Rolinhos, dribles e gol salvador: Choco dá show em campo e sela vitória apertada
Por Gustavo Vasconcellos
O Joga 13 voltou a mostrar seu futebol raçudo dos tempos da Ouro ao bater o Primatas, até então líder do Grupo A. Em um jogo no qual os dois times demonstraram comprometimento e buscaram gols até o final, o avante Choco decidiu a favor do 13 quando faltava pouco mais de um minuto para o fim do jogo.
Como não poderia deixar de ser, a partida teve um início muito corrido, com as equipes brigando pelo controle do jogo – ambas sem sucesso. Tanto é que, do começo até os 15 minutos, foram criadas diversas chances por ambos os lados. Pelo 13, quando o relógio marcava 1 minuto de jogo, Rodrigo arriscou um perigoso chute de fora da área. Já o Primatas assustou o goleiro Risonho com duas investidas de Rafinha, camisa 10 do time.
Em um jogo tão corrido e disputado, o que não faltou foram vibrações a cada bola recuperada ou a cada chutão para frente. O time do Joga 13, até os 11 minutos, não havia visto suas estrelas, Lelê e Choco, aparecerem. Aos exatos 11 minutos, a dupla armou uma tabela que possibilitou que Lelê mandasse um perigoso chute rasteiro em direção ao gol de Vitinho. O esquentado guarda-meta do Primatas teve que se esforçar para pegar o petardo.
Já aos 18 minutos, Choco deu uma demonstração do que viria logo a seguir: o camisa 21 aplicou um lindo rolinho em giro para cima de Ricardo. Uma demonstração porque, um minuto depois, após escanteio rebatido, o mesmo Choco dominou no peito e rolou para Rodrigo bater forte e marcar o primeiro da partida.
O Primatas não se abateu e replicou em seguida. Gui Fenômeno roubou a bola de Fino e deixou esta entre o goleiro Risonho e o atacante Gus, que, com sua velocidade, chegou primeiro e empatou a partida ao tocar para o fundo das redes. Mas a alegria primatense durou pouco, visto que Lelê retomou a dianteira a seu time aos 21 minutos: em jogada confusa na qual a zaga do Primatas ficou reclamando de alguma irregularidade, o maior craque da história do Joga 13 não quis saber e foi lá conferir, de carrinho, para o fundo das redes.
Ainda no final do primeiro tempo, o Primatas conseguiu criar duas chances. Uma com Gui Fenômeno e outra com Feco. Ambas as oportunidades foram desperdiçadas com chutes sem precisão que acabaram saindo pela linha de fundo.
No segundo tempo, o Primatas passou a atacar de forma mais maciça para conseguir o empate. No entanto, quem teve a primeira oportunidade concreta de marcar foi o Joga 13: Lelê fez belo giro em cima de um zagueiro, mas na hora da conclusão foi prensado pelo goleiro Vitinho.
Quando o Primatas trespassava o campo inimigo, ora esbarrava nas defesas de Risonho, ora na marcação dos competentes Rodrigo e Guma. O time teve duas grandes chances de mudar o quadro da partida. A primeira foi logo aos 4 minutos, quando Flavinho recebeu e ficou sozinho com Risonho, mas, ao tentar tirar do alcance deste, acabou jogando a bola a direita do gol. Um incrível gol perdido. A segunda chance foi aos 15 minutos, em chute de fora da área de Rafael. A bola acertou a trave e acabou saindo pela linha de fundo.
Aos 22 minutos, o Primatas teve mais sorte do que nas tentativas anteriores. Após lindo chute que acertou a forquilha, Litho aproveitou o rebote e marcou de bico o gol que dava o empate ao time do Primatas. Mas o jogo ainda não havia acabado e Choco fez questão de mostrar isso. Aos 24 minutos, o atacante recebeu levantamento na área e mandou a bola para o fundo das redes com uma cabeçada. Na comemoração, alguns tapas na carequinha abençoada que garantiu a primeira vitória do Joga 13 na competição.
O Joga 13 segue na quarta posição do Grupo B. O time enfrenta o ainda zerado Maciota’s na próxima rodada, enquanto o Primatas pega o Obrigado Senhor, segundo colocado da chave que vem de duas vitórias por goleada.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Bucets 3 x 0 Maciota’s
BUCETS BATE MACIOTA’S E CONFIRMA FAVORITISMO
Jogando com tranquilidade, trupe do “camel toe” se aproveita das falhas do adversário para emplacar goleada
Por Gustavo Vasconcellos
O empate de 5 x 5 com o Joga 13 na semana passada deu ao Bucets aura de favorito na competição. E na segunda rodada do torneio, tal status se confirmou: a trupe de Denis e Tom bateu o Maciota’s com relativa facilidade, mantendo-se invicta após as duas primeiras rodadas.
O jogo começou com o Bucets partindo para cima do adversário. Não foi por acaso que, logo no primeiro minuto, Theo acertou uma bomba no travessão do goleiro Tcheik. A resposta do Maciota’s veio no minuto seguinte, quando Alê, após interceptar cruzamento, cabeceou em direção ao gol de Fê. A despeito de o atacante ter pegado errado na bola, esta passou com perigo perto do arco bucetiano.
