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CHUTEIRA NEWS: OITAVAS DE FINAL III CHUTEIRA DE BRONZE

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

TCM 5 x 1 Toque Me Voy

DESORGANIZAÇÃO ATRAPALHA TOQUE E TIME NÃO FAZ FRENTE AO TCM


Toque teve que jogar com uniforme de outro time e com um jogador a menos durante o primeiro tempo. TCM não perdoou e deu tchau para adversário

Por Bruno Viotti

O primeiro jogo das oitavas-de-final na quadra 6 foi marcado por confusão antes mesmo de começar. Silas, que estava com os uniformes do Toque Me Voy, sofreu um acidente e atrasou para chegar. Desta forma, alguns atletas do Toque utilizaram uniformes de outro time para entrar em campo. No entanto, não havia uniformes para todos, o que fez com o que o Toque atuasse com um jogador a menos durante o primeiro tempo. O TCM, que não tinha nada com isso, abriu vantagem logo na primeira etapa e passou sem problemas pelo em queda livre Toque Me Voy.

A bola rolou e a primeira chance aconteceu com Robson, que recebeu passe de Gilberto, mas a zaga afastou a finalização. Domínio do Toque? Ledo engano. O TCM logo deu o troco com Guel, que aproveitou passe de Guga na esquerda e chutou para a defesa de Zé Mario.

Como ainda era início, mesmo com um a menos, o Toque tentava pressionar a saída de bola do TCM, e até obteve certo sucesso. No entanto, se estava difícil de sair jogando, veio lá de trás a salvação do TCM. Alemão fez um lançamento da defesa em direção ao gol, Guga relou de cabeça na bola e abriu o placar aos 6 minutos.

Depois do gol, o TCM continuou com a vantagem no jogo e criou mais oportunidades. Dentre elas, Guga tocou no meio para Matheus. O camisa 8, livre, bateu rasteiro para defesa com o pé de Zé Mario. Já o Toque explorava o contra-ataque com a velocidade de Allan.

Com certo domínio, o segundo gol não demorou a sair. Em cobrança de escanteio, a bola chegou em Danilo, que mandou um belo chute no ângulo esquerdo do arqueiro. A bola ainda bateu na trave e entrou para ampliar a vantagem do TCM.

A tática do Toque não surtia efeito, uma vez que os atacantes tinham que buscar a bola na defesa, pois o time encontrava dificuldades para criar jogadas. Assim, sem banco e com um jogador a menos – não havia uniforme para todos, como já dito – os jogadores ficaram desgastados.

Aproveitando uma bobeira de Robson, Guel recuperou a bola para o TCM e chutou rasteiro à esquerda. Depois, Matheus sofreu falta e o mesmo Guel cobrou na barreira. Por fim, o camisa 7 interceptou passe na esquerda, avançou e chutou forte. A bola “enganou” o goleiro e acabou entrando aos 18 minutos.

Apesar do gol e da dificuldade, o Toque ainda tentou chegar no final do primeiro tempo com jogadas protagonizadas por Allan e Healey. Na primeira, Healey aproveitou contra-ataque, caiu pela direita e finalizou para boa defesa de Johnny. Já na segunda, Allan aproveitou sobra na direita, avançou e chutou, mas o arqueiro do TCM fechou o ângulo e defendeu.

No segundo tempo, o Toque finalmente voltou com seu uniforme original e seus reservas, pois Silas conseguiu chegar, mesmo atrasado. Assim, o time, agora completo, poderia dar mais trabalho para o TCM. E até chegou a deixar os jogadores preocupados aos 3 minutos, quando Allan avançou pela direita e rolou no meio para encontrar Healey, que aproveitou sozinho para completar e diminuir o placar.

Pode-se dizer que o Toque voltou com uma nova disposição. Desta forma, conseguiu levar mais perigo, principalmente com Allan e Renê. O primeiro fez boa jogada individual pelo meio e chutou rasteiro para defesa em dois tempos de Johnny. Já o segundo aproveitou ajeitada de Healey e mandou para fora.

Ao longo do segundo tempo, o TCM continuou a manter seu ritmo de jogo, enquanto o Toque tentava marcar o segundo gol de qualquer jeito. Além disso, Zé Mario não voltou para o gol e foi substituído por Marcelo. Assim, o TCM também conseguiu assustar com Matheus e Funari. O primeiro recebeu passe de Guga e chutou rasteiro para Marcelo espalmar. Depois, Funari aproveitou cobrança de escanteio e mandou para Guel chutar para fora.

Já no final do jogo, a chuva começou a cair. Com o jogo na mão, o TCM ainda levou perigo com Matheus ao chutar forte no meio para boa defesa de Marcelo. No entanto, efetivo foi Guel, que recebeu bom passe pelo meio, avançou e mandou de chapa no canto esquerdo. Depois, mesmo com pouco tempo de jogo restante, Guel chegou perto da área e acertou chute para marcar o quinto do TCM aos 24 minutos e selar o resultado.

