OPALAS DOMINA A SEGUNDA ETAPA, MAS PARA NA DEFESA DO INVICTUS
Sem Ragazzo, o Invictus abriu dois gols de diferença e se fechou. Destaque para o goleiro Henrique, que salvou várias tentativas dos amarelos
Por Vinny Rodrigues
Sob um calor paulistano de queimar carecas, Invictus e Opalas entraram em campo buscando os primeiros três pontos na competição. Disposto a sair para o jogo, o Opalas começou arriscando alguns chutes de longe e tentando usar a boa estatura de seus jogadores para conseguir um arremate de cabeça em jogadas de bola aérea. Destaque para Raphinha, defensor do Opalas, que gerava perigo neste tipo de lance.
Mesmo desta maneira, quem saiu na frente no placar foi o Invictus. Em boa jogada pela esquerda, Bento puxou a bola para o meio do campo, visando o passe, mas decidiu arrematar. Sem chances para o goleiro Kadu, que viu ela entrar no seu canto direito.
A partir daí, as ações dentro de campo começaram a ficar equiparadas. Não era por menos. Precisando de um gol para igualar a partida, o Opalas precisou sair um pouco mais de trás. Em uma boa chance, Rubão tentou com a perna esquerda e obrigou Henrique a usar o seu reflexo.
Aproveitando-se dos contra-ataques, Brunão recebeu passe em velocidade pela direita e foi derrubado por Léo Chaves. Na cobrança de falta, um dos jogadores mais antigos (e polêmicos) do Chuteira colocou a bola nas redes. Mutssa partiu para o arremate e acertou a gaveta. Falha do goleiro Kadu, que acreditou no cruzamento e deixou o placar ainda mais favorável ao Invictus: 2 x 0. O tempo corria.
A segunda etapa não demorou a chegar e um novo jogo começou junto com ela. Com uma proposta completamente diferente da primeira etapa, o Opalas começou a arriscar chutes de longa distância e a usar seus dois melhores jogadores para tentar mudar a história do jogo. Por todo o segundo tempo Fernandinho e Parasmo foram perigosos em suas chegadas. O primeiro, mostrando habilidade, comandava as investidas tentando buscar algum espaço. O segundo tentava fazer o trabalho de pivô, mas se viu bloqueado pelo capitão do Invictus, Edgard.
O meio de campo do Opalas tentava furar o arqueiro Henrique, que ia segurando o que vinha em sua direção. No geral eram chutes de longe que exigiam que o goleiro se esticasse para impedir o primeiro gol dos amarelos.
Do outro lado o Invictus só teve duas chances reais de gol. Novamente com os autores dos gols. Bento, apagado no segundo tempo, recebeu passe alto de Dennis e tentou mais um longo arremate, sem pontaria. Em seguida foi a vez de Mutssa tentar em cobrança de falta, dessa vez defendida pelo goleiro.
Quando o placar parecia definido, aos 18 minutos da segunda etapa, Fernandinho colocou fogo na partida. Em lance rápido (digno de Ronaldinho Gaúcho no Atlético Mineiro), o camisa 10 se aproveitou da sonolência da defesa do Invictus e dominou um belo passe que veio da lateral e arrematou com muita violência. Henrique ainda chegou a tocar na bola, mas ela passou por entre seus dedos e morreu no fundo das redes. 2 x 1.
Como era de se esperar, o Opalas foi para o “tudo ou nada”, para pelo menos sair com pelo menos um ponto. Depois de bate e rebate dentro da area, o ataque amarelo chutou, a bola passou pelo goleiro Henrique, mas em cima da linha Moacyr salvou o que seria o gol de empate.
Depois desta grande oportunidade do Opalas, não houve tempo para mais nada. Com a primeira vitória, o time de Edgar e companhia soma seus primeiros 3 pontos e tem pela frente o Camaro, que busca se recuperar de derrota da estreia. Enquanto isso, o Opalas faz o caminho inverso e vai enfrentar o embalado Camelo, que venceu o Cachorro Velho na primeira rodada.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Camelo 3 X 1 Cachorro Velho
CAMELO VENCE CACHORRO VELHO DE VIRADA
O time de Jaka começou perdendo, mas conseguiu a virada no segundo tempo, em tarde inspirada de seu goleiro
Por Luis Fernando Saninana
Depois de realizarem péssimas campanhas no último Chuteira, Camelo e Cachorro Velho estrearam sob forte calor, tentando iniciar a nova temporada com os 3 pontos. Quem se saiu melhor foi o Camelo, que, apesar de sair atrás no placar, soube conquistar a virada e o bom resultado.