O Bucets seguia criando investidas perigosas. Tanto que, em 7 minutos, criou cinco chances contra uma do Maciota’s: a esquadra do capô de fusca chegou com perigo na banheira adversária com Theo, Rodrigo Storch e, principalmente, Danilo, que chegou a acertar um chute na trave. Já o Maciota’s viu no camisa 71, Felipe, sua única oportunidade de gol até aquele momento.
Aos 12 minutos, o Bucets confirmava sua superioridade. Após cruzamento de Danilo, Cauê cabeceou no canto, batendo o goleiro adversário. Muita festa na comemoração do gol do zagueiro.
O Bucets dominou o embate até os 20 minutos, quando o Maciota’s começou a pressionar em busca do empate. Até o soar do apito, a esquadra preta e amarela conseguiu criar algumas chances, mesmo com a zaga do Bucets bem postada. Tentativas de Nery, Jerry e Felipe fizeram o goleiro Gabriel trabalhar no final da primeira metade do jogo. Na melhor das chances, Felipe tentou chute de primeira após escanteio e acertou a trave.
O segundo tempo começou com o Maciota’s buscando freneticamente o empate - o que deixava sua defesa um pouco exposta a contra-ataques. Isso ficou claro em jogadas de Rafa e Rodrigo Storch. O primeiro abriu espaço na esquerda e arriscou, mas o chute saiu fraco, facilitando a defesa do goleiro. Já o segundo, na hora do chute, não pegou tão bem na bola e acabou acertando a rede pelo lado de fora.
Com o intuito de armar uma saída rápida, o zagueiro Sam acabou errando e a bola ficou para o rival Theo acertar um chute forte no alto do gol do Maciota’s. Nervoso pelo falha grave que cometera, Sam teve que ser acalmado pelo companheiro Lê.
O Maciota’s até criava algumas chances de marcar. Porém, deixava muitos espaços para o adversário contra-atacar. Felipe tentou surpreender o goleiro Gabriel com um chute cheio de efeito, mas este defendeu. O Bucets replicou com bela cobrança de falta de Rafa Storch, que acertou a trave de Tcheik.
Conforme o tempo passava, o Maciota’s ia se desesperando na busca pelo gol, facilitando o serviço do Bucets. Aos 20 minutos, Danilo fez jogada pela lateral e chutou para o meio. Mesa, de carrinho, apareceu para fazer o terceiro do Bucets e matar o jogo.
A armada do sossego bem que tentou reagir, mas o Bucets, tranqüilo em campo, não permitiu mais chances ao adversário. Com a derrota, o Maciota’s continua sem pontuar no campeonato e encara na próxima rodada o ascendente Joga 13. Já o Bucets soma 4 pontos e está em 3º no grupo A. Na próxima rodada, enfrenta o DPgamos, time que também soma duas derrotas.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Obrigado Senhor 7 x 2 TCM
OBRIGADO SENHOR “CATEQUIZA” TCM E METE SACOLADA
Lucas Oliveira marca novo “hat trick” e Eric fecha o gol para os sentinelas do divino
Por Gustavo Vasconcellos
A estrela de Lucas Oliveira brilhou novamente. Autor de três gols (sendo um deles uma legítima pintura), o artilheiro do Obrigado Senhor foi o protagonista na goleada de 7 x 2 que esta aplicou em cima do TCM.
O Obrigado Senhor começou o embate de modo alucinante. Logo na saída, Lucas Oliveira arriscou do meio da quadra, obrigando o goleiro a trabalhar com menos de 10 segundos de jogo. O time seguiu jogando de maneira ofensiva e abriu o placar pouco depois, quando um cruzamento na área encontrou Cebola, que, ao cabecear de raspão, desviou a bola para o gol e abriu o placar.
Em seguida, Lucas Oliveira criou mais uma chance ao cortar para direita e bater forte no alto. Atônito com a pressão exercida pelo adversário, o TCM só conseguiu chegar com perigo à área do adversário aos 5 minutos: Guel tentou chute cruzado e Alemão, quase embaixo do gol, desviou a bola, mas errou, perdendo uma chance incrível. Daí até os 15 minutos, o Obrigado Senhor diminuiu o ritmo e viu seu goleiro frustrar diversas chances do TCM. Guel, Onça e Thiagão bem que tentaram, mas lá estava Eric para salvar os sentinelas do divino.
Após tantas chances do TCM, o Obrigado Senhor só precisou de uma com Lucas Oliveira para ampliar. Aos 15 minutos, após receber bola proveniente de uma cobrança de lateral, o craque dominou no peito e emendou uma linda e plasticamente perfeita bicicleta. Para consagrar o lance, a bola ainda entrou no ângulo, não dando nenhuma chance de defesa para o goleiro adversário.
Três minutos depois, um lance que poderia mudar o quadro do jogo aconteceu. Thiagão, capitão do TCM, recebeu livre uma bola alta dentro da área e, seguindo o script, cabeceou firme para o chão. Só que o atacante não contava com o ótimo posicionamento de Eric para evitar o gol que poderia ter colocado fogo no jogo. Pouco depois, já aos 20 minutos, após desvio para a área, Lucas Oliveira confirmou a boa fase e completou o terceiro do seu time. Dois minutos mais tarde, uma bela triangulação entre Cebola, Lucas Oliveira e Rangel resultou no chute rasteiro deste último para o fundo das redes. O Obrigado Senhor ia para o intervalo com uma ótima vantagem de 4 a 0.
