NGM e Condor’s estavam empatados até os 23 minutos do segundo tempo, mas Gerson marcou e garantiu a vitória do time de Caio Ribeiro. Atuação coletiva dos laranjas foi destaque
Por Bruno Viotti
A primeira partida das quartas de final foi disputada por dois times que tinham totais condições de chegar ao título. Na rodada passada, o NGM venceu o Só Quem Sabe em um jogo emocionante do início ao fim. Já o Condor’s venceu bem o Os Mostarda e chegou com moral para o jogo, só que os problemas marcaram presença neste primeiro confronto.
O Condor’s começou a partida com um a menos devido ao atraso de boa parte do elenco. Além disso, improvisou Zabala, que até então era jogador de linha, no gol. Sem contar o desfalque importantíssimo do goleador Peli.
O jogo começou e o NGM tratou de dar o seu cartão de visitas. Nariga fez bom lançamento para Memé na direita, mas o camisa 9 mandou na rede pelo lado de fora. Em seguida, Memé cobrou falta na barreira. Na sobra, Caio Ribeiro lançou e Memé bateu para Zabala espalmar.
Com o passar do tempo, o elenco do Condor’s chegava aos poucos. Por causa dessa desorganização, o time enfrentava dificuldades para chegar ao ataque. Todavia, o cenário mudou quando Neno entrou em campo. Logo em seu primeiro lance, o camisa 10 rolou na direita para Diony, que foi travado na finalização. Em seguida, Kalzinho chutou. A bola rebateu na zaga e sobrou para Neno mandar à direita da meta adversária.
Com o jogo mais equilibrado, as chances apareciam constantemente para os dois lados. Sorte do NGM, que soube aproveitar primeiro com Carlitos, que recebeu grande passe na esquerda em um contra-ataque e chutou rasteiro para abrir o placar aos 8 minutos.
Entretanto, após algumas cobranças de escanteio sem perigo, o Condor’s deixou tudo igual. Kalzinho estava marcado e conseguiu espaço para encontrar Diony no meio, que encheu o pé no canto direito e empatou.
Só que a alegria durou pouco. Caio Ribeiro desarmou o zagueiro e a bola sobrou para Carlitos – novamente ele – chutar cruzado e colocar o NGM em vantagem no minuto seguinte.
O empate, no entanto, só não aconteceu por milagre. Gugu lançou na frente para Diony, que rolou para o meio e encontrou Bomba, sozinho. O camisa 9 deu um toquinho, mas Fernando Farillo caiu e se esticou todo para realizar uma excelente defesa. Mas se Bomba não fez, Neno estava lá para garantir o empate. Em cobrança de falta, o camisa 10 bateu com efeito e a bola raspou na trave esquerda antes de entrar.
O jogo tinha um ritmo frenético. O Condor’s exercia marcação pesada em cima de Caio Ribeiro. No entanto, o camisa 2 conseguia realizar algumas jogadas, como a que deu origem ao terceiro gol do NGM, aos 18 minutos, quando Caio recebeu na frente e deu toque preciso para Pimenta chutar e marcar.
O duelo era particular. O camisa 2 do Condor’s – Diony – contra o camisa 2 do NGM – Caio Ribeiro. Os dois realizavam as principais jogadas ofensivas no final da primeira etapa. No entanto, quem levou a melhor foi Diony. O jogador recebeu a bola na direita, passou pelo marcador e, quase sem ângulo, chutou. A bola bateu na trave esquerda e entrou para empatar a peleja de novo aos 22 minutos.
No segundo tempo, banho d’água fria no Condor’s. Logo aos 2 minutos, o time saiu jogando errado. Vendi aproveitou e mandou de chapa encobrindo o goleiro para marcar o quarto tento do NGM. No entanto, a entrada de Adriano deu novo fôlego ao Condor’s, que continuou marcando presença no campo ofensivo, principalmente com o próprio camisa 7, Neno e Kalzinho. O primeiro aproveitou cobrança de escanteio de Diony, dominou livre na área e bateu rasteiro, mas o arqueiro defendeu. O segundo fez grande lançamento e encontrou Adriano, mas Fernando estava lá para abafar o lance. Por fim, Kalzinhou avançou pelo meio, mas encontrou o pé salvador do goleiro no caminho.
