V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Xoras 2 x 2 Roleta Russa Clássico
XORAS EMPATA NO FIM E É OITAVO DO GRUPO
Em partida morna e sem muita ambição, equipes ficam apenas no empate. Roleta se despede e Xoras tem Coringa pela frente
Por Rafael Ruiz
Partida amistosa, desse modo que podemos descrever o jogo entre Xoras e Roleta Russa Clássico, que entraram em campo com a suas posições já definidas no último jogo da primeira fase. A equipe do capitão Carioca, já classificada e sem muitas chances de subir na tabela, veio para o jogo com apenas 9 jogadores. Enquanto o Roleta, nem classificado nem rebaixado, veio finalizar sua participação na Bronze. Um jogo assim, tão tranquilo, só poderia mesmo acabar em empate.
O jogo começou com o Roleta dando a saída e não demorou muito para perceber que o confronto seria muito truncado e sem muitas chances de gol. Por um simples motivo, os times sem muitas ambições na partida tocavam a bola, porém sem muita objetividade. Isso durou até os 5 primeiros minutos, quando a equipe azul e vermelho por pouco não marcou. Após Matheo cabecear para o meio da área, a bola sobrou livre para Ric e Carioca, que, não ânsia de marcarem, bateram cabeça e nenhum deles empurrou a redonda para as redes.
Esta primeira chegada animou o Xoras, que começou a se arriscar mais ao ataque, mas o problema era acertar o alvo. Na oportunidade de Mingo pela esquerda, a bola saiu sem direção e longe do gol. No minuto seguinte foi a vez de Ric tentar. O camisa 12 recuperou a bola e chutou forte, obrigando Guaraná a espalmar bem para escanteio. Na sequência, por pouco não marcaram com Carioca de cabeça, porém, para seu azar, a bola acabou acertando o travessão e se perdeu pela linha de fundo.
O jogo era controlado pelo Xoras, que ainda almejava subir uma posição na classificação caso o Invictus perdesse na quadra ao lado. O Roleta não se encontrava em campo e errava muitos passes. Contudo, em uma boa jogada de Rick, que avançou pela direita, ao adentrar a área foi derrubado pelo goleiro. E falta na área é pênalti. Depois de um pouco de reclamação por parte do Xoras, Baru pegou a bola e cobrou no meio. O goleiro caiu para a direita e viu o placar ser alterado pela primeira vez.
Tentando não perder o controle do jogo, o Xoras foi logo tentando empatar, mas esbarrava no último passe para o companheiro sair de frente com o goleiro. Isso demorou 3 minutos até que, em cobrança de lateral, a bola chegou a Mingo livre de marcação, que pegou de primeira e empatou. Em rápida resposta do Roleta, quase que a equipe retoma a dianteira do placar do mesmo modo que haviam tomado o gol. A chance foi de Cabelo, que pegou de primeira, mas sem direção e foi para fora.
O jogo ainda era lento e as chances eram muito escassas. O Xoras era o time que mais atuava no campo de ataque, mas a equipe parava no bom goleiro Guaraná, que mais uma vez espalmou para longe arremate de Mingo.
A partida se encaminhava para o fim da etapa inicial quando, em uma saída errada de Baru, por pouco o time azul e vermelho não virou. E outra vez com Mingo, desta vez chutando forte por cima do gol. Antes do apito parcial, Mingo teve outra chance ao sair de frente para o goleiro, mas Guaraná impediu o seu gol.
No segundo tempo, parece que as equipes voltaram mais dispostas a vencer, tanto que com apenas 50 segundos o Roleta recuperou a bola e a fez chegar a Raphael Gunther, que, de primeira, anotou o segundo. No lance, o camisa 25 foi brincar com os amigos que estavam na torcida e mostrou o dedo do meio. O árbitro viu e expulsou o atacante. Isso acabou irritando os jogadores do Roleta, que argumentavam que era apenas brincadeira, mas o árbitro obviamente não voltou atrás e confirmou a expulsão, deixando o Roleta com um a menos.
Mesmo com um jogador a mais, o Xoras sentiu o gol e viu o Roleta recuar disposto a se defender. O Xoras chegava sempre com Mingo e Ric, que obrigaram Guaraná a trabalhar. Depois, Matheo partiu pela esquerda, cortou para o meio e chutou cruzado. Guaraná tocou na bola e a desviou para escanteio.
A equipe azul e vermelha subiu a marcação e impedia que o Roleta saísse tranquilamente com ela, tanto que mais uma vez conseguiram aparecer com perigo. Matheo, pela esquerda, levou perigo, mas seu chute foi sem direção e saiu pela linha de fundo. No entanto, depois de tanto insistir, o Xoras enfim conseguiu marcar o seu segundo gol, de empate. O autor foi André, que, livre de marcação, só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes.
Em sua última tentativa de vitória, o Xoras por pouco não marcou com Matheo. Ele arriscou e a bola passou perto do travessão. Com o fim do jogo, o empate ficou de bom tamanho para o que ambos os times criaram. O Xoras ficou mesmo com a 8ª posição no grupo e tem pela oitavas compromisso com o líder do Grupo B, o Coringa.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Invictus 3 x 2 Corleone
INVICTUS BATE CORLEONE E SOBE NA TABELA
Mais interessado e mais jogadores, equipe alvi azul derrota a famiglia e acaba na 4ª posição no grupo; Corleone termina em 6º lugar
Por Renato Malaguti
Não era um jogo decisivo, pois ambos os times vinham classificados. Porém, estava em jogo uma melhor posição na tabela. Se perdesse, o Invictus poderia ser 8ª colocado. Se vencesse e uma combinação de outros resultados, poderia ficar na 4ª posição. Pensando nisso o alvi azul foi para a quadra com mais vontade que o Corleone e venceu. Sofreu, é verdade, mas a vitória por 3 x 2 deu ao time os 3 pontos e justamente a 4ª colocação, deixando para trás TNT, Bacaninha e o próprio Corleone.
O fato do Corleone ter usado um goleiro improvisado e ter jogado com jogadores contados evidenciou problemas para o jogo e certa falta de interesse na partida. Tanto que, logo no início, Bento aproveitou bem uma bola sobrada em lance de contra ataque, puxou para a direita e soltou o pé, marcando o primeiro do Invictus.
Após o gol, ambos os times criaram oportunidades. Cainho recebeu pela esquerda, passou bem por um zagueiro e chutou rasteiro ao lado do arco, levando perigo a favor do Corleone. Três minutos depois, Bento recebeu lançamento do goleiro Henrique, puxou para o meio, mas na hora do bate não pegou muito bem na bola, mandando para cima. Com o relógio marcando 10 minutos, Eduardo, que já se destacava pelo lada da famiglia, limpou bem a marcação e chutou rente ao arco com perigo.