O TCM avança para as quartas de final com moral e encara o Mercenários em um duelo de titãs. Já o Toque está desclassificado e aguarda o torneio do ano que vem. Fica a sensação de que, se houvesse organização, a história poderia ser diferente.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

BDA 6 x 4 Allianza Sagrado

EM JOGO DE VIRADAS, BDA BRILHA NO SEGUNDO TEMPO E SE CLASSIFICA


Allianza chegou a reagir no final quando tudo parecia perdido, mas não foi o bastante para empatar

Por Luiz V. Andreassa

O Bonde dos Abelhas – primeiro colocado do Grupo A – jogou como se deve e, apesar dos percalços, fez valer o seu favoritismo contra o valente Allianza Sagrado, oitavo do Grupo B. Com um segundo tempo arrasador, a equipe que já está na Prata no próximo semestre conseguiu virar sobre o rival e construir uma boa goleada.

Apesar dos dez gols da partida, nos primeiros minutos o que se viu foi um jogo marcado e travado no meio de campo. Tanto que a primeira chance de gol só veio aos 7 minutos, quando Alemão, do Allianza, cobrou uma falta com força, mandando a bola perto do ângulo. A resposta veio em tabela entre Camarão e Vi, na qual o primeiro recebeu em boas condições na área mas foi travado na hora H. Depois, foi a vez de Kavanha roubar a bola pela meia direita e bater para o gol, obrigando Rick a espalmar.

As oportunidades de gol eram raras e só aos 15 minutos o placar foi finalmente inaugurado. Para compensar a demora, o BDA o fez com muito estilo: Le avançou pelo meio, deu um belo drible em Flavito, invadiu a área e concluiu de perna esquerda, na saída de Rick. O camisa 20 não se contentou em deixar sua marca e, no lance seguinte, deixou Vi na cara do gol, porém o atacante desperdiçou a chance mandando para fora.

Assustado, o Allianza resolveu pedir tempo para tentar se reorganizar, mas tampouco deu certo a tentativa. O BDA mostrou-se animado e partiu para a pressão, passando perto de ampliar em cobrança de escanteio de Camarão que Le completou de cabeça, exigindo grande defesa de Rick.

Apesar da situação delicada, o Allianza conseguiu reagir no final da primeira etapa, quando ninguém esperava. Aos 24 minutos, Alemão cobrou lateral pelo lado direito e Rods foi ao terceiro andar dentro da área para cabecear no ângulo e deixar tudo igual. Antes do apito final, a equipe surpreendeu ainda mais em jogada na qual Cesinha recebeu na entrada da área, dominou já ajeitando para o chute de esquerda, no cantinho, sem chances de defesa para Lula. 2 x 1.

Se na etapa inicial o BDA foi melhor teve mais volume de jogo e dominou a ações na maior parte do tempo e ainda terminou perdendo, no segundo tempo não demorou para o placar ficar mais justo. Logo no começo, Vi dominou no meio da quadra, passou para Kavanha, recebeu na frente e, na cara do gol, chutou forte na saída do goleiro, anotando um golaço.

O Allianza não deixou por menos e quase passou à frente de novo com uma bomba que Cesinha acertou no travessão. No rebote, Rods teve a chance de botar para dentro mas finalizou em cima de Rosinhole, o qual havia entrado no lugar de Lula no intervalo.

Os Abelhas seguiram melhores e, aos 6 minutos, devolveram a virada sofrida na primeira etapa. Maca arriscou do meio da rua, a bola bateu no chão na frente de Rick e foi direto para as redes. O jogo era bem mais franco neste momento, pois as marcações de ambas as equipes deram uma afrouxada, resultando em mais espaços para os atacantes. Tanto que não demorou para o Allianza deixar tudo igual novamente em cobrança de falta de Alemão que desviou na zaga e tirou qualquer chance de defesa de Rosinhole.

Apesar de levar o empate, o BDA não abaixou a cabeça e foi para cima. Em um lance esquisito, Cris Copolla ajeitou para Dé chegar chutando da entrada área. O goleiro “defendeu” de manchete, mandando a bola no travessão. No rebote, Cris ainda perdeu o gol feito mandando para fora. Se a dupla não teve competência para marcar neste lance, no próximo se saiu melhor: Dé dominou pela direita e cruzou para Cris na cara do gol, que, mesmo tendo caído na hora de dominar a bola, conseguiu bater na bola e mandá-la por debaixo das pernas de Rick. Cinco minutos depois, Camarão roubou a pelota no campo de defesa e passou para Vi dominar e chutar no meio do gol e contar com uma bela ajuda do guarda-metas para fazer 5 x 3.

Se a situação do primeiro colocado já era boa, ficou ainda melhor quando Rods recebeu cartão amarelo, reclamou com o árbitro e tomou o vermelho. O golpe de misericórdia veio então aos 25 minutos, quando Dé bateu falta da entrada da área direto no ângulo esquerdo de Rick. Mesmo com a parada decidida, o Allianza foi para cima e Flavito descontou ao receber de Alemão e chutar de fora da área. Mesmo parecendo impossível, a equipe foi para cima e Alemão ainda acertou o travessão ao tentar encobrir o goleiro. No último lance, Cesinha arrematou de primeira após cobrança de escanteio e exigiu boa defesa do goleiro.