O NGM parecia cansado e procurava cadenciar mais o jogo. Todavia, isso não significava aliviar a presença no campo ofensivo. Algumas das oportunidades mais importantes aconteceram com Anélio e Nariga. O primeiro, além de ser um monstro na defesa, aproveitou boa sobra de escanteio e chutou no canto direito, mas Zabala fez grande defesa. Já o segundo recebeu passe de Anélio, arrumou espaço, mas mandou por cima.
Já no final do jogo, o Condor’s procurava desesperadamente um gol para continuar vivo na partida. E, aos 21 minutos, Diony fez jogada pela esquerda e encontrou Gugu no meio. O camisa 5 chutou, Fernando rebateu e a bola voltou para Gugu marcar e empatar.
No entanto, aos 23 minutos, Caio Ribeiro recebeu passe na direita e chutou rasteiro para boa defesa de Zabala. Na sobra, Gerson apareceu para empurrar para a rede e selar a classificação do NGM.
Com o resultado, o NGM chega na semifinal e encara o Bacaninha na disputa pela vaga na Liga de Prata. Já o Condor’s deve erguer a cabeça e ter orgulho da excelente campanha que realizou ao longo da competição. Resta saber se Zabala será efetivado como goleiro, pois defendeu muito bem a meta do time.
III CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL
XTJ 2 (3) x (4) 2 Bacaninha
BACANINHA EMPATA, LEVA PARA OS PÊNALTIS E DESBANCA OUTRO FAVORITO
Liderado por Lê Leme, Bacaninha saiu perdendo por 2 x 0, mas conseguiu o empate com dois gols do camisa 11. Nos pênaltis, Kiko brilhou e cravou outra zebra na Bronze
Por Bruno Viotti
Poderia ser considerado o confronto das zebras na primeira fase. No entanto, nas oitavas de final, XTJ e Bacaninha demonstraram bom futebol e eliminaram dois fortes aspirantes ao título. O primeiro ganhou por um placar elástico do Basicus. Já o segundo venceu, nada mais, nada menos, do que o primeiro colocado do Grupo B, o Império Celeste, que já havia garantido vaga na Prata do ano que vem. Assim, mais uma vez, as equipes não decepcionaram.
O jogo começou com uma postura compacta do Bacaninha. O time atacava em blocos e chegava com muitos jogadores na frente. A primeira chance aconteceu com Marcio, que recebeu na esquerda e bateu de bico para defesa de Kraudio. No entanto, a resposta do XTJ veio de longe. Fava chutou e Kiko rebateu para afastar em seguida.
Marcio começou o jogo com tudo e criou nova chance ao recuperar a bola no meio e chutar para fora. Todavia, por ironia do destino, o camisa 6 deu bobeira na direita e perdeu a bola para Magu, que avançou e chutou cruzado para abrir o placar para o XTJ aos 5 minutos.
Apesar do gol, o Bacaninha continuava com um volume de jogo maior e exigia de Kraudio uma boa atuação. Caio Cesar tocou na direita e encontrou Marcelo Velardo, que chutou na rede pelo lado de fora. Em seguida, Lê Leme dominou a bola no campo ofensivo, mas errou o alvo na finalização.
O XTJ tentava chegar em algumas jogadas criadas por Magu e Kaká. Na primeira delas, o camisa 10 foi derrubado na direita. Na cobrança, o que a barreira temia aconteceu. Fava ajeitou a bola e encheu o pé, mas a bola ficou no paredão. Em seguida, Felipe Ferreira rolou na direita e Kaká não acertou a pontaria. Por fim, em cobrança de lateral, Magu apareceu sozinho para cabecear e fazer seu segundo tento aos 13 minutos.
O jogo, no entanto, era bem faltoso. Em alguns lances a indagação era válida: era UFC ou futebol? Só que as faltas não tiraram o brilho da exibição feita por essas duas equipes.
Já no fim da primeira etapa, o Bacaninha tentava de todas as formas conseguir diminuir a vantagem. Renato Leme cobrou falta para fora. Já Simões fez jogada pela direita e bateu cruzado, também para fora. O XTJ cadenciava o jogo, mas errava muitos passes. Mesmo assim, ainda chegou com perigo em um contra-ataque com Grelo, que tirou do goleiro, mas o zagueiro salvou em cima da linha.
