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CHUTEIRA NEWS: SEMIFINAIS DA SÉRIE BRONZE

I CHUTEIRA DE BRONZE: SEMIFINAL

XTJ 3 x 4 Maciota´s

MACIOTA´S SE GARANTE NO MINUTO FINAL


Time sempre esteve na frente no placar, mas sofreu pressão do XTJ. Gol de rebote no fim de Jerry coloca o time na grande final da Bronze e passaporte carimbado na Série Prata em 2011

Por Diego Pontes

Nem mesmo o sol escaldante que assolava o PlayBall foi capaz de enfraquecer a determinação dos atletas do Maciota’s e do Xarope Também Joga. Sob uma temperatura de aproximadamente 34 graus (de acordo com dados do Folha Tempo), ambos os times ofereceram aos espectadores um duelo memorável que, se não primou pela técnica, impressionou pela raça e comprometimento dos jogadores para com a vitória. O apertado placar de 4 x 3 a favor do Maciota’s não apenas comprova essa afirmação, como também dá brilho à atuação do meia Evandro, uma vez que as jogadas criadas por este desequilibraram a partida e garantiram aos brancos uma vaga na final.

Mal começara o embate e o camisa 10 já mostrava a que veio. Após invadir a grande área pela lateral esquerda, Evandro recebeu e, de primeira, estreou o marcador com um chute cruzado. O lance encheu a esquadra alva de confiança e garantiu o domínio desta sobre os minutos iniciais do jogo. Sedento por mais gols, Evandro avançava célere pelo meio de campo, enquanto Sam marcava presença na banheira adversária à espera de passes do companheiro. Todavia, Kaká, o 10 do XTJ, saiu da ofensiva para marcar a dupla, impedindo assim que o arco do XTJ fosse ameaçado pelos brancos.

E foi jogando na defesa que o camisa 10 dos listrados devolveu o equilíbrio ao prélio. A chance surgiu aos 15 minutos, quando o atacante interceptou uma perigosa investida de Felipe Pereira. Com a bola nos pés, Kaká arrancou pelo flanco direito e lançou para Modesto, que logo devolveu para que o camisa 10 matasse a redonda no canto do gol rival com um toque desajeitado.

Outrora descoordenado na hora de atacar, o XTJ passou a colocar o gol do rival em xeque constantemente. Para a sorte da equipe batizada pelo zumbi Eddie The Head, Fê Moraes segurou as pontas nos momentos em que a zaga de seu time falhou: ele deteve um potente cruzado de Caio Landim com um salto felino. Em seguida, aparou com os pés uma cobrança de falta de Grelo que era gol certo para os listrados.

O Maciota’s não se intimidou ante o bombardeio adversário, tanto que marcou o segundo na primeira oportunidade de contra-ataque: Wagnão disparou pela lateral direita e fez lançamento preciso para Jerry - posicionado de maneira oportuna - completar com uma “peitada”. 2 x 1. Porém, a alegria do time durou pouco, já que, no último lance do primeiro tempo, Modesto empatou a partida ao pegar rebote de falta cobrada por ele mesmo.

Assim que o árbitro apitou o início do segundo tempo, Kaio, camisa 2 do Maciota´s, foi amarelado por excesso de força em uma dividida com Kaká. Com um a menos em campo, o Maciota’s tinha dificuldades para segurar as ofensivas da dupla Felipe Guedes e Kaká – muito mais entrosada e veloz nessa metade do jogo. Dessa vez, quem salvou o arco maciota da saraivada inimiga foi o próprio Kaio, que, entre outros cortes, chegou a tirar uma bola em cima da linha do gol.

O camisa 2 também anotou o terceiro de sua equipe ao aproveitar um aveludado passe lateral de Evandro aos 6 minutos. Mais do que ampliar o marcador, a jogada construída expôs o calcanhar de Aquiles do XTJ: o flanco direito. A armada do sossego voltou a explorar este ponto fraco segundos depois, quando Dé pegou sobra de falta cobrada pelo rival, arrancou pela mesma lateral e lançou para Jerry, cara a cara com Kraudio, chutar. No susto, o arqueiro dos listrados rebateu o petardo rasteiro.

A despeito de ter escapado ileso do contra-ataque, o XTJ pediu tempo para se reorganizar. Além do setor defensivo do time estar com um rombo enorme, os meias - nitidamente aturdidos com o placar desfavorável - não conseguiam se encontrar em campo. As mudanças na formação mostraram resultado imediato: assim que a peleja foi reiniciada, Kaká mandou uma bomba de fora da área para explodir no ângulo do arco maciota. Tudo igual novamente.

Parecia que os azuis haviam recuperado as rédeas do duelo. Kaká, Magu e Felipe Guedes dominavam a posse de bola e seguiam arriscando chutes de longa distância. Visivelmente cansados, os integrantes do Maciota’s faziam o que podiam para ajudar o goleirão Fê a cortar as investidas inimigas. Porém, quando tudo indicava que os brancos logo cederiam à pressão do adversário, David decretou fim de jogo ao partir pela lateral problemática do XTJ e chutar uma bomba rasteira em direção ao gol. Atrapalhado com o lance, o guarda-redes rebateu a pelota direto para os pés de Jerry. Bastou ao camisa 12 pisar na bola para que esta entrasse no meio da rede e alçasse o Maciota’s à finalista no campeonato.

Questionado acerca do embate, Jerry, capitão do Maciota’s, foi modesto ao afirmar que faltou técnica da parte de sua equipe. “Foi um jogo corrido, meio de chutão. Mas foi legal pela competitividade de ambos os times. Os dois estão de parabéns”.