Na primeira metade do primeiro tempo o jogo foi bem equilibrado, com ambas as equipes atacando de forma perigosa, mas sem muita eficiência. Eduardo apareceu bem de novo. Ele recebeu pela esquerda e tentou tirar de Henrique com um chute no canto, mas o arqueiro conseguiu salvar defendendo com o pé e mandando a redonda para escanteio. Já o Invictus, em sobra de escanteio que parecia estar perdido, Dennis deu um gás e ganhou na velocidade de Cainho. Na sequência, próximo ao escanteio, o zagueiro ainda mandou a bola na trave.
Aos 20 minutos o empate veio à tona com Eduardo. O jogador, quase caindo, conseguiu bater bem de fora da área, matando Henrique. Do outro lado, em encrenca dentro da área do Corleone, Mutssa chutou rasteiro, mas Marcelo fez ótima defesa. Entretanto, pouco tempo depois, ele recebeu lateral na direita e chutou por cobertura, fazendo um belo gol e deixando o Invictus com vantagem para a etapa final.
No segundo tempo, Marquinhos acertou Eduardo logo no primeiro lance e tomou amarelo, fato que o deixou revoltado. Na cobrança da falta, Felipe mandou por cima da barreira, mas João Lucas, que entrou no lugar de Henrique, praticou boa defesa. A bola ainda bateu na trave antes de sair.
Fora do jogo, Marquinhos, não satisfeito ainda, mostrou indisciplina, reclamou e tomou cartão vermelho. Parece que seu desejo foi realizado ao sair de campo. O Corleone, aproveitando um pouco de desorganização na zaga do Invictus, levou mais uma vez perigo, mas agora com Mario, que puxou bem pela esquerda mas chutou rasteiro, facilitando a defesa de João Lucas.
Nos primeiro cinco minutos o Corleone jogou melhor. Depois desses ataques, o jogo ficou menos corrido. Somente aos 10 outra jogada foi criada a favor do Corleone, resultando no gol de empate. Felipe recebeu dentro da área e chutou. No meio do caminho a bola desviou em João e matou o arqueiro do Invictus. O goleiro reclamou bastante com a zaga do time, dizendo que “estava tudo errado”. Típicas broncas do goleirão com cara de bravo.
Após o gol, o Invictus pediu tempo técnico. Na volta, a equipe pareceu ter ouvido o goleiro e melhorou, principalmente no campo defensivo, comandado por Edgard. Mostrando que o melhor ataque é a defesa, em meados da segunda etapa o Invictus marcou o terceiro, ficando mais uma vez à frente no placar. O autor do gol foi Dennis, que aproveitou bom passe de Paulão dentro da área e bateu firme.
O Corleone, no finalzinho, ainda deu perigo ao Invictus. Valorizando mais uma vez o contra golpe, João ficou cara a cara com João Lucas, mas bateu na trave, perdendo a chance de empatar. Com poucos minutos para o apito final, Paulão ainda tomou cartão amarelo e saiu reclamando muito de campo. Mas mesmo com a desvantagem numérica o Invictus conseguiu administrar a vantagem e sair vitorioso de campo.
Finda a rodada, o Invictus ficou com a 4ª colocação e encara o Absolutos nas oitavas. Pelo lado do Corleone – 6º colocado – o adversário é o Só Quem Sabe, que subiu uma posição com a punição ao DPGamos.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Roleta Russa 4 x 0 Derrubada
ROLETA ELIMINA DERRUBADA COM GOLEADA
Equipe de Pedro Mé não teve chances contra Roleta, que dominou no início ao fim para construir placar elástico
Por Eduardo Bernardi
O Derrubada vinha para enfim conseguir uma classificação a mata mata no Chuteira. Uma vitória – ou mesmo um empate com combinação de resultados – seria o bastante para tanto. Porém, se o resultado positivo era fundamental, o que se viu foi o time cometendo os velhos erros de sempre – falta de comprometimento de parte dos jogadores. Para duelo tão decisivo, o Derrubada entrou em quadra contado, sem seu goleiro, e pagou alto preço por isso.
O Roleta começou mandando no jogo. O Derrubada quase não via a cor da bola. A dominação exercida pelo Roleta dava ares de que uma provável goleada ocorreria. Mesmo assim, a partida era muito truncada nos primeiros minutos. Ambas as marcações eram fortes. O primeiro lance de perigo foi do Roleta, com Alemão, que arriscou quase do meio da quadra e viu a bola passar à direita de Pedro Mé. O Roleta era superior e detinha a posse de bola quase que 100%, mas não conseguia furar a marcação adversária.
Aos 5 minutos, o Derrubada conseguiu seu primeiro lance de perigo. Ed cabeceou no canto esquerdo, mas Edu fez uma defesa espetacular, com as pontas dos dedos. O Roleta respondeu com Alemão, que mandou no travessão da entrada da área. Só dava Roleta. Aos 9 minutos, Caio acertou o ângulo de Pedro Mé, da entrada da área, sem nenhuma chance para o arqueiro. Estava aberto o placar, e por onde passa boi passa boiada.
O Derrubada tentou partir pra cima após o gol sofrido, mas continuava sendo barrado na marca do meio de quadra, que era o máximo que a equipe conseguia alcançar. O alto falante utilizado por torcedores pedia a entrada de Folha, mas a equipe estava entrosada demais para uma mudança. Tudo estava ocorrendo de acordo com os planos, que visava o amplo domínio da partida utilizando a posse de bola e a calma para ampliar o placar.
A partida ficou morna aos 15 minutos. O Roleta continuava atacando muito mais que o Derrubada. Frango acertou o aclamado Folha, dentro da área, mas a arbitragem não entendeu como pênalti. No minuto seguinte, Fê, da ponta direita, chutou forte, e a pelota raspou a trave esquerda de Pedro Mé.
Os minutos finais da primeira etapa continuaram da mesma maneira, Roleta no ataque e Derrubada na defesa. O apito do árbitro selou um primeiro tempo morno, sem grandes emoções, mas em que apenas uma equipe ditava o ritmo da partida.
O Roleta voltou para a segunda etapa com muito mais vontade. A equipe deixava o Derrubada mais preso ainda do que na primeira etapa. Logo aos 2 minutos, Alemão recebeu na área e tocou no canto esquerdo, ampliando o marcador para 2 x 0. O Derrubada respondeu no lance seguinte, com Telito, que, após dividida com a marcação, viu a bola quase entrar, se não fosse pela interceptação precisa de Preto, quase em cima da linha.
Aos 5 minutos, Matheusinho girou, tirou da marcação e enfiou uma pancada no canto esquerdo de Pedro Mé, marcando o terceiro. A parti daí o Derrubada não demonstrava mais nenhuma reação. Só dava Roleta.
Thales e Preto atuavam na defesa, parando todas as jogadas do Derrubada, que não conseguia sequer fazer a bola chegar nas mãos de Edu. Telles era a única opção ofensiva do Derrubada, mas era sempre barrado pelo eficiente Thales. Aos 18 minutos, Cesar, após cobrança de escanteio, cabeceou raspando a trave direita.
