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CHUTEIRA NEWS: SEMIFINAIS VI CHUTEIRA DE PRATA

VI CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAIS

CAV 6 x 4 Elefantes Indomáveis

CAV SE SUPERA E BATE ELEFANTES


Após começar mal e ir para intervalo atrás no placar, Vitinho, ao lado de Teté, muda o jogo e ajuda CAV a virar partida e colocar o time na grande final diante do Rabeloska

Por Gustavo Vasconcellos

Quartas de finais, grandes desafios para CAV e Elefantes Indomáveis. Enfrentaram Zenite e Diabos Negros, respectivamente. Mas nas quartas deu a lógica. Ainda que com algum trabalho – principalmente o Elefantes -, ambas as equipes eliminaram seus adversários e, já garantidos na Ouro, só teriam mais um único objetivo em disputa: o troféu e a alcunha de campeão. E foi com essa meta que a equipe de Caio Fleischmann e o conjunto de Daniel Teske, autor do gol salvador contra o Diabos, entraram em quadra para a primeira semifinal da Prata.

O CAV teve um desafio maior que o esperado, muito por conta da dedicação e esforço dos jogadores do Elefantes e de duas lambanças do goleiro Quintanilha, mas, no final, saiu com a vitória de virada por 6 x 4. Mais uma vez o destaque da partida foi Vitinho, que após um primeiro tempo apenas regular, decidiu jogar na etapa complementar e foi fundamental para o CAV reverter o placar adverso e garantir vaga na decisão da Prata.

O apito inicial foi trilado e logo uma das expectativas da partida foi quebrada. Para quem achava que o Elefantes iria só se defender contra a forte equipe do CAV, o início de jogo foi uma grande surpresa. Logo em sua primeira jogada, o Elefantes já foi com tudo ao ataque. Thiago Badari arriscou de fora, mas mandou pela linha de fundo.

Mas não demorou muito e o CAV aos poucos conseguia ter o domínio da bola. O Elefantes recuou e começou a jogar nos contra-ataques. O CAV não achava espaços na defesa, então via em chutes de fora uma alternativa. Bettoni e o goleiro Quintanilha arriscaram, mas ambos erraram a meta defendida por Spiga. Aos 4 minutos, Bettoni teve mais uma chance, dessa vez em falta. O camisa 8 bateu forte, mas viu o substituto de Chacha, esquentando o banco de reservas, segurar firme.

Quintanilha já jogava mais como um líbero aos 5 minutos de jogo, demonstrando a dificuldade do time para criar. E foi em um lance fora do gol que Quintanilha deu a chance que o Elefantes queria. O goleiro tentou fazer lançamento para o ataque e deixou o gol aberto. Daniel Teske interceptou a bola, dominou no meio da quadra e bateu para o gol vazio. Quintanilha se esforçou para tentar chegar na bola, mas em vão. 1 x 0 aos indomáveis.

O CAV foi com tudo para o ataque. Bettoni e Andrezinho eram quem mais apareciam pelos caveiras. Bettoni chegou até a acertar o travessão em forte chute da entrada da área. Mas quem marcou para equipe de Caio Fleischmann foi Vitinho. Aos 11 minutos, o camisa 22 apareceu na intermediária e chutou rasteiro no canto direito. Spiga se esticou, mas não alcançou a bola que deu o empate ao CAV.

Entretanto, o Elefantes queria mesmo surpreender. Logo depois de sofrer o empate, a equipe conseguiu dois gols em menos de 5 minutos. Primeiro foi Daniel, que dominou no bico direito da área após cruzamento e mandou uma bomba no alto para marcar seu segundo gol na partida. Depois, quem marcou foi André Plec. Quintanilha saiu do gol com a bola, foi pressionado por André e Daniel e acabou perdendo a bola para este último. Ele ainda tentou a falta, mas a bola já sobrara para André Plec, que bateu no alto para marcar o terceiro.

A torcida feminina do Elefantes até perdeu a conta de quanto estava o jogo. Tanto é que aos 17 minutos, quando Bettoni, em pênalti marcado a favor do CAV, bateu forte no meio do gol para diminuir a desvantagem, algumas torcedoras acharam que o jogo estava empatado, mas o Elefantes ainda vencia por 3 x 2.

