No confronto dos prateados, BDA não deu sopa para o azar e abriu 4 x 1 no primeiro tempo. Depois, foi só administrar a vantagem e comemorar
Por Bruno Viotti
A primeira semifinal seria disputada por dois dos melhores times da primeira fase do Grupo B. De um lado, o BDA, que sofreu para passar nos pênaltis pelo DPGamos na rodada passada. Do outro, o TCM, que eliminou o Mercenários – grande favorito – nas oitavas e agora tentava fazer o mesmo contra os abelhudos. Com certeza era um jogo para ninguém colocar defeito.
E a partida começou com a pinta de que seria disputado em nível de igualdade até o final. As duas equipes realizavam marcação forte na saída de bola. Desta forma, tentavam abrir o placar através de arremates de longa distância. Foi assim com Bruno, do BDA, que se livrou da marcação, mas chutou fraco para defesa segura de Johnny, e com Guga, que recebeu bom passe no meio, limpou a jogada e chutou à esquerda.
Além dos chutes de longe, outra arma era a bola parada. Dé recebeu boa cobrança de lateral realizada por Nego, mas errou o alvo e mandou por cima. Em seguida, Vi sofreu falta no meio-campo. Na cobrança, Maca chutou e o próprio Vi tentou aproveitar de cabeça, mas a bola passou e saiu. Já Guel, do TCM, não foi tão feliz na conclusão e mandou uma cobrança de falta na barreira.
E foi logo com uma bola parada que o BDA conseguiu abrir o placar. Após cobrança de escanteio, Maca pegou de primeira e mandou um belo chute no canto esquerdo de Johnny, que nada pôde fazer. Era o primeiro gol dos abelhas aos 8 minutos.
Típico de um jogo decisivo, basta piscar que você acaba perdendo um novo lance. E foi o que aconteceu neste confronto. Logo após o primeiro gol, Guarulhos conseguiu espaço pela direita e avançou para chutar rasteiro. Johnny caiu, mas não conseguiu segurar – vale lembrar que estava chovendo e a bola pode ter escorregado. Aos 9 minutos, o BDA ampliou a vantagem, enquanto Johnny lamentou caído em frente à meta.
E mais uma vez não deu tempo para respirar. Logo na saída de bola, Guga, do TCM, avançou pela direita e mandou uma bomba no canto superior esquerdo de Rosinhole, diminuindo a vantagem e colocando o TCM de volta no jogo. “Não vi a bola”, confessou o goleiro após o lance para a torcida.
Após o gol, os times continuavam com dificuldades para chegar ao ataque. No entanto, o BDA tinha mais sucesso ao realizar tabelas. Enquanto isso, seu sistema tático estava bem postado em campo. Muitas vezes, era possível observar o time dividido em duas linhas de três, com três jogadores pressionando a saída de bola e outros três cuidando da marcação na defesa. Já o TCM era esforçado, mas faltava certo padrão tático. A impressão era de que o time estava perdido em campo, o que ficou nítido após breve bate-boca entre Guel e Zé Roberto.
Na base da superação, o TCM levou perigo com Alemão e Guga. O primeiro recebeu passe de Raphael e chutou forte, mas a zaga adversária tirou no meio do caminho. Já o segundo mergulhou após cobrança de escanteio e obrigou Rosinhole a espalmar por cima. Só que o dia parecia mesmo ser do BDA. Guarulhos recebeu bom passe na esquerda, ajeitou e chutou no ângulo direito de Johnny para marcar o terceiro aos 17 minutos.
Após o gol, um duelo de camisas 10. Zé Roberto avançou pela direita e, marcado por dois, chutou, mas Rosinhole defendeu com o pé. Do outro lado, Maca arriscou de longe e contou com um desvio, mas Johnny estava atento para realizar a defesa.
No entanto, aos 23 minutos, Dé fez jogada pela direita e contou com a participação de Nego para chutar no canto direito do goleiro e marcar o quarto do BDA.
Na segunda etapa, o BDA não diminuiu o ritmo e continuou a criar oportunidades, como aconteceu com Dé, que cortou para dentro e chutou por cima. Com o TCM também não foi diferente, muitas oportunidades eram criadas, mas a quantidade de arremates por cima da meta era impressionante. Em um dos lances mais perigosos, Guel desarmou o zagueiro e chutou na rede pelo lado de fora.
Guel, como sempre, sofria muitas faltas. No entanto, na cobrança, o camisa 10 não era muito feliz e mandava na barreira ou para fora. O BDA, que não tinha nada com isso, aproveitou para fazer o quinto aos 11 minutos. Camarão recebeu na esquerda e rolou no meio para encontrar Maca, que desviou a trajetória da bola e mandou para o fundo da rede. 5 x 1, um chocolate.
Com o jogo praticamente definido, o TCM parecia nervoso. Seus jogadores, em certos momentos, tentavam decidir em jogadas individuais e esqueciam do coletivo. Já o BDA apenas administrou a peleja nos minutos restantes. na parte final do segundo tempo, Guga criou a última chance do TCM ao avançar pela direita, mas acertou a rede pelo lado de fora. Por fim, a última oportunidade do BDA saiu dos pés de Cris Coppola, que recebeu lançamento e mandou de primeira para boa defesa de Marcião, que mostrou reflexo após substituir Johnny.
Assim, com o resultado, o TCM dá adeus à competição com a sensação de dever cumprido após o acesso. No entanto, é preciso pensar sobre o que aconteceu durante a semifinal, pois na Prata a missão será mais difícil. Já o BDA é só alegria. Vaga confirmada na Prata e finalista da Bronze. Mas é melhor tomar cuidado, pois a zebra Bacaninha quer fazer a vítima derradeira.