Apesar do heroísmo do Allianza, a vaga ficou mesmo com o Bonde, que nas quartas de final terá pela frente o também heroico DPgamos como adversário.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

DPGamos 3 (1) x (0) 3 TNT

MESMO COM UM A MENOS DURANTE O JOGO INTEIRO, DPGAMOS VENCE NA PRORROGAÇÃO E AVANÇA


Confusão e provocação foram marcas do duelo, que teve um DPGamos – com um a menos o jogo todo após expulsão de João com menos de 5 minutos – guerreiro que venceu na prorrogação

Por Bruno Viotti

Mesmo com chuva fina, o torneio não poderia parar. Foi assim que DPGamos e TNT entraram na quadra 6 para disputar uma vaga nas quartas-de-final. O primeiro empatou com o Só Quem Sabe na rodada final e queria calar a boca de muitos críticos. Já o segundo, depois de um início muito ruim, conseguiu uma recuperação fantástica e conquistou a classificação tranquilamente.

O jogo começou truncado, com muitos jogadores concentrados no meio-campo. A primeira oportunidade foi do DPGamos com Zeca, que cobrou falta por cima. Em seguida, Carlitos arriscou de longe para Coqueiro dar um tapinha e espalmar. Por fim, Joka também tentou, mas mandou à direita, sem muito perigo.

Já o TNT quase marcou com Dudu e Cabelo. O primeiro fez boa jogada pela direita, mas chutou cruzado para fora. Já o segundo aproveitou cobrança de escanteio na segunda trave e cabeceou sem pontaria.

A história do jogo mudou aos 5 minutos. João, do DPGamos, discutiu com o árbitro e acabou tomando cartão amarelo. Descontente, insistiu e tomou o azul para aí chutar o balde e levar a tríplice coroa. Sem seu grande jogador, o DP ainda jogaria com um a menos o resto do jogo.

Dessa forma, o TNT começou a ter as melhores chances para abrir o placar, principalmente com Cabelo e Nardone. O camisa 14 recebeu na esquerda e bateu cruzado para fora. Já Nardone tentou dos dois lados do campo, mas errou o alvo nas duas oportunidades.

Mesmo com um a menos, o DPGamos não se deu por vencido e conseguia criar suas jogadas, principalmente explorando a velocidade de Richard. O camisa 16 recebeu bom passe na frente livre e mandou por cima. Depois, em nova oportunidade, dominou no meio e tabelou com Cleber para ficar livre na frente, escolher o campo e abrir o placar.

O TNT sentiu o golpe, mas tentou aproveitar a vantagem numérica ao explorar o lado esquerdo, que virou uma avenida após a expulsão de João. Dessa forma, Sugos foi um dos que tentou, mas não contava com boa defesa de Valentim. Depois, Nardone recebeu na direita e rolou no meio para encontrar Chicão, que encheu o pé para outra grande defesa do arqueiro do DP.

No final da primeira etapa, Cleber protagonizou a última chance do DPGamos ao dominar livre no meio e avançar, mas não contava com a boa saída de Coqueiro, que travou o lance. Do outro lado, Nardone chutou forte no meio do gol para defesa firme de Valentim.

No segundo tempo, o TNT começou querendo o empate. Após chute de Carlitos na saída de bola, o TNT armou contra-ataque e, após dividida com o goleiro, a bola sobrou para Nardone chutar e obrigar Valentim a trabalhar novamente. Cem também arriscou, de longe, e mandou para fora.

Já o DPGamos tentava aproveitar os contra-ataques. Levou perigo em uma grande jogada feita por Richard, que tocou para Paulo Gama sair da marcação e chutar forte, mas Coqueiro defendeu com a perna. No entanto, foi aos 8 minutos que o placar finalmente foi alterado. Carlitos tirou o time do sufoco ao dominar a bola no meio e chutar forte no ângulo esquerdo, marcando o segundo do DPGamos.

O gol fez com que o TNT acordasse. Aos 12 minutos, Chicão recebeu na esquerda, tocou para o meio e encontrou Nardone, que completou e marcou o primeiro. Após discussão, o árbitro validou o gol. Já aos 15 minutos, o mesmo Nardone desarmou o zagueiro no campo defensivo e bateu no contrapé do goleiro para empatar a peleja.

Com o gol, a confusão ditou o tom do jogo. Era briga de jogador com jogador, jogador com torcedor, torcedor com jogador e até mulher com mulher fora do campo! Uma cena ridícula de dois times que faziam grande jogo, mas deixaram provocações dominarem o ambiente e estragar o espetáculo.

Deixando a parte ruim de lado – no fim teria mais – voltemos ao jogo. Nardone estava endiabrado e, após receber bom passe na direita, cortou para o meio e chutou forte no canto direito de Valentim para virar o jogo.

Com um a menos e com toda a confusão que ocorria dentro e fora de campo, parecia que o campeonato terminaria ali para o DPGamos. Ledo engano. Em lançamento longo realizado por Fernando do campo defensivo, a bola chegou na área do TNT. Cem se atrapalhou ao dividir com Coqueiro e mandou a bola contra o próprio patrimônio! Era o empate!

