EM JOGO TENSO E COM CONFUSÃO, BACANINHA SUPERA INVICTUS
Equipe dourada domina o adversário durante todo o tempo em partida marcada por tumulto generalizado aos 11 minutos da etapa final
Por Heron Ledon
Superioridade do começo ao fim foi o que o Bacaninha apresentou ao seu oponente. Lê Leme e Caio Cesar impunham o ritmo de jogo e o controle de bola por um lado, e Brunão e Ragazzo tentavam as jogadas de ataque por outro. O Invictus ainda tinha dificuldades de saída de bola e criava com dificuldades, restando ao camisa 18 a tarefa de decidir sozinho. No entanto, o que mais marcou o embate foi a confusão que aconteceu após falta dura de Marcos Wenzel em Bento e agressão de Gabriel Landroni no camisa 9 adversário.
Bem que a partida começou equilibrada, com algumas boas chances para ambos os lados. Os times pareciam se estudar bastante antes de tentar as jogadas de mais perigo de gol. As equipes se fechavam bem na marcação e tinham muita cautela no momento de realizar o ataque.
No entanto, após Brunão cometer falta pela esquerda, o placar saiu do zero aos 6 minutos. Na cobrança, Caio Cesar rolou para o meio da área para João Paulo, o qual não pensou duas vezes e tocou firme no canto esquerdo do goleiro Henrique, que nada pode fazer. Porém, o Invictus não se abateu e teve boa oportunidade de empatar com Bento. O atacante carregou a bola próximo à área, ganhou do zagueiro Daniel, mas bateu fraco, de bico e para fora.
Aos poucos, o Bacaninha passou a controlar mais a posse de bola e já oferecia dificuldades ao oponente. Todavia, mesmo assim, Ragazzo também teve sua chance de deixar tudo igual, mas a desperdiçou como fez seu companheiro. O atacante recebeu cruzamento na área, dominou e virou-se para chutar, porém arrematou fraco pelo lado esquerdo do goleiro Gamito.
O clima já ficava mais tenso devido às entradas fortes nas disputas pela gorducha, como aconteceu nos amarelos aplicados aos 16 minutos. Renato Leme chegou firme na dividida de bola, e Dennis Faust foi ao chão. Ao ver que a falta não foi marcada, o 99 se levantou e empurrou seu adversário, o qual não reagiu. Mesmo assim, o árbitro mandou ambos se acalmarem por dois minutos.
Daí para o final do primeiro tempo, o Bacaninha dominou ainda mais o duelo, e quem sofreu com isso foi Henrique. Ele defendeu boas bolas nas investidas do adversário. Primeiro evitou o segundo gol ao pegar em dois tempos o chute de Filipe no canto direito. Em seguida, espalmou o belo arremate de Renato Leme pelo meio. O arqueiro ainda viu Lê mandar a bola na trave e, por pouco, não ampliar.
Enquanto os atletas do Invictus não tinham movimentação na frente, e Ragazzo tentava o pivô sem opções de passe, o oponente ampliou o placar para 3 x 0. Thiago Strobel recebeu a bola na área e a tocou direto para o gol. Logo depois, o camisa 7 recebeu falta de Marquinhos, que levou o canário. João Paulo, então, ajeitou para Lê Leme, o qual bateu de longe e rasteiro, no canto esquerdo de Henrique.
As entradas fortes não cessaram, e o pior, não só para o time de azul, mas para o espetáculo, estava por vir. Aos 11 minutos, em seu campo de defesa, Bento sofreu marcação de Marcos e tentou dar-lhe um pontapé para trás, sem conseguir. O camisa 9 reclamou e, ao ver que o árbitro não marcou nada, chegou totalmente na maldade, levantando Bento, que estava com a bola. Assim que o árbitro sacou o vermelho, Gabriel Landroni simplesmente deu um soco em Marcos. O circo estava incendiado.
Os atletas de ambos os times correram em direção ao tumulto e, então, começaram os empurrões, xingamentos, mas também o apaziguamento pela turma do “deixa-disso”. Gabriel e Marcos foram expulsos, no entanto eles continuaram a se estranhar fora de quadra e tiveram de ser contidos pelos companheiros e por quem assistia ao jogo. Enfim, da mesma forma que disseram que o zagueirão do Invictus “quis” deixar seu time também com um a menos, houve comentários de que outros atletas apoiaram sua atitude. Além da perda de controle do camisa 9, que ganhava a partida e teve atitude desnecessária. Fatos lamentáveis.
Após longa paralisação, a bola voltou a rolar e nada foi diferente do que já acontecia: domínio do time dourado, dificuldade de criação do Invictus e, consequentemente, placar ampliado. Thiago recebeu a gorducha dentro da área e, com paciência, rolou para Renato fuzilar para dentro do gol. A zaga mal se mexeu e assistiu à jogada do adversário.
Realmente nada mudou: mais uma expulsão, aos 16. Renato saiu livre, de frente para o gol. Antes de adentrar a área, Henrique saiu, no desespero, e aplicou-lhe uma rasteira no momento em que o passe ao companheiro livre seria feito. O árbitro não titubeou e expulsou o camisa 12. Por muito pouco, o lance não ocorreu dentro da área. Durante seu trajeto para sair de campo, Henrique trocou diversas provocações e elogios com Daniel Stelzer. Mas ficou só na afetividade mesmo.
Minutos antes dos juízes apitarem o final do duelo, Brunão – que se apagou com o decorrer da partida – fez o gol de honra do time azul, porém já não havia mais forças para uma reação. O meia arriscou e chutou cruzado; a bola foi desviada por Lê Saraiva e entrou para o fundo das redes.
Como se não bastasse, após o término da partida houve mais reclamações e trocas de farpas. Os atletas do Invictus culparam os árbitros pela confusão após Edgard se dar muito mal em uma dividida de bola dentro da área e não ter havido punição no lance – o jogador machucou feio suas costelas e teve de ir ao hospital. O pessoal do Bacaninha disse que deram show de bola, em provocação ao oponente; já Ragazzo simplesmente retrucou: “Parabéns. Vocês são pernas-de-pau e estão na Bronze assim como eu. Eu venho aqui para jogar futebol e beber cerveja”.
