Atual campeão da Bronze, time abusou da rapidez e qualidade na criação das jogadas para concretizar vitória, logo na estreia na Prata
Por Tamires Paulino
O jogo entre Cachorro Velho e Bonde dos Abelhas teve como principal característica o dinamismo. Com muito toque de bola, tabelas e boa visão de jogo por parte dos jogadores, os times mostraram todo o seu entrosamento. Cris e Dé deram um exemplo quando o quesito foi tabelar – e se adicionarmos Vi a essa equação, teremos os principais fatores das triangulações do BDA.
Apesar de toda essa qualidade de passe, vários lances foram parar fora do gol. Um deles, de Giggio, passou por cima da meta, após chute da entrada da área. Aos 20 minutos, no entanto, o gol (finalmente) saiu dos pés de Dé, o que esquentou o jogo que, se comparado com sua primeira metade, ainda prometia (e muito).
Pouco tempo depois, Kavanha cobrou falta pela lateral direita em cima da barreira. Em seguida, a primeira grande tabela entre Cris e Dé dá resultado: os dois trocaram passes pelos flancos e meio de campo, até a bola ficar com Dé. Ao tentar tocar para Leandrinho, que estava na entrada da área, o jogador foi travado, mas Dé, que espertamente já havia se posicionado atrás dele, conseguiu retomar a posse de bola, chutando no canto direito na saída do goleiro. Um belo gol para marcar o empate do jogo e a ida para o segundo tempo.
Após o intervalo, os times voltaram ainda mais inspirados, e o nível do jogo foi muito superior. O goleiro Botana mostrou-se bastante atento e preparado quando foi requisitado. No primeiro lance, Maca fez cruzamento forte à frente do gol. Botana interceptou e jogou a bola para a lateral direita. Depois, Cris desviou cruzamento para o gol, e novamente o goleiro estava lá. A primeira finalização do Cachorro veio com Giggio: ele cobrou falta da intermediária que passou por cima do gol, longe da meta.
A próxima chance do Bonde dos Abelhas, no entanto, não seria desperdiçada: Dé cobrou falta a poucos passos da ponta da área pelo lado esquerdo, a bola passou pela barreira obtendo um leve desvio em Tonhão e foi parar no canto direito do gol. O Cachorro Velho mal teve tempo de sentir o gol, e Morcego já ampliava o placar, de calcanhar: 3 x 1, um placar difícil de virar, mas, como diz a Lei de Murphy, não há nada ruim o suficiente que não possa piorar.
Um quarto gol estava a caminho e não muito distante cronologicamente falando. Ricky, Dé e Vi, que estavam impossíveis, fizeram o belo quarto gol do Bonde, a partir de triangulação rápida que terminou nos pés de Dé. Ele cruzou e a bola ia entrar, mas Vi terminou de empurrá-la para as redes. A equipe do Cachorro Velho, então, gastou seu pedido de tempo. Faltavam 10 minutos para o fim do jogo, o que ainda deu ao Bonde mais 3 chances de gol.
A primeira, com Bruno, veio de um chute direto de seu campo de defesa; a bola foi por cima do gol, mas assustou o goleiro Botana. Depois, Dé cobrou falta à média altura, e ela foi parar à esquerda do gol. Por fim, Vi deu cavadinha caprichosa da lateral direita por cima do gol.
Na próxima semana o Bonde dos Abelhas, líder do grupo, enfrentará o Acidus, sétimo. Já o Cachorro Velho tem como próximo adversário o Primatas, segundo colocado do Grupo A.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
NGM 3 x 0 Bacaninha
SEM MUITA DIFICULDADE, NGM BATE BACANINHA
Equipe que chegou à Prata às vésperas do torneio mostra que não quer ser mesmo coadjuvante e já despacha Bacaninha. Caio Ribeiro e Memé foram os destaques
Por Alex Araújo
No jogo de abertura do Grupo B do VII Chuteira de Prata, duas equipes oriundas da Bronze se enfrentavam. E no duelo que repetia a semifinal bronzeada passada, o NGM venceu o Bacaninha com tranquilidade, vingando-se da eliminação naquela competição. Mais uma vez a estrela de Caio Ribeiro brilhou, além de Memé, que guardou mais um e segue firme como terceiro maior artilheiro da história do Chuteira.
O primeiro tempo não começou com muitas emoções, mas já se via que a equipe do NGM estava mais ligada. Mostrava-se superior em campo, mas não convertia isso em gols. O Bacaninha, agora sem Lê Leme mas com Yanes, levava perigo em alguns momentos. Porém, o gol não saiu e ao longo do primeiro tempo o NGM foi encontrando seu caminho. Já no finalzinho da primeira etapa, Caio Ribeiro abriu o placar depois de receber bola cruzada pela esquerda e bater tirando do goleiro. Era o 1 x 0.
Na segunda etapa, o NGM foi consolidando seu controle sobre o adversário. O Bacaninha tentava reagir e criava, sim, alguns lances de perigo, principalmente com o camisa 7, Marcos Leorte, que estava se movimentando muito bem. Ao mesmo tempo, para conter o ímpeto do time, a equipe pegava pesado nas faltas. Assim, Yanes e Juliano foram amarelados e deixaram a equipe com um a menos por alguns minutos.