A partida estava muito morna, com o Roleta apenas administrando o resultado. Não fazia grandes esforços para passar da marcação do Derrubada, que atacava mais nos minutos finais. No último minuto de jogo, o nome gritado pela torcida, Folha, após falha da marcação, chutou colocado no canto direito de Pedro Mé para fechar em 4 x 0 o placar.
A vitória dá ao Roleta a 6ª posição do Grupo B, o que o faz duelar com o Basicus nas oitavas de final. O Derrubada teve de esperar o Irado’s vencer o Toque Me Voy para dar adeus ao campeonato.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Opalas 0 x 1 Cachorro Velho
CACHORRO SE MANTÉM NA BRONZE COM GOL NO MINUTO FINAL
Após ser pressionado durante toda a partida e não aproveitar suas chances de gol, Opalas leva o tento e ainda vê o oponente se salvar de um empate nos acréscimos
Por Heron Ledon
Nenhuma das duas equipes entrou em campo com total conforto na tabela. O Opalas ainda tinha riscos de ficar de fora do mata-mata – mas, mesmo com a derrota, uma combinação de resultados o fez se classificar. Já o Cachorro Velho necessitava do triunfo para não depender de um tropeço do Os Mostarda contra o DPGamos. E foi bom mesmo a equipe ter vencido, já que o seu concorrente ao rebaixamento desbancou o até então líder DP. A insistência nos ataques e más conclusões adversárias foram fundamentais para Thiaguinho fazer o gol salvador no último minuto de jogo – e Anjinho evitar o empate nos acréscimos.
Apesar da boa chegada do Opalas – quando Raphinha trouxe pelo meio e tocou para Deco, na frente, que dominou bem, mas mal bateu mal para fora –, foi o Cachorro Velho quem teve a primeira grande chance de gol. Tupi acertou um belo chute da intermediária, mas o goleiro Froio foi buscar no ângulo. No escanteio de Chuck, Giggio desviou de cabeça, porém a bola tocou no travessão e foi para fora.
Deco novamente estava envolvido em uma boa jogada de seu time. Ele roubou a redonda no campo de ataque e a passou para Rubão, que chegaria fuzilando ao gol, mas Giggio foi para a dividida e bloqueou o arremate do oponente. Após alguns lances, de novo Giggio – o mais perigoso do Cachorro – tentou deixar sua marca em campo. Ele interceptou a bola no meio-campo, passou bonito por Raphinha e Bastos e bateu pro gol, mas Froio estava bem posicionado e realizou a defesa.
Enquanto o Opalas desperdiçava mais um ataque – Raphinha subiu em velocidade, passou pelo marcador e bateu cruzado para fora –, o time da PUC tentava abrir o placar de todas as formas. Primeiro, Anjinho recebeu passe na direita e chutou com força, porém Peixe chegou para cortar. Depois, Chuck cruzou da direita para o segundo pau, e Thiaguinho, sozinho, completou para fora, desperdiçando a oportunidade aos 16 minutos.
O Cachorro mantinha-se mais no ataque, já que precisava do resultado positivo para não correr o risco da degola. Já o Opalas, então, subia nos contra-ataques, alguns perigosos, mas muito mal concluídos. Esse fato até gerou um certo desabafo por parte de um dos jogadores do Toque Me Voy, que apoiavam o time amarelo: “Fica difícil torcer assim, viu! Difícil!”. Desse modo, o jogo era muito fraco tecnicamente e truncado no meio-campo.
As últimas chances de o placar ser aberto na etapa inicial foram do Opalas. Tevez bateu falta de seu campo de defesa, e a gorducha desviou no trajeto, indo ao canto direito do gol. Porém, mesmo com o tempo de bola errado, o goleiro Botana pulou e realizou a defesa. Depois, Léo Chaves cobrou lateral para dentro da área, e Tevez subiu mais alto que o arqueiro para cabecear, mas mandou a pelota para fora.
Se no primeiro tempo o Opalas ficou no contra golpe, no segundo quase nem isso pode fazer. Desde o início foi pressão total do adversário. Giggio tabelou com Thiaguinho na direita e cruzou para a área; Tupi completou de modo desajeitado para fora, visto que tinha passado da linha da bola. Aos 5 minutos, Giggio também teve sua chance ao receber a pelota próximo à área e fuzilá-la por cima do gol, para lamento de seus companheiros.
Só após mais uma oportunidade de Giggio – Chuck cobrou lateral, a bola sobrevoou por todos, e o camisa 7, dentro da área, a chutou para fora, perto do poste direito de Froio – foi que o Opalas conseguiu chegar. Gorducha na área, e Parasmo a cabeceou bem, mas Botana se esticou todo para fazer uma ótima defesa no canto esquerdo do gol.
As equipes tinham muitas dificuldades para encaixar uma boa troca de passes. Quando recorriam a jogadas individuais, também não obtinham sucesso, já que a marcação conseguia desarmar com certa facilidade. O jogo, então, parecia encaminhar mesmo ao 0 a 0, visto que nem o cartão amarelo de Peixe aos 16 fez com que o Cachorro Velho conseguisse abrir o placar.
No entanto, o time da PUC não desistiu dos ataques, também não deixou seu adversário o agredir e ainda meteu duas bolas na trave. Giggio recebeu passe na esquerda, passou por Parasmo e chutou de bico, tocando no poste e indo para fora. Minutos depois, Anjinho, no meio, tocou para Tupi, que protegeu de Bastos e carimbou o travessão de Froio.
De tanto tentar, o gol do Cachorro finalmente saiu, na última virada do ponteiro do relógio. O capitão Chuck cobrou lateral na esquerda para a área, e Thiaguinho, livre de marcação, desviou a gorducha para o fundo das redes. E, por pouco, quem pensou que o resultado estava definido, quase se enganou. Em subida desesperada do Opalas, após confusão na área, Anjinho isolou a bola em cima da linha e evitou o empate do oponente. Apito final, muita comemoração dos jogadores do Cachorro e tristeza e lamento por parte do Opalas.
Mesmo com a derrota, o time de amarelo conseguiu a classificação para a próxima fase ao terminar em sétimo lugar com 10 pontos. No mata-mata, seu adversário agora é Condor’s, vice-líder do Grupo A. Com a nona colocação, 10 pontos ganhos também, mas apenas duas vitórias conquistadas, o Cachorro Velho se safa do rebaixamento, porém não se classifica às oitavas e dá adeus à Bronze deste semestre.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Irado’s 4 x 2 Toque Me Voy
IRADO’S PASSA DE REBAIXADO A CLASSIFICADO
Time chegou à rodada buscando não cair, mas saiu dela classificado para as oitavas. Toque Me Voy, às lágrimas, cai para a 4ª divisão
Por Luis F. Saninana
Toque Me Voy e Irado’s entraram em quadra sabendo que esse era o jogo do desespero, pois o Cachorro Velho havia ganhado anteriormente. Ao Toque, o lanterna, só a vitória e torcida contra Mostarda depois interessava. Ao Irado’s, para não cair tinha ao menos de empatar e torcer contra Mostarda. O fato é que ambos queriam ganhar e fugir da matemática. Com isso, o jogo foi de ataques, deixando as defesas expostas e mostrando as fragilidades de cada uma delas.
