Primatas encontra dificuldades na marcação e acaba perdendo de goleada, sem deixar nem o gol de honra
Por Renato Malaguti
A torcida feminina do Primatas estava em peso para incentivar seus jogadores. O Primatas tinha tudo para se sair na partida, só não contava que o Cachorro Velho fosse ser um dos adversários mais indigestos para a equipe de Gui Fenômeno voltar à Ouro. Aos três minutos a coisa já dizia que não seria uma tarde vermelha, pois Chuck fez o primeiro gol do Cachorro. Na verdade, seu chute ia para fora mas o desvio na zaga adversária fez o serviço e matou Vitinho.
Perdendo, natural que fossem para cima. Ribeiro roubou a bola de Tonhão, zagueiro do CV, e ficou cara a cara com o goleirão Botana. Ele driblou o camisa 1, mas, na hora de finalizar, Tonhão conseguiu voltar no lance e evitar o gol de empate, redimindo-se pela bola perdida na parte defensiva. Em seguida, Guerrero chutou de longe bola rasteira que entraria no canto direito, mas, sem querer, Ribeiro (seu companheiro de equipe), por puro reflexo, tocou na redonda e desviou, salvando o gol de empate. Incrível.
O goleiro Botana demorava para buscar a pelota, fato que estressava seus adversários e a torcida rival, mas que não deixava de ser uma atitude experiente, pois valorizava o tempo, já que estavam ganhando. Faltando menos de dois minutos para o fim da primeira etapa, Tché quase marcou mais um para o Cachorro Velho em contra-ataque veloz. O tiro saiu tinta da trave esquerda.
Os jogadores de azul reclamavam com o árbitro alegando que o tempo regulamentar já tinha acabado. Parecia que eles queriam ir logo para o intervalo, organizar melhor o elenco.
A segunda etapa foi completamente diferente em termos ofensivos. Aos seis minutos, no primeiro lance de perigo, Brunão ampliou o placar, cabeceando por debaixo da perna de Vitinho. Sem dar tempo para seu rival respirar, o Cachorro Velho marcou mais um e matou o jogo. Tché chutou forte próximo à entrada da área, no canto esquerdo, sem chances para o goleiro. O gol gerou certo desentendimento nos primatas. Vitinho, o capitão, reclamava muito, dizendo que a zaga estava marcando mal.
O Primatas pediu tempo para tentar pensar o que fazer. Na volta do pequeno intervalo, o CV valorizava a posse de bola e chutava a redonda para o lado em todos os laterais com o intuito de ganhar tempo, fato que foi criticado pelos jogadores adversários. De nada adiantou, pois foi a cachorrada que marcou mais um, com Tché, após passe açucarado de Thiaguinho. Bem que Vitinho tinha avisado que Thiaguinho estava sozinho, mas ninguém foi marcá-lo. 4 x 0.
Mesmo perdendo o Primatas lutava. Levou perigo com Rafinha em jogada a la pivô de futsal: dominou a bola de costas, protegeu com o corpo e chutou forte. Botana fez ótima defesa, mandando para escanteio. Porém, graças a uma boa jogada envolvendo Tché e Thiaguinho novamente (destaques da partida), o quinto gol saiu. Tché retribuiu a assistência e deu de presente para Thiaguinho, cabecear sozinho, sem goleiro, e fechar em 5 x 0.
No último lance perigoso do jogo, a bola acertou o travessão em chute de Ribeiro, arrancando um lamento do goleiro Vitinho: “Hoje não dá”. E não deu mesmo. Sem se encontrar em campo e com uma zaga mal estruturada, a equipe do Primatas não conseguiu deter o Cachorro Velho, que fez um segundo tempo infinitamente melhor do que o primeiro.