Se o Bacaninha tentava, não era diferente do outro lado. Todo ataque laranja era lance de perigo. Praticamente todos terminavam em chute a gol. O goleiro do Bacaninha, Kiko teve de trabalhar muito e fez várias defesas difíceis, mas, com tantos chutes, uma hora a bola tinha de entrar. E foi a bola de Memé que venceu o arqueiro. O camisa 9 recebeu a bola na área, dividiu e conseguiu tirar do goleiro. 2 x 0.
Após o segundo gol, a partida continuou igual. O Bacaninha chegava esporadicamente, mas o goleiro Farillo sempre respondia à altura quando era requisitado. Do outro lado, um bombardeio ao goleiro Kiko. O ataque chegava com muita facilidade na cara do goleiro, mas Kiko saía bem do gol e fechava o ângulo, mas um rebote foi fatal. Ele defendeu chute, mas a bola caiu nos pés de Edmar, que só teve o trabalho de empurrar para o gol vazio. 3 x 0 e vitória tranquila, sem grandes emoções nem grandes destaques, a não ser pelo goleiro do Bacaninha, que, apesar de ter sofrido três gols, fez muitas defesas. Se não fosse por ele, sua equipe estaria afundada num belo saldo de gols negativo.
O NGM, com saldo de três gols, está na liderança depois dessa primeira rodada. A equipe vai tentar repetir o bom futebol contra o Império Celeste, do destaque Pedro Guedes, na próxima rodada. O Bacaninha pega o É Verdadeee e tenta dar uma respirada, porque o saldo de menos três gols não ajuda muito.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Med Taubaté 4 x 3 Diabos Negros
MED VENCE DIABOS EM JOGO DINÂMICO E RECHEADO DE GOLS
Apesar de ter de recorrer às faltas e sem reservas, Med segura Diabos e começca bem campanha de volta à Ouro
Por Tamires Paulino
O bom jogo entre Med Taubaté e Diabos Negros definitivamente veio reforçar o quão esse Chuteira de Prata estará disputado. De um lado, os doutores provaram que também sabem jogar futebol; do outro, um adversário rápido e dinâmico, que sabe como tratar bem a bola. Resultado? Um jogo realmente digno de se assistir, com um placar cheio de alternativas.
O Med começou testando o reflexo do goleiro Marco. Primeiro, Maurício cobrou escanteio e Marcel desviou de leve a trajetória da bola, o que mesmo tão sutilmente poderia ser fatal, mas Marco conseguiu fazer a defesa. Depois, Javier tomou bola na lateral direita, avançou em velocidade pelo meio e chutou ao gol. O goleiro espalmou para a linha de fundo.
Quem não estava muito no clima de tudo isso era a estrela principal: a bola. Aos 5 minutos de jogo, os jogadores tiveram que fazer uma pausa para achar uma bomba e enchê-la. Sorte que os precavidos médicos haviam trazido uma em meio a sua bolsa de instrumentos e aparatos. Pronto, agora o jogo podia prosseguir.
Passada essa interrupção, o Diabos finalmente chegou ao gol adversário, e em grande estilo: Leal passou por dois marcadores pelo meio, tocou de lado para Zuppo na lateral direita e ele chutou caprichosamente rente ao travessão. Porém, o Med não perdoaria esse erro ao voltar a atacar, abrindo o placar com Javier, que cabeceou a bola à meta após cruzamento. Em seguida, Aníbal cobrou falta ensaiada do bico da área à frente para Bruninho na linha de fundo, este então cruzou e acabou fazendo o gol. Resta saber se foi intencional ou sorte mesmo.
Com dois gols de desvantagem, o Diabos cresceu e foi atrás do resultado, não resignando-se em momento algum. Tal atitude deu resultado, pois pouco depois da metade do primeiro tempo, Leal recebeu um passe meio adiantado à frente e ele, acreditando no lance, correu ,e ainda conseguiu dar um leve toque na bola com a ponta da chuteira – o suficiente para tirá-la do alcance do goleiro, diminuindo para 2 x 1.
O Med previa esse crescimento do Diabos e sabia que tinha que aumentar o placar se não quisesse sofrer o empate. Assim sendo, Aníbal cobrou falta na ponta direita da área e a bola passou novamente rente ao travessão, quase no ângulo. A próxima finalização, no entanto, correspondeu às expectativas: após cruzamento, Javier desviou a bola para o gol, novamente dando à sua equipe a vantagem de dois gols. Antes do apito, o Med ainda teve mais uma chance de marcar, mas Maurício desperdiçou passe recebido dentro da área chutando para fora. O mesmo não aconteceria com Chagas, do Diabos. Ele recebeu a poucos passos da entrada da área e chutou com certa força ao gol, deixando seu time apenas um tento atrás do time de Taubaté antes do intervalo.
O segundo tempo começou ainda mais disputado, pois o Med não queria ceder o empate e, ao mesmo tempo, o Diabos mostrava-se cada vez mais perto dele. Uma jogada meio chocante visualmente marcou essa metade da peleja: Aníbal, que seguia pela lateral esquerda com a bola, tomou uma entrada que o fez ir de cara na grade de proteção da quadra e arrancou suspiros de aflição dos presentes. O jogador levantou-se relativamente rápido, mas que deve ter doído, ah, deve!