A primeira grande chance foi do Irado’s. Jales recebeu livre na esquerda e perdeu o gol logo no primeiro ataque de seu time. O Toque respondeu com Yuri por duas vezes. Primeiro pela direita e depois pelo meio, mas ambas as finalizações foram para fora.
Então entraram em cena os dois jogadores de linha que estão há mais tempo no time vermelho e branco. Muriloko, que não usa mais a 13, chutou, o goleiro espalmou e Jales, praticamente em cima da linha, empurrou para o fundo do gol fazendo 1 x 0.
O Toque não teve escolha a não ser ir com tudo para o ataque. Yuri era o jogador mais perigoso. Ele tentou chute da entrada da área, mas Alan fez grande defesa. Depois foi a vez de Silas tentar em cobrança de falta, mas mandou por cima. De tanto insistir o camisa 19 azul acabou conseguindo empatar. Em cobrança de falta ensaiada pela ponta direita, Yuri, rolou para Daniel Possibon, que devolveu para o camisa 19 bater cruzado para o fundo do gol.
O empate era ruim para os dois times, pois o Toque cairia e o Irado’s teria que torcer para os mostardas não vencerem o DPGamos, que se enfrentariam logo após. Portanto, mais ataques. O jogo ficou aberto e era questão de tempo até sair mais gols, que podia ser para qualquer lado.
Jales teve a chance, quando livre na direita, mas Danilão defendeu seu arremate. Erick também tentou, após boa jogada pelo meio, mas outra vez o goleiro do Toque defendeu, dessa vez com o pé.
Quem não perdeu a oportunidade foi Daniel Possibon. O camisa 7, na esquerda, virou o jogo para o Toque Me Voy e para a alegria de Mostarda e Cachorro Velho, que acompanhavam o jogo do lado de fora o primeiro para ainda ter chances de não cair, o outro visando classificação.
Com a virada o Toque tentou administrar e levar o resultado positivo para o intervalo. O Irado’s aproveitou o recuo do adversário para tentar o empate antes do término da primeira etapa. Enquanto isso do lado de fora, Os Mostarda já pediam o final de jogo. Com o TMV bem postado na defesa, Jalesinho arriscou de longe e Danilão fez grande defesa. Muriloko, que não costuma perder gols, desperdiçou grande chance livre na esquerda. Erick teve a terceira chance, mas também falhou.
A boa defesa do time azul quase rendeu mais um gol. A equipe poderia ter ido com uma vantagem maior se Alan não defendesse o chute de Luiz Fernando pela direita. Para o segundo tempo, o Toque começou no ataque, mas sem criar reais chances. Vendo que a situação poderia ficar ainda pior, o Irado’s foi para cima e, no primeiro lance de perigo da segunda etapa, aos dois minutos, Muriloko, avançando livre, deixou tudo igual no placar. 2 x 2.
Os times ficaram mais cautelosos. Quem tomasse o gol sabia que ficaria em uma situação critica e praticamente sem reação. O Irado’s resolveu arriscar. Diego Silva, da meia direita, chutou para mais uma boa defesa de Danilão. O goleiro do Toque só não contava que logo depois ele teria outra chance. Em contra-ataque, o arqueiro saiu do gol, mas não conseguiu evitar que a bola chegasse ao camisa 6 vermelho, que só empurrou para o gol vazio.
Perdendo, o Toque não tinha mais nada a perder e foi para o abafa, o que deu ao Irado’s a chance de explorara, além do desespero adversário, os contra-ataques. Com isso, Danilão teve mais trabalho. Hubert, da entrada da área, e Jales, livre na direita, exigiram boas defesas do arqueiro. Silas acertou o travessão de Alan e quase igualou o placar novamente.
Quando o Toque parecia esboçar uma reação, o goleiro Danilão se contundiu. A equipe, então, realocou Zé Mario para debaixo das traves. Foi aí que o Irado’s matou o jogo. aos 20 minutos, Hubert fez 4 x 2 e esfriou por completo a reação do Toque e a torcida mostarda e canina.
O Irado’s segurou o placar até o apito final, para grande comemoração da equipe, especialmente de seu capitão Jales, contrastando com o choro e desconsolo de alguns jogadores do Toque. A vitória e os demais resultados – derrota de Derrubada – colocaram o Irado’s na última vaga do G-8, habilitando o time a jogar as oitavas de final contra o Báguas. Já o Toque Me Voy se despede e, ao lado de Mostarda, são os primeiros confirmados na nova divisão do Chuteira.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Coringa 6 x 3 Palestrinha da Catarina
CORINGA DOMINA, GOLEIA PALESTRINHA E ESTÁ NA PRATA
Equipe abre 3 gols de diferença e, contando com o desequilíbrio do adversário, vence e de quebra vê DPGamos perder para ser primeiro e garantir o acesso à Prata
Por Rafael Ruiz
Em campo estavam duas das três equipes que jogavam buscando o acesso direto para à Prata pelo Grupo B. Palestrinha da Catarina, em segundo, e Coringa, em terceiro, ambos sabiam que apenas a vitória os interessava para ainda torcer contra o DPGamos, que jogava no mesmo horário contra o Os Mostarda. Com esses ingredientes, os dois times entraram em campo com o foco no jogo e os ouvidos na outra quadra. Tudo isso indicava um confronto equilibrado, mas a boa atuação coletiva do Coringa, somado ao desequilíbrio do Palestrinha, transformou o jogo fácil e sem sustos para Farias e cia. golear e, devido à confusão na quadra do DP, comemorar do lado de fora a ascensão à Prata.
O confronto começou com o Palestrinha dando a saída. No início, o jogo era truncado, mas aos 3 minutos o Coringa chegou ao gol defendido por Régis e foi logo marcando. O autor do gol foi Rafinha, que aproveitou boa jogada coletiva, a bola chegou nele, o camisa 11 livre de marcação só teve o trabalho de empurrar para o gol. O Palestrinha, que até aquele momento não havia criado grandes oportunidades, apareceu pela primeira vez ao ataque com Lukinhas, o camisa 7 fez boa jogada, mas para o seu azar a bola explodiu no travessão e se perdeu pela linha de fundo.
Depois desse lance, o jogo novamente ficou lento e sem muitas chances de ambos os lados. Outra jogada de perigo de gol só voltou a acontecer aos 11 minutos, e mais uma vez por parte do Palestrinha. Guga recebeu livre e rolou para Lukinhas, mais livre ainda, pela esquerda, chutar cruzado, sem chances para Léo Cidrão, e empatar o duelo.