Com o triunfo, o Bacaninha chega a 10 pontos e ocupa a terceira posição na tabela. Seu próximo desafio é o penúltimo colocado, Camelo, o qual só conquistou uma vitória na competição e vem de derrota por 8 a 4 para o Roleta Clássico. O Invictus estacionou com 4 pontos e deixa o G-8. Os comentários após a partida eram de que o time iria com tudo pra cima do lanterna Arena, que ainda não pontuou e perdeu por 5 a 0 para o Basicus, chegando ao seu 34º gol sofrido – a pior defesa entre as três séries do Chuteira.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Palestrinha da Catarina 3 x 1 Os Mostarda
PALESTRINHA VENCE OS MOSTARDA NO FINALZINHO
Nos últimos minutos de jogo, time da Catarina faz dois gols com conquista mais uma vitória no campeonato
Por Renato Malaguti
O duelo entre Palestrinha da Catarina e Os Mostarda abriu a 5ª rodada do Grupo B do V Chuteira de Bronze. Ambas as equipes possuíam muitos jogadores, principalmente o Os Mostarda, que contava com mais de 15 atletas, lotando o banco de reservas com a cor amarela. Tal fato justifica a partida corrida do começo ao fim, mesmo com tanto sol.
Para quem esperava uma vitória do Palestrinha – que mesmo perdendo seu último jogo vinha muito bem no campeonato – sem muitas dificuldades, teve que assistir ao confronto até os minutos finais, já que a partida foi decidida somente aos 22 minutos do segundo tempo.
Começando a todo vapor, logo no primeiro lance de perigo o Palestrinha foi para cima e conseguiu abrir o placar. Alê recebeu passe dentro da área e chutou rasteiro fraco, mas Gerson aceitou. Dando um ritmo acelerado ao jogo, após abrir o marcador o Palestrinha se empolgou e pressionou ainda mais a equipe d’Os Mostarda. Aos dois minutos, Lucas recebeu fora da área pelo lado esquerdo e chutou cruzado, mandando a bola na trave. Pouco depois, Alê recebeu cruzamento rasteiro e mandou de calcanhar, mas Gerson fez boa defesa com o pé.
O Os Mostarda se segurava como podia nos primeiros minutos de jogo. Já o Palestrinha aproveitou o bom momento e pressionou cada vez mais seu rival. Aos 7 minutos, Douglas soltou o pé e acertou o travessão. Depois da pressão inicial, finalmente a equipe de amarelo entrou em jogo. Em lance de escanteio, Biel recebeu dentro da área e chutou a lá Ronaldo na estreia pelo Real Madrid, de prima batendo a bola no chão, mas o goleiro não fez muito esforço para defender. Poucos minutos depois, em cobrança de falta, Véio acertou a trave.
Com um chute de longa distância que acertou o cantinho esquerdo, George obrigou o Régis a fazer boa defesa, mandando a bola para escanteio. Do outro lado, aos 15 minutos, em lance de boa jogada trabalhada entre Hiro, Lukinhas e Alê, o primeiro recebeu boa ajeitada e chutou ao lado esquerdo do gol, com perigo. Logo depois, George fez o mesmo, só que na trave oposta. E ainda arriscou mais uma vez de fora da área, mas Régis pegou sem muita dificuldade.
Faltando cinco para acabar o primeiro tempo, Amaral arriscou de longe e acertou a trave, mais uma vez a favor do Palestrinha. Mostrando o equilíbrio no finalzinho, o time d’Os Mostarda também levou perigo em lance de jogada ensaiada em cobrança de falta. Stefan rolou bem para George, que mandou para rede, mas pelo lado de fora.
No segundo tempo, ao contrário do primeiro, quem começou atacando mais foi o Os Mostarda. A equipe conseguiu igualar o placar aos 4 minutos de bola rolando, mas antes disso atacou quatro vezes. No primeiro lance, Bruno Egg recebeu passe pela esquerda e chutou rasteiro cruzado, mas o goleiro defendeu com o pé. Logo em seguida, ele recebeu bola dentro da área, mas antes do bate Régis afastou. De longe, Bedicks chutou sem força e Régis quase aceitou, espalmando para escanteio.
De tanto pressionar o empate veio. Após encrenca na área, Siri afastou mal e a bola sobrou para Jonathan, que encheu o pé e igualou o placar. Depois que tomou o gol, a equipe do Palestrinha acordou para o jogo e criou boa oportunidade com Guga. Ele recebeu bom passe pela esquerda e chutou forte na trave. Do outro lado, em chute de longe, Bruno Egg mandou a bola no canto direito, mas o goleiro espalmou sem muitas dificuldades.
Os fatos comprovam como a partida foi equilibrada do começo ao fim.
Aos 15 minutos, o Os Mostarda pediu tempo técnico. Até então o placar estava igualado e o jogo estava equilibrado. Na volta, o Palestrinha da Catarina pressionou seu rival com todas as forças. Logo na primeira oportunidade, em jogada bem trabalhada, Alê recebeu dentro da área, mas antes de conseguir chutar o goleiro Gerson se interceptou e afastou a bola.
Entretanto, em lance de escanteio, a bola foi mal tirada pela zaga do Os Mostarda e acabou sobrando para Hiro, que encheu o pé e colocou mais uma vez o time do Palestrinha à frente no placar.
Logo em seguida, faltando menos de dois minutos para o apito final, em lance de contra golpe rápido, Lukinhas tabelou com Hiro e ficou livre para fechar o placar em 3 a 1.
A vitória nos últimos minutos da segunda etapa deu ao Palestrinha o 3º lugar no Grupo B. Já O Mostarda, mesmo realizando boa partida, não somou pontos e por isso ocupa a 9ª posição. Na próxima rodada o Palestrinha enfrenta o Só Quem Sabe que está uma posição abaixo na tabela, mas com os mesmos 12 pontos. Já o Os Mostarda joga contra o Irado’s, 10º colocado.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Opalas 1 x 3 Absolutos
ABSOLUTOS MOSTRA FUTEBOL E DERROTA OPALAS
Opalas até que tenta, mas é presa fácil para time de Diogo e Rafinha
Por Vinicius Bento
Sob um calor de rachar beiços e carecas, Absolutos e Opalas entraram na quadra 11 atrás de três pontinhos na tabela. Até aí nenhuma novidade. Enquanto o Absolutos aparecia repleto de grandalhões, o Opalas apostava na velocidade.