Mas, para falar de coisas boas, a jogada de Javier que veio pouco depois foi perfeita: ele recebeu de costas para o gol e deu um voleio ao mesmo tempo em que virava o corpo para encontrar a bola. O goleiro defendeu o que seria um belíssimo gol. Javier, porém, muito persistente deixou o seu gol logo em seguida: ele deu um chute de fora da área e, com a ajuda de um ‘montinho artilheiro’, que enganou feio o goleiro, marcou o quarto gol de sua equipe.
Enquanto isso, sem nunca desistir, o Diabos teve uma ótima chance de marcar seu terceiro gol. O goleiro Marco deu um ótimo lançamento para Boris, que mandou de cabeça para o gol, a bola bateu na parte de dentro da trave e voltou às mãos do goleiro, deixando apreensivos os jogadores do Diabos, que não puderam gritar gol – pelo menos dessa vez.
Como dito anteriormente, o jogo foi muito corrido e dinâmico, e por diversas vezes o Med teve que recorrer às faltas para conseguir parar o adversário. O problema é que eles estouraram esse limite de faltas e foram punidos. Cadú cobrou a penalidade e marcou o terceiro gol do Diabos e último da partida, segundos antes do apito final do árbitro.
No fim de semana, o Med Taubaté, terceiro colocado no grupo A, enfrenta o Xoras, penúltimo; já o Diabos Negros, oitavo, tem pela frente o Ras Time, quarto.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
É Verdadeee 2 x 2 Fora de Série
FORA E É VERDADEEE FICAM NO EMPATE
Equipes protagonizaram jogo pouco empolgante, com polêmica no fim. Resultado acabou sendo justo
Por Alex Araújo
Um 2 x 2 sem sal. Foi isso que É Verdadeee e Fora de Série fizeram na rodada de abertura da Série Prata. Os gols saíram mais em erros da defesa do que ataques bem trabalhados. O novato Masson, pelo Fora, fez os dois tentos de sua equipe – e da partida –, mas o EV foi guerreiro, como de costume, e arrancou o empate, com Rodrigo Carlos e Gavião. Ao fim, a igualdade ficou de bom tamanho e nenhum perdeu na estreia.
O jogo começou com ambas as equipe não mostrando muita vontade. Ataques um tanto ineficientes, quase nada criativos, o que salvava as pouco organizadas defesas. No decorrer do primeiro tempo, o Fora de Série, reestreando na Prata após a queda da Ouro, começou a agredir mais. O zagueiro King, do É Verdadeee, para variar, era destaque e foi um dos melhores do primeiro tempo, muito bem na marcação e com boas subidas ao ataque. Mesmo assim, o sistema defensivo rubro branco não estava se entendendo muito bem. O primeiro gol do jogo comprova isso: ataque do Fora de Série, os dois zagueiros foram para o mesmo lado. Ninguém fez a cobertura, a bola foi para o meio, para Thiago Masson, que, dentro da área, cara a cara com Reyna, só tirou do goleiro e abriu o placar.
O erro não acordou o EV, pois, mal deu tempo de digerir o gol sofrido, a bola foi recuada para Reyna, que saiu jogando com a defesa perigosamente pelo meio. Resultado: o time perdeu a bola e aí ficou fácil para Masson, mais uma vez, tirar de Reyna e estufar as redes. 2 x 0.
O time de King só podia fazer uma coisa a partir dali: correr atrás do prejuízo. Até deu uma melhorada no fim do primeiro tempo, com Porps, goleiro do Fora, fazendo algumas boas defesas, mas nada que modificasse o placar. E o segundo tempo começou da mesa forma que acabou o primeiro. Com o É Verdadeee buscando mais o gol, e o Fora de Série tentando se manter no ataque, mas sem muito sucesso. E o time mais antigo da Prata, jogando a série desde sua primeira edição, conseguiu enfim balançar as redes. Rodrigo Carlos recebeu a bola pelo meio e bateu bem para diminuir.
A partir daí, o jogo ficou mais equilibrado, e até mais divertido. A defesa do Fora se acertou quando Argentino melhorou no jogo. O É Verdadeee se mantinha mais no ataque, mas não conseguia criar chances claras de gol. Já a defesa parou de errar, mas quem trabalhou mais foi o arqueiro. O ataque do Fora de Série chegava no ataque e já buscava espaço pro chute. Reyna teve que fazer algumas boas defesas.
O final do jogo foi marcado por dois lances polêmicos. Em cobrança de escanteio, Gavião subiu e desviou para empatar o jogo. O adversário gritou por “mão na bola”, assim como a torcida. O árbitro Renato Oliveira chamou a responsabilidade e disse que viu diferente. Gol legal, jogo empatado.
Últimos minutos, confusão na área do É Verdadeee, a bola acaba desviada e acerta o travessão, pinga no chão e sai. Se entrou ou não, difícil saber com certeza, mas o jogo acabou ali, num empate que acabou sendo justo.
