No contra-ataque, a cachorrada mata o Invictus e segue no topo do Grupo B
Por Renato Malaguti
A despeito de contar com um bom elenco, o time do Cachorro Velho encontrou dificuldades para vencer o Invictus, que começou o jogo na vantagem. O time de Lucas balançou as redes logo no primeiro minuto com Rodrigo: o camisa 9 pegou lançamento de Paulão pelo alto e mandou um chute forte e baixo para vencer Ph, que até espalmou, mas para dentro do gol.
Após o placar ser aberto, a partida seguiu bem disputada no meio, sem muitas jogadas ofensivas. Porém, aos 9 minutos, Giggio, atleta do Cachorro Velho responsável pela maioria das jogadas da equipe, marcou o gol de empate com um chute do meio de campo que enganou Muralha ao pingar e “morrer”. O goleiro foi achando que a bola subiria mais após e pingo e se danou... Era o empate. O camisa 66 dos caninos voltou a oferecer perigo ao rival no minuto seguinte, novamente com um chute de longe. Desta vez, contudo, o petardo saiu fraco, facilitando para Muralha espalmar para escanteio.
O Invictus replicou aos 15 minutos, quando Ricardo aproveitou bom passe e, a partir de um contra-ataque rápido, chutou no canto direito de Ph, que conseguiu rebater para escanteio com as pontas dos dedos. Após a bela jogada, Ricardo se machucou sozinho e saiu com suspeita de entorse de joelho.
Fazendo pressão e jogando com mais técnica, o time da PUC conseguiu a merecida virada aos 19 minutos com uma cabeçada forte de Tonhão no canto esquerdo em cobrança de escanteio que ninguém acompanhou. 2 x 1 para o Cachorro Velho e pane pelo alto do Invictus.
Poucas jogadas de perigo foram realizadas nos últimos cinco minutos da primeira etapa. Aos 22, Brunão perdeu boa oportunidade de marcar graças a boa defesa de PH, que tirou com as pernas a la goleiro de futsal. Além disso, Pi, desperdiçou uma chance clara de gol ao tirar a redonda do pé de Lucas – que estava bem posicionado próximo à banheira rival – prestes a chutar. O resultado foi que ninguém chutou e o Invictus perdeu o empate.
A peleja ficou mais equilibrada no segundo tempo. No primeiro lance, Thiaguinho, do Cachorro Velho, perdeu boa chance na entrada da área ao chutar por cima do arco. Pouco depois, Paulão - que estava fazendo um bom trabalho pela zaga do Invictus - tentou chute de longa distância, mas não pegou muito bem na redonda. Ph espalmou para frente.
Na sequência, Giggio fez seu segundo ao aproveitar uma jogada aérea e chutar, de primeira, próximo à entrada da área, impossibilitando a defesa do goleiro. Todavia, Marquinhos não deu tempo para os filhos da PUC comemorarem: em confusão dentro da área, o camisa 13 do Invictus interceptou a pelota e chutou para o gol de Ph, que acabou espalmando para Rafinha matar com um toque.
Pouco depois dos dez minutos, Paulão cobrou falta com potência no meio do arco cachorrense, obrigando o guarda-metas a mandar para escanteio. A partir deste lance, a partida ficou um tanto quanto monótona, com ambas as equipes atacando sem muito entusiasmo. O Invictus até que chegava, mas na hora da finalização a zaga do Cachorro era mais rápida e travava. Quando não eram os zagueiros, era Ph que salvava.
Nos instantes finais, Chuck fez boa jogada para a armada azul escuro ao cortar para a direita e chutar cruzado. Porém, a finalização saiu fácil para Muralha. Faltando sete minutos para o final, contra-ataque do Cachorro e Pedrinho aproveitou passe de Thiaguinho para ficar cara a cara com o arqueiro do Invictus e fazer o quarto e último do embate.