III CHUTEIRA DE BRONZE: SEMIFINAL
NGM 1 x 2 Bacaninha
NA BASE DA RAÇA, BACANINHA VENCE NGM, SOBE PRA PRATA E DECIDE TÍTULO COM BDA
Sem Lê Leme, Bacaninha parecia que seria engolido pelo NGM. Porém, sem Caio Ribeiro, o NGM não aguentou a raça e dedicação dos bacanas jrs. e fica fora da Prata
Por Bruno Viotti
A segunda semifinal foi disputada por duas “surpresas”. De um lado, o NGM, que conseguiu a classificação na sexta colocação do Grupo B, estava desfalcado, já que Caio Ribeiro não pôde comparecer. No entanto, se dependesse da raça demonstrada por todos nos últimos jogos, Caio não faria tanta falta. Do outro lado estava o Bacaninha, oitavo colocado no Grupo B, a última vaga da primeira fase. O time também estava desfalcado de Lê Leme, que fez a diferença para o time durante o campeonato. No entanto, a superação que levou esse time à semifinal seria colocada à prova neste confronto.
O jogo começou e os lances apareciam para os dois lados. Memé interceptou troca de passes e chutou forte no canto direito para boa defesa de Kiko. Carlitos também criou sua chance, mas mandou por cima após cobrança de escanteio. Pelo Bacaninha, Márcio cobrou falta na barreira. Já no lance seguinte, Caio foi desarmado na área, mas a bola sobrou para Márcio, que chutou no canto direito e fez o primeiro aos 3 minutos.
O NGM queria o empate rapidamente. Carlitos dominou a bola após cobrança de lateral e mandou por cima, assim como Memé, que pegou rebote de uma cobrança de falta e também errou o alvo. Por fim, Nariga avançou pela esquerda e chutou para uma defesa com a perna de Kiko. Dessa forma, cada bola afastada pela defesa do Bacaninha era comemorada como se fosse um gol por titulares e reservas.
No ataque, o Bacaninha quase marcou o segundo com Murilo, que recebeu bom passe na frente e mandou por cima. Caio tentou pelo lado direito, mas Rafa caiu e rebateu. Marcos também tentou por duas vezes. Na primeira, pegou rebote da zaga e chutou forte, para boa defesa de Rafa. Depois, cobrou falta e, no rebote, Márcio mandou por cima.
Carlitos e Memé corriam por todo o campo ofensivo em busca de passes errados e zagueiros desatentos. No entanto, o Bacaninha estava totalmente concentrado no jogo, evitando erros desnecessários.
Já na metade da primeira etapa, Caio criou nova oportunidade ao receber na lateral esquerda, mas Rafa saiu e abafou o lance. Depois Marcos pegou o rebote e chutou forte no canto, mas o arqueiro conseguiu chegar na bola e espalmar.
Já no final, Nego chutou rasteiro pela esquerda e Kiko caiu para espalmar. No último lance, Memé subiu de cabeça e mandou para o gol, mas Kiko conseguiu impedir o empate.
O jogo, até então, era completamente imprevisível. A falta de pontaria era algo justificável devido ao nervosismo que afetava as duas equipes. Era uma partida que seria definida nos detalhes. Levaria a melhor quem errasse menos.
O segundo tempo começou e o Bacaninha logo deixou a impressão de que queria definir logo a peleja. Simões chutou de longe e Caio entrou na trajetória da bola, mas não conseguiu mandar no gol. No entanto, efetivo foi o NGM com Carlitos. Fefê cobrou lateral e Memé dividiu com o goleiro. A bola sobrou para o camisa 7 completar e marcar o tento do empate aos 2 minutos.
Empolgado, o NGM não saiu do campo de ataque e quase conseguiu a virada com Nariga, Memé e Gerson. O primeiro aproveitou rebote pela direita, mas mandou por cima. O segundo recebeu passe de Carlitos e tentou tirar do goleiro, mas mandou à esquerda da meta. Por fim, o camisa 8 antecipou-se ao zagueiro após cobrança de escanteio, mas chutou por cima.
Só que o Bacaninha não estava morto e equilibrou o jogo depois de poucos minutos. O jogo então apresentou muitos lançamentos longos, uma vez que o meio-campo estava congestionado. Em um deles, o NGM conseguiu cobrança de lateral, que foi parar na cabeça de Nariga, mas a bola passou à esquerda da meta. Já Márcio, do Bacaninha, arriscou de longe no canto direito de Fê Farillo, que caiu e espalmou.
O jogo caminhava para o final e ninguém sabia se haveria prorrogação. Anélio cobrou lateral e a bola sobrou para Memé na segunda trave, que mandou por cima. Foi então que a estrela do veterano do Bacaninha brilhou. Após bom lance de Murilo pela esquerda, o camisa 15 avançou, tocou para o meio e encontrou Walter, que apareceu para tirar do goleiro e marcar o gol da vitória aos 20 minutos.
O NGM ainda tentou duas vezes com Nariga, que mergulhou após chute de Fefê e mandou por cima, e Memé, que recebeu bom passe na direita e bateu rasteiro, mas já era tarde. Fim de jogo e comemoração do Bacaninha. Quem imaginaria que o oitavo colocado do grupo estaria na final? Só no futebol mesmo.
Enfim, agora o time tem outra pedreira pela frente, na final da Bronze. O jogo contra o BDA não será fácil, mas Lê Leme estará de volta. Quanto ao NGM resta levantar a cabeça, pois realizaram uma ótima campanha até a semifinal e demonstraram muita vontade de vencer durante todo o torneio.
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