A partida começou com o time da pizzaria no ataque. Danilo Fernandes teve a primeira chance, mas chutou na rede pelo lado de fora. O Cachorro Velho não deixou por menos e tentou com Barbieri. O chute da entrada da área saiu mascado e o goleiro Henrique desviou.
O arqueiro foi exigido novamente em um chute de fora da área de Giggio. Na terceira chance de gol do time da PUC, Henrique não pode fazer nada. Depois de um chutão do campo de defesa, a bola sobrou dentro da área para Thiaguinho, livre, abrir o marcador.
O Camelo não se abateu e foi para cima do adversário. Jaka teve duas oportunidades de empatar. Primeiro arriscou um chute de longe, que foi por cima do gol. Na segunda tentativa, o camisa 10 fintou pela meia esquerda, mas finalizou novamente sem pontaria. Seu companheiro de time, Danilo Fernandes, também tentou em chute pela esquerda, mas parou na defesa do goleiro Botana.
Vencendo pela vantagem mínima e sofrendo pressão, o Cachorro respondeu com Giggio. O número 7 do CV, que deu trabalho para o adversário durante todo o jogo, avançou pela direita e tentou o chute cruzado, que parou mais uma vez em uma defesa de Henrique.
A partida foi muito equilibrada até o final do primeiro tempo. Porém, quem teve as duas últimas grandes chances foi o Camelo. A primeira parou na defesa de Botana e a segunda foi um chute de Kadu para fora, que levou muito perigo. A marcação de ambas as equipes prevaleceu até o fim da primeira etapa e os times não conseguiram criar mais.
O segundo tempo começou igual terminou o primeiro. A forte marcação não deixou as equipes criar grandes chances. O primeiro a levar perigo foi Jaka, do Camelo, que da meia esquerda, chutou por cima do gol.
Em uma desatenção da defesa do Camelo, Barbieri quase aumentou após cobrança de lateral pela esquerda. O camisa 8 apareceu livre na segunda trave e pegou de primeira, obrigando o goleiro a fazer uma bela defesa. O lance pareceu sacudir o time da pizzaria.
Depois de quase levar o segundo gol, o Camelo acordou, foi para cima, passando a dominar a partida. Não demorou muito e Cainho, em chute cruzado pela direita, deixou o placar igualado. Jaka quase virou em finalização de longe que passou muito perto do gol. Khalil também teve sua chance, livre na entrada da área, mas mandou por cima.
Foi um bombardeio do Camelo. De tanto insistir Danilo Fernandes virou o jogo para o Camelo em um chute forte pela esquerda: 2 x 1. Mesmo com a virada, o time vermelho e branco continuou no ataque.
Jaka, infernizando a defesa adversária, tentava de todo jeito deixar o seu. O camisa 10 bateu rasteiro de fora da área, mas Botana fez boa defesa. Quem também tentou de fora da área foi Guelo. O jogador foi mais feliz que Jaka e a bola foi parar no fundo do gol.
Os dois gols de vantagem fizeram com que o time desse aquela tradicional relaxada. Isso fez com que o Cachorro Velho voltasse para o jogo. Em cobrança de falta ensaiada, Henrique evitou que Giggio diminuísse o placar.
Aliás, os dois fizeram um duelo à parte. Contudo, o arqueiro do Camelo levou a melhor em todas. Na última chance da partida, o camisa 7 do time da PUC parou novamente em Henrique, que foi buscar no canto o chute rasteiro. Final de jogo, com uma bela demonstração das duas equipes, que parecem recuperadas das campanhas medíocres no último Chuteira.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Rabisco 2 x 6 Bacaninha
RABISCO SOFRE APAGÃO E É GOLEADO PELO BACANINHA
A equipe fazia uma partida equilibrada contra o time de Marcelão, mas os minutos finais jogando mal foram cruciais para a derrota
Por Luis Fernando Saninana
O calor ainda era forte quando Rabisco e Bacaninha entraram em quadra pelo terceiro jogo do Grupo B. De um lado, o time vinho, que quase chegou ao Chuteira de Prata na semana passada, sendo derrotado pelo Absolutos na partida que valia o acesso. Do outro, o Rabisco, que apesar de deixar para trás o nome Irado’s, não se livrou da instabilidade e das derrotas.