No início do jogo o Absolutos assustou. Diogo dominou bonito pela lateral esquerda e acertou um balaço no travessão. O goleirão do Opalas deu aquele belo golpe de vista. Embora o time de azul demonstrasse um pouco mais de ofensividade, o Opalas não estava na defensiva. Atacando pelas pontas e com um toque de bola aprimorado, o amarelo Brasil chegou até a acertar a bola nas redes, mas pelo lado de fora.
Claro que nem tudo são flores no Chuteira de Bronze. Em um lance a la RockGol, João, do Opalas, foi recuar para o goleiro (ou afastar, sabe-se lá) e acabou por jogar contra o próprio patrimônio. Exigiu boa defesa do goleiro.
Se da primeira chance a redondinha foi salva pelo arqueiro, na segunda o Opalas não teve tanta sorte. Bola da direita para a esquerda e Rafinha Haddad caprichou na finalização. Ela ainda desviou no zagueiro e morreu no fundo das redes.
Infelizmente mal deu tempo de comemorar o primeiro tento. Poucos minutos depois o “Brasil” deixou tudo igual. Thiaguinho arrematou e, no meio do caminho, a bola bateu em João e entrou. Para quem o árbitro e a mesa deram o gol? Para o atacante, claro.
Na metade da primeira etapa saiu um dos gols mais bonitos da tarde. Marco, de trás do meio de campo, usou a perna esquerda e, mesmo desequilibrado, acertou a bola na gaveta. A redondinha ainda se chocou com a trave antes de morrer quietinha lá dentro. Bola cheia para ele.
Depois disso o jogo deu uma truncada. Talvez fosse o calor escaldante ou mesmo a partida que estava equilibrada, mas ficou claro que a disputa seria decidida no meio de campo. Uma brecha dada e poderia ser fatal. No intervalo do jogo rolou aquela gozação com Marco. Os companheiros de time, aparentemente, desdenharam da pintura de gol que ele fez. “Se você não escorrega aquela bola ia sabe-se lá onde”, disse seu irmão Marcelo.
Os primeiros minutos do segundo tempo começaram exatamente como terminou o primeiro: truncado. Bola aqui e acolá. Se o Opalas quisesse o empate necessitaria de algo diferente. Talvez uma jogada individual ou um petardo que furasse as redes. O Absolutos defendia-se bem.
Diogo, aquele mesmo do travessão da primeira etapa, foi do inferno ao céu em questão de segundos. Primeiro ele falhou feio atrás e tomou uma bela bronca. Segundos depois ele partiu pela esquerda e arrematou com muita qualidade. A bola foi no cantinho. 3 x 1 e o Absolutos começava a abrir uma vantagem considerável no placar.
O pouco banco – só dois jogadores – parecia estar pesando ao Opalas. O time começou a parecer cansado e parou de demonstrar aquele ímpeto inicial. Uma pena, pois o Absolutos começou a manter a posse de bola e, consequentemente, dominar a partida. Léo Chaves tentava mudar o lado do Opalas. Vindo de trás, o carequinha invadiu a área e foi desarmado. O lance foi duro, mas mesmo assim ele não foi acintoso na reclamação. No lance seguinte, o camisa 12 tentou um arremate de longe, porém mandou na grade.
Não deu tempo para muita coisa mais, e o Absolutos ganha mais três pontos e, principalmente, muita moral. O time é muito rápido e forte. Resta ao Opalas melhorar alguns setores para sair da situação complicada que o time se encontra – na lanterna, com apenas um pontinho. Já o Absolutos sobe na tabela e é o 6º, com 8 pontos. Na rodada deste sábado, o Opalas tenta desafogar contra o Derrubada. O Absolutos duela com o líder Coringa.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
TNT 7 x 3 Corleone
HULK COMANDA O VIRA-VIRA E JOGO ACABA EM GOLEADA
TNT abre o placar, toma a virada, mas no final acaba goleando o Corleone, com direito a cinco gols de Hulk
Por Luis F. Saninana
TNT e Corleone fizeram um jogo equilibrado no primeiro tempo. A virada sofrida na primeira etapa fez Hulk ficar “nervoso”, mas como nas histórias em quadrinhos, o super-herói levou a melhor no final.
A partida começou sem grandes chances, até que o TNT abriu o placar com Hulk cobrando falta rasteira da intermediária. Em outra cobrança de falta, Rapha quase ampliou para o time azul e preto, mas parou no goleiro. Depois o camisa 7 tentou de cabeça, mas acabou perdendo o gol.
O TNT pressionava, mas quem acabou marcando foi o Corleone, com Artur Fernando em um chute rasteiro de longe que contou com a falha do goleiro. A equipe azul e preta não se abateu com o gol e Rapha quase desempatou com um chute de primeira da entrada da área, que exigiu bela defesa de Russo.
A pressão custou caro ao TNT, que logo em seguida acabou se descuidando na defesa. Após bola rasteira da direita, Fábio Garcia fez de letra o gol da virada para a Famiglia.
A virada deu confiança ao Corleone, que com o gol melhorou na partida. Felipe Garone quase fez de falta após o tempo técnico pedido pelo TNT, mas o goleiro defendeu. Miguel respondeu com um chute da entrada da área, que parou na defesa de Russo com o pé.
O jogo se encaminhava para o final do primeiro tempo quando, em mais uma falha de marcação, Fábio Garcia, livre na área após cobrança de lateral de quase do meio de campo, fez o terceiro do Corleone, o segundo dele no jogo. Não deixando a Famiglia disparar no placar, Hulk, sempre perigoso de cabeça, diminuiu antes do intervalo para o TNT.
O gol no final da primeira etapa deu ânimo para o time e principalmente para o camisa 4 do TNT. Parecendo encarnar o super-herói verde, Hulk fez um golaço logo de cara no começo do segundo tempo, pegando um chute cruzado de primeira do meio de campo. Com o placar igualado, o TNT voltou a pressionar e Hulk quase marcou mais um em chute cruzado da esquerda.
A equipe azul e preta tomou dois amarelos quase no mesmo minuto, o que equilibrou o jogo e fez o TNT se segurar. Logo que o número de jogadores foi igualado em quadra, Salas virou o placar.
