BACANINHA VACILA E, POR POUCO, NÃO SOFRE VIRADA HISTÓRICA
Equipe fecha o primeiro tempo em 5 a 1, mas é dominada pelo adversário na segunda etapa. Cesinha comandou a virada do Báguas, porém viu Lê Leme acertar um belo chute e empatar o duelo no minuto final
Por Heron Ledon
Uma partida digna do Chuteira, com direito a lances imprevisíveis e diversas surpresas em campo. As duas equipes vinham de vitória – o Bacaninha de 5 a 2 sobre o Xoras, e o Báguas de 9 x 0, um massacre em cima do Arena. No entanto, essa goleada não intimidou a equipe dourada, que colocou o oponente na roda e chegou cinco vezes às redes nos 25 minutos iniciais. O Báguas, por sua vez, foi pra cima com Cesinha e Marquinhos e virou o marcador, para o espanto de quem acompanhava o embate. Porém, no último lance de jogo, Lê Leme arriscou de fora da área e evitou o triunfo adversário.
Não demorou muito para o Bacaninha impor seu ritmo de jogo e sair na frente no placar. Symon estava fora do gol e, ao perderem no meio, o Bacaninha emendou direto a gol. Sobrou para Danilo tirar a bola com a mão e levar o azul. É pênalti! O atacante Marcos foi para a cobrança e não perdoou, fazendo 1 a 0 aos cinco minutos.
O Báguas estava perdido em campo. Léo falhou na saída de bola e Lê Leme foi para cima. Dessa vez, Symon estava bem posicionado e evitou o gol. A equipe teve uma boa chance de empatar no chute de Concha para fora após bate-rebate na área. Mas não teve jeito. Caio César recebeu na frente, girou e bateu. O goleiro ainda tocou na bola, mas ela foi morrer lentamente para o gol no que se pode considerar falha do bom Symon.
O time laranja não arrumava maneiras de se organizar em campo. Bem que ele chegou perto de diminuir o resultado na paulada de Paolo após cobrança de falta. No entanto, o adversário estava focado e arrasador. Assim, o placar foi dobrado em apenas dois minutos. O capitão Velardo veio pela esquerda e jogou para Lê Leme, que chutou no canto e rasteiro da entrada da área. Em seguida, aos 13, novamente o camisa 11 foi às redes. A zaga afastou o perigo, mas Lê dominou, tirou Marquinhos do lance no jogo de corpo – que pediu falta -, driblou o Symon e completou. Era o quarto gol, fulminante.
A partir de então, os ânimos se exaltaram e a marcação ficou mais dura. Genaro e Caio César se estranhavam há alguns minutos, quando levaram o azul após troca de empurrões fora da disputa de bola. Em seguida, mais três amarelados. Cesinha dividiu com Denis na linha de fundo e levou a pior. Marquinhos resolveu tomar as dores do companheiro e empurrou o oponente. O árbitro deixou o trio de fora por dois minutos para amenizar o clima da partida.
O Báguas tinha dificuldades de marcação e não conseguia controlar a bola devido a pressão adversária. Em falha de Jorjão, Thiago Strobil ficou de frente com o goleiro, que fechou o ângulo e espalmou a bola. Porém, de tanto tentar, Cesinha descontou. Marquinhos rolou para Concha, na linha de fundo, tocar para o 10 limpar na entrada da área e mandar cruzado no canto direito de Gamito – aos 21 minutos.
E quem disse que o Bacaninha se abalou? O zagueiro Ricardo trouxe pela esquerda e virou o jogo para Denis, que tocou de primeira por cima de Symon, mas a bola bateu no travessão. No minuto final, o goleiro aceitou. Lê Saraiva bateu fraco e rasteiro, mas o arqueiro errou o tempo da bola. Incríveis 5 x 1 contra a equipe que havia feito nove sobre o Arena.
Não se sabe se foi esse placar ou o que estava por vir na segunda etapa que gerou mais surpresa na torcida. O time dourado, talvez por excesso de confiança, voltou desligado. Denis, João Paulo e Lê Leme já não conseguiam mais atacar com perigo. Porém, do outro lado, a dupla veloz de Cesinha, pela ponta, e Marquinhos, pelo meio, decidiu temperar o duelo.
Paolo, livre de marcação, pisou para o camisa 10 fazer mais um, desta vez de primeira, à meia altura, na intermediária. O Bacaninha sentiu o gol e pediu tempo. Mas nada pode evitar a reação laranja. No minuto seguinte, aos 6, Simões e Marquinhos dividiram a pelota, e ela espirrou por cima, dentro da área. Gamito poderia sair na bola, mas ele fez o famoso “deixa que eu deixo” com o zagueiro, e Jorjão tocou para o fundo do gol.
Sessenta segundos se passaram, e dois gols foram anotados. Marquinhos arriscou de longe, quase do meio campo, e mandou na caixa. O goleiro ainda se esticou, mas a tentativa foi em vão. Thiago, pelo lado dourado, roubou a bola de Paolo e deu um totó na saída de Symon, dando um respiro para sua equipe. Não perca as contas: 6 a 4 para o Bacaninha.
Com o sexto, a equipe acordou e o duelo voltou a ficar equilibrado. As jogadas duras e as reclamações por faltas também não saíram de campo. Mas o que os atletas gostaram mesmo foi de fazer gols seguidos. Assim, veio o empate aos 17. Marquinhos tocou para Paolo, dentro da área, mandar de letra a Jorjão, que chutou de bico por debaixo das pernas de Gamito. Mais uma vez, o garçom de camisa 10 rolou para Paolo, que fuzilou da intermediária no canto direito pelo alto.
Após a comemoração, a bola voltou a rolar, e o Bacaninha perdeu duas chances incríveis de disparar à frente com o placar. Na primeira, depois do chute de Thiago, a bola sobrou para Caio César, livre, empurrar para o gol, mas ele bateu muito fraco. O Báguas comemorou a defesa como se tivesse virado a partida. Depois, no lance seguinte, foi a vez do próprio Thiago, que, ao receber cruzamento, chegou sozinho e conseguiu mandar de rasteira para fora.