A partida começou truncada com uma forte marcação de ambas as equipes. Isso acabou impedindo que os times criassem chances claras de gol. Mas foi justamente o Bacaninha quem teve a primeira oportunidade de marcar. Luciano Henrique, pela ponta esquerda, chutou para Oga desviar com a ponta dos dedos. A resposta veio instantes depois, com Ozil acertando o travessão após chute cruzado de Yuri.
O susto fez com que o Bacaninha melhorasse na partida. Tanto que conseguiu inaugurar o placar com Luciano Henrique. Depois de um chute de fora da área em que o goleiro Oga rebateu, o camisa 16 pegou o rebote para fazer 1 a 0 no placar. Ele próprio teve a chance de ampliar o placar de cabeça, mas o arqueiro mandou para escanteio. Quem não perdeu oportunidade foi Lê Leme, que acertou o ângulo esquerdo de Oga em batida de falta: 2 x 0.
Os dois gols fizeram o Rabisco acordar. Yuri era a referência no ataque. Em cobrança de escanteio, o camisa 11 quase diminuiu de cabeça, mas a bola foi por cima do gol. Na segunda vez que tentou de cabeça, Yuri não desperdiçou. Após lateral pela direita, ele cabeceou e contou com o desvio do adversário para diminuir o prejuízo em 2 a 1. O próprio quase conseguiu o empate chutando de fora da área, mas a bola desviou no meio do caminho e foi para fora.
O primeiro tempo acabou bem na hora em que o Rabisco era melhor na partida. Já o início da segunda etapa começou igual ao primeiro. Um jogo truncado em que o Bacaninha teve a primeira chance. Lê Leme quase deu a vantagem de dois gols novamente após uma boa cabeçada, mas a bola foi por cima. Se Oga não desviasse com a ponta dos dedos o chute da intermediária pela esquerda de Simões, mais uma vez o Bacaninha teria uma folga no placar.
O jogo era equilibrado e um erro poderia ser fatal. Então as equipes se fecharam atrás e a solução foram os chutes de fora da área. Erik Rabisqueiro foi um dos que tentou e a bola passou muito perto do gol. Yuri também tentou, mas sem sucesso. Pelo lado do Bacaninha, Murilo Corrêa mandou à direita do gol.
Como os chutes não estavam funcionando, a solução foram as bolas aéreas. Em uma cobrança pela esquerda, Murilo antecipou na primeira trave, mas cabeceou para fora. O lance seguinte foi muito parecido, mas pelo lado direito. Dessa vez o camisa 9 do Rabisco não perdoou e empatou.
Só que não houve muito tempo para comemorar. Três minutos após o empate, em um lance muito parecido com o gol de Murilo, Gabriel Henrique se antecipou em um escanteio pela direita e desviou com o pé para colocar o Bacaninha novamente à frente do placar.
O Rabisco sentiu o golpe e não conseguiu mais criar. Em um contra-ataque, a zaga só assistiu Caio Cesar e Gabriel Henrique tabelarem. O camisa 5 do Bacaninha só teve o trabalho de empurrar a bola para o fundo do gol.
A única alternativa para o Rabisco foi ir com tudo para frente, mas com a zaga desprotegida. Oga evitou que Marcelão fizesse o quinto chutando da ponta direita, mas não conseguiu evitar que Lê Leme marcasse 5 a 2, após um bom contra-ataque. Dois minutos depois, Luciano Henrique, na esquerda da área, só empurrou para o gol, fazendo o sexto do Bacaninha.
Antes do término da partida, Ozil ainda tentou diminuir o prejuízo, mas de cabeça acertou o travessão mais uma vez. Final de partida, com uma goleada do time de Marcelão, que mostrou vir forte para esse Chuteira de Bronze. O Rabisco, que jogou de igual pra igual boa parte do jogo, tentará na próxima partida, não repetir os persistentes erros.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 1ª RODADA
Roleta Russa 9 x 5 Camaro
SOB DILÚVIO, ROLETA RUSSA GOLEIA CAMARO
O experiente time não teve dó do estreante Camaro e aplicou um 9 a 5, mesmo com a chuva forte no final da partida
Por Luis Fernando Saninana
O calor já havia passado e as nuvens carregadas começavam a chegar quando Roleta Russa e Camaro começaram a jogar pelo Grupo B. De um lado, uma experiente equipe, que, apesar de reformulações, vem para sua 14º participação no Chuteira. Do outro, um estreante que chega com moral, após ser campeão da Taça Verão.