No segundo tempo, o Bacaninha começou avassalador e quase diminuiu o placar logo no começo com Caio Cesar e Lê Leme. O primeiro recebeu lançamento na frente, girou e mandou por cima. Já o segundo, marcado, chutou forte e a bola passou rente à trave direita.
Do lado do XTJ, a dupla Magu e Kaká continuava a infernizar a defesa adversária. O camisa 16 fez jogada individual e rolou para Kaká chutar rasteiro, mas Kiko saiu e abafou. Depois, o mesmo Kaká recebeu passe e, desequilibrado, chutou à direita da meta. Por fim, Caio caiu pela direita e chutou cruzado. Kaká mergulhou e cabeceou por cima.
Com o jogo mais equilibrado, o Bacaninha conseguiu fazer o primeiro tento através da bola parada. Lê Leme bateu colocado, no canto direito de Kraudio e diminuiu a desvantagem no placar aos 10 minutos.
Logo em seguida, o XTJ quase marcou o terceiro com Ricardinho, que chutou cruzado, mas a bola raspou a trave direita e saiu. Depois, a zaga do Bacaninha deu bobeira e Magu conseguiu interceptar o passe para chutar forte, mas Kiko realizou grande defesa.
O Bacaninha não se intimidava e continuava a criar chances ofensivas. Renato Leme tentou ao cobrar lateral e mandou na cabeça de Lê Leme, que cabeceou, mas Kraudio mostrou reflexo para espalmar.
Só que o time não contava com a expulsão do camisa 8, que fez falta dura perto da área e acabou tomando cartão azul e em seguida vermelho ao mostrar ao árbitro que seu vocabulário de baixo calão é dos melhores. O Bacaninha ficava om um a menos.
O empate seria impossível? Ledo engano. Após a expulsão, Lê Leme chamou a responsabilidade e, de novo, foi o principal jogador do time. Depois de desperdiçar duas chances, o camisa 11 recebeu a bola no meio-campo e, marcado, tirou um chute da cartola que encobriu o goleiro e empatou o jogo aos 23 minutos para levá-lo à prorrogação!
A prorrogação era lá e cá. Felipe Ferreira protagonizou a primeira oportunidade do XTJ e chutou à direita. Lê Leme respondeu ao dar bom passe para João Paulo, que finalizou à esquerda. Simões tentou ser o garçom e cobrou lateral para Lê Leme cabecear por cima. Por fim, o mesmo Felipe Ferreira protagonizou o último lance do XTJ e chutou rasteiro para uma defesa incrível de Kiko no cantinho.
Na prorrogação, os times encontraram marcação forte e as chances de gol diminuíram. Assim, as cobranças de pênaltis foram necessárias para definir o vencedor do confronto. Os 6 batedores iniciais converteram suas cobranças, levando o jogo para as cobranças alternadas. Se um jogador fizesse e o outro não, era fim de papo. Assim, Caio, do XTJ, bateu no canto direito e Kiko caiu para defender. Por fim, Murilo mandou a bola no canto direito e marcou para colocar o Bacaninha na semifinal.
Com o resultado, o Bacaninha chega como “zebra” nas semifinal e decide co o NGM não apenas a vaga na final como uma vaga na Série Prata. Enquanto isso, o XTJ do técnico Roberto mostrou que, completo, é um grande time e deve erguer a cabeça para o semestre que vem.
III CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL
Mercenários 3 (2) x (3) 3 TCM
TCM LEVA EMPATE FINAL, MAS CONQUISTA VAGA NOS PÊNALTIS
Time de Guel vencia por 3 x 1 até os 19 minutos do segundo tempo, mas tomou o empate. Nos pênaltis, Johnny pegou cobrança de Diego e garantiu a Prata ao time
Por Bruno Viotti
Mercenários e TCM protagonizaram um dos confrontos mais esperados do dia. O primeiro conseguiu a classificação em segundo lugar no Grupo A e ao derrotar o Roleta Russa Clássico nas oitavas. Já o TCM ficou na terceira posição do Grupo B e derrotou o Toque Me Voy em um confronto marcado pela desorganização do adversário. Apenas uma palavra poderia definir a previsão para este jogo: incerteza.
O jogo começou e o Mercenários já foi para cima com Guto, que rolou para Marquinho chutar para fora. Em seguida, Marquinho cobrou escanteio e Kazu cabeceou no travessão. Na sobra, o camisa 4 mandou para fora.