Como “quem não faz, toma”, o Báguas, enfim, conseguiu a virada. Aos 23 minutos, Leo cobrou lateral para dentro da área, e Cesinha subiu bonito de cabeça, tocando por cima de Gamito e marcando o seu terceiro gol. No entanto, quando tudo parecia perdido, Lê Leme acertou um chute salvador da intermediária e deixou tudo igual no último lance da partida.
Com o empate, o Bacaninha soma quatro pontos na Bronze e encara o Arena, que acumulou sua terceira derrota. Já o Báguas é vice-líder, com sete pontos e tem pela frente o Xoras, que parou na tabela após a derrota para o Basicus.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Roleta Russa 2 x 2 Cachorro Velho
ROLETA RUSSA E CACHORRO FICAM NO EMPATE
Em meio a muito sol e sem destaques individuais, as equipes jogaram de igual para igual e igualdade foi conquistada no fim pela rapaziada da PUC
Por Renato Malaguti
O jogo que abriu a terceira rodada do Grupo B do V Chuteira de Bronze não fugiu do esperado. Cachorro Velho e Roleta Russa travaram uma partida equilibrada, mas sem grandes atuações individuais. De um lado, Thiaguinho, camisa 9, foi um dos responsáveis por boa parte dos ataques. Do outro, Folha tentou fazer a diferença e conseguiu ajudar a sua equipe.
Nos primeiros cinco minutos, a partida ficou cadenciada, sem muitos ataques. Em um dos primeiros lances de perigo, uma bola mal tirada por Rojas, do Cachorro Velho, sobrou para Bruninho na entrada da área, que soltou o pé e acertou o canto esquerdo, impossibilitando a defesa de Botana e colocando sua equipe à frente no placar.
Empolgado com o primeiro gol, entre 4 e 10 minutos, o time do Roleta jogou melhor, mas criou poucas jogadas ofensivas. Botana se posicionava bem e conseguia realizar boa parte das defesas. Aos 10 minutos, aproveitando lançamento do goleiro Edu, Folha cabeceou de costas e quase surpreendeu a todos, mandando a bola no travessão por cobertura.
Não tão quente quanto à temperatura, o jogo correu os 15 primeiros minutos sem grandes lances ofensivos. Aos 16, o time do Cachorro Velho desperdiçou uma boa oportunidade em chute de bola parada, próximo da área. Porém, a redonda parou na barreira. Logo em seguida, do outro lado, Caio, destaque nas duas rodadas anteriores do Roleta, pegou de primeira e mandou por cima do gol. Um minuto depois, Tupi chutou de longe e obrigou Edu a jogar a bola para fora do gol. Dois minutos depois, Folha tentou surpreender de perna esquerda, mas a bola passou ao lado do arco.
Faltando 5 minutos para o fim do primeiro tempo, Thiaguinho chutou de longe e acertou o canto esquerdo de Edu, mas o goleiro se esticou todo e conseguiu fazer boa defesa. Em jogada individual, Alemão driblou o adversário e chutou cruzado, mas Botana conseguiu defender com os pés. O primeiro tempo acabou com ambas as equipes criando algumas oportunidades. Os arqueiros atuavam bem, fazendo boas defesas.
Na volta do intervalo, aos dois minutos, Rafael igualou o placar em um lance de contra-ataque, ao chutar rasteiro na direita do gol. Edu estava com a visão tampada e nem tentou fazer a defesa. Aos 5 minutos, Diego tomou cartão amarelo, mas a equipe do Roleta não soube aproveitar os minutos que ficou com um jogador a mais. Rafael, autor do gol do Cachorro, cortou para a esquerda e chutou rasteiro, mas sem muita força, facilitando a defesa de Edu.
Aos 11 minutos, Caio fez boa tabela com Folha, mas foi travado na hora do chute. Logo em seguida, Folha tentou de longe, mas mandou para fora. Aos 15 minutos, após lançamento de Edu, Folha raspou a cabeça na bola, dificultando a vida de Botana, que defendeu, mas deu rebote. De forma oportuna, Beider marcou.
Era evidente que as duas equipes atacavam e corriam atrás do resultado. Logo depois do gol, o Cachorro pediu tempo técnico, faltando 10 minutos para o término. A pausa parece ter surtido efeito para os atletas da PUC. Aos 19 minutos, o habilidoso Giggio chapelou um e bateu de esquerda, tirando tinta da trave. Em seguida, Thiaguinho perdeu boa oportunidade de empatar, em bola sobrada que acabou indo por cima do arco.
Faltando três minutos para o término, novamente Thiaguinho levou perigo a favor da cachorrada em chute no meio, mas Edu acabou encaixando. De tanto pressionar, merecidamente, ele deixou o seu, ao desviar uma cobrança de falta. No último lance, em contra-ataque, Bruninho levou perigo, mas a zaga do Cachorro conseguiu voltar a tempo para travar e a bola acabou indo para fora.
Com o empate, o Roleta segue invicto no campeonato, ocupando a 4ª posição no Grupo A com 7 pontos. Já o Cachorro fica em 6º. Na próxima rodada, o Roleta pega o Só Quem Sabe e o Cachorro Velho duela contra os meninos d’Os Mostarda.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Invictus 3 x 2 Camelo
INVICTUS VENCE CAMELO COM TRÊS GOLS DE RAGAZZO
Veterano atacante brilha dentro da área e garante primeira vitória da equipe na competição
Por Renato Malaguti
Em meio a um calor escaldante, o duelo entre Invictus e Camelo trazia um quê de tira teima, já que ambos vinham de um empate no torneio passado que acabou por ser decisivo para a eliminação ainda na primeira fase de ambas as equipes. A vitória, que saiu nos minutos finais, foi justa, já que o futebol apresentado pelo time de azul foi superior. E o time do Invictus fez prevalecer a vitória com sua principal arma – quando dá certo, claro: bola no grandalhão Ragazzo. Assim, ele fez 3 gols e garantiu a primeira vitória na competição.