Como já era final de jogo, o placar ficou assim mesmo e os dois times foram para a prorrogação. A perspectiva era de mais brigas e confusões, mas, logo com um minuto da prorrogação, em uma cobrança de lateral, Richard ajeitou na direita para Zeca completar para o fundo da rede e marcar o gol de ouro que deu a classificação.

No entanto, ao invés de festa, tivemos mais algumas demonstrações de selvageria entre jogadores e torcedores. Infelizmente um jogo tão disputado ficou marcado por esse tipo de situação. Ameaças, empurrões, provocações de vencedores, invasão de quadra.

Enfim, em se tratando de futebol, o DPGamos conquista uma classificação heroica e chega com grande moral para enfrentar um dos favoritos ao título, o Bonde dos Abelhas. O detalhe é que não joga com seu artilheiro, João.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

NGM 5 x 4 Só Quem Sabe

COM SHOW DE CAIO RIBEIRO, NGM VENCE COM GOL DE OURO


Apesar do empate heroico no final do segundo tempo, SQS levou o gol de ouro e está eliminado

Por Luiz V. Andreassa

Apesar de muitos quererem transformar o futebol numa ciência exata, valorizando o papel da tática, da organização e da marcação, o fator individual ainda é capaz de destruir os mais bem armados sistemas defensivos. E em um jogo equilibrado como o NGM x SQS, este fator tem ainda mais importância. Melhor para o time laranja, que conta com um ex-profissional em seu elenco para resolver a parada. Foi com 3 gols e 2 assistências que Caio Ribeiro simplesmente acabou com o jogo e deu a classificação à sua equipe.

Sem medo do astro rival, o Só Quem Sabe começou dominando as ações e abriu o placar logo na sua primeira chance, aos 3 minutos. Jacobi recebeu na cara do gol e tocou com categoria na saída do goleiro para balançar as redes. O erro do time branco foi recuar demais após o gol e ir aos poucos dando espaço para o adversário crescer. Foi assim que Totó passou perto de empatar com um chute do meio da rua defendido por Arthur no ângulo esquerdo. Memé também obrigou o goleiro a trabalhar ao completar uma tabela com um chute do bico da área.

Quando o NGM pressionava e parecia perto do empate, Alemão tentou a jogada dentro da área e a bola sobrou na esquerda para Serjão chutar em cima do arqueiro Rafa, que aceitou. O novo revés não abalou o ânimo da equipe laranja, que seguiu pressionando. A recompensa veio em cobrança de escanteio de Caio Ribeiro pela esquerda completada com um belo chute de primeira de Memé, mandando a bola entre o goleiro e a trave. Um minuto depois, Caio cruzou dentro da área e Pimenta apareceu junto à trave esquerda para apenas empurrar a pelota para dentro, concretizando o empate relâmpago.

Antes do fim do primeiro tempo o SQS quase passou de novo à frente em cobrança de falta que desviou na barreira e obrigou Rafa a fazer grande defesa com o pé.

Na segunda etapa o ritmo deu uma boa diminuída, assim como a qualidade do futebol. De destaque na primeira metade apenas um chute de Gerson, do NGM, que Arthur espalmou, e duas boas chances do SQS, uma com Jacobi – o qual roubou a bola, avançou e finalizou em cima do goleiro – e com um chute travado de Serjão que quase enganou Farillo – o qual havia entrado no lugar de Rafa no intervalo. Por isso, é melhor pular para os 18 minutos, quando o embate voltou a esquentar, compensando a monotonia anterior.

Para começar, Caio sofreu falta dura ao tentar driblar um marcador na entrada da área. Na cobrança, Pimenta rolou para o camisa 2 bater forte, no canto esquerdo, para virar o jogo. Como se isso não bastasse, o comentarista queria fazer ainda mais bonito. E conseguiu: Caio dividiu com a zaga pela esquerda, continuou com a bola, deu um lindo corte na marcação com a perna direita e finalizou com a outra, no cantinho, sem chances de defesa.

Pelo tempo avançado e a vantagem de dois gols a partida parecia resolvida para o NGM, que ainda perdeu boas chances de ampliar, como no lance em que Nariga recebeu na área, passou pelo goleiro mas ficou sem ângulo e concluiu para fora. Não parecia, mas as oportunidades perdidas logo fariam falta. A esperança do SQS ressurgiu das cinzas quando Alemão cobrou escanteio pelo lado esquerdo, fazendo a bola viajar por toda a área sem ninguém tirar – coisa que já havia acontecido outras vezes – e encontrou Jacobi, o qual cabeceou direto para as redes.

Depois do revés, o NGM pediu tempo para tentar acalmar os ânimos, porém a tentativa não surtiu efeito. A pressão branca era imensa e foi dar resultado aos 28 minutos: Alemão novamente cobrou escanteio, a defesa afastou, Jacobi pegou o rebote com um lindo voleio sem pulo que acertou a trave, e a bola sobrou para Serjão apenas empurrá-la para as redes.