Do outro lado, o TCM encontrava certa dificuldade inicial para sair jogando, tanto que a primeira chance aconteceu com um chute de longa distância realizado por Matheus, que acabou desviado e saiu pela linha de fundo.
Assim, em cobrança de escanteio para o Mercenários, Marquinhos cobrou e Diego cabeceou no canto direito de Johnny para abrir o placar aos 4 minutos e deixar o Mercenários em vantagem.
Depois do gol, o TCM colocou a cabeça no lugar e passou a equilibrar o jogo, principalmente com Guel e Matheus. O primeiro realizava jogadas nas laterais do campo e era derrubado com frequência, o que gerava diversas cobranças de faltas para o time. Em uma delas, o camisa 7 bateu e a bola sobrou para Thiagão, mas Allyson conseguiu abafar o lance. Em seguida, na cobrança de lateral, Matheus chutou colocado no canto esquerdo e o arqueiro caiu para espalmar.
O jogo continuava lá e cá, impossível saber quem marcaria o próximo tento. Alemão arriscava algumas subidas ao campo ofensivo, como em um lance no qual recebeu na esquerda e chutou de bico para boa defesa de Allyson. Já o Mercenários tentou ampliar com Renato, que avançou e chutou no meio para defesa segura de Johnny, e Thiaguinho, que dominou cobrança de lateral, saiu da marcação e chutou por cima.
Assim, em uma jogada rápida criada pelo goleiro do TCM, Johnny lançou a bola para o campo ofensivo e pegou a defesa adversária desprevenida. Matheus subiu e ajeitou de cabeça para Guel entrar em velocidade e marcar o gol de empate aos 16 minutos.
No entanto, logo depois, o Mercenários já levou perigo ao gol adversário. Guto recebeu passe e avançou pela direita. Chutou quase sem ângulo e acertou o travessão de Johnny. Em seguida, Renato deu bom passe, mas o mesmo Johnny saiu rapidamente e evitou que a bola chegasse em Marquinhos.
Mesmo com a vontade do Mercenários, quem se deu bem foi Guel. Alemão rolou na direita e encontrou o camisa 7. Ele chutou forte para defesa parcial de Allyson. Entretanto, a bola passou e entrou lentamente aos 21 minutos. O zagueiro adversário ainda tentou tirar, mas a bola passou a linha do gol e o árbitro apontou o meio do campo.
Já no final do primeiro tempo, Dezinho bateu falta pela esquerda, mas Johnny mergulhou e espalmou para garantir a vantagem. Por fim, Guel driblou Kazu, que deu carrinho e derrubou o camisa 7 dentro da área. A reclamação foi grande, mas o árbitro mandou o jogo seguir.
No segundo tempo, o cenário permaneceu o mesmo. As chances apareciam constantemente, mas os arqueiros realizavam as defesas com maestria. O Mercenários levou perigo em alguns lances protagonizados por Thiaguinho, que chutou, mas a bola sofreu desvio. Johnny, atento, espalmou por cima. Além disso, Dezinho fez jogada individual, caiu pela direita e chutou na rede pelo lado de fora.
Do lado do TCM, Alemão e Matheus continuavam infernizando a defesa adversária. O primeiro recebeu passe de Zé Roberto no meio e dividiu com Allyson, que abafou o lance. O segundo aproveitou contra-ataque, mas arrematou à direita da meta adversária.
Na metade da segunda etapa, a dupla apareceu novamente. Alemão encontrou Matheus na esquerda que chutou forte por cima. No entanto, no lance seguinte, a zaga do Mercenários deu bobeira e Matheus recuperou a bola para chutar rasteiro no canto esquerdo de Allyson e marcar o terceiro tento do TCM.
Com a vantagem no placar, nada melhor do que controlar o jogo e esperar o apito final. No entanto, o Mercenários não estava morto e provou isso aos 19 minutos. Dezinho recebeu lançamento na direita e tentou cruzar a bola para o meio. A pelota desviou em Thiagão e acabou entrando.
O TCM parecia nervoso. Mais um gol levaria o jogo para a prorrogação. Erros de passes tornaram-se constantes. E foi assim que, aos 23 minutos, Dezinho cobrou lateral para Guto entrar em velocidade pela direita e cabecear para empatar a peleja.