O TCM passou a atacar mais após o intervalo. Porém, assim como no primeiro tempo, a equipe acabava parando em Eric. Isso ficou claro logo no primeiro minuto do segundo tempo, quando Alemão aproveitou passe de Poeirinha e arriscou de fora da área. O guarda-metas pegou. Dois minutos depois, Rubinho também arriscou de fora, mas Eric agarrou novamente.
Além de ter habilidade de sobra, Eric também contava com a sorte. Aos 7 minutos, Alemão arriscou chute para o meio da área. Lá, a bola foi desviada para o gol do Obrigado Senhor, mas acertou a trave e volta em cima do goleiro, que a segurou com firmeza.
Foi então que o Obrigado Senhor decidiu liquidar o jogo. Em três minutos, três gols. Aos 9 minutos, a bola sobrou para na esquerda para Cebola, que, com tranquilidade e frieza, tocou rasteiro na saída do goleiro. Depois foi a vez de Lucas Oliveira. Em cobrança de falta, ele bateu forte por fora da barreira e marcou seu segundo hat-trick (três gols no mesmo jogo) no campeonato. Por último, após chute de Lucas Oliveira, a bola sobrou para Ricardo marcar o seu.
O TCM ainda marcou duas vezes antes do final do jogo. O primeiro com Poerinha, após passe de Cleber. Já o segundo foi de autoria de Guga, que antecipou o goleiro após escanteio e mandou para as redes.
Após o jogo, os jogadores do TCM fizeram uma espécie de reunião para cobrar uns dos outros mais empenho e dedicação no próximo embate, que será contra o invicto É Verdadeee. Já o Obrigado Senhor buscará a primeira colocação da tabela no embate contra o Primatas.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Zenite 2 x 2 É Verdadeee
É VERDADEEE GARANTE EMPATE CONTRA ZENITE
Disputa entre craques Nego e Gavião garantiu emoções à partida
Por Gustavo Vasconcellos
Mais uma vez, a equipe do Zenite fez um bom jogo, mas saiu da quadra sem a vitória. Assim como na rodada anterior, o destaque da equipe foi o camisa 10, Nego, que com maestria comandou as transições da defesa para o ataque. Já pelo lado do É Verdadeee, Gavião não conseguiu repetir a boa atuação da primeira rodada e ficou apagado na maior parte do tempo.
O Zenite começou dominando o jogo. Isso porque o É Verdadeee não conseguia chegar à área rival. Logo no primeiro minuto, Paulo Omar levou perigo para Reyna, mas não conseguiu concluir. Na segunda chance, porém, o atacante do Zenite teve mais sorte: aos 4 minutos, após receber cruzamento no segundo pau, ele se antecipou ao zagueiro e marcou de cabeça, inaugurando o placar.
Aos poucos, o É Verdadeee equilibrava a partida. Exemplos disso foram as jogadas de Nego e Paulo Omar. O primeiro fez boa investida aos 10 minutos, passando por 3 adversários e arriscando chute para o gol. Reyna espalmou e a bola sobrou para o camisa 10 bater mais uma vez. Porém, Nego acabou mandando a bola para fora. Já Paulo Omar cabeceou de raspão e acertou a trave aos 12 minutos.
Aos 14 minutos, o É Verdadeee finalmente chegou ao empate. Após lance esquisito, a bola subiu perto da área. Na queda, Kassim conseguiu dar um leve toque, acabando com a invencibilidade do goleiro Luquinhas.
Daí para o final da primeira etapa, nenhum dos times chegou com tanto perigo. O Zenite diminui a intensidade do seu jogo, enquanto o É Verdadeee sentia falta do talentoso Gavião.
No segundo tempo, o jogo voltou a ficar mais movimentado. Ambos os times passaram a criar mais chances de gol. Com menos de 2 minutos, Waguinho já havia desperdiçado duas oportunidades para o time do Zenite. Era a hora do É Verdadee virar a partida. Gavião, até então apagado, recebeu de costas, girou e bateu. O goleiro defendeu, mas rebateu a bola em cima de Garcia, que viu a bola entrar calmamente.
Mas a vantagem no placar durou pouco. Aos 7 minutos, Nego voltou a empatar a partida. O camisa 10 fez boa jogada pelo meio, chutou e, após rebote do goleiro, chutou novamente para igualar o placar e coroar sua ótima partida.
O Zenite foi a equipe que mais teve oportunidades de decidir a partida. A principal foi novamente com Nego: ao tentar chute do meio da quadra, ele viu a bola explodir no travessão. Já a melhor chance do É Verdadeee aconteceu quase no final do jogo, quando Kassim recebeu na área e arriscou. O goleiro deu rebote, mas Gavião não conseguiu bater direito, facilitando o trabalho do arqueiro.