I CHUTEIRA DE BRONZE: SEMIFINAL

TNT 1 x 8 Diabos Negros

DIABOS DÁ AULA DE CONTRA-ATAQUE A TNT E ESTÁ NA FINAL


TNT bem que lutou, mas time de preto matou o jogo no segundo tempo explorando a velocidade nos contragolpes

Por Diego Pontes

Dentre as partidas que rolaram no PlayBall no último sábado, o embate entre Diabos Negros e TNT destacou-se pela presença dos irreverentes torcedores da Máfia Azul, a torcida organizada do TNT. Com gritos de guerra pitorescos, faixas personalizadas, biribinhas e fumaça colorida, eles trouxeram um clima semelhante ao das decisões realizadas em grandes estádios. Contudo, nem mesmo esta fervorosa torcida foi capaz de motivar a esquadra celeste e salvá-la de uma vexaminosa goleada.

Apesar do placar final ser o mais elástico (8 x 1 para o diabos) da rodada, a primeira metade do jogo foi, em sua totalidade, entediante. Nos minutos iniciais, a bola praticamente ficou travada no meio de campo. Parecia que ambos os times estavam com receio de partir para o ataque. O único que ousou sair da retranca foi Nick, que aos 4 minutos trespassou sozinho a grande área do Diabos e ficou frente a frente com o arqueiro Marco. Porém, o atacante hesitou demais na hora de chutar, dando tempo para o guarda-redes sair e fazer o corte.

O embate começou a ficar mais interessante lá pela metade do primeiro tempo. Uma perigosa cobrança de falta de Zuppo emudeceu a torcida do TNT por alguns segundos e testou os reflexos de Coqueiro: o balaço certamente teria explodido no canto esquerdo do gol se não fosse a intervenção do arqueiro. A armada azul-celeste não se retraiu após a jogada e devolveu o susto com um potente cruzado de Luiz Pane. O petardo obrigou Marco – irretocável do começo ao fim da partida – a fazer um salto ninja para impedir que o time rival abrisse o marcador.

O primeiro gol do embate só saiu aos 15 minutos, quando Luis Leal, em cobrança de escanteio, lançou a bola direto nos pés de Rafael Leal. Esperto, o camisa 8 enganou a defesa adversária ao recuar para Cadu chutar no meio da rede.

O lance não apenas amansou de vez a “Mafia Azul” (time e torcida), como também fez com que os pretos saíssem da postura de contra-ataque e passassem a investir pelo centro com Luis e Dijavam. Já o TNT tinha como esperança para sair do sufoco as jogadas individuais dos velozes Luiz Pane e Nick – únicos que não aparentavam apatia nesse momento do jogo. No entanto, Miluzzi fazia um bom trabalho no setor defensivo do Diabos, impedindo que a dupla rival chegasse a ameaçar o arco de Marco nesse final de primeiro tempo.

Uma forte chuva de verão dificultou a vida das equipes na segunda metade da partida. Além de formar poças no campo, tornando-o escorregadio, a tempestade desviou chutes à distância que eram gols certos, bem como passes e cruzamentos precisos. Além disso, espantou a Máfia Azul, deixando o campo silencioso. Quem saiu mais prejudicado nessa história foi o TNT, uma vez que o vento comprometeu uma série de petardos desferidos pelos ofensores Daniel e Fernando.

Apesar disso, a trupe dominou a posse de bola no começo do segundo tempo. Logo nos primeiros minutos, Nick arrancou pela lateral esquerda e chutou cruzado em direção ao gol diabólico. No susto, o guarda-redes aparou a bomba com o peito e, por conta disso, ficou sem ar por alguns instantes. O jogador teve de ser atendido pelos companheiros, mas logo pode voltar aos gramados para defender sua esquadra.

A vantagem dos azuis durou pouco. Dijavam pegou a sobra de chute do rival e disparou pelo gramado. Na banheira celeste, tocou para Marcel anotar 2 x 0 para os negros. Estava mais do que na hora da equipe pedir tempo. E assim foi feito. Porém, o intervalo aparentemente liquidou os ânimos e a coesão do time, visto que este voltou irreconhecível para a arena. O Diabos Negros, por sua vez, aproveitou que o adversário baixou a guarda e iniciou um legítimo festival de golaços.

A começar pelo de Luisa Leal, fruto de uma tabelinha com Marcel que deixou no chão o goleiro Coqueiro. Segundos depois, Gui Vutto cravou uma bomba rasteira na rede celeste.

Os gols mais bonitos do Diabos, sem dúvida, foram os de autoria do craque Cadu Santo, que também foi o artilheiro da peleja. Ele deixou a zaga inimiga comendo poeira e, com um chute cheio de efeito, encobriu o goleiro Coqueiro. Em seguida, o camisa 9 marcou o seu terceiro e o sexto de sua equipe ao matar de primeira a lateral cobrada por Igor.

O TNT só acordou para o jogo após Dijavam anotar incríveis 7 x 0 para os encapetados. Na esperança de diminuir o placar, Fernando marcava duro a saída de bola rival e arriscava chutes de fora da área – todos defendidos pelo competente Marco. Mas era tarde demais: faltando menos de 5 minutos para o soar do gongo, Diego encerrou a goleada dos diabólicos ao matar no peito o rebote de falta cobrada por Vutto e concluir com um toque rasteiro.

Ao TNT, só restou o gol de honra, marcado pelo próprio Fernando em cobrança de tiro de 9 metros – o canto do cisne da armada celeste na corrida pelo galardão de bronze.

O Diabos faz a final diante do Maciota´s em jogo que coloca frente a frente as duas melhores campanhas da fase de classificação.
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