O Cachorro Velho encara o SPQSF numa das quartas de final. O Primatas tenta a sorte ano que vem, na Prata.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Red Devils 3 (1) x (0) 3 Jeremias
NEGUINHO COMANDA REAÇÃO ESPETACULAR E CLASSIFICA DEVILS
Diabos Vermelhos perdiam por 3 a 0, mas o craque apareceu, fez 3 gols e levou sua equipe às quartas de final; Jeremias amarga ano de viradas contrárias
Por Douglas Almasi Santos
O filme mais uma vez se repetiu, e o Jeremias está fora da disputa pela vaga à Série Ouro. Na 3ª Edição da Prata, a equipe abrira 6 a 2 ante o SPQSF nas quartas de final, mas levou a virada. Dessa vez, conseguiu fazer 3 x 0 contra o Red Devils na etapa primeira, mas no segundo tempo apareceu o craque que infernizou o sistema defensivo do Jeremias: Neguinho liderou a reação sensacional do Devils, que avançou à próxima fase.
Os ‘diabos’ começaram a partida ressentindo-se da ausência de seu treinador – Nelsinho -, e sem a presença de Neguinho, que ainda não havia chegado. O Jeremias se aproveitou e impôs forte pressão na saída de bola do time vermelho, mostrando disposição acima da média. No primeiro bom lance do jogo, Toretta recebeu o passe e ajeitou para Tingão na corrida, que fintou o marcador e, na saída do goleiro, tocou para o gol, mas a bola saiu por pouco. Novamente Tingão, da entrada da área, soltando o pé por cima do gol.
A resposta vermelha chegou após cobrança de lateral, quando Paulinho ajeitou a Darx, que bateu cruzado para fora. O Jeremias abriu o marcador logo em seguida: bola na direita a Lobette acertar um tirombaço no canto esquerdo e mexer no placar.
O Devils encontrava-se perdido em quadra. O time tentou empatar com Paulinho R., que chutou forte para boa defesa de Jean. Mas o Jeremias era mais time em quadra, e chegou de novo, quando Tingão recebeu na área e marcou o seu tento. E estava fácil ao time dos irmãos Bin: a zaga do Devils cochilou e Toretta anotou no placar 3 x 0.
Neste ínterim de gols, Criança deixava a meta do Devils para ser o técnico do time, e chegava ao PlayBall aquele que poderia salvar a temporada vermelha: Neguinho. O camisa 10 entrou e já cobrou uma falta que passou perto da meta de Jean. No fim da primeira etapa, o Devils quase descontou: Jean saiu jogando de forma errada, Alemão se aproveitou e encheu o pé, mas Jean se recuperou, realizando ponte sensacional para salvar o Jeremias. E assim a partida foi ao intervalo. Durante a conversa para acertar o time, Criança deu bronca no elenco vermelho e não deixou o desânimo tomar conta. Funcionou.
A etapa final mal recomeçou e Neguinho recebeu na esquerda para chutar colocado no canto esquerdo de Jean, diminuindo o placar. A postura do Red Devils já era notadamente diferente: da apatia à gana. Já o Jeremias se encolheu na defesa e passou a levar sufoco do adversário. Em cobrança de escanteio, Alemão subiu junto com o goleiro Jean, mas cabeceou por cima do gol. O Jeremias tentou reagir após lançamento a Gui Ferreira, que chutou forte para boa defesa de João. Paulinho testou firme, depois de cobrança de lateral, mas Jean estava atento e colocou a escanteio.
A pressão do Devils era forte, e a equipe diminuiu novamente: Neguinho recebeu na entrada da área e, na jogada de pivô, ajeitou atrás para a bomba de Alemão, sem chances de defesa. A disposição demonstrada pelos vermelhos era impressionante. Não havia bola perdida e cada lance era disputado com muita firmeza. Criança gritava, gesticulava, e orientava os jogadores dentro de quadra. Darx fez boa jogada e preparou a Paulinho, que soltou o pé para boa intervenção de Jean.
O tempo passava, e a angústia do Devils aumentava. A equipe tentava, mas o Jeremias era valente e resistia o quanto era possível. Quase chegou com Gui Ferreira, que chutou cruzado, mas a bola saiu com muito perigo. Já no final da partida, o inacreditável ocorreu: lateral cobrado pelo Devils à área, na segunda trave apareceu, livre de marcação, o craque Neguinho, que completou de cabeça e garantiu o empate que levava o jogo à prorrogação. O Jeremias pagou o preço por ter recuado demais na etapa final.