No final do jogo, houve algumas jogadas violentas, mas nada que estragasse o bom jogo. O Zenite ainda tentou chegar e virar o placar, mas sem sucesso. Era o fim da peleja. Com o empate, o Zenite ganha seu primeiro ponto no campeonato, e na próxima rodada enfrenta o líder Jeremias. Já o É Verdadeee soma 4 pontos de seis possíveis e enfrenta o lanterninha TCM.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO A: 2ª RODADA
Jeremias 7 x 0 DPGamos
JEREMIAS ATROPELA DPGAMOS
Dupla Guilherme e Danilo coloca equipe dos Fischer na roda e desponta na tabela. DP já assume que briga é para não cair
Por Gustavo Vasconcellos
Após vencer o Maciota’s na primeira rodada, o Jeremias entrou em quadra como um dos primeiros colocados do Grupo A, e não se sentiu pressionado por isso. Ao contrário: o time se mostrou muito tranquilo e seguro para construir uma goleada de 7 a 0 em cima do DPGamos, o que lhe assegurou a ponta da tabela devido ao critério de saldo de gols - mesmo estando com os mesmos 6 pontos do Obrigado Senhor.
Logo no começo do jogo, o time já tentava controlar o ritmo da partida, trocando passes na zaga e esperando abrir espaços no campo adversário. Sendo assim, o Jeremias ofereceu perigo ao rival pela primeira vez logo aos 3 minutos, quando Thiago Bim chutou de fora da área. A bola passou perto do arco rival. Já na segunda tentativa, a trupe teve mais competência: aos 4 minutos, Guilherme recebeu bola na direita e, sem dó do goleiro Valentim, chutou forte para abrir o placar.
Imediatamente após o gol, o Jeremias chegou de novo na área inimiga. Desta vez com Marcelo, que recebeu, parou, olhou e terminou por bater no canto direito, exigindo bela defesa de Valentim. Para não mostrar abatimento após o gol, o DPGamos foi pra cima e arriscou duas vezes com João. A primeira, aos 6 minutos, um chute de direita cruzado que o goleiro defendeu jogando para escanteio. Na cobrança deste, João acabou cabeceando para fora.
Pouco depois, Bob, destaque do time no jogo anterior, recebeu na direita e fuzilou o goleiro, que apareceu muito bem e fez a defesa. Com o time do DPgamos atacando para buscar o empate, o Jeremias seguia na defensiva, rebatendo as investidas com chutões para frente. Em um desses chutões, a bola ficou rebatida no ataque e sobrou para o camisa 8, Guilherme, chegar batendo. O goleiro espalmou e a bola ainda acertou a trave.
Após o lance, o Jeremias voltou a atacar de forma maciça. Foi quando este conseguiu aumentar a vantagem no placar. Em cobrança de falta aos 14 minutos, Danilo chutou forte no canto do goleiro Valentim, que aceitou e deixou a bola passar. A bola ainda pegou na trave antes de entrar.
Depois de tomar o segundo gol, o DP ficou meio perdido em quadra e só voltou a oferecer perigo ao Jeremias em cobrança de falta de Valentim, aos 19 minutos. A bola desviou no meio do caminho e acertou a trave. No contra-ataque do lance, o Jeremias trabalhou bem a bola, fazendo com que esta encontrasse Sandro dentro da área. O jogador só teve o trabalho de escorar para as redes.
Ainda no primeiro tempo, houve chances para os dois lados. Pelo Jeremias, Sandro acertou um chute na trave, enquanto João e Yuri finalizam com perigo para o time do DPgamos.
No segundo tempo, o jogo ficou mais calmo. Novamente, quem mantinha a posse de bola era o Jeremias, que seguia tocando esta na zaga na espera de uma chance de contra-ataque. Em sua primeira chegada depois do intervalo, o time anotou seu quarto gol: após escanteio rebatido pela zaga, Sandro apareceu livre na entrada da área para chutar forte no alto e fazer seu segundo no jogo.
Com 4 gols de vantagem, os jereminianos seguiam jogando com tranquilidade. O time deixava o tempo correr; criava e cedia chances de gol. A oportunidade de anotar o quinto surgiu quando um dos zagueiros do DPGamos recuou a bola para o goleiro, o que acarretou em um tiro livre de 9 metros a favor do Jeremias. Uma pequena discussão sobre a infração se deu entre o árbitro e Daniel Fischer. Na cobrança do tiro livre, aos 9 minutos, Danilo chutou forte no alto e marcou. Daniel persistiu com as reclamações após o lance e, por conta disso, acabou sendo expulso.
O DP não desistia e buscava seu gol de honra. Chutes de Bob (duas vezes), investidas de João e Carlitos - que ora eram frustradas pelo goleiro rival, ora pela falta de sorte. Foi quando o ditado “quem não faz, toma” se fez valer, não só uma vez, mas sim duas. Primeiro, aos 15 minutos, com tabela de Marcelo e Gringo que permitiu que o último anotasse. Logo em seguida, em um lance muito rápido, Marcelo também deixou o seu. Jeremias 7 x 0 DPGamos.
As chances apareceram para os dois times até o final do jogo, mas ninguém mexeu no placar. Com a vitória, o Jeremias pega o Zenite na próxima rodada, enquanto o DP busca sua primeira vitória em embate contra um reabilitado Bucets. Já tem jogador do DP ciente que cair para a Bronze é uma realidade...