Com o placar em 3 x 3, os times foram para a prorrogação. Logo no primeiro lance, Thiaguinho recebeu passe na direita e cabeceou, mas Johnny mostrou bons reflexos e espalmou. Em seguida, Marquinhos caiu pela direita e chutou, mas o arqueiro fechou o ângulo e segurou.
Pode-se dizer que o jogo, naquele momento, era faltoso, uma vez que as equipes atingiram o limite de 7 faltas. Ainda assim, Guel continuava a puxar alguns contra-ataques para o TCM, sem sucesso.
Já no final da prorrogação, o árbitro mostrou o cartão azul para Matheus do TCM. O jogador desfalca o time na semifinal. Com o fim da prorrogação, os pênaltis. Na primeira cobrança, Zé Roberto, do TCM, chutou no ângulo direito e abriu a contagem. Em seguida, o goleiro Allyson bateu no canto superior direito e empatou. Na terceira cobrança, Alemão bateu no canto direito e colocou o TCM em vantagem novamente. Depois, Guto bateu no canto direito e Johnny caiu para defender e conseguir a consagração. Por fim, Claudio teve frieza para marcar e colocar o TCM na semifinal. Coube a Bollito seu já famoso sorriso amarelo...
Com a vitória, o TCM garante o acesso à Liga de Prata, uma vez que enfrentará o BDA na semi, time que já tinha seu acesso garantido. Ao Mercenários, resta refletir sobre os erros e acertos da temporada e voltar mais forte para o próximo torneio.
III CHUTEIRA DE BRONZE: QUARTAS DE FINAL
BDA 2 (3) x (1) 2 DPGamos
BDA VENCE DP NOS PÊNALTIS E AVANÇA ÀS SEMIS
Abelhudos abriram 2 x 0, mas tomaram o empate no final do segundo tempo. Nos pênaltis, Rosinhole entrou para conseguir a consagração
Por Bruno Viotti
O último jogo das quartas de final foi realmente um teste para cardíaco. De um lado, o BDA, já garantido na Liga de Prata do próximo semestre, tentava confirmar o favoritismo e avançar na competição. No entanto, a tarefa não era fácil. Do outro lado estava o DPGamos, que não contava com o atacante João para este jogo, mas vinha empolgado após uma vitória eletrizante com o TNT, além de ser a última esperança do Grupo A.
O jogo começou, mas as equipes encontravam certa dificuldade para passar da forte marcação. Desta forma, o BDA resolveu arriscar de longe com Bruno e Maca. No primeiro chute, Valentin espalmou, enquanto o segundo não acertou o alvo. Já o DPGamos levou perigo pela primeira vez em uma cobrança de lateral feita por Cleber, que encontrou Richard no primeiro pau, mas o camisa 16 mandou para fora.
A marcação era forte, mas não demorou para o placar sair do zero. Vi recebeu a bola na direita, girou e bateu para defesa de Valentim. No rebote, Camarão apareceu para fuzilar a meta adversária e marcar o primeiro gol do BDA aos 3 minutos.
A resposta do DPGamos foi imediata, com um bom chute de Carlitos, mas Lula estava atento e espalmou como pôde. Do lado do BDA, Maca criou duas oportunidades. Na primeira, avançou pela direita e chutou no meio para defesa tranquila do arqueiro. Depois, dominou a bola no meio, saiu da marcação e chutou à esquerda da meta.
Concentrado na forte marcação, o DPGamos encontrava certa dificuldade para trocar passes no campo ofensivo e criar jogadas. A principal saída do time era confiar nas jogadas de Richard. O camisa 16 caía pelas laterais do campo, mas ninguém aproveitava os cruzamentos na área.
Já na segunda metade do primeiro tempo, o BDA tentava ampliar a vantagem, mas os lances não eram muito efetivos. Maca recebeu a bola na esquerda e, marcado, mandou para fora. Depois, Bruno tentou duas vezes. Na primeira, cruzou e Cris Coppola subiu com o goleiro, mas a bola passou. Já no outro lance, arriscou de longe, mas Valentim caiu e segurou.
Do lado do DPGamos, a desorganização inicial já não existia mais, e agora o time conseguia realizar as ações em campo de forma mais adequada. Richard recebeu bom passe do lado direito e cruzou, mas Paulo Gama não alcançou. No último lance do primeiro tempo, Richard arriscou de cabeça e mandou no ângulo direito de Lula, que se esticou e conseguiu espalmar.