Antes de o gongo soar, os dois times ainda tiveram chances de anotar mais gols. Entretanto, o Cachorro desperdiçou a cobrança de falta. Em seguida, no último lance da partida, Lucas P. ajeitou para Tico, que pegou mal na bola e acabou jogando longe. 4 x 2 e Cachorro segue na ponta.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B
Camelo 1 x 1 Di Primeira
DI PRIMEIRA E CAMELO FICAM DE NOVO NO EMPATE
Tal qual semestre passado, igualdade mostrou equilíbrio nas ações numa peleja cheia de investidas ousadas
Por Renato Malaguti
Diferente do restante da partida, o início de Camelo x Di Primeira foi empolgante. Mal o embate começara e Renatinho fez a redonda estalar no travessão do Di Primeira com uma cabeçada. Dodô logo revidou com uma pancada de longe que foi em direção ao meio do gol - o que poupou Johnny de se esticar todo para fazer a defesa. O guarda-metas espalmou a redonda com facilidade.
Ambas as equipes criavam boas oportunidades de marcar, mas faltava precisão nas finalizações, tanto que o placar só foi aberto aos 12 minutos, quando Lê dominou e fez a bola subir. De primeira, como o nome de seu time ensina, o camisa 14 chutou no canto esquerdo de Johnny, que pulou, mas não achou.
Após o lance, o jogo seguiu truncado no meio de campo. Os atletas valorizavam o toque de bola na tentativa de sair do emaranhado de jogadores sem sofrer contra-ataques. A vantagem no placar aparentemente deu coragem à equipe branca, visto que esta até arriscou algumas investidas. Entretanto, os atacantes da esquadra não foram felizes na hora de concluir.
No último lance ofensivo da primeira etapa, Marquinhos, do Camelo, conseguiu girar e chutar após cobrança de lateral, mas mandou a gorducha para fora. O segundo tempo começou como o primeiro havia terminado: monótono, sem jogadas bonitas ou lances de perigo. Os cinco minutos iniciais praticamente não existiram. Com exceção da falta de Noal – que foi seguida de muito protesto dos jogadores do Camelo –, não aconteceu nada relevante.
Aos 7 minutos, contudo, Noal injetou ânimo na partida ao soltar o pé e deixar o placar tudo igual. A redonda teve endereço certo no canto esquerdo do goleiro. Logo em seguida, o zagueirão Kazu, que estava muito bem no setor defensivo, perdeu a oportunidade de virar a partida para os escarlates. Ele até mostrou habilidade ao cortar e deixar no chão seu marcador, mas, na hora da conclusão, bateu em cima do goleiro.
Após quase ter tomado o segundo gol, o treinador do Di Primeira pediu tempo técnico para orientar seus jogadores. Para a infelicidade do espectador, a partida voltou ainda mais fraca após o intervalo. O jogo só voltou a esquentar aos 17, quando Fê, do Camelo, em tentativa de longa distância, mandou a bola por cima do arco. Na sequência, Cris perdeu a melhor chance de sua equipe: cara a cara com o goleiro, ele chutou rasteiro e fraco. Carlos Eduardo conseguiu realizar boa defesa com as pernas, salvando seu time.
Incendiando o final da partida, Jaka caiu dentro da área, mas o juiz não marcou nada. Revoltados, os jogadores do Camelo protestaram - a maioria com xingamentos. No meio do bate boca, Kazu perdeu a cabeça e acabou tomando cartão vermelho. O zagueiro camelídeo saiu transtornado da quadra, batendo o portão e reclamando da penalidade não aplicada. Todo esse carnaval acabou por encerrar a partida com uma pequena confusão verbal, que, felizmente, não resultou em pancadaria.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A
Bucets 3 x 1 DPGamos
BUCETS SEGUE FAVORITO E MANTÉM DPGAMOS NA LANTERNINHA
Camisas 9 fazem a diferença no embate: um ao marcar gol; outro ao perder a cabeça e ser expulso
Por Rodrigo Amaral
O embate entre DPGamos e Bucets terminou como o esperado. A despeito de a equipe do técnico Lói ter estreado o marcador, esta se mostrou desacreditada ao longo da partida, virando presa fácil para o fuscão branco, que mais uma vez confirmou o favoritismo no torneio.
Quem começou atacando foi o DPGamos. Aos 4 minutos, Corazza arrancou e chutou de longe, oferecendo perigo ao goleiro Gabriel. O Bucets respondeu em seguida: Tom recebeu dentro da área e chutou em cima de Valentim. O arqueiro da trupe da bomba voltou a aparecer minutos depois, quando espalmou chute de Danilo.