O Roleta mostrou seu cartão de visita com Folha, da entrada da área, chutando e levando perigo. O Camaro não deixou por menos e tentou mostrar que não chegou à toa ao título da Taça Verão, que lhes deu a vaga para o Chuteira de Bronze. Alexei, cobrando falta pela intermediária, obrigou o goleiro Edu a desviar a bola com a ponta dos dedos.
Com o começo empolgante de ambas as equipes, o gol não demorou a sair. Caio Henrique acertou um belo chute da intermediária no canto esquerdo de Sbragia, abrindo o placar para o Roleta. Não deu nem tempo de comemorar e Rebolo empatou a partida após receber a bola livre e tocar para o gol aberto.
O gol de empate logo na sequência não abateu o Roleta. Caio Henrique quase desempatou cobrando falta rasteira, mas Sbragia apareceu para fazer bela defesa. O goleiro só não conseguiu defender o chute cruzado pela direita de Thales, que colocou o Roleta na frente novamente.
O Roleta queria matar logo o jogo e continuou no ataque, até que Alemão usou a cabeça após cobrança de lateral para fazer 3 a 1. Os dois gols sofridos em dois minutos não abalaram o Camaro, que, pouco depois, diminuiu a vantagem para 3 a 2 com Paulinho chutando de longe.
Camaro e Roleta estavam sempre criando jogadas e mais um gol poderia sair a qualquer momento. Foi justamente o que aconteceu. Caio Henrique, pela esquerda, fez o quarto do RR, o sexto gol da partida, em apenas 15 minutos de jogo.
Com dois gols de desvantagem, o Camaro foi obrigado a sair mais para o ataque. Paulinho tentou da entrada da área, mas mandou para fora. Santoro recebeu na esquerda da área, se esticou todo e de carrinho finalizou. Edu, bem posicionado, defendeu.
A exposição custou caro ao Camaro, que levou três em sequência. Ceron, pela direita, fez o quinto. Folha, livre dentro da área, driblou o goleiro e fez o sexto. Ainda teve tempo para Thales fazer 7 a 2 antes do término da primeira etapa.
O segundo tempo começou morno, sem a mesma pegada do primeiro tempo, com o Roleta administrando os cinco gols de vantagem. Mesmo assim o RR conseguiu chegar ao oitavo gol com Alemão fazendo de dentro da área. Um minuto depois Paulinho descontou para o Camaro com um chute de fora da área.
Quem achou que o Roleta iria se acomodar se enganou. Em cobrança de escanteio Folha desviou de cabeça e acertou a trave. Depois foi a vez de Ceron chutar de longe obrigando Sbragia a defender.
A chuva veio forte e começou a alagar algumas partes da nova quadra, que tem o curiosíssimo gramado laranja. O goleiro do Camaro acabou sofrendo com uma dessas poças d’água. O lado direito de sua área estava alagado quando uma bola foi recuada. Ao tentar se livrar da bola, foi traído pela poça, que parou a pelota. Ceron pegou a sobra e quase marcou o nono, mas chutou para fora.
A forte chuva não deixou com que as equipes jogassem futebol. O Roleta diminuiu o ritmo e o Camaro aproveitou. Paulinho, o jogador mais perigoso do Camaro, tentou de fora da área e Edu espalmou. Como as jogadas pelo meio não davam certo, a alternativa vista pelo Camaro então foram as cobranças de laterais. Na primeira, pela direita, Thiaguinho, conseguiu desviar para o fundo do gol. Na segunda cobrança, pelo mesmo lado, Pedrão bateu cruzado para diminuir o placar. Folha ainda chegou a fazer o último do Roleta, e decretou o placar final de jogo: 9 a 5.
Sob o temporal que encerrou a partida, o Roleta Russa deu as “boas vindas” ao estreante Camaro, que na próxima rodada tentará se recuperar da goleada sofrida contra o Invictus.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Roleta Russa Clássico 3 x 1 No Bid
ROLETA CLÁSSICO ESTREIA SEM SUSTOS
Mais experiente e entrosado que seu adversário, time de Guaraná passa sem dificuldades pelo estreante No Bid
Por Rafael Ruiz
O placar de 3 x 1 conquistado pelo Roleta Russa Clássico demonstrou claramente as diferenças entre os dois times durante o jogo. O Roleta, mais experiente e entrosado, não encontrou dificuldades para fazer o resultado e mostrou que, dessa vez, pode sonhar com o acesso e deixar para trás a campanha passada - onde terminou próximo à zona de rebaixamento. Já o No Bid conheceu a realidade do Chuteira de Ouro, bem diferente de disputar uma taça.
