasteiro, mas a bola saiu.
Na tentativa desesperada de empatar, os ‘celestes’ foram brecados pelo monstro chamado Muralha. Zukauskas recebeu pelo lado direito e soltou a bomba, o arqueiro saltou no canto esquerdo e colocou de forma espetacular a pelota em escanteio. Na execução, Guedes pegou de primeira, mas Muralha fez nova defesa sensacional, novamente espalmando para fora, garantindo o triunfo do Joga 13.
“O time precisava da vitória, justamente pela campanha que vem fazendo. Tínhamos que ganhar hoje, e vencer nos coloca na briga pela vaga no mata-mata”, disse o camisa 4 do 13, Rodrigo. Já pelos lados do combalido Império, Quevas não escondia a decepção. “Acho que ficamos empolgados com o empate entre É Verdadeee e Mercenários, mas não correspondemos. Foi estranho, parecíamos cansados”, falou o camisa 12.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 7ª RODADA
Bonde dos Abelhas 4 x 4 Xoras
BDA E XORAS EMPATAM E SE COMPLICAM EM SUAS CAMPANHAS
Em partida disputada do início ao fim, Xoras arranca empate, mas segue flertando com o descenso; BDA ficou mais distante da liderança
Por Renato Malaguti
Na última partida da rodada pelo Grupo A, o Xoras, na parte de baixo da tabela, jogou de igual para igual com o Bonde dos Abelhas, na parte de cima, conseguindo, no segundo tempo, empatar o jogo e somar um ponto que pode ser vital para escapar do rebaixamento, já que classificação ficou muito difícil. Ao mesmo tempo, o BDA comprova a má fase depois de um começo arrebatador de 3 vitórias em 3 jogos. Depois disso, foram 2 empates e 2 derrotas, e se não acordarem podem até ficar de fora do G-6 na rodadas finais.
Nos 5 minutos iniciais, o Xoras foi superior. Na primeira chance de perigo, Ric arriscou de longe, mas à esquerda do gol. Em seguida, Mirim chutou forte, cruzado, e foi parado por Coqueiro. Aos 5 minutos, Coqueiro foi obrigado a fazer mais duas boas defesas. Uma em finalização de longa distância e outra fechando bem o ângulo, em chute de rebote de Mirim.
De tanto pressionar, o Xoras conseguiu abrir o placar. Paulinho mandou cruzado no cantinho e fez 1 x 0. Entretanto, mal deu para a equipe comemorar, pois, em jogada aérea, Dé igualou o placar. Reestabelecida a igualdade, a partida ficou travada, sem muitas chances ofensivas. Aos 16 minutos, o Bonde dos Abelhas levou perigo em lance de escanteio em que Vi veio de longe e testou firme, mas por cima do arco.
Aos 21 minutos, surpreendendo, Maca pegou de primeira cobrança de lateral e acertou a trave. Ele, novamente, levou perigo em chute de longe que acertou as duas traves; na sobra, Ricky mandou para fora. Após atacar tantas vezes, de forma merecida, o Bonde dos Abelhas virou com Vi, que venceu o arqueiro rival mandando no contrapé. No finalzinho, o Xoras teve um gol de cabeça anulado por falta que aconteceu antes da jogada do gol.
A partida bem balanceada no primeiro tempo gerava boas expectativas para a segunda etapa. E, na volta do intervalo, parecia que o Bonde ia disparar no placar quando Vi fez 3 x 1. Foi a deixa para o Xoras pedir tempo técnico. O jogo voltou um tanto quanto morno, sem muitas jogadas de perigo. A coisa só foi pegar fogo por volta dos 15 minutos, Ric levou perigo em bola parada, mas Coqueiro fez boa defesa. Dois minutos depois, Alê pegou bem na bola e acertou um chute cruzado que morreu nas redes e mudou o placar para 3 x 2.
O Xoras inflou em campo e foi para cima nos últimos dez minutos. Em chute de longe, Dudu soltou o pé, mas Coqueiro pegou bem com a perna. Alguns minutos depois, Paulinho desviou um chute que ia para fora e matou Coqueiro, deixando o placar igual em 3 x 3.
O finalzinho foi muito pegado. Os ânimos ficaram à flor da pele. Ambas as equipes reclamavam muito com os árbitros, só para variar um pouco. Pegadas e discussões verbais aconteceram e com elas mais dois gols.
Em lance polêmico, Cris fez o quarto do BDA, em chute colocado. Tal gol foi muito reclamado pelo elenco do Xoras, pois os atletas afirmavam que houve falta no mesmo lance do gol. Gol validado e BDA na frente. Pouco tempo depois, depois de tentar acertar adversário com um soco, Coqueiro fez pênalti infantil e claríssimo caindo propositalmente na perna do atleta do Xoras após jogada aérea. Bola na marca da cal e Paulinho para a cobrança. O camisa 17 converteu, marcou seu terceiro gol na partida e e encerrou os 50 minutos num empate emocionante.