Era a primeira prorrogação de todo o Chuteira de Ouro no segundo semestre. E a regra é clara: vale o gol de ouro. Os times estavam extenuados, porém, demonstravam raça. O Devils era mais ativo em suas investidas e levava os atletas do Jeremias a cometerem faltas. Em uma delas construiu-se o triunfo vermelho. O Jeremias cometeu a 8ª falta coletiva. No tiro de 9 metros, a redenção do Devils: Neguinho pegou a bola, ajeitou com carinho na marca apontada pelos árbitros e cobrou com estilo, decretando a virada espetacular e a classificação do time às quartas de final.
Muita comemoração e festa ao Red Devils, que continua sonhando com uma das duas vagas remanescentes à Série Ouro. A luta da equipe recomeça nas quartas de final, quando irá encarar o SuaMãe. Promessa de jogo bom, e com o Devils mostrando conjunto em busca do sucesso.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Bufalos 2 x 0 Voando Baixo
BUFALOS SEGURA VOANDO BAIXO E AVANÇA ÀS QUARTAS
Quem esperava uma goleada do Bufalos foi surpreendido; Voando Baixo fez boa partida, mas encontrou muita dificuldade em passar pela defesa bem estruturada de seu rival
Por Renato Malaguti
Antes do início do jogo, a equipe do Voando baixo aquecia um dos destaques do seu time, o goleiro Henrique, que faria ótima partida. O elenco do Bufalos não aqueceu com bola, mas fez uma roda para conversar. A conversa virou pressão logo que o árbitro apitou o início do jogo. Aos dois minutos, Dinho chutou forte pouco acima do gol; três minutos depois, novamente ele levou perigo em jogada individual em que pedalou puxando para a perna esquerda e chutando cruzado. A bola tirou tinta da trave do goleirão Henrique.
O Voando Baixo encontrava muitas dificuldades em passar pela experiente defesa rival. Dois lances poderiam resultar em gol pela equipe do Bufalos foram parados pelo goleiro adversário. No primeiro, Mendes ficou cara a cara e chutou rasteiro, tentando acertar o canto direito, mas o goleiro defendeu com a perna sem dar rebote. No segundo, em uma excelente cobrança de falta no ângulo esquerdo, novamente com Mendes, Henrique voou e mandou para escanteio.
Somente ao dez minutos, em uma tentativa do meio de campo, Caballero conseguiu realizar um lance de perigo para o Voando Baixo. Com um chute forte ele acertou a bola no travessão, próximo ao ângulo direito. Ela ainda pingou na linha antes de sair. Dois minutos depois, o bom zagueiro e capitão da equipe de azul, Marcos, tentou de longe e pegou bem na bola, acertando uma bomba que levou muito perigo, mas novamente Henrique fez ótima defesa, jogando a bola que buscava o canto esquerdo para escanteio. Sem sombras de dúvida, hoje era o seu dia. Tanto torcedores como jogadores rivais elogiaram o jovem goleiro dentro e fora de quadra.
Aos dezesseis minutos, Assolan perdeu uma chance incrível cara a cara com o goleiro Roger, chutando para fora após rebote. Era a chance do VB na partida. E se este não fez, o Bufalos resolveu sair na frente. Dinho, sempre ele, chutou forte e rasteiro no canto direito. Henrique ainda tocou na bola, mas não conseguiu evitar.
Faltando menos de cinco minutos para o término da primeira parte, mais uma vez Dinho fez jogada individual pedalando e puxando para a esquerda, mas dessa vez ele bateu de letra, de forma mais abusada, mostrando que é muito habilidoso, apesar do tamanho e da força.
Na volta do intervalo, logo na primeira jogada perigosa, Caballero chutou de longe à meia altura. Roger fez ótima defesa. Ainda tentando, o mesmo camisa 7 de laranja, em uma jogada de escanteio, cabeceou e acertou o travessão. Geba chutou bem de longe, aproveitando a visão prejudicada de Roger, mas mesmo assim ele fez a defesa, em dois tempos.