O Corleone teve grande chance de empatar quando Artur Fernando ajeitou de peito para Felipe Garone na entrada da área, que chutou para grande defesa do arqueiro. Vendo o perigo de tomar o empate novamente, o TNT foi só pressão até o final do jogo. Em um ataque, Hulk recebeu de costas para o gol, girou e bate para fora. Quem não perdeu oportunidade foi Leo, que, em cobrança de falta ensaiada, pegou a sobra e fez 5 x 3. O camisa 6 quase fez o segundo dele na partida, mas errou a pontaria em um chute cruzado.
O “incrível Hulk”, não contente com os dois gols de vantagem e os três dele na partida, parecia ainda com raiva. Sempre perigoso nas jogadas aéreas, o camisa 4 fez o sexto após cobrança de escanteio pela esquerda. O sétimo saiu em um lance muito parecido com o anterior. Em cobrança de lateral, Hulk testou para fazer o seu quinto gol na partida, o terceiro de cabeça, para fechar o placar em 7 x 3.
Com a goleada, o TNT salta para o meio da tabela e na próxima rodada pega o Xoras, que também vem de goleada. Já o Corleone tenta se recuperar da goleada sofrida, pegando o Pé de Pano, goleado justamente pelo próximo adversário do TNT.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Cachorro Velho 0 x 4 Coringa
SEM BRINCAR, CORINGA ATROPELA MAIS UM
Cachorro Velho dá o seu melhor, demonstra estar crescendo na competição, mas não teve chances contra o inimigo do Batman
Por Vinicius Bento
Com o perdão do trocadilho, Cachorro Velho e Coringa fizeram um verdadeiro confronto de cachorro grande. Ambas as equipes entraram em campo prontas para ganhar até par ou ímpar. E não só isso, os dois times estavam repletos de jogadores, com bancos cheios. No primeiro lance do jogo, Pi não se saiu muito bem. O defensor mais vendido do Chuteira (com passagens por Camelo, DPgamos, Irado’s, Invictus, Mercenários e Deus sabe quais outros times), saiu jogando errado e acertou o adversário em cheio.
Não demorou muito e o Coringa mostrou por que é o favorito à Prata. Renatinho chegou até a ser elogiado pelo chato Dani Jales. “Esse joga bem”, disse ele. Primeiro o 20 do Coringa recebeu bola roubada e acertou um petardo na gaveta. Bola no travessão e no chão. Minutos depois ele jogou a bola para o meio da área, um passe caprichado, e a “criança” morreu no fundo das redes. Menos de 10 minutos e já estava 2 x 0 no placar.
Apesar da dificuldade de enfrentar uma equipe tão bem armada quanto o Coringa, o Cachorro não ficava todo atrás e tentava sair nos contra ataques. Pela lateral direita o time da PUC até ameaçou, mas sem efeito. Um dos méritos do Coringa é saber bater. A equipe não é violenta, dificilmente distribui um pontapé de graça, mas sabe fazer faltas no momento correto.
No final da primeira etapa um acidente de trabalho. O goleirão Botana, figura carimbada no Chuteira, foi socar a bola e atingiu Renatinho. O melhor jogador em campo caiu com as mãos no rosto. Aparentemente não foi nada, pois o atacante do Coringa se levantou pouco depois.
Apesar do equilíbrio em campo o placar começou a dilatar. No início da segunda etapa, Dé, do Coringa, dominou pelo meio, deu passos curtos e um chute longo. No cantinho. O terceiro tento da partida e o terceiro do Coringa. A Prata parece só uma questão de tempo.
O tempo foi passando, a temperatura caindo e a correria aumentando. Embora as chances de gol tivessem dado uma relativa diminuída, a redondinha continuava de um lado para o outro. Mais um confronto muito disputado no meio de campo e nas alas.
Embora vendido, Pi e Mauricio fazem uma ótima dupla de defesa. Poucas vezes Cidrão foi exigido. Giggio, camisa 7 do Cachorro Velho, quase não teve chances no ataque. Em uma das poucas oportunidades ele tabelou com Tupi, que dominou um pouquinho mais forte do que o correto e perdeu o tempo da bola. Era a grande chance de diminuir o marcador.
No finalzinho do jogo, no apagar das luzes, Renatinho ainda fez mais um. Só que desta vez pelo lado esquerdo. Ele avançou e com um tapa tirou do goleiro. O 4 x 0 mostra que o Coringa é o franco favorito a vencer o grupo. Tem as sombras de DPGamos e Palestrinha e ainda confronto direto com eles, mas até agora o time soma só vitórias e 14 pontos, com um a mais que o DP. Na 6ª rodada, o Coringa tem o Absolutos pela frente, enquanto o Cachorro encara o lanterna Toque Me Voy.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Báguas 6 x 1 Condor’s
BÁGUAS SOBRA EM CAMPO E GOLEIA CONDOR’S
Partida com direito a goleada, polêmica na arbitragem, confusão e expulsões, embola o topo da tabela do Grupo A
Por Luis F. Saninana
A disputa pela liderança isolada do Grupo A foi uma surpresa geral. Não pela vitória em si do Báguas, mas pela forma como foi – com goleada diante de um adversário frio e sem vibração.
O Báguas teve começo arrasador, fazendo quatro gols no primeiro tempo. No segundo, administrou e conseguiu mais dois. O Condor’s nem parecia aquele time que briga pelas primeiras posições. E a arbitragem, claro. foi assunto no final.
Logo de cara o Condor’s foi ao ataque com Guinho, que dividiu com o goleiro e levou a pior. O Báguas respondeu com Cesinha, que, livre de cabeça, fez o primeiro gol da partida. O time laranja chegou ao segundo gol em um lance muito parecido. Outra falha de marcação do Condor’s e Genaro, livre, testou após cobrança de lateral.
Como um trator, o Báguas foi passando por cima. O Condor’s tentou ir ao ataque para tirar a desvantagem, mas, no contra-ataque, Marquinhos, livre na esquerda, fez 3 a 0. Engana-se quem acha que a equipe laranja se contentou e acomodou. Leo recebeu na entrada da área e chutou rasteiro para fazer o quarto gol.
O time grená resolveu pedir um tempo técnico pra tentar ajeitar a casa e quem sabe uma reação. Após a parada, Bruninho teve boa chance de diminuir em cobrança de falta, que parou na defesa do goleiro Symon.
Querendo fazer saldo, o Báguas continuou atacando para tentar o quinto antes do intervalo. Ugão quase deixou o dele desviando de cabeça, mas o goleiro defendeu. Quem conseguiu marcar antes do fim do primeiro tempo foi Renan. O camisa 17 recebeu livre no meio e, com o gol vazio, diminuiu para o Condor’s.