As duas equipes demoraram um pouco para se soltar no jogo. Porém, a timidez das investidas durou até o décimo minuto de jogo, quando o DP inaugurou o placar. Um chute de Paulo Ricardo fez com que o goleiro Gabriel espalmasse a bola. No rebote, Bob sofreu falta dentro da área. O próprio cobrou o pênalti e rompeu o jejum de gols da partida.
Foi necessário o gol do adversário para que o Bucets acordasse. Aos 12 minutos, Danilo meteu a bola na trave em cobrança de falta. O DP respondeu na mesma moeda dois minutos depois, com chute de Corazza na trave. O empate, entretanto, demorou a sair. Foi só aos 18 minutos que, em cobrança de falta, Rodrigo Storch bateu colocado no canto direito do goleiro e igualou o placar.
A virada do Bucets, entretanto, veio a galope. Danilo limpou dois marcadores e chutou para fazer um bonito gol. O lance desestabilizou o DPGamos, sobretudo o jogador Corazza. No minuto seguinte da virada, o atacante recebeu cartão amarelo e, logo em seguida, azul por reclamação. Corazza saiu de quadra, mas voltaria a ser o protagonista – no mau sentido – do embate no segundo tempo.
O ritmo do embate caiu no segundo tempo. Aos 8 minutos, o DP teve uma das raras oportunidades de gol: após cobrança de escanteio, Pablo cabeceou a bola na trave. O meia ainda conseguiu pegar o rebote, mas desperdiçou ao chutar por cima do arco rival.
Lembram de Corazza? Quando o relógio marcou 11 minutos de peleja, o atacante do DPGamos colou na grade e passou a atormentar a vida da arbitragem e da mesária. Por conta disso, a partida teve de ser paralisada por aproximadamente três minutos. Entre xingamentos e muita conversa, o jogador foi acalmado e levado para longe da quadra.
A partida seguiu normalmente. Os poucos lances de gol que surgiram nos últimos minutos vieram dos pés dos bucetianos. Rafa Storch cobrou falta e exigiu boa defesa de Valentim. Aos 14 minutos, foi a vez de Danilo testar o guarda-metas com um chute de fora da área. Na sequência, o mesmo Danilo não deu chance para Valentim e fez o terceiro e último gol de sua equipe.
Antes de o juiz decretar o fim da partida, Rodrigo Storch e Paulo Ricardo levaram cartão amarelo após se enroscarem e se estranharem em um lance. Sem muito mais para oferecer ao espectador, as equipes levaram o resultado até o final. Com o placar de 3 x 1 para o Bucets, as equipes vivem momentos bem diferentes no campeonato: enquanto a equipe dos irmãos Storch segue invicta, com duas vitórias e um empate, o DPGamos de Daniel Fischer segue na lanterna do Grupo B sem nenhum ponto.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A
TCM 3 x 1 É Verdadeee
TCM REAGE E DESENCANTA CONTRA É VERDADEEE
Com “hat-trick”, Zé Roberto garante a primeira vitória da equipe amarela
Por Rodrigo Amaral
Após um minuto de silêncio em respeito ao falecimento do pai de um jogador do É Verdadeee, o juiz apitou o início da partida. As equipes começaram o primeiro tempo jogando de maneira apática e pouco ousada. A timidez durou até os 8 minutos, quando o TCM abriu o placar com um foguete de quase do meio de campo de Zé Roberto.
A resposta do É Verdadeee só veio aos 15 minutos: após receber na área e fazer o pivô, Fúria anotou aquele que foi o único gol da equipe no duelo. No minuto seguinte, o É Verdadeee partiu com todas as forças para o ataque. Em cobrança de falta, Girão obrigou o goleiro Gallardo a fazer boa defesa. A maior chance de gol - entre poucas -, no entanto, surgiu para o TCM aos 19 minutos: após escanteio cobrado, Alemão cabeceou a bola na trave. Antes que o atacante pegasse o próprio rebote, Fúria salvou sua equipe ao tirar a redonda na linha.