Mais uma vez a frase do “quem não faz toma” se aplicou dentro de campo. Após pressionar, a equipe do Voando Baixo tomou o segundo gol. Aos 15 minutos, Kaike, cara a cara com Henrique, tirou do goleiro e chutou fraco no canto direito. 2 x 0. O VB sentiu o golpe e o jogo perdeu em chances ofensivas. Somente aos 21 minutos Mendes levou perigo mais uma vez pela equipe do Bufalos, mas chutou por cima do gol.
Roger, goleiro da equipe em vantagem, vibrava muito em cada bola ganha. E assim o jogo acabou, com o time derrotado reclamando muito com a arbitragem (que novidade) e com o Bufalos comemorando muito. Novamente, usando o time inteiro, desde a zaga até o ataque, o Bufalos saiu com a vitória e mostrou que é um forte candidato ao título, mesmo já estando na Ouro.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Arouca Jrs 3 x 1 Machupichu
AROUCA DERROTA MACHUPICHU E GANHA MORAL
Arouca Jrs. defende-se bem no segundo tempo e segura MachuPichu; vitória leva time às quartas, quando encara o favorito Bufalos
Por Renato Malaguti
Depois do aquecimento e do habitual grito de guerra, o jogo começou com o MachuPichu indo para cima com Renato Seckler. O camisa 10 chutou forte no meio, mas foi parado pelo goleirão Gui, que espalmou para escanteio. O time do Arouca, como de costume, não estava recuado e não deixou barato – foi para cima dos peruanos – e logo para resolver. Aos 4 minutos, após cobrança de lateral, Washington fez de cabeça.
Após tomar o gol, Thiago Branco tentou, mas foi parado por Gui e pela zaga rival. Aos 10 minutos, Renato quase marcou após bate e rebate dentro da área do Arouca Jrs., mas acabou chutando para fora. O MachuPichu pressionava e de tanto tentar conseguiu o que queria. O empate saiu em contra-ataque em que Ricci tirou do goleiro e tocou para Thiago Branco só empurrar para dentro do gol.
O empate esfriou os ânimos e a bola permanecia mais no meio de campo. Ambos os times não criavam chances de gol e valorizavam a posse de bola. No último lance do primeiro tempo, em boa cobrança de falta, Gothardo fez bonito gol, aproveitando a visão tampada do goleiro Pipo, que nem pulou. 2 x 1 e o Arouca ia para o intervalo com vantagem.
Na segunda etapa o Arouca Jrs. quis logo acabar com qualquer chance do MachuPichu renascer, tanto que fez de tudo para ampliar o placar. Nelsinho chutou rasteiro próximo ao meio de campo levando certo perigo. Em seguida, ele mesmo cobrou falta de longe, exigindo boa defesa do goleiro, que espalmou para fora. Em um lance de escanteio, Felipe cruzou para Chips, que cabeceou no travessão.
De tanto pressionar, o Arouca conseguiu ampliar, mas o gol foi contra. Após defesa do goleiro do MachuPichu, a bola acertou o joelho de Russo e acabou entrando, aos dez minutos. Porém, o gol foi anotado a Masch, zagueiro do Arouca.
Perdendo por dois gols, o MachuPichu não tinha outra saída se não atacar. Pediu tempo técnico, conversou e voltou para a blitz final. Enquanto o Machu tentava, o Arouca defendia e usava a forte marcação para evitar que os peruanos ameaçassem Gui. Aos 20 minutos, o MachuPichu viu um pênalti não marcado pela juíza em empurrão claro dentro da área, mas fora de lance. Mesmo assim, nos últimos minutos o time pressionou e quase chegou lá com Vidal e Thiago Branco. O camisa 14 ainda teve chance clara ao bater para fora um tiro de 9 metros após o Arouca exceder o total de faltas permitido.