Do outro lado, o time do Camelo explorava muito chutes de longa distância, principalmente com Hugo. Mas o goleiro Henrique, em mais uma bela atuação, fez defesas importantes, voando nos cantos para por a bola a escanteio ou lateral. O jogo não começou a todo vapor. As jogadas de ataque estavam cadenciadas. Somente aos 4 minutos de bola rolando a primeira oportunidade surgiu a favor do Camelo. Em lance de contra ataque, a bola sobrou para Hugo, que tentou chutar colocado. A redonda tinha endereço certo, mas desviou na zaga do Invictus e acabou indo para fora. Logo em seguida, ele de novo levou perigo em falta de longa distância, obrigando Henrique a espalmar para escanteio.
Aos 6 minutos, Pisano recebeu sozinho em jogada de escanteio mas mandou pra fora, perdendo a oportunidade de abrir o placar. Nesse início, pode-se dizer que o Camelo foi superior, mesmo não valorizando as oportunidades criadas. Somente aos 9 minutos o Invictus conseguiu levar certo perigo ao rival. Em lance rápido de contra ataque, Rodrigo se esforçou para pegar cruzamento, mas não chegou na bola. Se tivesse chegado, certamente teria feito.
O primeiro gol da partida saiu aos 15 minutos, a favor do Camelo, em erro do Invictus. Em cobrança de falta que tinha tudo para levar perigo ao gol do Camelo, o zagueiro Edgard bateu muito mal (põe mal nisso) e não acompanhou o contra ataque rápido, fato que propiciou a chegada livre de Cainho para abrir a contagem.
Em seguida ao gol, houve um tempo técnico para água devido ao calor exaustaste. Na volta, o Invictus parecia melhor. Bento cobrou lateral na cabeça de Rodrigo, que testou ao lado do gol. Pouco depois, mostrando que seu time também estava em jogo, Tadeu tentou de bicicleta, mas Henrique fez boa defesa e mandou para o escanteio. No tiro de canto, Cainho recebeu lançamento e pegou de prima, mas mandou a redonda por cima do arco.
No finalzinho da primeira etapa o grandalhão Ragazzo conseguiu igualar o placar em jogada áerea que resultou no gol de cabeça. Mutssa, aquele mesmo da Equipe Bróder, estreando pelo Invictus, mandou lateral na cabeça do pivô, que escorou ao gol sem dificuldades.
No intervalo, o Invictus conversava e o sentimento era unicamente de vencer. Não podiam vacilar como tinha sido no 5 x 5 do semestre passado. Do outro lado, os atletas do Camelo falavam em explorar bem os chutes de longe, porque o arqueiro rival espalmava todas.
No segundo tempo o sol deu uma abaixada e o jogo voltou com mais lances ofensivos. Logo aos 2 minutos, Hugo tentou colocar sua equipe na frente com chute rasteiro de longe, mas Henrique se esticou todo e espalmou para escanteio. Bento devolveu ao criar uma boa oportunidade, puxando para direita e chutando forte, mas a zaga do Camelo ainda conseguiu travar. A bola bateu na trave antes de ir para escanteio.
Aos 5 minutos, Ragazzo dominou lançamento do goleiro e chutou cruzado, mas mandou para fora. Na lateral da quadra, o técnico Lucas gritava para que alguém acompanhasse Ragazzo no ataque, jogando muito isolado. Aos sete minutos, Bento deu assistência para Ragazzo, que tirou do goleiro com classe e fez o segundo gol do Invictus. Era a virada, que, entretanto, voltaria a ser empate quando Hugo fez o gol mais bonito da partida. Ele chapelou Brunão e avançou pela esquerda. Edgard tentou, mas não conseguiu impedir a finalização forte, impossibilitando chance de defesa de Henrique. Do banco do Camelo, o manager Cris Dantas comentou o gol, feliz da vida: “O Hugo é foda, se ele leva para a esquerda e dão espaço ele faz”.
Nos primeiros dez minutos o placar fazia jus ao jogo equilibrado. Ambos os times atacavam. Porém, dos 10 aos 15, o jogo deu uma acalmada e foi parado por pedido de tempo. Na volta, Ragazzo tocou alto de cabeça para Mutssa, que cabeceou bem, mas fraco, facilitando o trabalho de outro Henrique, este o Soares, arqueiro do Camelo. Logo depois, Ragazzo tentou de longe mas mandou para fora.
O Camelo seguia com sua estratégia de jogo: chutes de longe. Tadeu bateu por cima do arco, como a maioria dos arremates do time no segundo tempo. Quando o jogo se encaminhava para a igualdade, o Invictus buscou a pressão em busca do gol. O time foi pra frente e colheu os frutos. Dennis recebeu na ponta direita e cruzou na medida rasteiro para Ragazzo fazer seu terceiro gol praticamente em cima da linha. Dennis comemorou como se tivesse feito o gol.
O Camelo ainda tentou mais duas vezes, mas o Invictus se postou atrás e isolou tudo que apareceu por ali até o apito final. Com o resultado, o Camelo ocupa agora a 9ª colocação do Grupo A do Chuteira de Bronze, com três pontos em três jogos. O Invictus fica em 8ª, com 1 ponto a mais, e encara o Basicus na próxima rodada. Já o Camelo enfrenta o quinto, Corleone.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Absolutos 1 x 1 Derrubada
ABSOLUTOS E DERRUBADA FAZEM BOA PARTIDA, MAS FICAM SÓ NO EMPATE
Apesar de criarem boas oportunidades, equipes não concluíram bem; Absolutos passou boa parte do tempo vencendo
Por Tamires Paulino
A partida entre Derrubada e Absolutos foi a mais equilibrada da tarde, inclusive no placar. As equipes empataram em 1 x 1, sendo que o Absolutos passou a maior parte do tempo vencendo o embate, mas vacilou no fim.
Houve boas chances para ambos os lados no primeiro tempo - principalmente para o Derrubada -, mas o Absolutos foi quem balançou as redes, com Marcelo. A partida foi marcada pela rapidez com que as equipes criavam as jogadas e atacavam, surpreendendo o adversário. No primeiro período, porém, houve mais espaço para chutes de fora da área e lances de bola parada.
