BEM ORGANIZADO, TIME PERUANO CONVENCE E ESTÁ NA FINAL
Nem o reforço da eufórica torcida vermelha foi suficiente para o time do Primatas vencer
Por Rodrigo Amaral
O MachuPichu, através de maior posse de bola e da consciência de saber a hora certa de atacar, ditou o ritmo de jogo e venceu o Primatas no duelo que valia uma vaga na grande final da Prata. Aos símios, só restou jogar no erro do adversário e aproveitar as chances de contra-ataque. E foi justamente dessa maneira que surgiu a primeira chance do time alvirrubro, logo no segundo minuto. Após aproveitar o contra-ataque e a defesa peruana adiantada, Rafinha avançou sozinho e chutou com perigo no canto do goleiro. Pouco tempo depois, seu xará chegou ao ataque em jogada parecida. Rafael Tieppo roubou a bola no campo de defesa e puxou outro contra-ataque, assustando o arqueiro Pipo com o chute passando perto da trave direita.
A última tentativa do Primatas para abrir o placar foi aos 10 minutos, após cobrança de escanteio. Feco cabeceou firme no gol, parando em ótima defesa de Pipo. A partir daí o MachuPichu dominou o jogo e deu traços à vitória. Aos 16 minutos o primeiro tento da partida, que demorava a acontecer, acabou valendo a pena toda a espera. Com uma cavadinha por cima dos zagueiros, Ciro achou Bruno dentro da área sozinho. O atacante nem deixou a bola cair e encheu o pé para afundar a rede.
A diferença no resultado foi aumentada pouco depois. Falta cobrada com violência por Daniel no canto direito de Vitinho fez com que o Primatas acordasse para o jogo, passando a dividir a posse de bola e as oportunidades criadas. O empenho de diminuir o placar foi tanto que no último minuto da etapa o gol finalmente saiu. Chorado, mas saiu. Após cobrança de lateral, Tieppo aproveitou a confusão que se formou na área e chutou como deu. E fez.
O empate ainda quase saiu no lance seguinte à saída de bola. Litho arriscou chute que passou tirando tinta da trave e serviu para ressuscitar os torcedores do Primatas, que faziam muito barulho das arquibancadas.
A equipe branca e vermelha, assim como a torcida, voltou mais animada para o segundo tempo. A mudança de postura assustou o MachuPichu e permitiu que o Primatas alcançasse o suado empate já no quarto minuto de peleja. Em boa jogada, Litho achou Nando dentro da área, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo do gol.
Porém, a alegria da torcida rapidamente teve fim. Com 11 contados, Ciro e Bruno provaram, assim como no primeiro gol, que estão entrosados. O camisa 5 achou o atacante livre dentro da área, tendo só o trabalho de empurrar para dentro do gol.
Atrás do placar, o Primata foi para o tudo ou nada, mas o organizado time do MachuPichu impediu o empate. Muito também se deve ao goleiro Pipo, que fechou o gol nos minutos finais sob pressão do adversário. Aos 21, Nando cobrou falta na barreira, Litho pegou a sobra e exigiu que o arqueiro peruano se jogasse para pegar. Dois minutos depois, no último suspiro ofensivo, Gus roubou a bola, avançou com ela e não acreditou quando viu Pipo se jogar no canto e alcançar o seu chute.
Na grande esperada final, o MachuPichu enfrentará um adversário já conhecido. A equipe do Di Primeira foi quem disputou até a última rodada com os peruanos a liderança do Grupo B. No fim da primeira fase, o Tchupitxu acabou como líder, mas no confronto direto, na primeira rodada, o time foi derrotado pelo rival por 5 x 4.