Na próxima rodada, o É Verdadeee tenta a vitória contra o Bacaninha, que perdeu para o NGM e precisa dos 3 pontos para não se distanciar da disputa. O Fora de Série, por sua vez, encara o Império Celeste, que vem com a moral alta depois de bater o My Balls.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Primatas 3 x 1 Xoras
PRIMATAS RECOMEÇA VIDA NA PRATA COM TRIUNFO
Time contou com a pontaria (e desvios no meio do caminho) para conseguir vitória sobre Xoras
Por Tamires Paulino
São pouco mais de 15h30min. e já é possível ver a bandeira com o mascote mais simpático do Chuteira devidamente presa nas grades da quadra. Ao som de “Run The World (Girls)” que tocava nos altos-falantes do Playball, Primatas e Xoras entraram em campo.
Tão movimentado quanto a trilha sonora foi o começo do jogo: logo de cara, Carioca lançou à área, a bola enganou o goleiro e foi entrando. A zaga ainda tentou tirar, mas já era tarde. A chance de empate do Primatas veio a seguir, quando Lithio cobrou falta ensaiada da entrada da área para Gus, mas ele provavelmente faltou ao ensaio, pois furou e a bola foi para a linha de fundo. O Xoras, que não perdia tempo, teve chance de ampliar o placar logo a seguir, quando Ric chutou de longe, a bola desviou e quase “matou” o goleiro, que conseguiu fazer a defesa, ainda que segurasse a bola feito uma batata quente. Falando em desvio, o próximo lance do Xoras, protagonizado por Mingo, também teria destino semelhante, pois a bola bateu no joelho de um defensor ao longo do caminho. Contudo, diferentemente do primeiro lance, dessa vez o goleiro Vitinho fez a defesa com segurança.
Depois de algum tempo em que o Xoras atacou mais, o Primatas engrenou e o gol saiu: bate-bate na área após cruzamento, Tieppo entrou de carrinho e fez o gol, aproveitando sobra.
A partir daí, o jogo ficou um pouco mais equilibrado, mas o primeiro tempo já estava prestes a terminar. Antes, porém, cada uma das equipes teria uma chance de finalizar, mas só uma delas seria bem sucedida. Primeiro, Dudu chutou do meio de campo e o goleiro, meio adiantado, espalmou. A seguir, Ricardo também chutou de longe, mas acertou, colocando o Primatas, de virada, à frente no placar – pouco antes do apito do árbitro.
Após a volta dos times a campo, o Xoras atacou mais – pelo menos na primeira metade desses últimos 25 minutos. Na primeira jogada, Boca deu um bonito voleio na frente do gol, o goleiro espalmou para o lado, dando o rebote para Carioca, que tentou fazer o mesmo, mas mandou a bola para fora. Pouco tempo depois, Dutra bateu falta pelo meio do campo em cima da barreira. A primeira chance do Primatas veio pouco depois, quando Lithio, também em cobrança de falta, mas pela lateral esquerda, teve boa chance de fazer o terceiro gol do Primatas, mas o goleiro do Xoras, Sérgio, se agachou e espalmou.
A melhor chance do Xoras veio na metade do tempo, quando Ric chutou da lateral direita, próximo à intermediária, a bola veio rasteira e, com a ajuda de um ‘montinho artilheiro’, encobriu o goleiro, que havia caído para realizar a defesa. Apesar do susto, a bola saiu pela linha de fundo.
A equipe do Primatas, então, gastou seu pedido de tempo – talvez para esfriar o clima. A tal pausa deu resultado: os últimos lances que efetivamente levaram perigo ao gol – três – foram do Primatas – e uma delas resultou em gol. Primeiro, Rafinha recebeu passe à frente e chutou muito próximo à trave, na saída do goleiro. No lance seguinte, porém, a bola iria morrer na rede: Feco chutou de longe e a bola (mais uma vez contando com um desvio) entrou, o que fechou a conta. Nando ainda chutaria da lateral direita e a bola passaria rente ao travessão antes do apito final.
Na próxima semana o Primatas, segundo do grupo A, joga contra o Cachorro Velho, enquanto o Xoras enfrenta o Med Taubaté, terceiro colocado.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
My Balls 5 x 6 Império Celeste
IMPÉRIO COMEÇA APRONTANDO E DERRUBA FAVORITO MY BALLS
Time imperial se supera na base da raça para segurar o time do habilidoso Paulinho. Guedes, com quatro gols, foi o destaque individual
Por Alex Araújo
Muitos já disseram que o Império Celeste, oriundo da Bronze, não seria mais que um coadjuvante na Prata, lutando até para não cair. A contar o que se viu nessa 1ª rodada, quando derrotou um dos favoritos ao título, o My Balls, a equipe mostra que não será bem por aí que as coisas vão rolar... A tarde inspirada do seu camisa 10, Pedro Guedes, garantiu um jogo emocionante em que a Celeste do Chuteira venceu por 6 x 5.
No entanto, quem começou melhor foi o My Balls. Conseguindo se manter por mais tempo no ataque, mostrava porque é um dos favoritos ao título. Logo o goleiro Gamarra teve que trabalhar e mostrar serviço. A pressão não era tão forte assim, mas representava bem o que é o jogo do MB: toque de bola, paciência e bote certeiro. Assim, não tardou para o gol sair. Paulinho Caieiro mostrou toda sua habilidade e avançou pela esquerda, pedalou pra cima do zagueiro, fez o corte e bateu sem chance para o goleiro. 1 x 0.