Tentando não mostrar abatimento, o Coringa foi logo se atirando ao campo de ataque, e por muito pouco não voltou a ficar na frente no placar. Farias chutou forte no canto e Régis desviou a escanteio. No entanto, aos 15 minutos, depois de saída errada de Hiro pela esquerda, que perdeu a bola para Farias, este chutou forte no canto na saída de Régis. 2 x 1. A falha individual acabou ocasionando uma discussão entre os jogadores do Palestrinha, que acabaram por perder o foco na partida. O Coringa aproveitou e fez mais dois gols ainda no primeiro tempo. Dé aproveitou cobrança de lateral e fez de cabeça. Em seguida, ele recebeu de Farias, que disputou com os zagueiros, para só ter o trabalho de empurrar em direção ao gol e anotar 4 x 1.
No segundo tempo, o time vermelho e preto tentou diminuir o marcador com apenas 40 segundos. No entanto, Léo Cidrão, atento, cortou lançamento que buscava Alê na área. A partir daí, a partida começou a ser mais disputada e truncada, com dois cartões amarelos em dois minutos, um para cada lado. O primeiro foi para Daniel Capel, que dividiu forte e a arbitragem entendeu que foi exagerado. No minuto seguinte, foi a vez de Guga receber o seu. O camisa 9 fez falta por trás. Na cobrança, o Coringa marcou mais uma vez – Farias desviou a gol bola em chute de Pi.
O quinto gol praticamente selou o fim das esperanças do Palestrinha. E por pouco não ficou pior quando Rafinha quase fez outro. O camisa 11 recuperou a bola e sozinho tentou encobrir o goleiro, mas chutou em cima de Régis e perdeu uma boa oportunidade. No entanto, no lance seguinte, após fazer uma boa defesa no minuto posterior, Régis acabou se atrapalhando com Siri. Na ânsia de afastar o perigo em mais uma chegada do Coringa, o arqueiro acabou chutando em cima do seu companheiro e a bola voltou para o seu gol. A arbitragem deu gol contra para Siri e o placar indicava nada menos que 6 x 1.
Estava dando tudo certo para o Coringa, uma vez que Léo Cidrão por pouco não falhou feio em um lance simples. A bola foi tirada do campo de defesa do Palestrinha depois de mais uma chegada do azul e branco. Contudo, o lance tava tão fácil que Cidrão sem muita atenção deixou a bola escapar de suas mãos. Para a sua sorte, ela bateu na trave e não entrou.
O jogo caiu muito de rendimento com a ampla vantagem. O Palestrinha tentava na base do abafa diminuir o prejuízo. Hiro tabelou com Lukinhas, que marcou mais um para a sua equipe. Dando um gás nos minutos finais, aproveitando rebote de Cidrão, Alê chutou no canto e deu números finais ao confronto em 6 x 3.
Com o apito final e o fim do jogo do DPGamos, quem comemorou o acesso à Prata foi o Coringa. Agora eles pegam o Xoras pelas oitavas de final. Por outro lado, o Palestrinha enfrenta o TNT.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Os Mostarda 6 x 5 DPGamos
MOSTARDA VENCE E TIRA VAGA NA PRATA DO DPGAMOS
No segundo tempo, muitos gols e muita confusão até que equipe mostarda, rebaixada, acabasse com o sonho da Prata na 1ª fase do então líder
Por Luis F. Saninana
Os Mostarda entrou em quadra praticamente rebaixado. A equipe sabia que tinha uma missão muito difícil. Vencer o líder do grupo, o DPGamos, por seis gols de diferença. Ao DPGamos era vencer e comemorar a acesso à Série Prata. O que se viu foi um time guerreiro, lutando para terminar com dignidade sua participação no torneio, que complicou a vida do líder. Na metade final do segundo tempo, as reclamações do DPGamos e a expulsão do técnico Daniel Fischer geraram muita confusão e a perda de cabeça por parte dos rubro negros, que caíram por 6 x 5, perdendo a vaga direta na Prata.
Logo de cara o time mostarda mostrou que vinha para jogar sério, tanto foi que abriu o placar rapidamente com Bruninho, após pegar a sobra. A equipe começou muito bem a partida e Bruno Egg teve a chance de ampliar chutando rasteiro de fora da área, mas o goleiro Marcio espalmou. Na terceira grande chance, Bruninho não perdoou de novo e fez 2 x 0.
O DP via a chance de se classificar direto para a Série Prata escapar de suas mãos. Tendo que correr atrás do prejuízo, não teve alternativa a não ser atacar. Dan tentou um chute cruzado da direita, mas parou no arqueiro. Depois foi a vez dele chutar de fora da área, mas para fora.
O problema é que Os Mostarda se defendia muito bem, deixando como única alternativa ao DP os chutes de fora da área. O líder conseguiu furar o bloqueio quando João Corazza chutou, o goleiro espalmou e Richard aproveitou o rebote para diminuir. Kaká quase empatou finalizando de longe, mas o arqueiro foi buscar no canto esquerdo. Depois disso o jogo esfriou e ficou por isso até a final do primeiro tempo.
Logo no começo da etapa final, o DPGamos conseguiu empatar com Kaká pela esquerda. O próprio, agora pela direita, virou a partida para o DP no lance seguinte. O resultado dava a primeira colocação do grupo e o acesso à Prata.
Mesmo perdendo, o Mostarda não desanimou e continuou em cima, fazendo o jogo parecer uma final de campeonato. Stefan teve a primeira chance chutando de fora da área e acertando a trave direita. Bruno Egg tentou em seguida, mas parou no goleiro, que rebateu. A terceira grande chance foi de Biel pela direita, mas outra vez parou no arqueiro adversário.
O DP teve que sair para o jogo para evitar o sufoco e até o empate. Assim, Richard teve a oportunidade de matar o jogo. O camisa 18 bateu cruzado da esquerda e o goleiro espalmou. A segunda tentativa foi da entrada da área, mas a finalização foi para fora.
O jogo que já era equilibrado começou a ficar pegado. E como qualquer outro jogo com emoção, não poderia faltar polêmica. A primeira foi o pênalti marcado na área defensiva do DPGamos. A questão era se a bola bateu na mão do defensor ou o defensor colocou a mão na bola. O árbitro marcou e Stefan cobrou no canto direito do goleiro para deixar tudo igual novamente.
A partir dai começou uma chuva de gols. Os Mostarda quase não pode comemorar, pois Kaká foi as redes novamente após receber passe de Dan dentro da área. O time amarelo respondeu com um golaço de Gabri chutando de longe. A bola desviou na defesa e entrou no ângulo direito do goleiro.
Com o placar igual novamente, o nervosismo começou a tomar conta das equipes. Mas o mais nervoso não estava dentro das quatro linhas. O técnico do DP, Daniel Fischer, começava a mostrar seu descontentamento com a arbitragem, tanto que acabou expulso.