A partida começou com o Roleta Clássico, de branco, impondo-se e mostrando aos novatos que eles não teriam vez no confronto. Logo aos 24 segundos já apresentou o seu cartão de visitas, em um boa jogada entre Brunão e Cabelo, terminando com o arremate do primeiro, passando perto da meta defendida por Rabinovici. Em seguida, em outra investida, Leandro recuperou a bola e rolou para Brunão chutar forte e marcar o primeiro do Clássico nesta edição.
Aos 5 minutos, em outra chegada, o camisa 13 Brunão fez boa jogada pela direita e chutou forte. O goleiro não segurou e, no rebote, Bob marcou o segundo tento, dando maior tranquilidade ao Roleta Clássico, que poderia administrar o resultado, uma vez que o No Bid, até aquele momento, não havia conseguido chegar ao gol de Guaraná devido à forte marcação de Giu e cia. na defesa. Defesa que somente aos 9 minutos conseguiu ser furada. MTFS, aproveitando vacilo da zaga, roubou a bola e, de frente com Guaraná, acabou desperdiçando ótima oportunidade. O camisa 93 chutou em cima do goleiro, que saiu bem de sua meta.
O jogo era disputado embaixo de um forte calor, algo que acabou diminuindo a intensidade das equipes. Tanto que somente aos 19 minutos outra chance de gol aconteceu. Dessa vez com Guaraná cobrando falta, mas seu chute forte e no meio esbarrou na boa defesa de Rabinovici, colocando para escanteio. Antes do apito do árbitro, o Roleta teve outras duas chances claras de gol, ambas com Leandro. O camisa 29, na primeira, recebeu na intermediária, aplicou boa finta e chutou. A bola passou muito perto. Na segunda contou com a participação de Zizou, que roubou a bola e rolou para o companheiro, livre de marcação. Porém, ele acabou chutando em cima do goleiro, que fechou bem o canto.
Veio a segunda etapa, e pareceu que nada mudou. O Roleta Clássico ainda dominava as ações em quadra. Tanto que, logo no início, já chegou com perigo, outra vez com Leandro. Ele recebeu bonito passe de Giu, que cruzou toda a área até o atacante, mas este acabou esbarrando em Rabinovici. Dois minutos depois veio o susto. Brunão perdeu a bola no meio para Rodrigo. O camisa 12 avançou, abriu a marcação e arrematou forte e no alto, sem chances para Guaraná.
Foi o primeiro gol da equipe no Chuteira e que acordou o Roleta Clássico, que vinha administrando o resultado. Tentando responder rapidamente, a equipe de branco fez bela triangulação com Brunão, Leandro, e terminando com Fifo, que só não marcou porque a defesa se recuperou e cortou o lance na hora do chute.
O confronto era mais disputado. O time de laranja parecia ter se encontrado na partida, uma vez que, em outra tentativa, por pouco não empatou. A bola chutada por David, do meio de quadra, parou na boa defesa de Guaraná - que segurou não dando rebote.
Ao 15 minutos, o castigo para o No Bid. O Roleta, que só atacava na boa e desperdiçava boas chances de contra-ataque, dessa vez foi mortal, aproveitando-se de uma falta cometida por Cauê em Leandro. No lance, a bola acabou estourando na barreira e se perdeu pela linha de fundo. Na cobrança de escanteio efetuada por Zizou, a bola chegou em Brunão. O camisa 13 tentou duas vezes até marcar. Primeiro de cabeça, parando na boa defesa do goleiro; em seguida, no rebote, o atacante empurrou às redes. Melhor em campo, ainda deu tempo para Guaraná, por pouco, não deixar o seu. O goleiro chutou e a bola explodiu no travessão.
Com o fim do jogo, o Roleta Russa Clássico mostrou bom futebol e sonha com o acesso para a Prata - se mantiver o ritmo. Sua próxima partida será contra o Toque me Voy – que, por conta da chuva no fim do dia, não fez sua estreia. Já o No Bid espera, no próximo jogo contra o Corleone, ter dias melhores na competição e mostrar por que merece estar na Bronze.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Peneira 5 x 1 TNT
PENEIRA SURPREENDE NA ESTREIA E GOLEIA TNT
Estreante na Bronze, campeão da Taça Primavera goleia o tradicional TNT com direito a ‘hat- trick’ de Anderson Silva
Por Rafael Ruiz
Com bom toque de bola e uma equipe ajustada, o Peneira não sentiu o peso da estreia na Bronze e goleou por 5 x 1 o TNT. De quebra, somou seus 3 primeiros pontos na competição e prova que um time advindo da Taça pode, sim, fazer boa campanha ante rivais já acostumados com o Chuteira de Ouro. Já o TNT, que conta com o retorno de Luiz Pane, deve sofrer nesta temporada.