Porém, se parecia que uma goleada do MB viria a seguir, não passou de apenas uma impressão. O momento não durou muito. Após falta de Fernando Souto em Quevas, e uma suposta agressão, uma breve confusão generalizada tomou conta do campo, mas a bola logo voltou a rolar, sem cartão pra ninguém. Tudo ficou na base do papo. A confusão pode ter desestabilizado o My Balls, pois, logo em seguida, o Império Celeste passou a tomar conta da partida, tanto que chegou à igualdade ainda no primeiro tempo. Com oportunismo, o artilheiro Zukauskas deixou o dele ao aparecer na área pra completar cruzamento rasteiro.
O My Balls podia ter ido para o segundo tempo caso Paulinho tivesse convertido em gol uma chance clara criada no fim do primeiro tempo. Ele chegou na cara de Gamarra e tentou colocou no ângulo. A bola, de fato, iria morrer ali se não fosse a intervenção providencial de Gamarra, que tocou nela e mandou para escanteio.
No segundo tempo o Império Celeste ainda começou jogando melhor. Du e Guedes colocaram a equipe em boa vantagem. O primeiro recebeu na entrada da área, matou no peito e mandou para as redes. Já o camisa 10 celestial estava apenas começando a mostrar seu cartão de visitas. Ele se mostraria, a partir dali e sem sombra de dúvidas, o melhor em campo. Apresentava-se no ataque com oportunismo e ajudava muito a defesa.
Paulinho, mais uma vez, diminuiu para o My Balls, mas Guedes tratou de esfriar os ânimos adversários mais duas vezes em curto espaço de tempo, dando folga para a equipe. E ambos muito similares e em contra-ataque que encontrava o atacante no segundo pau para marcar. Mas, na metade final, em disputa de bola, Quevas chocou-se contra a parede, batendo a cabeça, e acabou levado ao hospital. Ele tomou 4 pontos e já passa bem, informa a direção do Império.
A partida recomeçou depois de um bom tempo paralisada, e, com a equipe celeste um pouco abatida. Aproveitando a apatia azul, Robgol acertou dois belos chutes de fora da área, praticamente do meio de campo, um atrás do outro, trazendo o My Balls de volta ao jogo. 5 x 4.
Porém, de novo ele, Pedro Guedes, sacramentou a vantagem imperial e deu sossego no placar para sua equipe. Ele fez 6 x 4, era seu quarto gol na partida. Batata, do My Balls, que vinha jogando bem, com velocidade e criando boas jogadas de perigo, ainda diminuiu mais uma vez a diferença, mas de nada adiantou, pois a equipe não teve tempo de buscar o empate.
Agora, o My Balls vai ter que correr atrás pra conseguir a vitória sobre o Roleta Russa, que também perdeu na estreia, na próxima rodada. O Império Celeste buscará manter o bom começo contra o Fora de Série, vem de empate com o É Verdadeee.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Acidus 3 x 3 Zenite
ACIDUS MOSTRA PODER DE REAÇÃO E EMPATA COM ZENITE
Time de Zé Bahia chegou a abrir dois gols de vantagem, mas, apesar da tarde inspirada de Ballestero, Acidus alcançou o empate
Por Tamires Paulino
Qualquer coisa poderia ser dita do jogo entre Acidus e Zenite, menos que faltou vontade de vencer para ambos os lados. As equipes entraram em campo com sede de gol e vitória, mas uma delas – o Zenite – conseguiu ser mais eficiente no começo da partida, o que fez com que o Acidus tivesse de correr atrás. O problema, aliás, foi duplo: eles ainda tiveram que lidar com o ‘paredão’ Ballestero, que resolveu atrapalhar os planos do time verde-limão.
Tudo começou com Joãozinho, um dos destaques do Acidus na partida, que resolveu testar Ballestero logo de cara, chutando da ponta direita da área ao gol, mas o goleiro esticou-se todo e conseguiu desviar a bola por cima do travessão. Depois, foi a vez do Zenite fazer sua primeira grande finalização – e o primeiro balde de água fria nos ânimos verdes: Zé Bahia, da ponta esquerda da área tocou para P.O que, de chapa, mandou a bola alta ao gol, marcando 1 x 0.
No caso do Acidus, o papel de fazer gols fica em grande parte para Caballero. O problema é que, pelo menos no primeiro tempo da partida, ele não estava vivendo sua melhor tarde. Thomas, logo após o gol, tocou para ele que, posicionado embaixo do travessão, enrolou de modo inexplicável e perdeu o gol. Na verdade, ele não chutou e nem tocou, perdendo gol incrível e ouvindo do outro lado do campo os berros desesperados do técnico Lucas.
O Zenite respirou aliviado e fez jus ao ditado de “quem não faz, leva”. Zé Bahia, da ponta esquerda da área, chutou, a bola passou em frente ao gol e entrou no canto oposto. Definitivamente não era a tarde de estreia que os azedos queriam.