O jogo chegou ao fim com o Arouca Jrs. saindo vitorioso, mas sofrendo pressão no finalzinho. A equipe de preto foi embora mais cedo para a casa e saiu desapontada pelas quantidades de lances perdidos. Já o Arouca segue vivo no campeonato e promete jogos difíceis aos seus adversários nas próximas partidas. O Bufalos é o próximo a ser batido.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Camelo 1 (2) x (3) 1 SuaMãe
NOS PÊNALTIS, SUAMÃE LEVA CLASSIFICAÇÃO
Camelo lutou e atacou muito, mas o dia teve outros heróis: o goleiro Pepe e o travessão
Por Vinicius Bento
Era o confronto do sério e do simpático. O SuaMãe era o simpático. A começar pelo nome. O time de laranja não é de arrumar confusão, conhecidos de todos e com um bom futebol. Já o Camelo é o sério. Um time muito focado no resultado, que não deixa o pé mole em divididas e ainda tem, como diz R. Barath, o ranzinza do Chuteira, Henrique.
O Camelo começou melhor na partida. O goleiro da SuaMãe (frase estranha, né?) já havia feito duas belas defesas em menos de 10 minutos de jogo. O goleiro do Camelo, Johnny, também começou a ser exigido. Primeiro Raoni arriscou de longe no meio do gol. Logo depois foi a vez de Dede, mas desta vez o arqueiro se esticou todo. Obviamente tinha cara de uma partida lá e cá.
Carlitos, do DPGamos, que via de fora, fez um comentário pertinente: “Os caras parecem que estão jogando na altitude”, comentava, considerando a quantidade de chutes a gol. No primeiro tempo, Pepe estava sendo uma muralha. Nando saiu cara a cara com Pepe, que não afrouxou e meteu o pé nela (arriscando perder o seu) e evitou o gol do time de vermelho.
Febem quase fez um golaço. Depois de um chapéu espetacular, o atacante finalizou bem mas Johnny estava lá para garantir. Se os jogadores do Camelo acompanhassem as matérias pelo site, saberiam que Febem fez mesma coisa semana passada, diante do Ras. Porem, o até então impecável Febem vacilou. Depois de receber belo passe de Wesley, ele se posicionou para um belo chute de chapa. Infelizmente, o craque levantou o pé demais e acabou chutando de sola! A bola nem atingiu o gol adversário. Feio, feio...
No meio da partida, um lance curioso. Henrique foi devolver a bola para o lateral e quase acertou a juíza! Arrancou risadas de Renan, volante do DPgamos, que via a partida. Um minutinho depois, o Camelo ficou com um a menos. Depois de falta forte de Kazu, a juíza não perdoou e colocou para fora. foi a deixa para o SuaMãe. Depois de dominar de costas e virar para cima do zagueiro, Willy chutou e fez o primeiro gol da partida. 1 x 0. E o baixinho estava abusado, pois minutos depois ele deu um chapéu e rolou para um companheiro. Na hora de tirar a bola, Daniel Bocchini, do Camelo, enfiou o pé na cabeça do adversário. Imprudência absurda. Mesmo assim, ele só tomou cartão amarelo.
Enquanto os jogadores de SNG e Estudiantes de La Vila mostravam um completo desrespeito ao Chuteira de Ouro na quadra ao lado, a partida entre SuaMãe e Camelo teve de ser interrompida. Com medo de alguma agressão grave ao árbitro, todos pararam para ver o que acontecia. Depois disso o time do SuaMãe mostrava emoção. A cada tirada de bola era um grito. Infelizmente, a partida foi esfriando. Por um bom período do jogo, os dois times mantiveram-se tímidos. Foi então que Febem tentou quebrar a sina. Depois de ganhar na sorte do zagueiro, ele ficou cara a cara com o goleiro, mas infelizmente jogou à direita do gol.
Como quem não faz toma, foi a vez do Camelo partir para o ataque. Kazu caprichou no arremate e, com muita forca, colocou a bola nas redes do até agora impecável goleiro Pepe. 1 x 1 e muita emoção na partida.