O Absolutos teve boa chance, novamente com Marcelo, pouco depois do gol. Após cruzamento de Luiz Miranda à área, ele bateu de chapa, mas o goleiro se atirou na bola e realizou a defesa. Pelo Derrubada, Vitucho cobrou falta ensaiada para Cesar, que mandou a bola por cima do gol. Em outro lance, Cesar, novamente, bateu da intermediária e o goleiro realizou a defesa, mandando a bola pela linha de fundo. Foi o último lance antes do intervalo.
No segundo tempo, o jogo foi um pouco mais disputado. A primeira chance veio com Rafinha Haddad, para o Absolutos. Pela ponta direita da área ele bateu em cima do goleiro, mas a bola escapou, indo em direção ao gol. A zaga tirou em cima da linha. Pelo Derrubada, a primeira oportunidade foi com Telito. Ele bateu falta da ponta esquerda da área no cantinho oposto. O goleiro caiu e espalmou para fora.
Ao longo do período final da partida, a equipe teve muitas chances de marcar o seu gol. Aos 5 minutos, Vitucho cobrou escanteio no segundo pau e Cesar cabeceou à direita do ângulo. Aos 11, porém, o gol finalmente saiu. Nicão roubou bola no meio de campo, ajeitou e mandou-a no ângulo – um belíssimo gol.
Após o empate, o Absolutos começou a pressionar em busca do resultado, outrora positivo. Nesse momento, brilhou a estrela do goleiro do Derrubada, Fábio, um dos outros fatores decisivos para a construção do empate. Do contrário, talvez fosse difícil que a defesa de sua equipe resistisse tão bravamente.
Aos 21 minutos, no auge da pressão, o Derrubada fez seu pedido de tempo. Na volta, levou mais uma avalanche de ataques. Luiz Miranda, da lateral direita, bateu firme para o gol, mas Fábio realizou a defesa. Em outro momento, Fuka cruzou boa bola à área, encobrindo o goleiro e encontrando Luiz Miranda do lado oposto da área, mas ele não conseguiu alcançar a bola. O Derrubada ainda teve uma ótima oportunidade de mudar o placar, mas não conseguiu concluir satisfatoriamente: Telito se jogou na bola após cobrança de falta e ela bateu na trave.
Com o empate, o Derrubada assume a sétima colocação, com dois pontos. A equipe deve enfrentar o lanterninha Irado s, ainda sem pontuar, na próxima rodada. Já o Absolutos está imediatamente abaixo, em oitavo, também com dois pontos e tem como próximo adversário o Toque Me Voy, décimo primeiro colocado, com um ponto.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Condor’s 5 x 0 TNT
CONDOR’S GOLEIA TNT E CHEGA À LIDERANÇA
Sem dar chances ao adversário, time contou com 4 gols de Bruninho para assumir a ponta do grupo
Por Luis F. Saninana
Jogo de apenas um time. A goleada por 5 a 0 foi o retrato da partida. Só o Condor’s jogou, e isso desde o minuto inicial, quando mostraram que a tática era pressionar do começo ao fim. E deu certo. A equipe grená conseguiu abrir o placar cedo, com um chute rasteiro de Bruninho. Mesmo com a vantagem no placar, o Condor’s manteve a pressão. Tanto que o goleiro Quintanilha quase marcou o dele em um chute do meio de campo.
A primeira chance do TNT veio dos pés de Hulk, que bateu da entrada da área e obrigou o goleiro a fazer bela defesa. O Condor’s respondeu com Renato, que acertou a trave em um chute pelo lado esquerdo do ataque.
Ao perceber que o TNT só conseguia chegar à meta em cobranças de lateral – a maioria com Hulk de cabeça, que mandava sempre para fora, ou com chutes de longa distância – o time grená resolveu recuar, esfriando o confronto. Quando se aventurava ao ataque, Renato e Bruninho sempre levavam perigo.
O segundo gol saiu em uma cobrança de falta do meio de campo batida pelo arqueiro Quintanilha. A bola sobrou para Bruninho tocar rasteiro e fazer seu segundo na partida. Antes do término da etapa primeira, foi pedido tempo técnico pelo TNT. A conversa resultou em gol para o Condor’s, e de novo com seu camisa 20, que vai se soltando a cada jogo e mostrando que a ascensão da equipe tem muito a ver com seu rendimento em campo.
O intervalo foi positivo para o TNT, que voltou com mais técnica e habilidade na marcação. Salas foi o autor do primeiro lance de perigo da segunda etapa. O jogador chutou rasteiro de fora da área, obrigando Quintanilha a trabalhar logo no começo.
Com a melhora na marcação, o TNT conseguiu por um bom tempo segurar atrás, mas o ataque não funcionava. Com a ausência do poder ofensivo, o Condor’s voltou a crescer no jogo. Peli, camisa 11 do Condor’s, começou a aparecer e quase fez um golaço de voleio pela esquerda da área, mas o goleiro espalmou. O TNT não conseguiu segurar a pressão e Sugos acabou cometendo pênalti, que Quintanilha converteu, fazendo 4 a 0.
A partir daí, o TNT se perdeu na marcação. Peli quase fez o quinto ao ficar cara a cara com o goleiro, que fez uma bela defesa. Quem não perdoou foi Bruninho. Com um chute da entrada da área, o camisa 20 do time grená fez o quinto, o quarto dele no jogo. Antes do apito final, o Condor’s teve mais duas grandes chances. Primeiro com Ricardo, que acertou o travessão, e depois com Erich, que recebeu um belo passe de Peli, mas mandou para fora.
Ao fim do jogo, o clima esquentou no TNT. Dudu saiu da quadra antes da partida terminar e discutiu rispidamente com Rapha. A goleada deixa o Condor’s em situação confortável, na liderança do Grupo A pelo saldo de gols e empatado em pontos com o Báguas. O próximo adversário é o lanterna Roleta Russa Clássico. O TNT espera melhor sorte e arrumar a casa contra o Pé de Pano.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
DPGamos 3 x 3 Opalas
OPALAS E DPGAMOS EMPATAM E SEGUEM DIREÇÕES OPOSTAS NO CAMPEONATO
Enquanto um está entre os primeiros colocados, o outro marcou seu primeiro ponto e começa a se preocupar
Por Tamires Paulino
DPGamos e Opalas se enfrentaram no meio da tarde e o empate acabou sendo um mau resultado para ambos. O DP se lamenta por ter perdido 2 pontos para um time da parte de baixo da tabela. O Opalas, com leve desempenho superior ao adversário, não sai do lugar quando podia ter somado seus 3 primeiros pontos.