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Cachorro Velho 5 x 3 Roleta Russa Olímpico
CACHORRO VELHO MORDE FORTE E DERROTA ROLETINHA
Vacilos de Edu e belas defesas de PH decidem jogo a favor dos canídeos da PUC
Por Renato Malaguti
Baru, chefe dos Roletas, estava dizendo antes da partida do Roletinha que daria mil reais se algum time do Roleta fosse campeão. Segundo ele, o título seria o preço de sua felicidade. Com esse afago e incentivo o Roleta Junior entrou em campo diante do Cachorro Velho. Os jogadores mostraram-se dispostos a correr atrás da vitória (e dos mil reais) desde o começo, tanto que no primeiro lance de perigo, quando o relógio marcava 1 minuto, Bruninho abriu o placar com um chute que pegou Botana de surpresa. O gol foi muito comemorado pelo time. Baru, do lado de fora, gritava com muito entusiasmo.
O Cachorro Velho não parecia abalado por ter saído atrás no placar e seguia jogando com vontade. Contudo, quem ditava o ritmo nesse momento do jogo era o Roleta. Bons lances foram desenvolvidos pelo time de branco. Aos 8 minutos, Bruninho se posicionou bem na entrada da área, mas perdeu oportunidade de marcar ao chutar no meio do gol, facilitando o trabalho do goleiro Botana. Dois minutos depois, Kuma, em boa jogada, limpou um marcador puxando para a esquerda e chutou rasteiro, mas também em direção ao meio do gol. O goleirão espalmou, evitando o empate.
Após perder tantas chances de gol, o time de branco sofreu o gol de empate na primeira oportunidade clara de seu rival. O goleirão Edu saiu errado em cobrança de lateral do time azul, deixando Barbieri livre para empurrar de cabeça. 1 x 1.
A partir daí, com o placar igualado, o Roleta viu que não poderia perder mais oportunidades. Em um lançamento muito bom de Gogof, Catatau quase chegou de cabeça, mas faltou um pique extra. Porém, logo em seguida, Kuminha tabelou com Bruninho, ficou na cara do gol e balançou a rede.
Em nenhum momento os times pararam de correr. Muito pelo contrário: várias divididas aconteciam no meio de campo, deixando a técnica um pouco de lado e evidenciando a raça e disposição. Mesmo perdendo novamente por um gol de diferença, o time do Cachorro Velho não parecia intimidado. O Roleta, por sua vez, tinha uma grave deficiência em seu setor defensivo: a zaga se atrapalhava nas jogadas aéreas. Praticamente todos os lances de escanteio levavam perigo ao gol de Edu. Ou por falha do goleiro, ou da marcação.
Em uma jogada polêmica de escanteio, Edu saiu errado e falhou novamente, deixando o camisa 9, Thiaguinho, livre para igualar o placar pela segunda vez na partida. O guarda-metas afirmou que sofreu um empurrão no momento da cobrança. Foi um lance um tanto quanto difícil de avaliar, pois muitos jogadores estavam dentro da área. Todavia, o juiz mandou o jogo seguir. Do lado de fora da quadra, torcedores indignados protestavam com ofensas pesadas, entre eles o técnico suspenso Vadão.
Os últimos dois minutos do primeiro tempo foram marcados por uma queda no ritmo ofensivo de ambos os times. A primeira etapa, de forma merecida, acabou empatada. Após a pequena pausa, os times pareciam ter voltado ao campo com ânimos renovados. No primeiro lance de perigo, Ceron, do Roleta, perdeu excelente oportunidade cara a cara com o goleiro PH - que entrou no segundo tempo para fechar o gol. Dois minutos depois, Kuminha cobrou uma falta rasteira, quase surpreendendo PH. No entanto, o arqueiro conseguiu defender e, logo em seguida, a zaga de azul rifou a bola para frente.
De tanto pressionar, aos 5 minutos, o terceiro gol do Roleta saiu. Em uma confusão generalizada dentro da área do Cachorro Velho, Gogof chutou fraco e rasteiro, mas o goleiro, fora do lance, não alcançou.
Mais uma vez, o gol não afetou o desempenho do Cachorro Velho. Logo em seguida, sem dar chances para comemorações, Thiaguinho fez mais um. O jogador posicionou-se praticamente em cima do gol e encheu o pé para deixar o placar igual pela terceira vez.
Em um contra-ataque rápido, o Roleta Olímpico desperdiçou a última bala de seu revólver. Kuminha até fez boa jogada ao tocar rápido para Bruninho, mas este não conseguiu aproveitar com agilidade e acabou rachando com o goleiro, em cima do gol. A bola foi para escanteio, por cima.
Diferente do rival, o time de azul não desperdiçava oportunidades. Dois minutos depois desse contragolpe, Salem marcou para o Cachorro Velho e deixou sua equipe pela primeira vez na frente. Foi uma jogada bem trabalhada que envolveu quase todo o time, finalizada com um chute rasteiro na esquerda de Edu.
Após sofrer a virada, o Roletinha pediu tempo técnico. Esse pequeno intervalo, entretanto, pareceu mais favorável para a equipe do Cachorro Velho, visto que esta logo ampliou o placar. Novamente com Thiaguinho, que aproveitou boa troca de passe de sua equipe e chutando no cantinho do arco rival.
Ganhando por dois gols, a equipe de azul foi pressionada até o final da partida. Para a sorte desta, PH estava lá para fazer muitas defesas importantes. Ele parou o chute de Bruninho, aos 13 minutos, mandando para escanteio. Parou também Kuma, que havia feito boa jogada individual e chutado forte no meio. Faltando menos de 10 minutos, conseguiu defender bolas perigosas de Folha, que uma vez até acertou a trave.