Com o empate heróico, o jogo foi para a prorrogação. Os dois times corriam e brigavam muito, mas pareciam ter um certo receio de arriscar. Uma das chances de gol veio justamente em um chute de longa distância de Zeca, do SQS, que Farillo espalmou. Quando a partida se encaminhava para os penais, eis que aparece novamente a qualidade de um jogador acima da média. Caio Ribeiro, o dono do jogo, corou sua grande atuação avançando pelo flanco direito e batendo cruzado para vencer Arthur e concretizar a classificação laranja.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

XTJ 5 x 2 Basicus

XTJ VENCE RETRANCA DO BASICUS E ESTÁ NA PRÓXIMA FASE


Felipe Ferreira comanda goleada da equipe azul e branca no segundo tempo

Por Luiz V. Andreassa

XTJ e Basicus entraram em quadra com duas propostas diferentes para tentar passar às quartas: enquanto o primeiro buscava mais o ataque e pressionava a saída de bola, o segundo optou – muito também pelas circunstâncias da partida – por priorizar a defesa e responder com contra-ataques perigosos. A tática da equipe rosa e preta até deu certo por metade do tempo, porém na segunda etapa o rival foi premiado por sua insistência.

Esse recuo do Basicus talvez tenha sido até natural por ter aberto o placar logo aos 4 minutos, quando Kinho dominou na intermediária e bateu no cantinho para vencer o goleiro Kraudio. Isso fez com que o adversário precisasse tomar a iniciativa e fosse para cima, chegando perto de descontar com uma bomba de Caio da entrada da área que explodiu no travessão. Pouco depois, foi a vez de Vini receber passe de Kaká pelo lado esquerdo e concluir a gol, exigindo intervenção de Roland. O gol de empate saiu naturalmente, apesar de ter vindo numa jogada estranha: a defesa rosa deu ampla liberdade para Ricardinho escorar de cabeça pelo lado direito e para Kaká chegar de trás chutando a bola de sola. A redonda acabou então sobrando para o próprio Ricardinho, ao lado da trave, apenas completar para dentro.

O panorama era favorável para o XTJ, que tocava a bola com qualidade e colocava o rival na roda. Contudo, se o Basicus pouco conseguia reagir, quando o fez foi mortal. Aproveitando o espaço deixado pela defesa, Puff deu belo passe para Kinho na cara do gol, ficando fácil para desempatar com um chute cruzado. Com o novo revés, a esquadra azul e branca passou a atacar com ainda mais ímpeto e as chances de gol eram cada vez mais perigosas. Primeiro, Caio arriscou de longe, o goleiro deu rebote e Kaká perdeu a grande oportunidade chutando por cima. Na sequência, foi o contrário: Kaká bateu falta da esquerda, Roland espalmou e Caio apareceu para completar no rebote, mas foi parado pelo valente arqueiro.

Sentindo a necessidade de esfriar o jogo no fim da primeira etapa, o Basicus passou a tocar a bola com mais calma, mas ainda viu Vini carimbar a trave com um arremate forte de peito de pé. Depois do intervalo, o jogo recomeçou de forma mais equilibrada, com o time do técnico Barath conseguindo reagir. Todavia, foi justo neste contexto que finalmente a igualdade foi restabelecida no marcador. O camisa 10 Kaká aproveitou uma bola sobrada em confusão na área e não perdoou, mandando para o fundo das redes.

O Basicus sentiu o gol, enquanto a confiança do XTJ aumentou. E não demorou muito para o time transformar o empate em virada: Felipe dominou na cara do gol e bateu no meio da meta para vencer Roland e fazer 3 x 2. O tento marcado não foi o bastante para Felipe, que continuou insistindo e levando perigo ao adversário, como no lance em que recebeu nas costas da marcação, girou e finalizou para fora, perdendo boa chance. Depois, ele fez boa jogada pelo flanco direito, saiu da marcação e chutou em cima de Roland. Se faltou capricho nas finalizações, a insistência merecia um prêmio, e ele veio aos 16 minutos quando a zaga do Basicus afastou uma bola levantada na área em escanteio e ela sobrou para Felipe bater cruzado, no cantinho, ampliando a vantagem. 4 x 2.

Com dois gols atrás no marcador, a esquadra rosa e preta precisava reagir urgentemente, mas agora era a vez do XTJ mostrar que também sabia se defender e impedir a pressão. A boa chance de descontar veio quando Fefê driblou Ricardinho pelo lado esquerdo a mandou a bola bem perto da trave. Com o passar do tempo, os espaços na defesa do Basicus foram aumentando e Magu aproveitou para dar o golpe de misericórdia com muito estilo. O camisa 15 driblou dois marcadores pelo meio, passou por Roland e concluiu para o gol aberto. Com a goleada concretizada no último minuto, o XTJ pôde comemorar a merecida classificação e terá pela frente o surpreendente Bacaninha pelas quartas de final.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Bacaninha 4 x 3 Império Celeste

IMPÉRIO CAI DIANTE DE BACANINHA


Lê Leme comanda a vitória inesperada do oitavo colocado do Grupo B sobre o líder do Grupo A e já na Prata equipe celestial

Por Luiz V. Andreassa

Aquela velha história de que o favoritismo não entra em campo – ou em quadra – mostrou-se mais uma vez verdadeira. Desta vez, o Bacaninha aprontou para cima do Império Celeste, o qual foi primeiro colocado no Grupo A.