Em um lance mais duro, Stefan levou o cartão azul por cometer falta em Richard. No lance, ele acabou pisando no atacante, que levantou e foi pra cima. Aí começou a confusão, que acabou com Richard também amarelado. Na cobrança de falta, Kaká fez o seu quarto gol, o quinto do time vermelho. 5 x 4.
A segunda e principal polêmica veio após os dois minutos de penalização dos cartões. O árbitro autorizou a entrada do jogador do Os Mostarda, enquanto Richard permaneceu no banco. No ínterim de perceber que estavam com um a menos e já tendo feito a 7ª falta, João Corazza fez falta boba no campo de ataque e a 8ª falta foi marcada. Seria tiro de 9 metros, que Cadú tratou de mandar para as redes e emaptar em 5 x 5.
Foi o estopim para o DPGamos inteiro reclamar, além de irem pra cima dos jogadores do Mostarda, especialmente Tatá, que falou após o gol que o DP não iria subir. Do lado de fora, jogadores do Coringa comemoravam o empate que daria ao time a vaga na Prata, enquanto dentro o jogo pegava fogo com as reclamações do DP. Mesmo com agressões por parte de jogadores do DP, o único expulso foi o técnico mostarda Polito e João Corazza, que no meio de campo reclamava de forma ostensiva com a arbitragem.
Após a confusão e o empate, o DPGamos acusou o golpe e viu a Prata se distanciar. A pá de cal nas esperanças rubro negras veio com Cadú, que pela direita do ataque mandou por debaixo das pernas do goleiro, virando o jogo. A partir daí ninguém mais queria jogar futebol. Em nova falta do DP, Bruninho desperdiçou o tiro de 9 metros mandando para fora segundos antes do árbitro encerrar o jogo.
Com o término da partida, Daniel Fischer, muito nervoso, tentou entrar em quadra para falar com o árbitro, mas foi contido ainda no portão. Os ânimos esquentados por parte do DP, especialmente seu técnico, renderam mais de 20 minutos de paralisação e bate boca dentro da quadra, quando enfim ele conseguiu entrar para ofender a arbitragem.
Pela confusão, o DPGamos perdeu 4 pontos na tabela, caindo da 2ª para a 4ª posição, além de ter jogadores suspensos em razão das agressões dentro de campo. Agora, a missão é tentar a Prata pelo mata mata, quando encara o Bacaninha nas oitavas de final. O time d’Os Mostarda, mesmo rebaixado, encerrou sua participação na Bronze com dignidade ao vencer o então líder invicto. A partir de agora, o Os Mostarda se prepara para a 4ª divisão do Chuteira.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Báguas 3 x 3 TNT
BÁGUAS EMPATA COM TNT E SE GARANTE NA PRATA
Devido ao saldo de gols maior do que o segundo colocado – Condor’s – igualdade deu a vaga na Prata antecipada ao time do capitão Jorjão, que deixou o campo com um estiramento na coxa
Por Renato Malaguti
Todos que esperavam por uma vitória fácil do Báguas em cima do TNT foram surpreendidos. Com o auxilio da torcida – formada boa parte por torcedores do Condor’s – o TNT jogou de igual para igual com o primeiro colocado, quase tirando a vaga à Prata na rodada final. Tal fato comprovou que o TNT pode ser um forte candidato ao título, mesmo terminando apenas em sétimo na competição.
No começo do jogo a equipe explosiva abriu o placar na primeira oportunidade com um golaço de Carlos Kramer, que chutou uma paulada de trás da linha do meio de campo. Antes de entrar, a bola ainda bateu na trave. Entretanto, sabendo da importância do resultado, logo em seguida o Báguas correu atrás e conseguiu empatar. Fazendo jus à camisa 9, Jorjão aproveitou bom cruzamento de Paolo e tirou de cabeça do goleiro.
O começo mostrou que mesmo matematicamente superior ao seu rival, o Báguas enfrentaria um time à altura e teria problemas, já que o time veio praticamente contado após polemica durante a semana, quando o capitão Jorjão deu sermão público via site naqueles que não confirmaram presença ao jogo decisivo.
Assim, antes dos dez minutos, em saída errada de Symon, a bola sobrou para Rafael que, livre de marcação e sem goleiro, fez o segundo do TNT. Do lado de fora, o alvoroço era gigante. Os torcedores gritavam contra o Báguas constantemente. Talvez isso tenha abalado um pouco o psicológico do gigante Symon.
Mesmo jogando contra a torcida, de forma eficiente o Báguas correu atrás e conseguiu novamente igualar o marcador, e novamente em jogada área, mas dessa vez com Paolo, que subiu mais alto e fez bonito gol de cabeça.
Após o gol o Báguas pediu tempo técnico. No intervalo, alguns jogadores do time foram punidos por estarem sem caneleira. Na volta do intervalo, o jogo ficou mais truncado, sem muitos ataques, mas com mais faltas. No finalzinho do primeiro tempo, em lance de falta, o TNT conseguiu obter a vitória parcial na primeira etapa com Miguel. Ele bateu rasteiro de longe e Symon acabou espalmando para dentro.
Com a vitória parcial, o TNT pareceu ter saído satisfeito no primeiro tempo. Devido a alguns vacilos de Symon e a raça da equipe, merecidamente o placar parcial foi de 3 a 2. Todavia, eles estavam jogando contra um time que não estava no topo da tabela à toa e que precisava apenas de um empate.
Na volta para o segundo tempo, a cada tirada de bola pela zaga do TNT – comandada principalmente por Nick Palmeiras – tanto o time quanto a torcida gritavam. Aos quatro minutos de bola rolando o elenco perdeu boa oportunidade em lance de contra ataque. Cara a cara com o goleiro, Miguel pegou mal na bola e mandou a redonda para fora.
Era visível o esquema tática do TNT nessa segunda etapa: o time se preocupava bem mais em defender do que atacar – e fez isso muito bem. Aos 10 minutos, Nick Palmeiras subiu para área e recebeu boa ajeitada, batendo com força no ângulo, mas Symon conseguiu fazer ótima defesa. Três minutos depois, mais uma vez em lance de vacilo de goleiro, agora pelo improvisado Hulk,q eu assumiu o gol com contusão de de Chicão, o Báguas conseguiu empatar pela terceira vez o placar, novamente com Jorjão. O camisa 9 comemorou muito o gol que poderia ser o da vaga à Prata. Ele bateu no peito, chegou perto da grade e gritou “Tá lá, tá lá, aqui é Báguas, c*!”.
Após mais uma vez empatadas, as equipes começaram a intensificar as faltas. Pelo Báguas, Concha tomou cartão azul. Sem banco, o Báguas se viu em situação complicado quando Jorjão caiu ao chão com estiramento na coxa. Ele deixou o campo e o time jogou com um a menos.