O final do jogo foi marcado pela pressão constante do Roletinha em cima do adversário. Mas PH segurou o placar até o soar do gongo.
O Cachorro Velho mostrou maior eficiência no poder ofensivo, organização na zaga e, acima de tudo, um goleiro reserva que esbanjou técnica. Mesmo com as melhores chances do jogo, o time de branco saiu derrotado, com o lamento de Baru, que acompanhou toda partida no lado de fora.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Camelo 8 x 4 Diabos Negros
CAMELO SE REABILITA GOLEANDO DIABOS NEGROS
Mesmo com Zuppo inspirado, Diabos não ofereceu resistência às investidas de Jaka e Noal
Por Renato Malaguti
Desde o começo da partida, o Diabos Negros foi domesticado pelo forte poder ofensivo da equipe do Camelo. Aos 3 minutos de jogo, a trupe da pizzaria deu início ao show: em boa cobrança de falta, Fê acertou o cantinho do arco inimigo, marcando o primeiro.
Mesmo saindo atrás no placar, o time de preto não conseguia levar perigo ao gol adversário. O time do Camelo, por sua vez, mantinha-se na ofensiva e seguia criando boas chances de marcar. Aos dez minutos, em um lance perigoso, Jaka chutou rasteiro no canto direito do goleiro Marco, que se esticou todo e mandou para escanteio.
A pressão pelo segundo gol era muito mais forte do que a tentativa do rival em empatar. Tanto que aos 13 minutos, Jaka cruzou para Noal, que só empurrou para converter.
Após o segundo gol da equipe de vermelho, os atletas de ambos os times pararam para um tempo técnico. Na volta, o impossível Noal fez de longe, acertando o cantinho direito de Marco, que ficou muito revoltado falando que seu time estava dando muita liberdade para o bate. Em menos de 30 segundos, a equipe do Camelo marcou outro. Desta vez, o autor foi Cainho, camisa 8. A revolta do goleiro do Diabos pareceu triplicar após o lance.
A agilidade em armar contra-ataques dos jogadores de vermelho era muito superior à do time rival. Porém, os atacantes camelídeos pecavam na hora de finalizar: Henrique chegou a perder um gol cara a cara com o goleiro. O Diabos Negros logo aproveitou as brechas do adversário e anotou seu primeiro gol com jogada de Zuppo, o matador.
Faltando pouco menos de dois minutos para o término da primeira parte, Zuppo, em cobrança de falta, marcou mais um para os endiabrados ao chutar embaixo da barreira, matando as chances de defesa do goleiro Johnny.
O começo da segunda etapa foi bastante semelhante ao da primeira. Só dava Camelo em campo. Logo no início, Henrique converteu ao chutar no canto do goleirão, que pouco pode fazer. Na tentativa de mudar o quadro da partida, Cadu, do Diabos, em jogada aérea, cabeceou muito bem no canto esquerdo. Porém, Johnny estava lá para fazer a defesa.
Aos nove minutos, Noal aproveitou rebote e anotou mais um. Após o gol, a equipe de preto pediu tempo técnico. Na volta, Cadu levou certo perigo ao gol de Johnny, que espalmou para escanteio um chute que tinha endereço certo.
O jogo seguiu menos ofensivo até os 16 minutos, quando Iago fez mais um para o Camelo ao chutar no canto após boa jogada de sua equipe. Dois minutos depois, Fe pegou bem na bola, fez um golaço de fora da área. O goleiro do Diabos até pulou, mas não achou a direção do petardo.
Faltando pouco para o término da partida, a equipe de preto ainda fez dois gols. Entretanto, já era tarde para esta reagir. Se o futebol apresentado pelo Diabos Negros ao longo da partida tivesse sido o demonstrado no segundo tempo, talvez o placar fosse diferente.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Di Primeira 10 x 2 Sua Mãe
DI PRIMEIRA FAZ A FESTA EM SUAMÃE
Equipe alva liquida a partida nos minutos iniciais e consagra goleada no segundo tempo
Por Renato Malaguti
Logo no início, o Di Primeira mostrou superioridade ao abrir o placar. Aos 3 minutos, Dodô acertou um belo chute cruzado de fora da área no ângulo direito do arco rival. O goleiro pulou, mas nem viu a cor da bola. Na sequência, a esquadra alva marcou mais dois, tomando conta da partida. O segundo foi do zagueirão Miranda, que mandou no cantinho esquerdo do goleiro de longe. O terceiro nasceu de uma jogada bem trabalhada, que permitiu que Jocélio ficasse cara a cara com o goleiro e colocasse no canto direito.
A equipe de branco tomava conta da partida. Aos 10 minutos, o SuaMãe se viu obrigado a pedir tempo técnico. Na volta, o português Cunha tentava organizar a zaga de seu time aos berros. Ao que parece, a bronca do jogador de nada adiantou, visto que Jocélio sobrou livre – praticamente dentro do gol – depois de jogada de escanteio e fez de calcanhar mais um para a equipe do Di Primeira. Revoltado, Guarita esbravejava com seus companheiros de equipe.