Logo nos 5 primeiros minutos deu para perceber como seria a partida. O Peneira jogaria com a bola nos pés e realizaria um jogo bem envolvente, afinal, possuía jogadores muito rápidos e habilidosos. E, logo de cara, o camisa 10, Anderson Silva, escorou para Udo Neto que girou e bateu forte, mas parou no defensor. Em outra jogada parecida, Udo Neto, por pouco, não marcou sem querer. O camisa 11 dominou já armando para o chute, que desviou em Régis e quase entrou, enganando Ronaldo Fernandes. A equipe preta, tentando se encontrar em campo e diminuir a pressão do adversário, atirou-se ao campo adversário e, em sua primeira chegada, quase marcou com Dudu. O chute passou perto.
A partida era favorável ao Peneira que era quem levava perigo, principalmente com Anderson Silva, Luciano Borges e Juninho que infernizavam a defesa do TNT. Aos 5 minutos, em uma roubada de bola, Luciano Borges avançou e armou para o chute, mas a defesa conseguiu cortar o arremate. Em outra chegada, dessa vez com Anderson Silva, ele aproveitou uma saída errada da defesa adversária, roubou e rolou para Juninho finalizar, mas a bola foi defendida por Ronaldo Fernandes que deu rebote, porém, a zaga conseguiu afastar o perigo.
A equipe vermelha era soberana e parecia não sentir o peso da estreia na Bronze. Tanto que, outra vez, apareceu cara a cara com o goleiro. Mais uma vez com Juninho, que tabelou com Anderson Silva, deixando-o livre de marcação para chutar a gol. Porém, parou em outra defesa de Ronaldo Fernandes.
Quando a primeira etapa se encaminhava para o seu fim, ainda teve tempo para Willian Conceição experimentar do meio de quadra e quase fazer um golaço. Mas, esbarrou de novo no goleiro que espalmou para escanteio. Após a cobrança, a zaga afastou já armando o contra-ataque. Ele foi puxado por Cid, que rolou para Fefo chutar fraco, facilitando a defesa de Oscar Velasquez em dois tempos. Em rápida resposta, o Peneira foi mortal: a bola chegou em Anderson Silva que, de frente para o gol, não perdoou e fez o primeiro gol da historia de sua equipe no Chuteira de Ouro. Dois minutos mais tarde, foi a vez de Willian Conceição marcar o segundo. Ele recebeu belo passe de Jorge de Souza e, sozinho, só conferiu para o gol.
Veio a segunda etapa, e a impressão que se tinha era de que as coisas não mudariam, uma vez que, logo de cara, Henrique Soares chutou de longe e por pouco não faz um golaço. Ronaldo Fernandes espalmou colocando para escanteio. Em rápida resposta, o TNT quase marcou sem querer. Após saída errada da defesa, a bola rebateu em Cid e, por pouco, não entrou, a bola chegou a raspar na trave. O jogo ficou mais equilibrado e com muitas chances dos dois lados. Dessa vez foi a vez de Henrique Soares tabelar com Dorico. O camisa 8 perdeu grande oportunidade livre de marcação. Depois com Mario de Souza experimentando o goleiro adversário, que praticou bonita defesa. O TNT, que até então não conseguia criar grandes oportunidades, conseguiu levar perigo com Dudu – que arriscou e obrigou Oscar Velasquez a fazer boa defesa, colocando para escanteio.
Porém, o jogo era favorável ao Peneira que, em rápidas jogadas, criava muitas dificuldades à defesa adversária. Assim, aos 14 minutos, conseguiu marcar mais um gol, outra vez com Anderson Silva. O camisa 10 recebeu de Willian Conceição e chutou forte, sem chances para o goleiro. Mal havia saído o terceiro tento e o Peneira já marcava o quarto. Em vacilo do TNT na defesa, o time de vermelho apertou a saída de bola, que chegou ao camisa 10. Dessa vez ele girou sobre a marcação e fez.