No segundo tempo, a equipe do TCM se viu na necessidade de virar o placar para sair do zero na tabela do campeonato. Focado nisso, o time emplacou dois gols seguidos e liquidou a fatura. Aos 11 minutos, Zé Roberto contou com o desvio da zaga em chute de Guel para marcar. Segundos depois, o mesmo Zé Roberto, em outra jogada oportunista, fez 3 x 1 e garantiu o hat-trick para o seu currículo.
Com a desvantagem de dois gols no placar, o É Verdadeee voltou a jogar na ofensiva. Na primeira chance, Gavião saiu sozinho, mas teve seu chute barrado pelas mãos de Gallardo. Aos 17 minutos, a trupe do burrinho conseguiu finalizar, mas o gol não valeu. O juiz marcou falta de Gavião, autor do gol, por este ter agarrado seu marcador.
Mesmo jogando mais recuado, o TCM ainda oferecia perigo. Fazendo tudo sozinho, Guel subiu ao ataque, tentou driblar o goleiro e mandou a bola na trave. Em seguida, Girão chutou de longe e obrigou Gallardo a fazer sua defesa mais difícil – uma linda ponte que exigiu elasticidade do guarda-metas. Após a defesa, um lance de falta chocou a torcida: Garcia, do É Verdadeee, chegou com muita força em Zé Roberto. “Tentativa de homicídio”, gritou uma torcedora. É claro que não foi pra tanto, mas o lance fez o juiz mostrar o cartão amarelo para o autor da falta.
Com a vitória, o TCM sai do zero e já sonha com um lugar entre os seis primeiros. Porém, a tarefa não será fácil, já que, na próxima rodada, a equipe enfrenta o favorito Bucets. Fácil também não vai ser para o É Verdadeee, que jogará contra o invicto e embalado Obrigado Senhor.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A
Jeremias 6 x 0 Zenite
JEREMIAS LIQUIDA ZENITE E SEGUE NA LIDERANÇA
Apático na maior parte do jogo, tricolor vira presa fácil para Marcelo e Gui Ferreira
Por Rodrigo Amaral
Não precisou completar nem um minuto de jogo para o time do famoso bebum mostrar sua superioridade técnica. A goleada teve início em uma boa jogada de Marcelo, que roubou a bola do adversário e chutou na meta de Luquinhas. Em seguida, o Jeremias quase ampliou: Dunder cabeceou, pegou o rebote e sofreu pênalti, mas não conseguiu fazer em nenhuma dessas chances, visto que todas foram interceptadas pelo goleiro do Zenite.
A primeira chance de gol do tricolor veio aos 9 minutos. Cris Love recebeu bom cruzamento, ganhou na corrida de seu marcador, mas errou o chute. A jogada antecedeu o segundo gol do Jeremias. Sandro recebeu passe de Gui Ferreira e, sem pensar duas vezes, chutou de dedão na caixa do rival.
O Zenite ainda teve uma oportunidade antes do fim da primeira etapa. Após a bola ficar se enroscando dentro da área, Sandro se jogou para tirá-la em cima da linha. O Jeremias replicou aos 22 minutos, quando Marcelo recebeu passe dentro da área de Gui Ferreira e, com um toque de letra, anotou 3 x 0.
O Jeremias começou o segundo tempo com um jogo totalmente diferente do apresentado no primeiro. Tocando bastante a bola, o time abriu espaço para Marcelo marcar seu terceiro gol aos 11 minutos. Sem apresentar nenhum tipo de reação, o Zenite limitou-se a assistir aos outros dois gols do adversário. Aos 20 minutos, em bom lance de Marcelo, a bola acabou no pé de Tingão, que não teve trabalho para marcar. O último gol veio em menos de um minuto com Gui Ferreira, selando a goleada da esquadra bordô.