Apesar da diferença das campanhas na primeira fase da competição, a partida foi marcada pelo equilíbrio e pelas poucas chances de gol e poucas emoções – exceção feita aos emocionantes últimos minutos. Mesmo assim, no começo o Império conseguiu fazer valer o seu favoritismo chegando com mais qualidade ao ataque, principalmente com Zukauskas, o qual obrigou o goleiro adversário a defender com o pé logo no primeiro minuto e depois mandou a bola perto do travessão ao receber dentro da área. A resposta veio com o chute cruzado de Pedro Velardo que Gamarra espalmou.

A partir dos 10 minutos, o clima deu uma esfriada e as oportunidades de gol praticamente sumiram. O ritmo só foi interrompido aos 17, quando Rômulo levantou a bola na área e Guedes apareceu na cara do gol para completar. Para fazer um charme, a bola ainda bateu na trave e entrou devagar na meta. Contudo, a alegria celeste não durou muito tempo, pois o Bacaninha, ao invés de sentir o golpe, resolveu partir para cima. Assim, Lê Leme começou a mostrar seu poder de decisão arrancando pelo lado esquerdo e concluindo rasteiro na saída do guarda-metas. Pouco depois, o camisa 11 completou uma tabela com Filipe, deixando-o cara a cara com Gamarra. O camisa 17 finalizou, a bola bateu no goleiro e entrou devagarzinho, chorando, decretando a virada dourada.

Antes do fim da primeira etapa, os goleiros fizeram defesas importantes. Pelo Bacaninha, Kiko impediu o empate ao sair bem de sua meta e tomar a bola de Daniel. Do outro lado, Gamarra fez boa intervenção após cabeçada de Murilo em cobrança de escanteio. Depois do intervalo, o Império Celeste teve a chance de mudar a situação logo no primeiro minuto quando Filipe fez pênalti em Guedes. O próprio Guedes foi para a cobrança, mas acabou mandando para fora, desperdiçando a grande chance do empate.

Com o placar intacto, o time azul passou a controlar a posse de bola e a buscar o ataque, mas sem oferecer grande perigo aos adversários, tirando uma cobrança de falta de Guedes que Kiko pôs para escanteio. Foi somente por volta dos 17 minutos que a emoção voltou a reinar na partida. E ela foi tanta que até compensou os períodos de marasmo. Para começar, Rômulo cobrou lateral para a área onde Pedro subiu mais que todo mundo para cabecear e acertar o travessão, passando muito perto de deixar tudo igual. Na sequência, foi a vez de Rafinha arriscar de longe e obrigar Kiko a defender. No rebote, Zukauskas não completou de cabeça para as redes por questão de poucos centímetros.

A insistência da equipe uruguaia finalmente foi recompensada quando Guedes chutou a bola contra a zaga e ela sobrou limpinha para Zukauskas dominar na cara do gol e mandar no ângulo. Todavia, a exemplo do que aconteceu na primeira etapa, a alegria do Império durou pouco. Desta vez demorou ainda menos tempo para o Bacaninha acabar com a festa do rival: um minuto depois do revés, Lê Leme cruzou rasteiro da meia direita e Caio Cesar apareceu livre, quase debaixo das traves, para completar para dentro.

O gol surtiu grande efeito na equipe azul, pois seus jogadores se mostraram nervosos e atordoados. Com isso, os espaços na defesa foram aparecendo e a consequência foi óbvia: o gol. Ele veio em cobrança de falta de Marcio que pegou na zaga e sobrou para Murilo, dentro da área, tentar duas vezes para vencer o goleiro Gamarra e ampliar a vantagem.

A partida já chegava aos seus acréscimos e dava pinta de estar decidida. Entretanto, como os árbitros demoravam a dar o apito final, o Império Celeste tirou forças sabe-se lá de onde para reagir. Primeiro, Guedes encheu o pé em cobrança de falta e carimbou o travessão. Logo depois, Zen cobrou lateral do lado esquerdo para Rômulo subir mais que todo mundo e cabecear no cantinho. Aos 28 minutos, o milagroso empate quase veio: Zukauskas cabeceou dentro da área, a bola pegou na cabeça de um defensor e passou muito perto da trave esquerda de Kiko.

Depois de todo esse drama, a vitória ficou mesmo com o Bacaninha, provando que, realmente, o favoritismo acaba quando o jogo começa. Outra coisa mostrada é que, apesar da posição na tabela da primeira fase, existem times que podem surpreender nesse mata-mata da Bronze.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Condor’s 7 x 3 Os Mostarda

CONDOR’S BRECA REAÇÃO MOSTARDA E AVANÇA NO TORNEIO


Com atuação convincente, Condor’s despacha Os Mostarda e segue vivo na luta pelo acesso

Por Bruno Viotti

Depois de empatar a última partida da primeira fase contra o TCM e deixar a vaga direta para a Série Prata escapar, o Condor’s procurava conseguir o acesso da maneira mais longa. O primeiro passo era a boa equipe d´Os Mostarda. A equipe de Polito conseguiu uma grande sequência na reta final da fase de classificação ao vencer quatro partidas e empatar uma. Desta forma, prometia ser uma pedreira para o Condor’s.