No finalzinho da partida, por volta dos vinte minutos, Kazu teve um gol anulado. Muita polêmica na quadra 6. “Tem de ter muito peito para anular um gol desses agora”, comentava a mesa do jogo. Não demorou muito e o jogo foi para a prorrogação. Nela, a tática da SuaMãe não mudou. O time continuava com os gritos. Depois de tomar a bola do adversário, Dede soltou o grito contra o jogador do outro time. Dessa vez a juíza não gostou e mandou parar.
O time de laranja teve melhores chances na prorrogação. Johnny estava fazendo o que podia. Primeiro ele quase foi surpreendido em chute de Zoiudo. Minutos depois ele fez um milagre: de mão trocada defendeu um canudo que saiu dos pés de Febem de dentro da área. Quando os dois times mostravam-se exaustos, o juiz botou a partida rumo às penalidades. Foi então que o travessão brilhou. Dede fez para o SuaMãe e coube à revelação do Camelo na temporada, Jaca, mandar no travessão. Raoni caprichou e converteu, assim como Fê Araújo, ao melhor estilo Loco Abreu (que coragem!) para o Camelo. Para finalizar e ratificar a classificação, Zoiudo fez e garantiu o SuaMãe nas quartas de final, deixando ao Camelo o gostinho de podia ter sido melhor...
O SuaMãe tem pela frente o indigesto Red Devils, de quem já ganhou na rodada de classificação. Ao Camelo de Henrique, que saiu ciente que o time fez o que pode diante das circunstâncias (contusão de Noal, Jaca e Iago jogando no sacrifício), as férias chegaram e futebol agora só no ano que vem.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
R.R.Olímpico 9 x 1 É Verdadeee
ROLETINHA APROVEITA DESFALQUES E ANIQUILA É VERDADEEE
Time não tomou conhecimento do EV e colocou a artilharia à prova. Resultado: até Baru deixou o seu!
Por Renato Malaguti
Desde o início, a equipe do R.R.Olímpico dominou o jogo. Com um bom toque de bola e um rodízio na parte defensiva bem realizado, o EV teria problemas mesmo com time completo. O que dizer de um time remendado, em que goleiro reserva jogava na linha? E goleada estava anunciada. Dito e feito.
O primeiro gol saiu aos quatro minutos, com Folha soltando uma bomba de longe que acertou o ângulo direito de Reyna. Depois desse gol, o jogo ficou um pouco equilibrado, com oportunidades para os dois times. Pina, capitão do Roletinha, subiu uma vez para o ataque levando perigo, mas nada do Roletinha marcar. Coube a Gogof fazer o 2 x 0 após tabelar com Brian dentro da área.
Aos 20 minutos o jogo teve uma pequena pausa, pois Gavião se machucou. Na volta, Brian enfim deixou o seu e ampliou ao tirar do goleiro e chutar colocado na esquerda. Ganhando por três gols de vantagem, R.R. Olímpico tinha tudo para segurar a partida na segunda etapa, pois com uma retranca dificilmente a equipe rival empataria. Porém, não foi muito bem essa tática utilizada pelos seus jogadores.
O segundo tempo foi ainda mais ofensivo do que o primeiro. Logo aos três minutos, Kuminha acertou de primeira a pelota após cobrança de lateral. Uma bomba próxima ao ângulo esquerdo em que o goleiro nem se mexeu. Dois minutos depois, em uma falha de Edu, goleiro do Roletinha, Diego Garcia diminuiu o placar, em um chute fraco e rasteiro. 4 x 1.
Aos 13 minutos, dois gols relâmpagos aconteceram. Nas duas vezes, o autor foi Catatau. Na primeira, após cobrança de lateral, ele só precisou empurrar de cabeça pra dentro do gol. Na segunda, dentro da área, ele tirou do goleiro chutando colocado. O pedido de tempo do EV não pareceu ter surtido efeito. O time não conseguia criar oportunidades de gol e encontrava dificuldades em marcar o jovem ataque rival. Aos 22 minutos, Kuminha fez seu segundo gol após passe de Folha. Logo em seguida, novamente Brian lançou na cabeça de um companheiro, mas dessa fez foi na de Baru, que testou para baixo, dificultando a defesa para o goleiro. A equipe comemorou esse gol como se fosse o primeiro, como se fosse um golden goal.
