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CHUTEIRA NEWS: SEMIFINAIS DO VIII CHUTEIRA DE PRATA

VIII CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Mercenários 1 (1) x 1 (0) Med Taubaté

MERCENÁRIOS PRESSIONA E SE GARANTE NA FINAL COM GOL DE OURO


Após se defender por quase toda a partida, Med Taubaté entrega contra-ataque de presente na prorrogação e vê adversário liquidar o duelo

Por Heron Ledon

A primeira semifinal da Prata foi um embate muito estratégico, onde Mercenários e Med Taubaté jogaram com a cautela nas pontas das chuteiras. Preocupando-se mais com a marcação – visto que os zagueiros Maurício, do Med, e o oponente Kazu foram os destaques da partida – o placar ficou empatado durante o tempo regulamentar. Então, quando os médicos tiveram a chance de definir o duelo em cobrança de falta, presentearam o rival com a bola mal rolada. Contra-ataque, golden goal e Mercenários na final!

E foi o Mercenários mesmo quem começou melhor. Com a marcação adiantada, pressionava a saída de bola oponente e conseguia ter um pouco mais de tranquilidade para realizar as jogadas. Marcelo Toretta cobrou lateral na esquerda, a zaga afastou parcialmente, e a gorducha voltou ao atacante. Sem pensar duas vezes, ele bateu rasteiro no canto oposto do goleiro João, abrindo o placar para a equipe.

Restava, então, os contra golpes ao Med, já que, diferentemente do adversário, esperava ser atacado para tentar as subidas. Devido também à falta de movimentação do time, os avanços sempre eram para que João Humberto tentasse o pivô. Assim, após algumas tentativas em vão, a jogada funcionou e veio o empate. Ele recebeu a bola de costas para o gol e rolou na direita para a chegada de Maurício, que bateu cruzado para Bruninho completar sozinho ao gol no segundo pau.

Apesar de o jogo ter ficado mais equilibrado após a igualdade no placar, as principais chances foram do Mercenários. Toretta tocou de cabeça dentro da área para Diego, que chutou espirrado e sem jeito e o goleiro desviou. A bola voltou para Marcelo livre, porém ele perdeu o gol ao chutar por cima do travessão. Depois, o mesmo camisa 12 cobrou lateral para Tulio, que cabeceou no contrapé e por cima de João, mas ele se recuperou e mandou para escanteio.

Mesmo assim, a partida era morna, sem grandes jogadas. Faltava uma maior articulação aos atletas do Med, que prosseguia recuado, com dificuldades para sair jogando. E, por pouco, a equipe não se complicou quando Dezinho chutou para a área na linha de fundo e a redonda bateu em Bruninho e no arqueiro para, então, ser afastada. Quase era o gol contra.

O segundo tempo de jogo já foi um pouco diferente, pois os médicos de Taubaté conseguiram chegar um pouco mais, apesar de o oponente ainda estar melhor no duelo. Brão arriscou o chute do meio-campo que passou muito perto, no canto direito do gol. A resposta do Mercenários veio com Lodetti, que recebeu passe de Guto, mas, livre para escolher o canto, bateu mal para fora.

As duas equipes se defendiam muito bem com o capitão Kazu, pelo Mercenários, e Maurício, do outro lado, que inclusive teve boa chance de virar, porém demorou muito para fazer o arremate e, quando o fez, mandou à direita do gol. Faltava ao Med, então, uma maior criatividade e cadenciar as jogadas, visto que pouco tinha a posse de bola e que sua última oportunidade foi em uma cobrança de falta muito bem defendida Allyson.

O time de branco, assim, continuava melhor no embate, mantinha-se no ataque, mas ou era bloqueado ou perdia o gol. Toretta, no segundo pau como sempre, não conseguiu completar o chute cruzado de Henrique. Na verdade, ele completou a menos de um metro do gol e inacreditavelmente mandou para fora. Depois, Diego cabeceou na área raspando a trave. E, por fim, Henrique, desta vez, faria o gol em um arremate com curva, porém João se esticou para espalmar.

Não teve jeito: prorrogação! No pouco que se viu do tempo extra, o Med parecia com uma postura diferente da que apresentava, pois o time marcava mais em cima, queria a vaga na decisão. E o time sofreu falta na direita no segundo minuto de jogo. O lance seria ensaiado, porém a bola foi muito mal rolada para o lado e Tulio a roubou, passando por dois marcadores. Ao avançar pelo corredor livre à esaquerda, tocou para Guto, na entrada da área, chutar ao gol. João ainda desviou a gorducha, mas ela morreu nas redes. Fim de jogo!