No final do primeiro tempo, um duelo de camisas 22. André, do Elefantes, e Vitinho, do CAV, alternaram ataques. Mas nenhum dos dois conseguiu marcar. Na melhor chance que teve, André bateu colocado e viu a bola triscar a trave e sair. Já Vitinho teve sua melhor chance pela esquerda, quando se esticou para conseguir o chute, mas viu Spiga defender.

O segundo tempo teve início e o CAV sabia que precisava ir para cima e tomar cuidado na zaga. Mas algo que nem os próprios jogadores esperavam aconteceu. Com 2 minutos do segundo tempo, os caveiras já haviam virado a partida. O primeiro a marcar foi Fabiano Santos, que, após cruzamento da direita, dominou de costas para o gol e não viu outra alternativa a não ser tentar finalização de calcanhar. Teve sorte e a bola acabou entrando no canto esquerdo. Menos de um minuto depois, foi a vez de Teté. O camisa 15 roubou a bola no meio, tocou para Julinho na direita e apareceu para receber na entrada da área, onde dominou e bateu rasteiro no canto esquerdo para decretar a virada.

Com a mesma vontade do primeiro tempo, o Elefantes não conseguia jogar como na etapa inicial. Enquanto isso, Vitinho aparecia bem e comandava o CAV nos lances de ataque. O camisa 22 levou perigo ao gol de Spiga em falta, em chute do meio e da esquerda.

Na base da vontade, o Elefantes até conseguiu criar algumas chances de ataque, mas nenhuma tão perigosa. Já o CAV soube aproveitar e marcou mais um aos 15 minutos. Caio apareceu na entrada da área, não achou espaços para o chute, então abriu o jogo na direita para Guilherme, que arriscou cruzado para o gol. Teté apareceu ao lado da trave só para empurrar a bola para as redes. 5 x 3.

Após sofrer o gol, o Elefantes desistiu de qualquer tática e se lançou ao ataque. Deu certo em um primeiro momento, quando André conseguiu domínio na área e bateu forte para colocar o Elefantes de novo no jogo. Mas depois o ‘ataque total’ da equipe laranja não funcionou mais. Apesar de André aparecer bem no ataque, seus companheiros não conseguiam ajudar.

Somente no minuto final o Elefantes apareceu com grande perigo. Lucas tabelou com André e bateu cruzado no canto direito. Quintanilha apareceu bem e desviou. Com o adversário todo no ataque, o CAV aproveitou para matar o jogo. Já passados os 25 minutos, Martin tabelou com Lele e bateu rasteiro no canto direito, definindo o jogo e o placar em 6 x 4.

A luta dos jogadores do Elefantes foi reconhecida por sua torcida, que aplaudiu os jogadores na saída de quadra. Já o CAV saiu feliz pela classificação, apesar dos sustos. Agora, Caio Fleischmann e seus companheiros só têm olhos para o Rabeloska, adversário da final da Prata. O gosto de revanche está no ar.

VI CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAIS

Rabeloska 2 x 0 Roleta Russa Olímpico

MESMO SEM FUTEBOL VISTOSO, RABELOSKA GARANTE LUGAR NA FINAL


Mackenzistas não apresentaram seu melhor futebol, mas foi o suficiente para bater o Roletinha. No duelo fuinal pelo título, esperado encontro com o CAV

Por Gustavo Vasconcellos

Após semifinais da Ouro e a primeira da Prata, Rabeloska e Roleta Russa Olímpico entraram em quadra para fechar o dia do Chuteira e decidir quem iria enfrentar o CAV na grande final da Prata. O Rabeloska era favorito, muito por conta de sua excelente e sólida equipe, além de sua estável campanha. Mas o Roletinha queria mais uma vez dar a volta por cima. Isso porque já havia eliminado o Xoras nas oitavas de final e o My Balls nas quartas, em partida emocionante e que acabou em um choro alegre de quem lutou muito para chegar aonde chegou.

Mas dessa vez não deu para o Roletinha. O Rabeloska jogou para o gasto e, mesmo não conseguindo apresentar o melhor futebol possível, bateu a jovem equipe de Pina por 2 x 0. Juva, mesmo não marcando nenhuma vez, foi o destaque da partida ao lado de Kuminha, do Roletinha, que novamente se apresentou muito bem.