O jogo começou com dois ataques de Neno. O primeiro foi um chute de longe que desviou e saiu. Já o segundo, também de longa distância, passou por cima. No entanto, o placar saiu do zero no primeiro ataque d’Os Mostarda. Biel fez tabela com Bruninho e ficou de frente para o gol aos 2 minutos e não perdoou.

As equipes apresentavam certa dificuldade para trocar passes no meio-campo. Mesmo assim, o Condor’s tinha as melhores chances ofensivas, enquanto o Os Mostarda parecia mais preocupado em se defender. Em duas novas oportunidades, o Condor’s quase empatou com Peli, que chutou cruzado para fora, e Kalzinho, que fez boa jogada pelo meio, mas chutou fraco para defesa de Polito.

No entanto, há de se creditar boa parte do sucesso defensivo d’Os Mostarda à excelente atuação de Gabri no primeiro tempo. O camisa 15 demonstrou muita raça na defesa e ainda tentou ampliar o placar ao chutar do meio-campo, mas a bola passou à esquerda.

Já na metade do primeiro tempo, eis que o Condor’s conseguiu vencer a defesa adversária. Neno fez grande lançamento para Diony, que dominou e tocou para Peli, mas a zaga tirou. Na sobra, Kalzinho finalizou e empatou. A pressão do Condor’s continuava. Mesmo com o empate, o Os Mostarda mantinha uma postura defensiva e tentava explorar os contra-ataques com Bruninho. Em novas tentativas do Condor’s, Peli, Guinho e Diony tentaram em vão. O primeiro cabeceou no contrapé de Polito, que caiu e segurou. O segundo chutou cruzado para fora. Por fim, o camisa 2 recebeu passe de Marin e mandou por cima.

Na parte final do primeiro tempo, o Os Mostarda tentou pressionar a saída de bola do Condor’s e criou uma última oportunidade em falta sofrida por George na entrada da área. Stefan foi para a cobrança e Ivan Carlos saiu do gol para defender. Depois, o mesmo Stefan recebeu a bola após cobrança de lateral e chutou forte para boa defesa do arqueiro.

O segundo tempo começou e o Condor’s tocava a bola para arrumar um espaço no ataque. Não demorou muito para dar resultado. Logo com um minuto, Adriano recebeu na frente e tocou para Diony fuzilar o gol de Polito e virar o jogo. Logo no minuto seguinte o Condor’s ampliou: Kalzinho mandou a bola para Diony na esquerda, que tocou no meio para Gugu completar ao fundo do gol. Apagão d’Os Mostarda?

A pressão do Condor’s continuava forte. O time parecia ter mais fôlego do que no primeiro tempo. Assim, o quarto tento saiu aos 4 minutos. Kalzinho dominou a bola na esquerda e bateu cruzado. Diony entrou de carrinho e marcou seu segundo na partida.

Depois do gol, o Os Mostarda saiu para o jogo e realizou uma sequência de três bons ataques com Raphinha, Biel e Bedicks. O primeiro chutou forte no canto esquerdo, mas Ivan Carlos fez grande defesa. O segundo aproveitou cobrança de lateral e finalizou, mas o arqueiro apareceu novamente. Por fim, o camisa 23 aproveitou sobra na cobrança de escanteio e acertou o travessão.

Já na metade do segundo tempo, o Condor’s ampliou a vantagem. Kalzinho recebeu no meio e deu bom passe para Peli na direita. O camisa 11 chutou e marcou 5 x 1.

Partindo para o final do jogo, mais um gol do time de Peli. O camisa 11 avançou pela esquerda e tocou para encontrar Neno, que completou para o fundo do gol e fez o sexto. Entretanto, logo na saída de jogo, o Os Mostarda marca seu segundo gol com Bruninho, que ganhou disputa com a zaga e diminuiu o placar. Depois, em um erro do Condor’s, a equipe mostarda chegou com três atacantes na frente e fez o terceiro. Biel chutou rasteiro no canto esquerdo, Ivan Carlos chegou a tocar na bola, mas não evitou o gol.

Com uma pulga atrás da orelha, o Condor’s não deu sopa para o azar e decretou o placar final aos 21 minutos. Em cobrança de falta, Neno bateu direto e Polito defendeu, mas deu rebote e, na sobra, Pedrão completou e colocou fim a qualquer esperança d’Os Mostarda.

Os Mostarda deixa o torneio após uma temporada conturbada e com alguns desfalques, mas com a certeza de que fez um bom papel na competição. Já o Condor’s segue em frente e agora encara o NGM, de Caio Ribeiro.