Com treze gols marcados e nenhum gol sofrido nas duas últimas rodadas, o Jeremias segue invicto na liderança do Grupo A. O Zenite, por sua vez, só não está pior que o DPGamos na tabela, uma vez que possui 1 ponto pelo empate com o É Verdadeee. Na próxima rodada, a trupe do bêbado pega o Primatas, enquanto o vice-lanterna enfrenta o Maciota’s – que, embalado pela vitória em cima do Joga 13, certamente será um oponente difícil.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B
MachuPichu 5 x 4 Canhedo Beppu
MACHUPICHU BATE ENGENHEIROS E SOBE NA TABELA
Em jogo pegado do começo ao fim, Bruno marca no último lance e alça peruanos à quarta posição
Por Renato Malaguti
Nos primeiros sete minutos de jogo, os melhores lances foram articulados pela equipe do Canhedo Beppu. Logo no início, Suzuki chutou cruzado, fazendo a redonda passar raspando no lado direito da trave adversária. Na sequência, Flavinho deu corte para o meio e bateu rasteiro, ao lado da trave. Contudo, o goleirão Pipo estava de prontidão e logo fez a defesa.
Mesmo não criando as melhores ofensivas, o MachuPichu foi o primeiro a marcar. Aos 9 minutos, Ricci chutou por debaixo das pernas de Papaburguer. Um misto de sorte e competência do camisa 30. Cinco minutos após o gol, Ricci voltou a assustar o arqueiro do Canhedo: o atacante mandou uma pancada de longa distância em direção a meta adversária, mas acertou a redonda na trave.
O jogo seguiu equilibrado até os 18 minutos, quando o capitão Luiz pegou de primeira um ótimo lançamento e matou na caixa de Pipo. Segundos depois do tento, a partida foi paralisada por conta de uma dividida que lesionou o braço de Herlão. O jogador foi atendido e saiu de campo com um contusão séria no braço.
Faltavam menos de cinco minutos para o término da primeira etapa e nenhuma equipe mostrava força de vontade para desempatar. Foi quando Victor, em jogada de escanteio, subiu e cabeceou, levando os peruanos para o intervalo com a vantagem no placar.
Após o intervalo, o jogo seguiu parelho até os sete minutos, momento em que Thiago e Bruno tabelaram bonito e invadiram a banheira rival. Contudo, ao tentar devolver para o companheiro, Bruno perdeu a oportunidade de chutar. O Canhedo respondeu com Flavinho, que deu passe aveludado para Suzuki chutar no canto oposto ao goleiro. Era o empate.
Sem dar tempo para o Canhedo comemorar, Ricci fez mais um para o time de preto - novamente com um chute cruzado. Papa Burguer até tocou na bola, mas a força do petardo impediu que o arqueiro a agarrasse.
A equipe de cinza não se abateu. Tanto que, em seguida, Fabinho fez a gorducha explodir na trave inimiga com um potente chute. O MachuPichu anotou seu quarto tento após Ricci receber sozinho e rolar para Matheus, que, sem goleiro pela frente, fez e agradeceu o presente. Novamente, a réplica do Canhedo foi instantânea: Fabinho chutou e marcou.
A partida seguiu mais suave após o gol dos peruanos. Aos 20 minutos, contudo, Suzuki fez belíssima jogada: chapelou dois e trespassou a grande área do MachuPichu, mas finalizou mal ao chutar no meio do gol. Mérito também do arqueiro, que estava bem posicionado e conseguiu evitar o empate. Porém, no penúltimo lance da partida, para botar fogo no jogo, a equipe do Canhedo merecidamente chegou ao empate com Suzuki, que aproveitou rebote de chute de Fabinho e matou.
Tudo indicava que o jogo terminaria empatado, já que o apito estava prestes a soar. No entanto, no último lance da peleja, Bruno decretou a vitória do MachuPichu e saiu para o abraço.
Com a vitória, os peruanos sobem para a quarta posição do grupo B e enfrentam o Camelo na próxima etapa do torneio. Já o Canhedo continua fora da zona verde, com míseros dois pontos na tabela. No entanto, o time tem a chance de se reabilitar no duelo contra o SuaMãe – time que, nas últimas rodadas, fez o papel de saco de pancadas do grupo.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A
Maciota’s 2 x 1 Joga 13
MACIOTA’S DESENCANTA E DERRUBA 13
Goleiro Fê garante a vitória dos sossegados ao segurar Lele e Choco
Por Rodrigo Amaral
O Maciota’s estava afoito para conseguir sua primeira vitória no campeonato. Tanto que deu trabalho ao goleiro Risonho logo aos 2 minutos com um chute de Dé. Em seguida, a trupe assustou com uma investida de Felipe, que acabou chutando para fora.