O time de preto parecia ter sentido os gols, afinal, por pouco Juninho não marcou. O camisa 19 fez boa jogada e chutou, a bola bateu na trave e saiu. Tentando diminuir o prejuízo, o TNT conseguiu o seu gol. Após Dudu brigar pela bola, o camisa 9 avançou e chutou embaixo do goleiro e fez. No entanto, já era tarde para a sua equipe. Mesmo porque, em seguida, no último lance da partida, Juninho fez bela jogada, na qual passou por dois marcadores e, com muita categoria, chutou colocado no canto e deu números finais.
Com o fim do jogo, o Peneira mostrou um futebol envolvente e se manter a pegada pode ser uma das surpresas nesta edição. Próximo confronto do time é contra o Xoras. Por outro lado, o TNT, se sonha com o acesso, precisa colocar a casa em ordem e reagir logo na próxima partida contra o Allianza Sagrado.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Corleone 2 x 2 Allianza Sagrado
EM JOGO EMOCIONANTE, CORLEONE E ALLIANZA FICAM NO EMPATE
Mesmo sem reservas, time de Ricardo Turner por pouco não venceu o Corleone, que, com gol no fim, evitou a derrota
Por Rafael Ruiz
Após bela campanha na edição anterior, quando chegou às oitavas de final, o Corleone - um dos favoritos ao acesso deste semestre -, por pouco não foi surpreendido pelo Allianza Sagrado (que jogou sem reservas) na estreia da Série Bronze. A partida, mesmo com algumas jogadas mais ríspidas, foi movimentada e com emoção até o último minuto – no tempo exato de o Corleone alcançar seu tento de empate. Os dois times provaram que irão brigar pelas primeiras posições do Grupo A.
O confronto começou com o Corleone, de branco, mostrando que queria resolver a partida logo de cara. Tanto que em duas chegadas, por pouco, não fez. Se não fosse a falta de pontaria de Lezão, e em seguida a boa intervenção do goleiro Mussolino no chute de Cainho, o placar já estaria aberto. Após o susto no início, o Allianza chegou com perigo pela primeira vez. A oportunidade aconteceu com Lucas. O camisa 30 recuperou a bola no meio e avançou com ela dominada e arriscou. Seu chute obrigou Manfredine a fazer bela defesa. Em seguida, o time de preto apareceu com perigo, dessa vez depois de boa jogada de Thozinho, que fez bela finta e chutou forte, mas a pelota explodiu na trave e se perdeu pela linha de fundo.
Quando a partida se encaminhava para o fim da etapa primeira, o Corleone, que estava um pouco melhor, conseguiu abrir o marcador. Porém, contou com a colaboração da zaga adversária que, pressionada, acabou perdendo a bola. Ela chegou em Piu que, sozinho, apenas teve o trabalho de empurrar para o gol. Com o tento tomado, o Allianza tentou responder imediatamente, e por pouco não marcou - se não fosse a trave. Dessa vez, depois do arremate de Ricardo Turner, arriscando de trás do meio.
Após essa tentativa, o lance mais bonito do jogo. O goleiro Manfredine fez belas defesas em sequência, depois que a bola ficou rondando a área. O arqueiro realizou ao mínimo duas grandes intervenções até Giu perder grande chance no rebote. No fim, Thozinho, por pouco, não empatou em bela jogada individual. Ele rolou para Danilinho quase marcar, mas a defesa conseguiu cortar.
Veio a segunda etapa e, assim como o primeiro tempo, as equipes voltaram com tudo, ainda mais o Allianza que, atrás no placar, precisava arriscar mais. E foi isso que o time fez logo no início com Ricardo Turner: ele fez boa jogada e chutou cruzado com perigo. Aos 8 minutos, por pouco, o Corleone não se complicou, isso porque ficou com um a menos com a falta e amarelo de Piu. Aproveitando a situação, e o melhor posicionamento em campo, o time de preto quase empatou com Thozinho, que chutou forte e, contando com o desvio, levou grande perigo.
O jogo estava pegado e mais favorável ao Allianza. Em mais uma falta, foi a vez de Fezinho receber amarelo. E, no minuto seguinte, ainda com um a mais, Bruno recebeu a bola, chutou forte e marcou. O gol animou a equipe, tanto que no minuto seguinte conseguiu virar o placar. Dessa vez com Arthur Grimaldi, bem posicionado, aproveitando rebote do goleiro.