O intervalo fez bem para o time grená, que começou a etapa final pressionando. Mas quem acabou marcando foi Jorjão. Em bela cobrança de falta da intermediária, a bola foi no canto esquerdo do goleiro, que nem se mexeu.
Com o 5 x 1 no placar, o Báguas começou a administrar a partida. Com isso o Condor’s passou a ter mais chances de marcar. Por duas vezes a equipe grená quase chegou lá em chutes de fora da área. Primeiro com Neno e depois com Bruninho, mas ambos pararam no goleiro.
O jogo começou a ficar pegado. Quem assistia de fora poderia pensar que a partida estava empatada ou a diferença era pouca, pois ambas os times começaram a marcar e chegar mais forte. Em um dos lances, aos 10 minutos, Ugão acabou levando o segundo amarelo e o vermelho.
A partir daí começou a polêmica. O Báguas conseguiu se segurar com um homem a menos, mas não por muito tempo. Pensando que o cartão vermelho os deixariam sem jogador por dois minutos, o time laranja voltou a igualdade numérica de atletas, o que gerou uma discussão sobre a regra.
Com a igualdade errônea no número de jogadores em quadra e jogadas mais duras, a confusão de fato não demorou muito. Cesinha, do Báguas, chegou mais forte e acabou chutando o goleiro adversário. Foi o lance que faltava para o tempo fechar. Só com ânimos mais calmos que o árbitro conseguiu mostrar o vermelho para o camisa 10 da equipe laranja e para Diony, do Condor’s, que estava no meio do tumulto.
A bola voltou a rolar para os minutos finais que faltavam e Genaro, avançando pela esquerda, conseguiu fazer o sexto para sua equipe.
Com a goleada o Báguas assumiu a liderança do grupo pelo saldo de gols, com o Basicus nos mesmos 13 pontos. Enquanto isso, o Condor’s caiu para quarto colocado, mas apenas três pontos do líder. A próxima rodada terá Báguas x Roleta Clássico e Condor’s x Basicus.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Irado’s 2 x 4 Só Quem Sabe
SÓ QUEM SABE DOMINA E BATE IRADO’S COM FACILIDADE
Irado’s sofre novo revés e já tem como meta apenas não cair. Só Quem Sabe vence mais uma e já briga pela liderança
Por Vinicius Bento
Os problemas do Irados começaram antes mesmo do apito inicial. O goleiro Ogassawara (homônimo do meio campista japonês da Copa de 2006) estava de preto, mesma cor do Só Quem Sabe. A solução foi colocar a camisa azul do Invictus.
Quando a bola rolou, o Irado’s começou melhor. Erick, camisa 7 e ala da equipe, começou liso e avançava com muita precisão. Em sua primeira chance, ele passou pela marcação e arriscou de perna esquerda. Longe.
Infelizmente essa vantagem não durou muito. Tessarin acertou um chute de beleza rara. Com a bola à meia altura, ele arrematou de perna esquerda e jogou a redondinha no ângulo. O substituto do arqueiro Alan não teve tempo nem de encostar na bola antes de vê-la dentro das próprias redes.
Os primeiros minutos foram tensos. Alguns passes errados e muitas botinadas. Alemão, Tessarin, Erick e Dani Jales sofreram com as pancadas alheias. O menor espaço e o árbitro já precisava colocar o apito na boca. Assim, a bola parada virou arma poderosa. Numa delas, Messadri fez o segundo golaço da tarde. Um momento Marcos Assunção. O camisa 10 e capitão arriscou direto e jogou ela na gaveta. 2 x 0.
O SQS começou mal, mas quando se ajeitou colocou o Irado’s na roda. Alemão teve clara chance de fazer o terceiro tento, mas parou nas mãos do arqueiro. No lance seguinte, o atacante de preto teve outra chance, sozinho dentro da área, mas jogou sobre o gol.
Muriloko, que não tem esse apelido sem motivos, começou a se irritar. Completamente isolado no ataque, a história começou a se repetir. O 13 dominava de costas, virava contra a defesa e logo era desarmado. Erick e os meias precisavam se apresentar mais ao ataque.
Cada escanteio para o SQS era um Deus nós acuda na defesa do Irado’s. Sem exceções: os atacantes do SQS ganharam todas as jogadas aéreas e por muito pouco não jogaram a redondinha para dentro das redes adversárias. Faltou um pouco mais de competência.
O jogo faltoso ao extremo não poderia dar em outra coisa: 8ª falta e tiro livre de 9 metros. Quem teve a primeira chance foi o Irado’s. Muriloko foi para a bola e bateu com categoria. Bem no cantinho ele diminuiu o marcador. Na comemoração ele fez alguma coisa bizarra. Muriloko rebolou, apontou para o ouvido e provocou os adversários.
No segundo tempo a partida começou a esquentar. As divididas começaram a ser mais duras e o pé começou a subir. Quem marcasse o próximo tento poderia levar uma boa vantagem no jogo. Minhoca parecia saber disso. O camisa 31 do SQS arriscou de fora da área e acertou o cantinho. Coitado do goleiro iradiano. Tudo que vinha em direção ao seu gol vinha com perigo.
Minutos depois foi a vez do quarto. Pedrinho, camisa 13, estava no lugar certo e na hora certa. No segundo pau, ele pegou bola rebatida e só teve o trabalho de empurrar ela para dentro. Ainda tivemos tempo para uma “suave” e “sadia” discussão entre Erick e Elder.
Junto com a temperatura ambiente caiu a intensidade do jogo. O Irado’s até tentava algo lá na frente, mas era difícil parar a bola no ataque. Mesmo Ninja, que fazia bom jogo, estava sofrendo na marcação cerrada do time de preto. Alemão é um jogador muito forte e ao mesmo tempo rápido, sendo eficiente nos desarmes.