Porém, o Acidus, que já era só ataque, virou mais ainda, aprontando um bombardeio para cima de Ballestero. Joãozinho era o mais atrevido, chutando de vários cantos da quadra e sempre com perigo. Ainda no primeiro tempo, Caio Ferin recebeu pela ponta esquerda e chutou em diagonal à direita do gol. Depois, porém, a finalização deu certo. Entretanto, a bola só entraria após Ballestero fazer outro de seus milagres e expalmar para o meio. A bola sobrou para Joãozinho fora da área, que chutou meio mascado e a bola foi pingando para dentro do gol. 2 x 1.
Eles não puderam comemorar muito, no entanto, já que, logo em seguida, Bob, em lance muito semelhante ao do primeiro gol, marcou o terceiro do Zenite – o segundo balde de água fria jogado no adversário. O Acidus ainda tentaria, sem sucesso, marcar o segundo gol ainda no primeiro tempo. Isso em cobrança de falta de Thiago Bim, mas os dois desvios que a bola sofreu em seu percurso não a tornaram indefensáveis para Ballestero.
No segundo tempo, o Acidus melhorou muito e o jogo teve outra cara. Logo de cara, Caballero recebeu lançamento livre à frente, mas a bola bateu em sua cabeça e ele a perdeu de vista. Depois, Thomas cobrou falta e Ballestero, atento, espalmou a bola para longe. Joãozinho também tentou após receber em velocidade pela lateral direita. Ele chutou e a bola bateu na trave. Era um indício de que o melhor estava por vir.
Novamente Joãozinho, novamente uma defesa de Ballestero: o camisa 6 do Acidus chutou de longe e o goleiro prontamente espalmou a bola para cima, porém, não contava que, quando a bola voltasse, encontraria Caballero, que a cabeceou desajeitado para marcar o segundo gol de sua equipe. O Zenite, então, resolveu gastar seu pedido de tempo.
Passada a interrupção, o Acidus continuou atacando, não caindo no truque de esfriar o clima utilizado pelo adversário. Lói foi ao ataque e Ballestero impediu o empate. O Acidus passou a tsabalhar melhor a bola no campo de defesa à espera de um buraco para entrar no campo adversário. O Zenite era só defesa, todos em sem campo, e ao retomar a bola era acionar Zé Bahia pela esquerda. Em jogadas assim o time levava perigo e até forçaram o goleiro Fellipe a praticar duas grandes defesas.
Porém, a tarde reservava uma igualdade mais do que justa pelo que mostrava em campo o time limão. Já praticamente nos acréscimos, Louiz lutou e conseguiu cruzar uma bola em cima da linha lateral para a área. Para os jogadores do Zenite, a bola atravessou toda a linha lateral. Para o árbitro, não. Saindo ou não, a bola voou e encontrou Caballero, que chutou de primeira e cravou o empate do Acidus, para comemoração geral. Do outro lado, muita reclamação e xingamento para a arbitragem.
O Zenite ainda podia ter saído com a vitória, pois Joaozinho e Caballero fizeram o favor de tomar cartão amarelo praticamente ao mesmo tempo, deixando o Acidus com dois a menos. Mas o tempo se esgotou e no 3 x 3 o jogo ficou.
Pela 2ª rodada, neste sábado, o Acidus enfrenta o Bonde dos Abelhas, líder do Grupo A pelo saldo. Já o Zenite encara o TCM, que também vem de empate.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Maciota´s 3 x 1 Joga 13
EM DIA INSPIRADO DE GOLEIRO, MACIOTA’S BATE JOGA 13
Vitória foi conquistada na base do contra-ataque e da atuação praticamente impecável de Diego Leonardo, que fechou o gol, especialmente no segundo tempo
Por Alex Araújo
Com dois de Jerry e um de China, o Maciota’s levou os primeiros três pontos para casa na abertura da Série Prata. A vitória só foi possível graças à atuação de seu goleiro, Diego, que segurou o ataque do 13 com muita eficiência e só foi vazado em cobrança de pênalti.
O jogo começou com o Joga 13 atacando mais, principalmente com o reestreante Lele, de volta ao 13 após temporada discreta no CAV. Porém, o time parecia pouco focado. O Maciota’s, mesmo desfalcado, era mais cuidadoso, jogava mais na “manha”. Como resultado, não tardou a abrir o placar, com o oportunismo de seu camisa 9, Jerry, completando passe dentro da área.
O Joga 13 sentiu o gol, o que só piorou a sua atuação em campo. Tanto que o mesmo Jerry apareceu mais uma vez pra ampliar a vantagem. Ele recebeu a bola na intermediária e acertou um chutaço.
Perdendo, só restava ao 13 atacar. O time até levava perigo ao goleiro, mas em muitas oportunidades perdiam a paciência de trabalhar a bola e chutava a gol de qualquer lugar. Ao menos os chutes eram perigosos, mas a tarde era de Diego Leonardo. O goleiro do Maciota’s estava inspirado, nada passava por ele.
No final do primeiro tempo, Kaio interceptou uma bola com a mão, dentro da área. Amarelinho pra ele e penalidade máxima para o 13. Era a oportunidade de diminuir e ir para o segundo tempo mais motivado. Doce bateu e converteu.