Após marcar o quarto gol, a ex-equipe vermelha, agora jogando de branco, passou a marcar a saída de bola do SuaMãe, impossibilitando que este articulasse boas jogadas. Esforço desnecessário, uma vez que seu rival estava tão apático que parecia não ter entrado no espírito do jogo – mesmo com um placar elástico desfavorável.
Aos 21 minutos, em uma jogada de sorte, Lê deixou o seu após chute que desviou na zaga adversária e tirou o goleiro da jogada. Faltavam menos de 5 minutos para o término da primeira etapa e nem por isso a equipe de branco parou de atacar. No último lance, Cirota fez mais um e deixou o final do primeiro tempo com o placar de 6 x 0 a favor do Di Primeira: em uma rápida jogada de contra-ataque, o jogador fez jus a camisa 9 ao completar com um chute rasteiro no canto.
Na volta do intervalo, o jogo não tomou nenhum caminho diferente. Desde o início, a equipe do Di Primeira dominava. Porém, mesmo jogando melhor, o time de branco sofreu o primeiro gol na partida aos 4 minutos. Raoni foi o autor: com um chute de bico, acertou o cantinho direito de Ferrugem, que ainda tocou na bola antes de entrar. O gol incentivou o SuaMãe e fez com que o desempenho da equipe melhorasse. Todavia, não foi o suficiente para barrar os ataques sem freios do rival.
Com muita eficiência ofensiva, Caíque fez o sétimo da equipe de branco, destruindo todo o entusiasmo dos laranjados. O próximo a converter foi Raoni, mas dessa vez contra: em jogada de escanteio, ele testou contra o próprio gol, dando o oitavo de bandeja ao Di primeira.
Logo em seguida, tabelinha de Febem e Ozil. Coube ao último a tarefa de marcar: ele tirou de Ferrugem e chutou no canto esquerdo do gol.
Apesar do segundo tempo ter sido mais equilibrado, a equipe do Di primeira ainda mandava no jogo. Aproveitando que o rival estava cabisbaixo devido à elástica goleada, Jocélio marcou mais um, sem dar nenhuma chance para o goleiro Guarita, visto que a bola acertou o ângulo oposto ao do goleiro. Dodô fechou a goleada em 10 x 2, anotando seu segundo tento na peleja.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Invictus 2 x 2 Canhedo Beppu
INVICTUS REAGE NO FINAL E EMPATA COM CANHEDO
Engenheiros viram partida no segundo tempo, mas Invictus arranca o empate no fim
Por Renato Malagutti
No segundo jogo da tarde, realizado na quadra número 10, tivemos o disputado duelo entre Invictus e Canhedo Beppu. O empate foi o resultado mais justo para ambas as equipes, que não construíram muitas jogadas de cunho ofensivo. Nos primeiros cinco minutos, nenhum lance levou perigo para os goleiros. A marcação dos times estava forte e o jogo estava muito corrido e concentrado, principalmente no meio de campo.
A coisa mudou aos 6 minutos, quando Cerveja, jogador do time de azul que mais corria em campo, fez a primeira tentativa de ataque com um chute forte, que passou à direita do gol de Papa Burguer, sem muito perigo. Três minutos depois, Luiz chutou na entrada da área, obrigando Muralha a fazer ótima defesa e mandar para escanteio.
Nenhuma das duas equipes mostrava superioridade. Somente aos 12 minutos, em um lançamento de Muralha, Diguido tocou para Rodrigo, que fez praticamente sem goleiro. A zaga adversária até que chegou, mas a bola já tinha atravessado a linha do gol.
Após a alteração do placar, a partida continuava equilibrada, mas com poucas chances de gol. A maioria das bolas que levavam perigo aos goleiros vinha de chutes de longa distância. Aos 17 minutos, após boa jogada individual de Tico, Papa Burguer foi obrigado a fazer grande defesa para barrar a bomba que acertaria o canto esquerdo superior, próximo ao ângulo. De mão trocada, ele mandou para escanteio. Quatro minutos depois, Brunão acertou bom chute de longe, mas foi brecado pelo goleiro de amarelo.
O jogo estava truncado, com poucas jogadas bem articuladas e boas defesas de Papa Burguer. O time de azul tinha certa vantagem ofensiva em relação a seu rival, mas nem por isso podia ser considerado muito superior no jogo. Fabinho, do Canhedo, era perigo constante pelas laterais do campo.
A segunda parte foi um pouco mais movimentada, mas nada de espetacular. O início foi semelhante ao do primeiro tempo, sem muito entusiasmo. Porém, o Canhedo pressionou e ganhou o meio de campo, encurralando o Invictus. Aos 5 minutos, Paulão fez falta em cima de Gabriel próximo à entrada pela direita da área. A chance foi convertida em uma excelente cobrança de falta de Suzuki, que impossibilitou a defesa de Muralha: o arqueiro não alcançou a redonda no canto superior direito de seu arco.
Depois do gol de empate, o Invictus parecia ter ficado abalado. Aproveitando a má fase de seu rival, o Canhedo Beppu foi para cima. Dois minutos após o gol, Gabriel sofreu falta de Rodrigo. Flavinho cobrou e mandou a pelota com perigo próxima ao ângulo.
Em seguida, houve uma pequena discussão verbal entre Paulão e o árbitro. O bate-boca resultou em cartão amarelo não só para o jogador, mas também para o rival Suzuki.