Na melhor chance do Irado’s na segunda etapa, Vina recebeu de costas, usou o corpo e virou contra a meta. Para fora. Minutos depois, Ninja diminuiu já nos acréscimos para 4 x 2. E ficou nisso. Resta ao Irado’s a realidade: brigar para não cair. É um time interessante, no papel muito competitivo, mas quando a bola rola... falta algo. Cabe a Dani Jales organizar isso para, na próxima rodada, tentar a primeira vitória contra o Os Mostarda. O Só Quem Sabe pega o Palestrinha, que soma os mesmos 12 pontos da equipe de Serjão.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Basicus 5 x 0 Arena
ARENA DÁ TRABALHO, MAS NO FINAL É GOLEADO
O time laranja jogou de igual para igual com o Basicus, mas faltando três minutos para acabar o jogo, sofre a goleada
Por Luis F. Saninana
O frio começava a aparecer quando Arena e Basicus entraram em quadra. O time rosado precisava da vitória para empatar em pontos com o líder Báguas. Já o Arena, dessa vez com quatro reservas, buscava seu primeiro pontinho na competição.
O esperado era que o Basicus começasse no ataque. Isso se concretizou com a primeira chance de gol. Állex quase abriu o placar em cobrança de falta ensaiada. A bola saiu rente à trave. Juninho teve a segunda chance em cobrança de escanteio, mas desperdiçou.
O Arena entrou com uma postura diferente dos outros jogos. Parecia que ter suplentes no banco deu mais confiança ao time, que não deixou ser pressionado e saiu mais para o jogo, equilibrando a partida.
Vitor avançou pela esquerda, mas chutou para fora. O Basicus respondeu com dois ataques perigosos. Puff recebeu de costas para o gol, girou e chutou tirando tinta da trave. Já Bolas tentou de cabeça, mas também ficou no quase. A tréplica do time laranja veio com Daniel, que, pela esquerda da área, quase abriu o placar, mas a finalização foi na rede pelo lado de fora.
O jogo era bom. Todos esses lances foram antes dos dez minutos. Pois o primeiro gol saiu aos 10 com Matheus. Állex ajeitou para o camisa 71 na entrada da área, que chutou forte e alto no meio do gol. 1 x 0. Apesar da altura, Puff sabe muito bem fazer o pivô. Tanto que ele teve a oportunidade de ampliar o placar. Ao receber dentro da área, ele girou e acertou a trave do goleiro.
A partida deu uma esfriada, igual o tempo. Apenas no final da etapa as duas equipes tiveram grandes chances de marcar. Pelo Arena, Douglas, em chute frontal, mandou a bola à direita do gol de Rolland. Do lado do Basicus, Amorim bateu cruzado da esquerda, perdendo a última chance da primeira etapa.
O placar magro e vendo o Arena criar chances fez o Basicus voltar com uma postura diferente no segundo tempo. A equipe comandada por Mário começou a atacar mais. Puff recebeu de Matheus na esquerda e obrigou o goleiro Leandro a espalmar. Depois foi a vez do próprio Matheus ficar cara a cara com o arqueiro, que o desarmou.
O Arena não conseguia mais levar perigo ao gol de Rolland, que só assistia a pressão rosa. Aos 12 minutos, enfim, saiu o segundo gol. Após o árbitro dar a vantagem em falta sofrida por Kirk, Állex pela esquerda, fez 2 x 0.
Com a vantagem de dois gols a equipe rosada cadenciou o jogo, dando assim mais espaço para o Arena, que quase diminuiu com Felipinho chutando da intermediária. Daniel, de cabeça, teve outra chance, mas também mandou para fora.
Parecia que o final de jogo seria de domínio da equipe laranja, pois dois gols não eram uma grande vantagem. Era possível um empate ou mesmo uma virada. Mas faltando três minutos, quem acabou fazendo três gols foi o Basicus. O Arena queria tanto o gol que, aos 22 minutos, acabou deixando Puff livre na área para fazer o terceiro. Não deu nem tempo de comemorar, pois no minuto seguinte o camisa 23 rosado fez mais um no rebote do goleiro. Ainda teve tempo para Kirk fazer de letra o quinto gol, aos 24 minutos.
A vitória do Basicus deu a liderança do grupo dividida com o Báguas. A equipe de Mário, que saiu de quadra elogiando a arbitragem, não terá vida fácil na próxima rodada, quando pega o mordido Condor’s. Já o Arena tentará sua primeira vitória contra um desfalcado Invictus.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Derrubada 1 x 3 DPGamos
DPGAMOS VENCE DERRUBADA E MIRA LIDERANÇA
Time sofre para bater o rubro negro, mas se garante e agora já pensa no duelo contra Coringa pela ponta
Por Vinicius Bento
Favoritíssimo para o confronto, o DP começou meio desligado. As primeiras chances no jogo foram do Derrubada. Infelizmente nenhuma delas ofereceu o menor perigo ao arqueiro de azul.
Não demorou muito até que as ações de ambas as equipes se equilibrassem. Muito veloz, Richard estava infernizando o lado esquerdo da defesa do Derrubada. Assim, não demorou muito para a fera abrir o marcador.
O DP estava com tudo. Bruno Costa, o conhecido BB chapeleiro, de volta ao time este semestre, pegou sobra e arrematou frente à área. A bola explodiu na defesa. Muita reclamação, pois o DP alegou que a bola bateu na mão de um defensor.
As poucas ações ofensivas do Derrubada eram comandadas por Deko. Sozinho ele fazia o que bem podia, mas mesmo assim a situação era crítica. O arqueiro do DP, Márcio, quase não precisou se esticar e, se isso não bastasse, Zeca ia fazendo grande jogo.
Em lance polêmico saiu um gol, mas foi anulado. Depois de cobrança de escanteio Zeca subiu no segundo pau e cabeceou para dentro. Infelizmente para ele, o árbitro viu seu empurrão no zagueiro e invalidou o lance.
Não demorou muito e o primeiro tempo acabou dando espaço para o segundo. E tudo começou como se fosse um jogo novo. Depois de bate e rebate na área, a bola bateu no braço do defensor do DPgamos: pênalti. Na cobrança, Deko jogou a bola para um lado e o goleiro para o outro. O futebol é mesmo um esporte injusto. Melhor na partida o DP não conseguiu empurrar a bola para dentro como devia e, no final das contas, estava suando a camisa para bater o Derrubada.
Os dois times mostravam características diferentes. Enquanto o DP mostrava muita técnica, habilidade e força, o Derrubada era raça em seu estado puro. Bem ao estilo uruguaio. O DP chegava, se aproximava do gol, mas não dava trabalho ao arqueiro do Derrubada. Em compensação, Deko teve boa chance. Após passar aos trancos e barrancos por um defensor, ele virou e chutou. Linda defesa do goleiro Marcio, que salvou um dos lances chaves na partida.