Apesar da tristeza dos médicos de Taubaté, a equipe já está garantida na Ouro do semestre que vem. O Mercenários fará a grande final com o Zenite. Ambas as equipes já se enfrentaram pela fase de grupos e, na ocasião, a equipe de branco, que não contará com o suspenso Kazu, venceu por 3 a 2.

VIII CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL

Roleta R. Olímpico 1 (0) x 1 (1) Zenite

EM UM SHOW DE DESARMES, ZENITE VIRA SOBRE O ROLETA E ESTÁ NA DECISÃO


As duas equipes não cessaram os bloqueios rivais durante todo o jogo, até que o cansaço e a vontade de fazer o gol falaram mais alto

Por Heron Ledon

Se na outra semifinal as equipes preferiam mais a marcação a os ataques, nesta, Zenite e Roleta Russa Olímpico não pensaram duas vezes em querer chegar às redes. Mas, nem por isso, os sistemas defensivos – com o meio-campo congestionado – deixaram de funcionar, embora a pressa em fazer o gol tenha ajudado nos inúmeros desarmes feitos. Sem o artilheiro Ritolê e o atacante Brian – sem contar o técnico Vadão –, o time de branco ficou um pouco mais acuado, o que não é de costume, e viu sua defesa aberta na prorrogação, culminando no gol e na vaga do Zenite na grande final diante do Mercenários.

O duelo começou muito corrido, com as marcações em cima em cada lance, o que fazia as equipes perderem muito a pelota. Apesar de o Zenite se manter mais com a posse de bola, ele não conseguia invadir a área ou chegar com perigo, ao contrário de seu oponente. O Roletinha teve chance na boa cobrança de falta de Matarazzo e no chute de Guilherme Lencioni que sobrou para Catatau bater sem jeito na trave. Até que o garoto não desperdiçou a outra oportunidade. Kuminha bateu pro gol e a redonda desviou no caminho e caiu nos pés de Catatau, que se esticou e deu de bico pro fundo do gol.

Os times se movimentavam muito bem, mas queriam decidir as jogadas muito rapidamente, o que permitia um verdadeiro show de desarmes. Ainda buscando mais o ataque do que o adversário, o Zenite, enfim, conseguiu criar boas jogadas. Fê Rampazo tocou na linha de fundo para Bob Fenômeno, que bateu ao gol, porém o goleiro Machado desviou e a bola foi às redes pelo lado de fora. Depois, Bob avançou pela esquerda, trouxe para o meio e chutou no canto direito. Lá estava, de novo, Machado, para tocar com as pontas dos dedos – mesmo assim, a pelota ainda foi à trave e, então, saiu.

Mesmo fechado ao defender e sem a presença do artilheiro Ritolê, o Roletinha atacava como podia. Kuminha roubou a gorducha na intermediária, limpou da marcação, mas concluiu mal para fora. No final do primeiro tempo, Catatau também deu uma de ladrão no meio, avançou e bateu muito bem no alto, porém o goleiro Léo Ballestero pulou bonito para realizar a defesa no canto esquerdo.

E o Zenite não cessou seus ataques na segunda etapa, tanto que chegou ao empate logo no início. Fê cobrou lateral na direita para Negão – que armava e ajuda na marcação. Ele dominou perto da marca do pênalti e bateu firme no canto direito de Machado. E quase que Dutra virou ao desviar com muito perigo para fora o chute de Rampazo.

O técnico Baru, substituindo Vadão, fez o pedido de tempo e cobrou movimentação dos seus jogadores, que cumpriram a orientação. Matarazzo roubou a pelota e abriu para Kuminha, que chutou, mas a zaga conseguiu afastar parcialmente. No rebote, Joaquim bateu cruzado, mas Kuminha não alcançou para desviar ao gol. Matarazzo ainda arriscou um belo chute, perigoso, mas para fora, enquanto a torcida do Roleta também pedia atenção ao defender.

O confronto estava muito corrido, e as equipes muito fechadas, já preferindo a prorrogação a arriscar tomar um gol. Apesar de o Roletinha ter melhorado no segundo tempo, ele não manteve o mesmo ritmo no tempo extra – o que lhe custou caro. Primeiro, Fê passou pela marcação e, ao invés de tocar para Dutra, sozinho dentro da área, bateu pro gol e a bola foi para escanteio. Mas, depois, ele se redimiu. Ele recebeu na intermediária, avançou em velocidade na direita e cruzou para Dutra, livre de marcação, completar firme e fazer o gol de ouro!

O Roleta Olímpico foi eliminado, mas tem o retorno assegurado à Ouro por ter sido o primeiro colocado do Grupo B. O Zenite, por sua vez, decidirá o caneco com o Mercenários, de quem perdeu por 3 x 2 na fase de grupos. A revanche poderá ter gosto mais doce.
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