Depois da saída do zagueiro, o time de azul pediu tempo técnico. Essa pequena pausa não pareceu ter surtido efeito. Aproveitando rebote e falha bisonha da defesa azul, que tirou a bola pra cima e quando desceu ninguém achou nada, Kamura ficou livre para virar a partida sem muitas dificuldades.
Faltando aproximadamente dez minutos para o término do jogo, ambas as equipes decidiram se lançar mais ao ataque. Aos 15 minutos, Suzuki perdeu gol feito após ótimo passe de Flavinho. Nem ele, e muito menos a torcida composta por jogadores do Acidus conseguiu entender tamanho vacilo. Se por um lado a equipe de preto - que estava em vantagem - perdeu a oportunidade de ampliar, por outro, a equipe azul, em uma boa jogada típica de camisa 9, completou. Rodrigo ficou cara a cara com Papa Burguer após Diguido brigar e tocar a ele. Ele mandou rasteira no canto direito, impossibilitando a defesa do goleirão e incendiando a partida.
Ainda teve tempo de Suzuki fazer falta no meio de campo e tomar o cartão azul. Pra compensar, a arbitragem mandou Paulão para fora também com o azul após atrapalhar cobrança de lateral. Porém, em termos de placar nada mais foi possível e 2 x 2 foi o resultado final. O Canhedo empata a segunda partida, enquanto o Invictus conquista seu primeiro ponto.
V CHUTEIRA DE PRATA: GRUPO B: 2ª RODADA
Machupichu 5 x 4 Ras Time
MACHUPICHU DERROTA LEÔNIDAS E SEU EXÉRCITO
Equilibrio e técnica predominam até o fim, quando os peruanos venceram a “sorte” de Leônidas e garantiram os 3 pontos diante do Ras Time
Por Renato Malaguti
Sem dúvida, os peruanos e os meninos do Ras fizeram a mais empolgante partida da rodada e, o melhor, com um futebol limpo e cheio de técnica. Já no primeiro lance, Mateus esbanjou habilidade ao pegar de primeira cobrança de lateral, surpreendendo o arqueiro Cipó. Gol, claro. Empolgado, o time de preto seguiu pressionando seu rival até os 6 minutos. Todavia, quem marcou foi o time de branco, com Leônidas, que estava no lugar certo e na hora certa: após boa jogada de sua equipe, o atacante só teve o trabalho de empurrar a bola para as redes.
Com o empate, a partida ficou muito disputada. Ricci levou perigo ao Ras Time: ele driblou um, arrematou para bater, mas chutou para fora, desperdiçando boa oportunidade. Do outro lado, Leônidas quase marcou mais um ao mandar uma paulada no meio do gol adversário. O goleirão Pipo defendeu com as pontas dos dedos. Em seguida, o mesmo Pipo quase concedeu o gol para o adversário em uma saída errada: Macaulin ficou sozinho, mas cabeceou mal, errando o arco.
Aos 16 minutos, com muita raça, a equipe de branco virou o placar. Rernanes, oportunista, aproveitou rebote do chute de Johnny e balançou a rede. Porém, sem dar chances para comemorações, o MachuPichu deixou tudo igual novamente. Dessa vez com Taka, que acertou um canhão do meio da rua.
Um minuto depois, em mais um lance de sorte, Leônidas estava bem posicionado. Praticamente dentro do gol, o xará do antigo rei de Esparta marcou seu segundo e o terceiro da equipe do Ras Time, aos 20 minutos.
Os cinco minutos finais do primeiro tempo não foram marcados por ofensivas. Tirando a boa investida de Leônidas aos 22 – na qual ele deu um corte para a esquerda e chutou na rede pelo lado de fora –, nenhuma outra jogada foi bem articulada.
Ao contrário do primeiro, o segundo tempo não começou com gols. O jogo seguia em pleno equilíbrio. Uma bola na trave aos 5 minutos assustou o time de preto. Mas somente aos 12 o placar foi alterado. Rernanes fez falta em Mateus e recebeu cartão amarelo. Thiago Branco foi para a cobrança e meteu por debaixo da barreira, surpreendendo a todos com o bonito gol.
Nesta altura do jogo, o placar era de 3 x 3. E mais boas jogadas foram produzidas pelas duas equipes. Thiago cobrou outra falta, mas acertou o meio do gol, facilitando a defesa do baixinho Cipó - que espalmou para escanteio. Logo em seguida, Rernanes chutou forte no canto esquerdo, mas Pipo conseguiu pegar.
Com os nervos à flor da pele, a jovem equipe do MachuPichu pediu tempo técnico aos 16 minutos. Na volta, Daniel assumiu o papel do rival Leônidas ao ficar no lugar certo e na hora certa: o jogador ganhou de presente bola rebatida e só precisou sair para o abraço. Logo em seguida, Tebas quase ampliou em jogada relâmpago, mas desperdiçou.
Quando se está vencendo por apenas um gol de vantagem, não se pode perder oportunidades. Johnny provou isso com um forte chute que não deu chances para Pipo e colocou o placar igualado pela quarta vez na partida. Mas Daniel Pereira, em tarde inspirada, anotou o quinto dos peruanos e liquidou a partida ao chutar rasteiro no canto direito.
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