O primeiro bom lance veio justamente com a equipe do peculiar uniforme amarelo. Raphinha desceu pela lateral direita e, ao invés de bater em diagonal, chutou reto e a bola saiu pela linha de fundo. Já pelo DP, a primeira boa jogada saiu com Richard. Ele cobrou falta próximo à entrada da área e a bola bateu na trave direita.
Não demorou muito até que o primeiro gol da partida saísse. Rubão, do Opalas, cabeceou lançamento por cima do goleiro, encobrindo-o. A equipe continuou pressionando e teve várias chances de ampliar o placar. Em uma delas, Tevez bateu da lateral direita em cima do goleiro.
O primeiro tempo estava próximo do fim, mas o DP ainda teve mais uma boa chance de marcar. Zeca cobrou falta da intermediária, mas a bola saiu à esquerda do gol. No lance seguinte, porém, Rafinha colocou a mão na bola e o árbitro assinalou o pênalti. Richard bateu no alto, do lado esquerdo, longe do alcance do goleiro, ainda que esse tenha feito uma ponte e se esforçado para realizar a defesa. Era o empate.
No segundo tempo, a equipe marcou mais um gol logo no primeiro lance. João Corazza recebeu sobra após trapalhada da zaga e mandou para as redes, ampliando a vantagem de sua equipe. A felicidade, porém, não durou muito. Froio encobriu o goleiro com chute da lateral direita e deixou tudo igual de novo.
Logo após o gol, o DP pediu tempo, tentando reorganizar-se. Contudo, essa medida não deu muito resultado, pois não estavam sendo muito obedientes taticamente e tampouco criavam boas chances. Aproveitando-se disso, o Opalas prosseguiu no ataque e, pouco depois, Paulinho cruzou para a área e Froio girou, tirando do goleiro e batendo para o gol em uma boa demonstração de habilidade e objetividade. 3 x 2.
O jogo, contudo, era muito faltoso. Em ambos os períodos as equipes passaram perigosamente perto do limite de oito faltas e quase foram penalizadas. Isso acabou tendo piores consequências para João Corazza, que desfalcou sua equipe ao ser expulso. Ele levou amarelo ainda no primeiro tempo após reclamar com o árbitro e, mais tarde, acabou levando azul e vermelho. Raphinha, do Opalas, também desfalcou sua equipe pouco depois por levar azul.
Embora não jogasse bem, o DP conseguiu encontrar o empate. Kaká bateu escanteio, Dan veio de trás e marcou o terceiro da equipe instantes antes do fim da partida, que não teve mais grandes lances.
Com o resultado, o Opalas é o nono colocado, marcando seu primeiro ponto. Na próxima rodada, o time enfrenta o Coringa, segundo colocado e invicto. Já o DPGamos é o terceiro, com sete pontos. Seu próximo adversário, o Palestrinha da Catarina, é o líder do grupo e também está invicto, com nove pontos.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Corleone 4 x 3 Arena
CORLEONE COMPLICA VIDA DO ARENA
Segunda vitória anima Famiglia, enquanto os laranjas amargam a lanterna sem nenhum ponto somado
Por Luis F. Saninana
Apesar de abrir o placar cedo, Arena e Corleone fizeram um jogo equilibrado na quadra 11. Já no início, o Corleone abriu o placar com Felipe Garone, depois de ajeitada de calcanhar de Lelê. A Famiglia, nome nas costas da camisa do Corleone, começou com tudo e logo fez o segundo, com João Calice, livre no meio da área.
O calor e a falta de jogadores reservas do time adversário favoreciam uma possível goleada do Corleone. Porém, mesmo com a desvantagem de dois gols, o antigo Laranja Mecânica começou a reagir. Alan arriscou chute de fora da área obrigando o goleiro a fazer boa defesa. Na segunda chance, o camisa nove não perdoou e marcou após receber uma bola na esquerda da área.
O jogo ficou equilibrado durante algum tempo. Até que, Lelê, aos 17 minutos, livre no meio da área, fez o terceiro para o Corleone. O jogo caminhava para o intervalo, quando em uma falha de marcação do Corleone, Daniel recebeu a bola em cobrança de lateral e fez o segundo do Arena. A Famiglia teve uma grande chance de ampliar ainda com Felipe Garone, que acertou a trave.
No segundo tempo, o Corleone voltou com o goleiro Manfre. As equipes sentiram o calor. O Arena sem suplentes e Corleone com apenas com um fizeram um segundo tempo morno, porém equilibrado. Quando uma equipe levava perigo, a outra respondia em seguida. Lelê teve uma chance em um chute prensado do meio da área, mas o goleiro Bruno espalmou. Alan respondeu com um chute perigoso pela esquerda do ataque, mas por cima do gol.
O Arena teve duas grandes chances de empatar a partida em cobranças de falta na entrada da área, mas Manfre mostrou porque entrou no intervalo e fez duas boas grandes defesas.
Percebendo o risco que estava correndo de sofrer o empate, o Corleone se lançou ao ataque e João Calice acertou o travessão de Bruno. Faltando pouco menos de dez minutos, Felipe Garone recebeu livre após cobrança de lateral e fez o quarto. Faltando dois minutos para acabar a partida, em um lance muito parecido com o gol do Corleone, Kim diminui para o Arena, mas era tarde de mais.