A segunda etapa foi bem diferente da primeira. O Maciota’s entrou focado em se defender. Sentindo essa postura do adversário, o Joga 13 foi crescendo e atacando. Todo ataque terminava em chute a gol, mas para a sorte do Maciota´s a estrela do goleiro ia brilhando e muito. Foi na etapa derradeira que Diego fez as defesas mais difíceis, entre elas um chute forte no pé da trave que ele foi buscar. O Joga 13 ainda se precipitava demais em alguns momentos, com chutes de longa distância, mas definitivamente jogava melhor que no primeiro tempo.
Porém, nesses casos, a máxima prevalece: quem não faz, toma. Num contra-ataque rápido, China desviou a bola dentro da área e fechou o placar. Mesmo com um 3 x 1 contra, o 13 continuou insistindo, mas a tarde não era da turma do também repatriado Rodrigo. Numa bola que encobria o goleiro, a defesa conseguiu salvar em cima da linha. Kaio ainda “tentou” dar mais um pênalti para o adversário, mas errou por poucos centímetros. Falta perigosa em cima da linha e bomba para cima do goleiro. E ele pegou mais uma! No último minuto, Lele ainda acertou uma bola no travessão.
Com o resultado, o Maciota’s larga mais uma vez bem no Chuteira e é líder do Grupo B ao lado de Mercenários e NGM, perdendo apenas no saldo de gols. O 13 mostrou que seu ataque continua poderoso, e com a volta de Lele a eficiência deve ser maior que no semestre passado. Na 2ª rodada, o Joga 13 pega o líder NGM, enquanto o Maciota’s enfrenta o também líder Mercenários.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 1ª RODADA
Ras Time 4 x 4 TCM
RAS E TCM EMPATAM EM JOGO DE TALENTO INDIVIDUAL E PLACAR ELÁSTICO
Ritolê e Matheus foram destaques em suas equipes; TCM chegou a estar dois gols atrás no placar
Por Tamires Paulino
O último jogo da tarde pelo Grupo A, entre Ras e TCM, foi uma partida em que prevaleceu o talento individual. De um lado, destacando-se desde a última edição do Chuteira de Prata, Ritolê; do outro, Matheus e Daniel criavam jogadas e colaboravam muito para a boa exibição do time. Aliás, o técnico do Ras explicou pouco antes da partida que “a base do time foi mantida”, mas que “alguns reforços também chegaram para complementar”.
A primeira jogada de perigo do jogo saiu dos pés de Iasi, que bateu falta para o Ras. A bola não adquiriu muita velocidade, ficando fácil para Zé Roberto tirar e cabeça. Já para o TCM a chance veio com Alex, que bateu de longe à esquerda do travessão.
O primeiro gol da partida não demoraria a sair, mas não ocorreria da melhor forma possível, uma vez que saiu de um lance totalmente evitável por parte do TCM: em lance de disputa de bola, a mão de Thiago acabou batendo no olho de Ritolê, dentro da área. Ritolê mesmo bateu a penalidade, colocando o Ras na frente.
O TCM resolveu sair de trás e atacar mais, e a primeira chance pós-gol adversário veio com Matheus, que girou na entrada da área e bateu; Cipó defendeu. No entanto, Ritolê, no próximo lance, já colocaria o Ras ainda mais à frente, marcando o segundo. O TCM, ainda com a mesma postura, diminuiria com Daniel, que aproveitou rebote do chute de Alex, vindo da lateral direita, e que bateu no travessão e em cima da linha, voltando aos pés do camisa 4, que não perdoou.
Entretanto, o TCM sequer pôde comemorar, pois no último lance do primeiro tempo, Ritolê, mais uma vez, marcou, dessa vez depois de chute vindo da lateral direita que foi morrer no canto esquerdo do goleiro. Era o terceiro gol do também camisa 4 do Ras (já podia pedir música!).
No segundo tempo, o jogo foi bem mais disputado e não deixou de ter vários gols, já que nessa partida também teve destaque o placar elástico. Logo no começo, só para reforçar o anteriormente dito, Clebinho desviou chute vindo do meio da quadra para o gol, colocando seu time um pouco mais próximo no placar: 3 x 2. Mas só após o lance seguinte chegar, eles finalmente comemoraram um pouco mais aliviados: após o goleiro Cipó render rebote, Alex, no lugar certo, na hora certa, aproveitou e empatou o placar – que antes mostrava-se tão desfavorável. Pouco depois o TCM pediu tempo e tentou organizar-se, pois agora sim uma chance de virada estava evidentemente em pauta.
Após essa pausa, Matheus protagonizou boa jogada: ele carregou a bola por alguns passos até a ponta direita do gol, onde disputou com Cipó, que atirou-se a seus pés para tentar impedir que a jogada prosseguisse – deu certo. Melhor para o goleiro. O Ras, então, acordou, e Luquinhas, dono da camisa com o número mais excêntrico da tarde – 420 –, fez bonita jogada pela lateral esquerda. Ele se livrou de dois marcadores, só utilizando-se de jogo de corpo, mas quando foi driblar o terceiro, foi travado lealmente na bola, de modo certeiro.