O Joga 13 só conseguiu segurar o adversário até os 5 minutos. A trupe do sossego estreou o marcador com Felipe, que centralizou a jogada, virou e fez. O Joga 13, que até então não tinha oferecido perigo ao arco do Maciota’s, respondeu com um golaço de primeira de Choco.
O empate no placar esfriou o jogo. O Maciota’s só voltou construir uma oportunidade concreta de gol aos 17 minutos: Kaio pegou firme na bola e, com um chute de fora da área, obrigou Risonho a fazer uma bela defesa. Na sequência, o arqueiro do 13 pegou outro chute à distância, desta vez de Felipe.
A despeito de apresentar menos técnica no início da partida, o Joga 13 proporcionou, no último minuto, a jogada mais bonita da primeira etapa: Fino recebeu a bola e foi pra cima, deixando dois marcadores no chão e exigindo elasticidade do goleiro Fê.
Após uma etapa marcada pela ligeira superioridade da trupe do mascote “Eddie, the Head”, o equilíbrio imperou no começo do segundo tempo. Aos 2 minutos, Felipe girou dentro da área e chutou para mais uma defesa de Risonho. Aos 4, foi a vez de Alemão quase virar para o Joga 13: ele mandou um petardo direto no travessão de Fê. O goleiro maciotês ainda teve que se desdobrar para barrar um chute de Lele.
Passada a breve pressão do 13, o Maciota’s ampliou o placar aos 12 minutos, em nova jogada de Felipe: o atacante fez seu segundo gol com um chute forte que não deu chances de defesa para Risonho. Após o gol, o Joga 13 não tinha mais o mesmo poder de reação que apresentou na primeira etapa. O time só voltou a esboçar perigo aos 22 minutos, quando Choco pegou a pelota como pôde e mandou uma bicuda. No minuto seguinte, faltou pontaria para Lele, visto que este, na frente do goleiro, mandou a bola por cima do gol.
O Maciota’s ainda tinha gás para uma última investida. Pouco antes do árbitro encerrar a pugna, Jerry recebeu dentro da área e chutou para o goleiro espalmar para escanteio. Na cobrança, a bola sobrou para Wagnão desperdiçar uma cabeçada para fora.
Apito final e vitória de 2 a 1 para o Maciota’s, que soma seus primeiros três pontos na tabela. Mesmo com a derrota, o Joga 13 segue dentro da zona de classificação. A trupe dos sossegados segue para o embate contra o Zenite, enquanto o time de Lele enfrenta o decadente DPGamos.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO A
Obrigado Senhor 4 x 1 Primatas
OBRIGADO SENHOR RESSUSCITA NO SEGUNDO TEMPO E SEGUE 100%
Equipe de Gui Fenômeno domina primeira etapa, mas cai ante pressão de Vini Araújo e Ricardo Michel
Por Rodrigo Amaral
Logo aos 2 minutos, o Primatas ofereceu perigo ao goleiro Eric com chute forte do Rafinha. Passada a pressão inicial, o time vermelho só voltou a assustar aos 12 minutos, quando Nando chegou ao ataque sozinho e tentou dar um toque por cima do goleiro. O arqueiro foi para cima do atacante e anulou a jogada. No minuto seguinte, porém, não deu para o guarda-metas: após cobrança de escanteio, Feco cabeceou e colocou a bola no fundo da rede.
Na sequência, o time preto e amarelo conseguiu sua primeira investida para tentar o empate, mas o goleiro Vitinho foi seguro e barrou o chute forte de Lucas Rangel. No lance posterior, foi a vez do arqueiro do Obrigado Senhor ser testado: Ricardo obrigou Eric a fazer bela defesa com os pés. Antes de o primeiro tempo, o goleiro do Primatas ainda defendeu um chute de fora da área de Vini Araújo.
Logo no início da etapa final, o OS mostrou que houve conversa no intervalo. Aos 7 minutos, Ricardo Michel empatou a partida ao mandar uma bomba do seu campo de defesa para estufar as redes de Vitinho. A virada veio dois minutos depois, com Vini Araújo, que só teve o trabalho de empurrar para o gol. Aos 11 minutos, Té fez o terceiro para o Obrigado Senhor e consolidou a goleada.