Com o resultado, o Arena fica na lanterna do Grupo A, sem nenhum ponto marcado e não se mostra o time forte do semestre passado que brigou para subir para a Prata. Já o Corleone subiu para a quinta posição no grupo.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Palestrinha da Catarina 4 x 1 Toque Me Voy
PALESTRINHA GOLEIA TOQUE E SEGUE 100%
Equipe aproveita espaços e falhas constantes do adversário, que ainda perde a cabeça e tem jogador expulso
Por Tamires Paulino
O jogo entre Palestrinha e Toque Me Voy teve fácil leitura para quem observava de fora. Desde cedo, o Palestrinha se portou bem em campo e não encontrou muita resistência adversária. Tanto que era fácil apostar em uma vitória do time recém-chegado ao campeonato. E foi o que aconteceu. A equipe venceu por 4 x 1 e manteve a boa campanha na Bronze.
A primeira oportunidade, no entanto, veio com o Toque. Diogo avançou em direção à área pela lateral esquerda e bateu para o gol, o goleiro espalmou para a linha de fundo. Pelo Palestrinha, o primeiro grande lance veio quando Marião recebeu passe na ponta direita da área e tocou para Lucas Barbosa, que chutou em cima do zagueiro posicionado em cima da linha do gol.
Contando com a marcação extremamente falha do adversário, ficou fácil para o Palestrinha marcar seu primeiro gol. Amaral cobrou escanteio e Danilo mandou de primeira para Lucas Barbosa que, bem posicionado na ponta esquerda da área, bateu de primeira para o gol.
O Palestrinha continuou atacando e virou presença constante na área adversária. Pouco depois do gol, Douglas tocou para Guga de costas para a área e ele cabeceou à queima-roupa. Mesmo assim, o goleiro realizou boa defesa.
Durante toda a partida, o Toque Me Voy deixou sua marcação muito atrás, cedendo boa parte do campo para que o adversário realizasse suas jogadas. Acuados, não lhes restou alternativa se não a ligação direta, já que não conseguia sair jogando. A equipe só foi voltar a ter uma boa chance próximo ao fim do primeiro tempo, quando seu goleiro cobrou falta da ponta esquerda da área e o guarda metas Régis mandou o perigo pela linha de fundo.
No segundo tempo, o Palestrinha consolidou o placar favorável. Já no primeiro lance, Lukinhas procurou espaço à frente da área, caiu pela ponta esquerda e bateu no canto oposto, ampliando o placar. Esse período do jogo, aliás, deu mais um elemento para demonstrar que a equipe do Toque Me Voy poderia ter mudado a história do jogo, mas não o fez: o goleiro do Palestrinha, Regis, se machucou, e Douglas foi para o gol. Nem assim o adversário – que deveria aproveitar a inexperiência do defensor – conseguiu mudar sua situação.
O Palestrinha, então, aumentou rapidamente a vantagem no placar. O terceiro gol saiu quando Guga, da lateral esquerda, cruzou para a área e Lucas Barbosa bateu em cima do goleiro, pegou o rebote e marcou. Pouco depois, Guga carregou pela lateral esquerda, o goleiro saiu pela realizar a defesa e ele bateu.
Próximo do fim da partida, o Palestrinha parou de fazer o que lhes garantiu o resultado: o bom toque de bola, curto, de pé em pé. Nisso, o Toque marcou seu primeiro gol. Leonardo Mansul recebeu passe à frente e chutou na saída do goleiro. No último lance do jogo, Roberto deu entrada violenta em Guga para dar início à confusão. Ambos acabaram expulsos, um pela agressão, outro por bater boca. Ainda deu tempo para Danilão, goleiro do Toque, ser expulso ao entrar com violência num lance em que a jogada já tinha sido parada. O Toque não tinha cabeça mais pra jogar e só sabia reclamar da arbitragem e do adversário – segundo eles, cheio de gracinha.
Com a vitória, o Palestrinha segue em boa campanha e continua líder do Grupo B, agora isolado diante da perda de 1 ponto do Coringa. Seu próximo adversário é o DPGamos, terceiro colocado, com sete pontos. Já o Toque Me Voy vem na rabeira, com um ponto. No sábado enfrenta o Absolutos e espera conter o psicológico para não sofrer mais punições.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Roleta Russa Clássico 2 x 3 Pé de Pano
PÉ DE PANO VIRA PRA CIMA DO ROLETA CLÁSSICO
Após abrir 2 x 0 no primeiro tempo, Roleta sofre apagão e nem Guaraná foi capaz de evitar a derrota
Por Luis F. Saninana
O Roleta Russa Clássico fez um bom primeiro tempo e, quando parecia que conquistaria o seus primeiros pontos, sofreu um apagão. O Pé de Pano foi eficiente e virou o jogo na etapa final, com nova bela atuação de Dadá.
Com dois minutos, Fifo abriu o placar para o Roleta Clássico em chute cruzado pela direita. O Pé de Pano começou a correr atrás do prejuízo e armou uma verdadeira blitz para cima do Roleta. Vitão foi o primeiro a levar perigo, mas seu chute parou na bela defesa – com os pés – de Guaraná, que logo depois barrou outra jogada. Tavogus tentou de longe, mas a bola foi para fora com perigo. Laporta também teve sua chance, de cabeça, mas Guaraná, que parecia em tarde inspirada, defendeu mais uma.
Sofrendo a pressão, o time de Baru começou a jogar no contra-ataque, acionando constantemente Flávio, que jogava pela faixa esquerda do ataque. O Roleta chegou a marcar o segundo com Nação, mas o árbitro anulou o gol alegando que o jogador teria ajeitado a bola com a mão.
Rodrigo teve duas boas chances de empatar. A primeira de cabeça para fora e depois em um chute cruzado pela linha de fundo. O não aproveitamento dos lances ofensivos abriu espaço para que o Roleta marcasse o segundo. Cabelo chutou da meia esquerda, e, depois de desviar na zaga, a bola encobriu o goleiro.
O Pé de Pano tentou diminuir antes do intervalo. Mais uma vez com Rodrigo, mas o chute parou na defesa de Guaraná. Era um dia em que nada passaria pelo goleiro do RRC – ao menos até o segundo tempo começar. Alfredo também arriscou com um chute rasteiro, que foi interceptado com o pé.