Contra ataque ganha jogo. E o DP colocou o seu em prática. Kaká recebeu bolada de falta e arrancou em direção à área adversária. Ele tabelou com Richard e saiu na cara do gol. Com um toque de classe tirou o goleiro adversário do lance. Já era hora. 2 x 1.
O DP não queria passar pelo mesmo sufoco de minutos atrás. Tratou de botar o terceiro na conta no lance seguinte. Du, camisa 17, acertou um belo arremate da direita depois de uma jogada muito rápida. No cantinho. Era o tento para matar o jogo.
Depois disso o DP levou o jogo no banho-maria. Com poucas ações ofensivas e muitíssimo bem postado, não deu chances para o Derrubada e garantiu 3 pontos para a conta, somando, agora, 13. O vice-líder do Grupo, atrás apenas do Coringa, encara o Roleta Russa. O Derrubada tem pela frente o Opalas, no duelo da parte de baixo da tabela.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Roleta Russa Clássico 8 x 4 Camelo
ROLETA CLÁSSICO ENFIM GANHA E COM DIREITO A GOLEADA
Time do capitão Baru conseguiu sua primeira vitória em cima do Camelo, que contou apenas com sete jogadores, todos de linha, mas que deu trabalho
Por Luis F. Saninana
A noite fria foi reservada para o Roleta Russa Clássico, que contou um pouco com a sorte também. A equipe do Camelo apareceu com apenas sete jogadores e todos de linha. Sobrou para Cainho, o menor do time, ir para o gol.
Logo de cara o Roleta abriu o placar com Affelay chutando no canto esquerdo do goleiro. Vendo que esse era o caminho, Cabelo tentou com um chute colocado, mas mandou para fora. O bombardeio não parou por aí. Depois foi a vez de Bob chutar, mas dessa vez Cainho conseguiu defender com o pé. Ele só não contava que Fifo estava no rebote para fazer 2 a 0.
A goleada que estava se formando parecia inevitável. Todos pensavam que a vitória seria tranquila, mas um apagão tomou conta de RRC. O Camelo, com muito raça, se lançou ao ataque. Gabriel foi o primeiro a tentar algo, mas mandou o chute cruzado para fora.
Quem não perdeu a oportunidade foi Tadeu, que aos 10 minutos diminuiu para o time da pizzaria. Dois minutos depois, Cris Dantas roubou a bola de Baru, que quis sair jogando e igualou o placar. O próprio camisa 11 teve a chance de virar o placar, mas em um chute de longe mandou à direita do gol de Guaraná.
A pressão do Camelo continuava e teve uma bola no travessão com Tadeu. Pisano também teve sua chance em uma jogada de pivô. O camisa 7 girou e bateu para fora.
Sabe aquele velho ditado de “quem não faz toma”? Foi o que aconteceu. Após boa tabela, Cabelo fez o terceiro para o Roleta, que nem comemorou direito e foi as redes novamente. Após a saída de bola no meio de campo, Nação pegou e fez 4 a 2.
O Roleta começou a tocar a bola para passar o tempo e ir para o intervalo com dois gols de vantagem. Vantagem que quase se desfez quando Patrick Cadeirudo recebeu livre na entrada da área e chutou para a defesa com o pé de Guaraná.
Com os dois gols de vantagem novamente, o Roleta sabia que não podia vacilar mais uma vez, pois poderia ser crucial. Então, logo aos dois minutos da segunda etapa, Fifo acertou um lindo chute no ângulo direito de Cainho.
Patrick Cadeirudo tentou esboçar uma reação do Camelo, mas Guaraná desviou com a ponta dos dedos o chute da direita. Era impressionante como o Camelo conseguia criar chances. Os jogadores atuavam mais com raça do que com tática. Mas em um vacilo de marcação, Flávio recebeu livre na esquerda para fazer o sexto gol.
Não bastasse não ter goleiro e nem reservas, o time da pizzaria teve mais um problema. Em uma dividida, Patrick Cadeirudo sentiu o joelho e teve que sair de quadra. Mesmo com um jogador a menos o Camelo conseguiu diminuir com Cris Dantas. Com o time já cansado e a desigualdade numérica de jogadores, o Camelo não conseguiu segurar o Roleta, que fez o sétimo no minuto seguinte com Affelay.
Com espírito de equipe, vendo a situação que estava o time, Patrick Cadeirudo voltou ao jogo no sacrifício. O jogador do Camelo voltou para a quadra para atuar no gol. Com isso Cainho foi para a linha.
Com o número de jogadores igual para cada lado, a equipe da pizzaria conseguiu diminuir outra vez com Cris Dantas. Mas a reação parou por aí. Ainda teve tempo para Affelay receber livre no meio e fazer 8 a 4 para o Roleta.
Na próxima rodada o Roleta tem uma difícil missão contra o líder Báguas e quer embalar na competição após esta primeira vitória. O Camelo também não terá vida fácil ao pegar o Bacaninha. Ambos os times, Roleta e Camelo, com 3 pontos, brigam para sair da zona de rebaixamento.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 5ª RODADA
Xoras 7 x 2 Pé de Pano
XORAS MATA PÉ DE PANO NO SEGUNDO TEMPO
Jogo foi equilibrado na etapa inicial, mas intervalo mudou o time tricolor, que voltou criando e atacando mais para construir a goleada
Por Luis F. Saninana
O Xoras entrou em quadra sabendo que precisava da vitória para entrar na zona de classificação. O Pé de Pano, já dentro, poderia melhorar sua posição no G-8. Então as duas equipes foram para o ataque na primeira etapa. O primeiro lance de jogo foi uma dividida de Tavogus com o goleiro Tatá, do Xoras. Tavogus teve a segunda chance de abrir o placar, mas a zaga fez questão de tirar em cima da linha.
O Xoras não deixou por menos e também respondeu duplamente com o mesmo jogador. Pato cabeceou, mas parou na defesa do arqueiro Glasoff. A segunda oportunidade do camisa 14 foi em uma jogada de pivô, em que ele girou e bateu para mais uma defesa do goleiro.
O tricolor continuou atacando. Mingo teve três chances, mas só conseguiu aproveitar uma. A primeira em um chute da entrada da área, obrigando o goleiro a espalmar. Na segunda ele não perdoou e, com um chute de longe, que contou com a ajuda de Mirim atrapalhando no meio do caminho, abriu o placar. O camisa 8 viu que o caminho era esse e tentou outro chute de fora da área em cobrança de falta ensaiada, mas mandou para fora.