No final, com a vantagem numérica, o TNT ainda foi para cima a fim de estragar o sonho do Báguas. Em jogada rápida, Carlos Kramer chutou de longe, Rafael quase desviou e a torcida foi ao delírio. Entretanto, nem o bom desempenho do TNT e muito menos a torcida conseguiriam tirar a classificação antecipada para a Prata do Báguas, que segurou o empate até o apito final. Jorjão, com uma perna só, entrou em quadra comemorando muito.
Nas oitavas de final, o Báguas encara o Irado’s, enquanto o TNT, 7º colocado, pega o Palestrinha da Catarina.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Basicus 3 x 2 Bacaninha
BASICUS VENCE BACANINHA E ENCARA ROLETA NAS OITAVAS
Bacaninha permanece em quinto e encara o DPGamos
Por Rafael Ruiz
Sem chances de subir direto para a Prata, Basicus e Bacaninha fizeram um jogo, na qual o que estava em jogo era um melhor posicionamento na classificação e consequentemente pegar uma equipe pior posicionada na tabela do outro grupo. Melhor para o Basicus, que contou com uma boa jornada de Juninho e Puff para derrotar o Bacaninha por 3 x 2, após abirem 3 gols de vantagem. A equipe rosa ficou na 3ª posição, enquanto o time de Marcelão desceu para 5º, perdendo a posição para o Invictus.
O jogo começou meio devagar e com os dois lados se respeitando. A primeira grande chance somente aconteceu aos 3 minutos e por parte do Bacaninha. João Paulo avançou pela esquerda, mas na hora do chute acabou mandando em cima da marcação, que afastou o perigo. Outra vez o time de dourado levou perigo, dessa vez em uma boa tabela de João Paulo e Leonardo Ricca, que acabou desperdiçando boa oportunidade, méritos para Roland que saiu bem e evitou o gol deles.
No entanto, após um começo ruim, o Basicus finalmente apareceu e logo de cara já conseguiu o seu gol. Na cobrança de falta cometida por João Paulo em Guilherme Fuji, que iria sair cara a cara com o goleiro, Juninho arrumou e chutou forte para abrir o placar. No lance, o camisa 10 tomou cartão amarelo.
Com o gol, o Bacaninha, que começou melhor e vinha sem sua maior estrela, Lê Leme, suspenso, teria que se arriscar mais. No entanto, teve de se encolher com outro cartão amarelo em falta por trás de Marcos Wenzel. O Basicus voltou a aparecer com perigo no campo de ataque e ampliou em lance similar ao primeiro gol – falta para Juninho e bola na rede, só que desta vez rasteira no canto esquerdo do goleiro.
O jogo se encaminhava para o fim da etapa inicial, mas ainda teve tempo do Bacaninha atacar. Lê Saraiva fez boa jogada ao cortar para o meio e chutar forte. Roland praticou boa defesa. Na sequência, foi a vez de Marcos tentar. O camisa 9 avançou com a bola dominada e chutou rasteiro no canto, contudo mais uma vez Roland defendeu bem, colocando a bola para escanteio.
E veio a segunda etapa, e a primeira chegada coube ao Basicus, que avançou a marcação e recuperou a bola com Puff. O camisa 23 tentou mas a defesa tirou para escanteio. Na sequência, o mesmo cobrou na cabeça de Veneza, que marcou o terceiro gol de sua equipe.
Tentando diminuir o prejuízo rapidamente, o Bacaninha foi logo respondendo com Renato Leme, porém mais uma vez parou em Roland. O jogo começou a ficar lá e cá, principalmente porque o Bacaninha precisava diminuir os três gols sofridos se queria ter alguma chance no jogo. E por pouco não ficou pior quando Puff recebeu a bola, tirou o marcador com um chapéu, mas na hora de chutar pegou errado e perdeu uma boa chance.
Em outra tentativa do Bacaninha, e de novo com Renato, que arriscou do meio, Roland defendeu com tranquilidade. Enfim, depois de tanto tentar, o dourado conseguiu passar por Roland. Porém, dessa vez depois de chute de Leonardo Ricca do meio que contou com um desvio na defesa para matar o goleirão. Ele ainda tentou chegar na bola, mas sem sucesso.
A equipe rosa passou a administrar o resultado e começou a criar poucas oportunidades, mas quando chegavam levavam perigo. Em uma dessas chegadas, a defesa conseguiu cortar para escanteio. Na cobrança, a bola ficou pingando na área e quase que no bate rebate a bola entrou.
Antes do fim do jogo o rosa apareceu outra vez com Juninho, que cortou para o meio e chutou forte. No entanto, parou na boa defesa de Eric Gimenes, que espalmou afastando o perigo. Na última chance de gol, o Bacaninha descontou. Renato Leme, depois de tanto insistir, enfim marcou o seu. Ele recebeu livre e sem muitas dificuldades fez o segundo gol de sua equipe.
Com o fim do jogo, o Basicus se manteve na terceira posição e agora terá pela frente o Roleta Russa disputando uma das vagas para as quartas de final. Situação parecida vive o Bacaninha, que terminou na quinta posição e tem pela frente o DPGamos.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Camelo 4 x 1 Arena
CAMELO SE SALVA E DERRUBA ARENA
Equipe laranja não repete boas apresentações anteriores, acaba goleado e cai para a 4ª divisão do Chuteira
Por Luis F. Saninana
O jogo que tinha tudo para ser o mais tenso, pois quem perdesse caía para a 4ª divisão, foi o mais tranquilo da quadra 8. As duas equipes se propuseram a jogar bola apenas, e nisso o Camelo levou a melhor – fez 4 x 1, com destaque para Marcelo Dian, com 3 gols.
Os dois times começaram a partida atacando. O Camelo teve a primeira chance com Michel chutando de longe. A bola passou perto do gol. O Arena respondeu com um chute cruzado de Kadu, que Henrique espalmou.
Os times não estavam com os pés calibrados. Talvez aquela história de que quando o time está pra cair nada dá certo, que as pernas parecem que pesam na hora de uma finalização, seja verdade. Assim, muitos gols perdidos. Cris Dantas ficou cara a cara com o goleiro do Arena, mas demorou para finalizar e o arqueiro saiu em seus pés para defender. Tadeu, da entrada da área, teve outra chance, mas mandou para fora.
Pelo lado do Arena, Vitor, pelo lado direito do ataque, chutou por cima. Quando o time laranja conseguiu fazer uma boa jogada pela entrada da área, Romário não fez igual ao famoso e chutou para defesa de Henrique.
Os times sabiam que um erro poderia ser fatal, qualquer deslize poderia significar a queda. O Camelo não teve esse cuidado e, em saída de bola errada, Alan ficou cara a cara com Henrique e abriu o placar para o Arena.