Faltando pouco para o fim do primeiro tempo, Flávio avançou pela esquerda e tentou por cobertura, mas Alfredo salvou em cima da linha o que seria o terceiro gol do Roleta. O sorriso no rosto dos jogadores do Roleta transparecia. Tudo dava certo e, com dois gols de vantagem, parecia que nada tiraria os primeiros três pontos da equipe.
O time voltou para o segundo tempo com a proposta de se defender e apenas administrar o bom resultado. O que eles não esperavam era uma segunda blitz do Pé de Pano. Baru e cia. não viram a cor da bola, que sobrava sempre para o PdP. Em um dos ataques, Laporta bateu cruzado da meia esquerda e Guaraná espalmou.
De tanto insistir, o gol saiu dos pés de Dadá, que pegou a sobra após mais uma boa defesa do goleiro. O Pé de Pano não teve tempo de comemorar, pois em menos de um minuto já veio o empate, com Vitão, chutando rasteiro da entrada da área.
Percebendo o bom momento, o Pé de Pano quase virou com Tavogus, cara a cara com Guaraná, que defendeu. O Roleta mudou de postura e passou a apertar a saída de bola do adversário e quase marcou por duas vezes com Nação. Na primeira, livre na esquerda, parou no goleiro e a segunda o camisa 10 perdeu o gol.
No contra-ataque o Pé de Pano fez o gol da virada com Dadá, faltando dois minutos para acabar o jogo. O Roleta ainda teve a chance de empatar o jogo no último lance. Guaraná cobrou falta da intermediária e acertou a trave adversária.
Agora o Roleta Russa Clássico tenta os primeiros pontos na próxima rodada contra o líder Condor’s no confronto de líder x lanterna. O Pé de Pano tentar manter a ascensão diante do TNT.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Coringa 8 x 3 Irado’s
CORINGA APLICA CHOCOLATE EM IRADO’S E CONTINUA INVICTO
Foram apenas três nomes os responsáveis pelo placar de 8 x 3, resultado que mantém a equipe nos primeiros lugares de seu grupo
Por Tamires Paulino
O penúltimo jogo da tarde ficou a cargo de Coringa e Irado’s. Movimentada, a partida terminou em goleada por 8 x 3, deixando o segundo com a lanterna do Grupo B nas mãos.
Logo de início, no primeiro lance, Farias marcou o primeiro gol do Coringa, deixando sua equipe desde cedo à frente no placar. Em seguida, Pi cobrou falta da ponta esquerda, a bola desviou no caminho na zaga e... 2 x 0. A partida prosseguiu e, subitamente, o Irado’s teve um lampejo de reação e marcou seu primeiro gol. Após saída de bola do gol adversário, Murilo mandou para as redes ao receber passe à frente. Porém, como a história do jogo provaria posteriormente, esses momentos de reação do Irado’s eram mesmo só isso: lampejos. Depois disso, até o fim do primeiro tempo a equipe só teria mais uma boa presença no ataque.
Pelo Coringa, os bons lances continuavam acontecendo. Renatinho cobrou escanteio e Farias, posicionado no segundo pau, errou voleio que tinha tudo para ser gol. Aliás, Renatinho, Farias e Rafinha eram presenças constantes na área adversária e protagonizaram as principais jogadas de sua equipe. Foi obra de Rafinha o terceiro gol do Coringa.
Próximo ao fim do primeiro tempo, o Irado’s teve sua última chance de gol antes do intervalo. Ninja, da entrada da área, bateu e a bola passou próximo ao travessão. Já o Coringa teve mais duas boas chances: Farias, de dentro da área, bateu e Alan se atirou na bola para realizar a defesa. Depois, Farias bateu da lateral esquerda e a bola foi caindo, quase entrando caprichosamente no ângulo.
No segundo tempo, o Irado’s apareceu mais, melhorando a qualidade do jogo. Logo no recomeço, por exemplo, o camisa 17 da equipe, Sambista, marcou o segundo de sua equipe. Pelo Coringa, as mesmas figuras carimbadas continuaram a aparecer. Rafinha foi o protagonista do primeiro bom ataque do time ao bater do meio de campo, aproveitando que o goleiro estava adiantado. Alan, porém, se recuperou e conseguiu jogar a bola por cima do gol.
Apesar de ter melhorado, o Irado’s acabou levando uma chuva de gols no segundo tempo. O quarto saiu na metade do período, quando, em jogada pelo meio, a bola foi rolada para Rafinha, que, da ponta direita, marcou o gol. Quase em seguida, Gui Frederick adiantou-se e roubou a bola quando o goleiro bateu o tiro de meta, chutando para o gol em sua saída e marcando o quinto do Coringa.
O Irado’s se esforçava e tentava mudar o resultado da partida. Nesse quesito, Murilo se destacou. Em boa jogada após o lançamento do goleiro, ele deu bicicleta dentro da área, mas Cidrão conseguiu fazer a defesa. Já o Coringa não desperdiçou boas chances e, após receber passe dentro da área, Farias bateu para o gol e marcou o sexto do chocolate aplicado por seu time.
Mesmo sofrendo, o Irado’s ainda achou espaço para seu terceiro gol, que não podia ser de ninguém mais que Murilo. Ele encobriu o goleiro ao cabecear lançamento. A tarde, entretanto, era mesmo do Coringa, que marcou mais dois gols semelhantes logo em seguida – ambos de Renatinho – e fechou a goleada. Nos dois gols, o camisa 20 recebeu passe dentro da área e bateu na saída do goleiro, fechando a conta.
Com a ótima vitória, o Coringa continua invicto e é o segundo colocado do Grupo B, com 8 pontos, já que a invasão de um torcedor durante um bate boca entre os jogadores custou-lhe um ponto. Seu próximo adversário é o Opalas, nono colocado. Já o Irado’s é o lanterna do grupo e no próximo embate enfrenta o Derrubada - sétimo, com dois pontos - levando na mala a obrigação de vencer.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO A: 3ª RODADA
Basicus 2 x 1 Xoras
BASICUS SEGURA XORAS E ENCOSTA NOS LÍDERES
Placar apertado foi fruto da priorização pela marcação e menos pelo ataque. Állex foi decisivo ao triunfo, assim como goleiro Rolland
Por Luis F. Saninana
Ao contrário dos outros times, o forte calor que fez no sábado não atrapalhou Basicus e Xoras, que entraram em quadra à noite para fechar a rodada do Grupo A. Cada uma das equipes contava com apenas dois reservas, o que limitava o estilo de jogo e as opções de troca em campo. Por isso, os times preferiram a marcação a lances ofensivos.