O Pé de Pano se viu obrigado a sair mais para o jogo, pois o segundo gol adversário. Então Vitão iniciou a reação com um chute perigoso, que obrigou Tata a defender com o pé. Usando a mesma tática do camisa oito tricolor, o camisa 8 do PDP, Laporta, chutou rasteiro de longe no canto esquerdo de Tatá, que nada pode fazer. O gol deu ânimo ao Pé de Pano, que foi para cima e em um erro de saída de bola adversária fez 2 x 1 com Vitão. Dadá teve a chance de ampliar com um chute cruzado da direita, mas o arqueiro defendeu mais uma.
O Pé de Pano tentou levar a vantagem no placar até o intervalo, mas praticamente no último lance do primeiro tempo, Dutra tratou de empatar a partida. Na volta para o segundo tempo o PDP tentou manter o ritmo do final do primeiro e teve a primeira chance com Tavogus em cobrança de falta, que saiu rente a trave, mas foi só.
Depois disso o Xoras mandou em boa parte do segundo tempo. O tricolor precisou de cinco minutos para decidir a partida. Mingo bateu cruzado e o goleiro espalmou, na sequência Mirim, aos 11 minutos, fez o gol da virada. Um minuto depois, Ric recebeu livre para fazer o quarto.
O tempo técnico foi pedido pelo Pé de Pano para ajeitar a casa, mas não deu muito certo. Logo após a parada, Dutra bateu cruzado fazendo mais um. Aos 15 minutos, Pato ganhou a dividida com o goleiro e fez o sexto. Glasoff ainda evitou o sétimo gol em um chute cruzado de Mingo.
Com o jogo já decidido, o Xoras só administrou. Dadá ainda tentou diminuir, mas mandou para fora. Quem ainda conseguiu marcar foi o tricolor. No último lance da partida, Carioca chutou no canto esquerdo do goleiro fechando o caixão.
O Pé de Pano pega o jovem time do Corleone, enquanto o Xoras enfrenta um TNT em recuperação, brigando pelas primeiras colocações.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 5ª RODADA
Roleta Russa 4 x 3 Toque Me Voy
EM DIA DE ALEMÃO, ROLETA OBTÉM VITÓRIA SOFRIDA CONTRA TOQUE ME VOY
Toque até fez um bom jogo, mas Alemão, com 3 gols, garante 3 pontos para a conta da equipe russa
Por Vinicius Bento
Se o dia começou quente, terminou gelado. Além do frio, Toque Me Voy e Roleta Russa saíram de casa para se enfrentar e lutar contra a parte de baixo da tabela. Há alguns semestres o Toque brigou para subir, agora a luta é para não cair. Após o duelo, as coisas se mostram cada vez piores à equipe, que perdeu mais uma e é um dos favoritos a estrear a 4ª divisão do Chuteira em 2013.
Pelo menos o embate começou quente. Alemão, capitão e melhor jogador do Roleta, logo abriu o placar. Era a salvação? Talvez. Mal fez o primeiro e o meia já emplacou outro em seguida. 2 x 0 e o jogo mal tinha começado... Menos de cinco minutos depois o Toque mostrou que estava vivíssimo na partida. Diogo, camisa 5 dos azuis, encheu o pé de longe e colocou na caixa. Um belíssimo gol.
Os dois times queriam jogo, definitivamente, mas depois de um começo movimentado, a partida passou a ser mais disputada no meio de campo. Qualquer espaço poderia resultar em um lance de perigo ou um atleta na cara do gol.
Bruno, do Toque, resolveu fazer bonito. O pivô, grandalhão e camisa 8, dominou de costas para o gol, virou sobre o defensor (com muita facilidade, diga-se de passagem) e obrigou o mesário a mudar o placar para 2 x2. Um chute colocado e rasteiro. A redondinha ainda bateu na trave antes de entrar.
O time do técnico Ricardinho não poderia se acovardar. Tudo ou nada e a equipe partiu para buscar o empate. Thales teve a chance e não desperdiçou. Depois de levar para o meio, ele chutou no cantinho, estufando a rede dos azuis e causando um pequeno ataque cardíaco em Danilão, suspenso, e assistindo tudo de fora. 3 x 2.
Bruno Ferrari estava tentando passar o carro por cima. Atacante mais perigoso em campo, ele repetiu a jogada do primeiro gol: dominou, girou e bateu. Dessa vez a bola foi alta e tirou tinta da trave direita de Edu. Se entrasse seria um verdadeiro golaço.
No final da primeira etapa as duas equipes demonstraram um pouco de cansaço e diminuíram a intensidade do jogo. As divididas começaram a aparecer, deixando o futebol do começo do jogo à sombra deste último.
O Toque começou o segundo tempo bem acelerado. Os grandões da frente arriscavam muito bem e conseguiam manter a bola na metade ofensiva do campo. Enquanto isso, o Roleta apostava na velocidade. O treinador Ricardinho resolveu dar uma de Romário: colocou o uniforme e foi a campo. Enquanto isso, o ex-Irado’s Fernando tentava sair rápido de trás e pegar a defesa adversária desatenta.
Quando tudo corria para sufoco do Toque, Marcelo dos Anjos apareceu. O Toque, pela primeira vez na partida, pareceu um time perigoso e envolvente. Uma troca rápida de passes e, pronto, o grandalhão de azul apareceu sozinho dentro da pequena área para colocar ela para dentro. 3 x 3.
Ainda tivemos tempo para mais. Rene partiu pela direita e mesmo sem ângulo acertou a trave. O barulho foi alto e arrancou um grito do banco. Como quem não faz toma, Alemão apareceu de novo e decidiu para o Roleta, fazendo 4 x 3. O meia partiu para a cobrança de falta e fez bonito. Rasteiro e no fundo das redes. Haja coração nos minutos finais!
Sim, o coração de Danilão saiu pela boca. Os baixinhos do RR resolveram atormentar lá na frente. Thales acertou a trave em um belo arremate. Mas não deu tempo para mais nada. O Toque amarga novo revés e segue na lanterna junto ao Opalas, com um mísero pontinho em 15 disputados. Tenta novamente algo mais contra o Cachorro Velho. O Roleta encara o DPGamos.
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