No intervalo, Valentim saiu de campo e ficou ao lado do campo tomando cerveja e fumando um cigarro (de novo). O árbitro viu e, na volta para a segunda etapa, o goleiro do DPGamos tomou cartão amarelo. Ele podia voltar ao jogo normalmente, mas o time achou que não e ele ficou fora por dois minutos até entenderem que ele podia voltar. Enquanto isso, Reinaldo, jogador de linha, assumiu a meta DPista.
Tudo parecia bem quando Kavanha avançou pela esquerda e chutou forte para uma grande defesa de Reinaldo. No entanto, logo depois, Guarulhos recebeu passe de Maca na direita e mandou uma bomba. Reinaldo caiu de uma forma estranha e não segurou o segundo tento do BDA.
Apesar do gol sofrido, a postura do DPGamos era diferente no segundo tempo. O time parecia mais calmo e mais consciente. Zeca aproveitou cobrança de lateral e cabeceou por cima. Jogada esta que seria bem utilizada pelo jogador no restante da partida. Depois, após dividida, a bola sobrou para Carlitos, que chutou de bico no canto direito, mas Lula segurou.
Já o BDA parecia menos agressivo. O resultado garantia a classificação, então era só cadenciar. Kavanha caiu pela esquerda e chutou rasteiro para fora. Vi também tentou deixar o seu ao receber passe de Maca, mas errou a pontaria.
Só que o volume de jogo do DPGamos aumentou. Richard deu um toque de calcanhar e encontrou Paulo Gama, mas o camisa 13 chutou à esquerda da meta. Todavia, no lance seguinte, Carlitos cobrou lateral no segundo pau e encontrou Zeca, que meteu a cabeça na bola para diminuir a desvantagem aos 11 minutos.
E o empate quase saiu em seguida: Cleber acertou a trave ao cabecear após cobrança de lateral. No entanto, o BDA sentiu o perigo e foi para o ataque com Maca e Guarulhos. O primeiro recebeu lançamento do goleiro e chutou forte para Lula espalmar. Depois, o camisa 15 recebeu passe na direita e arriscou de longe, mas acertou a rede pelo lado de fora.
O jogo era lá e cá, mas o DPGamos tinha Zeca. Aos 18 minutos, após cobrança de escanteio, havia muita gente na área e Lula não conseguiu afastar direito. A bola sobrou para Zeca usar mais uma vez a cabeça e empatar a peleja. O mapa da mina era por cima. O DP descobrira isso.
O BDA tentou marcar o gol da vitória nos minutos finais com Lê e Rafa, mas não obteve sucesso. Já o DPGamos tentou com Richard de cabeça, mas o camisa 16 mandou por cima. Com o apito final, era hora da prorrogação.
Na prorrogação, os dois times pareciam cansados e com certo de receio de uma exposição exagerada. Dessa forma, os lances foram mais comedidos. Maca chutou de longe, Valentim caiu e segurou. Depois, em cobrança de falta, Camarão bateu e o arqueiro espalmou. Do lado do DPGamos, Richard fez um giro na direita, mas perdeu o equilíbrio na hora da finalização. Em seguida, Joka recebeu na entrada da área e mandou por cima. Por fim, Richard tentou novamente de cabeça e errou a pontaria.
Assim, com um jogo mais cadenciado, após 10 minutos de prorrogação, os pênaltis. O clima era de tensão. O BDA contava com a torcida do TCM, que garantiria seu acesso à Prata com a vitória dos abelhudos. Além disso, Rosinhole entrou no gol só para defender os pênaltis. Seria o camisa 69 um especialista?
Desta forma, a primeira cobrança foi do BDA. Camarão chutou no canto esquerdo e abriu o placar. Em seguida, pelo DPGamos, Carlitos chutou e Rosinhole realizou a defesa. O terceiro pênalti foi batido por Maca, que cobrou com categoria e mandou no ângulo direito de Valentim. Pelo DPGamos, Richard cobrou rasteiro na esquerda e fez o primeiro. Por fim, sobrou para Guarulhos cobrar o terceiro pênalti do BDA no canto esquerdo, marcar e correr para o abraço. 3 x 1.
Com a vitória, o BDA conquista a vaga na semifinal e encara o TCM em um confronto entre dois melhores times do Grupo B. Ao DPGamos, é esperar ano que vem e manter o time que foi a grande surpresa da competição.
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