Com este resultado, ambas as equipes somaram um ponto. O Xoras segue em 8º, com a mesma pontuação do TCM, que também empatou. O BDA cai para 5ª lugar depois de ser líder nas rodadas iniciais. O próximo compromisso do Xoras é contra o Diabos Negros, enquanto a equipe do BDA pega o Ras Time, do goleador Ritolê, que fez 9 gols contra o Zenite na última partida.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 7ª RODADA
My Balls 5 x 1 Fora de Série
MY BALLS GOLEIA FORA PARA ASSUMIR A LIDERANÇA
Resultados da rodada ajudaram equipe de D’Alonzo a chegar à ponta da tabela e agora ter de apenas vencer os dois lanternas para comemorar acesso à Ouro
Por Douglas Almasi Santos
Jogando com extrema competência e objetividade, o My Balls não tomou conhecimento do Fora de Série e aplicou um categórico 5 x 1. De quebra, a equipe aproveitou os tropeços dos rivais diretos na luta pela vaga na Ouro e assumiu a ponta do Grupo B – ficando bem próximo da principal divisão do Chuteira de Ouro, há dois jogos do encerramento da primeira fase. “A rodada, para nós, foi perfeita. Chegamos aonde queríamos”, declarou Marcelão, camisa 9 da equipe ao fim do jogo.
O começo mostrou certo equilíbrio, digno de duas equipes que buscavam a dianteira no grupo. O primeiro a atacar foi o Fora: Renatinho recebeu na esquerda e chutou cruzado, mas a bola foi para fora com muito perigo. Na sequência, o My Balls respondeu com Fernando Souto, chutando forte pelo lado direito da quadra, mas a bola saiu por cima. Bruno Valdívia também tentou para o My Balls, mas parou na defesa de Porps, bem colocado no centro do gol. O Fora teve outra chance antes de ter um ‘apagão’, novamente com Renatinho, que chutou colocado, mas Gabriel colocou a escanteio.
A partir deste momento só houve uma equipe dentro de quadra: o My Balls. Com agressividade nas jogadas de ataque, o time sufocou o adversário e abriu 3 gols de vantagem antes do fim da etapa primeira. Bola lançada na área e Pedrinho apenas desviou, inaugurando o placar. Logo em seguida, a cobrança de lateral passou por toda extensão da área e chegou pingado até Batata, que aplicou uma meia-bicicleta e acertou o canto direito de Porps, que nada pôde fazer. E Nó teve duas oportunidades para liquidar a fatura. Na primeira, ele chutou – da intermediária – de bico, mas a bola saiu. Na segunda não teve jeito: o camisa 16, com categoria, marcou mais um, anotando 3 x 0 ao My Balls.
Na volta do intervalo, o Fora não parecia ter forças para reagir. Isso porque o My Balls não diminuiu a pressão. Nó recebeu o passe pela direita e encheu o pé, mas a bola saiu. O time de Du Formiga tentou responder, dessa vez com Argentino: o colete número 8 recebeu na entrada da área e arriscou, só que Gabriel estava com os reflexos em dia e espalmou de forma espetacular a escanteio. Mas o esboço de reação foi suprimido na sequência, quando Paulinho Caieiro foi acionado, gingou na frente do zagueiro e, de perna direita, chutou para marcar um bonito gol. Seria a ducha de água fria nas pretensões do Fora, que, com 4 gols de desvantagem, queria apenas um avanço no relógio para que o prejuízo não aumentasse.
Rica, um dos poucos destaques individuais do Fora, tentou dirimir o placar quando antecipou um lançamento ao ataque do My Balls, avançou e soltou a bomba, mas Gabriel espalmou a escanteio. O Fora de Série aproveitou um relaxamento do adversário e partiu ao ataque. Bruninho recebeu na esquerda e chutou cruzado, mas Gabriel estava atento e defendeu. Depois, Masson arriscou o chute, Marlon salvou a tentativa em cima da linha, mas, no rebote, Rezende fuzilou a meta adversária e marcou o gol de honra.
Porém, o My Balls tinha todo o controle da situação. Em contra-ataque, a bola chegou no lado esquerdo até Pedrinho que chutou, mas Porps fez a defesa. E, em seguida, Pipi chutou e o arqueiro aceitou, não segurando uma tentativa aparentemente fácil de interceptar, dando números finais em 5 x 1 ao jogo.
Com a goleada, o My Balls ultrapassa É Verdadeee, Mercenários e Império Celeste na tabela e agora dá as cartas no Grupo B, com 15 pontos diante de 14 e 13 dos três adversários acima citados. O time tem tudo para consolidar a tão sonhada vaga à Ouro, já que enfrentará dois times que estão na luta para escapar do rebaixamento: Bacaninha e NGM. “Estamos com pegada, com vontade. Ninguém tira essa vaga de nós”, desafiou o camisa 9 do My Balls, Marcelão.
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