V CHUTEIRA DE PRATA: SEMIFINAL
Di Primeira 3 x 1 Jeremias
DI PRIMEIRA DESBANCA JEREMIAS E FAZ FINAL CONTRA MACHUPICHU
Goleiros tiveram participação de gala na vitória do “Di Prima”, desde grandes defesas a um golaço do talismã Ferrugem
Por Rodrigo Amaral
Jeremias e Di Primeira fizeram uma partida equilibradíssima no jogo que decidiu quem enfrentaria o MachuPichu na grande final. Os peruanos, aliás, estavam do lado de fora acompanhando a decisão e viram que a conquista da Prata vai lhes custar caro. Os “medalhões” do Di Prima superaram o melhor time da primeira fase e prometem um duelo interessante contra os ninõs do “Tchupitxu”.
Antes de completar um minuto de bola rolando, o Jeremias já mostrava seu poderio ofensivo com um dos seus principais atletas, Dunder, que roubou a bola no campo de ataque e chutou no travessão. Pouco tempo depois Cris respondeu para o Di Primeira arriscando de fora da área. O chute saiu rasteiro, mas quase enganou o arqueiro Jean após desviar no zagueiro.
Aos 7 minutos o Jeremias voltou a atacar, agora em chute de fora de Marcelo Toretta que exigiu uma bonita ponte do arqueiro Carlos Eduardo, na que foi talvez a sua defesa mais difícil entre algumas outras no decorrer da etapa. O jogo estava tão lá e cá que o Di Primeira mais uma vez respondeu à altura em seguida. Lê carregou a bola e achou Dadinho sozinho dentro da área. Ele, porém, desperdiçou chutando para fora.
Fazer o primeiro gol em um jogo tão disputado como esse é essencial para garantir a vitória. Essa foi a fórmula do Di Primeira, que abriu o placar com um golaço de Jocélio. O MVP da partida carregou do fundo até o meio, passando por todos os marcadores que achou na frente e mandou no ângulo da meta, sem chances para Jean.
No minuto seguinte o time dos irmãos Bim respondeu na mesma moeda. O chute do camisa 12, Gustavo, tinha o mesmo endereço que o gol do adversário, mas Carlos Eduardo estava em um bom dia e foi buscar.
Seria até injusto pelo que também jogou o time dos “Bim” voltar para o segundo tempo sem ao menos um gol. E os deuses do futebol não decepcionaram. Sandro chutou rasteiro quase do meio da quadra e passou inexplicavelmente pelo bolo de atletas na área, enganando o arqueiro do Di Prima. Era o empate.
Na volta da etapa complementar, porém, o Jeremias não manteve a mesma eficiência. As jogadas continuavam sendo construídas, mas faltava poder de decisão. Em um dos primeiros lances do recomeço de jogo, Gui Ferreira cortou o marcador e mandou na trave. O camisa 8 não parou por aí e fez outra bela jogada. Aos 6 minutos, ele saiu de dois adversários, mas quando chegou na cara do goleiro não manteve a mesma habilidade para tirar de Ferrugem, que entrou no lugar de Carlos Eduardo.
A partir dos dez minutos foi a vez do Di Primeira comandar as investidas de ataque. Na primeira oportunidade, Dadinho quase marcou se não fosse a boa defesa do guarda-metas rival. A equipe seguiu com a posse de bola e já merecia voltar à frente do placar. E o gol saiu, da forma mais inesperada possível. Aos 16 minutos, o goleiro Ferrugem surpreendeu o goleiro Gustavo com um chute que atravessou toda a quadra e o encobriu! Golaço de goleiro de área a área praticamente! A dúvida fica na intenção do arqueiro: ele tentou chutar ou lançar? Bom, melhor continuar com o mistério, afinal uma jogada dessa é de merecer um MVG.
O gol de Ferrugem, muito comemorado, estimulou o companheiro Jocélio, que recebeu na entrada da área e tentou de cobertura. O goleiro se recuperou e ofereceu rebote para o camisa 8 fechar o placar em 3 x 1. O Jeremias até tentou diminuir nos minutos finais, mas o talismã do gol do Di Primeira fechou com chave de ouro a sua atuação. Ele defendeu a queima-roupa chute de primeira de Danilo. Os goleiros do Di Primeira garantiam a vaga na final. E a melhor defesa do Chuteira dava adeus ao sonho do título.
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