As duas equipes postaram-se bem na defesa e ambas tentavam abrir o placar com chutes de fora da área. Em uma dessas oportunidades, Mingo obrigou Rolland a fazer uma boa defesa, que espalmou a bola caprichosamente no travessão. O Basicus chegou a balançar a rede adversária, mas o árbitro tinha marcado falta em Puff na entrada da área, ao invés de dar a vantagem. Juninho ainda acertou a trave em chute cruzado pela esquerda, mas quem marcou foi Matheus. O camisa 71 recebeu de Állex, que, no contra-ataque, ganhou a dividida com o goleiro. Matheus só carregou a bola para o gol vazio e fez 1 x 0 para os rosados.
O Xoras queria o empate antes do intervalo. A equipe se lançou ao ataque para igualar o marcador. Boca foi o primeiro a tentar por meio de um chute da intermediária, mas Rolland defendeu. No último lance de perigo, a zaga do Basicus deu bobeira em cobrança de lateral e deixou Ric livre para empatar faltando um minuto para o término da primeira etapa.
As equipes voltaram para o segundo tempo com um estilo de jogo morno. Ninguém conseguia levar perigo ao gol adversário e nada aconteceu até os primeiros minutos da etapa final. Até que Állex arriscou um chute do meio da rua e contou com a falha do goleiro para marcar e colocar o Basicus de novo na frente.
Nos minutos seguintes, o time do técnico Mário tentou apenas administrar a partida. Com isso, o Xoras foi mais para o ataque, sempre parando nas boas intercepções de Juninho ou do goleiro Rolland. Como foi o caso em lance de Dutra, que ficou cara a cara com o arqueiro, que espalmou para fora. Ric também tentou e também viu Rollando defender. O Xoras ainda teve uma bola no travessão em cobrança de falta, mas o Basicus conseguiu se segurar e levar os três pontos para casa.
O time de Mário tem a mesma pontuação dos líderes, mas perde no saldo de gols. Encara o Invictus para manter a freguesia feliz no duelo dos US. Já o Xoras tem pela frente adversário de peso – um dos líderes do grupo, o Báguas.
V CHUTEIRA DE BRONZE: GRUPO B: 3ª RODADA
Só Quem Sabe 4 x 2 Os Mostarda
DE VIRADA, SÓ QUEM SABE VENCE OS MOSTARDA E APROXIMA-SE DOS PRIMEIROS COLOCADOS
Time saiu perdendo, mas recuperou-se e praticamente anulou o adversário no segundo tempo
Por Tamires Paulino
O embate entre Os Mostarda e Só Quem Sabe fechou a tarde com chave de ouro, em uma exibição incrível do SQS. A equipe ficou em desvantagem de dois gols, mas virou e venceu por 4 x 2.
As primeiras jogadas, no entanto, foram d’Os Mostarda. Primeiro, Tatá cabeceou de costas para o gol e o goleiro espalmou para fora. No lance seguinte, contudo, Gabri abriu o placar para sua equipe. Pouco depois, Biel mandou de primeira para o gol após lançamento vindo da direita e marcou o segundo da equipe amarela.
A partir daí, só deu Só Quem Sabe. Todas as boas jogadas, dignas de nota, saíram dos pés de jogadores dessa equipe. A primeira veio com Jacobi, que, da entrada da área, bateu seco, mas o goleiro realizou a defesa. Pouco depois, Serjão deu bicicleta da ponta direita da área, mas passou longe do alvo. No lance seguinte, porém – o último do primeiro tempo –, a equipe finalmente conseguiu marcar seu primeiro gol. Minhoca, novamente, subiu mais alto que todo mundo após cobrança de lateral à área e mandou a bola para as redes.
No segundo tempo, o Só Quem Sabe continuou a pressionar e novamente teve lances importantes. Tudo começou com Alemão, que, do campo de defesa, bateu firme e bonito. O goleiro teve que se virar para mandar a bola por cima do gol. Pouco depois, Minhoca bateu da ponta esquerda da área e o chute saiu em diagonal pela linha de fundo.
Na metade do período, Serjão, o camisa 9, realizou três boas jogadas; duas delas mudaram a história do jogo. Na primeira, ele bateu falta da intermediária por cima do gol, mas na segunda, ele recebeu passe e empatou a partida. Alguns minutos se passaram e ele teve a oportunidade de marcar na bola parada. Foi exatamente o que fez: cobrou falta da entrada da área e mandou no cantinho, longe do alcance do goleiro. Seu time agora tinha virado o placar.
O Só Quem Sabe prosseguiu no ataque e Os Mostarda tornou-se time sumido e praticamente anulado, sem nenhuma jogada de expressão. Aproveitando-se da passividade adversária, o SQS marcou seu quarto gol pouco depois do anterior. Alemão bateu para o gol, mas o goleiro defendeu e ela subiu, batendo no travessão. A sobra ficou para Tatu, que cabeceou e marcou: 4 x 2.
O SQS ainda teve mais duas boas chances de ampliar antes do fim do jogo: Jacobi, da lateral esquerda, chutou a bola cavadinha para a área, um passe açucarado para Marques, mas ele bateu em cima do goleiro, desperdiçando grande chance. Depois, Minhoca bateu de fora da área e a bola bateu na trave. Foi o último lance da partida.
Com o bom resultado, o Só Quem Sabe é o quinto colocado do grupo, com seis pontos, e começa a incomodar, aproximando-se das melhores posições da tabela. Na próxima rodada a equipe enfrenta o Roleta Russa, quarto, com sete pontos. Já Os Mostarda é o décimo, com um ponto. No sábado, a equipe entra em quadra contra o Cachorro Velho, sexto, com quatro pontos.
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