O time laranja então recuou um pouco, pois até um empate garantia a permanência na Bronze. O Camelo não teve outra opção a não ser ir com tudo para o ataque. Marcelo Dian tentou chutando cruzado, mas sem sucesso. Alex Jr., fazendo boa jogada pela esquerda, na hora da finalização chutou fraco. Na segunda tentativa, ele colocou força na bola e de fora da área deixou tudo igual.
O placar ainda era ruim para o Camelo, que não podia empatar. O jeito era continuar atacando. O jogo deu uma esfriada e, aos 23 minutos, Marcelo Dian, cara a cara com o goleiro, não perdoou e virou o jogo. O próprio quase ampliou antes do fim do primeiro tempo, mas parou na boa defesa do goleiro. O Arena tentou deixar tudo igual logo no começo do segundo tempo, mas Romário não foi feliz em seu chute cruzado pela esquerda e mandou para fora.
A vantagem de apenas um gol era perigosa. Wallace teve a chance de ampliar o placar na entrada da área, mas perdeu o gol. Alex, chutando de longe, também tentou, mas o goleiro foi no canto direito para espalmar. O Arena conseguiu assustar em cobrança de falta de Bruno defendida por Henrique.
Na metade da etapa final, os dois times pouco criavam devido a marcação forte exercida pelas defesas. Só aos 16 minutos, após cobrança de escanteio pela direita, Marcelo Dian, livre na segunda trave, completou de cabeça para fazer 3 x 1.
O Arena sentiu o gol e até o final da partida só teve uma grande chance, chutando de longe com Romário, mas Henrique defendeu mais uma vez. Já o Camelo selou sua permanência na Bronze, mais uma vez com Marcelo Dian, agora livre na direita. Ele bateu no contrapé do goleiro, que nada pode fazer.
Com o placar de 4 x 1 o Camelo sabia que tinha se salvado do rebaixamento e só administrou a partida até o final. O time da pizzaria terminou sua participação na décima colocação com apenas cinco pontos. O Arena, com dois pontos a menos que o Camelo, terá que disputar a nova série no próximo semestre.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: RODADA FINAL DE CLASSIFICAÇÃO
Só Quem Sabe 4 x 3 Absolutos
SÓ QUEM SABE PASSA FÁCIL PELO ABSOLUTOS
Serjão marca três vezes e ajuda a sua equipe a abrir 4 x 0. Reação alvi azul foi tardia
Por Rafael Ruiz
Só Quem Sabe e Absolutos entraram em campo somente para cumprir tabela, uma vez que já estavam com a posição definida no grupo. O SQS em quarto, o Absolutos em quinto. Por isso mesmo o jogo poderia ser classificado como um amistoso de luxo para ambas as equipes se prepararem para as oitavas de finais. Melhor classificado, o SQS mostrou a sua superioridade técnica e venceu com facilidade. No fim, o Absolutos até tentou uma reação e chegou a encostar no marcador, mas acabou mesmo 4 x 3 a favor do time de Serjão, que marcou três vezes.
O jogo podia não valer nada para a classificação, mas o SQS entrou disposto a decidir rapidamente a partida, tanto que com apenas 32 segundos quase marcou com Tessarin. O capitão recebeu a bola e arriscou, porém seu arremate saiu desviado e foi para a linha de fundo. Na sequência foi a vez dos azuis levarem algum perigo. Após tentarem chegar à área de Arthur, a defesa afastou para a lateral. Na cobrança, a bola chegou em Diogo, que cabeceou por cima do gol.
O Só Quem Sabe criava as principais chances. Em mais duas chegadas por pouco não abriu o placar. Primeiro foi a vez de Tessarin recuperar a bola e avançar com ela. Ele arriscou, contudo seu chute não foi bom e saiu. Depois foi a vez de Alemão levar algum perigo. O camisa 12 tentou de cabeça, aproveitando cobrança de escanteio, mas acabou acertando a trave.
O time de preto jogava melhor e pressionava a saída de bola do adversário. Deu resultado. Tessarin recuperou a bola e, da entrada da área, chutou no canto e abriu o placar a favor de sua equipe. Após o gol, o jogo caiu um pouco e as chances diminuíram, uma vez que o Absolutos não se encontrava em quadra e não conseguia criar grandes oportunidades. Do outro lado era o contrário. Em cobrança de escanteio, a bola foi colocada na cabeça de Serjão, que tentou duas vezes. A primeira bateu no travessão, mas a bola voltou para ele, de cabeça novamente, empurrar para o gol. 2 x 0.
O gol parece ter abatido o Absolutos, que até o momento não mostrava nenhuma reação, tanto que, no minuto seguinte, a bola sobrou para Jacobi após pressão na saída de bola, chutar de primeira para obrigar Demétrius a praticar boa defesa.
O Só Quem Sabe vencia com tranquilidade e ainda chegava com mais vigor ao gol de Demétrius. Assim, o terceiro gol não demorou a sair. Jacobi lançou para Serjão livre, que teve tempo de dominar no peito e ajeitar para acertar um lindo voleio. Golaço.
Veio o segundo tempo, e com ele o Absolutos apareceu com perigo. A primeira chance foi de Jean. O camisa 18 foi dividindo com os defensores e, quando entrou na área, Arthur dividiu com ele e afastou o perigo. Em outra chegada azul e branca, de novo o goleiro foi obrigado a dividir com o atacante, dessa vez com Diogo, e levou a melhor.
Até aquele momento o SQS que apenas tentava no contra ataque. Porém, foi na bola parada que o quarto gol saiu. Zeca fez a bola chegar a Serjão, que desviou o chute e fez o seu terceiro gol.
Com 4 x 0, as chances do Absolutos estavam praticamente esgotadas. O mais provável era o Só Quem Sabe aumentar o placar, no entanto, a equipe de azul resolveu pressionar na saída do adversário. E parece que deu certo, uma vez que, depois de recuperar a bola, ela chegou em Luis Miranda, que arriscou colocando no canto, contudo Arthur chegou bem e fez boa defesa.
O jogo havia melhorado, em grande parte porque o Absolutos tomou coragem e decidiu arriscar mais. Diogo chutou forte no canto e Arthur outra vez defendeu bem. Contudo, depois de tanto insistir, Diogo marcou o seu gol. O camisa 21 recebeu pela esquerda e chutou cruzado. A bola foi tão bem colocada que Arthur não pode fazer nada. 4 x 1.
O Absolutos fez uma blitz na defesa do SQS, e mais uma vez deu certo. Eles recuperaram a bola, que chegou em Jean, que rolou para Luis Miranda, de frente para o gol, só empurrar. Não tardou para Luis Miranda fazer o terceiro, já nos minutos finais. Ele recebeu bola vinda de um lateral, dominou livre e chutou forte. Mas a reação parou por aí, pois o tempo se esgotou.
O resultado apenas dá moral ao SQS, que mostrou bom futebol e enfrenta o Corleone nas oitavas de final. O Absolutos, 5º colocado, tem pela frente o Invictus no duelo dos alvi azuis.
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