Após a virada, o jogo foi mais disputado na base do desespero do Corleone, uma vez que o Allianza, sem reservas e aparentando muito cansaço, não conseguia mais criar grandes chances e apenas ficava defendendo o resultado. Porém, o duro golpe veio depois de muita insistência. O time de branco rodou a área do Allianza, e, depois de um lateral, no último minuto, a bola foi desviada e chegou no segundo poste, onde estava Mamá para apenas empurrou para o gol, dando números finais ao confronto.
Com o resultado os dois times saíram satisfeitos de quadra. O Corleone, apesar de não jogar bem, mostrou muita garra e foi premiado com um gol no fim. Agora, terá pela frente o No Bid, válido pela segunda rodada. Já o Allianza, sem reservas, também mostrou muita garra e superação. Saiu um pouco frustrado com o resultado, mas feliz pelo que foi demonstrado em quadra. Na próxima rodada enfrenta o TNT – que estreou com derrota.
VI CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 1ª RODADA
Xoras 2 x 0 Derrubada
EM JOGO MORNO, XORAS VENCE DERRUBADA
Embate foi marcado pela chuva e pela falta de emoção; Mingo e Ric comandaram a vitória por 2 x 0
Por Rafael Ruiz
Em jogo marcado pela falta de pontaria e pela ausência de grandes emoção, o Xoras soube aproveitar melhorar suas chances e conseguiu largar na frente na Bronze. Mingo e Ric comandaram o triunfo do time, que espera realizar uma campanha melhor em relação à Bronze do semestre passado. Pior para o Derrubada, que mantém sua maré de azar no Chuteira de Ouro. Embora tenha evoluído, o time precisa fazer mais se quiser permanecer na divisão.
O confronto começou meio devagar. Mas, mesmo assim, logo no primeiro minuto, Ric obrigou Henrique a trabalhar. E essa foi a principal chance de gol nos 10 primeiros minutos, uma vez que ambos os lados erravam muitos passes, tentavam jogadas pelo meio, o que tornou o confronto truncado e sem muitas emoções. Consequentemente, não chutavam a gol. Algo analisado pelos reservas e torcida dos dois times, tanto que os dois goleiros eram meros espectadores até aquele momento. E assim foi se desenvolvendo até o meio do primeiro tempo, quando Gabriel, o camisa 12 do Derrubada, recebeu a bola de frente para o gol, porém, chutou por cima da meta de Tatá.
Em outra jogada do Derrubada, por pouco não saiu o gol, se não fosse a forquilha teria sido um golaço. Mas, para sorte do Xoras, a bola se perdeu pela linha lateral. E assim acabou a primeira etapa: empate sem gols. Então, veio o segundo tempo e deu-se a impressão que os dois lados voltaram mais dispostos a vencer. E logo no primeiro minuto parecia replay do começo do jogo, quando Ric fez boa finta e chutou forte obrigando Henrique a fazer bela defesa. Em seguida, a resposta do Derrubada só não aconteceu porque o defensor parou com falta do camisa 12, Gabriel. No entanto, a cobrança foi digna de como se encontrava a partida: sonolenta. A equipe tricolor, ao tentar fazer uma jogada ensaiada, errou o passe e desperdiçou ótima oportunidade na cobrança de falta.
Aos 6 minutos, em uma boa jogada que começou com Gabriel e terminou com Garotto, só não resultou em gol porque o camisa 99 perdeu grande chance. O jogador acabou pegando fraco e facilitou a defesa do goleiro. Como no futebol, quem não faz toma, o Xoras mostrou que essa máxima vale e muito. Tanto que em rápida resposta o camisa 8, Mingo, de falta, chutou forte e marcou o primeiro gol. A bola passou pela barreira e entrou sem chances para Henrique.
Com o gol, era esperado que a partida fosse melhorar, afinal, o Derrubada teria que se atirar para o ataque em busca do empate. No entanto, uma situação complicou: a chuva. A partir do meio do segundo tempo, o clima mudou e o campo passou a ficar encharcado. Além disso, algumas poças se formaram complicando o andamento do jogo. Mas, mesmo assim, o Xoras conseguiu fazer o segundo gol, dessa vez com Matheo. O camisa 18, sozinho, recebeu a bola nas costas da defesa e ainda teve tempo para driblar o goleiro e colocar para o fundo das redes, terminando, assim, com as esperanças do Derrubada, uma vez que a situação do campo já não era favorável, e a chuva só aumentava.
A equipe de Carioca terá na próxima rodada páreo duro: o Peneira. Já o Derrubada terá pela frente outra pedreira: o TáLigado.
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