O fim do jogo ia se aproximando, mas ainda reservava algumas surpresas. Alex teve a chance de colocar o TCM à frente mas, ao receber bom passe à frente de Matheus (o que iniciaria um contra-ataque), escorregou e matou a jogada. Na jogada seguinte, o goleiro Cipó complicaria as coisas para seu time: Matheus aproximava-se perigosamente da área, então, para impedi-lo, o goleiro resolveu aplicar-lhe um carrinho que foi um pouco forte demais – pelo menos visualmente. O árbitro puniu-o com cartão amarelo, e ele teve que desfalcar o time por dois minutos. Ritolê (mil e uma utilidades!) foi para o gol e provou que é melhor jogar na linha mesmo: Matheus cobrou falta à média altura do lado esquerdo e o “goleiro” pouco fez para evitar o tento.
Como parte das surpresas que a partida ainda reservava, o lance mais bonito viria agora. Vasques entrou na área e foi carregando, deixou dois marcadores no chão, depois freou e enganou o goleiro, que se juntou aos marcadores anteriormente driblados, tendo o gol livre para receber a bola que chutou no alto, com força. Um golaço que marcava o empate do jogo novamente. No último lance antes do apito final, Ritolê cobrou escanteio e Macaulin quase acertou, de cabeça, o canto esquerdo do gol, mas a bola foi parar na linha de fundo.
Na próxima semana, o Ras, quarto do grupo A, enfrenta o Diabos Negros; já o TCM, quinto, tem pela frente o Zenite, sexto colocado e último na zona de classificação.
VII CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 1ª RODADA
Mercenários 3 x 1 Roleta Russa
MERCENÁRIOS COMEÇA BEM LUTA PELA OURO
Com grande atuação de Guto, autor de dois gols, e um de Tulio, Mercenários leva a melhor sobre Roleta Russa
Por Alex Araújo
O Roleta até que começou bem o jogo, trabalhando a bola, não errando muitos passes e demonstrando bom entrosamento mesmo com uma equipe renovada daquela que caiu para a Prata no semestre passado. Porém, essa não foi a tônica durante todo o jogo, pois a falta de eficiência no último passe, naquele que coloca o atacante em condições de fazer o gol, prejudicou e impediu que o resultado fosse melhor.
E foi o Roleta que inaugurou o placar. Guto cometeu falta praticamente no meio de campo. O zagueito Marcão foi para a cobrança direta, não ligando para a distância. E não é que ele acertou um balaço? Com a ajuda do goleiro Allyson, que aceitou, o zero foi tirado do placar.
Com o gol, o Mercenários deu uma acordada. Rodrigo participava bastante do jogo, e a bola começou a rodar mais. Ainda no primeiro tempo, numa jogada pela direita de Rodrigo, a bola foi cruzada na área, o zagueiro furou, o goleiro não pegou e, em meio à confusão, a bola encontrou Guto, que só teve o trabalho de empurrar a bola para dentro. Era o empate, resultado que foi levado para o segundo tempo.
O jogo era de poucos chutes a gol e visivelmente o Roleta foi perdendo ritmo. Ao mesmo tempo, o sempre empolgado e vibrante Mercenários estava mais acordado e começava a dominar as ações da partida. Assim foi a segunda etapa. E coube a Guto liderar seu time rumo à primeira vitória na Prata. Mais participativo, trabalhava e fazia tabelas com Dezinho. A dupla foi responsável pelos principais momentos de perigo do Mercenários.
Foi de uma tabela entre Guto e Dezinho que o time de preto chegou ao segundo gol. Em mais uma jogada pela direita, com o goleiro batido no lance, o camisa 10 só empurrou para o gol e virou o placar. A partir daí, a equipe apertou a marcação e não deixou o Roleta chegar. A marcação até foi apertada demais em dados momentos, tanto que o capitão Kazu levou cartão amarelo em jogada mais forte. Mesmo assim, o Roleta não conseguia jogar. O que passava pela defesa do Mercenários não passava por Allyson, que, fora o gol sofrido, respondeu bem quando foi requisitado.
O único que ainda conseguia produzir alguma coisa pelo Roleta era Raphael Ferreira. Além de ajudar bastante na defesa, sempre que pegava a bola, o 10 partia pra cima e criava algo. Com boa movimentação, participou bastante no segundo tempo, mas nada que fizesse o time tirar o 1 do placar.
No entanto, sua recompensa pela boa atuação não foi nada gratificante. Bollito cometeu falta dura no próprio Raphael e levou cartão amarelo. Já era fim do jogo e a falta era perigosa. O camisa 10 foi para a cobrança, ensaiada, com um toque curto. Porém, o passe foi fraco demais. Tulio interceptou e partiu em contra-ataque, com o Roleta todo no campo de ataque. O camisa 5 partiu sozinho e só teve o trabalho de tirar do goleiro. 3 x 1 e jogo decidido.
Pela 2ª rodada da Série Prata, o Mercenários tem pela frente outro que venceu na estreia, o Maciota’s, enquanto o Roleta Russa tem uma das missões mais difíceis do grupo – enfrentar o My Balls após este ter saído derrotado. Eis um jogo entre duas equipes tidas como das mais fortes do grupo já numa primeira decisão. Quem perder já pode ficar 6 pontos atrás do líder e até dar adeus à briga pela vaga na Ouro direta pelo grupo.
Comentários (0)