O placar terminou de se formar aos 17 minutos. De pênalti, Lucas Rangel fez o quarto para o Obrigado Senhor e garantiu a terceira vitória em três jogos. A equipe teria marcado o quinto se não fosse a falta de sorte de Ricardo Michel: após Vitinho barrar seu chute, o atacante pegou o próprio rebote, mas acabou chutando próximo à trave.
Com a vitória, o Obrigado Senhor mantém a ponta do Grupo A e segue com 100% de aproveitamento para o duelo contra o É Verdadeee. O Primatas, por sua vez, permanece na zona verde da tabela. Na próxima etapa, os símios têm a difícil tarefa de vencer o líder Jeremias para manter a classificação.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B
Roleta Russa Olímpico 7 x 1 Diabos Negros
ROLETINHA FUZILA DIABOS NEGROS SEM PIEDADE
Em tarde inspirada, Kuminha e Gogof dão show e garantem vitória fácil em cima dos endiabrados
Por Renato Malaguti
Ao mostrar entrosamento no toque de bola e fazer bom rodízio no setor defensivo, o R.R Olímpico dominou o jogo do início ao fim e, sem nenhuma dificuldade, garantiu vitória com placar elástico sobre o Diabos Negros. Antes do cronômetro marcar 5 minutos, o capitão Pina subiu em jogada de escanteio e conseguiu cabecear, mas mandou a redonda para fora. O Diabos não se intimidou e replicou com a mesma moeda: uma jogada aérea de Leal que acertou a trave de Edu.
Aos 10 minutos, Kuminha também carimbou a trave depois de driblar dois puxando para esquerda e chutar rasteiro cruzado. O jogo seguiu sem lances de destaque até os 13, quando Kuminha de novo pegou o goleiro Marco de surpresa com um canhão rasteiro que acertou o canto. 1 x 0. Logo em seguida, Gogof fez mais um para o Roletinha. Foi o gol mais bonito da partida: em lance de rebote, ele mandou um “totozinho” de cobertura a aá Winning Eleven, enchendo os olhos da torcida. Gol de craque. Essa dupla de atacantes, sem sombra de dúvida, foi peça decisiva para a vitória da esquadra Roleta.
Após anotar dois gols relâmpagos, o Roletinha se encheu de ânimo e partiu com todo o gás para cima do adversário. Aos 20 minutos, Kuminha puxou para o meio e chutou novamente no canto esquerdo. O guarda-metas Marco observou apenas, mas ela foi para fora.
No finalzinho da primeira etapa, Kuba deu um carrinho em Cadu próximo à grande área. Pênalti! Não foi um lance maldoso, mas a penalidade máxima foi marcada corretamente. O próprio Cadu foi para a cobrança e marcou. Goleiro de um lado, bola do outro.
Na segunda etapa, a equipe jovem de branco voltou ainda mais inspirada. Logo aos 2 minutos, Bruninho (que havia acabado de entrar) ampliou para o Roleta ao aproveitar ótima ajeitada de Gogof e chutar de primeira na esquerda de Marco, que nada pode fazer. Logo em seguida, Folha perdeu um gol cara a cara com o arqueiro rival. Cadu, do Diabos Negros, também perdeu ótima chance de diminuir.
Diferente do camisa 9 do Diabos, o craque-repórter do Roleta se redimiu aos 6 minutos. Com um potente chute cruzado, Folha deixou o seu. Destaque para a comemoração: mancando, Folha homenageou Ricardo, jogador machucado do Invictus.
Por falar em mancada, o jogo foi pausado aos 9 minutos para que Zuppo, do Diabos, fosse atendido. O jogador se feriu em uma dividida e saiu da quadra mancando. Na volta da paralisação, o Roletinha continuou mandando no jogo, mas sem criar muitas oportunidades. Aos 13 minutos, o treinador da equipe de preto pediu tempo para conversar com seus atletas. Na volta, Kuminha anotou mais um, mostrando que o intervalo solicitado pelo Diabos Negros para reorganizar o time de nada adiantou.
No fim, o elenco de preto estava totalmente desmotivado e não criava nenhuma jogada de perigo. Aproveitando o pior momento do rival em campo, o Roleta conseguiu marcar mais dois gols, um com Ceron e outro com Kuminha.