Não contente com o placar de 8 x 1, Brian fechou a goleada chutando de longe e fazendo bonito. Dominando a partida o jogo inteiro e aproveitando os importantes desfalques da equipe adversária, o Roletinha não tomou conhecimento do freguês e está nas quartas de final e tem tudo chegar à Ouro. O próximo passo será diante do Di Primeira, o mesmo time que o Roletinha meteu 8 x 2 na rodada final de classificação...
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
SPQSF 6 x 4 DPGamos
SPQSF DERRUBA MAIS UM E SEGUE FÁCIL RUMO À FINAL
Robin Hood do Chuteira não repete grande atuação contra primeiro colocado do grupo B e fica fora da próxima fase
Por Vinicius Bento
O craque do DPgamos não viria. Kaká, o artilheiro do time, não estava presente no jogo mais importante da história do DPgamos. Melhor para o SPQSF. O time mais ofensivo do Chuteira de Prata não demorou muito para abrir o marcador. Depois de algumas tentativas, o jogador mais ofensivo do Chuteira de Prata abriu o marcador. O grandalhão Jaja não só abriu o marcador como em menos de 15 minutos já havia feito 3. O mais bonito deles foi um golaço de falta. Depois de colocar a redondinha no chão e mirar o canto, Jaja meteu uma pancada de perna direita e cravou a bola no ângulo de Valentin, que nem foi nela. Renan, que estava na direção da bola, não conseguiu alcançá-la. Sorte dele, pois se tivesse pego em cheio, ele teria ido para o hospital.
Foi então que Denão começou a fazer a história do jogo. No seu primeiro lance da partida, ele pegou a bola no meio de campo e de maneira bem estranha perdeu a bola. Mesmo reclamando de falta no chão, o árbitro nem deu bola e no decorrer do lance, gol do SPQSF. Jaja novamente. Era o terceiro dele.
O primeiro tempo nem tinha terminado e as coisas já pareciam estar perdidas. Alguns membros do TCM? que viam de fora estavam achando a partida o maior barato. O bafafá da semana passada estava sendo compensado. Ou não. Denão voltou a atacar novamente, dessa vez para o lado certo. O atacante pegou rebote e, depois de arrematar duas vezes contra o goleiro adversário, colocou ela para dentro. Muita festa de Lói, que gritava palavras carinhosas como “vai, seu gordo” e “ponte que partiu, gol!”.
A verdade é que o DPgamos ainda arriscou alguma coisa. Aos 20 minutos da primeira etapa Pi garantiu o seu. Depois de cobrança de escanteio, ele apareceu no meio da área e desviou. A bola bateu na perna esquerda do goleiro e morreu no fundo das redes. Lance esquisito, mas como diria o artilheiro Val Baiano, não existe gol feio, feio é não fazer gol. 3 x 2.
Antes do término da primeira etapa, o fio de esperança havia voltado. No segundo tempo, os dois times viam o jogo em aberto. Talvez por isso Jaja tratou de colocar a bola para dentro das redes de Valentin rapidamente. O goleiro do DP, que estava defendendo o que podia e às vezes até mesmo o que não podia, não pode evitar o quarto tento. 4 x 2.
Como o craque da 9 do SPQSF já estava cansado de fazer gols, deu uma chance para o companheiro Fernando, camisa 16, que já estava dando trabalho a defesa há algum tempo, fazer o seu. 5 x 2 e a diferença de 3 gols voltava para assustar o DP.
João Corazza, que não é bobo nem nada, acertou um belo chute de longe no gol adversário e diminuiu. O DP não ia entregar as coisas assim tão fácil. O SPQSF também não. Di Dicredo, capitão do SPQSF, não queria dar sopa para o azar e colocou novamente a bola nas redes de Valentin.