III CHUTEIRA DE BRONZE: OITAVAS DE FINAL

Mercenários 5 x 3 Roleta Russa Clássico

MERCENÁRIOS FAZ VALER O FAVORITISMO E DESPACHA ROLETA


Em um jogo tranquilo, Mercenários ficou na frente durante boa parte do tempo e contou com boa atuação de Diego para conseguir a vaga

Por Bruno Viotti

O último confronto das oitavas reservava a atuação de um dos favoritos ao título contra o esforçado Roleta – que estava empolgado após a campanha de outro membro da família, o Roleta Russa Olímpico. Desta forma, o Mercenários procurou manter o futebol de bom nível da primeira fase e jogar com seriedade desde o primeiro minuto.

Com o apito inicial, o Mercenários logo deixou seu cartão de visita com Diego, que arriscou do meio-campo e obrigou Machado a cair e espalmar. Depois, após cobrança de escanteio feita por Marquinho, Guto chutou à esquerda da meta adversária.

Apesar de certa pressão exercida pelo Mercenários na saída de bola, o Roleta não abaixou a cabeça e conseguiu criar algumas chances com Giu e Japa, as duas de cabeça. Na primeira, a pelota foi para fora. Já na segunda, o camisa 19 acertou o alvo, mas Allyson segurou. Azar de Japa, que queria compensar o lance anterior, no qual foi tentar afastar a cobrança de escanteio e cabeceou para trás, acertando o próprio travessão.

Assim, para quebrar o ritmo do Roleta, nada melhor do que um gol. Marcado por três jogadores, Gutou tentou finalizar e foi travado. Por sorte, a bola voltou para o camisa 10, que cruzou na cabeça de Marquinho para marcar o primeiro aos seis minutos.

Depois disso, a pressão do Mercenários aumentou consideravelmente. O Roleta encontrava grande dificuldade para sair jogando, principalmente pela correria proporcionada por Diego e Renato, que marcavam como se não houvesse amanhã. Assim, ao mesmo tempo, o Roleta tentou combater a tática do Mercenários ao avançar o posicionamento de Giu e Affelay, mas sem sucesso.

Poucos minutos depois, Guto recebeu na direita e mandou no travessão. Já Thiaguinho avançou pelo outro lado e conseguiu um escanteio após duas grandes defesas de Machado. Na cobrança, a zaga afastou e a bola sobrou para Diego finalizar forte no canto esquerdo e marcar o segundo do Mercenários.

O Roleta logo respondeu com Rafinha, que recebeu passe de Baru e chutou no canto esquerdo. Allyson pegou. Em seguida, o mesmo Rafinha tocou para Ranalli chutar. O arqueiro defendeu, mas, na sobra, Affelay apareceu e completou às redes.

Já na parte final da primeira etapa, o domínio do Mercenários era evidente. Apesar disso, o Roleta lutava e era nítido o esforço realizado por cada um dos atletas. Assim, mesmo com o domínio, o time de Baru conseguia neutralizar as jogadas adversárias. No entanto, aos 21 minutos, Thiaguinho recebeu passe na direita, cortou para o meio e avançou em jogada individual para colocar no canto direito de Machado e marcar o terceiro.

Ainda no último lance do primeiro tempo, o Mercenários teve nova oportunidade em escanteio. Marquinho cobrou e a bola ficou com Thiaguinho, que chutou cruzado e Diego completou na cara do gol aos 25 minutos. 4 x 0.

No segundo tempo, o cenário não foi diferente. O Mercenários continuou impondo seu ritmo de jogo e fazendo boas jogadas, principalmente com Diego, que fez ótima jogada pelo meio, passou por dois marcadores e tirou do goleiro, mas Baru cortou antes do gol.

Do lado do Roleta, o time até tentava criar, mas a defesa do Mercenários não oferecia descanso aos atacantes adversários. Mesmo assim, o time ainda levou perigo com Tuk, que recebeu passe de Affelay e mandou à direita. Já Rick dominou pelo meio e girou, mas mandou à esquerda.

Só que a vantagem do Mercenários ficou ainda maior aos 10 minutos. Diego recebeu grande passe na esquerda e rolou no meio para encontrar Rodrigo, que finalizou e fez o quinto.

Sem nada a perder, o Roleta foi para o ataque desesperadamente. Até por isso, mais chances de gol da equipe surgiram na parte final do jogo. Em cobrança de falta, Giu tocou para Bob na lateral que chutou, mas Allyson defendeu. Depois, Baru avançou pela esquerda, mas acabou chutando na lua.

Assim, com o jogo na mão, o Mercenários queria apenas administrar a vantagem, mas não contava com alguns últimos esforços do Roleta, que conseguiu marcar seu segundo gol aos 19 minutos. Após escanteio, a bola sobrou para Fifo, que chutou forte. Allyson ainda chegou a encostar na bola, mas não evitou o gol.

Por fim, aos 24, o último suspiro do Roleta na competição. Affelay dominou bom passe na direita e cruzou na cabeça de Rick, que diminuiu a vantagem. No entanto, não havia mais tempo.

Apesar da garra, o Roleta dá um “até logo” para a competição e aguarda o ano que vem para disputar nova edição do torneio. Já o Mercenários continua firme e forte em busca de uma vaga na Liga de Prata e do título. No próximo sábado, o time encara o perigoso TCM.

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