A despeito de os atacantes e meias finalizadores terem decidido a partida para o Roleta, convém destacar o trabalho de Pina no setor defensivo da equipe: o camisa 15 coordenou toda a zaga ao longo da partida, frustrando as raras investidas dos diabólicos.
V CHUTEIRA DE PRATA: 3ª RODADA: GRUPO B
Ras Time 10 x 5 Sua Mãe
RAS PRESENTEIA SUAMÃE COM TERCEIRA GOLEADA NO CAMPEONATO
Sem novidade, Rernanes e Leônidas brilham de novo pelo Ras e liquidam time mambembe de Pedro Cunha
Por Renato Malaguti
Durante a maior parte do duelo, o Ras dominou a partida e, de forma merecida, goleou seu rival, sem passar por apertos em momento algum. A goleada começou logo aos três minutos, quando o time de branco abriu o placar e mostrou que não estava de brincadeira. O autor do gol foi Rernanes, para variar um dos principais destaques do dia. Ele interceptou toque errado de Cunha e chutou cruzado na direita de Guarita. Na sequência, o mesmo Rernanes ampliou com chute do meio da rua. O arqueiro do SuaMãe até chegou a tocar na bola, mas não conseguiu segurá-la. 2 x 0.
Perdendo por dois gols, a equipe laranja tentou esboçar reação com Cunha. Porém, o potente chute de bico acabou passando por cima do arco. Em mais um erro da zaga do SuaMãe Leônidas marcou o terceiro. O lance obrigou o técnico dos alaranjados a pedir tempo para reorganizar o time. Todavia, a medida aparentemente não adiantou muita coisa, visto que Leônidas fez mais um logo que o jogo recomeçou.
Depois do placar ter ficado elástico, o jogo ficou equilibrado, sem muitas ofensivas perigosas. Mesmo assim, Cunha não parava de gritar com os companheiros da zaga a fim de reestruturar o setor defensivo. O zagueiro não era o único que estava perdendo a cabeça. Em lance infantil, Guarita claramente empurrou Leônidas dentro da área. Pênalti, né. O próprio espartano bateu, mandando a bola na esquerda, canto oposto ao que o goleiro pulou.
O início do segundo tempo foi semelhante ao do primeiro. Logo nas primeiras oportunidades, o Ras ampliou o placar. E de novo com Rernanes. Na primeira, o craque conduziu até a ponta esquerda e chutou cruzado. A segunda foi uma pintura: ele acertou uma linda bicicleta de longe no ângulo. Pareceu um chute de tão forte! Guarita pulou na direção certa, mas não alcançou o balaço.
O interessante é que, mesmo tomando um gol atrás do outro, o SuaMãe não desistia. Aos 5 minutos, finalmente o elenco conseguiu diminuir com um chute de Sandrinho que contou com desvio para ser fatal. Mas o time do Ras estava realmente inspirado. Não dando tempo para o rival comemorar, fez o oitavo com Tchelo, que só tirou do goleiro.
Logo em seguida marcou mais dois. Duas vezes com Leônidas. O primeiro, um contra golpe no qual o camisa 13 fez boa jogada individual ao cortar e chutar no cantinho. Já o segundo tento surgiu em uma jogada oportunista: o espartano só precisou empurrar para dentro.
Aos 15 minutos, Sandrinho diminuiu mais uma vez de forma oportuna, semelhante ao último gol de seu rival Leônidas. Foi nesse momento que o entusiasmo da equipe de branco caiu. Valendo-se disso, o SuaMãe conseguiu anotar três vezes com Ozil. O primeiro foi com um chute rasteiro que até era defensável, mas Cipó não alcançou. O segundo, uma bomba que por pouco o goleirão não tirou. O último tento saiu em uma bonita jogada: Febem rolou para Ozil chutar alto e quase acertar o ângulo de Cipó.
No final da segunda etapa, o SuaMãe mostrou uma melhora extraordinária, mas já era tarde para reverter o quadro. A trupe permanece na lanterna do Grupo B com 1 ponto e um grande saldo negativo decorrente de 2 goleadas sofridas. Enquanto isso, o Ras sobe para a quarta posição com a vitória.
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