Antes que a partida terminasse, ainda tivemos tempo para mais um gol do esforçado Denão. O jogador, que para Weinny Eirado é o mais chato do campeonato, bateu de perna direita no cantinho. Infelizmente, sua melhor partida na temporada não adiantou para muita coisa, pois o árbitro apitou o final do jogo e o DPgamos teve de voltar para casa, para alegria do TCM e de muitos outros de plantão. Já o SPQSF continua sua caminhada rumo ao título do Chuteira de Prata.
IV CHUTEIRA DE PRATA: OITAVAS DE FINAL
Di Primeira 3 x 2 Ras Time
DI PRIMEIRA FAZ RESULTADO NO PRIMEIRO TEMPO E LEVA VAGA
Mesmo pressionando muito no segundo tempo, Ras Time não consegue levar a partida para prorrogação e é eliminado
Por Renato Malaguti
Antes do início da partida ambos os times formaram uma roda, mostrando a devida seriedade, pois sabiam que não seria um jogo fácil. O sol já tinha ido embora e ventava um pouco. O clima estava perfeito para uma partida de futebol. E logo no primeiro lance, com um tanto de sorte, a equipe do Di Primeira abriu o placar em chute de Cirota, que contou com um desvio na trajetória para matar o goleiro.
O Di Primeira quase ampliou aos nove minutos, após assistência de cabeça realizada por Cirota para Rodrigo Miranda, que perdeu boa oportunidade chutando para fora. Três minutos depois, o zagueiro Lê chutou de longe, tirando tinta da trave esquerda. As melhores chances de gol eram do Di Primeira. O favorito Ras não conseguia criar ofensivamente. Somente aos 19 minutos, Johnny chutou forte de longe, mas a bola foi por cima do gol. Pelo outro lado, Simon bateu de longe também e enganou o goleiro Cipó, que tinha sua visão prejudicada. 2 x 0.
Esboçando reação, o Ras Time quase marcou em uma cobrança de falta de Macaulin, mas foi parada pelo goleiro, que jogou para escanteio. No último lance do primeiro tempo, Rapha Silva conseguiu ampliar ainda mais para a sua equipe. O chute de longa distância saiu forte e colocado ao mesmo tempo, indefensável para o goleirão Cipó, que até pulou para tentar desviar, mas não conseguiu.
Ganhando por três gols de diferença, dificilmente a equipe do Di Primeira perderia a partida se valorizasse a posse de bola e se defendesse com qualidade. Por esse motivo, foram um tanto quanto tranquilos para o intervalo. Na volta ao jogo, no primeiro lance de real perigo o Ras diminuiu. Johnny, com uma cabeçada que acertou o meio do gol, mas o goleiro não conseguiu pegar. Logo em seguida, dois minutos depois, Macaulin chutou forte no canto direito, sem chances de defesa. O Ras encostava no placar em menos de 10 minutos.
A situação obrigou o Di Primeira a esfriar o jogo pedindo tempo. Depois disso, Cipó trabalhou para defender chute de Rapha Silva. Em seguida, Simon também levou perigo com batida rasteira e cara a cara, mas Cipó fez boa defesa, sem dar rebote. Aos 17 minutos o jogo foi parado novamente, mas dessa vez a pedido do Ras. Faltando pouco tempo para o término,o Ras voltou para o abafa final. Aos 21 minutos, duas vezes seguidas, em jogadas de escanteio, Cipó subiu na área e mesmo com a baixa estatura conseguiu pular e cabecear com perigo. Nos quatro minutos finais de partida, cada bola defendida pelo goleiro do Di primeira era valorizada, fato que estressou a torcida rival.
Com todo mundo vendo, já que só faltava esse jogo para acabar toda a rodada, e a pressão do Ras, os jogadores do Di Primeira conseguiram sair vitoriosos de quadra sem necessidade de uma prorrogação. Decepcionado, o Ras Time certamente deixou o campo ciente que o primeiro tempo matou o time e sua sorte na Prata merecia ser melhor. Tinham time para tanto.
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