A partida foi iniciada e logo se viu o que era esperado: o Rabeloska com a posse de bola e o Roletinha se defendendo, esperando uma bola rápida para Kuminha ou Brian aproveitarem no ataque. A defesa do Roletinha era sólida e não dava espaços para o Rabeloska infiltrar. Dick, artilheiro dos mackenzistas, recebia marcação individual de Pina. Assim, o Rabeloska não chegava ao gol de Edu nos minutos iniciais. A primeira chance da partida saiu dos pés, claro, de Kuminha. Em velocidade pela direita, o camisa 20 bateu cruzado e levou perigo ao gol de Tássio.

Como não conseguia chegar ao gol de Edu em jogadas armadas, a solução para o Rabeloska foi chutar de fora. Juva e Maradona tentaram duas vezes cada um, mas ambos estavam com os pés descalibrados. Enquanto isso, Catatau e Kuminha utilizavam da velocidade para tentar marcar. Catatau arriscou chute da direita e Tássio fez defesa em dois tempos.

Aos 12 minutos, o Roletinha teve a grande chance de abrir o placar. O goleiro Edu lançou rápido para Kuminha, que tocou no meio para Brian. Com a possibilidade do chute ao gol em boas condições, o camisa 23 preferiu devolver para Kuminha, que não conseguiu finalizar o lance. O Rabeloska não impunha seu ritmo de jogo, assim o Roletinha se sentia, aos poucos, à vontade para ficar com a bola.

Porém, um cartão amarelo para Manente, do Roletinha, trouxe o Rabeloska de novo para a partida. Com um a mais, os mackenzistas foram para cima. Caio e Maradona tentaram chutes da esquerda, mas pararam em defesas de Edu. Já Cassinho apareceu na entrada da área, mas viu o arqueiro do Roletinha sair muito bem. Porém, aos 23 minutos, não deu para Edu. Ibraim tabelou com Cassinho, recebeu no meio e bateu no canto esquerdo para colocar o Rabeloska à frente no placar. 1 x 0.

Antes de acabar o primeiro tempo, ainda deu tempo de Juva, pelo mackenzistas, e Kuba, pelo Roletinha, tentarem. Juva tentou de cobertura após confusão na área, mas viu a zaga afastar. Já Kuba tentou de primeira, mas mandou por cima do gol.

Na volta para os 25 minutos finais, o Roletinha, mesmo atrás no placar, não se atirou ao ataque. Assim, o Rabeloska tinha mais o controle da bola. Com 40 segundos, Juva apareceu pela direita e bateu cruzado para área, mas ninguém apareceu para desviar. O Rabeloska começava a levar perigo para o goleiro Edu. Dick tentou da esquerda e o goleiro precisou trabalhar. O Roletinha tentou responder em jogada de Kuminha e Brian, mas este último acabou travado dentro da área na hora do chute.

Foi então que, aos 10 minutos, Juva realmente foi decisivo. Primeiro, o camisa 5 apareceu pela direita e bateu forte. A bola triscou a trave e saiu. Na jogada seguinte, de novo pela direita, Juva passou para Dick, no fundo de quadra. O camisa 9, mesmo com pouco ângulo para o chute, arriscou para marcar o segundo dos mackenzistas. E por pouco o Rabeloska não marcou mais um logo aos 11 minutos. Dick fez boa jogada individual pela esquerda e virou o jogo para Barata, que rolou para Mocotó. O camisa 2 perdeu o gol sozinho.

O Roletinha, pela situação do jogo, não tinha como não partir para o ataque. Mas todas as jogadas ofensivas, fosse com Kuminha, Brian ou Ceron, não acabavam com grandes finalizações. O Roletinha não conseguia levar perigo ao gol de Tássio e isso deixava o time nervoso. Enquanto isso, o Rabeloska aparentava tranquilidade e só esperava o tempo correr para assegurar de vez a vaga na final. Os mackenzistas até recuaram um pouco mais, mesmo assim ainda conseguiu criar boas chances de marcar o terceiro, principalmente com Dick, que buscava mais um tento para ainda sonhar com uma possível artilharia do campeonato. Porém, nada mais mudou o resultado final.

O placar de 2 x 0 garantiu a vaga do Rabeloska na final, quando enfim realiza o tão esperado confronto com o CAV, equipe que eliminou nas semifinais do II Chuteira de Bronze, último confronto entre as duas equipes válido pelo Chuteira.
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